[Coluna] SEXISMO E A TEORIA DO POTE QUENTE DE MELADO ou Como o Machismo Te Fode e Você Nem Percebe

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Eu não vou falar de feminismo aqui. Não porque eu ache que não mereça ou desgoste dele, mas porque eu, como homem, hetero, cisgenero, escritor, cientista social e gastrônomo, não me sinto capaz intelectualmente de abordar o assunto. Não estudei o suficiente, não dialoguei a quantidade de tempo necessária, não estou num nível que possa trazer esta discussão de maneira satisfatória. E deixarei claro neste parágrafo: Este post, embora livre e desejoso que qualquer pessoa que queira venha a discuti-lo, tem como alvo de critica e abordagem o machismo e os homens.

Então. Pois é parceiro. Para você. Principalmente se você veste a camisa do “Orgulho de Ser Hétero”, acha que Feminismo é vitimismo ou acha a discussão de gênero (e não incomumente a social, de cor, de sexualidade, etc etc etc) #mimimi dessa sociedade atual. Este post é pra mostrar para você que este pensamento não faz sentido. Este texto não é sobre o homem não poder chorar no meio da rua (mas também pode ser). Não tenho intenção de dizer que o homem sofre mais do que a mulher com o machismo porque isto seria, pegando leve, uma falácia absurda. No, no, no, o que estou querendo falar aqui é: Você, homem, está se fodendo por causa do machismo. Está se afogando num mar de lama sem igual, mas nem está percebendo.

Em suma: Meu objetivo é te fazer largar esse pote. E da maneira mais didática possível.

Em primeiro lugar, vamos deixar isso bem óbvio para que você, defensor do machismo nessa “sociedade doente oprimida pelas feministas mal comidas” porque: a) a cada 11 mortes por violência 10 são de homens b) homens são apenas 40% nas universidades c) homens contam como 80% dos moradores de rua e 90% dos suicídios são homens d) O alistamento é obrigatório só para homens e) licença paternidade para homens é só de 5 dias f,g,h,i,j) e demais alternativas [1]:

Tudo isso é causado pelo machismo.

Pois é amigão.

O machismo Causa violência, e cria um ambiente onde Homens se matam. A maior parcela da população com armas na mão (contando criminosos e policiais) são de homens [2]. O que causa a morte é toda uma sociedade desestruturada, sem educação e condições de vida que estimula uma vida de crimes onde todo mundo atira em todo mundo e morre. Num ambiente onde “Resolver as coisas na porrada” é mais aceitável do que conversar, não tenha dúvida, a violência é lugar comum. E isto é lugar do Machismo. Pois você é doutrinado para ser macho. Para ser o Alfa. Desde criança você entende, por meio de histórias, quadrinhos, livros, Tevê, internet, que você TEM que brigar [3]. Não é a ultima alternativa, não é nem mesmo uma alternativa, é a escolha principal.

E falta de educação no meio masculino também tem a ver com o machismo. Porque está arraigado na sociedade Machista que homem não tem que se preocupar com estudo, mas sim com trabalho, com a cultura do “tenho que prover”. Em 2012, no Brasil, 37,9% dos jovens homens entre 18 e 24 anos deixaram a escola antes do tempo previsto [4]. Diversos fatores incutidos neste número, um deles é um discurso a muito difundido onde, entre remuneração e educação, o homem deve escolher a remuneração. Em longo prazo, esta escolha se torna extremamente infrutífera. Menor educação significa empregos com remuneração menor, mas com uma jornada de trabalho bem maior. Isto em nada tem a ver com o feminismo: As mulheres em nada se beneficiam com a pouca educação da população masculina. Muito pelo contrário, Todos perdem enquanto qualquer um dos grupos continuar se evadindo do processo de educação, que influencia no mercado de trabalho e na remuneração (observando a também existente influência do próprio interesse do mercado no meio, já que o mesmo é notadamente racisma, classista e sexista) [5]. O único lado que se beneficia com isso é o mercado selvagem da mão de obra fordista, que com mais mão de obra pouco qualificada pode contratar mais gastando menos, e com um largo contingente de gente necessitada que vai aceitar as mesmas condições desumanas caso algum funcionário decida se rebelar [6].

Este problema exponencial na educação é diretamente ligado à sobrevida que os moradores de rua têm: Menos educação, menos dinheiro, maior chance de ir para as ruas. Sim, aí está o excesso de homens na sarjeta como um reflexo de um mundo machista que está aí pra todo mundo ver.

