Perdidos na Estante #003 – O Autismo e a Literatura

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Salve, salve podosfera! Esse episódio do Perdidos na Estante é muito especial. Dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e por isso Domenica Mendes e Priscilla Rúbia convidam Rick Galasio e o autor Lauro Kociuba para fazer a ponte entre o autismo e a literatura. Existem livros com personagens autistas? Quais são as características desses personagens? Por que é importante que eles existam? Representatividade importa? Tudo isso discutido com muito amor e descobertas. Vem com a gente!

Atenção!

Para ouvir basta apertar o botão PLAY acima ou clique em BAIXAR.

Citados durante o programa

[Filme] Código para o Inferno
[Link] O Autismo e a Fantasia por Lauro Kociuba
[Link] Diretor de Overwatch confirma que Symmetra é autista
[Filme] O Homem Bicentenário
[Netflix] Os Homens que não amavam as Mulheres (adaptação americana)
[Netflix] Os Homens que não amavam as Mulheres (adaptação sueca)
[Coluna] Dicas de escrita de Octávio Aração por Rick Galasio
[Coluna] Foca na Escrita! por Rick Galasio
[Coluna] Dicas de Josy Stoque para você se tornar um excelente escritor ou escritora por Rick Galasio
[Coluna] A dor cria um escritor por Rick Galasio
[Coluna] Deu branco, e agora? por Rick Galasio

Compre

[Amazon] Kafka não veio da Paula Dassie
[Amazon] O Homem Bicentenário
[Amazon] A Música do Silêncio
[Amazon] O Nome do Vento
[Amazon] Os Homens que não Amavam as Mulheres
[Amazon] The Way of Kings
[Amazon] A Liga dos Artesãos do Lauro Kociuba
[Amazon] Estações de Caça do Lauro Kociuba
[Amazon] Promessas Antigas: Um conto alvor na galeria Creta do Lauro Kociuba

Agradecimentos:

Paula Dassie pelas incríveis narrações deste episódio
Ao Rick Galasio pela elaboração da pauta e abertura deste episódio
Arte de logo e layout de vitrine: Rebecca Agra

  • Uma pérola esse programa.
    Parabéns aos 4.

    • <3

    • Rick Galasio

      <3 Muito obrigado, grande Erick Novelo!

  • Rodrigo Basso

    Muito bom o programa! Me arrepiei com a narração do trecho da Música do Silêncio!

    Parabéns!

    • Rick Galasio

      A Narradora, Paula Dassie, é uma pessoa incrível! Penso que a sua voz combinou perfeitamente com Auri, por todos os motivos. Eu escolhi aquele trecho pois foi um dos que mais me emocionou enquanto Asperger. O objetivo da sonoplastia era passar o peso da escuridão e mostrar como é importante ter alguém que “te dê um nome”, uma voz, uma música.

  • Patricia Souza

    Equipe… que programa lindo. Muito sensível da parte de vocês abordarem temas fora dos padrões. Representatividade importa sim. Por mais diversidade na literatura e por mais pessoas dispostas a falar dessa diversidades.
    Lembrei do Early Auden, personagem de “Em algum lugar nas estrelas”. Me emocionei muito quando li, e é uma leitura que recomendo.
    Parabéns pelo programa… que venham mais episódios como esse.

    • Rick Galasio

      Muito obrigado pela sugestão de leitura e pelo carinho. Este programa foi também feito com muito carinho e dedicação por todos os participantes. Quem sabe não possamos abordar mais assuntos da esfera humana em outros programas especiais? Fica uma sugestão válida! A equipe do Cabuloso Cast e do perdidos na Estante sempre procuram fazer programas relevantes com assuntos da nossa realidade. Neste eu tive o privilégio de também participar.

  • Tiago Malta

    Uma pergunta antes de ouvir esse episódio. Não citaram “Dibs, em busca de si mesmo”? Quanta garotice! 🙁

    • Entrei como escritor/leitor de Fantasia, minha experiência de leitura de não-ficção nesse tema se resume a livros técnicos, principalmente. Correndo atrás do título agora para conferir! 😀

    • Rick Galasio

      Obrigado pela sugestão de leitura! O espaço dos comentários é essencial para este tipo de coisa, mesmo! Infelizmente não pudemos conversar por mais tempo, existiam várias outras obras a discutir. O podcast teria, inclusive, um tamanho excessivo.

