Os 12 Trabalhos do Escritor #S02E09 – Perguntas dos Ouvintes

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E aí, Escritores! Tudo bem? Espero que sim! Então vamos responder as perguntas dos Ouvintes.

Neste episódio, AJ Oliveira respondeu as perguntas literárias (ou não) que os ouvintes do “12 Trabalhos” enviaram durante essa temporada. As perguntas que não foram respondidas serão guardadas para episódios futuros que tenham a mesma temática deste, ou que ganhem temas próprios para o assunto abordado.

Neste episódio falamos sobre Técnica de Escrita, Sucesso no Wattpad, Desvios de Conduta, Dicas de Publicação e até sobre o “12 Trabalhos” no YouTube.

Espero que gostem!

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AGRADECIMENTO A TODOS OS PADRINHOS QUE CONTRIBUEM MENSALMENTE, EM ESPECIAL AOS DA CATEGORIA “LEITOR IDEAL” EM DIANTE:
  • JANAYNA PIN
  • AURYO JOTHA 
  • DINEI JÚNIOR
  • SÉRGIO ROSSONI
  • JANITO FERREIRA FILHO
  • DANIEL RENATINI
  • EDINARA BOFF
  • CLECIUS ALEXANDRE
  • JOSÉ IGOR DUARTE
  • ALVARO RODRIGUES 

 

Atenção!

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CITADOS DURANTE O EPISÓDIO:

Recomendamos:

  • Auryo Jotha

    Vamos por partes 😉

    Em relação à pergunta do Gabriel – a dos parágrafos. Se a leitura ‘tá fluindo ‘tá bom. kkkk
    Mas… se está achando algo estranho, o mais difícil você já fez que é identificar o que te incomoda. Minha sugestão (que não vale nada) é “brinque consigo mesmo” e “se desafie”. Como assim? Já pensou em fazer um conto curto que seria um relatório de uma investigação de um acontecimento, como um ataque de um lobisomem na meio da noite a um bairro? Por outro lado e uma história só com diálogos? Ou em primeira pessoa num fluxo de consciência? ^^

    Tinha visto a “pergunta polêmica” do Igor no face, mas não achei que fosse responder mesmo kkkkkk Muito bom.

    Agora a pergunta sobre os pensamentos dos personagens – acho que foi do Flávio. Dá para mostrar o que se passa na cabeça do personagem ou o que ele está sentindo não só com as ações do mesmo, dá para usar também o próprio ambiente ou a forma que o personagem interpreta as coisas ao redor. Isso também é usado pelo cinema com cores, com chuva ou um dia ensolarado, com pássaros voando (liberdade), com uma sirene (urgência) etc.

    AJ, você falou sobre Rimas Narrativas, isso me lembrou da Rimas Visuais, que é quando um filme junta duas cenas por causa de elementos parecidos: personagens diferentes fazendo a mesma coisa ou na mesma posição, ou uma transição de cenas onde uma continua o movimento da outra, ex: um pessoa enfiando uma colher no almoço e o levando à boca ~corte~ alguém a cavar, enfiando uma pá no chão e tirando a terra. Só agora percebi que dá para usar isso na literatura também. Na verdade, deve ser possível adaptar para a escrita várias técnicas de cinema.

    Por fim, sobre o conto do Rubem: acertô, miseravi.
    Não sei se você pegou a coletânea (Feliz Ano Novo) ou só o conto separado… de qualquer forma fica a indicação do conto 74 degraus, um dos meus preferidos do Rubem Fonseca.

    P.S.: Preciso ler o Scalzi…

    • Interessante esse lance de rimas visuais, eu lembrei que usei esse tipo de recurso numa partida de RPG uma vez e os jogadores gostaram bastante. Massa saber o termo técnico disso, valeu! 😀

      • AJ Oliveira

        CARA! Pra RPG isso rola bem demaaaais! Principalmente em aventuras que forcem os jogadores a entender a rima. Nas poucas vezes que joguei, os mestres focavam mais em tropes já batidos e não tanto na interação inovadora. Eu sei que é bem difícil montar uma narrativa pra RPG principalmente se o grupo não seguir pro caminho pretendido, mas sinto falta desse tipo de coisa.

        • O recurso deu uma dinamicidade cinematográfica para as cenas que o grupo de jogo aprovou. Foram raras as vezes que conseguimos repetir a façanha narrativa, mas foi ótimo.

    • AJ Oliveira

      Ótimas dicas, Auryo! E hoje nós temos no cinema muitas técnicas que podem ser encaixadas na literatura (na verdade, foi o cinema quem chupou da primeira rs) de forma que vira e mexe encontramos autores técnicos que comparam o PDO de um personagem com uma câmera capturando acontecimentos.

