CabulosoCast #146 – Cem anos de Solidão

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Olá Cabulosos do meu Brasil Varonil e Booklovers de todo mundo! Neste capítulo, Lucien o Bibliotecário e Ezequias Campos convidam Diana Ruiz, Igor Alcântara e Isabela Lubrano para falarem de um clássico da literatura mundial: Cem Anos de Solidão do Gabriel Garcia Marquez, ganhador do Nobel de Literatura em 1982, foi a escolha do nosso kickador Ezequias como recompensa por ter colaborado com a campanha do Kickante do CabulosoCast. E ai, vamos para Macondo? Um bom episódio para vocês!

Atenção!!!

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  • Ezequias, obrigado!

    • Ezequias Campos

      Eu que sou agradecido por poder falar (as minhas besteiras) sobre esse livro maravilhoso e com uma galera super qualificada!

      E logo logo vou sim atrás estes autores, nem sei por onde começar!

      Nestes momentos eu me arrependo amargamente de ter largado o curso de espanhol 🙁 Tem um mundo incrível a ser descoberto.

    • Lucien o Bibliotecário

      Anderson,

      Essa deveria virar hashtag #ObrigadoEzequias

      Abraços.

  • Não vale colocar uma rodada de notas para livros como Cem anos de solidão. É covardia. Quem pensar em qualquer nota aquém de 5 selos vai precisar tatuar o próprio nome na testa pra lembrar quem é depois a uma eternidade sem dormir. Além de comer reboco de parede, claro.

    • Lucien o Bibliotecário

      Anderson,

      eu sei que é injusto avaliar um livro como esse, mas é uma tradição.

      Abraços.

      • Ezequias Campos

        Mas se alguém desse menos que 5 ia rolar uma santa inquisiçao. Ah ia sim!

  • Vocês pediram indicações de outros livros e autores de realismo mágico da América Latina. Eu pretendia falar do Borges também, mas como o Igor já comentou no episódio, vou indicar outros dois: Cortázar e Murilo Rubião. O primeiro eu sei que muita gente já ouviu falar, mas o Rubião não é tão conhecido, uma injustiça que precisa ser corrigida. O cara possui apenas 3 livros, mas sua obra é incrível. Sugiro começar a leitura pelo conto O ex-mágico da taberna Minhota. É imperdível. Além disso, vou fugir um pouco do escopo, posso? Vou lá pra África, buscar em Moçambique um escritor que todo leitor deve conhecer: Mia Couto. Seus livros tem um quê de realismo mágico e são poesia pura. Não li toda a obra do cara, mas o que li vale a recomendação. O livro que mais gostei foi O outro pé da sereia. Quem sabe um dia não rola um cast sobre o cara, não é? Vou nessa, já aguardando o episódio sobre o realismo fantástico que foi mencionado. Forte abraço!

    • Lucien o Bibliotecário

      Anderson,

      Excelentes indicações. Murilo Rubião está na minha lista de leituras devido ao CC que comentei sobre Realismo Mágico.

      Obrigado mesmo pelo comentário.

      Abraços.

  • Amo este livro, aliás, amo TUDO dele. Eu comprei este livro em Barcelona e li inteiro em espanhol, sem falar a língua. Confesso que não senti dificuldade alguma. Gostei tanto que comprei outros e li em espanhol também. Uma delícia, gosto de ler em voz alta pro Ivan. 🙂

    • Lucien o Bibliotecário

      Anielle,

      esposa do Ivan Mizanzuk? Caramba, olha que responsabilidade! Fico imensamente honrado em contar com uma ouvinte ilustre. Agradeço demais pelo seu comentário.

      Obrigado mesmo. E saiba que me emocionei muito ao ouvir a narração do Ivan.

      Abraços.

  • Wesley Nunes

    Excelente Cast e um excelente livro

    No meio da leitura foi incrível quando comecei a entender como funciona
    a cabeça dos Buendía, qual a relação deles com o amor e que ciclo é este a qual
    toda essa linhagem está preso.

    Quando terminei de ler 100 anos de solidão veio em minha mente a
    minha família. Me questionei se ela te um traço, uma forma de pensar que se
    repete de avô para pai e de pai para filho? Se existe em minha família algum ciclo que sempre se repete. Olhei para o meu bairro e surgiu mais uma pergunta: Quantas mudanças esse lugar já passou?

    • Lucien o Bibliotecário

      Wesley,

      Como o Ezequias disse em sua abertura: “Todo o lugar é Macondo”.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Wesley Nunes

        Todo lugar é Marcondo.
        Agora essa frase faz todo sentido rsrs.
        Parabéns pelo cast

  • Parabéns pelo episódio, realmente excelente, ótimos convidados e edição, exceto pelos gritos de sempre de Lucien, mas tudo bem, let it go, estava tudo perfeito.

