Os 12 Trabalhos do Escritor #04 – Zé Wellington e os Leitores Beta

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E aí escritores? Tudo bem? Espero que sim! Chegou a hora de falarmos sobre Leitores Beta nessa jornada Hercúlea denominada por mim, A. J. Oliveira, como Os 12 trabalhos do Escritor. E nesse quarto episódio, Zé Wellington nos contará como os Leitores Beta foram cruciais no desenvolvimento de suas HQ’s “Quem Matou João Ninguém” e “SteamPunk Ladies – Vingança à Vapor”. Além disso, quebraremos algumas místicas infundadas, tal qual a suspeita de plágio, a perda da essência e muitos outros assuntos do tipo!

Espero que gostem!

Atenção!

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Citados durante o episódio

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  • Davenir Viganon

    Só passei para te parabenizar pelo trabalho. Muito bom o episódio!

    • AJ Oliveira

      Valeu, Davenir!

      Um forte abraço, man! =]

  • Davi Paiva

    Um recado para o AJ: você é uma pessoa que está fazendo um trabalho
    que ajuda muita gente que, infelizmente, você nem vai conhecer todas. Não um funcionário que assinou um contrato de compromisso pontual ou corre o risco de sofrer uma represália. Se não der para postar os podcasts na data certa, poste outro dia. Cuide da sua família, do seu trabalho, dos seus projetos e do seu descanso (pois ninguém é de ferro). Quando puder postar, agradeceremos. Em outras palavras: não seja tão duro com você mesmo.

    Adorei o podcast. Eu mesmo entrei no mercado chamando amigos para
    serem leitores beta. Na época, só perguntava “você gosta de ler? Quer ler um texto meu? Ele vai para um concurso…” e evitava parentes ou pessoas extremamente radicais porque ambos não têm discernimento entre você e sua obra. No primeiro caso, você não pode escrever um texto sobre demônios que já vão te achar satanista. no segundo, evite falar sobre um empresário esforçado porque qualquer comunista dirá coisas como “um empresário jamais seria assim. Eles lucram com base na exploração do proletariado…”. Hoje, uso pelo menos três e dou preferência que ao menos dois integrantes do time sejam estudiosos de técnicas de escrita.

    A dica de usar pessoas do universo dos personagens foi ótima. Eu
    mesmo escrevi um conto com uma protagonista e pedi à minha namorada que
    lesse para ver se o público feminino poderia se identificar com o
    trabalho. Logo, um texto sobre negros fica melhor sendo lido por negros.
    Um sobre um pai de família seria melhor avaliado por alguém que já tivesse filhos, etc.

    “Dizer que o leitor não entendeu é um argumento covarde” foi EXCELENTE! Como organizador de antologias, já fui considerado incapaz de avaliar o conto de mais de um participante. Como digo, escreva como se fosse morrer no fim do dia. Você não estará ao lado do leitor para explicar o que quis dizer.

    Para finalizar, concordo plenamente com o que disseram a respeito do
    escritor ter que abrir mão de seu orgulho e reescrever quando muitos não
    entendem. Se ele não quiser ser avaliado, é bom mesmo que ele se
    autopublique. E se ele não quiser ser criticado, é melhor escrever um
    diário.

    Obrigado a todos(as).

    • AJ Oliveira

      É engraçado como assuntos que são “banalizados” pelos autores podem trazer uma visão totalmente diferente quando se aborda de forma mais profunda. O leitor beta é um pratica conhecida, mas as pessoas colocam obstáculos ou ignoram a hipótese de utilizar. Por conta disso, muitas desses “mitos” que você citou acontecem.

      Enfim, muito obrigado pelo carinho, Davi!

      Forte abraço!

  • Batalha dos Nerds

    Nossa página Batalha dos Nerds (45 mil seguidores no Facebook) apóia este Podcast pela sua qualidade e importância ! Outstanding !

