CabulosoCast #198 – 1984

11

Olá Cabulosos e Cabulosas! Neste capítulo, falaremos sobre a obra escrita por George Orwell: 1984, mas não apenas sobre o livro. O debate caminhou para uma série de reflexões sobre a atualidade: Somos vigilantes de nós mesmos? As redes sociais e suas bolhas, como fugir delas? As distopias juvenis são degraus para clássicas distopias? Além de comentarmos cenas marcantes e revelarmos como chegamos a obra.

Participaram deste episódio: eu (Lucien o Bibliotecário), Domenica Mendes, Lucas Ferraz e os convidados Arita Souza e Paulo Carvalho.

Spoilers a partir de 1h e 05 minutos

Atenção!

Para ouvir basta apertar o botão PLAY abaixo ou clique em DOWNLOAD (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como para salvar o episódio no seu pc). Obrigado por ouvir o CabulosoCast!

Quer baixar o episódio em arquivo rar?

Para baixar a versão em zipada clique aqui, em seguida cole o link de download e clique na opção convert file.

Citados durante o episódio

Compre

Mídias Sociais

Assine nosso Feed

Nossa Página no iTunes

Nossa Página do You Tuner

  • King Buddy Holly

    Olá amigos do leitor cabuloso!

    Guerra é paz!

    Sou fanático por obras distópicas, sejam elas os clássicos 1984 e Admirável Mundo Novo, quando das desconhecidas como o Tacão de Ferro, do Jack London!

    De 1984 o ponto alto, dentre tantos outros, é a novilíngua como instrumento de repressão e endurecimento da massa, sendo que isso encontra um paralelo enorme em Animal Farm com a massa sendo manobrada pelo distanciamento cultural.

    E quanto ao Nos (We) do Zamyatin? Partilham da opinião que 1984 foi em grande parte plagiado do livro do Zamyatin?

    Se não leram Nós recomendo a leitura, pois além de uma das primeiras obras de ficção distópica da literatura é sem dúvida A obra seminal do gênero, sendo (se não plagiada) a fonte de inúmeros arquétipos e linhas de argumentos que tanto Huxley quanto Orwel, assim como inúmeros outros autores, utilizaram e ainda usam em suas obras.

    Apenas para enumerar alguns itens, estado futurista de cunho fascista e com altíssima repressão, tanto dos meios de comunicação quanto culturais, abandono de estruturas “arcaicas” em favorecimento de uma cultura superior, uniformização estética, presença de uma entidade maior, tanto gestora quanto acolhedora, entre outros. São inúmeros os pontos do qual Zamyatin foi pioneiro, tanto que seria merecido a ele um CabulosoCast.

    E aproveitando o pedido faço outro; que o próximo podcast de literatura distópica Paulo Elache (@P_Elache) seja o convidado de honra, afinal ele é sumidade máxima nesse tipo de literatura (outra dica é de alguma maneira encontrar os áudios perdidos do PodEspecular com indicação máxima do Como Era Gostosa a Minha Alienígena!part 1 e part 2)

    Abraços do KING, Eternamente ITs alive!

    E que venham mais temas distópicos!

  • King Buddy Holly

    Outra obra relacionada a 1984 é o livro de Burgess, 1985. Encontrei esse livro por acaso na biblioteca da universidade e ele é dividido em duas etapas, com a primeira sendo uma crítica de Burgess a obra de Orwell, principalmente em oposição a discussão futurista, a relacionando a pontos específicos da década de 30 e 40 na Inglaterra. A segunda parte é um conto/livro argumentativo de um futuro distópico mais plausível.

    Uma pena que desconheço novas edições do livro.

    K!

  • Juliana Santos

    Engraçado é que na primeira vez que peguei para ler 1984, eu não consegui. Eu comprei em inglês e achei bem pesado. Aí eu li Jogos Vorazes, que é uma cópia bem feita das ideias de 1984 e depois tentei o clássico. Foi muito mias tranquilo e excelente. Apaixonei-me pelo livro, e pude apreciá-lo mais. Um tema que passo despercebido no programa é o quanto a linguagem é importante. Como descaracterizar uma língua torna criar movimentos de resistência cultural quase impossíveis.
    Abraços !

    • King Buddy Holly

      O conceito da novilingua é incrível. Conceber um instrumento que limita a comunicação no nível mais básico é a maior forma de censura concebida, indo além do simples bloqueio de informações. Um exemplo prático de como a linguagem é uma ferramenta anti-ditatorial é a música Cálice de Chico Buarque e Gilbero Gil, que apesar de censurada em um primeiro momento encontrou voz em um dos períodos mais tristes da histórias brasileira.

      Além disso, esse tema do embrutecimento é atual. Um ponto de

    • King Buddy Holly

      Outro ponto que se encontra atual é a ideia do duplipensar que o governo americano empregou com o fato dos fatos alternativos, afinal mesmo se é um fato é uma verdade consumada, mas não de interesse do poder dominante.

      K!

