CabulosoCast #142 – Mulher e Literatura

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Olá Cabulosos do meu Brasil Varonil e Booklovers de todo mundo! Neste capítulo, Lucien o Bibliotecário e Domenica Mendes recebem Lady Sybylla, Ana Cariane e Juliana Wallauer para discutirem a relação entre mulher e literatura. Será que há preconceito no meio literário? Há representatividade feminina na literatura? As autoras ainda precisam se provar para publicar um livro? Essas e outras perguntas serão respondidas neste programa. Um bom episódio para vocês!

Atenção!!!

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  • Sérgio Magalhães

    Olá Lucien e meninas! Antes de mais nada gostaria de parabenizar pelo tema e ritmo com que o diálogo foi abordado, muito bacana mesmo.

    O motivo que me levou a escrever para esse episódio em específico foi a afirmação ao primeiro questionamento levantado a respeito de existir ou não uma literatura voltada à mulher. Houve uma concordância direcionada à resposta negativa, voltada à pergunta, mas devo discordar, e muito. Entendam, não desmerecendo a literatura por ser voltada à figura feminina (muito pelo contrário), existiu ao longo dos tempos uma escrita que visava prioritariamente a mulher como público alvo, especialmente, nos séculos XVIII e XIX.

    Nesse período, as mulheres eram grandes consumidoras de literatura, sejam em livros ou jornais e folhetins da época, que traziam em suas edições trechos de histórias que mais tarde seriam publicadas em livro. Desta forma, desde Jane Austen até nosso famigerado José de Alencar produziram, em muito, levando em consideração o gosto feminino pela leitura de ficção, sendo assim, uma literatura em raiz feminina, ou destinada originalmente ao público feminino. E isso se dá ainda hoje, e muito. Lembrando, não sou eu que estou levantando a hipótese, mas qualquer livro de história da literatura pode atestar o fato.

    Importante dizer que não enxergo este direcionamento como algo depreciativo (como já falei), pelo contrário, adoro muitos livros que, na época foram escritos para mulheres sim, e não tem nada de errado com isso. O que não concordo é pensar na mulher como leitora ATUAL, como leitora apenas de romances românticos, e derivados. Mas, deve-se entender cada época dentro de seus aspectos sócio-culturais, construindo assim uma linha coerente de informações.

    Grande abraço à todas (e ao Lucien que estava de “bicão” no episódio) e parabéns mais uma vez pelo debate. 🙂

    • #Clapclapclap

      Disse muito bem tudo o que eu tentei dizer de forma subjetiva durante o episódio.

      Apenas para apontar, analisamos a situação do papel da “literatura feminina” nos tempos atuais.

      É aquela velha história: cada um fala sobre seu tempo, dentro de seu conhecimento empírico, fundamentado no seu conceito de ser e estar inserido em um contexto histórico preciso dentro da linha sócio-cultural.

      Como mulher, digo: não há problema algum em haver literatura para mulher, claro que não! O problema, meus amigos e amigas, é esperar e exigir uma padronização chula baseada em preconceitos com objetividade de provocar submissão a um grupo social. Esse é sempre o problema.

      Excelente comentário e observações Sérgio! Espetacular mesmo!!!

      • Janaina Muniz

        Ca ca calma,

        Acho que a gente tá confundido a bola com a esfera aqui. Toda bola é uma esfera, nem toda esfera é uma bola.

        1) A “literatura feminina” como conceito situado em um tempo e espaço específico. A literatura voltada ao público feminino em uma conjuntura muito mais estanque de “performance de gênero”. Onde havia não só literatura separada mas educação separada, atividades separadas, espaços públicos separados para homens e mulheres. Um exemplo dessa “literatura” tá na coleção Biblioteca das Moças, ou até mesmo nos romances de banca Júlia, Sabrina e Bianca (que não são mais editadas) e que ainda continuam nas coleções atuais da Harlequin.

        2) Literatura lida/produzida por mulheres na contemporaneidade, que é justamente o que o CabulosoCast tava falando. Será que toda literatura escrita por autoras mulheres e sobre mulheres se enquadram no conceito de “literatura feminina” do ponto 1? Em um mundo onde “as atividades exclusivas de gênero” estão sendo cada vez mais questionadas, por que não questionaríamos a tradicional dinâmica cultural de colocar tudo relacionado a mulher (tema, autora e leitora) dentro de um pensamento de nicho? Por que o John Green é considerado “o autor que salvou o YA” e sua obra é considerada “universal” e a Stephanie Meyer é considerada a “a autora que transformou os vampiros em emos”?

