Os 12 Trabalhos do Escritor #S02E05B Podcast Curta Ficção e a Jornada do Herói

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E aí, Escritores! Tudo bem? Espero que sim!

Chegamos a segunda parte desta bateria de episódios sobre a jornada do Herói, de Joseph Campbell.  Para o episódio de hoje, teremos um crossover em conjunto com o podcast “Curta Ficção“. A ideia do episódio é abordar os erros que podem ocorrer ao usar a Jornada do herói como uma receita de bolo, ou em outras palavras, mecanizar uma atividade que exige criatividade e inovação. Estiveram presentes a Janayna Bianchi, o Thiago Lee e o Rodrigo de Assis Mesquita.

 

Espero que gostem!

EDIÇÃO FINAL: Fernando Ticon 

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CITADOS DURANTE O EPISÓDIO:

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  • Auryo Jotha

    Realmente uma boa maneira de driblar a “jornada do herói” é fazer várias jornadas, é ter vários heróis, assim as coisas ficam mais orgânicas; porque há umas histórias por aí cujo universo parece só existir se entra em contato com o personagem principal, ninguém faz nada no mundo além do protagonista, tá tudo ali a esperar o cara passar.

    Adorei o crossover e o episódio. Ri muito com a ideia de um velho no ônibus segurando uma placa “chamado para aventura aqui!”, e com “o rei da matilha” no final também. Assim surgiu um novo termo: Fantasia rural ^^

    • AJ Oliveira

      Isso aí, Auryo. No próximo episódio vamos falar sobre algumas jornadas e tal, talvez a coisa fique mais clara.

      E sim, a fantasia rural foi digna de umas boas risadas, só quem tava na gravação sabe o quanto haha.

      Forte abraço! =)

    • Haniel Lucas

      Fantasia rural, isso daria algo interessante mesmo. O pessoal do sítio geralmente tem histórias interessantes de coisas que viram na fazenda.

  • Raphael Kepler

    Adorei o episódio!
    Esse tema me fez lembrar um workshop que vi do Brandon Sanderson no Youtube. Sanderson afirma que existem dois tipos de escritores: os “cozinheiros” e os “chefes”.

    Os “cozinheiros” pegam uma receita e seguem a mesma sem tirar nem por, com medo de errar, colocar muita pimenta, esquecer algum ingrediente, etc.
    Os “chefes” podem até utilizar uma receita, mas combinam ingredientes, testam temperos, misturam sabores e criam pratos inigualáveis. Alguns até ignoram receitas e criam suas próprias receitas.

    Acho essa analogia perfeita, pois é assim mesmo que vejo alguns escritores tratando a Jornada do Herói, como se fosse algo obrigatório e insubstituível.

    Sendo que Campbell disse em seu “Herói de Mil Faces” que o livro trata das SEMELHANÇAS entre as histórias, e não das diferenças. Campbell sabia que existem outras técnicas, mas seus seguidores ignoram isso e vestem a farda da Jornada, acreditando até mesmo que nossa vida real pode se encaixar na mesma.

    É isso. Abraços e continue com o excelente trabalho! o/

    • AJ Oliveira

      A ideia principal é que não podemos simplesmente nos ater à muletas, isso é péssimo pra qualquer área criativa.

      PS: esses exemplos de escritores americanos sempre são ótimos haha.

  • Norberto Silva

    Adoei essa segunda parte… De fato a cada novo programa, que trato de compartilhar com outros colegas que gostam de escrever, aprendo mais e mais e, com certeza minhas histórias irão refletir o que tenho aprendido nesse que é, de longe, um dos melhores podcasts literários da podosfera.

    Valeu mesmo AJ e Pessoal do Curta Ficção!

    • AJ Oliveira

      muito obrigado pelo comentário, Norberto! Quero ver essas histórias surgindo, ein?

      Forte abraço! =)

  • Haniel Lucas

    Nossa cara, tu vai trazer o Pablo do mitografias no próximo episódio? Que foda!

    Bom episódio, três convidados de uma vez? Isto foi novidade mesmo!

    • AJ Oliveira

      Haha. Valeu Haniel! (achei que tinha respondido seu comentário, acho que deu erro) haha

      Isso vai se repetir ainda 😉

      Forte abraço! =)

  • Michel Costa

    Antes de tudo, parabéns AJ e amigos do Curta Ficção por mais um ótimo episódio, este com o bônus do crossover. Sobre a jornada do herói, tenho uma visão um pouco diferente: embora não seja uma fórmula que precise ser seguida à risca, a jornada está presente de alguma forma na grande maioria das histórias, mesmo que não esteja de forma muito evidente. Até mesmo Game of Thrones, citada no cast, tem personagens com jornadas bem nítidas como Snow, Arya e Daenerys. Como os estudiosos dessa estrutura sempre colocam, a jornada está no DNA das pessoas como forma de contar histórias. Por isso conhecê-la bem tão importante até para a subvertermos quando assim desejarmos.
    Abraços a todos!

    • AJ Oliveira

      Fala Michel, tudo bem? Muito obrigado pelo comentário!

      Sobre a Jornada, eu tenho em mente que a jornada do herói sirva apenas quando o objetivo é contar a história de um único herói em uma única jornada. Sendo que, para isso acontecer, ele superará todos os desafios terminando por conseguir sua recompensa e voltar para o lar com um “status” diferente do inicial.

      Em outras palavras, é a história de um personagem alcançando objetivos e voltando para o lar com os frutos de seu esforço.

      Analisando dessa forma, não vejo isso ocorrendo no romance do Martin, visto que os personagens mudam seus objetivos conforme a trama se desenvolve, então da mesma forma que temos o Jon concretizando seu principal objetivo (ir para a muralha) com apenas quatro capítulos, temos a Arya e Daenerys mudando de objetivos logo após o que seria um suposto ‘chamado do herói” (o objetivo de uma era ser uma espadachim, o da outra é servir como ferramenta ao irmão) e coincidentemente é por esse motivo que as duas personagens femininas sofrem tantas críticas nas fases de desenvolvimento de caráter, pois o leitor não está acostumado a ver mudanças de objetivos tão constantes em uma narrativa sem o dito herói.

      Contudo, é inegável que alguns pontos da jornada acabam colidindo com histórias sem essa estrutura (até por conta de ser muito ampla) mas eu gosto de fazer um paralelo com a estrutura Aristotélica, onde teoricamente toda história segue o princípio linear de começo, Meio e Fim, pois se eu conto uma história embaralhando essa ordem significa que usei uma estrutura completamente diferente.

      Concluindo: Eu penso que temos mais chances de criar histórias surpreendentes se sairmos um pouco dessa ideia meritocrática do herói passando por transformações e superando obstáculos, pois na fase em que o mundo se encontra, tramas reais são aquelas que retratam uma narrativa de adaptação aos conflitos, e não de superação.

      PS: só fiz o texto pq no “12 Trabalhos” minha opinião nunca é posta de uma forma transparente, então achei que seria interessante colocar isso às claras.

      PS2: esse tema, sem dúvidas, dá uma bela tarde de café e debate, fica aí o convite 😉

      • Michel Costa

        Opa, seria um prazer debater esse tema contigo durante um café. E, falando em futuros encontros, tem planos pra Bienal do Rio? Abraço!

        • AJ Oliveira

          Cara, infelizmente não vou comparecer D:

          Minhas perspectivas de eventos serão no Nano, em Novembro, e na CCXP.