Os 12 Trabalhos do Escritor #07A – Leitura e perguntas dos ouvintes

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E aí escritores? Tudo bem? Espero que sim! E no episódio 07A de “Os 12 trabalhos do Escritor”, eu, A. J. Oliveira, trago nossa primeira metade de autores para conversar sobre esse tema “básico” da vida de um escritor, a leitura. André Vianco, Felipe Colbert, Enéias Tavares, Zé Wellington, Eduardo Spohr e Felipe Castilho nos contarão um pouco sobre a importância da leitura para suas respectivas carreiras e, em suas devidas vivências, o quanto esse hábito pode transformar a vida de um criativo.

Espero que gostem!

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  • Davi Paiva

    Olá, equipe dos 12 trabalhos. Tudo bem? Espero que sim.

    Parabéns por mais um bom podcast para variar.

    Sobre o que foi abordado no podcast: um escritor que não lê, a meu ver, é como um jogador de futebol que não corre. É inadmissível que alguém almeje produzir um livro sem ter pelo menos um autor preferido ou uma obra predileta. E ainda que odeie algo que tenha lido, pelo menos tem o lado bom de se fazer o diferente: da mesma forma como o primeiro participante do podcast, eu também procurava imaginar narrativas com algum ponto distorcido. Tanto que escrevi um livro infantojuvenil com um personagem pobre e sem atrativos como um oposto do Harry Potter (rico no mundo dos bruxos e que é considerado um bom par por muitas garotas).

    Ler de tudo? Sim e ao mesmo tempo não. É importante construir uma bagagem cultural. Um escritor de livros infantojuvenis, por exemplo, tem muito mais a ganhar lendo os livros do Pedro Bandeira que um “Crônicas de Gelo e Fogo”. A vida é uma só e, às vezes, o tempo que você dedica a um gênero ou tema podem ser melhores empregados se você escrever dentro daquilo que já sabe e não ficar alegando “vou usar o que sei na literatura erótica para escrever alguma obra no estilo dark fantasy”.

    Agora sobre o que foi dito a respeito da minha pergunta: também acho o assunto delicado. Ainda mais agora que também sou organizador. Se eu falar acerca dos métodos organizacionais que já foram empregados nas antologias que eu já participei, vão alegar que eu estou me achando arrogante e superior aos com quem já tive o (des)prazer de trabalhar (em alguns casos).

    Não tiro a sua razão acerca do “você adquire os X exemplares e faz o que quiser com eles: venda por um preço maior, por um preço igual ou doe”. Nem que 20 livros para vender, por exemplo, fazem com que você venda somente para familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e pessoas que você tenha MUITA amizade pela internet. Por outro lado, a participação em uma antologia por uma boa editora lhe faz conhecer um lugar (e-mails respondidos educadamente, em dia, esclarecidos, etc.) e também traz o ato de conhecer participantes. Se você é um novato e está em uma antologia com mais 19 pessoas, por exemplo, pode se socializar ali e fazer parcerias oferecendo/pedindo leituras beta ou até escritas a quatro mãos.

    Há má qualidade? Sim. Alguns editores não ligam para a qualidade: eles só querem saber de vender (é a relação “público e qualidade” abordada no podcast). Há organizadores que querem “dar uma chance” a novatos e publicam o que eles mandarem e/ou nem pedem reescrita sabendo que dos 100 textos recebidos, se o organizador for exigente, só vai publicar 15. E há autores que usam o discurso do “eu tô pagando!” e querem fazer questão de serem aprovados. Mas aí vai da sondagem de ponta a ponta (nota: algumas já postam no regulamento quais serão as taxas cobradas. Logo, isso também entra na sondagem): o que a editora está vendendo? Uma antologia ou um sonho?

    Infelizmente até mesmo alguns (mas não todos: alguns) concursos são jogos de cartas. Se eu participar de um e concorrer a uma vaga com algum dos convidados dos 12 Trabalhos, quem tem mais nome? Quem fará vender mais? Quem vai alavancar e fará um produtor de podcast dizer que a antologia-concurso é boa porque tem a sua participação? Entendeu o que quero dizer?

    Autopublicação é uma boa? sim. Mas aí entra a matemática: se uma pessoa participa de uma antologia por ano a R$ 400,00, por exemplo, e considerando que o custo médio de uma autopublicação atualmente é algo em torno de R$ 5.000,00, o tempo gasto para acumular o dinheiro torna-se muito alto (12 anos e meio, segundo as minhas contas) para ela finalmente dar seu primeiro passo no mercado através da autopublicação, quando a antologia já a insere de uma forma pequena e discreta, mas insere. Sem contar que o tempo gasto em antologias desta forma que calculei a faz ter um livro de contos (um conto por ano, no mínimo, em 10 anos… faz um bom resultado).

    E o crowfunding? Também é uma boa. O autor e a editora não pagam nada e a venda já está garantida. Por outro lado, dinheiro não é tudo para publicar um livro: alguém que lhe diga para valorizar a abertura, os diálogos, as cenas, as descrições e os cliffhangers são coisas que nem sempre o leitor beta pode fornecer. Há escritores que falam “vou ignorar o conselho do meu beta, pois a aprovação dele ou não não impedem a publicação”. O duro é ele fazer isso com um organizador. Ainda mais quando este é qualificado.

