CabulosoCast #179 – As Armadilhas Editoriais

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Olá Cabulosos do meu Brasil e booklovers de todo mundo! Neste capítulo, eu (Lucien o Bibliotecário) e Lucas Ferraz convidamos Julianna Costa, Igor Rodrigues, Soraya Coelho, Claudia Dugim e Clara Madrigano para falarmos sobre a polêmica das editoras que cobram para publicar autores independentes. O debate será dividido em dois momentos: no primeiro, a autora Julianna Costa tira dúvidas sobre como os escritores podem evitar se defender judicialmente destas propostas; no segundo, há um grande debate sobre essa prática de algumas editoras.

Leitura do texto do Neil Gaiman por Thiago Alves

Atenção!

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Citados durante o programa

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  • Presidente Exumador

    Um mercado que sofre muito com esse tipo de coisa é o de quadrinhos. É algo que beira a infantilidade, editores que abrem antologias e falam pelos bastidores que escolhem apenas aqueles que são seus chegados. Então pq diabos abre o tal concurso? Editoras que publicam vencedores de algum ProAc, caímos no mesmo caso, bem capaz q parte do valor pago pelo ProAc vá para essas editoras. E o engraçado é que autores acham isso normal, depois reclamam do mercado, que quadrinhos no País não cresce e tudo mais…

    Outra coisa que devemos ficar atentos são para essas agências de autores que estão surgindo, vc paga por um curso bem raso, dizem que vc faz parte da agência e fica meio que solto, com um suporte bem frouxo… Vale a pena pesquisar bem sobre isso antes de tentar fazer parte desse tipo de coisa…

  • Olá, me chamo Fernando Raposo, sou autor do livro “Hollen – Anjo Caído”. Depois de uma boa visibilidade nas redes sociais, assinei um contrato com uma editora pequena. Foi feita uma edição em 2015. Independente da realização, optei (como uma precaução) assinar um contrato curto, de 1 ano. O livro saiu, mas no meio do processo a editora pecou no que diz respeito à transparência. O meu único custo foi o ISBN, fora isso, não paguei pela edição, ficando a cargo da editora. Com o fim do contrato, decidi não renovar. Procurei algumas editoras para uma republicação e foi nesta procura que sofri assédio por parte destas outras editoras para o pagamento pela republicação. Depois das minhas negativas, decidi publicar o livro de forma independente de forma digital. Relançar o livro, apenas por editoras tradicionais…

  • JF Wagner

    RESPOSTA ÉPICA de Igor Rodrigues aos 34min40s!!! SENSACIONAL!!!

  • Bruno Lins

    Me parece com o caso da hamburgueria gurmet da Bel Pesce. Como bem disse o Igor, todo mundo tem o direito de ser pagar pra ser publicado, mas não impede que outros critiquem esse modelo de negócio.

  • Renato Dantas

    Renato, 35 anos, Revisor de Textos, São Paulo-SP, lendo A Escola do Bem e do Mal 3 – Infeliz para Sempre, do Soman Chainani, e Rani e o Sino da Divisão, do Jim Anotsu. E com Star Wars – Um Novo Amanhecer, do John Jackson Miller, em pausa (mas não abandonado).

    Salve cabulosas e cabulosos,

    Acho que a primeira vez que fiquei com o pé atrás em relação a esse lance de pagar para publicar foi em uma conversa com o Eric Novello, quando o conheci pessoalmente e ele autografou meu exemplar de Neon Azul. Nessa conversa ele falou sobre a experiência com a publicação do seu primeiro livro, não tenho certeza, mas acho que ele também contou isso no cabulosocast em que foi entrevisto há uns 2 anos.

    Os episódios sobre ebooks, sobre agente literário e sobre autopublicação me fizeram chegar à conclusão que se for para gastar meu dinheiro, então prefiro contratar eu mesmo os profissionais que vão “trazer o livro à vida”, ao invés de dar meu dinheiro para editoras picaretas.

    As informações da Ju sobre registro da obra foram especialmente interessantes para mim.

    Parabéns a todos!

    Abraços!

  • Olinda Gil

    Fico triste de ver que esse fenómeno existe no Brasil como existe em Portugal, com esses concursos estranhos e tudo! Vocês falam das vanities press lá fora… mas o fenómeno nos EUA ou no UK tem a dimensão do de PT e BR? Tenho essa dúvida.
    http://www.olindapgil.blogspot.com

  • Yugi Muto

    Alguem pode tirar minha dúvida: Um livro só é “original” quando está registrado com Direitos Autorais?