    • AJ Oliveira

      Haha, muito obrigado 😉

  • Janayna Bianchi Bruscagin Pin

    QUEM MATOU JOÃO NINGUÉM?
    Foi Lili. Que vendo o novo sobrenome de João, descobriu que a quadrinha jamais seguira de verdade por Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava a própria Lili. A roda havia girado do avesso e, em cerimônia secreta nos Estados Unidos, fora João que se casara com Ninguém.

  • Bruno Leandro

    Quem Matou João Ninguém?

    Fome se alastrava pelas frestas das casas, rastejava pelo solo e se espalhava pelo ar. Estava no rio seco, na terra infértil e nos lares abandonados. Se espalhava com velocidade agora, uma vez que seu nêmesis, o único que se colocava em seu caminho e eliminava seu efeitos, jazia agonizando perante os outros cavaleiros. João Ninguém estava morto e o Apocalipse podia finalmente começar.

  • MICRO CONTO: “NINGUÉM”

    Os irmãos McGreen haviam perdido a noção do tempo em sua viagem pelo deserto. As histórias sobre o ouro fervilhavam o ideário dos irmãos, que partiram assim que o pai morreu.
    Levantaram acampamento. O feijão cheirava quando o irmão mais novo levantou-se apertado.
    Procurando privacidade, o jovem aliviou-se. Retornando, caiu.
    _ O que aconteceu?!
    _ Tropecei em uma placa!
    “Ninguém”
    _ Uma cova…
    A noite passou. Os irmãos viram um desconhecido. Dois tiros findaram o sonho dos McGreen.
    Ninguém poderia cruzar aquela estrada e chegar às minas de ouro que se encontravam após as montanhas.

  • Evelyn Postali

    Micro conto:
    — Tavares! Vai até o carro e pega as luvas. — Maria do Socorro aproximou-se com cautela e agachou-se perto do corpo. — Viu o que acontece com os infiéis, João? Eles acabam assim… — sussurrou como se contasse um segredo. Inclinou a cabeça para observar melhor o rosto da vítima quase denunciando a satisfação pela morte.
    O novato veio na corrida e parou diante da mão erguida da policial.
    — Dá a volta — ordenou. — Tem purpurina aí. E umas lantejoulas. Chamou os peritos?
    Diante de um sim medroso de Tavares, recolheu as luvas e vestiu-as. Ergueu parte da cabeça do morto com a formalidade de quem desconhecia a vida do sujeito estirado no beco. Mais uma mentira.
    — É o quarto homem que morre por aqui, perto da boate. O pessoal acredita que seja uma mulher que esteja matando os caras. Acha possível?
    — Vai saber… — Ergueu-se de forma rápida, retirou as luvas. — Esse bairro é uma tentação. Drogas, prostituição… Por certo é mais um infeliz que vinha se divertir. Um João Ninguém. — Guardou as luvas no bolso da jaqueta impermeável. — Vamos fazer as perguntas de sempre. Ver se alguém viu alguma coisa. Aposto que vai dar em nada.

  • Evelyn Postali

    Oi,
    Gostei demais da entrevista.
    Eu aposto no trabalho dos betas. Eles me mostram falhas onde meu olhar cansado não alcança.
    Parabéns pelo trabalho.
    Sucesso!

    • AJ Oliveira

      😉

  • Ricardo Santos

    João Ninguém era tudo para aqueles meninos. A figura mais importante em seus sonhos , em meio a tanto infortúnio e tristeza. A inspiração para continuar lutando, cada um sua batalha, até o momento em que estariam juntos contra todos os inimigos, lado a lado com o herói, rumo à vitória final. Mas agora ele estava morto. Os vilões haviam vencido. O lamento quase consumiu suas esperanças. Até que os meninos entenderam que João Ninguém continuava vivo na memória e na revolta.

  • Como se saber quem pode ter matado o João? João não era ninguém, e era morto todos os dias. A qualquer assassino inocente que se pergunte “quem você matou”, ele responderá “ninguém”. Ou negará dizendo que não matou ninguém. João permanece paradoxalmente morto enquanto vive, e vivo enquanto morto. Poderia Schrödinger nos responder como realmente se encontra o João? Quem o matou? Quem o deixou viver?
    O que nos mata? O que nos permite que continuemos aqui?
    Somos o João, somos todo mundo e ao mesmo tempo somos ninguém.
    João vive.

