[Coluna] Concursos Literários – Novembro/2015

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Olá, galerinha cabulosa! Aqui é o Jonas Daggadol em rota de colisão com o final do ano. Normalmente os concursos nesta época dão uma rareada, é histórico, é normal, acostumem-se e programem-se: É um ótimo momento para colocar a casa em ordem e aproveitar para tocar seus projetos pessoais ou participar de outros como o NaNoWriMo. Não conhece o NaNo? Não se preocupe, a nossa querida Ju Costa explica tudo direitinho, é só clicar aqui!

Mas, para compensar o baixo número de concursos, temos uma das cerejas do bolo em novembro!

Imagina… você escreve um conto despretensiosamente (mentira, nunca é despretensiosamente) e manda para um concurso, para um editor, para uma coletânea. O conto é publicado (u.hú), um tempo depois você, também despretensiosamente, o inscreve num concurso literário de contos fantásticos e, assim, de repente… o conto é traduzido para o inglês pelo Christopher Kastensmidt, lido e escolhido pelo Edmund R. Schubert e pelo Orson Scott Card e publicado na Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show (IGMS). Não sou de falar palavrão, mas… PQP!!! Isso é bom demais! Imagino o que a Camila Fernandes sentiu o ano passado quando venceu o concurso (hum, eu devia ter perguntando para ela antes de fazer a coluna, mas podemos saber um pouco clicando aqui).

Se você perdeu a matéria que saiu no Leitor Cabuloso – link aqui – escrita pelo Altemar Gavião, então você deve estar pensando “Mas do que o Jonas está falando? Que concurso é esse?” Calma, é que me empolguei porque o negócio é legal demais da conta. Estou falando do:

 

3º CONCURSO HYDRA DE LITERATURA FANTÁSTICA BRASILEIRA!!

Você tem um conto fantástico publicado (impresso ou digital) nos anos de 2013 e 2014? Se tem, não deixe de participar deste concurso. Idealizado pelo escritor Christopher Kastensmidt, um norte-americano que conhece muito bem o Brasil, o concurso Hydra é uma daquelas oportunidades que não tem como deixar passar.

É sempre bom participar de concursos literários, ganhar então, nem se fala, mas quando o concurso é de peso, quando você sabe que a concorrência e os avaliadores são profundos entendedores do assunto, aí meu amigo, o negócio toma outra dimensão. Para você ter noção, os finalistas do ano passado foram Camila Fernandes, Roberta Spindler e Nikelen Witter. Quem acompanha o cenário da literatura fantástica nacional sabe que essa mulherada entende das coisas, e por aí vemos que o nível do concurso é altíssimo.

Voltando para o presente, o concurso está aí: 11 de novembro de 2015!

A inscrição é tranquila, feita por email. Como sempre, leiam com muita atenção o regulamento, são poucas exigências com regras bem simples e claras. Se você tiver dúvidas quanto às condições relacionadas a “conto de literatura especulativa”, provavelmente é porque seu conto não é elegível. Quem está por dentro do mundo fantástico não terá dificuldade em identificar o que é exigido pelo concurso.

Um ponto bem interessante é o nível de detalhamento do regulamento: Saber o nome de quem vai selecionar o conto na fase final, o valor pago pelo seu texto, critérios de seleção minuciosamente expostos, número de juízes na primeira fase e algo como “As nossas publicações parceiras recebem milhares de submissões todo ano e não são fáceis de impressionar” é incomum nos concursos tupiniquins. Transparência 101%, gostei!

 

É isso aí, pessoal! Não deixem de visitar os links acima, além do concurso tem muita informação sobre uma parte da literatura fantástica nacional (e internacional também).

Sei que esse concurso não é para escritores totalmente iniciantes, mas se você não se enquadra, não se preocupe. Tenha em mente que o conto que você produz hoje poderá participar da próxima edição do concurso! Parece distante, mas não é. O lance é manter os pés no chão, caneta na mão e os olhos lá na frente!