  • Pessoal, mais uma vez parabéns por esse lindo episódio. Fico admirado com a sensibilidade com que esse podcast foi conduzido. Realmente, nunca tinha parado pra pensar em como o autismo é retratado na literatura. Foi realmente algo para gerar reflexões muito importantes. Obrigado por isso.
    Abraço a todos.

    • Rick Galasio

      Muito obrigado pela audiência e pelo feedback. Nós te agradecemos muito por ouvir a mensagem e ter a mente aberta ao assunto.

  • Haniel Lucas

    Eu ía morrer e não ía saber que a Auri é autista. “Sério?! 😮 Meu Deus, como sou ingênuo.”

    • Rick Galasio

      Em primeiro lugar, obrigado pela sua audiência! A Auri tem “características autistas”; toda a reatividade dela em relação ao Kvote e ao mundo remetem a características autistas. Sua hipersensibilidade ao contrato humano, seu isolamento, ela chaga a correr e ter uma crise de ansiedade logo nos primeiros contatos. Ela é atraída pela música; como somos atraídos por padrões (sons ou imagens) harmônicos e relaxantes. Ela se isola do mundo em seu próprio mundo. Ela tem colecionismo (nós considerariamos suas coisas como lixo). Ela personifica ambientes e objetos. Ela faz amizade com pessoas que estão sofrendo e desconhecidos; aspergers costumam fazer isto, conheço um que sabe o nome de todos os mendigos da região onde vive. Ela, muitas vezes, se comunica fazendo associações inesperadas.

  • Succ Kammiekazzie

    Boa madrugada, crianças!
    Que lindo esse programa, parabéns aos participantes, me emocionou!
    Bom, já comentei em outras ocasiões que tenho um filho autista, ele tem 7 anos e seu nome é Alexander (Lex). Tudo começou como o Lauro contou, até uns 7 meses ele ensaiava umas palavras e de repente…
    O Lex é muito inteligente, apaixonado por números e calendários, geralmente usa frases de desenhos animados para se expressar. Ele ama livros, computadores, tablets, celulares… Mas nem tudo são flores, ás vezes ele se estressa, ás vezes tem crises de choro e ninguém descobre o motivo.( Obrigado, Rick Galasio por todas as dicas, você é um garoto fantástico e me desculpe por ser uma péssima amiga). Obrigado Domenica, Priscilla e Lauro, é muito importante conversar sobre esse tema.
    PS 1: O Lex está no 2º ano, estuda em escola pública, em sala comum e tem uma estagiária que o acompanha o tempo todo.
    PS 2: Uma vez uma pessoa me perguntou qual era o poder dele. Acho que ela confundiu autista com mutante. Ouvir: “Nossa, nem parece!” é rotina
    PS 3: Não lembro de nenhuma personagem de livro com características de autismo, sei lá, qualquer coisa eu volto aqui.

    • Rick Galasio

      Succ, você é uma ótima amiga e ótima mãe; tem batalhas de respeito e sempre se levanta nonsense continua! Obrigado por ouvir e comentar! Seu relato, além de acrescentar sua experiência pessoal, mostra que existimos por toda parte. Obrigado por validar nossa existência também neste espaço, é uma das coisas mais necessárias que existem! Você é uma das vozes que sempre aparecem nos comentários e que inclusive já foram lidos em episódios do cabuloso cast. Obrigado por dividir conosco a sua vivência nestes comentários!

  • Cpt. Ace Barros

    Pessoal, parabéns pelo programa! Ele foi simplesmente maravilhoso!
    Cheguei até o episódio com a curiosidade aguçada, não apenas doido para entender o tema, mas entender a razão por a Auri ser a capa do programa, afinal nunca tinha parado pra pensar na nela sob esse aspecto. No twitter, a Domenica me garantiu: Tem uma explicação maravilinda pra justificar essa interpretação no Cast, espero que gostem! É claro que acreditei e procurei ouvir.
    Obrigado por compartilhar essa experiência emocionante conosco. Fiquei só lágrimas ao compreender a explicação em relação a Auri. Até então achava belo e poético, mas agora dotado de um novo sentido a Música do Silêncio tocou mais fundo. E o depoimento do Rick sobre os robôs e do Pinóquio quase me faz chorar no meio do metrô.
    Obrigado, pessoal!