  • Bruno Trajano

    Quem matou João Ninguém?

    – Quem matou o João? – indagou o rapaz ao entrar no quarto.
    – Ninguém. – o amigo foi enfático. Apontou a cama para que o outro sentasse e fitou o chão.
    – Que história é essa? O que aconteceu? – insistiu.
    Recebeu um olhar, após um suspiro a resposta:
    – Não foi ninguém. Morreu porque não tinha mais ninguém. Estava vazio por dentro. Achava que não tinha nada. Ai ele foi lá e se matou – falava com fúria quase gritando, tentando segurar as lagrimas.
    – E é o que eu mais odeio nisso tudo. Ele morreu sozinho, achando que não tinha mais ninguém.
    Os dois garotos choraram.
    João estava morto, mas não era culpa de ninguém.

  • Rafael Carvalho

    O poeta sonhava com flamingos negros. Desde o início do tratamento, a imagem das aves o atormentava. Segundo ele, João Ninguém havia sido devorado por aqueles animais sombrios enviados do inferno. Não havendo qualquer indício de veracidade naqueles relatos, o poeta foi condenado a morte por melancolia. Tempos depois, recebi uma jovem paciente em minha clínica, alegando ter visto sua filha ser esquartejada por flamingos da cor da noite.
    Desde então, não durmo.
    Tenho sonhado com flamingos negros.

  • Davenir Viganon

    Meu micro-conto, para o concurso.

    Lembra desse joão ninguém aqui? Esse aqui ó, na reportagem. Com foto de corpo e entrevista de mãe. Então, quando joão ninguém morreu, virou notícia, você não lembra? Lembra de comentarem no Facebook? Deixa eu ler aqui pra você.
    “Menos um!”, disse um, com foto sorrindo ao lado da mulher.
    “Que absurdo!” disse uma menina respondendo.
    “Bem feito!”, disse um com verde e amarelo na foto.
    “Bandido bom é bandido morto!”
    “Como você sabe que é bandido, você ao menos leu a notícia?”
    Logo o negócio ferveu, foi uma curtição só. 45 para um, 22 pra outro e só na primeira meia hora, tá vendo? Lá no meio começaram até com umas opiniões e sugestões de melhorias: “uma solução final pra acabar com esse mal”.
    De quem se condoía, só lágrima sem histeria, com aquela carinha digital. Conformada.
    Quem clicou viu umas fotos, olha só: joão morto. Nenhum que deixou pageview, sentiu o que foi estar perto de joão.
    A foto do corpo estirado, rosto para baixo, sangue seco e furo traspassado no peito até as costas ainda estão lá pra você ver. Que bom que não têm cheiro e que não passa pela tela do computador. Deixa pra mãe que ficou com uma puta duma dor.
    Quem matou joão então, você me pergunta. Isso eu não sei, não saiu na foto, não deu entrevista, ninguém me contou, nem estou sabendo de nada. Nada. Não é o que eu quero te dizer.
    Quem, em nome de deus, batizou aquele homem de joão ninguém. Desse jeito mesmo, com “j” minúsculo e sobrenome ninguém.
    Não. Não estou chorando, meu amigo. Não era ninguém para joão e joão não era ninguém pra quase ninguém.
    O que me mata por dentro, meu amigo, é que eu não estou chorando por ninguém

  • Vanessa Straioto

    ola, gostei muito desse episodio!
    parabéns Aj!
    sou leitora beta, e sei da dificuldade em fazer uma critica, sem ofender o escritor.
    e concordo com o Ze que vc precisa usar um beta que goste do seu universo de escrita.
    gostei muito do SteamPunk Ladies.
    parabéns novamente!

    • AJ Oliveira

      Valeu Vanessa 😉

      Vem muita coisa boa ainda na segunda temporada! Espero abordar esse assunto com mais profundidade ainda!