CabulosoCast #164 – O Conto da Aia

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Olá Cabulosos do meu Brasil Varonil e Booklovers de todo mundo! Sejam bem-vindos ao CabulosoCast 164! Neste episódio, mais uma dívida do Kickante de 2015 paga, nossa ouvinte Janaína Muniz escolheu o assustador livro distópico escrito pela Margaret Atwood: O Conto da Aia. Participaram deste programa que promete dar muito o que falar: eu (Lucien o Bibliotecário), Priscilla Rúbia, Lady Sybylla e a própria Janaína Muniz. Espero que gostem! Um bom episódio para vocês!

TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO

Atenção!

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Roteiro do episódio

ABERTURA [até 4 :33]

E-MAIL’S [até 20:46]

BLOCO 1 [até 31:20]

BLOCO 2 (SEM SPOILER) [até 1:31:10]

BLOCO 3 (COM SPOILER) [até 2:05:00]

BLOCO 4 [até 2:12:09]

Citados na leitura de e-mail’s

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Citados durante o programa

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  • Marcos Vinicius

    É spoiler?
    Normalmente eu abro o peito e desafio. “Vem ni mim”.

    Mas esse livro me fez arregar, eu cast eu parei, vou ler, depois termino o programa.

    • Lucien o Bibliotecário

      Marcos,

      espero que retorne assim que concluir a leitura. Se você parou então ponto para a Janaína e pela escolha do tema.

      Obrigado pelo comentário

      Abraços.

    • Janaina Muniz

      Confesso que eu estava com medo de ninguém ter gostado do podcast haha

      Obrigada pelo seu feedback. =)

  • Marcus Alencar, 32 anos, de Contagem/MG

    É impossível começar a ouvir e não terminar. Independente se tem spoiler ou não, vou com tudo, rs. Falando sério, acho o tema do livro bem pertinente e importante para ser compartilhado com um público maior. Acredito que o lado perturbador do livro é necessário justamente para que a reflexão seja muito mais intima e, portanto, transformadora. Outra característica apresentada nesse episódio sobre o livro foi a forma como ele se relaciona com o mundo atual que mesmo avançando em algumas coisas, retrocede em várias principalmente no que diz respeito a mulher.

    Prova disso é essa atual polêmica da matéria da revista Veja que destaca o machismo velado da imprensa. Nesse caso, fica mais uma questão de padrões de beleza + golpe politico. No entanto, é inevitável perceber como ainda há muito o que se aprender, refletir e até mesmo desconstruir a respeito dessas questões.

    Como alguém que certamente ficou marcado pela leitura de “1984”, faço questão de conhecer esse livro e outras dessa escritora. Obrigado pela ótima indicação, cabulosos. E parabéns pela participação da Janaína Muniz, que ela volte mais vezes.

    • Lucien o Bibliotecário

      Marcos,

      sem sombra de dúvida é um livro que se comunica muito com o que vivemos e acredito que o fato de muitas situações apenas terem sido amplificadas seja o motivador de tamanho desconforto.

      E aquela matéria da Veja, hein? Que conveniente para o CabulosoCast desta semana.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Pois é, Lucien, mas acho que o desconforto sempre existiu de certo modo. O que ocorre é que situações como essa incentivam as manifestações em uma escala maior do que o habitual. Sobre a matéria, conveniente mesmo, rs. Inclusive, falando sobre conveniência acredito que este episódio casa bem com o CabulosoCast 142.

        Abraços, obrigado por responder 🙂

        • Janaina Muniz

          Obrigada, Marcus. =)

          É ótimo que esse podcast seja pertinente para o mundo que vivemos hoje, mas é também um pouco triste se vc parar pra pensar que ainda gritamos o tempo para mostrar que temos direito à dignidade. =(

          E não me refiro só a mulher.

          • De nada, Janaina. Espero mesmo que você volte a participar novamente.

