CabulosoCast #140 – Precisamos AINDA falar sobre e-Books

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Olá Cabulosos do meu Brasil Baronil e Booklovers de todo mundo! Neste capítulo, Lucien o Bibliotecário, Lucas Ferraz, Igor Rodrigues, Bruno Assis e Rodrigo Fernandes leem o feedback recebido do polêmico episódio #131 sobre e-Books e tentam responder a pergunta: por que o preço dos livros digitais ainda é tão caro no Brasil? Escolha o seu lado da discussão porque a batalha virtual está para começar! Um bom episódio para vocês!

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  • Renato Dantas

    Renato, 34, São Paulo, Revisor de Textos

    Uhu, recebi agradecimento 2x hehehe

    Sim, sou o Renato Dantas e o Renato Farias, e em alguns cantos da internet sou ainda o Renato Oliveira.

    Sobre o episódio, gente, que tema polêmico, pena que não foi um hangout, daria pra ter assistido comendo pipoca.

    Eu sou do lado dos defensores de ebook a preços baixos e dane-se a imparcialidade, já mencionei no outro episódio o caso dos livros de RPG. As versões em PDF são vendidas por um valor menor que as versões físicas e geralmente se fazem promoções do tipo “compre o livro na pré-venda e ganhe o PDF de graça para ler enquanto a versão física não chega na sua casa”.

    Essa mesma ladainha dos livreiros e editoras com os ebooks estamos vendo agora por parte das Emissoras de TV e TV a cabo com o Netflix, das operados de celular com o Whatsapp e dos taxistas com o Uber, ou seja, quem tá acostumado com um determinado modelo de mercado e não consegue se adaptar às mudanças fica choramingando ou rosnando feito cachorro que não quer largar o osso.

    Eu não gosto de pirataria, se tenho condições de pagar por um produto ou serviço, eu pago, mas se os preços são abusivos ou a qualidade do produto / serviço é insatisfatória, aí eu me vejo obrigado a recorrer aos meios “alternativos”.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Esse dos meus!!
      Mas PDF não é eBook! 😛

      • Igor Rodrigues

        É sim! Um formato merda, mas é.

        • Lucas Rafael Ferraz

          Hahaha falei mais pela zoeira, mas como é livro de RPG deve ter muita imagem e diagramação complexa de forma que PDF é o mais indicado mesmo, apesar de não poder ser consumido em eReader (ou ser muito ruim de fazer isso)

    • Lucien o Bibliotecário

      Renato,

      É estranho, eu conheço pouco sobre a questão do UBER, mas estou acompanhando essa sacanagem de taxar o Netflix para “defender” o mercado dos pobres coitados que vivem de tv a cabo.

      Continuo achando uma jogada escrota, mas preciso de mais argumentos.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Lucas Rafael Ferraz

    DISCLAIMER: Hoje, no dia que saiu o episódio, comigo criticando a Aleph por não ter eBook, eles entram no mercado com força, eis o link: http://www.sopacultural.com/finalmente-a-aleph-aterrisa-no-seculo-21/

    Os preços? 60% do físico, menos do que a recomendação seguida a risca por outras editoras, o que é ótimo. Alguns títulos ainda considero caros, mas pro mercado editorial brasileiro é uma boa entrada, logo de cara com 40 títulos, e sem Star Wars, colocando o dedão pra sentir a temperatura da água.
    A meta é ambiciosa, que 8% do faturamento deles seja com eBooks, e se for batida, acredito que podemos esperar mais ousadia da Aleph com o mercado digital, e isso é lindo.

    Uma notícia bem legal!

  • Olá meus caros!

    Hoje eu achei que ia sair porrada nesse Cast! Ainda bem que, aparentemente, isto não ocorreu!

    Assim… eu sou tradicionalista, gosto de livro físico. Ok que eu tinha esta mesma visão dos jogos, queria ter o CD, o manual, a caixinha… e agora só compro versão digital (maldita Steam).

    Sobre precificação de e-books, eu creio que o gasto para produzir um livro físico seja maior que de um e-book, então eu considero que o e-book deva ser mais barato sim. Agora, o quanto mais barato? Aí depende muito. Não dá para colocar padrões de valor… tem que chegar num preço justo, que contemple todos os lados envolvidos. Isso pode ser 5, 10 ou 50 reais.

    Agora, é aquele negócio, o preço “justo” definido pela editora pode não ser justo para você. Tudo questão de ponto de vista (ou de falta de dinheiro mesmo). Agradar a todos é sempre impossível.

