CabulosoCast #162 – Para Estudar Teoria Literária

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Olá Cabulosos! E realizo um grande sonho com este episódio. Desde o CabulosoCast sobre linguística (e depois de sua incrível repercussão) já estava desde 2015 a ideia de fazer um episódio sobre teoria literária. Participam deste episódio eu (Lucien o Bibliotecário), Cecília Garcia Marcon, Marcos Dorian Sá, Rodrigo Basso e Sérgio Magalhães. Mas como falar de um tema tão complexo sem fazer as pessoas dormirem? Muito simples, vamos aguçar a sua curiosidade. Além de debater alguns temas pertinentes para quem quer estudar teoria literária, também damos dicas de livros para você começar a se aprofundar neste disciplina. Um bom episódio para vocês.

Atenção!!!

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  • Anderson Henrique
  • Francesca Abreu
  • Marshal Rodrigues
  • Mizael Alves
  • Rachel Curioso
  • Rodrigo Borges
  • Sonara Henriques

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  • Adriana Rodrigues

    Adriana, 21 anos, São Paulo, formada em Tradutor e Interprete, trabalho como Revisora de Textos.

    Estou lendo (ainda): Carol – Patricia Highsmith

    Uma coisa que esqueci de colocar no email que enviei:

    Eu estava entrando nessa onda de ler uma porrada de livros, tudo correndo, e percebi que a qualidade da minha leitura estava decaindo.
    É realmente uma competição isso, e sinto que isso também ajuda a gerar “resenhas” tão cruas e mal construídas.

    • Lucien o Bibliotecário

      Adriana,

      acredito que devemos fugir dessa corrida literária e lermos no nosso ritmo. Ler sempre que der vontade e ler o que queremos saboreando a leitura. Nada impede, claro, que leiamos um livro de forma rápida, mas se passarmos mais tempo em uma única obra, também não devemos / nem podemos nos culpabilizar.

      Obrigado pelo complemento ao seu e-mail.

      Abraços.

  • Caraca, num cast só um monte de gente que eu acompanho e admiro nessa internet! Muito bom! Um dos melhores que eu já ouvi. Sempre me questionei muito sobre a qualidade das resenhas desse pessoal que diz que leu 50 livros em 1 mês. Depois que comecei a acompanhar mais podcasts e booktubers eu senti uma necessidade de buscar mais sobre teoria literária, pra conseguir de fato relacionar as leituras com outros textos e com o contexto na qual ela foi produzida.

    Amei o episódio, um dos melhores que eu já ouvi aqui, eu gosto muito quando o cabuloso traz esses temas, acho fundamental que quem gosta de ler também reflita sobre questões além do que está escrito nos textos.

    Vou sentir saudades do cabuloso semanal.

    • Lucien o Bibliotecário

      Lu,

      fico feliz que tenha gostado. Ainda virão outros CabulososCasts nesta pegada, prometo que assim que retomarmos a frequência semanal, teremos mais um neste ano, assim espero.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Brunín Assis

    Fala Lucien e convidados! Quero dar uma opinião aqui de quem não é da área de Letras.

    Sou jornalista e estou em uma posição bem diferente da de vocês. Quando a gente fala em crítica literária, minha cabeça vai imediatamente para as produzidas em jornais e revistas, que são bem diferentes das produzidas na academia. Olhando a história da crítica literária, inclusive, tem um momento específico de ruptura entre essas duas áreas, determinante para termos as diferenças gritantes que temos hoje entre as abordagens que ocorrem nelas.

    Com a internet, as pessoas que passaram a escrever e falar sobre literatura são, em sua maioria, os apaixonados por livros. Independente da formação da pessoa. É então que a bagagem de estudo teórico pesa, porque sempre fomos acostumados com um discurso mais jornalístico de análise da literatura ou de discussão com nossos amigos. Em nenhum momento nos é dado essa teoria, que fica completamente presa dentro do curso de Letras e não sai de lá de forma palatável para o grande público.

    Os blogs e os booktubers carregam esse tom mais voltado para o “achismo” do jornalismo de literatura. Claro que existem baita profissionais com um conhecimento de teoria foda, mas a maioria é jornalista da área de cultura e que precisa fritar quatro ou mais matérias no dia e aquela é só mais uma. Jornalista é aquele famoso “especialista em porra nenhuma”, mas que precisa falar de todos os assuntos. Essa ideia de que uma pessoa média costuma ter sobre o que é falar de livros e por isso que julgar quem produz esse tipo de conteúdo, quem lê rápido demais ou quem só passa as impressões de leitura é complicado. ´

    Até porque essas pessoas sabem dialogar com o público, coisa que a academia de Letras não consegue fazer. Um cenário ideal seria o que unisse as duas pontas, mas é bem complicado de encontrar esse meio termo e são poucos que conseguem fazer isso.