            Concordo com você. É realmente uma pena. Por isso que concordo com a afirmação que o melhor presente que um homem pode dar a uma mulher é o respeito. Infelizmente, a nossa sociedade insiste em ficar no retrocesso enquanto deveria avançar e chegar mais próximo de um futuro otimista. Prova disso é a forma como a história desse livro impacta tanto por dialogar com coisas que já acontecem há vários anos. Finalizando, o que me interessou é justamente esse aspecto “antevisão do futuro” a lá “1984”.

          • Janaina Muniz

            Eu já parto do princípio que respeito não é presente, não pode ser dado, nem recebido, nem conquistado.

            Respeito/dignidade é um direito inalienável do ser humano. É o cerne de todas as relações sociais. Se isso é dado ou recebido, constataríamos, assim, que alguém tem e outro não e, por conseguinte, estabelecemos aí uma relação de poder entre quem pode dar e quem pode receber, quem já recebeu e quem nunca receberá. =)

            Obrigada pelo seu comentário.

          • Sim, com certeza. Quando cito que o “respeito é o melhor presente” me refiro à uma questão especifica que é eleger dias específicos como o dia da mulher para homenageá-las sendo que na verdade todos os dias são dias das mulheres. Por isso, dar o nosso respeito é uma forma de dizer que devemos fazer isso todos os dias, exercer esse direito sempre justamente pelo motivo que você aponta. Também é uma alternativa para os homens que na dificuldade de quebrar o próprio machismo optam por presentes materiais e/ou toda uma encenação em um dia comemorativo e simbólico.

            Eu que agradeço pela resposta, novamente 🙂

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Só posso agradecer por apresentarem este livro neste episódio.
    Ouvi a parte com spoilers e só me deu mais vontade de lê-lo e indicar para todos os que puder indicar.
    Precisamos ler distopias assim.
    Infelizmente é mais atual do que nunca, mas um boa distopia tem que ser assim: mexer na ferida, doer e fazer pensar.

    De novo: muito, muito obrigada por lançar este episódio esta semana.

    abraço

    Nilda
    48 anos, funcionária pública, Jandira-SP
    Lendo Sétimo, do André Vianco

    • Janaina Muniz

      Obrigada você, Nilda, pelo comentário e por ter apoiado e difundido o podcast no twitter. =))

    • Lucien o Bibliotecário

      Nilda,

      minha ídala! Quem agradece sempre sou eu por ter ouvintes que trazem livros tão incríveis.

      Obrigado por ouvir e por comentar.

      Abraços.

  • Lys Marie

    Impossível não querer este livro depois de ouvir esse cast. E olha que eu ouvi duas vezes, porque estava muito bom!! Parabéns para todos, inclusive para a kickadora (Janaína, acho que é esse o nome dela), pela oportunidade de conhecer esse livro!

    • Janaina Muniz

      Obrigada você pelo comentário. =)

    • Lucien o Bibliotecário

      Lys,

      agradeço sempre a Jana pela oportunidade de trazemos um livro deste para o CabulosoCast.

      Obrigado por ouvir e pelo comentário.

      Abraços.

  • Meu nome é Isabela (mas chama de “Bela”, pliiiis), tenho 22 anos, sou estudante de Odontologia, Artes Digitais, Língua Japonesa; youtuber, blogueira, aspirante a escritora e mãe de três filhos felinos. (De vez em quando, eu respiro e panz. Essas coisas que a gente precisa pra se manter vivo, sabe) De Nova Iguaçu, RJ.
    Estou lendo A Lenda de Ruff Ghanor, Volume 2, do Leonel Caldela pela Nerdbooks. (Livro de youtuber? hahaha Zoa)

    Primeira coisa que devo dizer: Se lê “Ranajima”, Lucien. hihihi ♥

    (Agora sim eu começo)
    Olááááá!
    Depois de ouvir esse cast, confesso que me deu vontade de correr numa livraria (online, claro) e comprar o livro. Impossível não ouvir o cast até o fim. A informação que vem a seguir pode dizer muito sobre a minha pessoa, mas eu gosto de livros perturbadores. haha Gosto de livros que dão uma alfinetadinha na sociedade, sabe? Muito obrigada, Jana, por apresentá-lo pra gente. <3 Assim que eu ler o livro, vou voltar a ouvir o cast, porque acredito que vai me acrescentar muito reouvir depois.