    Hoje mesmo eu gostaria de comprar jogos (formato digital) que tão 30 reais mas não compro porque a situação tá ruim. Eu acho que o mesmo acaba valendo para os livros. Vai ter livros que você não vai poder comprar, que você vai esperar uma promoção para isto, assim como você vai ter livros que podem sair por 200 reais e você vai querer comprar de qualquer jeito porque o negócio é fodástico e você está esperando aquilo por sua vida inteira!

    Acho que quando o assunto é preço, só tem uma frase válida e de comum acordo: toda promoção é bem vinda!
    Claro, promoção promoção né… não aquelas coisas de Black Friday de metade do dobro.

    Um abraço!

    • Brunín Assis

      Depois do cast ficou todo mundo feliz, rimos da situação e voltamos a ser amigos, como uma boa discussão deve ser =]

      E sobre as promoções, sei lá. Elas são sempre válidas, lógico, mas se a precificação fosse melhor executada talvez a gente nem precisasse ficar louco esperando por um banner da Amazon ou do Submarino. Enquanto isso não acontece, a gente vai treinando a habilidade de monitorar preços até achar os mais baratos!

      • Olá Bruno! Que bom que todos estão bem e a paz foi restaurada!

        Concordo que uma precificação melhor executada resolveria muitos problemas, até porque eu acho que preços mais baixos resultariam em mais vendas e provavelmente as editoras e autores ganhariam até mais do que ganham hoje.
        Talvez o que falta é um choque de realidade como teve outras indústrias como a da música, que teve que se adaptar para voltar a lucrar num mundo onde a música unitária virou o centro das atenções e não mais os albuns.

        Mas, como você disse, por enquanto o jeito é treinar a monitoria de preços mesmo!

        • Lucien o Bibliotecário

          Ricardo,

          fora que reforço, promoção é lucro do varejista não da editora. Sempre vejo as promoções como uma “queima” de estoque encalhado.

          O melhor, o lucro da editora, seria que todos comprasse no lançamento, coisa que o próprio Rodrigo Fernandes não recomenda.

          Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Ricardo,

      Acho importante abordar um assunto que não foi tópico deste programa que é quanto ao formato. Se o preço do livro como o conhecemos não pode baixar devido aos “custos” então que tal investir em outros formatos? Esse é um ponto que nenhum editor toca.

      Obrigado pelo comentário e por ouvir.

      Abraços.

  • Aleph acabou de lançar dezenas de livros em eBook….
    uns 40 minutos atrás divulgaram no facebook deles

    • Lucas Rafael Ferraz

      Bem no dia que sai cast comigo criticando hehehe!
      Mas achei ótimo e adicionei um comment sobre isso.

      Obrigado!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Jonas,

      Foi jogada de marketing? hauhauahaua

      Abraços.

  • Ana

    Seria legal se o Igor chamasse Fernando, porque daí teria o Rodrigo Fernandes e o Fernando Rodrigues.

    Desculpa.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Hahahahahahahha melhor comentário!

    • Igor Rodrigues

      HAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHA

      Estou indo nesse momento providenciar minha mudança de nome.

    • Brunín Assis

      Por mim o Igor mudava o de nome agora mesmo! HUAHAUHAUAHAUHAUAHAUHA

    • Lucien o Bibliotecário

      Ana,

      Vou exigir que o Igor mude o twitter dele pra ontem! hauahuahua

      Abraços.

  • Petrus Augusto

    Caramba… Achei esse programa tão curto!! Estava bastante interessante!! Fazia tempo que não ouvia um cast tão interessante!

    • Lucien o Bibliotecário

      Petrus,

      Peço desculpas, mas precisamos evitar ao máximo programas longos, pois a edição do CabulosoCast é paga.

      Abraços.

      • Petrus Augusto

        Lucien, boa tarde…

        Primeiramente, acredito que não me fiz entender… Desculpa!
        O que eu quis dizer, foi… O programa foi bom, muuito bom… Tão bom que eu achei curto! Não há motivo de se desculpar, e sim, eu que devo pedir desculpas… pareci muito ‘autoritário’.