Mas e o alistamento militar? Mas e a licença paternidade? Não ta vendo que o homem sofre?” E novamente, quem disse que o machismo te ajuda nisso? Não colega, ele atrapalha, piora, deixa ruim pra todo mundo, você incluído. Porque o alistamento militar NÃO deveria ser obrigatório PRA NINGUÉM. Afinal, porque ser? [7] Somos um país que não entra em conflito militar a nível nacional a anos, onde o contingente é extremamente excessivo, a ponto da maior parte dos jovens que vão para o alistamento obrigatório simplesmente são dispensados sem maior exame do que um “quer se alistar?” ou se o responsável do lugar achar que o rapaz deve ser chamado. Ou seja, um método absolutamente arbitrário. E a licença paternidade existe, mas cobre apenas 5 dias para o pai, quando deveria cobrir muito mais tempo. Não faz sentido a figura paterna não participar dos primeiros momentos de seu filho. Simples assim. O fato de ser tão pouco não é benéfico para ninguém além da empresa: O homem sofre por não poder acompanhar a mulher, nem em parte do período de gestação nem nos primeiros e importantíssimos momentos do nascimento da criança, a mulher sofre ainda mais porque tem que se virar sem a ajuda do pai, e tudo isso acontece por uma desculpa esfarrapada de que o homem não é necessário durante esse período.

E você concorda com isso? Concorda que não havia necessidade da presença de seu pai nos primeiros momentos da sua vida? Acha que você, como pai, não tem importância NENHUMA nestes momentos? Você realmente está de boa com isso?

Mesmo saindo do maior espectro não importa de onde você observe no fim o Machismo dificulta tudo pra todo mundo. Muitas vezes diretamente. Indiretamente, sempre:

“Amanda” é uma menina que desconfia constantemente dos homens ao seu redor. Diversas vezes meteu o pé no freio em relacionamentos (amorosos, amizades) com homens pela imensa desconfiança que tem pelo sexo oposto. “João” queria ser amigo de “Amanda”, mas diversas vezes ela se fechou a qualquer aproximação dele por receio dele tentar qualquer coisa incomoda.

Desculpa “João”, sei que você pode estar chateado por ser visto como só mais um, mas a “Amanda” não está errada. Pois você pode até nunca ter feito nada de mal com ela e compreender e respeitar ela de todas as maneiras possíveis. Mas muitos, muitos outros antes de você não a respeitaram ou compreenderam. Não foi um, dois, dez. Foram dezenas, quiçá centenas de pessoas que a aporrinharam, enganaram, tentaram usá-la, se fizeram de amigos apenas para flertar. É a mesma sensação de ter sido assaltado numa determinada rua, mais de uma vez. Torna-se difícil, às vezes impossível, confiar naquela rua novamente. Independe da hora do dia onde você passe por ela. As lembranças, a sensação de impotência, a impressão de que novamente aquele caminho vai te chamar atenção só para te trair e roubar tudo que você tem, sua paz e dignidade junto.

Então, mesmo sem querer, é difícil para ela não enxergar aquela rua novamente em você.

Piora ainda mais quando você entende que, sim, o homem é doutrinado a fazê-lo. Não porque nossos pais dizem “meu filho, quando crescer tem é que enganar as menininhas mesmo”, não. Mas simplesmente porque não somos rechaçados por fazer isso. O mundo te ensinou – novamente, através da família, dia a dia, séries, filmes, quadrinhos, livros, etc etc etc – que o esperado do homem é que ele traia. Mais ainda, através de uma série de explicações biológicas absolutamente sem sentido, que isso faz parte da natureza [8]. Oras, se biologicamente é aceitável que o homem traia por observação da natureza – afinal este é o discurso utilizado por aí, que faz parte da natureza biológica do homem procurar diversas parceiras – é ainda mais aceitável que as mulheres façam o mesmo, já que na natureza o sexo feminino procura diversos parceiros para poder encontrar aquele com as melhores características físicas para procriar. Mas porque no mundo “homem” é aceitável ele trair, mas ela não? Logo, este discurso se perde em si mesmo.

Numa simples frase, posso resumir o que significa isso tudo:

Você, homem, é criado para ser um monstro.

