CabulosoCast #185 – A Cultura do Ódio

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Olá Cabulosos e Cabulosas do meu Brasil e Booklovers de todo mundo! Neste capítulo, Domenica Mendes, Priscilla Rúbia, Rebecca Puig, Clara Madrigano e Lara Vascouto vão discutir a cultura do ódio que se formou na internet e atinge principalmente as mulheres produtoras de conteúdo. Ficaram curiosos(as)? Então cliquem no play e ouçam! Um bom episódio para vocês!

Atenção!

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Citados durante o programa

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  • Clayton

    Né que teve cabuloso hoje mesmo!
    Kkkk

  • Petrus Augusto

    Ainda ouvindo, mas, caramba.. estou me babando para comentar sobre isso, sobre o caso da Priscila (eu vi o posto na época, até comentei, mas, não quis discutir muito, estava sem paciência).

    Pena que, se eu falar oq penso, vou cair no ponto do odio, ódio contra esse povo que comentou lá, mas, ainda é ódio, então, preciso ouvir e me acalma antes de postar. Mas, adianto uma coisa, os “homens” inseridos na cultura nerd (games, hq, animes, mangá), são de longe os mais agressivos (virtualmente, cara a cara, se cagam todo se de vc olhar para ela), os mais infantis. A melhor coisa que eu fiz, foi me afastar (completamente) desses merdas.

  • Adriana Rodrigues

    Eu fui moderadora de uma página feminista bastante famosa, o Novas Regras da Internet das Minas, até a metade desse ano. No começo da página, havia vários ataques contra as postagens feitas, tanto vindo de pessoas de direita, quanto vindo das próprias feministas que discordavam de nós, e dessas nunca tivemos nenhum pedido para debater saudavelmente qualquer assunto. Sofríamos diversas tentativas de derrubar a páginas, tivemos inclusive que deixar a página invisível para o público pois caso contrário teríamos nossos perfis derrubados, pois se a página cai, moderadores e adms também caem. Bem, depois de um tempo, devido a tantas denúncias, muitas mods saíram da moderação, a própria adm saiu porque derrubaram o perfil pessoal dela, fora as ameaças de estupro e bater que vinham no nosso inbox. Fizeram um perfil falso para administrar a página, mas descobriram o perfil e derrubaram ele também e nunca mais o recuperamos, pois pediam RG e o perfil era falso, logo, não tínhamos RG.
    No começo desse ano, eu postei uma denúncia de racismo na página contra uma figura conhecida da direita brasileira, e denunciaram esse post por tantos meses que, meses depois de ele ter sido feito, a página foi tirada permanentemente do ar e o post foi excluído. A página existe, mas não pode mais ir ao ar.

    Também fui exposta, em 2014, em uma página de direita, pois uma pessoa infiltrada num grupo feminista printou comentário meu e ameaçou mandarem eles, além disso, para minha mãe.

    • Olá Adriana!
      Sinto muito que tenha passado por tudo isso, como muitas de nós passam.
      Realmente é impressionante como a força do ódio, preconceito e tudo de ruim é mais organizada e parece ser mais explosiva do que a força do bem e das coisas certas. Mas sabemos de que lado estamos e sabemos quais as lutas que queremos, pois desejamos sim um mundo melhor para todos.
      Força sempre!
      Obrigada por ouvir e comentar!

  • Odeio o @lucienobiblio10 só quando ele grita no ouvido dos ouvintes com
    otite crônica, fora isso recomendo o @cabulosocast sempre que posso.
    À parte isso, parabéns a Lucien, o Leitor Cabuloso vem se superando ano a ano, com toda garra que ele demonstra para manter o projeto no ar, acatando críticas e aceitando elogios merecidos.
    Parabéns a ele, mas não somente, pois a equipe que vocês formaram ao redor dele certamente faz toda diferença.
    Portanto meu agradecimento a todos vocês Cabulosos, muita força e continuem em frente com criticas interessantes e podcasts incríveis, não pensem que os odiadores são em maior números que os admiradores, mesmo que esses admiradores às vezes sejam ranzinzas e implicantes como eu.
    😉

    • Olá Ivan!
      Agradecemos o seu comentário e apoio.
      Consideramos sim mais os admiradores do que os odiadores, mesmo os mais ranzinzas e implicantes como você!
      Obrigada por ouvir e comentar!

  • Willian Martins

    Achei valido o que foi comentado, mas não gostei da generalização, onde falam que ‘homem isso, o homem aquilo…’ eu me senti ofendido, vocês não conhecem todos os homens, não me conhecem por exemplo, pra dizer que fui criado para não precisar dos outros, pra ser o ‘herói’ na família como foi dito.

    Outro ponto foi querer se vitimizar, dizendo que só as mulheres sofrem desse tipo de ataque. É tão fácil ver esse mesmo ataque “nerd” la no Omelete por exemplo, a cada critica com nota baixa do Hessel pra filmes dessa cultura. As pessoas ameaçam ele de morte, dizem que ele não entende nada de cinema, que as criticas que vem dele podem ser ignoradas porque não presta.

    E se for a fundo, temos outros portais com o mesmo problema de ódio contra homens vindo de homens.

