Os 12 Trabalhos do Escritor #S02E03 Samanta Holtz e a Criação de Personagens

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E aí, Escritores! Tudo bem? Espero que sim!

Um novo par de semanas se passa e mais um novo episódio surge. E dessa vez, o papo sobre criação de personagens tem como protagonista a queridíssima autora de “Quando o amor bater à sua porta”, pela Editora Arqueiro, Samanta Holtz.

Como criar personagens reais? Como dar voz e transformá-los em multicamadas de drama com o mais alto nível? Por que meus personagens ganham vida própria? Essas e outras perguntas serão respondidas assim que você apertar o botão “Play”.

Espero que gostem!

EDIÇÃO FINAL: Fernando Ticon 

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  • Que pessoa maravilhosa, a Samanta. Ela me cativou totalmente.
    Parabéns pelo trabalho, AJ, o podcast está me ajudando de uma forma incrível, melhorei muito ouvindo Os 12 Trabalhos.

    Abração! o/

    • AJ Oliveira

      Que bacana, Francisco! Muito legal mesmo!

      Sem dúvidas a Samanta é uma pessoa no mínimo cativante! Escolha perfeita pra esse episódio!

      Um forte abraço! 😉

  • Davi

    Ótimo podcast.
    Falando sobre minha experiência na criação de personagens, ela veio naturalmente enquanto eu pensava no mundo e na história, eles faziam parte da história que movimentava o mundo, e o mundo os movimentava (ou no caso, os criavam).
    Então não sei até que ponto isso é uma ajuda ou relato haha, mas no começo algo que eu fazia (e até hoje) e resolve é tirar um tempo e anotar suas ideias em um papel, tirar todas as ideias de sua cabeça e trabalhar com elas fisicamente, pra mim isso funciona de uma forma bastante natural.
    As coisas surgem pra mim, e eu ia anotando e criando os personagens, mundo etc
    Também ouvia música enquanto isso, e depois vi em algum lugar que ouvir ajuda o cérebro a ficar mais relaxado e consequentemente você pensa de melhor forma. Mas eu fazia isso antes de saber hein ¬ hahah

    • AJ Oliveira

      Olá, Davi! Tudo bem?

      De fato existem várias e várias formas de se criar um personagem. já vi pessoas que usam métodos bastante parecidos com esse que você citou. O legal é pensarmos que o importante é trazer veracidade e, principalmente, camadas de conflitos vividos em um suposto BackGround.

      Particularmente, eu gostei muito das dicas da Samanta devido ao público do 12 trabalhos, em especial a quem está chegando agora com as primeiras ideias, pois é um ótimo guia pra momentos em que estamos perdidos no meio de uma apresentação que deveria ser simples. haha.

      Muito obrigado pelo comentário!

      Espero que continue acompanhando 😉

    • Arthur Zopellaro

      Também uso essa metodologia.
      As vezes tenho uma ideia que acho interessante ser trabalhada, mas não começo, apenas anoto. Durante toda a semana, no dia a dia, aquela ideia vai ganhando mais e mais vida, por isso estou sempre com o celular perto e vou anotando cada uma dessas ideias para o Universo e Personagens.

      E por fim, ligo minha música e começo a juntar os retalhos 🙂

  • Edinara Boff

    Parabéns AJ por mais um episódio incrível!

    As dicas da Samanta foram ótimas, as vezes me vejo com uma ideia boa, mas na hora de colocar no papel os personagens não conseguem “carregar” a história. Acho que na empolgação de colocar uma ideia em prática, acabo atropelando uma construção precisa do personagem e condenando uma boa história por isso.

    Abraços e sucesso!

    • AJ Oliveira

      Hahaha. Isso é bem comum de acontecer comigo também, Edinara. A real é que muitas das camadas dos meus personagens acabam se solidificando durante as revisões, e pelo que eu costumo conversar com outros escritores, isso é meio que um padrão.

      Aproveite toda essa empolgação pra chegar logo na palavra fim e depois revisar, acho que o primeiro draft sempre é o mais complicado D:

      Um forte abraço! =)

  • M.

    Ela é um amorzinho.

    • AJ Oliveira

      E pra lá de competente! =)

  • Haniel Lucas

    Samanta Holtz foi uma convidada bem humorada e que expressou bem suas opiniões acerca do tema.

    Teve uma coisa, porém, que eu acabei percebendo apartir do que ela falou, algo que eu consegui “dissecar” mais da fala dela. Uma ideia que acabei tendo que agora quero compartilhar.

    Ela bate na tecla de que os escritores iniciantes tem o problema de falar demais e mostrar de menos. Que vez ou outra os personagens são superficiais e suas motivações só servem pro jogo de xadrez. Mas que você pode resolver isso colocando características e princípios “ocultos” que só serão reveladas depois no livro. Por que Malu é tão arrogante? Por que Malu guarda frases de amor numa gaveta?

    Basicamente, o que o escritor deve fazer é aquele velho gostinho… “O que será que acontece depois?” mas, mais precisamente, gerar EXPECTATIVA. O leitor deve SENTIR que algo irá acontecer, que Malu não é só a pessoa amargurada que ela mostra ser.