Esta sociedade em que tantos homens batem no peito para se vangloriar de ser “o macho alfa” prega que você não pode ter empatia. Sentimento é coisa de viado. Que homem virgem é um desgraçado, portanto tem que correr desesperado para conseguir sua primeira vez (e tornando essa experiência absurdamente ruim para todos os envolvidos), mas ao mesmo tempo diz para as mulheres que se elas perderem a virgindade muito cedo a mesma vai ser chamada de vadia ou mulher fácil, criando uma dicotomia estúpida por si só.

É esta sociedade que diz que você pode – às vezes deve – trair. Porque homem não pode ter só uma mulher. Mas enquanto você trai, também destrói a confiança de uma mulher em você e em diversos outros homens no futuro dela, apenas por seus motivos egoístas. Esta sociedade defende que sua sexualidade tem limites. Homem só pode gostar de mulher, tem que transar por cima, tem que urrar na cama e não pode gostar de nada delicado, mesmo quando você não gostar de absolutamente NADA disso. Mesmo que você nem GOSTE do gênero oposto, ou de gênero algum, ou dos dois, ou etc.

Esta sociedade bizarra te obriga – note este absurdo – a ser um tipo perfeito. Mas tem que ser o perfeito que a sociedade defende, escolhe, vende. Não a que você se sente bem. Não importa que estilo você queira vestir ou andar, se não for o estilo Alfa, você não é um Macho Alfa. Não importa se você quer trabalhar com cabelo ou moda, você não pode. O homem alfa não trabalha com isso. Não importa se você quer dividir as contas com sua parceira (e nem falaremos de parceiros, já que a sociedade vai te queimar vivo se você levantar o assunto) pra ganhar menos, mas poder trabalhar com o que gosta – Não mesmo, quem tem que prover TUDO é VOCÊ! Quer ser dono de casa, lavar, passar, cozinhar e ficar com seu filho, deixando o trabalho de fora de casa com a esposa? ABSURDO! HERESIA!

O machismo te diz o que comer, o que vestir, o que comprar, onde trabalhar, como transar, o que pensar, até o que sentir! Mesmo que de uma maneira muito menos agressiva e violenta do que com a mulher – Que são além de doutrinadas, penalizadas severamente se saem do comportamento que o machismo espera que elas tenham [9] – mas não deixa de ser horrível. Você se torna um bonequinho de lata nas mãos de uma filosofia que, quando pensamos bem, não faz sentido termos. Afinal, para que diabo se importar se a mulher, principalmente sua companheira, é independente financeiramente? Pior, para que achar isso negativo? Isso deveria ser bom – aliás, isto É bom! Afinal é uma vida de dois, dividida para dois. E, por exemplo, porque se importar com a sexualidade alheia? Ela gosta dela? Ele gosta dele? E daí? Porque isso é mau, ruim, o que vai mudar na sua vida outra pessoa ter a sexualidade ou identidade de gênero igual ou diferente da sua? São questões que você não deveria nem se importar em ter porque não fazem diferença alguma. Você percebe que isso é perder tempo com coisas que não são de sua alçada? Que não dizem respeito nenhum a você? E se essa sexualidade fosse sua, por que você deveria se reprimir? Afinal, a sua forma de conseguir prazer e felicidade, desde que não machuque ninguém, SÓ INTERESSA A VOCÊ!

Dando uma pequena sublinhada no meio nerd, por vezes se torna ainda mais grave: São muitos, muitos casos neste meio onde as mulheres não são vistas como pessoas, mas sim como objetos [10], troféus que, quando um Geek de carteirinha consegue conquistar uma, torna-se o bambambam da comunidade. Incontáveis vezes perdemos amigas, amores, parceiras de jogatina ou ótimas companhias para ver filmes, séries, eventos e muitos mais por que o nosso ambiente – e nós mesmos, pois não planejo retirar minha culpa do cartório – reproduz um discurso e, principalmente, um comportamento cruel, irritante, desprezível onde as mulheres se sentem acuadas, constrangidas e por vezes ameaçadas ao ponto de se ver obrigadas e limitadas a opção de a) ser uma princesa em apuros esperando pelo seu salvador (sic) ou; b) ser uma mulher marrenta para que nenhum homem tenha a pachorra de se aproximar (sic sic).

Simplesmente convidamos as meninas para a festa, mas quando elas finalmente chegaram nós fomos estúpidos o suficiente para dizer “só fica quem dança até o chão”.