  • Eu li “1984” na época da faculdade de jornalismo e foi um momento muito marcante na minha vida. Este livro é responsável por me propiciar uma experiência literária tão intensa que só posso agradecer pela oportunidade de ter lido ele. Acredito que todo mundo precisa ler esse livro, comentar sobre ele, refletir, discutir e tudo mais. Falo isso como forma desse clássico não se perder nunca na história e para que continue atravessando o tempo. Afinal de contas, a obra além de atual é necessária.

    Infelizmente, ainda não vi o filme e lamento muito por isso. Também acho muito incrivel o John Hurt ter feito o papel da figura do opressor em V de Vingança.

    É isso, pessoal. Parabéns pelo cast. Ficou foda.
    Abraço.

  • Isabela O.

    Esse livro é simplesmente um dos meus preferidos, amo de paixão. Só li ele duas vezes até agora, mas já entrou pra minha lista de livros que irei reler todos os anos. Da primeira vez que li, foi cada soco no estômago, e na época li só por causa de um certo ‘hype’ em cima desse livro, pois nem sabia bem sobre o que era. Na segunda vez, quando já estava mais madura, percebi que tinha muita coisa que não tinha percebido da primeira vez que li. Ele é daqueles livros que devem ser lidos várias e várias vezes, pois cada vez que se lê, percebe-se o quão profundo ele é.
    Sem falar que eu li ele numa época que em estava pirada em distopias e lia uma distopia atras da outra. Li Admirável Mundo novo, 1984, A revolução dos bichos (que não é distopia, mas é do Orwell) e vários outros… e comecei com uma paranoia quando comecei a refletir sobre o que tinha lido nesses livros.

    Enfim, tenho uma pergunta pra fazer: Qual a música que toca no fundo do podcast mais ou menos aos 50/55 minutos?

  • Bom dia Tiago, como vai?

    Na época em que a discussão do escola sem partido estava em voga foram produzidos dezenas de podcasts apresentando debates de pessoas que concordavam e discordavam.
    O que o Lucien quis fazer naquele momento foi um debate entre professores discordantes para apresentar um lado da história.
    Você acha que todo programa tem que ter dois lado? Tudo tem que ser um debate bilateral? Uma exposição unilateral é inválida per se?
    Eu realmente não acho que seja. Tanto que o Lucien diz no episódio claramente, esse episódio apresenta um lado, quer ouvir debate tem dezenas por ai fazendo debate.
    Ninguém quer que “a realidade tenha uma única linha de pensamento.” O Cabulosocast apresentou um lado para que os ouvintes possam refletir sobre e chegar as suas próprias conclusões.

    Não entendo essa demonização de explanação unilateral.
    Nem tudo tem que ter debate, nem sempre tem que pegar na mão e ser professoral mostrando A e B e comparando. Nossos ouvintes são capazes de pensar por si próprios, tanto que houve várias discordâncias ao conteúdo apresentado.

    Abraço

    • Tiago Malta

      Eu vou bem Lucas. Diálogos unilaterais são perigosos! Não sou seguidor de dezenas de podcast que falaram sobre o tema, sigo vocês, e justamente num momento tão delicado em nossa história, não encontro uma fonte de informação mas sim de doutrinação. Resumindo: 1984!

      • King Buddy Holly

        Discordo do perigo das opiniões unilaterais; o real perigo está em esconder sob um véu de imparcialidade essas opiniões.

        Um exemplo comparativo é a mídia americana e mídia nacional. Nos Estados Unidos, ao contrario da idônea e imparcial mídia brasileira, os meios de comunicação apoiam claramente determinada linha ideológica – não traçando mérito das demais. A própria noção de imparcialidade demanda um Quê que é praticamente impossível, afinal todos temos preferências e coloca-las de lado é uma tarefa hercúlea.

        Em minha opinião o Cabuloscast fez exatamente o ideal, trouxe determinados pensamentos e os expôs de maneira aberta – não velando o posicionamento delas e tampouco as mencionando como única. A comparação com o 1984 não é justa, visto que em 1984 o duplipensar apoiava o Ministério da Verdade e criavam a ilusão de uma verdade que o governo quer que seja verdade.

        K!

  • Maíra

    Tem uma trívia interessante sobre George Orwell. Parece quem ele deixou regras para que não vendessem os direitos de suas obras para Hollywood. Ele sabia que iam usar sua obra como ferramenta anti-comunista (ou anti-socialista ou anti-esquerdista) e isto era a última coisa que ele queria. Ele foi um crítico feroz da União Soviética, mas nunca deixou de ser socialista. Tanto que as adaptações de 1984 e A Revoluções dos Bichos são filmes ingleses.

    Pode parecer uma blasfêmia, mas não gosto de 1984. Talvez porque eu tenha lido logo após “Admirável Mundo Novo”. Sempre achei uma distopia muita exagerada. Eu li quando era adolescente e acreditava que um regime ditatorial deste jeito nunca duraria muito tempo. Achava que as ditaduras mais eficientes são aquelas que fazem acreditar que você não vive sob uma, como em “Admirável Mundo Novo”.

    E que tal não sermos ingênuos pessoal. Quase ninguém debate nas redes sociais. Há muito desisti de debater política na rede. Elas servem para trocas insulto. A maioria não está interessado em trocas idéias, mas em estar certo.