    Obrigado pelas dicas de livros no final, sei que a pauta é concorrida, mas torço para que tenham mais oportunidades de falar sobre outros livros e escritores da América Latina, quem sabe Crônica de uma Morte Anunciada, Memórias de Minhas Putas Tristes, O Amor nos Tempos do Cólera…
    Ainda que todos esses que citei sejam de Gabo. 🙂

    • Igor Rodrigues

      Seria irado “As veias abertas da América Latina” do Galeano. Trabalho seminal sobre nosotros.

      • Seria mesmo, depois que comecei a ouvir mais músicas e assistir mais filmes latinos percebi que somos muito mais parecidos do que o senso comum me deixava perceber, a literatura é um caminho que ainda estou começando a descobrir, aliás com ajuda sua e de Diana, e vou atrás de mais essa dica.
        Valeu. o/

      • Ezequias Campos

        Eita esse seria FODA !

      • Lucien o Bibliotecário

        Igor,

        Conheço o nome, mas nunca li. Olha aí, anotado aqui.

        Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Ivan,

      Se eu não gritar não serei eu. Não posso deixar de atrair a atenção do meu ouvinte mais antigo e mais crítico.

      Também espero que possamos trabalhar outros livros do Gabo.

      Obrigado pelo comentário e fico feliz que tenha gostado.

      Abraços.

  • Olá cabulosos! Mais um episódio maneiro (deixando minha carioquice aflorar!) e parabéns Ezequias pela escolha da pauta. Não sou fã do Gabo, na realidade não sou fã de realismo fantástico. Além disso, já fico meio tensa só de pensar em acompanhar histórias que contam histórias melancólicas que se arrastam por um século. Sei que Gabo não é só isso, e que essa é uma visão esteriotipada de uma não-leitora dele. Mas pra não dizer que não li nada, eu ganhei em um amigo-oculto nos tempos da faculdade o livro Do Amor e outros demônios, do Gabo, e foi algo tão dirente do meu perfil que decidi ler. E gostei bastante! Não me estimulou a ler outras coisas do Gabo, mas creio que ainda lerei algum outro livro dele de tantos casts e resenhas que tenho acompanhado sobre o autor. Talvez eu esteja em processo de abrir meu coração. 🙂

    Um ponto que eu achei bem interessante neste cast foi o paralelo que se pode fazer entre como Gabo é tratado nas escolas colombianas e como nossos clássicos são tratados aqui. Sem duvídas a educação formal tem falhado muito na forma de apresentar esses autores aos mais jovens.

    Ah, obrigada pela citação do meu blog na leitura de recadinhos. Realmente me tornei fã de carteirinha do Cabulo, e vocês ainda me verão muito por aqui.

    Abraços!

    • Lucien o Bibliotecário

      Luciana,

      que agradece sou eu pela honra de tê-la como ouvinte.

      Sobre o distanciamento ao realismo mágico eu sou da política que se não agrada, não agrada. Não adianta querer empurrar só porque é um clássico e todos gostam.

      A cerca da comparação entre a realidade da Colombia e do Brasil, também fiquei bastante intrigado, contudo eu não queria puxar a conversa pois o foco do programa era outro.

      Agradeço pelo seu comentário.

      Abraços.

      • Acho que no futuro cabe um debate sobre como os clássicos são tratados em determinadas culturas. Será que isso parece acontecer no Brasil e na Colômbia tb se repete em outros países latino-americanos? Será que Shakespeare é visto como chato nas escolas do Reino Unido? Ou será é que uma característica mais latina não se interessar tanto pela a produção literária local? Enfim… são questionamentos que me vieram após o cast…

        Quanto a ler, trabalho com literatura e mesmo não sendo formada em letras, acho importante conhecer o mínino que seja sobre as diferentes vertendes literárias até para poder compreender o que o meu cliente busca e como posso ajudá-lo. Então, tenho que fazer um esforço pra ler um pouquinho de cada estilo né…

    • Ezequias Campos

      Foi um prazer discutir sobre este livrasso.
      Eu me sinto um privilegiado por discutir com tanta gente boa o assunto.
      Parabéns é pro cabuloso que consegue reunir gente assim nos comentários, no cast, e realmente causar reflexões.

  • Renato Dantas

    Salve Cabulosos,

    Putz, nunca li esse livro, apesar de ter tido várias oportunidades. Pretendo corrigir isso o mais rápido possível.