    Digo isso porque era assim que tava a minha cabeça quando entrei na faculdade. Foi lá dentro que percebi que, para ser um jornalista melhor, eu não podia ficar preso a entender a estrutura de uma notícia ou apurar os fatos direito, precisava entender como contar uma história. É nesse ponto que a teoria literária entra na minha vida.

    Cursei todo o ciclo básico de literatura brasileira (Teorias I e II, Literatura comparada, Literatura Brasileira e Literatura portuguesa) e peguei uma base de teoria, que é o que tento aplicar hoje em qualquer texto que escrevo ou vídeo que produzo. Mas ainda me acho um bosta e que tenho que estudar pra caramba pra fazer algo decente.

    A diferença é que não hesito em dizer que o que eu produzo é crítica literária. A gente tem definições diferentes de crítica e, mesmo sem todo o embasamento teórico, o que o jornalismo considera uma crítica é muito diferente do que a Letras considera. O que blogueiros e booktubers fazem também pode ser considerado uma espécie de crítica. Tem um total de zero estudos aprofundados sobre esses novos formatos, que são diferentes do que as academias estão acostumadas a trabalhar. É o que a Ceci (se eu não me engano) falou, tem um choque aí e é mais do que um choque de gerações.

    Lógico que não vou ser hipócrita e falar que a teoria não precisa ser levada em consideração (até porque foi o caminho que busquei e que considero o mais adequado), mas é importante entender o contexto do outro lado também.

    Enfim, comentário gigante para um assunto super relevante trabalhado pelo CabulosoCast. Um baita programa =]

    Bruno Assis, 26 anos, Jornalista
    Lendo: O jogo do anjo, do Carlos Ruiz Zafón

    • Rodrigo Basso

      Brunin, excelente comentário!
      Em certo momento eu comento que, por sermos todos formados em Letras, essa parte da crítica literária acaba sendo muit cara para nós. Que bom que vc compartilhou esse outro lado com a gente, foi uma coisa que passou batido na discussão.
      Obrigado por ter dividido essa opinião conosco.

    • Lucien o Bibliotecário

      Bruno,

      Posso resumir o problema do CabulosoCast nesta sua frase: “Em nenhum momento nos é dado essa teoria, que fica completamente presa dentro do curso de Letras e não sai de lá de forma palatável para o grande público.”; o programa deveria ter se foca nisso, mas não foi o que fiz.

      Seus pontos somados ao que a Janaína colocou mais acima me mostram o quanto eu, Lucien, estava despreparado para este episódio. Deveria ter pesquisado mais, questionada mais pessoas a cerca do tema e, na medido do possível, ter podado essa “gordura” que desvirtuou completamente da proposta do título.

      Agradeço, meu amigo, por pontuar de forma tão clara onde perdemos o caminho das pedras. Espero em redimir com os próximos. Mas saiba, como disse acima para a Jana, que esta lição será útil para todos os CabulososCasts que virão.

      Obrigado.

      Abraços.

  • Janaina Muniz

    Janaina Muniz. 29 anos. Universitária. Lendo: nada, mas planejando.