        Ou seja, por que: Homem = universal; Mulher = nicho?

        Isso, claro, esbarra numa questão mercadológica (afinal é o mercado que inventa os públicos-alvos), mas essa invenção não foi criada do nada. O mercado perpetua essa dinâmica desigual de gênero para optimizar os lucros com a criação dessas categorias. Homens e mulheres leem GRRM, mas homens evitam ler Marian Keyes. Por que homens evitam ler Marian Keyes? É uma questão de gênero QUE TAMBÉM É UMA QUESTÃO CULTURAL. Não é só a questão individual ou a “síndrome do impostor” que é cultural, a questão de gênero também é, e pasmem, o conceito de indivíduo e de mercado é tão novo quanto esse conceito de “masculino”, “feminino” ou “conceito de família” que tantos apregoam como atemporais. É só ler o comentário da Maíra que o Lucien mencionou pra ver que o cotidiano nos tempos passados impunha uma maleabilidade muito maior aos corpos e seres do que se supõe.

        Voltando ao mercado: pra que mudar? Afinal, risco é mínimo. Então empurra tudo relacionado a mulher para a lógica de nicho. Pra prateleira das “coisas de mulher”.

    • Caio Borrillo

      Existe uma diferença entre literatura feminina e literatura voltada para mulher.

      A literatura feminina é vista como algo pejorativo, de “mulherzinha”, uma coisa menor, com temas fúteis.

      A literatura voltada para a mulher não tem problema nenhum. Existe literatura voltada para crianças também. Não há problema em segmentar, mas sim em segregar, em estabelecer estereótipos e preconceitos.

      A questão do programa é sobre essa literatura feminina, essa coisa de menininha com quem tantas pessoas têm problema e que pelo visto algumas pessoas não entenderam que é diferente de literatura voltada para mulher. Até mesmo no programa, pelo visto, teve gente que não entendeu a crítica.

      • Sérgio Magalhães

        Entendi perfeitamente Caio, inclusive, enumerei exatamente à que momento em específico do diálogo minhas colocações estavam sendo direcionadas, no caso, a primeira pergunta posta na pauta (e não ao tema do programa inteiro, como você deu a entender em seu comentário), acho que você não compreendeu bem esta parte do comentário. Mas sem problemas 🙂

        Sendo assim, em nenhum momento entrei no mérito da literatura feminina como termo depreciativo, que apareceu no programa sim, concordo, sendo seu cerne principal, inclusive.

        Foram tocados em vários pontos que não concordo, mas acho que a questão e ampla demais para discutir aqui, então, melhor deixar se desenvolver nos outros comentários.

    • Inácio Fantino

      Bem dito, pelo amigo Sérgio.

  • Francesca Abreu – Manu e Nelle

    oieeeeeeeeeeee, volteiiiiii….meu pequeno toma um grande espaço de mim.

  • WilsonBemloco

    Olá Lucien e a todas as grandes mulheres que participaram desse cast.

    Primeiramente ótimo tema. Além do que esse assunto vai além da própria literatura, mas dentro da literatura o assunto foi abordado com maestria.

    Mas o que eu quero mesmo falar neste comentário é sobre o tema do preconceito, mas em especifico a aversão do público mal dos livros escritos por mulheres dentro de áreas como a fantasia e ficção cientifica, ambos os “setores” da literatura que são bem amplos e em “teoria sem preferência entre masculino e feminino” (aspas gigantescas para essa afirmação). Grande parte do público alvo desses temas julgam muito as autoras principalmente a fantasia, e porque digo isso, por um simples motivo, uma parte do público de fantasia se acostumou com os clichês das donzelas, grandes cavaleiros fodas e etc. O que é muito triste, mas alguém nos comentários pode citar Game of Thrones, mas não é todo mundo que curti a obra do Martin, muito pelo excesso de violência e sexo por isso não conseguem acompanhar estórias incríveis de personagens como Cersei, Daenerys e Arya.