    É estranho pensar em mulheres sendo "máquina de produzir bebês" porque é tão longe da realidade que conheço. Mas, em muitos lugares do mundo isso ainda acaba acontecendo, muitas vezes conduzidas por religião, o que é muito, muito triste. Só de ouvir o podcast (o bloco de spoilers, então!), eu fiquei refletindo sobre, imagino depois de ler, efetivamente. Acho que a gente precisa de distopias assim, que nos façam refletir, que enfie o dedo na ferida mesmo.

    Isso mostra também o machismo enraizado na sociedade. Vocês mesmo disseram que o estupro acaba sempre sendo culpa da vítima. "Ah, mas olha a roupa que ela usou", "Mas tava sozinha na rua à noite, né?" são coisas que ouvimos diariamente e parece que estamos retrocedendo cada vez mais quanto ao papel da mulher na sociedade. Só ver o que as pessoas têm feito com a Dilma. Boa presidente não acho que ela é, mas sem dúvidas estão pegando muito pesado. Ela é "louca" quando tem rava, quando um homem usa sua raiva a seu favor., ela é "puta", "vadia" e etc. Há pessoas que exaltam o cara que a torturou. As pessoas a respeitam menos simplesmente por ser mulher, se fosse um presidente homem seria diferente. (Até nos xingamentos, né? Seria "filho da puta", "corno" e afins.)

    Resumindo, estou enlouquecida pelo livro agora.

    Meus parabéns a todos pelo programa e muito obrigada por indicarem esse livro.

    • Janaina Muniz

      Obrigada, Bela, esse comentário foi muito importante. =)

    • Lucien o Bibliotecário

      Bela,

      prometo acertar o seu nome na próxima leitura de emails.

      Não precisamos ir muito longe para imaginar a mulher como “máquina de produzir bebês”. Pense, por exemplo, nas mulheres atuais que escolhem não ter filhos. Não se o que você pensa quanto a isso, porém já vi a reação soa sempre como: “Como assim você não quer ter filhos? Você nasceu para isso!”; é importante frisar que a realidade da Atwood não precisa ser vista do ponto de vista de uma autoridade estatal, mas apenas de um discurso opressor que nós utilizamos.

      Obrigado pelo comentário e por ouvir o programa.

      Abraços.

  • Joe de Lima, 34 anos, autor independente. Lendo “Nuvem da Morte”, de Andrew Lane, da série O Jovem Sherlock Holmes.

    Não li o livro, mas por tudo que foi dito, dá pra ver que essa é daquelas obras que transcendem a ficção. Acho que foi a Sybylla que falou que os pequenos déspotas estão sempre a postos, esperando uma chance para disseminar sementes ditatoriais. Bom, ela só se enganou em um ponto: eles não são tão pequenos assim. Basta ver o poder e influência dos Trumps, Bolsonaros e Wyllys da vida.

    Qualquer livro capaz de gerar debates desse nível, merece ser reverenciado. Excelente episódio!

    • Janaina Muniz

      Obrigada por ter ouvido o podcast. =)

    • Janaina Muniz

      Apesar de não concordar com você em alguns pontos, gostaria de agradecer por você ter ouvido o podcast. =)

    • Lucien o Bibliotecário

      Joe,

      se fala do Jean Wyllys ele é um déspota? Por procurar defender e dar voz a uma minoria? Não vejo dessa fora e, no caso do Jean, não o vejo como alguém grande, ele continua sendo minoria no congresso e, logo, não consigo vê-lo como alguém que quer impor algo.

      Obrigado por ouvir ao episódio e pelo comentário.