No meio literário a coisa é extremamente cruel da mesma maneira. O machismo tira a chance das mulheres de despontar, cria um ambiente inóspito para quebras de paradigmas onde 9 entre 10 histórias gira em torno de um herói (ou heróis) que salva(m) a(s) mocinha(s) no final (não importa o quanto a mocinha era foda até este momento do livro). E nós perdemos estas histórias diferentes, estas mulheres que poderiam nos dar contos ricos e maravilhosos e nos ajudar a expandir nossos horizontes e pensamentos, simplesmente por que… Não são homens. Vale salientar de diversas vezes mulheres se viram obrigadas a escrever sobre pseudônimos masculinos apenas para poder ser levadas a sério, enquanto pouquíssimos homens fizeram o mesmo pelo viés inverso (adotar um pseudônimo feminino) e ainda menos obtiveram sucesso [11].

Mas, afinal, por que hein? Por que você nunca se sentiu incomodado com o machismo? Porque essas informações, estes pontos de vista todos que levantei para você (além de inúmeros outros válidos que não pontuei aqui) nunca te incomodaram?

A simples resposta é triste, mas não deixa de ser verdadeira: É que, em primeira instância, você se beneficia com o machismo [12]. Das formas mais simples as mais complexas, do seu berço até seu leito de morte. Mas está aí. Porque a liberdade para você é mais simples de um jeito que você nunca compreenderia como pode ser complicada. Porque você pôde correr e brincar praticamente do jeito que quis sem ninguém te condenar por isso. Porque desde cedo você podia ficar até mais tarde da rua. Porque você sempre foi o homenzinho e tinha que ser respeitado (ou temido) pelas meninas. Porque você sempre pode dormir na casa da namoradinha (ou no mínimo ficar até bem tarde lá). Porque emprego nunca foi uma questão tão absurda de conseguir para você (aliás, não trabalhar que era e é o problema). Aliás, mesmo que você não tenha preparo formal nenhum o mundo ainda teria alguma vaga de trabalho braçal mal remunerado te esperando. Porque mil vezes você ouviu algo como “existem 8 mulheres para cada homem” e ficava por um motivo inexplicavelmente idiota relaxado por isso.

Pois é. O machismo te faz ter tudo isso na palma da sua mão. De uma forma tão natural que você nunca percebeu o quanto isso te fez mal acostumado. Mal educado. Despreparado. Raríssimas exceções, nunca houve porque aprender a ajudar sua mãe a lavar roupas ou fazer a janta. Sempre ouve tempo livre para ser mimado e assistir seus programas favoritos enquanto outros cuidavam desses “serviços de casa”.

E no fim, não é raro ver tantos homens absolutamente despreparados para viver a vida. Mais do que não se capaz de se cuidar de si mesmos – muitos sentem que não devem fazer isso. Uma geração inteira de rapazes mimados, birrentos, que não se sentem preparados para sair da barra da saia da família. Não tente culpar sua mãe por isso. Ela pode ter feito seu nescau e passado sua cueca a vida inteira que a responsabilidade por você não saber fazer nada disso ainda é sua: Você sempre pode aprender a fazer qualquer uma dessas coisas. Simplesmente achou conveniente não fazer.

Uma fábula – que convenientemente envolve comida, o que dá cerne para que eu possa assinar este texto – que ilustra muito bem esta situação é a do Urso e o Pote Quente de Melado. Uma família que vivia na floresta saiu para fazer um piquenique e deixou um pote no fogo com melado dentro para comer quando voltassem. (O que é melado? Açúcar derretido em fogo baixo, podendo ou não ser misturado com especiarias/temperos e algum líquido para permanecer viscoso). Um urso espertalhão aproveitou a saída de todos e invadiu a casa, procurando por guloseimas. Lá dentro, viu o pote com melado quente. Curioso, não demorou a provar da preparação, e se encantou com o gosto, logo se agarrando ao pote firmemente preso no chão para comer mais. Começou a se empanturrar, mas durante a ceia, sentiu um desconforto e um cheiro de queimado. Mas o melado estava tão delicioso que não se importou, e continuou comendo o melado inteiro. Algum tempo depois a família chegou feliz de seu piquenique, apenas para ter aquela absurda e horrenda surpresa: Um Urso enorme, com a boca e as patas completamente cobertas do Melado, com um rombo enorme na barriga causada por queimadura, graças ao pote quente que se agarrou tão firmemente e se recusava a largar por conta do delicioso doce.

