Fundação – Isaac Asimov

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Corte da capa do livro "Fundação", nova edição da editora Aleph onde se vê rosto de um homem em cores vibrantes e chapadas, sobre o fundo cor de rosa berrante.

Em um futuro distante, a humanidade prospera. O Império Galático estende seus braços pela galáxia inteira, até os sistemas planetários mais longínquos. O uso de energia fóssil ficou no passado e as viagens interestelares são uma realidade. A capital, Trantor, é o ápice da tecnologia e da ciência.

Porém, o Império está com os dias contados.

Fundação, de Isaac Asimov

Fundação tem início durante o apogeu da evolução da sociedade, quando se dá o desenvolvimento da psico-história. A partir de uma mistura de sociologia e matemática, esta ciência permite utilizar a estatística para prever grandes acontecimentos no futuro da humanidade. Dessa forma, mesmo antes de que qualquer outro pesquisador pudesse identificar os sinais de declínio, o gênio Hari Seldon não apenas antevê o inevitável fim do Império Galático, como também calcula a data da queda e desenvolve um plano de ação.

De acordo com Hari Seldon, a queda do Império se dará dentro de 300 anos e, depois disso, a humanidade viverá 30 mil anos de barbárie. A queda é inevitável. Porém, ainda é possível encurtar a era de trevas para apenas mil anos. Para isso, é necessário preservar o conhecimento. Assim, Hari Seldon propõe a criação de uma Enciclopédia Galática, que deverá reunir toda a cultura e a ciência conhecida, para que se prepare o terreno para o renascimento futuro.

Se reunir todo o conhecimento da galáxia já é uma tarefa hercúlea — que requer um planeta inteiro dedicado unicamente à causa —, mais difícil ainda é fazer isso em meio à barbárie que se inicia quando as bordas da galáxia começam a declarar independência do poder central…

Clássico da ficção científica

Escrito por Isaac Asimov, “Fundação” é um dos maiores clássicos da ficção científica e pode ser considerado precursor do gênero space opera. Originalmente, seus fragmentos foram publicados na revista Astounding Magazine, de 1942 a 1950. Posteriormente, reunidos no que ficou conhecida como Trilogia da Fundação. No primeiro livro são narrados os acontecimentos que se iniciam dois anos antes da Fundação ser criada, até o ano 150. Os dois livros subsequentes são “Fundação e Império” e “Segunda Fundação“.

Engana-se quem pensa que, por ter sido escrito nos anos 40, seja uma obra datada ou de difícil leitura. Muito pelo contrário, as construções textuais são fluídas e a leitura, ágil. Ainda por cima, o livro se divide em cinco partes menores, facilmente apreciáveis.

Eu, Karen Soarele, segurando nas mãos o exemplar emprestado de Fundação, na 1ª edição da Aleph
Foto minha onde estou sorrindo e segurando nas mãos o exemplar que li emprestado de Fundação, 1ª edição da Aleph

As 5 partes de Fundação

O livro é dividido em cinco partes. Em cada uma delas, somos apresentados a um grupo de personagem e aos problemas internos e externos que ameaçam a Fundação — podendo ser um novo partido político ou até mesmo o iminente ataque de uma potência vizinha. Os personagens são simples, muitas vezes não possuem sequer uma descrição física, mas o autor exprime a personalidade de cada um por meio de ações e faz com que o leitor realmente se importe com eles. Em um dos casos, o protagonista se resume a um nome, uma profissão e ao fato de ter recebido educação de sacerdote no passado, e isso já é suficiente para que o leitor vibre e torça para que a tramoia dele funcione. Sim, o que mais vemos na história é maracutaia.

Quando um problema da Fundação é resolvido, termina a parte do livro e também a participação do personagem. Para saber as consequências dos artifícios políticos, é preciso ler a parte seguinte… Assim, a curiosidade nos leva a devorar o livro inteiro em pouco tempo. Em cada uma das partes, somos apresentados a uma nova geração, e é com estes saltos temporais que o livro cobre os primeiros 150 anos da Fundação. Uma narrativa tão ágil, com reviravoltas tão interessantes, que mal se percebe sua única falha: a quase que completa ausência de personagens femininos.

Tendo como principal influência a queda do Império Romano, Fundação é uma obra que aborda, de forma simples, conceitos como a luta pelo poder e o controle através da religião, da tradição ou da economia — temas que se mantêm sempre atuais. É impossível não se identificar com os dilemas dos personagens e com suas causas, sejam elas mesquinhas ou altruístas.

Não foi à toa que se tornou um clássico.


Nota

5 selos cabulosos

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Ficha técnica

Fundação, livro de Isaac Asimov, edição da Aleph

Nome: Fundação (Trilogia da Fundação #1)
Autor: Isaac Asimov
Tradução: Fábio Fernandes
Edição: 1ª
Editora: Aleph
Ano: 2009
Páginas: 240
ISBN: 9788576570660
Sinopse: Lançado originalmente em 1951, o livro Fundação, de Isaac Asimov, é o primeiro volume da clássica Trilogia Fundação, vencedora do prêmio Hugo de melhor série de todos os tempos. Repleta de grandiosos cenários, a space-opera apresenta o Império Galático, que possui 12 mil anos de grandeza e estabilidade. Porém, o matemático Hari Seldon, criador da psicohistória — ciência que mistura matemática e sociologia e é capaz de prever o futuro da humanidade — vê que a queda do império está próxima, e pior, será seguida de 30 mil anos de barbárie, caso nada seja feito. Preocupado com o fim da humanidade e com o terror que será instalado, Seldon e um grupo de cientistas traçam um plano pela preservação de todo o conhecimento humano, capaz de reduzir essa era de barbárie para apenas mil anos. Porém, apesar da previsões do cientista-profeta, a falta de provisões e desenvolvimento podem atrapalhar este plano.