    Por último, sobre a relação antologia vs. Wattpad: há antologias ruins que prejudicam o trabalho de gente honesta. Fato. Mas o Wattpad, Recanto das Letras, blogsfera ou Amazon também não são o caminho para o Eldorado. Há gente ruim, sim, em todos os lugares. Valorizo o mercado impresso porque mesmo com os adventos tecnológicos, o risco de ter um livro furtado, roubado ou danificado nem se comparam se as mesmas coisas acontecessem com um tablet. Sem contar que, ao vender o livro para escolas (desde que seu conteúdo não seja de baixo calão, erótico ou violento), ele tem muito mais praticidade que um e-book ou PDF.

    É isso, pessoal. Peço desculpas pelo textão e agradeço pela produção do podcast.

    Abraços.

    • AJ Oliveira

      Olá Davi! Fico feliz que tenha gostado do episódio. Deu um baita trabalho editar e estudar para responder as perguntas sem cometer falhas hahaha.

      Só gostaria de ressaltar que meu foco na sua pergunta foi com relação à entrada no mercado editorial (incluí nisso apenas EditorXAutor) portanto, saber o B+A=BA da profissão não será um diferencial frente a outros manuscritos.

      Outro ponto, sobre a auto-publicação, independente do valor gasto, sempre vai compensar mais do que a antologia, desde que você tenha público. Pois você depende de si para que seu livro seja bom ou não. Também coloco que entre os gastos com o livro (para os auto-publicados) não se resume a capa e diagramação, mas à leitura crítica e revisões. ou seja, se eu tiver público mesmo que eu pegue um empréstimo que me arranque um figado em juros, o retorno é garantido e faz a coisa compensar.

      Agora falando das plataformas online: Uma obra não está atrelada à outra, então, diferente da antologia, minha obra não ficará taxada como ruim devido o trabalho alheio (e ainda por cima pagando). Sem falar na vantagem que é a documentação de downloads e público de um autor. E ainda digo mais, na balança, estar em 10 antologias não tem o peso de 10 mil leituras de um texto higiênico no wattpad.

      Já os concursos, não vejo grandes autores nesses concursos que visam revelar nomes. Nos casos das revistas que indiquei, eles estão lá apenas como convidados (assim como os editores da revista). Também é interessante se informar sobre o prêmio SESC, que restringe a participação apenas a autores não-publicados.

      Enfim, o que eu retifico é que há formas muito mais compensadoras de entrar no mercado editorial, formas estas com uma relação custo-benefício muito, mas muito maior.

      Um forte abraço!

  • Esse programa tá me fazendo perceber que eu na verdade não sei nada sobre escrita e estava só escrevendo na doida. O que é ótimo, pois agora sei por onde começar a tentar fazer o certo. Muito obrigado AJ e todos os envolvidos.

    • AJ Oliveira

      Por nada, Magdiel! Mas acredite, conheço profissionais com mais de 20 anos de literatura, e que continuam a aprender. Isso é normal quando abordamos uma profissão de tantas vertentes. O importante é termos a humildade de sempre estarmos abertos a novas opiniões.

      Um forte abraço!

  • Davenir Viganon

    Olá!
    Gostei muito da tua opinião sobre as antologias, daquelas pagas. Eu não participo delas por causa que não vale a pena pagar tanto para ter apenas 10 páginas do que eu escrevi. Me soa mais atraente a auto publicação, pois o que você paga é um investimento no que você faz e é diferente dessas antologias.
    Como estou mais duro que um coco, o negócio para os meios digitais mesmo, por hora.
    Tem os desafios que rolam pela internet também.
    Me refiro ao do blog https://entrecontos.com/ e também ao http://www.dtrl.recantodasletras.com.br/publicacoes.php que promovem desafios de contos que demandam também muita leitura. Conhece algum deles AJ?
    No mais, muito bom o episódio. Parabéns pelo trabalho e espero que consiga dar continuidade, pois assunto é o que não falta.
    Abraço!

    • AJ Oliveira

      Exatamente Davenir! A ideia do “12 Trabalhos” é exatamente essa, pois é fundamental que os autores tenham acesso aos mais variados tipos de perspectivas para publicar. Eu enxergo com muito bons olhos a questão da auto-publicação, entretanto, deve-se haver muito cuidado, visto que tudo ficará na mão de uma pessoa só, o próprio autor!

      Boa sorte nessa caminhada 😉

  • Evelyn Postali

    Oi, A.J.,
    Mais um podcast bem proveitoso.
    A leitura, como ponto inquestionável para o início de uma escrita e do encontro da própria forma de linguagem. E a questão das antologias foi super ampla, sem ser superficial.
    Parabéns, novamente.
    Abraços!

    • AJ Oliveira

      Eu que agradeço, Evelyn! pode esperar que vem muita coisa boa por aí 😉