      Abraços.

  • Um excelente Cast.

    O enorme envolvimento dos participantes com a obra é nítido e isso fez o cast tornar-se especial. Aos poucos eu fui cada vez mais envolvido
    pela conversa. Confesso:

    De inicio pensei ” Nesta obra a autora exagera algo que
    existiu e existe”.

    Conforme o cast prosseguia com as perguntas do Lucien, com
    trechos e personagens discutidos e também com exemplos da nossa sociedade atual, o meu pensamento foi se alterando “Estamos próximos de chegar nesta mesma realidade do livro?”

    No final do cast, depois de refletir sobre tudo que foi falado o sentimento que ficou é “Existem mulheres que partilham do mesmo sentimento desta personagem, e todas as mulheres vivem está opressão. Umas consciente disso e outras não”.

    (Spoiler)

    O que mais me assustou é que autora não deixa um gosto de
    esperança, não acende uma fagulha no final do túnel. Ela nos força a enxergar a realidade e a partir do final ela questiona “Anos se passaram e não temos uma visão mais humana do mundo? Queremos documentos? Se a gravação encontrada fosse de um homem, a reação dos historiadores seria diferente? Quando será iniciada a mudança?”

    (Fim do Spoiler)

    Parabéns pela indicação e pelo serviço social prestado.

    Wesley Nunes 26 anos – Terminei de ler Júlio Cesar de Joël Schimidt e
    estou lendo Fazendo o Homem acreditar

    • Janaina Muniz

      Olá Wesley,

      Me chamou atenção uma frase sua: “Estamos próximos de chegar nesta mesma realidade do livro?”

      É exatamente essa uma das sensações que o leitor pode sentir ao terminar o livro. É por isso que a autora insiste em dizer que várias coisas que ela escreveu na obra já aconteceram em algum momento na História e nada impede que isso possa acontecer de novo. Agora pensemos, eu não queria ser polêmica mas lá vai, como o ISIS foi criado? Existem vários estudiosos do Alcorão que repudiam a interpretação que eles fazem do Islã para sustentarem aquela estrutura social. E, o mais importante, como o fundamentalismo do ocidente também pode criar suas estruturas sociais tirânicas?

      Sobre seus pensamentos finais, concordo muito com você e E MAIS: o que nos impede de tentar mudar o mundo agora? E se nós ouvirmos essas vozes hoje, em vez de esperar que elas sejam “validadas” por um futuro onde jamais viveremos? Como historiadora, eu preciso pensar que os fenômenos sociais tem historicidade, ou seja, ele podem mudar no decorrer do tempo, mas como cidadã, o que eu estou fazendo pra mudar as coisas?

      Questões, questões. E eu não sei como respondê-las.

      Obrigada pelo comentário. =)

      • Interessante o debate iniciado por você Janaina.

        Também sem querer polemizar, se chegarmos a uma tirania a
        partir do fundamentalismo do ocidente, o erro e a falha será muito maior. Temos acesso a informação, toda a desumanidade
        pode ser exposta e temos ferramentas para combatê-las (o livro e o cast são excelentes ferramentas). O ISIS tem a sua origem e a sua maioria no oriente. As idéias deles tem uma maior proliferação em locais sem nenhuma esperança aonde
        pessoas convivem diariamente com guerras e ódio com pouca ou nenhuma informação. Deixo aqui afirmado que não existe nenhuma justificativa para o terrorismo e só exponho o meu pensamento sobre o porque alguns seguem esta alienação.

        Seu segundo ponto toca em algo primordial que se resume em
        uma frase comentada por você “antes de ser historiado eu sou cidadã”. Esse é o ponto. Antes de sermos escritores, empresários, historiadores, youtuber, podcasters, diretor ou político EU SOU UM CIDADÃO e isso se resume em
        ter respeito e exigir respeito. Quando você no seu trabalho desrespeita alguém ou é desrespeitado, independente do motivo, você deixa de ser um cidadão.