    Tal como ela citou o livro de escrita da Disney, “O seu personagem é o que ele faz” eu diria que “O seu personagem é o que ele passa ao leitor.”

    😉

    • AJ Oliveira

      Matou à pau, Haniel.

      Quando a Samanta fala sobre o Xadrez é exatamente no ponto em que os personagens acabam se tornando estereótipos batidos que só agem de uma determinada forma, mas que não contam com nenhum background que lhe dê vida (são como NPC’s mal trabalhados). O segredo da formação de personagens é o número de camadas que você impõe, e isso não é feito apenas com enormes introduções começadas por “era uma vez”, é possível trabalhar camadas no simples ato de falar, no modo como caminha, ou pelas atitudes que ele toma (caso da caixa da malu)

      Lógico que na prática a coisa é um pouquinho mais complicada, porém só de saber qual rumo deve ser tomado, na hora de criar um personagem, já deixa um novo autor muito mais próximo de um resultado plausível!

      Muito obrigado pelo seu, mais do que feliz, comentário!

      Forte abraço! =)

      • Haniel Lucas

        Cara, eu leio teu comentário e escuto tua voz na minha cabeça. Acho que tô viciado nos Doze Trabalhos e__e

        • AJ Oliveira

          Ou é isso, ou meus poderes telecinéticos voltaram. -qq

  • Arthur Zopellaro

    Okay, criação de universo e criação de personagens se encaixaram perfeitamente.
    Dois excelentes episódios em sequência.

    Gostei demais da personalidade de Samanta, muito divertida e com informações preciosissimas!

    • AJ Oliveira

      Pois é! Fiz isso por achar que são assuntos muito parecidos e que exigem praticamente o mesmo tipo de esforço para trazer a tal da veracidade à estória. Só não esqueça que este foi praticamente 1/4 do quanto esse assunto ainda será abordado, então aguarde 😉

      Abs

  • Davi Paiva

    Olá, equipe dos 12 Trabalhos!
    Esse podcast é muito útil! Devia ter saído antes. Seja como for, o importante é que saiu…

    O que penso: um personagem é tão importante quanto a sua trama. Alguns acham que ele tem que ser maior que a narrativa e outros o colocam de forma menor que a sua jornada. Quem vai pelo primeiro caso cria um Doctor Who da vida (que nem sempre tem episódios dignos de sua grandeza…) e quem vai pelo segundo cria outro seriado “Sandy & Jr.” (alguém lembra? Sempre tinha um probleminha para os irmãos resolverem e terminava com alguma música…).
    Em suma, personagem e narrativa são duas engrenagens do mesmo tamanho em que aplica a mesma energia e ambas se empurram da mesma forma.

    Sobre a sugestão da planilha de características da Samantha (muito útil, diga-se de “passagi”), creio que ela também possa ir sendo atualizada conforme os personagens passam pela jornada da narrativa. O estudante que vai prestar o Vestibular finalmente entende Química no capítulo 7… a melhor amiga dele termina com o namorado no meio do segundo ato… o irmão muda a aparência e arruma um emprego importante… etc.

    Parabéns pelo trabalho!

    • Auryo Jotha

      Concordo com essa ideia de engrenagens. Eu fico muito “ué?” quando um autor perde tempo construindo um personagem, e no momento em que este já tem background, uma voz própria e tudo mais simplesmente desaparece porque não tem função na história. É triste quando um personagem (secundário) bem construído não é bem utilizado na narrativa.

      • AJ Oliveira

        Isso é um erro bizarro. Ocorre principalmente em produções seriadas. D:

      • Davi Paiva

        Fico feliz que tenha gostado.
        Sobre o que disse, lembra muito o que ocorreu com o Oberyn Martel do seriado Game of Thrones (se no livro é diferente, eu não sei): ele chega como um personagem motivado pela vingança e se mostra dono de várias facetas (liberal, romântico com a própria esposa, etc.)… para, no fim das contas, mostrar que o Montanha era forte. Coisa que já sabíamos. E o pior: deixou o Montanha ainda mais forte! É como colocar um motor turbinado em um Mustang.

    • AJ Oliveira

      Eu particularmente gosto muito das duas formas. Do mesmo jeito que sou apaixonado por narrativas como a de Breaking Bad, Hannibal, Narcos e outras narrativas com personagens que, literalmente, roubam a cena, também tenho um carinho inestimável narrativas focadas quase que total na trama, caso de Black Mirror, Além da Imaginação e até as cronicas de Artur. Tudo é uma questão de estratégia e história a ser contada.

      • Davi Paiva

        Sem problemas.
        Em minha humilde opinião, o lance para “roubar a cena” ocorre muito pela performance dos atores nos seriados. Se tiver algum exemplo na literatura e puder me informar, serei grato.
        Quanto ao oposto, é realmente bacana. Star Wars provou isso recentemente: seu universo não se restringe somente à família Skywalker.

        Seja como for, em ambos os casos, isso precisa de uma dose cavalar de experiência para ser executado.

        Nota: o exemplo das Crônicas de Arthur é da trilogia do B. Cornwell?

  • Carlos Rocha

    Ótimo episódio novamente AJ. A Samanta Holtz falou com propriedade sobre criação e desenvolvimento de personagens. Nota 10 mesmo. E você como host, cada vez melhor. Grande abraço!