Os 12 Trabalhos do Escritor #06 – Felipe Castilho e o Mercado Literário

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E aí escritores? Tudo bem? Espero que sim! E nesse sexto trabalho do Escritor, eu, A. J. Oliveira, trago o detentor do nosso rico Legado Folclórico, aquele que vê em nossos mitos nacionais uma porta de entrada para tramas fantásticas e atuais. Além disso, ele é Editor da Gutemberg e principal nome para falar conosco sobre Mercado Literário. Felipe Castilho nos contará um pouco sobre seu dia-a-dia como editor e autor e repassará algumas boas dicas de visão mercadológica para os que pretendem ser publicados em breve!

Espero que gostem!

Atenção!

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  • Presidente Exumador

    Se conformar com livros de youtubers é o mesmo que dizer: Ok, eu produzo coisas sem qualidade mas compra quem quer, o mundo também precisa de coisas sem qualidade mesmo pq o q importa mesmo é ter dinheiro circulando no mercado.

    Isso é muito nivelar por baixo. É assumir a clara prostituição das editoras e a rendição de grandes editoras que antes eram consideras editoras com materias de qualidade como a Cia das Letras se rendendo ao medíocre.

    Uma pena ver esse tipo de coisa acontecendo. A mediocridade que antes imperava nas TVs está abraçando a literatura.

    • AJ Oliveira

      Olá! Tudo bem?

      Olha, sendo bem sincero com você, acho que temos que ter uma ideia fixa nisso: Conformar-se não tem nada a ver com Gostar.

      Devemos nos conformar com qualquer livro publicado, desde que este não prejudique a sociedade com alusões a qualquer tipo de barbárie fora da lei. Caso contrário, não há problema algum em ser publicado, pois quem corre os riscos é a própria editora.

      Eu também sou um crítico dos livros de celebridades (e nisso eu incluo o youtube também) mas independente da minha opinião sobre esse tipo de conteúdo, o que dirá se esse conteúdo é bom, ou não, é o publico alvo do livro em questão.

      Resumindo: Nenhum autor deixará de ser publicado por causa de um livro desse tipo. Nenhum leitor deixará de ver romances incríveis na livraria. Nenhum impacto implicará no tipo de leitor brasileiro, afinal, quinze anos atrás existia o mesmo debate sem rumo:

      “Esse tal de Harry Potter não é literatura, isso vai afastar as crianças dos livros de verdade”

      O final a gente já sabe. Daqui alguns anos, veremos um número maior de leitores.

      Obrigado!

      • Presidente Exumador

        Entendo. Só não concordo. Esse discurso foi o mesmo dado para TV aberta e olha o resultado. Não concordo com o ponto de que devemos nos conformar. Não consigo me conformar com o medíocre, ainda mais em literatura. Acho que isso pode sim prejudicar o mercado. Como sabemos são empresas e querem apenas lucro, é oq elas demonstram ao se “render” a esse tipo de livros. E como querem ainda mais lucros esse tipo de nivelamento pode ser mantido, oq me dá arrepios.

        Harry Potter é outro tipo de coisa, é outro nível de escrita com visível qualidade. E essa onda de má qualidade só tende a piorar os tipos de livros, primeiro Crepúsculo, depois 50 tons de cinza e agora livros de sub-celebridades em conteúdo.

        Bom… Sinto muita vergonha de editoras que apoiam esse tipo de coisa. E ainda mais vergonha quando vejo Editoras que prezam a qualidade quebrando.

        Abraços.

        P.S. Parabéns pelo trabalho, tenho acompanhado e escutado mais de uma vez cada um dos episódios.

        • AJ Oliveira

          Eu entenderia essa preocupação caso fosse um fenômeno mercadológico recente, entretanto, há um belo histórico para nos dizer que essa cultura de massa é passageira (inclusive é uma das maiores críticas quando se fala em apropriação cultural).

          Hoje, eu vejo um ódio exacerbado sobre os youtubers, talvez por estarem em foco na mídia, mas num intervalo de 15 anos tivemos autores como Michel Temmer; Bruna Surfistinha; Vanessa Urach; Tammy; Roberto Justus; Parreira; Luiz Felipe Scolari; Tite e etc. Isso pra não citar os Livros de Colorir e os Livros de Auto Ajuda.

          Mas vamos fazer um exercício aqui: Caso o mercado mantivesse um seguimento do tipo, qual seria a saída para acabar com os livros? PS: Isso contando que é impossível tratar algo relacionado a gosto como matéria exata? é complicado, man.

          Enfim, Fico feliz que esteja acompanhando o Programa! E ainda ressalto que não há verdades absolutas nele, então é super válido que discordem das opiniões dos escritores convidados. Nesse episódio calhou de eu ter a mesma opinião que o Castilho rs.

  • Presidente Exumador

    Nem acho q se deva deixar de criticar oq vem sendo publicado, não se evolui sem critica e esse tipo de material deve ser criticado assim como obras clássicas são até hoje.