    Sobre o realismo mágico, será que poderíamos considerar o mestre Ariano Suassuna como parte desse movimento? Afinal obras dele como O Auto da Compadecida e O Romance da Pedra do Reino têm esse aspecto de fantástico como pano de fundo, mas não como elemento principal da história.

    Gostaria também de saber qual o episódio do Drone Saltitante em que o Igor e a Diana falam sobre realismo mágico, dei uma pesquisada no site deles, mas não encontrei =/

    • Igor Rodrigues

      Se chama “Realismo mágico”, é um “Encheção de Linguiça” (Relleno) em espanhol. http://odronesaltitante.com.br/es/episodio-020-relleno-realismo-magico/

      Mas a discussão foi menos profunda do que eu gostaria.

      • Renato Dantas

        Valeu pelo link do episódio =)

        Sobre o Auto da Compadecida, eu vi algumas versões, mas nunca li o texto da peça, então não sei se o que vou falar é uma questão de adaptação ou não. As versões que vi sempre me passam a ideia de que João Grilo e os outros “aceitam” o sobrenatural “fácil e rápido demais”, acho que mesmo um católico ficaria surpreso em se ver diante de Jesus, Maria e o Diabo e num primeiro momento acharia que está alucinando, mas os personagens me parecem “levar tudo numa boa”, como se estivessem diante de algo perfeitamente aceitável, e para um católico sertanejo humilde realmente seria. Essa aceitação do sobrenatural como algo concreto e cotidiano não seria uma das marcas do Realismo Mágico?

      • Mas João Grilo ressuscita…
        Oo

        • Igor Rodrigues

          Eita porra, verdade. E ninguém questiona. Hmmm.

          Cada vez mais complicado. 😛

      • Ezequias Campos

        O auto da compadecida tem um gênero próprio, é o proprio “AUTO” tinha-se muito destas peças nos medievos com conteúdo moral e também sobrenatural mas de cunho religioso, com demônios, anjos de santo, geralmente de fácil acesso.

        Auto

        • Igor Rodrigues

          Verdade. Tá no título. 😛

      • Lucien o Bibliotecário

        Igor,

        valeu por esclarecer e por colocar o link do episódio, também estava procurando e ia te perguntar mesmo.

        Abração.

    • Lucien o Bibliotecário

      Renato,

      acho que o Igor respondeu, né?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Adorei gravar este episódio. Foi realmente delicioso.

    • Ezequias Campos

      Foi muito legal mesmo!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Igor,

      Foi uma honra e saiba que não vejo a hora de gravar novamente com você.

      Abraços.

  • Augusto Ganzert

    Estou rezando para que saia o episódio sobre Duna.

    • Ezequias Campos

      Encham bem muito a paciência do Lucien que um dia acontece.

      Eu estou fazendo a minha parte!

    • Lucien o Bibliotecário

      Augusto,

      A culpa é do Ezequias. 😀

      Abraços.

  • Carlos Valcárcel Flores

    Físico – São Paulo

    Para quem gosta de Cem anos de Solidão, eu recomendaria: A casa dos Espíritos, de Isabel Allende (que foi mencionada no episódio). A semelhança com o livro do Gabo é evidente, mas pouco a pouco vai tomando outro tom e o final é excelente. Também de Isabel Allende eu recomendaria: Eva Luna, Contos de Eva Luna e, de Amor e de Sombra.
    Seguindo a linha do realismo mágico, temos a Juan Rulfo (mexicano), com seu livro: Pedro Páramo, um livro pequeno mas cativante de ler.
    Eu acho que os contos de Jorge Luis Borges, como O Aleph e Ficções merecem ser lidos e relidos.
    Roberto Bolaño é um autor chileno contemporâneo, tem vários livros mas eu só li: Os Detetives Selvagens. O livro trata sobre a busca por uma poetisa mexicana. A estrutura do livro permite ler alguns capítulos independentemente (estilo Rayuela de Cortázar). Existe um capítulo que eu devo ter lido mais de cinco vezes.
    Finalmente mencionarei a meus patrícios. De Mário Vargas Llosa (nosso Nobel de Literatura) recomendaria: Tia Júlia e o Escrevinhador, que mistura em alguns capítulos a vida do jovem Vargas “Varguitas” e em outros capítulos os contos de um autor de radionovelas que pouco a pouco vai ficando maluco. Os Chefes, e A Cidade e os Cachorros são muito boas também.
    Outro autor peruano e que eu considero melhor que Vargas Llosa é Julio Ramón Ribeyro. Os contos dele são deliciosos, lamentavelmente não foram traduzidos ao português. La palabra del Mudo (A Palavra do Mudo) é uma recompilação de alguns de seus contos. Ontem estava lendo: Sólo para Fumadores (Só para fumantes), onde relata sua intima relação com o cigarro por varias parte do mundo. Un Mundo para Julius é uma obra do Alfredo Bryce Echenique, e que também não tem sido traduzida ao português, mas que é muito boa.