        Questionar é muito bom. Questão rima com evolução rs

        Afirmar as vezes pode ser ruim. Afirmar rima com parar rs.

        Eu que agradeço pela ótima indicação.

    • Lucien o Bibliotecário

      Wesley,

      essa também foi minha impressão. No começo acha que iríamos falar de um livro que falar de algo que pode acontecer, ao término percebi que estávamos gravando sobre algo que já acontece.

      Sobre o questionamento das gravações serem de um homem, eu posso falar uma asneira, pois a Jana é nossa historiadora, mas mesmo que não fosse dado a relevância que, sei lá, seria dada ao depoimento de um general, um rei, um monarca, mas não tenho dúvidas que daríamos mais atenção do que ao depoimento de uma mulher/Aia.

      Obrigado por ouvir e comentar.

      Abraços.

      • Eu que agradeço pelo cast Lucien.

        Gosto quando a literatura me faz questionar o mundo a minha
        volta.

        O final da obra é de uma sutileza incrível. Depois de um período
        tenebrosos como aquele a humanidade não aprendeu nenhum pouco?

        Como você diz Lucien:

        É isso. Parabéns pelo cast e pelo site como um todo.

  • Antonia Isadora de Araújo Rodrigues, 20 anos, moro numa Cidade de Papel chamada Viçosa do Ceará, atualmente sou uma desocupada como dizem (resumido estou desempregada). Atualmente lendo “Só Você” da autora Manu Rolim 🙂

    Olá Cabulosos!!!
    Primeiro porque será que eu já não me surpreendo quando o Lucien e a Priscila dizem que não leram um livro todo que eles vão falar?? kkkkkk
    Segundo quero as artes da Domenica Ursinha Carinhosa kkkkkkkk
    Terceiro Lucien pára de sonhar que em 2114 nem eu vou tá viva, imagine você kkkkkk
    Nessas últimas semanas estava procurando um livro que fosse para o lado mais feminista e o Conto da Aia é um dos recomendados, porém eu fiquei em dúvida se eu lia ou não? Mas por coincidência vocês fizeram o podcast e eu pensei: “Se eu ouvi o que o livro traz e não gostar, eu não vou arriscar ler. Mas se sim, eu vou procurar ler.” E posso dizer que após esse podcast o livro já está na minha lista de leitura com urgência e como eu preciso recomendar um livro que vai mais pra esse lado “feminista” numa entrevista que vou dar num blog que me pediu, eu vou fazer que nem a Janaina e difundir ele para que outras pessoas conheçam.
    A mulher sempre foi vista como um lado frágil, um lado fraco perante a sociedade que digamos é muito machista e se o Conto da Aia traz o que está na realidade sendo que o livro foi lançado já há algum tempo, a gente pode perceber que por mais avançado que nós estejamos ainda existe uma certa opressão que espero que algum dia acabe. Mas se essa “distopia” que se passa no livro acabar ocorrendo no nosso futuro, então posso dizer que estamos FERRADAS 🙁
    Além disso, gostei do que as meninas disseram que o Conto da Aia é a gente porque ninguém é 100% aceito perante nossa sociedade, pois as pessoas sempre tem que julgar uma pessoa sendo ela: hétero, homossexual, negra, rica, pobre, etc. E de certa forma a situação de qualquer pessoa ser julgada, acaba oprimindo e a gente deixa de dizer o que pensa com medo de qualquer julgamento e se o livro é muito humano e nos mostra o que está acontecendo, então acho que nem tem o que falar.
    Adorei a arte da imagem que foi usada por podcast chama muita atenção e faz com que você sinta algo quando ver e adorei quando o podcast começou com a música da Lady Gaga – Til It Happens To You, porque acho que foi uma música forte para um podcast forte.
    Estão de parabéns pelo podcast excelente dessa semana pessoal!!!
    Abraços o/

    lereliterario.blogspot.com

    • Janaina Muniz

      Olá Antonia Isadora,

      De fato, a identificação com a personagem principal se dá pela humanidade dela. E, principalmente, que a gente não tá tão distante assim de sofrer essa intolerância da sociedade. Como você disse: “ninguém é 100% aceito”. Uma coisa interessante pra mim a gente não aceita essa realidade, mas temos que, diariamente, sobreviver a ela das mais variadas maneiras.