    Não me entendam mau, gostei muito do que foi falado e defendo tudo que foi dito, apenas pontuei essas duas coisas que me incomodaram.

    Abraço.

    • Renato Santos

      comprasse uma briga do caralho agora …espera pra ver…. o argumento “nem todo homem”, não entra na cabeça de certas mulheres.

      • Olá Renato!

        De forma alguma! Comprar briga nesse caso é criar mais um viés para a cultura do ódio. Os apontamentos do Willian são válidos.
        O argumento “nem todo homem” não entra na cabeça de algumas mulheres e de alguns homens como o argumento “nem toda mulher” não entra na cabeça de certos homens e certas mulheres. Penso que o problema seja exatamente isso, procuramos por generalizações e às vezes, enquanto humanos, preferimos o ataque ao debate ou entendimento.
        Espero que esse programa tenha ajudado a mais pessoas verem esse mecanismo. Faltou espaço para se falar mais, o assunto é bem mais amplo do que foi trabalhado.
        No mais, obrigada pela interação, espero que tenha gostado do episódio!

        • Renato Santos

          citei o comentário dele pq teve um podcast uns meses atrás que foi citado que “homem aprende desde criança q pode pegar mulher a força” e quando fui contra essa afirmação o q vi foi sim intolerância e estupidez disfarçados de palavras calmas e saidas fáceis.

    • Olá Willian!

      Apontamento anotado. Infelizmente não somos apenas nós, as mulheres, que sofremos com esse tipo de ataque. A cultura do ódio é algo muito maior do que uma disputa de gênero ou que objetiva apenas um deles. A cultura do ódio vai além, envolvendo todo mundo. O maior perigo disso é que ele se alimenta do próprio ódio e as coisas saem de controle, como o que aconteceu.
      Nós, da equipe Leitor Cabuloso, concordamos com você: todos estão suscetíveis a isso. Esse é um dos principais motivos que nos levou a fazer esse cast.
      Por fim, obrigada por seus apontamentos. De forma alguma você foi entendido mal. Agradeço seu comentário!

    • Amigo elas falaram sobre machismo e quem pratica o machismo e se beneficia com ele somos nós os homens, não quer dizer que elas falaram que todos os homens são assim sem exceção, mas se você vai falar sobre um comportamento social como é o machismo você tem que falar a nível de sociedade e sobre o grupo com poder pra praticar esse tipo de opressão que são os homens, não precisa se sentir ofendido se você não faz o mesmo.
      Eu quando falo de homofobia também também falo dos héteros e dos privilégios héteros, pois os héteros são privilegiados o tempo inteiro por serem héteros queiram eles ou não e independente de serem preconceituosos ou não, e só quem tem poder de oprimir homossexuais são pessoas heterossexuais.
      Da mesma forma quando uma pessoa negra está falando sobre racismo e ela fala sobre pessoas brancas e privilégios brancos eu entendo que sim eu tenho privilégios por ser branco e que tenho o oportunidade e poder de ser racista, nem por isso eu vou me ofender com isso, pois eu sei que a forma das pessoas negras combaterem o racismo é sim apontando o dedo pros privilégios da população branca que eu faço parte.
      Todos nós somos privilégiados por algum motivo ou outro e em contrapartida a isso ganhamos o poder de oprimir e ser preconceituosos com outras pessoas que não tem os mesmo privilégios. E vamos ser privilegiados por isso querendo ou não.
      Então não há motivo pra você se sentir ofendido e nem muito menos acusar de vitimismo quando pessoas parte de um grupo menos privilegiado que você apontam um privilégio do grupo que você faz parte, se não houver questionamento esses privilégios sempre vão existir e outras pessoas sempre vão ser prejudicadas em decorrência disso

    • E sabe porque não é a mesma coisa no caso do cara do Omelete e nesse caso aqui?
      Poque ele é homem e mesmo nessa situação ele ainda é privilégiado por isso.
      Quando uma mulher é atacada na internet ela não é apenas atacada por causa da opinião dela, ela é atacada também por ser mulher, o gênero dela entra em jogo como algo fundamental coisa que não acontece com um homem na mesma situação.
      Ela vai sofrer xingamentos machistas e misóginos, ameaças de estupro, ter sua imagem exposta e questionada, caso considerada bonita vai ser objetificada e considerada uma puta burra que não sabe nada, e se for considerada feia vai ser uma puta que não sabe de nada e que não serve pra ser mulher.
      O máximo que fazem com um homem por ser homem é questionar a sua masculinidade fazendo xingamentos homofóbicos, poque consideram que nós homossexuais somos menso homens, algo mais próximo do feminino e das mulheres.
      Enquanto um homem é xingado e pode sofrer ameaças, a mulher passa pelo mesmo com o plus de machismo e misoginia.
      E a mesma formula vai se aplicar quando uma negro e um branco estiverem na mesma situação, ou uma pessoa hétero e uma homossexual, ou uma cisgênero e outra transgênero e etc.

