[Crítica] Peanuts – O Filme

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É um dia de inverno e Charlie Brown só deseja uma coisa: empinar sua pipa. Eis que uma nova garotinha se muda para o seu bairro. Uma garotinha ruiva e a partir daí o apaixonado Charlie Brown vai fazer de tudo para chamar a atenção daquela menina que nem parece notá-lo.

Não se deixe enganar pela premissa simples, pois Peanuts: o Filme pode ser resumido desta forma. Não espere uma trama mirabolante ou uma CG de tirar o fôlego. Longe disso! O mérito da adaptação do novo filme do “minduim” é a simplicidade. Vamos começar pela escolha de manter o universo criado pelo Charles Schutz da maneira como ele imaginou. Não houve atualizações. Não existem celulares, tablets, computadores… nada disso! A história é focada nas crianças, vistas como crianças e tratadas como crianças.

É um filme leve que sabe dosar muito bem o humor sem se tornar apelativo. Assisti em uma sessão bem vazia, mas que possuía alguns pequenos telespectadores – não faço ideia se eles estavam comportados -, quero acreditar que eles estavam fascinados com o desenrolar da trama. Outro ponto forte é a própria história. Ágil e dinâmica. Sempre está acontecendo algo. Nos momentos em que a passagem do tempo precisa ser marcada, como a mudança do dia para a noite, são preenchidas magicamente pelo Snoopy, Barão Vermelho.

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As mensagens são transmitidas de modo singelo para adultos e crianças. Nada é panfletário. As ações de Charlie Brown nos levam aos fatos que nos levam aos ensinamentos que o filme quer deixar.

Peanuts: o Filme é uma homenagem a obra original de seu criador. A animação em 3D combina com a traço de Schultz de uma forma que em vários momentos você fica a se perguntar se realmente está assistindo a uma animação em 3D. Seus personagens são cativante e a história serve para encantar a todas as idades. É o típico filme que te faz sair mais leve da sessão com um sorriso bobo no rosto e não estranhe ao se flagrar rindo sozinho ao lembrar de uma cena ou outra.

Nota:

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5 selos cabulosos!

Se o filme possui um ponto fraco e não é culpa do filme é o 3D (os óculos 3D no caso) que é extremamente dispensável. Por isso, esse fato não altera na nota final.

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  • Luiz Fernando Teodosio

    Bem que achei tirando óculos o filme ficava melhor, haha.