Fullmetal Alchemist Vol. 1

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Já aviso que essa resenha estará cheia de tietagem.

Edward e Alphonse Elric são irmãos e ambos são alquimistas. Eles estão em busca da famosa Pedra Filosofal com o objetivo de usá-la para recuperar seus corpos. Edward perdeu um braço e uma perna e Alphonse perdeu todo o corpo depois de tentarem o tabu da alquimia: a transmutação humana. Eles queriam trazer a mãe de volta à vida e pagaram caro por isso. Além de tudo, a transmutação foi um fracasso. Agora Edward usa automails que são um braço e perna mecânicos e Alphonse teve a alma fixada em uma armadura.

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Já nesse primeiro volume vemos um pouco de cada coisinha que estará presente em toda a obra. Temos ação, mas ação na medida certa, nada gratuito ou exagerado. É a ação que agrada ao fã de shonen e que não incomoda, muito pelo contrário, até empolga o leitor que está lendo à procura de algo mais, que procura descobrir porque Fullmetal Alchemist é tão falado e tão amado. A comédia também já tem suas cenas, embora o mangá se torne bem mais sério com o passar dos capítulos. Nesse primeiro volume já descobrimos que Edward simplesmente ODEIA ser chamado de baixinho e que ele é muito confundido com o irmão já que leva a alcunha de Alquimista de Aço. A comédia simples e agradável foi um dos motivos de gostar tanto do mangá.

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Tem temas polêmicos e já começamos com um grande: a religião. Além do fato de tentarem brincar de Deus e levarem a pior, ao se depararem com uma seita nesse primeiro volume, os irmãos Elric são completamente céticos com os milagres citados e criticam Rose por acreditar cegamente em um homem que se diz profeta. O drama também está presente, embora no segundo volume ele chegue a um dos principais ápices. A fala de Edward para Rose, quando ela diz o que fazer para continuar a viver, é simplesmente: “levante, você tem duas pernas pra isso, não?” E com isso já começamos a gostar dos irmãos que no final da série já nos conquistaram completamente.

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E finalmente já conhecemos os vilões, ou parte deles. A Gula e a Luxúria já tem participação nesse primeiro volume e Os Sete Pecados são um dos grandes adversários que os irmãos Elric terão de enfrentar.

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A primeira vez que li Fullmetal Alchemist foi por scan e depois vi a adaptação que seguiu praticamente a risca o mangá, o Fullmetal Alchemist Bortherhood. As diferenças entre essa adaptação e a obra original são mínimas, mas estão presentes. Talvez o anime até tenha feito de forma mais ampla o prólogo do mangá, a origem dos irmãos Elric como alquimistas. Porém tudo será elucidado no mangá no seu devido tempo.

Considerações Técnicas

A Editora JBC finalmente atendeu aos nossos clamores e trouxe de volta Fullmetal Alchemist. A editora diz que esta é uma edição especial de colecionador, o que vou ser educada em discordar. Não que o mangá esteja em uma qualidade inferior, mas chamar de edição de colecionador é bem exagerado. É um tanko, um pouco mais caprichado do que outros títulos da editora, mas é isso. Eu entendo que colocar orelhas e até um papel melhor encareceria demais o produto e por isso não reclamo. É a primeira vez que vou ter o mangá na estante e estou grata por essa republicação.

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A grande diferença desta nova edição é a sobrecapa que vem junto com o primeiro volume para os assinantes. A sobrecapa é muito utilizada no Japão, mas aqui no Brasil ela é deixada de lado, ainda. Espero que a JBC abra as portas para esse tipo de produto, mesmo que ele venha mais caro.

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Considerações Finais

Fullmetal Alchemist é o meu mangá shounen favorito. Isso porque, além de tudo o que disse acima, a história é fantástica e os personagens maravilhosos. Nesse primeiro volume ainda não conhecemos as personagens femininas que são a grande diferença entre outros mangás do gênero. Recomendo fortemente, mesmo se você não for um leitor assíduo de mangás shounen, esse é diferente, pode confiar. A única coisa que lamento é que não terei o elemento surpresa lendo a obra.

Nota:

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Nome:  Fullmetal Alchemist, Full Metal Alchemist, Hagane no Renkinjutsushi, FMA, Fullmetal Alchemist Gaiden, 鋼の錬金術師
Valor: R$ 16,90 –Finalizado com 27 volumes.
Páginas: 190
Distribuição: Nacional – Mensal
Publicado (no Japão): 2001 a 2010
Autoras: Hiromu Arakawa
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama, Shounen, Militar.
Myanimelist

  • BODIAAAAAA!!!
    Sto meio confusa ainda do novo layout (que eu acho que não é tão novo assim agora porque faz um tempinho que eu não venho pra cá, mas enfim, primeira vez comentando com o novo desing HEHEH) ~
    Mano, eu falei naquele news sobre esse relançamento e acabei comprando mesmo. Não pretendo comprar tudo, mas o 01 já está na minha estante porque o meu 01 da coleção anterior está tão deteriorado que fiquei com dó -q Minha irmã teve parte disso, fui na loja e fiquei encarando a edição e ela “tá lindo Ingrid, você tinha que ver, mds” e velho, como dizer não pro meu mangá preferido? KJSAHDKJSAHDJAHDKJAHDKASJHDJAHDAKJDHÇ
    Quando abri que a gente percebe que o mangá meio tanko era o meio do meio mesmo, e a JBC pode até ter abandonado esse formato, mas a edição passa longe das de colecionador. É só pegar o exemplo de… bem, o exemplo de qualquer coisa de colecionador. Os da Panini estão vindo bem caprichados e nem por isso vi a editora se vangloriando tanto por isso JKJDKLAJDSKLDAKLJDALKSDJALKDJA a edição de Ajin eu acho que tá até melhor que essa de FMA e olha que nem é pra ter coisa especial nelas lol