    • Cara, o machismo é um sistema de opressão a nível de sociedade, não de indivíduo. Não dá pra ficar falando depois de todas as frases “olha, mas eu sei que não são todos” a generalização tem uma função.
      E esse argumento de “nem todos os homens” tira o foco da discussão e a volta para você, mesmo que não seja sua intenção. E sinto muito, mas a discussão não é sobre você.
      Se você não se encaixa na generalização, ótimo, você é parte da solução e não do problema, mas não vejo porque gastar o tempo do cast com uma explicação tão básica.

      • Essas situações que citei foram generalizações fora do tema. Generalizações impertinentes, onde por exemplo citam que “o homem é criado pra ser o herói da família”. O que ele ser herói ou não da família tem haver? Pior ainda é achar que todo potencial estuprador vem desse tipo de criação.

  • Petrus Augusto

    Vamos lá, adianto que o texto é longo. A sim, seguindo a regra:
    Petrus A, 29 anos, Recife, Lendo “Nada no momento” :'(

    Nota: Um ponto, sobre os termos ‘homem isso, homem aquilo’ que vocês usaram ao longo do programa, bem, eu entendo perfeitamente que vocês estão se referindo aos babacas que populou a internet nos últimos anos, mas, peço que deixem isso claro, para, não gerar confusão/estresse para vocês. Pois, sempre vai ter um que vai fazer a questão de não entender isso. (por N motivos, nem sempre, é má vontade)

    1 (Sobre a reação exacerbada)-> Bem, como eu citei antes… O atual nerd médio, são um bando de babacas, ponto. Não há o que discutir. Esqueça a ideia da pessoa ‘inteligente, triste e etc’, não são mais isso. São um bando de babaca e de quebra, a maioria não são lá muito inteligentes. Tenham em mente isso quando foram criticar qualquer coisa que eles gostam/idolatram (pode ser VG, Filmes, HQ, Whatever).

    Pq eu falei isso? Simples, eles não tem capacidade de discernir que eles gostam de algo de baixa qualidade/ruim. Se falar: ‘BvS é um filme ruim, por ter um roteiro fraco’, pronto, eles entendem: ‘Você é um ser desprezível, um verme, por achar esse filme minimamente agradável e merecem morrer por isso’. Ficou claro isso? Ótimo.

    Sabendo disso, saiba que quando cutucaram algo que eles gostam (Berzerk, que por sinal, nunca vi graça naquilo), logo, se prepare para uma reação estupida desse grupinho.

    E agora vem o ponto, Se você for homem, não se enganam, eles vão reagir igual… Vão lhe xingar, dizer que você não entende de nada, que você tem que morrer, etc, etc… O Xingamento padrão que na cabecinhas deles, vai atingir a pessoa.

    O mesmo ocorre se for mulher, mas ao meu ver, de modo mais intenso/atenuado… Mas, pq com mulher seria pior? Bem, como eles são um bando de babacas, o que mais deve ter acontecido com eles é rejeição. E bem, você, como mulher, ao criticar algo que eles gostam, se tornara a personificação de todas as rejeições que eles já sofreram (e pior, acham que o problema são ‘elas’ e não eles próprios, mas, para ver isso, requer maturidade e inteligencia, coisa que esse povo em geral não tem), e bem.. Junto tudo isso e temos ai o que ocorreu com a Priscila.

    2 (Sobre a sensualização) -> Como todo mundo, minimamente inteligente, sabe.. Existe uma objetificação absurda sobre a mulher, e no japão então… E de quebra, no japão, eles tem uma certa tara por estupros (sim, não adianta negar, japonês tem um grande fetiche por cenas/situações de estupro)!! Muita coisa erótica deles, são feitas com esse pensamento.

    Sabendo desses dois pontos, não é se admirar eles sensualizar um estupro. O problema, é você comentar sobre isso para o grupo que idolatra Bezerker. Pois, eles estão inseridos nisso, inconscientemente, eles aceitam isso como “normal” (no modo japonês de ser, isso é, como fetiche), no momento que você criticou isso, bem.. Caiu no ponto um (criticar algo que os nerd’s gostam) com o agravante de mostrar que algo que eles gostam (tem fetiche), é errado (nesse caso, o estupro).

    Você, basicamente falou, que a ‘fantasia sexual dele’, é nojenta/abominável, e criticou a HQ por sensualizar (como falei, por motivos culturais da região) um ato que, inconscientemente, tem fetiche.

    Você juntou toda ação que eu comentei no ponto 1, junto com a quebra de paradigma da pessoa… E ainda, é uma mulher (que como eu falei, será a representação de toda rejeição que eles já sofreram). Adivinha o que vai acontecer?

    Agora, se isso está certo? Não!
    Se é aceitável? De jeito nenhum!
    Se devemos ir contra isso!? Com toda certeza!!!

    Mas, sinceramente, eu não tenho ideia de como fazer isso, sem ter que receber tal rege dos nerds.

    PS: Sempre ver o termo ‘nerd’, entenda como: ‘nerd babaca’, se você se ver como um “nerd”, mas não é um babaca, meus parabéns!

