Doutor Estranho (2016)

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O filme “Doutor Estranho” traz a famosa fórmula dos filmes blockbusters da Marvel que já é conhecida e que funciona, mas traz também inovação, ainda que limitada.

O filme conta a história do Dr. Stephen Strange, um brilhante porém arrogante cirurgião que vê sua vida profissional acabar após sofrer um grave acidente de carro. Inconformado por sua incapacidade de voltar a trabalhar e depois de tentar vários tratamentos e testar várias opções sem resultados, ele se interessa e ingressa em uma jornada em busca de cura no Kamar-Taj, um local bem diferente do que ele estava acostumado com a sua ciência e estilo de vida.

Lá ele conhece a Anciã que o aceita em seu grupo de aprendizes. Em treinamento, Dr. Strange passa a ter contato com novas ciências místicas e sua curiosidade e foco o levam a descobrir verdades sobre a luta entre o bem e forças malignas que podem destruir a nossa realidade.

Embora seu interesse seja apenas de utilizar a magia para curar suas mãos e voltar a trabalhar como cirurgião, ele descobre que seus poderes podem ser utilizados para salvar o mundo. Cabe a ele decidir o que vai fazer e como vai fazer.

Os pontos positivos do filme

Doutor Estranho” é um dos melhores filmes da Marvel que já foi produzido. A qualidade do elenco e suas atuações surpreende e ele é bem dosado com as cenas de ação e história que de fácil entendimento (isso significa que você não precisa ter assistido outros filmes para entender ou ter lido as HQ’s – ponto positivo!).

Como não podia ser diferente, ao se criar personagem brilhante e arrogante, ninguém menos do que Benedict Cumberbatch, já conhecido por seus personagens Sherlock na série “Sherlock” e pelo Dragão Smaug na Trilogia “O Hobbit”, encarna o personagem. A Anciã fica por conta da talentosíssima Tilda Swinton, conhecida por Mason de “O Expresso do Amanhã e a Bruxa Branca de “As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian”. O grande vilão é interpretado por ninguém menos do que Mads Mikkelsen, imortalizado como Hannibal da série de mesmo nome.

Além deles, temos Chiwetel Ejiofor como o Barão Mordo, Benedict Wong como Wong e Rachel McAdams como Christine Palmer, no elenco principal.

Só a atuação desses atores e atrizes já vale o preço do ingresso!

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Os pontos negativos do filme

Enquanto temos um filme de super herói com elenco forte e roteiro simples que promove fácil entendimento, temos também o mais do mesmo e muitos efeitos especiais.

Os efeitos especiais estão bacanas, porém as cenas são longas e causam um certo mal-estar enquanto passam na tela em alta velocidade, parece excedente de uso da tecnologia.

Outro ponto que é importante destacar é que o filme traz apenas a fórmula que já conhecemos: existe um herói, existe um problemão, o mundo está em perigo, existe um vilão e seus servos, ele começa pelos servos e chega no vilão, ele usa a força e o mais óbvio para resolver as coisas.

Embora essa seja a fórmula que prova há anos que os super heróis funcionam, percebemos mais uma vez que está chegando a hora de promover heróis com capacidades diferenciadas, atitudes que surpreendam, que saiam da caixinha.

Resta apenas esperar que as histórias e roteiros que ainda serão escritos possam considerar essa inovação ou estamos sempre destinados e condenados a consumir o mesmo do mesmo do mesmo.

Guentaae!

  1. Ao final do filme existem duas cenas extras, uma passa logo após os primeiros créditos e a outra após todos os créditos, aguente firme para ver todas!
  2. Pode comemorar: o queridíssimo criador Stan Lee aparece em uma cena do filme e sua atuação de poucos segundos com uma fala encaixa perfeitamente com a cena – parece que ele está brincando ao ver sua criação tendo de sofrer para aprender a lidar com os problemas que ele criou.
  3. O filme não possui cenas fortes, portanto é ideal para levar toda a família. Se você quer diversão, você vai achar diversão.