    Gostaria de fazer algumas colocações sobre o podcast. Vou pontuar:
    1) Existe uma diferença entre Youtubers em geral e Booktubers. Youtubers que tem o canal voltado para “estilo de vida” e booktubers, normalmente, não são as mesmas pessoas.
    2) Existem booktubers que são formados em Letras, Ciências Políticas, Jornalismo, História, Publicidade, entre outros. Cada um vai falar de um jeito diferente do livro. Acredito que mesmos os graduados em Letras tem a convicção de que não estão fazendo uma crítica literária, mesmo com camadas profundas de análise.
    3) O que a imprensa fala sobre os booktubers/youtubers não é o que eles pensam sobre si mesmos. Pelo que eu conheço, não tem um booktuber hoje que se diz crítico literário e faz crítica literária na internet. Inclusive, aquela reportagem do Estadão, citado pelo Basso, causou um celeuma no meio.
    4) Aliás, booktubers como a Tati Feltrin veem seus canais como uma introdução a cultura da leitura. Acesso é fundamental. Se youtubers são endeusados, isso é fruto da cultura da fama na internet.
    5) Eu entendo que “saber é poder” e que é natural que se defenda a crítica literária (e vocês tem razão em defenda que as pessoas estudem pra poder criticar e não dar uma de “Glória Pires no Oscar”), minha surpresa foi ouvir que “a cultura youtuber está acabando com a capacidade crítica do adolescente”. Acredito que a capacidade crítica do adolescente sofre revezes em vários âmbitos do cotidiano que inclui a própria cultura escolar. Acredito que a minha geração teve problemas específico e problemas correspondentes aos problemas da geração de hoje.
    6) A internet proporciona que você encontrar muita coisa ruim de quase tudo (blogs/vlog, portais jornalísticos, canais de humor, etc), o que vai peneirar é a própria experiência da pessoa procurar. O conceito de qualidade pro adolescente é diferente do meu conceito de qualidade. O conceito de qualidade de um adolescente de 13 é um e quando 5 anos depois ele se deparar com o que gostava quando tinha 13 poderá dizer: “putz, como é que eu gostava disso?”.
    7) Falando especificamente sobre a questão da cultura youtuber: o formato do video tem que ser curto, logo não vai haver crítica aprofundada sobre qualquer livro em 7 minutos.
    8) Existe toda essa “nova sensibilidade” sendo construída hoje, a cultura da quantidade promove a cultura da rapidez, se lê rápido para se ler mais, isso é causado também pelo excesso de informação e estímulo cotidiano. Isso inclui a cultura do twitter, instagram, do blogs, whatsapp, etc.
    9) Eu entendo perfeitamente a frustração de vocês. Como historiadora, eu fico louca quando alguém fala uma opinião baseada em porra nenhuma e ainda fala “não preciso estudar para analisar isso”. No entanto, algumas opiniões ditas no cast só serviram pra criar uma oposição entre saberes, e provavelmente uma antipatia para com a academia.
    10) A cultura do “gostou ou não gostou” não é exclusiva do mundo dos vlogs e blogs, é uma cultura da internet. Vá um portal de jornal, game, esporte tá lá o “gosto disso, se não gosto é uma merda”. Para um adolescente, que vê isso em um blog, talvez não faça tanta diferença porque ele já vê isso em todos os lugares. Uma nova sensibilidade construída aí.

    PS: Eu me considero uma crítica a cultura booktuber, odeio bookshelf tour e acho bookhauls um dos tipos mais sacais de videos, e entendo que esses videos atendem mais a uma cultura de consumo do livro que uma cultura da leitura, mas algumas críticas que eu ouvi no cast não acrescentam a discussão. Desculpa. Aliás quero fazer uma última provocação: qual a diferença de um booktuber falar que um livro é uma bosta e o Lucas falar que Grau 26 é uma bosta se, como ouvinte, eu não sei o que o Lucas lê de teoria literária? É só a confiança em achar que o Lucas vai embasar a opinião dele em algo? O que é válido aí? Ambos são válidos? Por que? Entendem que a percepção de quem assistem YT e quem ouve podcast é limitada? Qual a diferença da mídia podcast e vlog no final de contas?

    • Sérgio Magalhães

      Olá Janaína, tudo bem? Olha, falando em relação aos booktubers, sua formação, designação pela mídia e forma de tratar a análise literária, concordo com tudo o que você falou. É óbvio que uma simples designação como essa exige a explanação de uma série de viesses impossíveis de serem tratados num espaço tão curto de tempo que, aliás, foi apenas um dos tópicos tratados no programa. Aliás, poderia ser um tema de cast no futuro, hein Lucien? Falar sobre a “profissão booktuber”.

      Quanto a relação a Teoria Literária e sua ligação com o trabalho destes booktubers – momento onde você criticou-nos por termos ficado dando voltas na “mesma tecla” -, gostaria de ressaltar um ponto. O próprio Lucien alertou no começo do programa que, tanto a Teoria Literária, quanto as relações estabelecidas a partir de sua análise, seriam superficiais, até porque, é impossível aprofundar um único tema relacionado a Teoria num único podcast. Porém, concordo que possamos ter sido superficiais demais em um ou outro item debatido, mas, na hora do programa as coisas podem fugir ao controle mesmo. Mas, fico feliz de verdade que tenha tecido um comentário tão aprofundado e extensivo sobre o programa, de verdade.

      Grande abraço.

      • Lucien o Bibliotecário

        Sérgio,

        assumo o erro de não tirar o programa da mesma linha. Consumir mais de 30 minutos com uma discussão que fugiu completamente do tema foi um erro meu e assumo isso.

        Quem sabe em programas futuros sobre teoria podemos nos deter sobre a teoria em si, quais são as principais linhas teóricas e quais são os críticos que as seguem e obras que recomendamos para iniciar a compreensão em tais linhas.