    • Daniel Monteiro

      Seu livro só é um “original” se foi você quem o escreveu. O registro não interfere nisso.

  • Clarice Maia

    oi, pessoal!

    confesso que ainda não terminei de ouvir o cast inteiro (tá
    gigante, rs) mas como fiquei incomodada, decidi comentar logo. antes de
    mais nada, digo que acho a discussão superválida e concordo que é um
    absurdo esse tipo de cobrança como a da antologia que vcs citaram.
    contratos abusivos devem ser questionados e denunciados, mas acho que
    houve uma generalização equivocada.

    sou designer gráfica e faço
    projetos para uma editora que poderia ser descrita como uma “editora que cobra do autor”. a outubro edições nasceu
    a partir da dificuldade de uma autora independente (clara arreguy, que é
    minha tia) em ser publicada. como a família tem profissionais que
    trabalham com isso (além de mim, temos revisores e artistas gráficos),
    começamos a editar os livros dela com qualidade profissional, mas sem um
    grande nome bancando. aos poucos, amigos se interessaram em contratar
    essa equipe pra fazer esse trabalho por eles.

    há +/- um ano, a
    clara formalizou a empresa e prestamos consultoria em todos os processos
    de publicação, desde uma leitura crítica, passando por preparação de
    originais, revisão, projeto gráfico, capa, pedidos de isbn e ficha
    catalográfica, até a produção – a impressão propriamente dita. é um
    trabalho apurado e profissional. não somos uma “gráfica”, como disseram. uma gráfica imprime. no
    máximo, pode tb diagramar um texto sem cuidado, preparação ou projeto gráfico
    decente.

    nosso trabalho é todo especificado em contrato. não
    temos expertise em divulgação, distribuição e vendas, então não
    prometemos esses
    serviços. divulgamos os livros em nossas redes sociais, que ainda
    são pequenas, mas nunca vendemos isso como divulgação, nem cobramos por
    isso (afinal, estamos divulgando nosso portfolio). ah, e o autor fica
    com os livros produzidos para dispor como bem
    entender.

    acreditamos que temos uma identidade e um padrão de
    qualidade, e por isso assinamos os livros produzidos por nós
    com a nossa marca. talvez
    seja apenas uma questão semântica, mas discordo quando vcs dizem que
    empresas como a outubro não deveriam se denominar “editoras”. é isso que
    somos: uma editora. pequena, independente, batalhadora, sem condição (ainda, rs) de
    bancar publicações contando apenas com o retorno das vendas, mas uma
    editora, sim, nosso trabalho é editar.

    me incomodou sentir que, pra quem ouve o cast,
    sem eu dar essa explicação toda aí em cima, poderíamos estar no mesmo
    balaio das editoras picaretas. enfim, reitero que o debate é
    importante e necessário, concordo com muitas coisas que vcs disseram, apenas quis registrar que o universo das
    editoras pode ser mais amplo do que o cast abordou.

    no mais, curto muito o cast e espero que encarem esse retorno gigante como uma crítica construtiva, contribuição ao debate.

    abs,
    clarice

    • AJ Oliveira

      Clarice,

      Eu imagino que seu modelo de negócio não entra no tema abordado no cast, que é o Vanity Press.

      Não há problema algum em prestar esse tipo de consultoria, desde que o valor pago pelo autor não seja abusivo ou o mesmo receber meros 10% da tiragem que ELE pagou.

      Além disso, esse modelo piramide também é famoso por vender esses “pacote sonho” da vida, ou seja, prometem mundos e fundos cujo não podem (nem pretendem) cumprir.

      Mundo sem picaretagem:

      Autor Pagou a tiragem em valor cheio – 100% dos direitos são dele
      Autores Pagaram pela antologia – 100% dos direitos autorais são deles

      Mundo Real:

      Autor Paga o triplo do valor cheio – até 10% dos direitos autorais são dele (e raramente são pagos em dinheiro)

      Autores Pagaram uma facada pela antologia – 0% dos direitos são deles. Exceto pelas copias que ele “ganha” para vender pelo preço que bem entender.

