Os 12 Trabalhos do Escritor #S02E02 – Leonel Caldela e a Criação de Universos

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E aí, Escritores! Tudo bem? Espero que sim!

E cá estamos com uma nova quinzena e um novo episódio do podcast “Os 12 Trabalhos do Escritor”, onde Leonel Caldela dará prosseguimento à invasão gaúcha da estréia para expor  um pouco de sua vasta experiência no que se refere à criação de universos fictícios bem elaborados e verídicos!

Prepare-se para uma avalanche de ideias, anotações e auto-reflexões para com as dúvidas, clichês e atalhos rotineiros da vida de um autor iniciante, pois  este episódio será mais do que especial para quem deseja evoluir nesse quesito!

Espero que gostem!

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AGRADECIMENTO A TODOS OS PADRINHOS QUE CONTRIBUEM MENSALMENTE, EM ESPECIAL AOS DA CATEGORIA “LEITOR IDEAL” EM DIANTE:
  • JANAYNA PIN
  • AURYO JOTHA

 

Atenção!

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CITADOS DURANTE O EPISÓDIO:

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  • Matheus Salfir

    Papo com Leonel foi tal qual o de Luke com Yoda, de tão instrutivo, apesar de subjetivo em alguns pontos.
    A visão do Leonel de fazer o universo trabalhar para história é muito do que eu acredito. E também, é claro, ser totalmente aceitável usar o universo como um personagem da história, uma ideia que chama minha atenção.
    Mas queria tratar sobre escritores que endeusam seus universos, tenho uma dúvida: acham que isso acontece apenas na fantasia medieval? Nunca tive vislumbre disso em FC ou fantasia urbana; não criticando os escritores de medieval, contudo enxergo isso muito mais neles, uma síndrome de criar universos alá Tolkien.
    E sobre usar técnica, que foi comentado ao longo do episódio, concordo que é muito importante e o que mais sinto falta nos autores iniciantes, estudar, discutir, analisar, ler mais. Por isso gosto tanto do Os 12 Trabalhos, e sempre indico. Queria mais indicações de livros técnicos e outros materiais nesse sentido.

    PS (uma crítica/dúvida): sinto que a cada episódio dessa temporada, o cast fica mais técnico. Me confirme se eu estiver correto. Pois o primeiro fala de experiências e atitudes, nesse já trata-se do assunto de forma mais didática. Será uma crescente? Espero que sim!

    Abraços AJ e Leonel!

    • AJ Oliveira

      Cara, a real é que isso não acontece apenas nos fantásticos e nem só quando tratamos sobre universos. Informação excessiva é um tema que já foi tratado várias vezes no Cast, mas que muitas pessoas entender apenas por “corta umas palavrinhas e tá tudo certo” (isso quando ainda cogitam estar errados). Quando começamos a criar uma narrativa, existe uma tendencia forte a falarmos demais sobre mundos, personagens, relacionamentos interpessoais, detalhamento, geografia, enfim… O ego do autor muitas vezes é uma faca de dois gumes, que nos faz achar que tudo o que sai da nossa cabeça é digno de ser contado, mas na maioria das vezes não é.

      Sobre a pergunta da temporada: Diferente da primeira, não pensei a segunda temporada de uma forma linear e progressiva, então posso dizer apenas que metade dela é técnica e a outra metade é mais relacionada a auto-publicação (que não deixará de abordar temas técnicos), porém não há um Gran Finale, ou algo do tipo, pra finalizar o cast.

      Muito obrigado pelos Elogios, e continue acompanhando!

      abs! =)

  • João Norberto

    Curti demais esse programa!
    Leonel Caldela é, hoje, um dos meus autores nacionais favoritos e fiquei super feliz com o anuncio de que ele já está trabalhando no novo livro do Ruff.

    Adorei os toques sobre criação de universos… Estou trabalhando num projeto e o principal conselho que tirei dois vários que o Caldela deu foi o de não exagerar demais, de não pensar em algo tão gigante, que era minha primeira ideia, por isso resolvi “conter” um pouco as coisas e focar numa história menos épica, e bem mais focada nos personagens.

    E concordo que um lugar, como a já citada Westeros, pode sim ser um personagem tão importante quanto os de carne e osso.

    No mais, parabéns ao grande AJ por mais um cast imperdível…

    PS. Não deixa de continuar seu livro no Wattpad hein?

    • AJ Oliveira

      Muito obrigado, João!

      Como já disse em uma outra resposta, esse tipo de comentário é o que me faz ganhar o dia como produtor de conteúdo!