        Agradeço por fazer parte do debate.

        Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Jana,

      não tenho nada a dizer. Você pontuou todos os erros que cometi neste episódio. Sim, houve uma valorização desmedida à crítica literária sem fazer as ponderações devidas ao outro lado da questão.

      Assumo que errei em vários aspectos ao lançar este CabulosoCast. Desde permitir que a discussão caminhasse para esse lado que desvirtuou completamente da temática, até permitir que fosse ao ar, já que eu poderia ter vetado na revisão (como já fiz em diversos programas).

      O que me leva a pensar esses “silêncios” indicam que corroboro com tudo o que foi dito. Errei sim e aprendi com todas as críticas que este episódio recebeu. Agradeço imensamente pelos pontos levantados e pela reflexão que – não tenha dúvida alguma – levarei na produção de novos episódios do CabulosoCast como um todo.

      Obrigado, Jana, mais uma vez, só tenho a lhe agradecer por continuar a me ensinar.

      Abraços.

  • Sidney Andrade

    Sidney Andrade, 29, Campina Grande-PB
    Lendo O Fim da Eternidade – Isaac Asimov

    Gente, não sou graduado em Letras, mas cursei metade das disciplinas antes de ir pra minha graduação em Comunicação. Durante este período, uma das grandes sacadas das disciplinas de teoria literária que tive foi a de que não existe UMA crítica literária, mas várias. Desde o estruturalismo clássico até a chamada Teoria da Recepção, que não cabe aqui explicitar. A propósito disso, uma das correntes de crítica literária existentes é a Chamada Crítica Impressionista, que se preocupa tão somente em desenvolver as impressões pessoais do crítico/leitor sobre as obras. Se essa crítica impressionista é mais ou menos prestigiada dentre as tantas críticas literárias possíveis no campo da Literatura, isso é outra ~discussão. O que quero criticar, na verdade, é esse tom de que tudo o que é impressionismo é menos valoroso do que aquilo que tem embasamento teórico. Digo isso pois estamos falando de arte, e arte, na minha opinião, é primeiramente e sobretudo impressão pessoal, pois esse é o primeiro filtro pelo qual a leitura nos perpassa: o modo como ela nos impressiona. Sendo assim, fica um incomodozinho quando ouço o tipo de discurso que eleva a crítica teoricamente embasada, cabeçuda e até pedante, em detrimento da critica impressionista que se faz mais comumente na internet e que tem seu valor de iniciação à discussão literária. No fim das contas, sem cair no discurso de que qualquer coisa vale, quero mesmo dizer que existem demandas de leitura diferentes, e pra cada demanda é preciso e possível que haja uma oferta de crítica.
    Mais um ótimo episódio, sobre um assunto que a internet inclusive reluta em tratar, porque, aparentemente, internet é apenas o lugar do informal. Não é. Cabe formalidade. Só não acho que caiba se gabar de ser mais formal do que o coleguinha.
    Beijos a todos.

    • Rodrigo Basso

      Olá SIdney.
      Falando só por mim, esse programa é pra promover a teoria literária, por isso foi “puxada a sardinha” pra esse lado. Várias vezes falamos que a resenha pode ser com conhecimentos empíricos, desde de que seja fundamentada. Mesmo uma “crítica impressionista” precisa de critérios na hora de avaliar alguma obra de arte.
      A ideia aqui era justamente mostrar uma maneira diferente de fazer e que, particularmente, eu acho melhor do que o simples “gostei” ou “achei uma merda”. Mas isso é apenas a minha opinião.
      Concordo com vc quando fiz que existem interpretações diferentes e maneiras diferentes de fazer essas interpretações. Acho que é isso, inclusive, que determina se uma obra de arte é boa ou não.
      Abraços!

      • Lucien o Bibliotecário

        Sr. Basso,

        é importante compreender que existem os dois lados e mesmo que um episódio que acabo (mesmo pela sua temática) tendendo mais para o lado da crítica acadêmica precisava não ter se estendido tanto e ao mesmo tempo ter deixado os dois lado claros.

        Agradeço por participar do debate grande amigo.

        Abraços.

    • Brunín Assis

      Cara, esse daí foi justamente o tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso na Comunicação. Estudei o momento de ruptura da crítica literária em que o jornalismo foi para um lado mais impressionista (que era o que os próprios escritores faziam antes de consolidar a área) e a crítica formal ficou com a academia de Letras. Isso tem um impacto direto no que temos hoje em jornais/revistas e, principalmente, no YouTube. As duas são críticas literárias, igual você pontuou muito bem aí. Com características bem diferentes, mas que não deixam de ser intituladas “crítica”.