    • Oi Petrus!
      Entendo o que você diz e vejo que o problema é mais além. Ele vai além de determinado grupo que foi excluído ou não. Entender o mecanismo todo é realmente complexo, envolve diversas variáveis. Mas uma coisa é certa: precisamos debater, entender e lutar contra a cultura do ódio, seja onde for.
      O que vemos é que a canalização e ataques são mais frequentes e fortes quando direcionados às consideradas minorias, os motivos são fáceis de entender.
      Cabe a cada um de nós, diariamente, em grandes e pequenas ações mudar isso e acabar com essa cultura do ódio.
      Obrigada por ouvir e comentar!

  • Malzebooll

    Eu li Berserk todos os capítulos, li alguns do comentários do poste sobre a Caska ms não participei dos comentários. E realmente triste em saber ate onde a internet pode ti levar, digo o limite que alguém podem ser agressivas e cruéis, eu sou moderador de uma comunidade do facebook que fala sobre animações e algumas vezes coisas me deparei como pessoas se comportando similar ms nunca em tamanha intensidade, estudo psicologia e isso me leva a pensar sobre, a internet gera um segurança nas pessoas “posso ser quem eu quiser a uma proteção uma barreira que me protege”, o grupo protege o individuo das retalhações, oque ms me incomoda e ver criança aprendendo a serem agressivas como na pagina no facebook que modero, como eu vejo ao passar olhos sobre esse comentário um situação alarmante preocupante. E realmente triste ver essas coisas acontecendo.

  • Poha gente! Eu não fazia ideia do que tinha acontecido. Devo ter sido um dos primeiros a comentar no post logo quando saiu. Que eu lembre tinha mais uns dois ou três.

    Comentei lá que nunca tinha lido o mangá, sempre tive vontade, mas agora tinha perdido esse interesse. Os outros que tinham era comentando sobre o mangá em si, eu nem prestei atenção, nem imaginava que fosse gerar isso tudo.

    Eu sempre comento aqui no Leito Cabuloso, e fora os podcasts, os artigos em si não tem lá muitos comentários. Então fiquei pensando, não é ninguém que acompanha o site e caiu nesse post, ninguém que foi indicado por alguém para conhecer o Leitor Cabuloso, ninguém tenha se interessado pelo podcast e venho conferir o site. Essa galera venho só pra isso. Só pra comentar seu ódio em um post específico. Então Priscila, saibas que seu trabalho é incrível, que admiro muito sua pessoa, e que essa galera nem conhece seu trabalho, simplesmente só não tinha o que fazer. Continue seguindo seus projetos, pois você é incrível!

    Abraços.

  • Rafael NW

    Berserk é realmente uma obra fantástico. Se as mulheres estão revoltadas pela cena de estupro da Caska significa que Miura conseguiu transmitir o que é estar num Inferno.

    Neste mesmo Capítulo 87, Slan descreve a cena: “Amor, Ódio, Agonia, Prazer, Vida e Morte. Tudo isso está Ali. Ele está apertando os seios dela. Que lindo. Isso é humano. Isso é demoníaco!!!”

    Sim. A cena é sensualidade de propósito, mas para mostrar a verdadeira face do ser humano. Miura mostra como o ser humano é, na verdade, um demônio. Enquanto algumas pessoas sentiram ódio, outras sentiram prazer, desejo, ou, talvez, vários sentimentos misturados. Em nenhum momento, a proposta de Berserk é ser feliz ou pegar leve ou dizer que algo é certo ou errado. A mensagem que Berserk me passa é: O ser humano é ser egoísta. Se ele tiver poder, ele vai estuprar, torturar, destruir e matar. Se a pessoa que leu e entendeu que “estupro” é uma coisa boa, acredito que essa pessoa ainda não possui maturidade suficiente para consumir essa obra ou, simplesmente, está mostrando que realmente está pessoa é.

    Antes de mais nada, lamento pela Pricilla ter sido difamada. Embora que eu não concorde com seu post sobre a cena de Berserk, ninguém merece ser atacado por expor suas ideias. O que deve ser julgada é a mensagem, não o mensageiro.

    Agora, sobre o cast.

    Não sou Feminista, estou longe dessa ideologia. Acho uma visão muito maniqueísta do que é a realidade. Já começa pelo nome. Enquanto diz que o Feminismo busca a igualde entre os gêneros, afirmam que é o Machismo quem cria divisão. Sério mesmo? Porque não determinar que Machismo é quem busca a igualdade? Ou vocês, mulheres, não acreditam que possa existir homens que buscam a igualdade também? Que eu saiba, a definição para quem criar divisão entre os gêneros é Sexismo. Por que incluir Machismo nessa definição também? Porque definir quem é Macho errado e quem é Fêmea correto?
    Aliás, se este movimento quer a igualdade entre homens e mulheres, porque não se chama Humanismo ou algo parecido? Porque não utilizar um nome que representa a união de ambos os gêneros? Porque ter um nome exclusivista?

    Não é só o nome que me afasta do Feminismo, mas sua constante insistência de colocar a mulher sempre como vítima da sociedade. Usam argumentos como: “Homens não sabem como as mulheres sofrem por não serem mulheres”, mas e como as mulheres sabem quem sofre mais se também não são homens?