Nota:

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Assista ao trailer:

  • Legal saber que, embora seja mais um filme de super-heróis que segue a fórmula marvel, é um bom filme e traz nem que seja um pouquinho de novidade.
    Obrigado pela dica, eu nem havia me ligado ainda em ver o filme.

  • Stefan Plinio Costa

    Adoro os quadrinhos do Dr. Estranho, li muito quando era garoto, concordo que a fórmula já deu, na verdade “fugir dos padrões” era o que eu mais gostava no personagem, mas admito que é impossível introduzir esse personagem sem usar essa fórmula, só resta torcer que suas próximas aparições sejam mais fora da caixinha como ele deve ser Boa crítica e…. Pelas falanges de Sitorach!!!!!! São as ostes hostis de Hogoth!!!

    • Muito obrigada, Stefan!
      Como não leio as HQ’s, aguardarei os próximos filmes onde o personagem possa aparecer pra ver se sai da caixinha, espero que sim!

      • Stefan Plinio Costa

        O simples fato de ele estar no novo filme do Thor já me deixou satisfeito, pois é o personagem sendo quem ele é. O cara que possui os conhecimentos que ninguém mais têm, que possui poderes inomináveis, mas que os limita pelos seus princípios. É um personagem complexo, no qual qualquer DEUS EX MACHINA é justificável. Não teria como introduzirem ele se não fosse como foi feito pq ele é um personagem muito complexo. Nem parece que eu gosto depois de toda essa verborreia, né?

        • Dá pra perceber que você gosta sim e que gostou da forma como o filme foi feito. Veremos como será em Thor.

          • Stefan Plinio Costa

            O engraçado é que a última vez que eu li um quadrinho (Marvel ou DC) foi em 2010 (Acho) e foi o desfecho de Guerra Civil, não leio mais HQs depois disso, hoje sou mais mangás e ainda sim alguns poucos.

  • Acredito que de todos os filmes de heróis de 2016 Dr. Estranho é o que erra menos. Concordo com a questão que é necessário (e até urgente) sair um pouco da caixinha da fórmula Marvel. Isso é importante inclusive para a manutenção do sucesso desse sub-gênero cinematográfico.

    • Não é?
      Também sai com essa sensação de que é um excelente filme e faz bem. Tá chegando na inovação, mas ainda não abraçou com vontade tudo isso.

    • Stefan Plinio Costa

      Um que eu acho que vai sair dessa forma é o Pantera Negra. Aguardo loucamente a sequência do Dr. Estranho, ele faz eu gostar de um tipo de fantasia que normalmente eu não gosto, tamanha é qualidade da coisa

  • Peter LaRubia

    Eu adorei o fato dele ter vencido o vilão final através da astúcia, e não da força.

    • Ele venceu no final de tudo por uma das mais marcantes características do humano: o poder de encher o saco e insistir. Sim, isso foi diferente, mas ainda não me convenceu, afinal ele luta com vários personagens antes pra isso e em vários momentos dava pra resolver isso tudo antes e de forma mais rápida (algo comum em toda estória e que só nós, que estamos de fora, conseguimos ver.)

      • Stefan Plinio Costa

        Além das curvas dramáticas, óbvias que todo o filme deve ter, a gente tem que pensar que por outro lado é fácil a gente pensar em outras soluções estando de fora, na trama, o personagem está sob pressão, estressado e correndo contra o tempo, as vezes (como no caso desta película) até desorientado em meio a tudo que está acontecendo e sem conhecer a fundo a natureza do problema, Há muito que ele ainda desconhece, ele ainda está aprendendo, ele lutou quando não havia mais o que fazer e usou a sua inteligência quando não havia mais poder algum há recorrer, explorando o que parecia ser a maior força do seu oponente, convertendo-a em fraqueza

      • Peter LaRubia

        Domenica, adoro suas resenhas. Eu terminei um romance e ficaria muito feliz se você aceitasse ser um leitor beta dele. Topa? Posso mandar a sinopse por email para você ver se interessa? (Desculpa a cara de pau e a invasão =) )

    • Stefan Plinio Costa

      Nessa hora foi que eu pensei: “Esse sim é o Dr. Estrange que eu conheço!!!!”