      • Lucien o Bibliotecário

        Bruno,

        em algum momento você disponibilizou este trabalho aqui? Se não poderia, por favor, deixar um link para download: gostaria muito de ler.

        Obrigado por participar da discussão.

        Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Sidney,

      peço desculpas pelo tom professoral e até certo ponto impositivo dos argumentos deste episódio.

      Concordo com você, muitos leitores (eu incluso) se apaixonam ou começam a ler devido a uma crítica impressionista, ou seja, a pessoa que fala de modo apaixonado de uma obra sem academicismos.

      Agradeço que levar em conta a grande quantidade de linhas teóricas dentro da própria crítica literária já seja que, como você bem frisou, mostre que existem públicos diversos para cada uma delas.

      Obrigado por engrandecer este debate e pelas correções.

      Abraços.

  • Luiz Paulo Lindroth

    Luiz Paulo Lindroth, 26 anos, Universitário, professor de inglês, escritor e f*dido na vida. Curitiba – PR.

    Programa incrível, como de costume. Não vou entrar no assunto dos booktubers porque não acompanho muitos e já tem bastante gente falando sobre isso aqui nos comentários. Vou comentar quanto à pergunta feita pelo Lucien se estudar Crítica Literária é vantajoso para escritores.
    Estou cursando Letras aqui em Curitiba e já tentava escrever antes de entrar na faculdade, tenho a obrigação de admitir que a minha escrita melhorou, sim, depois de começar a estudar Crítica Literária. Foi comentado no cast que não é obrigatório e que em alguns casos a experiência da pessoa acaba por substituir um conhecimento mais acadêmico. Concordo plenamente. Mas é como tentar inventar a roda de novo, são milênios de literatura e estudiosos a avaliando, alguém com certeza já passou pelo caminho que você quer trilhar. Estudar Crítica Literária ajuda qualquer um a encurtar uma jornada que muitas pessoas creem que é necessário seguir sozinho, isso não é verdade. Isso sem contar que na pesquisa por aquilo que você quer entender na literatura, você de brinde acabará entendendo muitos outros tópicos paralelos que apenas reforçarão o seu conhecimento.
    Parabéns a todos os envolvidos pelo episódio.

    • Luiz Paulo Lindroth

      E eu esqueci de dizer que estou lendo Os Portões do Inferno do André Gordirro

    • Lucien o Bibliotecário

      Luiz,

      aprecei bastante saber que você está achando vantajoso estudar teoria literária e que sua jornada no caminho da escrita tenha sido enriquecida devido a isto.

      Várias pessoas conseguem assimilar a teoria sem ler teoria, contudo para aqueles que tem curiosidade ou dificuldade em compreender as minúcias do texto seu depoimento vem a casar com a proposta inicial do episódio.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Izabel Galdino

    Izabel Galdino. 18 anos. Atualmente perdida na vida. São Paulo – SP. Lendo: nada por enquanto.

    Primeiramente eu queria recomendar um canal de resenhas, ler antes de morrer, onde a Isabella Lubrano faz resenhas de diversos livros. Neste canal, ela contextualiza e explica algumas coisas dos livros que ela leu. Recomendo em especial as resenhas sobre O Nome da Rosa e Fahrenheit 451 que são excelentes. A Isabella realmente se dá o trabalho de pesquisar as coisas mais a fundo antes de fazer o vídeo e acho que ela faz justamente o que falta em muitos booktubers, pra quem estiver interessado, o canal dela é esse: https://www.youtube.com/channel/UCTubbc8ei3JfOBbicSJYPfQ

    Em segundo lugar, gostaria de compartilhar que já ouvi muitos podcasts, tanto do Cabulosocast quanto do 30:min antes e depois de ler um livro e acredito que foi muito enriquecedor para mim, pois eu tive uma leitura muito mais atenta e mais profunda das obras. Porém não concordo com o fato de desprezarem vídeos como arrumação de estantes e ver o dia a dia das pessoas, por exemplo.
    Eu sei que a reflexão sobre as coisas é muito importante, mas relaxar e ver umas besteiras de vez em quando para “ventilar” a mente faz muito bem também, afinal não precisamos nem de seriedade e nem de besteiras o tempo todo.

    Finalmente, gostaria de dizer que adorei o episódio e estou muito ansiosa pelos próximos com a equipe de Letras do Cabulosocast.

    • Lucien o Bibliotecário

      Izabel,

      a Isabella já gravou conosco nos CabulososCasts sobre “Cem anos de solidão” e “O sol é para todos”. Sou um grande fã do trabalho dela!