    Reclamam que a representação da mulher na mídia é basicamente um objeto sexual. E eu pergunto: Qual o problema disso? Muitas mulheres gostam de ser objetos sexuais. Só pelo fato de vocês não gostarem, não quer dizer que outras não gostem.

    Nunca vi um homem reclamando do esteriótipo masculino em Comédias Românticas e Mahō shōjo. Não me incomoda nem um pouco a representação masculina nessas obras, tanto é que amo Madoka Magica. Tenho o entendimento que essas obras são feitas para o público feminino. No entanto, presencio feministas constantemente reclamando sobre as mulheres objetificadas em alguns filmes, livros e etc. Obras que são claramente feitos de homens para homens. Ou homens não tem o direito de consumir essas obras também?

    Meu único ponto é esclarecer que o ser humano, seja homem ou mulher, briga constantemente para ficar em cima dos demais. E sua arma é falar dos outros sem perceber que realiza os mesmos atos.

    Espero que não levem a mal, o podcast é de vocês e vocês tem o direito de falar o que quiserem. Mas quando trazem um tema, tipo feminismo, onde não possua um participante que se contrapõe, se torna uma pregação quase insuportável de se escutar.

    Abraços.

    • Lucas Vinícius

      Deem um troféu a esse cara!

    • Presidente Exumador

      PQP. Mais um que não entendeu nada ou se esforçou para tal.

    • Willian Martins

      Concordo com você quando diz que não trazer um participante pra contrapor se torna uma pregação e fica quase insuportável.

      Eu gostei do que elas falaram, mas ainda assim ficou insuportável por não ter uma pessoa pra argumenta muitas coisas, inclusive algumas dessas coisas eu citei em um comentário aqui mesmo.

    • Oi Rafael!

      Primeiramente, quero deixar claro que não li Berserk, mas li e reli o post da Pri e, pelo que elas discutiram no episódio, acho que entendi o que ela quis dizer. O fato do Miura sensualizar uma cena de estupro é perigoso. Não é saudável termos a propagação de uma cultura como essa. No seu comentário, você disse que Miura sensualizou a cena com o propósito mostrar a verdadeira face do ser humano:

      “Sim. A cena é sensualidade de propósito,” você disse “mas para mostrar a verdadeira face do ser humano. Miura mostra como o ser humano é, na verdade, um demônio.”

      Ok! Suponhamos que esse foi realmente o propósito dele. Isso não torna a cena mais aceitável. Se ele quisesse colocar uma cena de estupro, beleza, mas que fizesse da forma correta. Como foi dito no episódio, as outras cenas de estupro no mangá são citadas ou mostradas de forma NÃO sensualizada. Pelo que eu entendi, teve cena que só foi citada. Aí eu te pergunto. Precisava mesmo mostrar em detalhes a cena de estupro da mulher? Não poderia nosso caro autor colocar um ângulo diferente que não desse a entender que foi uma cena sensualizada, ou apenas fazer o leitor entender que a cena ocorreu sem mostrá-la? Creio que a resposta seja SIM. Muitos escritores fazem isso com maestria. Como eu disse antes, ele poderia colocar uma cena de estupro, mas que fosse bem feita e tivesse um propósito que não fosse exclusivamente causar a mudança do protagonista.
      O maior problema disso tudo, é a cultura do estupro. No episódio em que as meninas gravaram sobre o assunto, CabulosoCast #170, elas explicam o quão perigoso ele é. Não sei se você ouviu. Se não ouviu, ouça, está linkado no post. Se ouviu, posso notar que não compreendeu o que elas disseram, e sugiro que ouça novamente.
      E, se me permite usar mais uma frase sua, espero que não me entenda mal. O episódio é sobre cultura do ódio e não vou praticar algo que elas estão indo contra, apenas discordo do que você disse.

      Até!

      • Rafael NW

        Oi Francisco!

        Antes de qualquer coisa, só uma correção. As outras cenas estupro do mangá são do mesmo nível ou até mais sexuais do que a cena da Caska. Não sei da onde que os participantes do podcast tiraram que a cena da Caska, em particular, é a pior de todas. Talvez, seja a mais impactante, pois acontece com uma das personagens principais, porém não é diferente das demais.

        É meio difícil de monstra uma cena de estupro que não seja sensual, afinal de contas, vai aparece os corpos das personagens. Só de aparecer uma perna ou peito ou, até mesmo, o rosto, já é capaz de desapertar o desejo sexual, principalmente de um homem. É meio estranho dizer que não é aceitável mostrar estupro num Mangá onde tem pessoas e animais sendo mutilados e mortos, torturas, autoflagelação, orgias, incestos, violência/morte de e com crianças, canibalismo, etc. Tudo isso de forma explícita e bizarra. Porque exclusivamente o estupro é o único problema? Sem falar que são os antagonistas que praticam esses atos, não o “herói”.