      É muito engraçado quando paramos pra pensar que quase nenhum autor mostra tanto o universo em apenas um livro, e talvez essa falsa impressão que nós temos se dê a partir do acompanhamento de obras acabadas ou que estejam no Hype de uma quarta/quinta publicação. Depois que a coisa termina, parece que cada livro aborda um universo gigantesco, mas quando destrinchamos a vida como ela é de verdade, percebemos o quanto fomos ludibriados.

      Fico muito agradecido pelo elogios e, principalmente, pode deixar que não esqueci do romance no Wattpad não hahaha. Apenas diminuiu a periodicidade, mas ainda não falhou 😉

      Abs!

  • Auryo Jotha

    Excelente episódio. ^^

    É muito tapa na cara. Ai ai… Realmente tentar “fazer algo muito grande e muito mítico”, fazer meu próprio Silmarillion, é algo muito complicado. Eu já havia percebido que não estava pronto para isso, então decidi preencher o mundo-crido com várias pequenas histórias (contos) para ter uma base mais sólida. Acho que esse seria um meio de fugir do alerta do Leonel Caldela de não jogar todas as ideias e tudo o que você gosta em uma única obra.

    Mas, a maior dica p’ra mim foi a de destrinchar a mitologia criada ou aproveitada, pensar em como ela atinge as pessoas, as pessoas comuns, como ela interfere dentro das casas, imaginar a relação dos deuses/criaturas mitológicas com o povo. A gente tem a mania de só focar nos deuses em si: como eles são, como agem, pensamos mais nas ligações entre eles, nas fofocas do Olímpio etc. Levar a ideia até “extremo lógico”.

    Vou falar nada sobre fazer mitos de criação… kkkk ‘-‘

    Neal Stephenson… anotado. E O Código Élfico… preciso.

    Abraços.

    • AJ Oliveira

      Fico feliz que tenha curtido, Auryo!

      E quem nunca passou por isso? Principalmente o pessoal da parte mais fantástica acaba se embrenhando demais em um mundo que talvez não valha a pena ser mostrado. E ainda digo mais, se for pra colocarmos num clichê único e que jamais vai cair no erro “o segredo é deixar o leitor querendo mais”.

      Sobre essa parada das mitologias, te aconselho a ler a noveleta “Lobo de Rua”, da Janayna Biachi, onde ela critou um enredo extremamente criativo dentro do tema “lobisomens” (um tema que tem tudo pra ser batido, mas não é).

      Abs!

      • Auryo Jotha

        Isso até pode ser um nível 2 do “mostre, não conte”, no caso seria um “sugira”. Harry Potter fez bastante isso, o leitor ficava mais preso à escola, mas tinha conhecimento de que o resto do mundo bruxo existia.

        Vou conferir o “Lobo de Rua” ^^ é só me arrumar no tempo aqui.

        • AJ Oliveira

          Perfeitamente, Auryo! É um serviço bem trabalhoso, mas no fim a coisa fica muito, mas muito legal de acompanhar 😉

          E sim! Veja não só o Lobo de Rua, como também o podcast Curta Ficção, em que a autora participa em todos os episódios!

          Vlw =D

  • Ismael Domingues

    Acabei de conhecer o podcast e cara, curti muito. Esse papo me fez repensar algumas coisas, principalmente na parte que o Leonel fala de fazer o mundo trabalhar pros personagens.

    Ah, outra coisa interessante: quando percebi que queria ser um escritor, a ideia que tinha era a de que a escrita deveria ser natural. Pensava que estudar técnicas e fazer cursos eram meios de roubar a arte. Aí inventei de começar meu livro e encalhei em várias partes. Pior que quanto mais o tempo passava e eu lia o que já tinha escrito, mais defeitos percebia. Decidi pesquisar um pouco sobre dicas pra escritores e um novo mundo surgiu na minha frente. Na verdade, eu só percebi a realidade: escrever é um trabalho e você precisa agir como tal. Estude, ouça escritores experientes, faça cursos, pratique e leia muito.

    Passaram uns anos e não tenho um livro pronto, só alguns contos escritos e outros inacabados.
    Às vezes me desespero ao ver o quanto ainda tenho pra aprender, mas não posso desistir por causa disso.

    Obrigado pelo excelente podcast!

    • AJ Oliveira

      Muito obrigado, Ismael! E seja bem vindo!

      Cara, infelizmente essa linha de pensamento que citaste é normal, dado o quanto o país se interessa em disseminar a literatura desde sempre. Nós, que buscamos ser dignos de nossas ideias, temos que ralar, estudar e até mesmo aprender outra língua pra buscar fontes mais fidedignas de aprendizado, e tudo isso para romper essa barreira chamada falta de condições básicas. Então sinta-se feliz por estar no caminho certo e por ter a humildade de entender tudo isso! Esse é o tipo de relato que me deixa feliz por produzir esse tipo de conteúdo. De verdade.