      Sobre Rimas Narrativas e Rimas Visuais, bem… Podemos dizer que é exatamente a mesma coisa, inclusive muita gente usa os termos tanto pro audiovisual quanto pra literatura. O resumo foi exatamente esse que você passou 😉

      Acabei de ler o conto. Ainda to afiado na parte técnica de amarração! Vou ler o 74 degraus e depois te digo o que achei!

      Forte abraço e, novamente, parabéns pelo prêmio 😀

  • Esse formato é legal, primeiro porque é legal ter essa interação com nós ouvintes e segundo porque dá para revesar entre os programas e dar uma respirada a mais para produção dos conteúdos com convidados, que devem precisar de mais tempo para serem produzidos.

    AJ, já pesquisou outras plataformas de financiamento recorrente, como o Apoia.se? Vai que eles tiram uma parcela menor do montante financiado.

    Queria deixar minha pergunta (que também pode servir como sugestão para assunto do programa): além da quantidade de palavras geralmente associadas, qual a diferença entre contos, novelas e romances em termos de estrutura de história? Os contos e romances ficam numa faixa conceitual mais fácil de entender, mas as novelas estão num meio termo que para mim não fica muito claro os caminhos para seguir e seria legal ter um insight mais técnico.

    Aguardando os episódios sobre Wattpad, parabéns pelo trabalho e obrigado por compartilhar esse conhecimento conosco!

    • AJ Oliveira

      Grande Mike, vamos lá:

      1º Financiamento Coletivo: Pela pesquisa que fiz na época, o padrim estava mais em foco do que o Apoia-se, de forma que os principais cases de podcasts estão no Padrim (casos do Jogabilidade, Mamilos, Xadrez Verbal e etc…) e também pesou bastante o fato de estar em um site que o pessoal já usava o padrim pra ajudar o CabulosoCast, então quis evitar que tivessem de fazer um novo cadastro. Você é contribuinte pelo Apoia-se? Se sim, qual a experiência por lá?

      2º Eu vejo que muitos autores diferenciam esses gêneros de formas diferentes, então é possível haver várias respostas pra isso, mas bora lá:

      Contos – considero narrativas de tiro curto porém bem trabalhadas no que se refere a linguagem e trama. O conto, ao meu ver, não conta começo/meio/fim, ele aborda uma situação que já está ocorrendo e te soca na cara sem você esperar.

      Romances – Aí já são narrativas longas, onde podemos ter um apreço maior ao cenário e ter um trabalho mais focado no desenvolvimento do personagem (coisa que no conto já é mais difícil também). Além disso, o romance já tem um certo apelo pra estrutura em três atos (o que não é uma regra, mas é normalmente esperado pelo leitor)

      Novela – E aqui a coisa passa a ficar relativa. Se falarmos em novelas como as da Globo, por exemplo, já temos uma linguagem bastante simplificada. A novela em si é mais longa do que um romance (motivo pelo qual ela dura tanto tempo) e por conta disso conta com alguns diálogos mais expositivos e umas viradas bem mais simples (pra não correr o risco do espectador se perder no meio da trama ou ficar confuso com vários plots brigando por atenção).

      Contudo, se falarmos em Noveleta, daí nos referimos a um romance bem mais curto. Um desses casos é “Lobo de Rua” da Jana Bianchi, que conta com umas 20mil palavras, se não me engano.

      Além desses também temos as crônicas, poemas, cordeis e folhetins… Mas aí eu precisaria dar uma boa pesquisada pra responder.

      PS: SIM! Leia o Scalzi!

      Forte abraço, man!

      • Faço uns dois apoios pelo Apoia.se (para a revista Dragão Brasil e pro podcast Gente que Escreve), acho tranquilo, não tenho nada do que reclamar da plataforma.

        Obrigado pelas notas sobre romances x contos x novelas. Antes eu fazia confusão com novela literária da novela da TV, mas percebi que a novela da TV veio do termo telenovela, daí acaba tendo esse embaralhamento conceitual assim como “romance” (tem o romance enquanto tamanho da história, mas tem o gênero romance que as vezes o pessoal chama de romance romântico pra diferenciar, mas tem a escola do romantismo, daí a confusão segue… Hahaha).

        A questão do tamanho de cada uma eu já tava ciente, minha dúvida maior é do formato de história que cabe mais… A quantidade de personagens, sub-tramas, etc. Nos contos e romances a disponibilidade destes recursos até fica bem clara, mas na hora de pensar em novelas (ou noveletas) as dúvidas são muitas, hehe.

        Obrigado!

  • Fala AJ, legal o episódio. Foram boas perguntas selecionadas. Um episódio assim, de vez em quando, cai bem. Grande abraço!