Sim. Não tem como ser mais claro. Os benefícios do machismo para os homens não são poucos, e são deliciosos, inebriantes, verdadeiros quitutes. Mas é só se afastar um pouco para perceber que na verdade estamos criando um tremendo buraco em nossas volumosas barrigas de urso, e se não largarmos deste pote imediatamente será tarde demais. Estamos criando os próprios monstros que dizemos que nos atormentam: A violência, a deseducação, A desconfiança, a barreira que cada vez fica clara o quanto nos distancia das mulheres (e diversas outras identificações de gênero). Tudo isso apenas pelo pífio desejo de nos auto intitularmos “os homens Alfa”.

Seria bom se eu não precisasse falar nesta altura do campeonato e do texto, mas não ouso me calar: A verdade é que o pote do machismo não vale a pena.

machismo

Fontes:

[1] http://www.orgulhohetero.blog.br/eu-preciso-do-machismo/

[2] Perfil dos Estados e dos Municípios Brasileiros, http://loja.ibge.gov.br/perfil-dos-estados-e-dos-municipios-brasileiros-2014.html

[3] SCOTT, Joan W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade. Porto Alegre, vol. 20, nº 2, jul./dez., 1995

[4] Fonte digital, dados IBGE: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/11/28/jovem-brasileiro-abandona-duas-vezes-mais-a-escola-que-estudante-europeu-segundo-ibge.html

[5] Fonte digital, artigos observados no dia 20/09/2015: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario9/PDFs/7.09.pdf e http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-88392000000200011&script=sci_arttext

[6] Fonte Digital, Artigos observados dia 20/09/2015: http://www.cartacapital.com.br/blogs/speriferia/a-mao-de-obra-barata-que-nao-agrada-a-bruguesia-4045.html e

A Regulação Fordista do trabalho: O Dia de 5 Dolares http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-64451991000200007&script=sci_arttext

[7] Fonte Digital visto no dia 19/09/2015: Serviço Militar Obrigatório no Brasil: continuidade ou mudança

https://www.academia.edu/1203658/Servi%C3%A7o_Militar_Obrigat%C3%B3rio_no_Brasil_continuidade_ou_mudan%C3%A7a

[8] O Mito da Monogamia, por David Barash e Judith Lipton

[9] Machismo Estrutural, Oculto e terrível http://outraspalavras.net/posts/machismo-estrutural-oculto-e-terrivel/ e

– Bem, é só olhar ao redor

[10] Fonte digital: http://www.brasilpost.com.br/ana-freitas/nerds-e-machismo-porque-m_b_6598174.html e

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150713_comiccon_machismo_lk

[11] Fonte Digital: http://www.dw.com/pt/uso-de-pseud%C3%B4nimos-por-escritores-tem-longa-tradi%C3%A7%C3%A3o-e-v%C3%A1rios-motivos/a-17004640 e

http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/8-escritores-e-seus-pseudonimos-que-voce-provavelmente-ainda-nao-conhecia/

[12] Fonte Digital: http://www.papodehomem.com.br/o-machismo-nao-e-um-problema-individual/

 

  • Petrus Augusto

    Caramba…. Ótimo texto, perfeito…
    Já tentei discutir isso no face um vez (o pior canto possível), e, só fiz perder meu tempo… Incrível como as pessoas não enxergam isso.

    Me pergunto, se o problema sou eu, ou, todos os outros… Me assusto pensar que, as vezes, me sinto como um única molécula em um mar de gente!!

    Textos assim é bom, pois, nesses momento, vejo que, não estou só, mesmo que, tudo aparentar me mostrar o contrário.

    • Paulo Teixeira

      Com certeza você não está só Petrus. Somos muitos, e podemos ser mais. Estamos sempre aprendendo, e esse conhecimento veio de discussão, debate e estudo. E por mais cansativo que seja, temos sempre que continuar buscando desconstruir o mundo para torná-lo melhor!

