Os 12 Trabalhos do Escritor ESPECIAL- Por que Personagens Femininos?

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E aí, Escritores! Vamos falar sobre personagens femininos?

Como já prometido, chegou a hora de abordarmos mais uma vertente deste assunto complexo chamado Criação de Personagens. Mas diferente do episódio que gravamos com a Samanta Holtz, desta vez falaremos sobre uma ótica que vem crescendo e fazendo barulho nos últimos anos.

A Pergunta que nomeia este episódio vem a partir dessas discussões onde: 1) há quem proteste sobre a falta de representatividade feminina na cultura pop; 2) há quem diga que isso atrapalha na liberdade do autor, e que têm reduzido qualitativamente as obras em que esta linha de pensamento é posta.

Através destes questionamentos, a ideia do episódio não é tomar partido através de discursos polarizados, mas construir pontes através de empatia, escutando a opinião de pessoas que são diretamente aferadas pela forma com que personagens femininos são retratados na ficção especulativa.

E para me ajudar a iluminar esse caminho, as convidadas da vez são as queridíssimas Camila Fernandes (Minas Nerds), Gabriela Colicigno  (Minas Nerds e Who’s Geek) e a Ana Lúcia Merege (Editora Draco).

Espero que gostem do episódio tanto quanto eu gostei de tê-lo gravado! =)

 

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  • JANITO FERREIRA FILHO
  • DANIEL RENATINI
  • EDINARA BOFF

 

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CITADOS DURANTE O EPISÓDIO:

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  • Haniel Lucas

    “Ah, não tem romance, os leitores não vão gostar disso.” Toda vez que ver a história que dizerem algo que os leitores não vão gostar, lembrem-se de Game of Thrones. São uma audiência masoquista.

    Sobre estupro, eu pensei que fossem falar disso. Também pensei “Que será que vão falar da Dannerys e do Martin?” E fiquei surpreso quando vocês não mencionaram o Teste Jada, um teste de três condições que analisa se o estupro é usado como uma boa arma de roteiro ou apenas por fetiche.

    1. O estupro ocorre pelo ponto de vista da vítima?
    2. A cena de estupro possui o propósito de desenvolvimento da personagem da vítima em vez da trama da narrativa?
    3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?

    (Se elas disseram eu não ouvi) Mas elas não conheciam esse teste? O_O

    Acho que a essência do que as meninas queriam passar nesse episódio foi uma relação não entre escritor x personagem, mas entre escritor e Pessoas. Verossimilhança com a realidade e empatia, os personagens não precisam ser reais, eles precisam ser realistas.

    Já faz tempo que tento implementar personagens femininas nos meus roteiros, e o maior problema que vejo (quando reviso os roteiros antigos) é que eu não conhecia as mulheres. Simples assim. Com o tempo, depois de pesquisas e mais pesquisas, e conversar mais com meninas, eu acho que atingi um bom nível de verossimilhança.

    Meninas, perdoem a nossa ignorância, mas vocês são um enigma! X3

  • Raphael Kepler

    Episódio maravilindo! <3

    Concordo com todas as colocações, mas o que mais me identifiquei foi quando disseram que esse papo de "não saber escrever sobre mulheres" é desculpa ou algo do tipo. Acho que é mais preguiça e falta de interesse por parte do autor.

    Talvez realmente seja complicado um escritor de 18 anos escrever sobre uma senhora de 98 anos, bisavó de 7. Mas afirmar que "escrever sobre mulheres é difícil porque sou homem" é um pouco de falta de empatia em minha opinião. É tão simples entender que mulheres são pessoas, e que pessoas são similares em muitas coisas, não importa o sexo.

    George RR Martin é um ótimo exemplo.
    Muitos dizem que seus livros só fazem sucesso por causa das mortes, sexo e violência. Eu discordo COMPLETAMENTE disso! O cara é o mestre da empatia.
    Ele narra cenas de estupro sem ser machista. Ele fala sobre machismo sem ser machista. Ele criou uma personagem (Brienne) que é feia, tem porte masculino e ainda por cima quer ser guerreira e, mesmo assim NÃO FOI MACHISTA nas descrições!

    Enfim, parabéns por mais um episódio FODÁSTICO!
    Abração! 😀

  • Claudia Dugim

    Excelente podcast! Mulheres não são misteriosas, basta que os autores homens nos ouçam.

  • Ira Croft

    Que programa incrível! Um podcast com mulheres que trabalham na área, possuem experiência técnica, conhecimento profissional e vivência como mulher faz grande diferença e acréscimo de conteúdos. Os pontos altos, para mim leiga, foram sobre a composição dos personagens, “sutilezas” que ainda mantem a mulher submissa ou menor, quando para ser um personagem forte precisa ser fisicamente forte; e principalmente os gatilhos machistas nos casos de estupro, como essas situações são desenvolvidas sobre a ótica dos homens e não a realidade da mulher. Acrescento aqui uma obra muito famosa, que me marcou e sempre me fez ver o estrago real que um estupro faz, que conseguiu transferir para o expectador foi a Cor púrpura, sua violência, estupro, sentimentos…tudo.

  • Carlos Rocha

    Ótimo episódio. Ótimas contribuições das convidadas. Parabéns pela escolha de tema também.

  • Interessante que o programa me fez perceber que em fantasia D&D-like, personagens mestiços (quase todos os meio-orcs e alguns casos de meio-elfos) muitas vezes são fruto de relacionamentos que aconteceram através da violência, mas este aspecto nunca se torna foco da questão, embora possa ser explorado como um fardo psicológico extra além do preconceito (gerado pelo sangue de um povo estranho ao ambiente em que o personagem vive) em torno deste tipo de personagem.

  • Elson Glauber Carneiro Felix

    Hue eu escrevi sobre uma distopia feminista onde a protagonista é uma mulher antifeminista!