    Excelente episódio e boa escolha de convidados. Cem anos de Solidão é uma grande obra e espero terminar de escrever minha apreciação hoje.kkk

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      Confesso que fiquei curioso para ler o seu comentário. Que lista incrível e valorosa de indicações. Se você gostou, estou feliz e posso dormir tranquilo agora.

      Muito obrigado, esse comentário foi o meu prêmio de hoje.

      Abraços.

      • Carlos Valcárcel Flores

        Cem anos de solidão é um livro que me produz muitos sentimentos. Não só se poderia falar do realismo mágico, ou do Boom Latino-americano, ou do conjunto de fatores que produziram ele. Mas eu queria escrever um pouco diferente sobre esse livro (desculpem se não da para entender muito bem porque sempre confundo a conjugação de alguns verbos):

        Segundo meu pai, seu avô: Carlos Valcárcel, faleceu durante uma manifestação quando meu avô, também chamado Carlos
        Valcárcel tinha 12 anos. Meu pai, que curiosamente também se
        chamava Carlos Valcárcel, apenas me contou essa história uma vez, há muitos anos. Eu não me preocupei muito em saber se a história era verdadeira, achando que talvez era uma daquelas histórias que meu pai contava para tentar alimentar um
        espírito rebelde em mim.

        De acordo com o meu pai, ele não era um aluno exemplar, mas por um tempo trabalhou na venda de livros e enciclopédias, foi onde ele se tornou um amante da leitura (esse amor pelos livros seria inculcado a seus quatro filhos). Anos mais tarde, meu pai ingressou na universidade a estudar sociologia. Fazendo um trabalho de investigação, ele encontraria a quem seria sua companheira até o último dia de sua vida. Minha mãe seria quem ajudara ele na transcrição de discursos um pouco – ou muito- contrários as políticas dessa época. Eu encontraria esses mesmos textos bem escondidos no meu estante de
        livros da escola, e aprenderia que livros podem ser armas bem
        perigosas.

        Um mês depois de que meus pais tiveram seu primeiro filho, faleceu meu avô. Meu pai seria despedido do trabalho e o estado da saúde da criança se agrava devido a uma alergia. Neste ponto devo falar da irmã mais velha do meu pai. Embora, quando jovem ela era uma atleta, agora ela tinha um problema nos ossos, ou nas pernas, porque ela sempre caía. Por orgulho, não usava bengala, ela preferia cair no chão, o que
        era muito usual. Por isso, alguns dizem que foi um milagre quando ela pegou aquela criança doente e a levou por oito quarteirões até a igreja, onde pediu para o padre fazer os santos óleos, porque a criança esta morrendo e não sendo batizada devido ao pai, vermelho comunista, estaria destinada ao inferno.

        Mas aquela criança não morreu, terminaria escrevendo estas linhas e, no seu pequeno estante de livro da escola, não só encontraria um dia os textos do seus pais, também acharia o primeiro capítulo do Cem Anos de Solidão dentro de uma coleção de vários autores latino-americanos. A segunda vez que encontrara esse livro é um mistério, deveria ter sido na adolescência, mas não gerara nela fortes emoções. Já na universidade encontraria por terceira esse livro. Eu me lembro de muitos detalhes- por isso sei que eu li ele completo anteriormente-. Recordo estar no meu quarto lendo com muito
        cuidado e lembrar da morte de um personagem, eu já sabia que ele iria morrer mas esta vez comecei a ficar um pouco agitado, voltei a ler um pouco incomodo, sentado no chão. Eu já sabia que ia acontecer, já sabia quem ia morrer, mas ainda assim, quando cai a chuva de flores amarelas, uma lágrima cai do meu olho. Anos mais tarde, quando faleceu me pai, lembraria desta passagem do livro, e pensaria porque não estariam caindo flores amarelas nesse momento.

        Não sei se em algum momento no futuro exista outro Carlos Valcárcel, mas eu gostaria que ele saiba como uma tia salvou seu pai recorrendo oito quilômetros para achar uma igreja, ou como choveram flores vermelhas quando seu avô faleceu, e que ele também esconderia texto muito incorretos, juntos a um livro chamado Cem Anos de Solidão, para que saiba que nossas vidas são tão reais, quanto mágicas.

        • Ezequias Campos

          Carlos, eu me arrepiei lendo seu comentário, melhor dizendo, sua história.