  • Paulo, meus parabéns pelo belíssimo texto. Ás vezes chamo a atenção para isso com alguns homens, mas como sou mulher e tenho falta de rola, não sou ouvida. É mto bom ver um homem falando sobre o assunto. Parabéns mais uma vez 😀

    • Paulo Teixeira

      Muito obrigado Pri! Parte dos homens que compreendem (ou tentam compreender) toda a questão sobre o debate sobre machismo, gênero e demais violências e preconceitos que existem, fomentar esse debate e mostrar que sim, não são só as mulheres, comunidade GLBT e outras minorias que compram essa briga. Isso é uma luta de todos. Todos merecem respeito e um espaço seu.

  • Lilian Gouveia

    Parabén pelo texto. E concordo com a Pri e sinto o mesmo, qdo somos nós mulheres q falamos é feminismo, não uma constatação de um fato.
    Conheço uma mulher, melhor dizendo, Mulher, q com seus 60 e poucos anos está divorciada já há alguns anos e vejo como ela se basta, como ela é feliz com ela mesma, como ela ao invés de reclamar das mudanças ela simplesmente se adapta, como ela criou laços de amizade, família ou não, como ela se cuidae se vira, como ela faz planos e sonha, enfim um exemplo, e canso de falar pra ela qdo eu crescer quero ser igual a vc. Ela me disse q vai nos bailes e a mulherada de modo geral está lá pra se divertirem já os homens procuram relacionamento sério, q sabemos q no fundo estão procurando uma empregada, esta minha amiga já recebeu este tipo de proposta mas ela diz q já cumpriu todos os papéis exigidos pela sociedade, não vai ser agora nesta altura da vida q irá ser babá de homem, não q o relacionamento não vale a pena mas q no fundo estes homens não estão visando o relacionamento em si mas sim o momento q esta mulher irá morar com ele, ironico né?! Qdo jovens eles dizem q estão sendo laçados, amarrados no casamento e qdo chegam na velhice se estiverem “sozinhos” ficam querendo amarrar alguém. Bom pra mim esta história de minha amiga ilustra como já temos homens com a barriga arrombada.
    E lendo seu texto vi como mostra q no final das consta tudo se resume na educação, por isso q defendo esta causa e acho q não é atoa q os profissionais desta área na sua maioria são mulheres q tem q lidar com os homes no poder.

    • Paulo Teixeira

      Pois é Lilian, as amarras do machismo parecem fornecer a algumas pessoas uma bela rede de dormir, e no fim se trata de uma rede de pesca mesmo. Por diversas vezes nos vemos numa situação onde é tentador abandonar o pensamento crítico e apenas aproveitar os benefícios superficiais que recebemos (e tem muita gente que vive apenas desses benefícios) mas essa discussão precisa ser feita sempre para que seja bem colocada como na verdade essa estrada só leva a derrota do ser humano.

  • Jonas Daggadol

    Paulo, li muita coisa sobre o assunto estes dias, e seu texto foi um desbunde, pra macho nenhum botar defeito. Parabéns!
    Estamos longe do ideal, mas para quem ‘tá com um pé nos 40, como eu, já viu muita melhora. Sei que parece que estamos regredindo, tamanho absurdos vemos por aí, mas na verdade, uma discussão nesse nível seria impossível nos anos 80-90. Hoje podemos ver ações fantásticas como o #preimeiroassedio do @thinkolga, o tema do Enem, textos como o seu, movimentos que extrapolam a internet e chegam as ruas, etc.
    As coisas mudam, evoluem, as vezes parecem que andam pra trás, mas não podemos deixar a peteca cair! Igualdade é bom para todos, sem exceção. E textos como o seu não apenas confirmam isso, como reafirmam que um dia chegaremos lá!
    Um exemplo: No final da semana sairá minha coluna sobre Concursos Literários, nela comento sobre as 3 finalistas do concurso Hydra do ano passado. Não é sensacional termos apenas mulheres na final de um concurso de literatura fantástica?!

    Abs! Jonas Daggadol.

    • Paulo Teixeira

      Jonas, mais que fantástico, é incrível vermos como hoje podemos consumir muito mais coisa interessante graças a essa recém (embora pequena) abertura a outros tipos de autores, autoras principalmente, e ainda mais importante, temas abordados. Sim, estamos evoluindo, mas não podemos fingir que temos mu(uuu…)ito para evoluir ainda. No entanto eu não vou desistir de mudar este cenário atual. Se o mundo é melhor com o pouco de mudança que temos, imagine quando mudarmos mais?

  • Alyson Monteiro

    Manda mais dessa, campeão!