    • Rick Galasio

      Muito obrigado por ouvir a nossa voz! Isto sim é maravilhoso!

  • Paulo Renato

    Muiiito legal esse podcast !!! Como sempre eu tinha uma visão totalmente errada sobre o assunto. Sempre pensei que pessoas autistas vivessem totalmente isoladas da sociedade desde pequenas até a vida adulta e que não era possível nos relacionarmos socialmente com elas. Era aquela velha imagem de filmes de pessoas somente olahndo para o chão , balançando a cabeça e gritando de repente…
    Parabénsssssssssssssssss Domenica e a todo o pessoal do CabulosoCast <3
    Ahhhhhh e como dei uma sugestão lá no PQPCast vou dar a mesma sugestão aqui, você deveria criar a campanha #2017opodcastedelas e durante esse ano deixar os meninos de assistentes…rsrs
    Um grande abraço a todos !!! ##TeamDomenica

    • Rick Galasio

      Muito obrigado pela audiência! As meninas são mesmo incríveis! Incluindo a Paula Dassie que participou nas leituras. Eu e o Lauro fomos esplendidamente recebidos por elas, com direito a água, café muito respeito e compreensão. A Priscila fazia a pergunta certa na hora perfeita reencaminhando o assunto e a Domenica conduziu tudo e editou com responsabilidade e dedicação. Eu nem preciso falar do amor que o assunto, e portanto nossas vidas, recebeu. O episódio transpira amor, aceitação e dedicação.

      • Paulo Renato

        Eu é que agrade Rick, pelo programa de alta qualidade que foi feito por todos vocês. Sempre iluminam nem que seja um pouquinho mais esse lado escuro de nosso conhecimento. Estão todos de Parabéns !!! Um grande abraço!!!

  • Cássio Sironi

    Olá amigos da podosfera. Passei por aqui, ouvi o seu podcast e gostei. Irei compartilhar o link na minha página facebook.com/lordpodcasts . Parabéns pelo trabalho!

    • Rick Galasio

      Mito obrigado pela sua audiência e divulgação!

  • Vinícius Corrêa

    Muito bom o programa, parabéns a todos. Queria saber se alguém já assistiu “Mary and Max” e “Jane quer um namorado” e qual a opinião a respeito de como os personagens autistas são representados na história.

    • Rick Galasio

      Muito obrigado pela sua audiência! Eu vi “Max and Mary”, existem alguns autistas que podem parecer com o Max. Claro que o desenho é cartunesco e isto deve ser levado em conta. Algumas características foram exageradas para provocar empatia e explicar por super exposição. A forma com que ele muda de assunto, por exemplo, é exagerada nas cartas. Mas mudar de assunto repentinamente é algo que eu ainda me policio para não fazer. Como eu disse, é um desenho e não acho que chegue a ser ofensivo. Se bem que existe uma certa estereotipagem. No geral acho que o saldo é até positivo. Aspergers são, no entanto, mais diversos e alguns, como eu acredito ser, são bem mais autoconscientes.
      Não assisti “Jane procura um namorado”.

  • San Ramon

    Programa muito bom. Importante. Engraçado que me identifiquei com muitas coisas ditas. Também fui diagnosticado, também não usei nenhum tratamento na infância e acabei precisando criar meu próprio caminho rumo à humanidade. Fiquei emocionado.

    • Rick Galasio

      Muito obrigado pela audiência! Estamos juntos nesta caminhada! Tenho visto várias liberações de sentimentos presos na garganta em vários comentários. Também nos posts do facebook isto ocorre. Se o programa conseguiu tocar os corações das pessoas, então nosso objetivo foi alcançado! Muito obrigado por compartilhar conosco!