        Berserk é uma obra diferente. Tudo é mostrado sem frescura. Miura poderia fazer um ângulo diferente nessas cenas, mas isso tornaria a obra como todas as outras. Ele quer mostra na lata o que o ser humano é capaz de fazer (e pior de tudo, o que ainda faz!). Berserk é uma obra para adultos, e somente adultos deveriam ter acesso. Não acredito que adultos letrados cometerão esses crimes por lerem esse Mangá. Da mesma forma, que não acredito que videogames, filmes de ação ou Rock ‘n’ Roll são os culpados pela violência na sociedade.

        Aliás, essas obras são divulgadas por todo o mundo e os índice de estupros variam de forma absurda de país para país. Existem muitas variáveis para serem computadas como índice de pobreza, falta de ensino, desilusões amorosas, obsessão, traumas de infâncias, solidão, índole, falta de leis, ambiente familiar, funk ( xD ), etc.

        Dizer que algo é prejudicial sem qualquer tipo de estudo ou prova, isso sim é perigoso.

    • Rafael, o correspondente feminino de machismo é o FEMISMO, feminismo é outra coisa.
      Se ajudar a esclarecer http://www.bulevoador.com.br/2015/08/feminismo-nao-e-femismo/

      • Rafael NW

        Valeu Ivan.
        Não sabia dessa diferença. Fui pesquisar mais e descobrir que tem o Masculinismo ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Masculinismo ), porém me parece ainda uma Ideologia Sexista. Então, como chamar um homem que busca a igualdade entre os gêneros?

        • Não conheço nenhum movimento organizado de homens buscando por igualdade para todos, em oposição ao machismo, masculinismo e femismo, então se preferir, como você falou, pode chamar de humanista, ou acompanhar o feminismo que tem muitas pautas que beneficiam os homens, como por exemplo o direito a licença paternidade, poder tirar licença para cuidar e acompanhar os filhos recém nascidos, entre outras, mas quem tem que correr atrás dessas coisas somos nós, as mulheres já tomam bastante paulada correndo atrás das delas.

          http://www.naomekahlo.com/single-post/2016/05/12/Licen%C3%A7aPaternidade-uma-pauta-feminista

        • feminista 😉
          Então, o negócio do nome é mais embaixo. O feminismo busca a igualdade entre os gêneros. Para isso, precisa derrubar um sistema de opressão de um gênero sobre o outro. Os homens tb são prejudicados com o machismo, porém isso acontece em escala e contextos diferentes. Nesse sistema, o homem ainda é privilegiado.
          Um homem que busca a igualdade de gêneros é feminista.

    • Acho q vc está se confundindo com os conceitos. E a gente não muda o nome deles pq senão fica mais difícil ainda avançar o diálogo, pois esses conceitos foram cunhados há décadas.

      Feminismo é o nome dado a um movimento que busca a equidade entre os gêneros, através da luta contra um sistema de opressão que privilegia homens em detrimento das mulheres.
      Machismo não é quem cria divisão, machismo é o nome dado a uma cultura de dominação que oprime especialmente as mulheres, que nega a elas humanidade, que as trata como inferiores e incapazes.
      Os termos não significam quem é macho está errado e quem é fêmea está certo. Essa sua última frase me fez entender pq vc acha que é uma visão maniqueista da realidade. Isso não é feminismo.

      “porque não se chama Humanismo ou algo parecido? Porque não utilizar um nome que representa a união de ambos os gêneros? Porque ter um nome exclusivista?”
      Não chama humanismo porque o termo humanismo já existe e é outra coisa. É uma corrente filosófica que coloca o homem no centro de tudo, em oposição a deus.
      O mundo inteiro já é exclusivista em favor dos homens, o conceito de feminismo representa a luta pela equidade entre os gêneros. Não vejo problema em permitir que a mulher seja privilegiada em um pedacinho de palavra.

      “Não é só o nome que me afasta do Feminismo, mas sua constante insistência de colocar a mulher sempre como vítima da sociedade. Usam argumentos como: “Homens não sabem como as mulheres sofrem por não serem mulheres”, mas e como as mulheres sabem quem sofre mais se também não são homens?”
      Não é uma questão de quem sofre mais. É uma questão de cada um saber a dor que carrega e de dados estatísticos que mostram que os sofrimentos que combatemos com o feminismo são sofrimentos vindos especificamente pelo fato de sermos mulheres.

      “Reclamam que a representação da mulher na mídia é basicamente um objeto sexual. E eu pergunto: Qual o problema disso? Muitas mulheres gostam de ser objetos sexuais. Só pelo fato de vocês não gostarem, não quer dizer que outras não gostem.”
      Você está confundindo objeto sexual com sujeito sexual. Muitas (não todas) mulheres gostam de sua sexualidade e de exibi-la, com essa exibição sob seu controle, isso é ser sujeito. mas quando peitos (e não mulheres) vendem carros, cerveja, ferramentas, e toda a sorte de coisa, cria-se a imagem de que não existe um ser humano além dos peitos. A sexualidade acontece à mulher. Ela é passiva nisso.

      “Nunca vi um homem reclamando do esteriótipo masculino em Comédias Românticas e Mahō shōjo. Não me incomoda nem um pouco a representação masculina nessas obras, tanto é que amo Madoka Magica. Tenho o entendimento que essas obras são feitas para o público feminino.”
      Isso é sua experiência, muitos homens reclamam sim desta representação masculina. E o fato de você gostar de algo não impede que veja com olhos críticos.