      • Clarice Maia

        olá! sim, eu tb acho que o nosso modelo não foi o abordado no cast, eu sei que nosso trabalho é transparente e honesto. o que me incomodou foi a generalização. em vários momentos foi passada a ideia de que existiam apenas dois tipos de editora: as sérias que bancam e as picaretas que cobram. se não me engano, em mais de um momento foi dado um conselho tipo: “se alguém te cobrar pra publicar, fuja.” isso prejudica o trabalho de gente séria que trabalha em parceria com o autor.

        • AJ Oliveira

          Entendo. Talvez essa sensação tenha prevalecido devido a extensão do cast. Mas acho que é muito bom ter esse tipo de entendimento para um próxima oportunidade.

          Esse é um CabulosoCast pra se ouvir com papel e caneta na mão (pros mais arcaicos, como eu haha) até pq, o pessoal se pautou pelo que foi dito na primeira parte do programa, me refiro a introdução feita pela Clara e Pelo Igor.

          Agora, acho super válido que hajam episódios sobre outros modelos de negócio. Algo que seja mais viável ao autor, pois, essas “editoras” contam com uma verba fácil que pode ser usada em marketing, e isso acaba ofuscando iniciativas inovadoras e mais justas.

    • Catena Hernandez. Nada demodê.

      Olá Clarice, busquei rapidamente no google pelo nome da autora que vc citou e encontrei a editora q vc comenta, é uma portuguesa? Caso positivo não tive das melhores surpresas com os comentários que encontrei no google, ele me levou ao Reclame Aqui e para Blogs que comentam sobre a Editora.

      Essa editora hj, como está? Desculpe, não estou indo para o confronto, apenas quero apurar o caso pois como a maioria dos ouvintes desse cast quero, um dia, publiciar meu livro.

  • AJ Oliveira

    AJ Oliveira, 25 anos, Itaquera-SP . Host do Podcast “Os 12 Trabalhos do Escritor”

    Pessoal, gostei demais do episódio! Me senti representado não só como podcaster, mas também como aspirante à escrita.

    Não canso de dizer que essa pilantragem chamada “Vanity Press” é uma versão de “NEGÓCIO EM PIRAMIDE” com livros. Ainda me lembro de alguns meses atrás, quando um desses “Gestores de Antologia” vieram me propor algo do tipo envolvendo os ouvintes do “12 Trabalhos”.

    “Cara, será perfeito! Se cada um pagar X, em troca de 10 unidades, só precisaremos que você faça a revisão dos textos, (eu posso até te ajudar com isso). Então teremos 10 mil pra imprimir as cópias dos ouvintes, pra editora e até vai sobrar uma boa grana pra você”

    A abordagem sempre é feita com uma argumentação fajuta do tipo “e todos acabam ajudando uns aos outros no mercado literário”, ou se não, “Isso vai contar como currículo pra futuras editoras”.

    EM OUTRAS PALAVRAS…

    ESTÃO CAGANDO PRA TEXTO, QUALIDADE, AUTORES, LEITORES, ENFIM… O QUE IMPORTA É A GRANA/DINDIN/BUFUNFA que vai sobrar nesse processo tão limpo quanto o abatedouro de vacas mais próximo da sua casa,

    Então, não caiam nesse Golpe. Não alimentem essa linha de negócio que transforma futuros autores em “trouxas”, vítimas dos faraós do 171. Vocês merecem mais do que isso.

  • Vanity Press: A tiragem é baixa, você pode nem ser lido, VOCÊ PAGA e não tem retorno financeiro e ainda tem o mito de que isso serve pra criar um nome no mercado e facilitar as coisas pra atrair editoras grandes.

    Wattpad: Enquanto houve internet, a tiragem será infinita. Ler de graça atrai os leitores, mas só os deuses sabem quantas pessoas vão ler e isso pode variar de parentes&amigos a nichos literários a infinitos. Não tem retorno financeiro e realmente isso serve pra criar um nome no mercado e facilitar as coisas pra atrair editoras grandes.

    Amazon: Enquanto houve internet, a tiragem será infinita. Você decide o preço, mas só os deuses sabem quantas pessoas vão pagar para ler e isso pode variar de parentes&amigos a nichos literários a infinitos. Tem retorno financeiro e realmente isso serve pra criar um nome no mercado e facilitar as coisas pra atrair editoras grandes ou não, já que você já vai estar ganhando dinheiros.