    Mas é claro que existem os autores que fazem personagens femininas fortes, sem a necessidade de ser a protagonista, mas ainda sim, sendo bem desenvolvidas. O problema é generalizar falando que Jogos Vorazes é um romance ou que por causa que um livro tem um romance ele é horrível (como Crepúsculo), e muitas vezes o motivo de ser considerado horrível é ter o nome de uma mulher na capa.

    Obrigado pelo ótimo cast a toda a família cabulosa e suas convidadas.

    Obs: Uma pequena sugestão ao Sr.Lucien, acho que um tema que pode ser abordado futuramente é o fator da “Referência na Literatura”, como lidar com um autor que cita e se inspira em coisas que ela gosta e deixa isso claro dentro do livro, um exemplo é o Draccon (que particularmente sou muito fã), mas o interessante desse cast seria as opiniões polêmicas sobre definir quem faz isso simplesmente um romancista inspirado ou um adaptador e o Sr. Igor seria perfeito para esse cast, como iria rir da participação dele no programa, porque também como foi dito no cast, ele vive irritado com tudo.

  • Soraya Coelho

    Olha Lucien, se eu fosse você pagaria o café da Domenica viu? Muito perigo dever café a ela. Agora essa tirada de onda com nordestino foi sacanagem hein? Bullying indireto com a minha pessoa u.u
    Sybylla diva tem inspirado e ensinado todos nós!
    Achei super válido esse cast. A ideia de uma literatura “para mulheres” me irrita muito atualmente. Assim como a ideia de que um livro escrito por mulheres necessariamente envolve romance puro e simples (vulgo melação). A questão da representatividade na literatura ainda precisa ser amplamente debatida. Bem como as mulheres são representadas nessa área (como personagens ou como autoras).
    Em tempo, fiquei com lagriminhas nos olhos aqui com a menção à minha pessoa. Obrigada demais pelo carinho <3

  • Renato Dantas

    Olá Meninas e Lucien,

    Tema fantástico. Sobre a ideia de que mulher só escreve romancezinho, gostaria de recomendar que procurem pela autora Karen Traviss, que escreveu livros dos universos de Gears of Wars, Halo e os livros de Star Wars focados nos Clones, Mandalorianos e Stormtroopers. É uma escritora britânica especializada em ficção científica militar, assunto sobre o qual escreve com propriedade porque trabalhou como correspondente de guerra e também serviu nas forças armadas britânicas.

    Abraços e continuem arrasando.

    E proponho uma nova hashtag aqui #SomosTodosSybylletes

  • Ana

    Sobre representatividade, tem esse infográfico aqui http://1.bp.blogspot.com/-NRiJQ-C9JLc/VK1-f3-9q2I/AAAAAAAACwk/wRfozvHG93s/s1600/literatura-02.jpg

    Não sei se ele já apareceu por aqui, mas vou deixar ai para o caso de alguém não conhecer. Ele é sobre literatura brasileira.

    Parabéns pelo cast <3

  • Guga

    Tema complexo para ser resumido em um comentario, mas vou tentar expressar alguns dos meus pontos aqui.

    Se existe uma literatura feminina? Talvez sim, mas a literatura feminina, infantil, glt, juvenil etc é apenas um apecto de toda a obra literaria.Não vejo isso como um problema.

    O ponto, para mim, é a provação constante imposta para as escritoras e em como elas são vistas,rotuladas, entrevistas, questionadas…
    Por exemplo, em casos que escritores e escritoras beberam da mesma fonte de inspiração ouvimos dizer que o escritor é genial e ja sobre a escritoria muitas vezes ouvimos até acusações de plagio.

    A representatividade feminina na literatura precisa continuar a ser debatida, para não nos deixar esquecer e até ajudar a repensar melhor como escolhemos nossas leituras.

    Parabéns por levantarem esse debate.

  • Parabéns, parabéns. Só faltou a mulherada colocar o Lucien no seu devido lugar. Eu não posso argumentar muito, só ouvir e compartilhar a mensagem das mulheres que participaram do programa. E sempre me policiar para não falar abobrinha.