      “No entanto, presencio feministas constantemente reclamando sobre as mulheres objetificadas em alguns filmes, livros e etc. Obras que são claramente feitos de homens para homens. Ou homens não tem o direito de consumir essas obras também?”
      Os homens tem todo o direito de consumir as obras, ninguém quer tirar seus direitos, as mulheres só querem ter o direito também.
      Já parou pra pensar que:
      1- mulheres são metade da população mundial
      2- mulheres são minoria nos bastidores de quase todas as formas de entretenimento
      3- as obras escritas para homens são escritas por homens
      4- as obras escritas para mulheres também são escritas por homens
      5- a consequencia disso é que as histórias que você mencionou serem escritas por e para homens são a grande maioria no entretenimento.
      6- e aí o que sobra pra mulher assistir

      “Meu único ponto é esclarecer que o ser humano, seja homem ou mulher, briga constantemente para ficar em cima dos demais. E sua arma é falar dos outros sem perceber que realiza os mesmos atos.”
      Feminismo não é uma briga pra ficar em cima, é uma briga pra sair debaixo e ficar lado a lado.

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Só agora pude vir aqui comentar e e vou dizer que fiquei sabendo do ataque ao post da Priscila quando aconteceu, mas não acompanhei os comentários na página.
    E agora estou abismada com o fato de terem usado o argumento “há pesquisa científica provando que mulher tem prazer no estupro”!!
    Que pesquisa? Feita por quem? Foi comprovado prazer ou apenas espasmos musculares involuntários? Sinceramente, não acredito que haja pesquisa séria e aceita pela comunidade científica sobre isso.
    A não ser que tenha sido feita pelo mesmo “cientista” que estudou insetos e deste estudo deduziu que homens são infiéis por motivos biológicos, e mulheres são fiéis pelo mesmo motivo.

    Bem, talvez este seja mais um aspecto da cultura de violência e ódio que muitos praticam na internet (e fora dela): usar pesquisas duvidosas como forma de validar atitudes cruéis.Há antecedentes históricos pra isso (eugenia tinha “base científica”). E ao usar estes argumentos acabam agindo de forma muito anti-científica.

    Bem, vou parar por aqui, só precisava dizer o quanto este argumento me surpreendeu.
    E Domenica, você está ótima como host!

    abraços

    Nilda
    48 anos, Jandira-SP
    Lendo A Bíblia em Ação

  • Vitor Sandrini de Assis

    Vitor Assis, psicólogo e podcaster de Vitória-ES, lendo Toda Luz que Não Podemos Ver – Anthony Doerr; e Love, a História de Lisey – Stephen King.

    Só passando para agradecer pelo excelente cast e parabenizar a todas, em especial a Priscilla pela coragem e disposição e por não se render ao ódio e seguir lutando, à Domenica por guiar essa discussão excelente e ao Lucien por apoiar a causa de seus associados e manter esse canal de liberdade aberto.

    Grande abraço e saibam só ganham mais e mais o meu respeito por seguirem com as posturas democráticas de vcs!

  • Keledyr

    Cada vez mais acho que quem precisa de representatividade em uma obra é coisa de gente com falta de personalidade, que sente o tempo todo uma necessidade se seguir “guias” na vida. Eu entenderia essa atitude para uma obra mais jovem, que atingisse um público em formação… mas, Berserk ? Nunca vou entender essa galera da “representatividade” que precisa se reafirmar o tempo todo. Tá com medo do que ? Que a sociedade começe a te tratar daquele jeito ? Que esqueça que você existe ?

    Adivinha só ?! ELA NÃO VAI! …E pasmem, mas nenhum leitor de Berserk vai querer te estuprar porque leram isso em Berserk!!

    Seria bom se personagens femininas largassem o papel de donzela em perigo de vez em quando?! É claro que sim! Principalmente em obras mais juvenis. Mas achar que essas características tem alguma relevância social em material voltado ao público adulto é no mínimo ingenuidade… pra não dizer outra coisa.

    Quando é que vão aprender que vitimismo e problematização não ajudam ninguém, muito pelo contrário, só atrapalham essas causas!?

    Minha nossa, eu nunca vou entender essa gente…

  • Marcus Alencar, jornalista e podcaster, Contagem/MG.

    Olá pessoal do Leitor Cabuloso, finalmente consegui ouvir este episódio. Lamento por não ter ouvido na época pois, assim como o Cabulosocast 170, este foi um dos melhores já que ouvi de vocês. Acredito que o trabalho de todo produtor de conteúdo é também criar um trabalho relevante como esse que façam as pessoas refletir sobre o que consomem/fazem/dizem mesmo que isso ainda seja um pequena gota do oceano. Digo isso pois ainda precisamos muito debater essas questões, pois como se pode ver o problema têm um tamanho imensurável. Faço questão de dizer isso primeiramente pois admiro muito o trabalho de vocês. É importante e inspirador.