  • Stefan Plinio Costa

    Estou praticamente sendo doutrinado por essa série

    • AJ Oliveira

      Massa Stefan! Fico muito feliz com isso!

      E aí, Quando vamos ver umas linhas escritas por você? Quero saber como anda essa doutrinação haha

      Um forte abraço! E continue acompanhando 😉

  • Felipe Castilho é ótimo! Excelente programa. A cada vez mais que ouço Os 12 Trabalhos, estou voltando a ter vontade de escrever, já irei retomar meus projetos inacabados.

    Obrigado.

    • AJ Oliveira

      Opa! Isso é ótimo Magdiel!

      Aproveita a onda de inspiração pra escrever um dos mini contos valendo as HQs 😉

      Certeza que virá coisa boa aí!

  • Davi Paiva

    Olá, pessoal dos 12 Trabalhos. Tudo bem? Espero que sim.

    Quero parabenizá-los a equipe e o Felipe Castilho por mais um bom podcast.

    O que penso? Vamos por partes…

    Posso não conhecer o mundo para dizer se o que direi ocorre em outros lugares, mas acredito que um mal do brasileiro é pensar que se não está na lei, não é crime e é permitido ainda que não seja lá muito solidário.

    É crime um editor publicar livros estrangeiros, com textos prontos, capa feita, crítica em jornais importantes e adaptação para cinema em vez de investir no autor nacional? Não.

    É crime publicar a biografia do MC Daleste para conseguir dinheiro e aumentar o número de funcionários dentro da editora? Não.

    É crime publicar livro best seller e usar o dinheiro para comprar um apartamento em Copacabana? Não.

    É crime usar o dinheiro da venda de um best seller para investir em autores bons, mas novatos? Também não.

    Então concluo essa primeira parte com o fato que escritores iniciantes precisam parar de achar que editoras são fábricas de sonhos. Se nada do que listei acima é crime, aceitem. Vivemos em um mundo capitalista. As pessoas querem dinheiro. Elas gostam dele. Ponto final.

    Outra coisa que é preciso entender é que a vida é uma viagem com passagem só de ida (Engenheiros do Hawaii – Curtametragem). Um escritor, antes de tudo, precisa ser um leitor. E um leitor assíduo: se ele quiser escrever livros policiais, precisa ler de Edgar Allan Poe ao Jô Soares (ainda que não goste de todos que encontrar). Assim ele vai construir sua bagagem cultural. E não é porque o mercado é tomado por uma tendência como livros de colorir, dark fantasy ou livros eróticos que ele vai dizer “droga! Desperdicei cinco anos de vida lendo material errado!”. O mercado é aberto para todos e ele pode produzir seu bom livro policial. Ele não vai vender ao público que fomenta a lista dos dez mais da Veja… mas com estudos, prática, escrita e reescrita, ele vai ser reconhecido no ramos dos fãs de literatura policial.

    E por falar em mercado aberto e somando com tudo que eu disse… livros de youtubers não são o quinto cavaleiro do apocalipse. São apenas a forma das editoras quererem dinheiro e sobreviverem a uma crise financeira… ou realizarem algum dos objetivos que já listei. Uns podem dizer que quem lê tais obras perde tempo com isso como se tivessem lido todos os grandes clássicos da literatura universal aos quinze anos. E ainda que tenha lido, que tenha ciência que isso não é uma tendência.

    É “só”, pessoal. Peço desculpas pela bíblia que escrevo e continuem com o bom trabalho de sempre.

    • AJ Oliveira

      É mais ou menos por essa vertente que eu penso, Davi.

      Não gosto muito de me apegar a “O que os escritores devem ler”, mas acho um baita retrocesso quando o autor se foca mais em destruir a obra alheia do que melhorar a própria escrita.

      Enfim, acontece. rs

  • Edinara Censi Boff

    Oi AJ, olha a atrasada aqui de novo!

    Achei incrível está exposição do Castilho sobre a injeção de dinheiro que os “livros da moda” fazem nas editoras, e principalmente que esta nova geração estimulada e “criada” pela internet, esteja se interessando em ler livros. Muitos vão achar que é melhor não ler nada do que ler um livro de qualidade ruim, mas eu não acredito nisso. Pelo contrário ler é algo incrível e quando alguém me diz que ler é chato ou desinteressante, respondo que a pessoa apenas não encontrou o que goste de ler, ninguém discorda disso. Então se um jovem quer ler um livro de youtuber por ser fã, qual o problema? Isso é só um começo, um estímulo. Certamente eles não escrevem estes livros para se tornarem clássicos da literatura, eles querem divertir seus fãs e aumentar sua renda, porque não? Esta é uma porta que se abre na vida desses novos leitores, tenho fé de que eles se apaixonem pela leitura e procurem outros tipos de livros. Afinal eu comecei lendo HQs da Disney.