      Sobre a crítica a vídeos diversos, você está certíssima. Não passo 24h do meu dia estudando literatura e mesmo que o fizesse é uma escolha minha e não há nada de errado em quem goste de fazê-lo. Peço desculpas, eu deveria ter cortado este trecho, pois são opiniões pessoais que em nada dizem ao tema.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Izabel Galdino

        Não precisa pedir desculpas, Lucien, essas coisas acontecem. Poxa nem reconheci a voz dela, vou escutar de novo essa semana. Abraços pra vocês da equipe cabulosa! ♥

  • Marcus Alencar. 32 anos. Jornalista. Contagem – MG. Querendo voltar a ler rsrsrs

    Ouvindo este episódio não pude deixar de lembrar de um professor de literatura de curso pré-vestibular que tinha o dom de relacionar cada obra literária com alguma questão atual além de mostrar sua importância para a época. Curiosamente, foi este mesmo professor que despertou o meu interesse por livros que constavam na lista da fuvest. Compartilho isso justamente pelo fato de vocês terem comentado sobre a importância de trabalhar a intertextualidade.

    Considero esse detalhe fundamental por dois motivos. Um deles é para o bom aproveitamento da mensagem de uma obra e, porque não, do estimulo para a produção de textos resenhas que saibam comentar e discutir o livro de forma apropriada. O outro é pelo fato de vivermos numa era de informação tão acessível e com a oportunidade de encontrar tantas referências entre literatura e cultura pop.

    Bom, fico por aqui e parabenizo a todos pela ótima discussão. Que ela renda outros episódios relacionados porque vale muito a pena.

    • Lucien o Bibliotecário

      Marcus,

      sem sombra de dúvida a intertextualidade é um dos maiores (ao meu ver, claro) benefícios da leitura. Acredito que a leitura de um texto nunca é realmente a leitura de um ÚNICO texto. Para que aquele texto tenha sentido ele precisa se comunicar com diversos outros.

      Claro que, como fez seu professor, a capacidade de ampliar isso é muito maior quando o seu leque de leitura se amplia e quando você (em alguns casos) se dá ao trabalho de parar e fazer essa reflexão.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Jônatas Adilson

    Jônatas Adilson, 28 anos, advogado, Recife – PE. Lendo: O Sol é Para Todos.

    Meeeeu amigo! Que cast foi esse? Se tivesse mais duas/três horas, ouviria tranquilo e favorável. Se houvesse uma série de casts nessa linha, ouviria todos em maratona.

    Tive que comentar para parabenizar o Lucien, o Beber na edição, e todos os excelentes convidados pela forma descontraída e sincera como trataram sobre os blogs e a importância da teoria e da crítica literária, muito embora eu deva admitir que a parte que mais gostei foram as indicações de livros. A vontade que deu foi correr e comprar todos que ainda não tenho.

    Percebo que há uma tendência à inferiorização do trabalho do crítico literário, principalmente entre blogueiros e vlogueiros (com suas exceções), adjetivando-o como algo pedante, boçal e desnecessário, quando, em verdade, geralmente, são profissionais com uma senhora qualificação, que dedicaram a vida inteira aos livros e que podem contribuir muito ao desenvolvimento de cada um como leitor e, até, como escritor.

    É evidente que não quero generalizar, até porque há alguns críticos e teóricos que contribuem para a marginalização do próprio ofício. Como tudo na vida, é preciso selecionar o conteúdo, daí a importância do debate e das indicações deste episódio.

    Como sugestão para um outro episódio – embora não seja estritamente na linha da crítica literária -, gostaria de saber um pouco mais sobre o papel das oficinas literárias para a formação do escritor, assim como a abordagem da escrita criativa (conceito, finalidade, métodos, etc.), pois são temas ainda muito cinzentos para mim.

    Mais uma vez parabenizo a todos os envolvidos na gravação deste episódio e rogo para que prossigam nessa linha. Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Jônatas,

      recomendo que ouça o CabulosoCast #58 http://leitorcabuloso.com.br/2013/08/cabulosocast-58-blogueiros-criticos-literarios/ falamos da importância do trabalho de ambos, dos críticos e dos blogueiros.

      Deveríamos ter estendido o programa para falar mais de teoria literária e não apenas sobre nossas críticas ao universo dos blogues.

      Excelentes sugestões de temas, todos devidamente anotados.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Robson F. Vilela

    Robson, 32 anos, Professor de Português, Uberlândia – MG. Lendo “Vermelho Amargo”.

    Lucien, o programa está ótimo. Estou ouvindo pela segunda vez porque ouvir uma vez só não foi suficiente.