    Ah, uma observação? Acho? Na parte “Edward perdeu um braço e uma perna e Alphonse perdeu todo o corpo depois de tentarem o tabu da alquimia: a transmutação. ” Na real é a “Transmutação HUMANA” que é tabu, transmutação só esse nome qualquer alquimista faz -q (acho que é um detalhezinho que precisa deixar meio óbvio pra não gerar confusão)…

    Essa sobrecapa pra mim veio de brinde à parte na loja que comprei, agora na edição da minha irmã nem deram pra ela esse troço ¬¬” Eu comprei aqui em Maringá e ela em SP, e ela disse que foi o cunhado dela que comprou numa banca porque nas lojas já tinham esgotado. Ou seja, teve gente que ficou sem mesmo. Eu queria que a JBC desse uma caprichada nessas edições dela, porque tá me decepcionando muito (não que em FMA seja uma reclamação muito forte), mas em comparação no que as outras estão fazendo, a JBC é a pior sem nem pensar duas vezes.

    Eu senti falta dessas piadas leves do início da história, relever é bom de vez em quando (sempre) cof. Eu acabei nem vendo o Brotherhood porque na época que começou a sair o anime, eu ainda tava comprando o mangá LOL E daí eu não queria spoiller pra não estragar o “elemento surpresa” que eu sempre tive ao ler as edições. No final valeu a pena, mas não quis mais ver o Brotherhood pelo apego ao mangá (e também porque não mudaram, e as mudanças mínimas que tiveram não foi pra melhor, então meio que depois fui deixando de lado). Só vi umas partes do Brotherhood, mas nunca peguei o PC e fiz maratona dele como sempre faço com esses animes -qqq // E como eu era muito nova e depois fiquei sem saco de ver resenhas de FMA, foi bom ler esse post mesmo eu sendo obcecada. Será que esse primeiro volume foi o começo da minha aversão à religião?? -nn (mentira, nem foi, eu só comecei a ter mais opinião formada do pq eu n gostava mesmo HUDASIDASDUA)

    Beijos Priscila, a gente se ve por ai -qq

    • Oieee, quanto tempo xD
      Então, achei um tanko normalzão mesmo. Nada de mais. Tem gente que até considera Ajin e Vagabond versão de colecionador e eu não acho. É uma versão mais caprichada, de luxo, vamos dizer, mas de colecionador, não. Então é bem exagerado chamar essa edição de FMA de colecionador.
      Sobre a sua obs tá certíssima e eu já corrigi, valeu!
      Nem sabia que algumas lojas davam de brinde a sobrecapa pq a JBC deixou claro que isso era SÓ pros assinantes, mas pelo que vc disse tem que dar sorte mesmo. Sinceramente eu venho colecionando pouca coisa da JBC… não pela qualidade, mas pelo interesse nos títulos mesmo. Não tem como negar que a qualidade está caindo, comparando preço x produto. Mas é a tal crise do papel e como a Panini é uma multinacional não sei se é justo comparar.
      Qdo saiu o Brotherhood eu estava acabando de ler o mangá e passei a ver o anime que gostei bastante. Acho que é uma boa pra quem tem preguiça de ler os 27 volumes e já se apaixonar pela obra.
      Obrigada pelo comentário, como sempre.
      BJÂO

  • Aaaaaaah eu quero!

  • Alvaro Caxone

    Melhor mangá que já li, assisti as duas versões animadas e acompanehi a versão antiga da JBC e agora vou pegar essa nova e me desfazer da antiga. Eu curtia tanto o manga que parei de assistir o anime e esperei a JBC lançar a última edição só pra eu terminar a história em edição fisica, aí só depois terminei de assistir o BrotherHood

    • É muito bom mesmo né? *—-* Eu li pela primeira vez em scan e só tava esperando uma versão em tankobon pra colecionar

  • J.F

    Fullmetal é apaixonante, e mesmo eu tendo assistido o anime há quase 4 anos, esse é um enredo imortal pra mim.
    Concordo com você sobre a dita qualidade que não é ruim, mas poderia ser melhor, com orelhas pra inicio.
    Ótima analise, é a minha primeira participação pelos comentários, acabei de ouvir o CabulosoCast #171 – Mangás tão bons quanto livros, e fico feliz em descobrir o trabalho de vocês, grande abraco e ótimas leituras.

    • Oi João! Eu agradeço pelos elogios e pelo comentário *—*
      Que bom que nos descobriu e espero que continue nos acompanhando (e comentando xD)
      Abraços!

  • Lucas Breno

    Pri, vc acertou em falar de full metal, top 5 de melhor manga que eu já li

    • Ele está no topo dos meus mangás favoritos shounen, é mto bom <3