    • Paulo Teixeira

      Sempre é importante produzir um debate legal Alyson! Vamos espalhar a palavra!

  • Paulo, que texto maravilhoso! Já enviei o link para meus alunos e alunas. Obrigado mesmo por ele.

    Sempre falo que esse comportamento machista é ruim também para os homens (lógico que nem se compara com a crueldade que ele faz com as mulheres) e sofri muito por ter feitos as escolhas que vc cita em alguns pontos: ser desenhista (gay), amigas mulheres (gay), usar rosa (gay) e por aí vai (como se gay fosse uma ofensa). Quando se é guri, é complicado pacas e só não sucumbi ao ‘lado machista da força’ pq tive professoras e professores, que foram de muita importância nesse momento, e que me ajudaram a enxergar que, a minha visão estava certa, pois só dizia respeito a mim e que todos devem ser respeitados. Hoje, uso tudo que eles me passaram nas minhas aulas, palestras e na minha arte.

    Cara, seu texto é excelente!!

    • Paulo Teixeira

      Muito obrigado Hamilton! Novamente, não podemos deixar que uma filosofia que nem mesmo faz sentido e nos poda tanto seja a realidade vigente. A igualdade sempre favorecerá a todos, inclusive os antigos privilegiados. O importante é que todos tenham seu lugar ao sol. Obrigado por compartilhar meu texto, e espero que gere uma discussão bem legal!

  • Luiz Pascoal

    Fui criado em uma família tradicional…tão tradicional que se tornou matriarcal: meu pai, o bastião do machismo, era ausente (pelo trabalho, saídas de bebedeiras, e amantes), deixando nossa educação nas mãos de nossa frágil e oprimida mãe. Moral da história é que tanto eu como meu irmão, ajudávamos nos serviços domésticos, junto com a minha irmã. Praticamente ajudei a criar a caçula, oito anos mais nova que eu. E guardo comigo todos os valores passados por essa mulher forte, que aguentou o pão que o diabo amassou por nós, nas mãos ébrias de meu pai…não me julgo feminista (posso citar os mesmos argumentos seus no artigo), mas nunca fui machista , pois o péssimo exemplo de minha criação não me permite!

    • Paulo Teixeira

      é para fugir deste tipo de comportamento (e a reprodução dele em nossos filhos, descendentes ou queridos) é que precisamos nos educar e sair deste ciclo vicioso. Parabéns por estar fora da curva Luiz, e tudo de melhor em seu futuro.

  • Parabéns, excelente artigo!

    • Paulo Teixeira

      Muito obrigado Elaine!

  • Giul Cavasin

    Eu estou aqui pensando… MEU é tão simples, porque que as pessoas não enxergam as coisas assim?
    Da mesma forma que as coisas são complicadas para a mulher, são complicadas para o homem também…, por que existe tanta vitimização e violência se na verdade o movimento prega a luta pela IGUALDADE???? TUDO IGUAL PARA TODO MUNDO????
    atualmente os gêneros estão brigando entre eles para provar que um é melhor que o outro, cada vez mais afastados e cada vez menos lutando por interesses que poderiam beneficiar a todos.

    “clap clap clap” para o seu texto! ARRASOU! =D

    • Paulo Teixeira

      Obrigado Giul. Entender (e fazer todos aos redor compreender também) que qualquer ato de segregação não vai ser bom pra ninguém é um dos primeiros atos que podem mudar o rumo de como as coisas caminham hoje. Precisamos ter mais empatia, buscar entender melhor como certas atitudes nos atrasam como seres humanos.

  • Caio Vinícius

    Parabéns pela postura ao deixar o feminismo de lado e comentar o machismo de um ponto de vista masculino. Muito bom mesmo.

  • Vitória H. Glenzel

    Parabéns Paulo!! Teu texto foi o melhor que li este ano!! Falou tudo que eu sentia de um jeito claro e mostrou na prática! Continue difundindo informações preciosas como a deste texto. Muito obrigada e um grande abraço.

  • Yasmim

    Tive ímpetos de imprimir seu texto e sair distribuindo por aí. Fiquei feliz de verdade com a sua visão lúcida da sociedade, que é (infelizmente) rara por aqui… Mas não percamos a fé, o importante é que todas as pessoas contribuam fazendo sua parte para um mundo melhor, e pelo que li, você já está fazendo muito bem a sua. Belo texto, parabéns.