      Vale dizer também que você está mais do que convidado a ouvir os primeiros episódios, que mesmo ainda procurando uma identidade sonora, conta com dicas tão boas e com autores tão incríveis quanto o dessa nova temporada!

      Espero que goste do que ainda está por vir 😉

      Um forte abraço!

      • Ismael Domingues

        Vou ouvir sim, pode deixar!

        Abraço!

  • Rodrigo Basso

    O trabalho do Leonel Caldela é fantástico! Como ele falou, no Covil temos podcasts de vários dos livros dele, caso alguém queira dar uma olhada,
    É impressionante a capacidade que ele tem de pegar um cenário/mundo que outra pessoa criou e dar vida para aquilo.

    • AJ Oliveira

      Sem dúvidas, Basso! Fico muito feliz que um fã do Caldela, como no seu caso, tenha gostado do bate-papo!

      Muito agradecido pela ponto que fizeste entre 12 trabalhos e Leonel, foi muito proveitosa! 😉

      Valeu, meu querido! Um forte abraço!

  • Davi Paiva

    Olá!
    Esse é um daqueles episódios que a gente ouve pela primeira vez, ouve de novo, faz anotações e divulga adoidado para amigos… 😉
    Adorei o programa. De verdade. Já conhecia o Leonel pelo seu trabalho com Tormenta e participações no Nerdcast, mas não sabia que ele também criava mundos próprios.
    Sobre a pauta que foi levantada no programa do cenário ser um personagem: não é nada fácil fazer isso. O personagem precisa explorar o cenário, adentrar nos lugares mais ocultos do local, passar muito tempo no lugar, vê-lo correr riscos e contar com algo disponível nele para resolver os seus problemas. Daí ele e o público dão valor ao cenário e passam a se importar com ele. Vejam a saga de Percy Jackson, por exemplo.Em minha humilde opinião, o Acampamento Meio-Sangue não é um cenário muito explorado e que não corre muitos riscos, sofrendo algo em torno de dois ataques na primeira série de livros. Já uma Enterprise é exposta ao público como um lugar que os tripulantes passam muito tempo, que corre riscos e é destruída. Ela, sim, é um personagem.
    Mas é claro que, é possível colocar um personagem “não-humanoide-e-não-oficial” em uma trama além do cenário. Vejam Star Wars, por exemplo: eles vivem indo de planeta em planeta e nave por nave. O que todos os filmes e desenhos têm em comum que atua como uma “mente por trás de tudo”? A Força.

    Para quem precisar de mais dicas, recomendo que acessem o parágrafo 17 desse artigo. Em breve, este podcast será listado lá:
    http://detonerds.blogspot.com.br/2017/02/arquivos-para-escritores.html

    Obrigado a todos(as).

    • AJ Oliveira

      Olá, Davi.

      Fico feliz que tenha gostado do episódio. A indicação do Leonel veio através de muitos escritores e ouvintes, e quase todos dizendo que ele deveria falar sobre esse assunto, então meio que fui obrigado a fazer esse “sacrifício” mais do que agradável haha.

      Eu não sei se entendi deveras o que você quis dizer sobre o cenário como personagem, dado que o melhor resumo sobre o assunto é que “um personagem é atuante em uma estória”. Dito isso, acho que é mais do que natural termos objetos palpáveis (naves, armamentos, vestimentas e etc) como sendo personagens de uma trama.

      A questão de ter o universo como personagem é um outro ponto, pois é algo “invisível?” ao leitor, a ponto de apenas se tornar um personagem quando é atuante na trama. Além dos exemplos dados no próprio podcast, o universo de Percy Jackson funciona como personagem, dado que é o próprio universo quem atua no mundo real para que acontecimentos anormais sejam ocultados por uma névoa magica. Em outras palavras: se você coloca os mesmos personagens em um universo distinto, o Background acaba alterando o plot principal. Em contra partida, o universo de Crepúsculo já não pode ser considerado um personagem, visto que mesmo que você os coloque em outro planeta (não atuante) o plot da trama e as regras da mesma permanecem os mesmos.

      PS: O mesmo exemplo é dado com relação a antagonistas não palpáveis, como em “A culpa é das estrelas” que mesmo o câncer não sendo uma criatura, é o vilão da trama pelo simples fato de ser ele quem dá sentido ao plot.

      Enfim, esse é um assunto muuuuito gostoso de discutir, e por ser pouquíssimo abordado entre escritores menos experientes, acho que vale um papo até mesmo pra evento.