    Assim que eu deixar de procrastinar, pretendo colocar contos e trechos no wattpad pra ir tentando atrair as pessoas e usar a Amazon pra coletâneas de meus contos (com exclusivos) e histórias maiores. Parece um bom caminho, não sei, talvez seja, eu realmente espero que seja.

  • Augusto Ganzert

    Gostei da discussão desse episodio.

  • Esse tipo de coletânea já existe há muito tempo. Tem editora que cobra R$ 400 para publicar míseras 4 páginas de cada autor e em troca oferece 10 livros. Digamos que o tal livro saia com 200 páginas, são 20 mil reais!!!!!! Não entendo o que leva alguém a assinar um contrato desses. Pagando 40 pila por livro, não dá nem para revender.

  • Karen Soarele, 28 anos, Halifax/Canadá, quatro livros de fantasia autopublicados, jornalista esportiva, podcaster do Cultura Nerd & Geek.

    Alguns anos atrás, quando decidi lançar meu primeiro livro, me vi diante dessa possibilidade de contratar uma editora. Entrei em contato com algumas e, dentre várias propostas, recebi a que ficou conhecida entre os autores como “susto dos 15 mil”. Perguntei à editora em questão sobre pagamento de direitos autorais, e estou até hoje esperando que respondam o meu e-mail.

    O problema não está no valor cobrado, e sim no que vocês mesmo citaram: falta de transparência. A conta nunca fecha porque as editoras têm vergonha de dizer quanto do valor pago será usado na impressão ou em serviços oferecidos por terceiros, e quanto se refere ao serviço da própria editora. Elas têm vergonha de dizer que lucram na jogada, e acabam criando uma situação em que não dá para confiar.

    Resultado, corri atrás dos profissionais para fazer capa, revisão e impressão, e diagramei eu mesma o livro, já que já possuía experiência nessa área. O investimento foi 100% meu, e o lucro também. Ainda mais agora, que temos nosso querido sistema KDP da Amazon, então acaba entrando um dinheirinho com o qual eu não contava no início.

    Quanto a essas coletâneas, em que cada autor compra uma “cota”, isso já existe há muito tempo. Tem editora que cobra R$ 400 para publicar míseras 4 páginas de cada autor e em troca oferece 10 livros. Digamos que o tal livro saia com 200 páginas, somando tudo dá 20 mil reais!!!!!! Não entendo o que leva alguém a assinar um contrato desses. Quando você paga 40 reais por livro, não dá nem para revender. No caso da editora com nome élfico, a proporção é levemente melhor para o autor. O problema todo é que essa editora começou se vendendo como tradicional e, de repente, apareceu com essa proposta. Foi um choque para todo mundo.

    Para finalizar, conto uma coisa para vocês: Me dá uns tremeliques toda vez que alguém vem falando em “realização de um sonho” pro meu lado.

    No mais, excelente cast!

    Karen Soarele

    • É, só agora cheguei a 2 horas e 14 minutos do podcast, sobre “sonho”, rsrsrs. Pensa num podcast longo!

    • AJ Oliveira

      Perfeito Karen!

      Só tenho uma coisa pra ressaltar. Agora a tal editora pode mudar para “susto dos 20 mil” rs.

      São casos como o seu que deveriam ser colocados como exemplo, afinal, se é pra ter dor de cabeça com produção literária, que seja pra ter 100% dos lucros pra si.

      Um forte abraço! =]

  • Vitor Sandrini de Assis

    Olá, pessoal, sou o Vitor Assis do LocusPsi e do LocusPsiCast, tenho 33 anos, sou psicólogo, moro em Cariacica – ES e estou lendo Toda Luz Que Não Podemos Ver, do Anthony Doerr, e Marina, do Carlos Ruiz Zafón.

    Excelente episódio! Mais uma vez vocês entram na discussão obre o mercado editorial e mais uma vez fazem um cast sensacional. Sempre importante a participação do Igor nesses cast: ele acrescenta sempre dados relevantes e engrandece e embasa a discussão. Parabéns pelo trabalho. Tenho aprendido muito com vocês sobre o mercado neste e nos casts anteriores. Grande abraço.

  • Davi Paiva

    Nome: Davi Paiva.
    Idade: 29 anos.
    Localidade: São Paulo – SP.
    Lendo: Onze Anéis.

