[Coluna] Once Upon a Time – Sabia que tem livro?

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O dia 06 de março de 2016 é um marco na história da série Once Upon a Time. Criada por Adam Horowitz e Adam Kitsis, a série é hoje um dos queridinhos da emissora ABC e a comemoração é da equipe e dos fãs: OUAT volta com tudo na continuação de sua quinta temporada, em um episódio especial. O motivo? “Souls of the Departed” – S5E12 – é o 100º episódio produzido e que será lançado da série!

Após o tão famoso hiatus de final de ano (que deixa qualquer seriador em dia desesperado e qualquer seriado mega atrasado [ #énóis ] com esperança de por tudo em dia), Emma, Regina, Mary, David, Henry, Hook, Mr. Golden e Belle estão de volta para tentar consertar as últimas aventuras que aconteceram com os habitantes da pequena cidade Storybrook, onde parece que o Mal insiste em não dar uma pausa para a galera do Bem. Entre Heroínas e Heróis e Vilãs e Vilões, muita coisa pode acontecer e muita gente volta no especial para matar a saudades.

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Era uma vez…

Sempre achei a premissa de Once Upon a Time muito interessante: e se os heróis e vilões dos contos de fadas que tanto conhecemos viessem parar em nosso mundo? Como seria?

Caso você não conheça a série, não caia na ilusão de “Encantada”, onde a princesa cai de paraquedas nessa terra de gente normal e é a única diferente. Os criadores de OUAT foram muito espertos no desenvolvimento da sinopse da série.

"Esse é o meu final feliz!"
“Esse é o meu final feliz!”

Tudo começa quando a Evil Queen (Rainha Má) – interpretada pela belíssima e absurdamente talentosa e encantadora Lana Parrilla – lança uma maldição sobre todos os moradores da Floresta Encantada, em busca de seu final feliz.

A maldição faz com que todos os seres mágicos da Floresta percam a memória e fiquem presos em uma cidade onde a Evil Queen terá todas as condições para ter o que almeja. Assim, todos os seres deixam a terra da magia e vêm parar no nosso mundo, o mundo dos humanos.

Na cidade de Storybrooke todos seguem dia a dia as suas rotinas, nada de muito diferente acontece. O tempo não parece passar, os cenários não mudam e dessa pacata cidade ninguém sai e ninguém chega. Até que tudo muda!

Logo no primeiro episódio da série conhecemos Emma – interpretada por Jennifer Morrison, já conhecida pela galera seriadora por sua personagem dra. Cameron em House – uma mulher independente, sozinha e que, em seu aniversário de 28 anos recebe uma visita nada esperada: um garoto chamado Henry – interpretado por Jared S. Gilmore – que diz sem medo: “eu sou seu filho!”. 

Após se recuperar da surpresa, Emma não vê outra alternativa a não ser levar o garoto para sua cidade. Advinha onde é?! Sim, Storybrooke.

O que Emma não esperava é que ao entrar na cidade ela estaria cumprindo parte de sua missão de quebrar a maldição jogada pela Evil Queen, agora chamada de Regina, a prefeita da cidade. Regina não fica nada feliz com a chegada da Salvadora e, ao que parece, Henry é o único capaz de ver todos os habitantes da cidade como realmente são: cada um deles, um ser de um conto de fadas.

O emaranhado de histórias que deu certo (e podia ter dado muito errado!)

Um dos motivos que eu gosto tanto de Once Upon a Time é a audácia que os criadores e roteiristas tem de mesclar a maior quantidade de histórias e contos de fadas possíveis e relacioná-los sem perder a lógica ou deixar pontas muito abertas.

Assim, durante as cinco temporadas de OUAT conhecemos as histórias dos principais contos de fadas como Branca de Neve, Príncipe Encantado, Rainha Má, o Caçador, os Sete Anões, Pinóquio, Grilo Falante, Gepeto, Lobo Mau, Fadas Madrinhas, a Bela e a Fera, e por aí vai. Quando mesmo se espera, novos personagens saem das páginas dos contos e surgem na telinha, nessa mescla de dupla identidade em dois universos paralelos: Capitão Gancho, por exemplo, é um deles.

E aí, toma inovação e atrevimento: chegam os personagens dos contos de Neverland, a Terra do Nunca, nossos amigos Peter Pan e sua trupe, vamos para a Terra de Oz, onde conhecemos Dorothy e a bruxa de lá, e voltamos para Alice no País das Maravilhas e aí caímos, também, nas histórias da Disney: Frozen, 101 Dálmatas, A Pequena Sereia, Malévola, Mulan, Valente e por aí vai. Quer mais? Que tal as lendas do Rei Arthur e a Távola Redonda?

No mundo de Once Upon a Time todos os personagens de histórias infantis tem espaço e interatividade, com magia e lógica que apenas a mente de uma criança (representada por Henry) conseguiria entender sem julgar, questionar ou criticar.

Essa fórmula mágica funcionou tão bem logo de cara que gerou um spin-off chamado “Once Upon a Time in Wonderland”, que reconta, de forma similar ao seriado original, a história de Alice no País das Maravilhas. Apesar do elenco ser tão bom quanto o original e da produção também ter sido bem trabalhada, o spin-off caiu nas garras da maldição das críticas imperdoáveis e baixa audiência, sendo cancelado em 2014, com apenas treze episódios em sua estrada encantada, todos da primeira temporada.