    []’s

  • Episódio muito interessante, com um tema pertinente e atual. Achei interessante a fala de uma das participantes quando diz que seria um absurdo chegar numa livraria e perguntar se tem livro para homem ou para mulher. Do mesmo modo, fazendo até mesmo um paralelo (ou não), acho o cúmulo do absurdo rotular certos gêneros literários como sendo mais femininos ou masculinos. Qual seria o problema de um homem ler romance de Sidney Sheldon, por exemplo? Não vejo problema algum. O problema está em achar que estes livros são apenas para mulheres por serem romances. Outro exemplo que considero até mais interessante é de uma autora que admiro e do qual já tive a oportunidade comentar sobre um livro dela em um podcast: Carolina Munhóz. Ela tem um público feminino muito grande e expressivo. Percebo em suas obras uma sensibilidade ao tocar em temas tão atuais para as adolescentes mas que, por sua vez, não se restringem apenas a elas. Algo assim pode ser notado em um dos seus livros mais recentes como O Reino das vozes que não se calam. Alias, é notável o sucesso da autora na literatura fantástica.

    Enfim, encerro aqui o meu comentário parabenizando a todos pelo bom andamento da discussão, torcendo para que haja mais temas relacionados a esse.

    Abraços cabulosos rsrsrs
    🙂

  • Ótimo episódio! Grande debate com grandes mulheres participando. Honestamente não tenho o que acrescentar ao que foi dito de forma tão brilhante no podcast, por isso vou contribuir com indicações. Na hora de escolher minhas leituras vou pela sinopse, não me preocupo se é com mulher ou homem, mas li muitos livros recentes escritos/protagonizados por mulheres.

    O Aprendiz de Assassino, de Robin Hobb
    A Torre Acima do Véu, de Roberta Spindler
    Nosferatu, de Joe Hill
    A Rainha de Tearling, de Erika Johansen
    Objetos Cortantes, de Gillian Flynn
    Mentirosos, de E. Lockhart

    Todos esses são leituras que curti muito!

  • Episódio maravilhoso cabulosos 😀
    Vocês falaram tão brilhantemente que fica difícil dizer algo, vou tentar dar só um pouco da minha opinião aqui.

    Sim Lucien a nossa sociedade é um tanto machista em relação a um monte de coisas e a mulher absorve isso, pois é criada com esse padrão que a sociedade estabelece.
    Falo por mim mesma, acho muito chato vim com essa história de esses livros são para “mulherzinhas”. Não é porque o público feminino ler determinado gênero que ele é considerado um Livro Feminino.
    Essa história de “Livros Femininos”, acho que pode até ter existido durante a época que a mulher era considerada só criada para ser dona de casa, segui o que lhe era imposto e etc, mas os tempos mudaram todo mundo tem direito de ler o que gosta. Livros são para ser lidos, independente por quem seja escrito ou para que público ele esteja sendo escrito.
    Eu tenho meu gosto literário, mas leio outros gêneros e acho interessante isso. Eu tenho mais livros escritos por mulheres do que por homens e li mais livros escritos por mulheres do que por homens, mesmo assim amo todos iguais.

    Lucien eu li todos os livros da saga Crepúsculo, sou fã da saga (foi meu presente de 15 anos), defendo o livro demais e acho incrível como a Stephenie Meyer escreve e prende o público dentro dessa história. O modo que ela criou os vampiros não é como eu conhecia e isso meio que fez eu querer ir atrás e ver as várias formas que vampiros já foram retratados.

    A mulher não tem que se provar, na verdade a sociedade quer que ela prove que é capaz pois se ela não consegui quer dizer que ela não é capaz. Realmente a sociedade é preconceituosa.

    É Sybylla eu não tinha pensado o quanto os vampiros de Crepúsculo gostavam de sofrer rsrsrs Passar pelo Ensino Médio é querer sofrer muuuuuuuito.

    Realmente vocês estão de parabéns e meninas foi ótimo ouvi vocês, suas opiniões são completamente incríveis.

    Observação: Amei a música Only Time da Enya tocando, sou apaixonada por essa música S2
    Gente vou recomendar dois livros um que já li a muito tempo e que gostei bastante, outro que estou lendo: o primeiro é Sangue de Lobo das autoras Helena Gomes e Rosana Rios e o segundo é Julieta da autora Anne Fortier (Gente é uma história baseada em Romeu e Julieta, mas tem um certo mistério rodando a história, mas não li porque remete a Romeu e Julieta, pois digo algo que todo mundo me chama de louca eu não gosto dessa obra de Shakespeare mas gosto de histórias baseadas nessa obra).
    Da próxima vez tentem deixar o Lucien louco a gente gostaria de ouvir isso rsrsr
    E Lucien paga logo o café da Domenica antes que algo grave aconteça com você. ¬¬’

  • Nay

    Parabéns pelo episódio!!! Meu coração saltou com esse quase mashup entre Mamilos e Cabuloso Cast meus dois podcasts do coração!