    Para um próximo programa, talvez fosse bom explorar algumas escolas de crítica literária. Talvez uma série de programas sobre o tema. Desde a Grécia clássica… Não deve ser a temática mais chamativa para um podcast, mas eu gostaria muito.

    Outro tema ligado à língua que poderia entrar junto com o episódio sobre Linguística e esse sobre Teoria Literária seria um cast sobre Redação. Não precisa ser sobre redação para vestibular, pode ser sobre a redação do texto literário discutindo estilística.

    São só sugestões. No mais, faça mais programas com esses convidados. É muito bom ouvir quem entende do assunto.

    Abraços!

    P.S.: alguém sabe qual é o texto clássico que a Cecília mencionou, que fala que a nova geração “está perdida”?

    • Lucien o Bibliotecário

      Robson,

      haverá sem sombra de dúvida um programa para falar sobre as escolas da crítica… Sobre ser ou não uma temática interessante, não precisa se preocupar, pois depois do programa sobre linguística acredite percebi que precisamos arriscar mais.

      Sobre “redação do texto literário” o Basso tinha proposto algo ao término da gravação do 162.

      A respeito do texto da Cecilia, na verdade, foi um professor dela que comentou.

      Obrigado por ouvir e acompanhar nosso trabalho.

      Abraços.

  • Luiza

    Ana Luiza, 36 anos, professora de Literatura, Curitiba-PR. No momento, relendo Lavoura Arcaica. Adorei o episódio, esse é para escutar mais de uma vez. E só para deixar com invejinha, eu convivi com Charles Kiefer. Iniciei o curso de Jornalismo em Porto Alegre e estudei com a filha dele. Não só estudei, como nos tornamos muito amigas, ela é uma pessoa muito querida e tempos depois fui saber quem era o pai dela. Ele é uma pessoa muito humilde, acredita que quando eu e alguns colegas íamos à casa deles, ele nos mostrava contos inéditos e perguntava nossa opinião? Eu imaginava que o escritor era um ser intocável, mas é besteira, pelo menos eu com meus 19 anos na época achava isso. Em relação à escrita de Charles Kiefer é interessante ver a sua evolução. Como ganhei alguns livros de sua autoria, pude ir vendo como sua escrita foi cada vez melhorando mais com o passar dos anos. Um abraço!

    • Lucien o Bibliotecário

      Ana Luiza,

      que “carteirada literária”, hein? Fico feliz que tenha gostado do episódio e sendo você uma professora de literatura é um incrível elogio esse.

      Obrigado pelo comentário e por acompanhar o CabulosoCast.

      Abraços.

  • Jeferson Nichel

    Faaaaala pessoal Cabuloso!

    Achei interessante o episódio e o título me chamou a atenção logo de cara! Mas fiquei com a impressão de que o tema foi deixado de lado em favor de uma crítica ao ensino de literatura no país. Sobre esse ponto, a Cecília falou algo muito interessante: (parafraseando) “temos que descobrir um novo jeito dialogar com nossos alunos”.
    Outro tema que, na minha opinião cheia de coliformes, recebeu mais atenção do que o episódio pedia, foi a crítica aos booktubers. Concordo com a maioria das críticas que foram feitas, mas foi-se um tempo precioso nisso e, verdade seja dita, eles sabem como dialogar com o público e atraem uma quantidade incrível de seguidores. Voltando ao que disse a Cecília, será que não tem algo aí que podemos aprender com eles?

    Parabéns ao Lucien pelo “Hostful Prowess” (espik englishh) ao tentar trazer o povo de volta ao tema. As sugestões de livros foram muito boas!!

    Abração a todos!! Convidados supimpas!

    • Lucien o Bibliotecário

      Jeferson,

      sim, por um erro meu isto aconteceu. “Teoria literária” ficou em segundo plano e saiba que espero fazer um episódio muito em breve para corrigir isso. E como você mesmo aponto outros temas desnecessários vieram à tona enquanto o tema principal ficou submerso.

      Agradeço os elogios, mas não fui um bom host neste episódio e espero consertar nos próximos.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Bruna Castanheira. 24 anos. Pesquisadora em Propriedade Intelectual no Centro de Tecnologia e Sociedade. Rio de Janeiro – RJ. Lendo: The Eureka Myth (Jessica Silbey) e The Tombs of Atuan (Ursula K. Le Guin).

    Oi pessoal, esse é o primeiro episódio que escuto do podcast de vocês e adorei! Já coloquei vários outros na fila para ouvir 🙂

    Bom, não entendo de teoria literária, mas fiquei interessada sobre vocês falando como é legal encontrar em um livro influências e apropriações retiradas de outras obras e gostaria de compartilhar minha experiência.

