CabulosoCast #204B – Literaturas Africanas e Afro-Brasileiras

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Olá Cabulosos e Cabulosas! Neste capítulo, a segunda parte do programa sobre Literaturas Africanas e Afro-Brasileiras, além de continuar a discutir algumas questões espinhosas como: “A literatura negra fala só sobre racismo?”; “Autores brancos podem contar a história do negro?” dentre outras; e para finalizar Francy Silva, Juliana Santos e Lu Bento indicam obras para os ouvintes. Um bom episódio para vocês!

Narração por Igor Rodrigues de O Drone Saltitante

Atenção!

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Citados durante o programa

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  • Douglas Costa

    Prezados,

    Vou começar explicando que levanto o questionamento para aprender, pois acredito que você primeiro deve entender os motivos/razões/fundamentos para poder formar um entendimento.

    Ouvi os dois “lados” deste episódio, A e B, adorei ter novas indicações de livros fora do eixo cultural que nos empurram goela abaixo.

    Bom, há algum tempo tento ler mais livros contemporâneos brasileiros, asiáticos e africanos. Faço isso, pois acredito que a experiência do escritor é muito importante na hora de contar uma história e, admito, por estar de “saco cheio” de ler sobre o homem branco europeu ou americano …

    Dito isto, preciso indagar: não bastaria dividir a literatura pelo tipo (terror, aventura, ficção e etc.) e pelo continente em que é produzida?

    Eu entendo e concordo com 80% do que a militância negra fala, mas eu não consigo entender essas divisões que se criam cada vez mais, será que nosso objetivo não deveria ser acabar com as divisões? será que terminar com a diferença não é mais importante do que pura e simplesmente afirmar a diferença?

    Claro que as pessoas são diferentes, mas será que devemos considerar isso para dividir tudo? Cito um exemplo, eu não consigo entender o nome afrobrasileiro, sinceramente eu sou brasileiro descente de africanos e detesto o termo afrobrasileiro (talvez se eu entender seu uso, possa gostar), acho que uma divisão desnecessária e mais um abismo na sociedade.

    Desculpem, talvez aqui não seja o fórum de discussão disso, mas percebi isso claramente, essa separação no discurso adotado, e gostaria que me explicassem o por quê dele, isto é, por que criar mais divisões ao invés de afirmar a cultura negra brasileira e africana no nosso dia transformando-a no normal (não achei termo melhor, perdão) e não diferenciando mais ainda?

    Obrigado,
    Douglas

    • Rafael NW

      Como Oscar Wilde disse uma vez “Definir é Limitar”.

      Sempre que as pessoas dividem algo, mesmo que por motivos nobres, acabam alimentando o preconceito em ambos os lados.

      Ao meu ver, propagar a ideia de que ler algo só pelo fato de ser criado por um Negro/Asiático/Gordo/Ateu/Jedi ou qualquer definição que queiram criar é muito prejudicial para o fim do racismo.

      Afinal, eu não escuto Queen por saber que Freddie Mercury era bissexual.
      Eu não vejo filmes do Quentin Tarantino por saber que ele é ateu.
      Eu não leio Machado de Assis por saber que ele era mulato.
      Eu não assisto Cosmos por saber que Neil deGrasse Tyson é negro.

      Eu vou assistir/ler/ouvir por é bom, e ponto final.

      Quer acabar com o Racismo? Morgan Freeman já respondeu: https://www.youtube.com/watch?v=BqipVJ0FDQE

  • Programa muito, muito bom. Vim cá deixar minhas indicações, dois poetas, ela de Moçambique e ele de Angola: Hirondina Joshua com livro Os Ângulos da Casa e Gociante Patissa com Almas de Porcelana.

    Leiam:
    http://woomagazine.com.br/poeta-mocambicana-lanca-os-angulos-da-casa/

    Comprem:
    https://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=570

    https://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php

    Um dos participantes mencionou a Noémia de Sousa. Reforço a indicação. Sangue Negro saiu pela Kapulana em uma edição espetacular.

    Abs a todos!

    • O livro da Hirondina Joshua é maravilhoso mesmo. Fiquei muito feliz de conhecer a obra dela na FLIPOÇOS – Feira literária de Poços de Caldas. Irei procurar a obra do Gociane Patissa, conheço muito pouco de literatura angolana. Obrigada pela dica.

  • Pingback: RACISMO, TURBANTE, LITERATURAS AFRICANAS – Parte 1 – Laine Lima()

  • Pingback: RACISMO, TURBANTE, LITERATURAS AFRICANAS – Parte 2 – Laine Lima()

  • Marcos Henrique Apolinario

    Prezados,
    Minha indicação também e aqui é a editora Ogum’s