Tudo muito bonito, muito divertido, muito fofinho (às vezes, até demais), mas….

Sabia que tem livro?

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Não, infelizmente não vou listar aqui quais são os livros que são repletos das histórias desses personagens incríveis, mesmo porque existem inúmeros. Além de serem vários, existe uma grande lista com os livros de contos infantis, com ilustrações para que os pequenos aproveitem a viagem ao lado de heróis e vilões, em muitos casos um de seus primeiros contatos com a leitura na vida.

O livro ao qual eu me refiro é um volume que foi lançado pela Editora Planeta em 2013. O livro “Once Upon a Time – Despertar“, de Odette Beane, apresenta todos os principais acontecimentos da primeira temporada do seriado, sob a visão de Emma e de Mary, a adorada Snow White (Branca de Neve).

DESPERTAR_A_ONCE_UPON_A_TIME_TALECom o livro em mãos, os fãs da série podem relembrar como tudo começou a mudar em Storybrooke após a chegada de Emma Swan, a Salvadora. Assim como na série, o livro possui diversos flashbacks relacionando a realidade dos personagens no mundo sem magia com sua verdadeira identidade no mundo mágico.

Lê-lo é como ter em mãos um guia dos episódios da primeira temporada, já que o livro foi escrito depois que a série foi lançada, sendo que ele é, por isso, totalmente baseado na série em si. Mas… também têm suas falhas.

O livro não é difícil de ler, muito pelo contrário, a linguagem é simplista (até demais). O ritmo de ação, romance e pitadas de atenção extra fica por conta dos fãs que, ao lerem o livro acabam imediatamente se lembrando das cenas e abrindo a mente da nostalgia para coisas que nem se lembrava mais (afinal de contas, com esse tanto de temporada, episódios e personagens, um ou outro ser esquecido no meio do caminho é mais do que natural, convenhamos!!!!).

Ao meu ver, um ponto bastante negativo na obra é que ele não apresenta a história de vários personagens, estando focado apenas nos acontecimentos que envolvem Emma e Snow. Interessante que tenha a visão delas no enredo, mas ficar só nessa tecla me foi bastante desanimador. Personagens que admiro e me encanto pela sua personalidade, pelos arcos interpretativos e, também, pelas atuações, como o amado Rumple ♥, por exemplo, não aparecem no livro.

Mas aqui na coluna ele tem vez! ♥♥♥
Mas aqui na coluna ele tem vez! ♥♥♥

Escrito de fã para fã, Once Upon a Time – Despertar pode ser um livro que te interesse. O que eu quero mesmo saber é: e aí?, vai encarar? Encarou? O que achou?

E as expectativas para domingo?

Antes das apostas e comemorações – já que a gente sabe que nesse especial, vários personagens voltam para matarmos a saudade! – você pode assistir ao vídeo especial feito pelo canal ABC para promover o centésimo episódio da série e relembrar as carinhas que já passaram por lá!

 


Quer mais? Você pode adicionar o livro ao seu Skoob e registrar e acompanhar a sua evolução com a série em seu Banco de Séries.

Se me encontrar por lá, pode me adicionar! Dificilmente pularei dentro do chapéu só para fugir de você (a não ser, é claro, que eu veja o coelhinho… aí já não posso fazer nada!, ou que Regina me chame para comer uma torta de maçã… aí já não é comigo também!).
Mas você sabe…. once upon a time…

  • Marcus Alencar. 32 anos. Jornalista. Contagem – MG.

    Estava comentando em outro post e quando vi a chamada deste artigo não resisti de curiosidade, rs. Concordo com você, a adaptação que a série faz dos contos clássicos de fadas ficaram bem interessantes e a ideia de trazê-los para o mundo real também. Estava acompanhando até o começo da temporada atual, mas parei pois não estava curtindo muito. Talvez volte, talvez não. Destaco a inversão de alguns personagens já conhecidos (antes heróis e agora “vilões”), a ideia de universo compartilhado e cada vez mais vasto e a qualidade das duas primeiras temporadas. Isso sem falar no trio Emma, Rumple e Regina. Um show a parte.

    Sobre o livro, gostei muito também. Mesmo com toda a sua simplicidade, ele consegue trazer uma leitura agradável e ao mesmo interessante, mesmo se você já tiver “visto” tudo aquilo antes. Também lamentei algumas histórias da série, em especifico da primeira temporada, que não aparecem no livro mas entendo a opção de publicar outros livros inspirados na série, se for o caso. Aliás, convido você a ler minha resenha sobre este livro no site Leituraverso.

    Abraço.

  • Antonia Isadora. 20 anos. Blogueira. Viçosa do Ceará – CE

    Olá Domenica!!!
    Eu não pude deixar de ler esse post, após ver que se tratava de uma das minhas séries preferidas. OUAT foi uma surpresa muito boa e que me fez apaixonar de várias formas possíveis.
    Concordo absolutamente que a série soube mesclar bem os vários contos e juntar fazendo com que a história não perdesse o sentido.
    Eu já sabia do livro, mas ainda não li pois está na minha lista infinita de livros que ainda tenho que ler.
    Adoro os personagens Emma, Snow, Encantado, Rumple, Bela e principalmente tenho minha queda pelo Gancho e pelo Caçador (pena que se foi nos primeiros episódios :'( )
    Adorei o post e nos encontramos por aí o/

    lereliterario.blogspot.com