    Em relação a cultura do ódio em si, é de se lamentar todo o retrocesso que se observa no comportamento das pessoas seja em questões como o caso do post da Priscila ou em outras que envolvem a relação do público nerd com outros produtores de conteúdo. É o caso, por exemplo, dos comentários no Omelete nas critica do Hessel. Percebe-se nesses casos o quanto as pessoas têm usado de forma irresponsável o poder da liberdade de expressão no meio virtual.

    A partir do momento que a pessoa, enquanto receptora de uma mensagem, se utiliza de argumentos pessoais para desqualificar o emissor fica clara a falta de argumento e até mesmo desrespeito com o ser humano. Não vejo como uma pessoa pode se achar no direito de ir até o perfil pessoal de alguém com esse intuito. Mesmo assim, ainda é possível ser surpreendido com este tipo de absurdo, com essa falta de bom senso e até mesmo de sensibilidade. Isso me incomoda porque é uma energia muito negativa. No entanto, não podemos ficar parados e temos que fazer o que for possível para lidar com isso, seja conscientizando as pessoas, refletindo, trazendo o caso a tona como vocês fizeram.

    Só mais um detalhe, esse de um caso ocorrido recentemente. Todo mundo viu o que aconteceu com a Carol Moreira na entrevista com o Vin Diesel, certo? Então, o que se seguiu de comentários de pessoas seja com calúnias ou “fatos” (enfase nas aspas) para desqualificar o direito dela de se manifestar constrangida com a atitude dele foi grotesco, isso sem falar na forma como outros produtores de conteúdo observaram a atitude dela como forma de se autopromover.

    Enfim, acho que já me estendi demais nesse comentário. Só agradeço mais uma vez por vocês terem lançado este episódio. Tenho orgulho de ser ouvinte do CabuloCast. Parabéns a todos e a Domenica pelo ótimo trabalho como host…mais uma vez.

    Abraço

  • Ótimo podcast ouvi atrasado e já com a discussão esfriada mas foi bom ouvir sobre isso, apesar da infeliz situação é claro.
    Eu sou um leitor de Berserk e é um dos meus mangás preferidos no momento, realmente gosto muito, mas isso não me impede de ter uma opinião critica a respeito dele e ver coisas problemáticas como o caso do estupro da Caska, que também me incomodou quando li. É obvia e clara que a cena foi intencionalmente erotizada ao extremo, e infelizmente isso é algo recorrente nos mangás e animes.
    Sobre a onda de ódio que ocorreu eu sei que isso provavelmente sempre aconteceu quando alguém questiona algo assim na sociedade que estava posto como natural e normal, mas também acredito que por se tratar de uma critica feita a um produto da cultura pop/nerd/otaku que lida com essa situação de fã e fandom parte dessa reação cheia de ódio gratuito também se deve a essa cultura do “8 ou 80” e hiperbolização de tudo, que as pessoas amam sem limites algo e aquilo é a melhor coisa do mundo que ninguém pode falar mal de nada ou é a pior coisa do mundo e ninguém pode gostar de nada daquilo, ai você junta isso com misoginia e dá nessa merda.
    Recentemente eu passei por algo semelhante no twitter, fiz um tuite sobre privilégios héteros e homofobia e ganhei muitos likes e retwittes como nunca antes, mas é claro que ao fazer isso eu não ia sair ileso, o que me apareceu de trolls homofóbicos não foi brincadeira, distorcendo as coisas que eu disse, fazendo comentários homofóbicos e me atacando de maneira gratuita, usando bíblia e tudo mais pra validar o seu ódio. Foram uns três dias eu respondendo a mensagens de ódio e preconceituosas e bloqueando gente escrota, a maioria eram homens como sempre é em qualquer caso desse tipo, mas também apareceram mulheres tão agressivas como, e até uma trans relativizando e minimizando LGBTfobia, e um gay que por não poder me atacar com homofobia usou o fato deu ser gordo, foi tenso.
    Infelizmente essa é realidade atual sempre que uma pessoa que faz parte de uma minoria social ou politica questiona o status quo que nos oprime isso acaba gerando um ódio irracional nas pessoas que estão confortáveis e sendo privilégiadas de alguma forma nesse sistema.
    Mas por mais desanimador e sem esperanças que possa parecer nessas situações a gente tem que continuar de alguma forma tentando ser forte e reagir, continuar questionando e apontando os as coisas estão erradas pois senão nada nunca vai mudar.

    • AHH, e obrigado pela parte que falaram do estupro da Sansa, antes do cast eu tinha a opinião que já que ela tinha sido obrigada pelas circunstâncias a casar com o cara que era da família que matou a família dela então obviamente ela nunca iria transar com ele por livre e espontânea vontade, tornando o estupro algo inevitável de acontecer.
      Mas depois do que foi falado no cast eu consegui ver por outro lado, nunca tinha parado pra pensar de como esse estupro foi usado como um fator de mudança pro Theon e pra tornar mais mal o vilão, e de como o estupro é usado como algo pra tornar mulheres mais fortes, se não fosse pelo ponto de vista das membras mulheres desse cast eu não teria entendido isso, agora vou ter uma visão mais critica da necessidade das cenas de estupros quando aparecerem em alguma obra que eu consumir.