    Quanto a questão da “literatura de mulherzinha” só queria pontuar uma questão que me incomoda muito. Já li váaaarios desses livros e concordo que as vezes é só aquele livro bobinho que a gente lê pra distrair da mesma forma que a gente assiste uma comédia romântica. Mas com o passar do tempo e com o amadurecimento passei a simplesmente não conseguir mais ler esse livros pelos esteriótipos femininos extremamente deturpados.

    Nada de novo no front: o mundo tentando colocar mulheres em caixas e tentando ditar o que elas precisam ou não para ser felizes ou melhores.

    Algo que me incomoda muito nesses livros de romance é que tudo gira em torno do homem. A mulher pode ser bem sucedida, ter um bom emprego, ter uma família bacana mas daí ela se apaixona pelo “pica das galáxias” e descobre que nada daquilo prestava e agora sim ele tem um sentido na vida: dar pra ele todos os dias.

    Ou a menina é esquisitona e tudo na vida dela começa a acontecer simplesmente porque o home mais bonito do ambiente dela passa a ficar louco por ela e, veja só, ninguém entende, porque só porque ela não é bonita ela não pode ter mais nada de interessante…

    Enfim… esses são só alguns dos esteriótipos que leio por aí e me incomodam muito. É claro que existem muitos bons livros de romance que conseguem dar profundidade a história de grandes mulheres mas a maior parte deles nunca fica no totem de mais vendidos na livraria.

    Espero ter conseguido me expressar!

    Grande beijo, cabulosos!!

  • Maíra

    Gostei muito do episódio, Lucien. E não seja tão duros com os podcasts 14, eles são bons e vocês ainda estavam aprendendo. Sobre mulheres escritoras, toda confusão com os Sad/Rabid Puppies provam a machismo e misoginia (no caso dos Rabid puppies é misoginia pura) ainda existe neste meio e não é pouco não. Lembro de um rapaz que frequenta o mesmo fórum literário que o meu comentando que não lia literatura fantástica escrita por mulheres por achar que elas não sabem escrever sobre o assunto, mas que ele havia achado Jonathan Strange & Sr. Norrell (de Susanne Clarke) excelente e que não sabia mais o que achar. Ele estava claramente confuso por um de seus preconceitos cair por terra, e fiquei impressionada por ele sequer ter dado uma chance ao livro.

  • Sim! Estou atrasado! Mas, sim! Estou ouvindo CabulosoCast!

    Preconceitos e esteriótipos eu creio que sempre existirão, essas coisas são difíceis de debelar, mas o importante é não se deixar abater por isto. Nestas horas, façam suas as palavras da Dô! Hahahah!

    Também não acredito nessa de “livros para mulheres ” e “livros para homens”… eu acho que o interesse literário independe de gênero.

    Ah, e vou fazer questão, quando tiver tempo, de ouvir TODOS os 15 primeiros CabulosoCasts, só pra envergonhar o Lucien! Hahah!

    Abraços!

  • Mozarotto

    Olá, só vim aqui falar que estava ADORANDO o episódio, mas por causa do Lucien não pude ouvir até o final. Da próxima vez, por favor, avise quando for rolar spoilers, tá? Abraços do ouvinte.

    • Lucien o Bibliotecário

      Olá Mozarotto,

      peço desculpas pelo spoiler. Não havia como avisar, já que eu falei naquele momento, não me programei para falar. Contudo Garota Exemplar merece ser assistido, acredito que não importa o quanto se saiba a experiência é única.

      Mais uma vez peço desculpas e farei o possível para evitar nos próximos.

      Abraços.