      Obrigada pelo comentário. =)

    • Lucien o Bibliotecário

      Antonia,

      sobre a música da Lady Gaga tive ajuda da Jana pra isso. Não só nesta, mas na música de encerramento também foi sugestão dela. Sem sombra de dúvida é um livro importante e merece ser difundido.

      Sua entrevista já ocorreu? Quando acontecer, por favor, link aqui neste post e me avise, através das mídias sociais.

      Obrigado pelo comentário e por ouvir o episódio.

      Abraços.

      • Olá Lucien!!!
        A entrevista já ocorreu, porém as meninas retiraram essa parte dos livros “feministas” porque tava longa demais 🙁
        Mas não se preocupe quando digo que vou difundir um livro é lógico que vou. E logo, logo farei resenha dele no meu blog. Afinal, o pessoal tem que conhecer esse livro incrível e que faz a gente refleti muito.
        Aguardo os próximos episódios 😉

  • Sidney Andrade

    Sidney Andrade, 29, Campina Grande, instrutor de informática acessível (por enquanto_
    Meu comentário é curtinho, já tinha ouvido falar dessa obra pela Aline Valek, numa matéria escrita por ela, tinha muita vontade de ler. Saiu esse episódio e só de saber que menina Janaína está nele já corri pra ler o livro antes de chegar nos spolers. Ótima discussão, excelente distopia, e muito me admira esta não constar no rol das distopias clássicas do século passado que, não por coincidência, foram todas escritas e eleitas por homens. Acho mesmo muito possível que o controle reprodutivo e de comportamento numa distopia, vitimaria em primeira instância as mulheres, nesse ponto o Conto da Aia acerta mais do que 1984 ou Admirável Mundo Novo, pois esse tipo de violência contra o feminino já é o que presenciamos todos os dias. A pergunta que sempre me faço, quando leio uma distopia futurista é: será que é tão futurista assim? Será que já não estamos vivendo a distopia que a literatura tanto nos alerta há tanto tempo? Excelente cast, participantes maravilhosas, só amor nesse episódio, gente. Grande abraço.

    • Lucien o Bibliotecário

      Sidney,

      seu comentário acabou me lembrando que em 1984 também a uma repressão a sexualidade, contudo não é uma repressão tão assustadora e real como O Conto de Aia.

      Agradeço pelo comentário e por ouvir o episódio.

      Abraços.

  • Ezequias Júnior

    Primeiro, quero agradecer por ter sido apresentado a este livro fantástico. Já vi alguns comentários sobre a vida das mulheres em países islâmicos, o que me remeteu a uma matéria com fotos de Cabul, Afeganistão, na década de 60. Imagino que se aproxime, por demais, da realidade do livro.

    Aproveitando, será que o nome Gilead, por se tratar de um local fundado na região de Bangor, no Maine, é uma homenagem a obra de Stephen King? É só uma curiosidade.

    • Lucien o Bibliotecário

      Ezequias,

      fico feliz que apreciado o livro espero que leia e possa nos dizer o que achou ao término da leitura.

      Sobre a curiosidade relacionada a Stephen King não sei. Nas fontes que pesquisei não existem referências a isto.

      Obrigado pelo comentário e por ouvir.

      Abraços.

  • Vanessa Straioto

    ola…fui ler o livro, assim que comecei a ouvir o podcast…
    que livro perturbador, assustador….
    que final hein…o que vcs acham que aconteceu com a Aia?

    e pensar que nós mulheres, passamos por isso, em níveis diferentes…

    adorei ouvir vcs…

    parabéns pelo cast…