    Lendo The Wizard of Earthsea da Ursula K. Le Guin, fui percebendo como várias das ideias contidas ali foram apropriadas pela JK Rowling na hora de escrever Harry Potter. Então resolvi procurar nas entrevistas da JK as pessoas que ela elenca como inspirações para sua escrita, e ela simplesmente cita de tudo menos a Ursula, o que é muito estranho já que as referências são claríssimas. Inclusive, a própria Ursula aponta isso em um texto no seu blog (http://www.ursulakleguin.com/Note-ArtInfoTheftConfusion-Part2.html).

    Sendo assim, não foi bacana para mim nesse caso perceber essas apropriações, já que acabaram por manchar um pouco a imagem que eu tenho de Harry Potter – e especialmente a que eu tinha quanto a JK (ok, já não gostava muito dela devido a ela ter proibido os fan fics de HP alegando violações aos direitos autorais, mas enfim…).

    Vocês teriam alguma opinião sobre isso que comentei?

    Obs: Façam um episódio sobre a Ursula K. Le Guin, por favor! 😀

    Abraços!
    Bruna

    • Lucien o Bibliotecário

      Bruna,

      Ursula K. Le Guin está na nossa lista de autoras que merecem um CabulosoCast só pra elas.

      Sobre a postura da Rowling, posso opinar por dois caminhos:

      1 – mesmo não sendo um grande leitor de Harry Potter é inegável que todos os leitores podem se apropriar de ideias e não saber exatamente que tenham se inspirado em algo que já leram. Pare para pensar na quantidade de livros que lemos. É provável que uma “inspiração” possa na verdade ser uma apropriação indevida e talvez não saibamos disso.

      2 – se a Rowling negar em algum entrevista não significa que ela não saiba, talvez ela apenas tenha se esquecido. Sempre acontece quando enumeramos leituras importantes para nós. Quando olhamos novamente nossos livros acabamos por lembrar daquele livro que “esquecemos, mas que não poderia faltar em um top 5”.

      Bem, estas são minhas opiniões em defesa da Rowling, mas se ela não disse por que não quis… ai é outra história (até difícil de provar).

      Obrigado pelo comentário. Fico feliz que tenha começado a acompanhar nosso trabalho, espero que esteja gostando.

      Abraços.

      • Oi Lucien,

        Não vejo problema algum em apropriações e inspirações, muito pelo contrário, até porque tenho uma visão bem liberal quanto aos direitos autorais.

        Meu problema com esse caso específico é que, pelo menos quando li The Wizard of Earthsea, as coisas que coincidiam com Harry Potter eram bem gritantes.

        E com certeza é uma possibilidade que a JK tenha esquecido de citar em alguma entrevista. Porém, ela nunca citou a Ursula em qualquer entrevista – e acho extremamente difícil que ela, como escritora de HP, jamais tenha lido The Wizard of Earthsea.

        O que não é o caso, por exemplo, do Neil Gaiman, que reconhece o trabalho da Ursula que ele, várias vezes, apropriou de forma admirável em suas obras.

        Aproveito para mandar esse vídeo extremamente fofo, caso não tenha visto, em que ele entrega o National Book Awards para a Ursula, ressaltando a importância das obras dela na carreira dele, e em que ela faz um discurso excelente a respeito da “commodification” da literatura: https://www.youtube.com/watch?v=5PI1xwT2-74

        Obrigada pela resposta!

        Abraços,
        Bruna

  • Thiago Arrais

    Muito bem amigos leitores, é isso! Cheguei ao final de mais um CabulosoCast!

    Pensei em pular esse episódio quando vi o título. Mas o CabulosoCast nunca me
    decepcionou, então dei uma chance. No final não me arrependi.

    Muito obrigado a todos os participantes por esta verdadeira aula. Não só não me decepcionei como ainda saí com várias referências para ler no futuro e, quem sabe, tirar ainda mais proveito da leitura.

  • Claudia Dugim

    Adorei o cast, mesmo com as observações parciais sobre os booktubers e o novos blogueiros literários que no geral concordo e no particular penso como a moça Janaina Muniz. As indicações de livros, alguns bem conhecidos lidos e relidos (Versos, Sons, Ritmos da Norma Goldstein foi o primeiro livro que comprei para a faculdade, + 30 anos atrás e tenho muito carinho por ele) Outros que tomei nota. A pauta foi excelente e muito bem conduzida como sempre. É a primeira vez que comento, acho, embora ouça com frequência. Parabéns!