  • Acabei de ouvir esse episódio que trouxe as mulheres mais top da podosfera. Acho que o Lucien n me chamou pq sou meio ogra =P Vcs comentaram sobre mulheres e homens que escrevem sobre personagens femininas e fiquei pensando fora da esfera “livros” e passei para os mangás. Nos mangás normalmente a mulher que é mangaká normalmente faz mangás shoujos, voltados para o público feminino onde normalmente tem como tema o romance. Já os shounen, mangás voltados para o público masculino, tem normalmente homens como seus protagonistas e quando são mulheres ela tem peitos enormes e/ou roupas, vamos dizer, chamativas. Isso vem me irritando profundamente de um tempo para cá, tanto que seleciono bastante que mangás do tipo shounen ler. É revoltante pensar que vc tem que gostar dos mangás de romance exclusivamente e que já que o mangá é shounen ele n serve para vc.
    Vendo animes dá pra perceber que a cultura do Japão em si é bastante machista e fico triste em pensar como deve ser difícil para as mangakás escreverem algo que não seja o romance.Há exceções, claro, como FMA, meu shounen favorito e escrito por uma mulher.
    Bom, é isso que eu tinha para contribuir, Ótimo episódio 😀

  • Isabela O.

    Sobre essa coisa de literatura feminina ou literatura pra mulher:
    Eu meio que tenho uma opinião ‘ultrapassada’ sobre isso, mas eu acho sim que existe literatura, ou melhor, não uma LITERATURA mas determinados livros DE e PARA mulheres. Não que eu esteja dizendo que existem livros EXCLUSIVOS para ‘mulherzinhas’ e exclusivos pra ‘macho’, que tais livros só devem ser lido por mulheres, que só mulheres irão compreendê-los ou que só mulheres irão gostar desses livros. Mas eu acho sim que existem determinados livros que foram escritos visando serem lidos por outra mulher, que provavelmente somente uma mulher iria se identificar (identificar é diferente de compreender ou gostar da obra) com o conteúdo daquele livro. Pode parecer sexista, mas eu acho sim que existe ALGUNS casos onde uma obra, dependendo do tema, se for escrito por uma mulher, será totalmente diferente se fosse escrito por um homem. Porém, percebo mais coisas desse tipo quando leio livros ‘datados’, de 100, 150 anos atrás (por motivos óbvios).

    O problema é que, quando se diz literatura feminina ou livros voltados pro publico feminino eles colocam só livros de romance, livros eróticos, etc. Tudo bem que, provavelmente, um livro de romance terá mais chances de interessar uma mulher do que um homem. Existem homens que leem romances e gostam? Sim! Existem mulheres que NÃO leem romances? Sim. Mas o número de mulheres que gostam de ler romance é notoriamente maior do que o de homens. Se eu, por exemplo, publicar um livro de romance, é bem provável que eu o escreva pensando que ele será lido por uma mulher. Dependendo do livro, vou escrever focada em um determinado publico alvo (adolescentes e jovens por exemplo) e pode até ser que pessoas que fujam do perfil pro qual eu escrevi leiam esses livros, mas tem 60% de chances de que ele vá ser lido mais por garotas adolescentes do que por mulheres com mais de 30. E pode ter homens que leiam esses livros, mas é mais provável que serão homens jovens/adolescentes do que homens com mais de trinta. É essa coisa de que uma obra tem seu publico alvo, e pessoas fora dele podem ler essa obra e gostar, mas ainda assim no mínimo 50% dos leitores irão se encaixar nesse publico alvo.

    Claro que, esse meu papo de existir livro ‘de mulher para mulher’ cai por terra se eu ler um livro de qualquer gênero onde não esteja escrito na capa o nome do autor ou autora. Será que eu saberia identificar o gênero de quem escreveu determinado livro só pela história, pela narrativa, pelo gênero? Provavelmente não. Eu reconheço que tenho ideias contraditórias e tal, mas não consigo parar de pensar que existe sim uma literatura feminina. Ou melhor, talvez não deveria ser chamado de LITERATURA feminina, mas talvez só determinados livros mais ‘femininos’, já que quando se diz literatura feminina se engloba todo e qualquer livro escrito por mulher.

    Mas eu continuo achando que existe sim literatura feminina, da mesma forma que existe a literatura LGBT, etc e tal.

    Autoras que eu recomendo:
    Xinran, Pearl S. Buck, Jane Austen, As irmãs Brontë, Agatha Christie, Chimamanda, Patricia Highsmith, Thrithy Umrigar, Sue Monk Kidd,

    Livros que eu recomendo:
    A trilogia Millenium do Stieg Larsson, A cidade do Sol do Khaled Hosseini, Garota Exemplar da Gillian Flynn.