          É mágico, mesmo, estarmos dentro de um ciclo. As pessoas são mágicas, a realidade é mágica.

          • Carlos Valcárcel Flores

            Sim, por mais simples que pareçam nossas vidas, olhando com muito cuidado vemos que existem pequenos que podem ser “mágicos”

  • Nilda Alcarinquë

    Excelente episódio!

    Li Cem Anos de Solidão há muitos anos e tive uma percepção de que o tal “realismo mágico” nada mais era do que inserir, na narrativa, histórias fantásticas que são contadas por populares, que estão aí na sociedade, sendo contadas mesmo que não se acredite.
    E cada vez mais me convenço de que são menos fantásticas e mais realistas.
    Afinal, estes dias mesmo li uma certidão de um oficial de justiça em que se afirmava que um “fusca derreteu por ficar ao sol”. Isso mesmo, um documento oficial com este relato. Se é verídico é outra história. Mas aconteceu.
    E acontecem coisas semelhantes no dia a dia dos brasileiros e latino americanos. Talvez de outros povos também, mas Gabo não teve pudores em colocar estes ocorridos em suas histórias e isso virou característica de latinos.

    Bem, fora isso, emocionante, muito emocionante as leituras de trechos do livro, e excelente dscussão.

    abraços

    Nilda
    Jandira -SP – funcionária pública
    Lendo: “A História da África e dos Africanos” e “Exorcismos, amores e uma dose de blues”

    • Lucien o Bibliotecário

      Nilda,

      Essa história foi demais. Até lembra aquele trote do “carro de correr gelo”. É como o Ezequias disse, o realismo mágico está mais próximo de nós. São a nossa realidade.

      Obrigado pelo comentário. É sempre importante para mim saber que você está ouvindo o CabulosoCast.

      Abraços.

    • Ezequias Campos

      Caramba eu já vi cada coisa em certidão de oficial de justiça!

      Eu acho que para entender o realismo mágico basta olhar para nosso mundo e perceber quão mágica as coisas são por si só. O que acontece, acontece dentro de nós, da nossa própria realidade fantástica.

  • E ae pessoal!
    Puta programa foda! Ficou ótimo mesmo!

    Quanto a Cem Anos, eu adoro esse livro, é muito bom!
    Pessoalmente eu relaciono muito ele com O Tempo e o Vento do Érico Veríssimo. Na verdade eu só li o primeiro, O Continente, aquele de Ana Terra, Capitão Rodrigo, e etc.
    Enfim, a parte do realismo mágico, que é menos presente em Veríssimo, eu relaciono demais as duas obras, por serem sagas familiares e compartilharem diversas características, coisas que vocês falaram como os homens parecerem se repetir a cada geração e as mulheres fortes e tudo mais.
    É outra grande obra com certeza, e mostra que a cultura latina da América do Sul é bem correlacionada, especialmente ali no RS.

    Valeu!

  • Hamilton Kabuna, 35 anos, quadrinista, morador de Magé, BF, Rio de Janeiro. Lendo ‘Wicca A religião da Deusa’

    Outro episódio fantástico, só fico triste pq esse foi um livro que ganhei de aniversário, anos atrás e ainda não li.

    Mas, uma coisa eu concordo é sobre a barreira (auto imposta) que temos em relação ao espanhol e aos nossos hermanos da América Latina.

    Quando digo ‘auto imposta’ pq sempre vejo as pessoas acreditarem que realmente sabem falar espanhol e sempre fui criticado por gostar mais dessa língua (e estudar mais ela) do que o inglês. E comecei a estudar espanhol por uma necessidade artística, pois quando comecei a trabalhar com desenhos, os livros que tinham no estúdio, na sua grande maioria, eram em espanhol. então, comecei a estudar, com dicionário do lado e anotando rs.

    Eu não posso falar muito sobre a barreira da língua em relação a livros, mas desviando do tema (e já pedindo desculpas), vejo que temos a mesma relação com os gibis de lá. Poucas pessoas sabem, mas a Argentina tem uma das maiores produções de quadrinhos das Américas, ultrapassando, em muito, o Brasil. e as pessoas ficam surpresas que a produção Argentina é mega abrangente: super seres, mangás, regionais, terror, eróticos etc etc. Praticamente, todo o mundo quadrinístico é publicado pelos argentinos, mas com características próprias, ou seja, reconhecemos que é um ‘mangá-feito-na-argentina’. e nem vou citar os livros e as escolas de artes, pois já fugi muito do assunto.

    Valeu, Cabuloso por mais um programa duca e por me dar um impulso em ler o ‘Cem Anos…’