    Gostei muito do programa, apesar da forma como ele foi editado. Entendo que o episódio sobre a Escola Sem Partido foi feito no calor do momento e tinha que ser lançado. Mas esse podia ter o áudio melhor (mera opinião).

    Sobre o programa em si: não temos muitas aulas nas escolas públicas sobre produção de escrita criativa. E nas escolas particulares, é bem raro encontrar. Nas faculdades, depende muito se algum professor está ligado ao ramo da escrita. Conclusão: esse efeito dominó gera interessados na escrita que acreditam que escrever é conforme o que é dito em Hollywood e/ou as tendências do mercado internacional.

    Tais novatos acreditam muito nesse papo de escrever é “só” escrever e repudiam técnicas de escrita. E quando só escrevem, “só” querem publicar. E não é por acaso que caem fácil nas armadilhas das editoras.

    Estou no mercado desde 2013. Publiquei em 28 antologias por 8 editoras diferentes e não vou negar: vi todo o tipo de contrato. Dos “você está aprovado. Agora precisa comprar no mínimo X livros” aos do tipo “você precisa vender X livros. Se não conseguir, será obrigado a compra-los” como se todos realmente fossem se interessar por antologias onde o importante não é você ser bom escritor. Basta ser um bom vendedor…

    Mas teve o lado bom: não vou dizer que vocês estão mentindo sobre o quesito de antologias não terem muita visibilidade por não termos a cultura de falar de seus participantes. Por outro lado, aprendi que o importante de uma antologia é você aproveitar o espaço para estudar, escrever, formar times de leitores beta e publicar o que escreverem. Lucros? Eu me abstenho deles. Organizo apenas pelo interesse de fazer os participantes entenderem a importância da criação de uma boa abertura, diálogos vivos, construção de cenas, não trocar Pontos de Vista e concluir sem necessidades de continuações.

    Infelizmente, o meu trabalho é repudiado por causa de maus editores e organizadores no mercado. Gente que prefere uma antologia com muitos autores a uma com bons autores (instruídos, motivados e cientes de todo o processo de publicação) ou gente que prefere ganhar altos valores em cima de novatos, na maioria dos casos, de classes socioeconômicas inferiores cuja participação em antologias vais lhes gerar nomes em órgãos de cobrança.

    Muitas pessoas alegam que a solução é o mercado independente. Mas falo por experiência própria (como tudo que eu disse até aqui): achar revisores bons, diagramadores pontuais, capistas que entendam briefings e/ou gráficas que não cobrem valores altos é muito difícil. Chega a ser cansativo e desmotivador. Portanto, quem achar uma “editora-gráfica” que tenha tudo isso no pacote e seja confiável, a meu ver, não é ruim fazer o contrato. O ruim é quando a editora cobra um valor alto e não faz repasses. Ou quando faz, faz bem pouco.

    Para finalizar, deixo aqui um artigo no qual falei sobre participação em antologias: http://www.overshockblog.com.br/2015/12/a-oficina-17-vale-pena-publicar-em.html

    Obrigado a todos(as) pelo bom trabalho.

  • Sharon Caleffi

    Olá! estou ouvindo o episódio e em algumas partes a música de fundo está se sobrepondo à voz de quem fala, tornando tudo muito embaralhado. Se vai ter música de fundo tem que ser beeeeem baixinha mesmo…

  • Charles Dias

    Esse tipo de “negócio” se vale da sempre atual máxima de Phineas Taylor Barnum … “Nasce um otário a cada minuto”. É mesmo como foi dito, o culpado é o afã do autor novato de ser publicado. A fissura para fazer isso acontecer é tão grande que muitos deixam de lado o bom senso e embarcam em iniciativas como a da editora que não pode ser nomeada, que está longe de ser novidade. Infelizmente é daquelas situações que vão continuar acontecendo enquanto for legalmente permitido.

  • Programa do caraleo. Só com gente maravilhosa.

  • Presidente Exumador

    Pessoal, estou correndo atrás de uma editora para publicar meu livro, mandei para algumas editoras e uma delas me deu um retorno em tempo recorde, acho q menos de 24 horas não são suficientes para avaliarem mais de 100 páginas de roteiro. E o mais estranho foi o retorno, me pediram para comprar no mínimo 500 cópias do MEU livro… Isso é cilada ou estou enganado? 🙁