        Do mais, ótimo cast! Um abraço!! 😉

  • WilsonBemloco

    Artur (Wilson é pseudônimo), 15 anos, São Paulo, só estudante mesmo…

    Olá a todos desse maravilhoso portal e booklovers. Esse cast sobre ebooks, uau! Nunca achei que seria tão interessante e polêmico, além do que fiquei assustado com a capacidade de contrariar e colocar pontos de vista controversos do Senhor Igor Rodrigues. Mas continuando, nesse cast me pareceu que seu Lucien ficou com medo de falar, não por achar que não sabe do assunto, mas sim porque ao longo do cast tudo virou um grande campo de batalha.
    É claro, e sei é um assunto difícil de se discutir e entendo e sou a favor do ebook ser mais barato, por exemplo vou falar de uma situação que acho ser totalmente correta, nessa questão de preço para um ebook:

    Na saraiva você facilmente acha “O Último Reino”, livro que pertence a série Crônicas Saxônicas do autor Bernard Cornwell (também muito citado no cast), por R$9,00, em ebook, isso é um preço decente a um ebook, não R$30,00 e as vezes pra livros de 200 páginas, um verdadeiro absurdo.

    Mas é certo que muitas das editoras atuais são contra o ebook, por medo ou qualquer outro motivo bizarro, mas o mercado deve se expandir, além do que boa parte do público não abandona o papel, como eu, mas ainda pretendo ter algum dia meu próprio eReader. Mas no final das contas todo esse problema vem do medo das grandes editoras em investir, tanto nos ebooks, quanto nos autores nacionais, além de nunca terem confiança nos seus leitores.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Olá Artur tudo bem?

      Quanto às Crônicas Saxônicas, O Último Reino realmente tem um valor bem abaixo. Mas se você olhar na Amazon, é só ele mesmo. Os outros 7 livros da série ficam em torno de 28 reais, naquela marca de 70% do físico.
      Infelizmente é só o primeiro, pea carivar o leitor e vender os demais ao preço comumente praticado.

      Valeu!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Wilson,

      Infelizmente meu papel é guiar o programa, por isso nem sempre considero que minha opinião vá fazer o debate sair de algum ponto cíclico, mas depois ouvindo percebi que em vários momentos estava querendo fazer algo e alguém já colocava um argumento que eu concordava, por isso o silêncio. 😀

      Acho interessante que esse argumento que o livro digital vai fazer o livro físico desaparecer é muito recorrente na fala de quem argumenta em prol dos ebooks. Não precisamos ter medo. Consumimos um formato só isso. Não vejo ninguém que ouve música em MP3 se justificar porque o vinil acabou. Se o livro físico acabar não é culpa de ninguém é apenas uma opção do consumidor comprar um no lugar do outro.

      Obrigado pelo comentário e por ouvir o CabulosoCast.

      Abraços.

  • Entrei na Amazon semana passada para ver se tinha a versão kindle do Um Cantico para Leibowitz por causa da indicação do Lucas e não encontrei. Entrei hoje e a versão existia. Disponibilizaram justamente nesse intervalo. O que mata é o preço: R$35.30 o livro físico; R$29.90 o ebook. Desanima, né?

    • Lucas Rafael Ferraz

      Oi Anderson!

      Nesse tipo de análise é importante que não percamos de vista um ponto levantado no primeiro episódio de precificação de eBooks. O preço que precisamos levar em conta para o físico é o preço de capa fixado pela editora. O preço de venda na Amazon e submarino é menor devido a toda aquela questão da capacidade deles de subsidiar esses preços com o resto da operação e lucrar com vendas em volume. Na Livraria Cultura, que lida primariamente com livros, você não vai encontrar o Cântico a 35 reais, provavelmente vai encontrar mais perto dos 49,9 que é o preço de capa.
      Tendo isso em vista, o ebook esta á a 60% do preco de capa do físico.
      É estranho? É. E independente de toda essa questão eu considero um valor alto pra um ebook. Mas é um começo. Vamos ver onde isso vai.

      Abraço!

      • Lucien o Bibliotecário

        Lucas,

        No caso, o livro digital está com o preço correto, mas o preço do livro físico está nesse valor devido a “volume” comprado pela Amazon que possibilita barateá-lo é isso?

        Abraços.

        • Lucas Rafael Ferraz

          A Amazon tem uma operação lá fora que é muito maior que livros, e essa operação toda permite subsidiar preços mais baixos. Eles também são conhecidos por fazer dumping, ou seja, trabalhar com preços bem baixos, mesmo que tenham prejuízo por certo tempo, para conquistar mais mercado.
          No caso da Amazon daqui, certamente ela recebe esse subsídio da operação global para alavancar o negócio no país. O mesmo acontece com as grandes redes como Submarino, que por trabalhar com diversas frentes de produtos, consegue fazer promoções bastante agressivas.
          Dessa forma lucram no volume de venda, mesmo que lucrem pouco por item, no volume total de vendas compensaria. Isso é uma explicação pra gente ver eBook mais caro que livro físico, mas para efeitos da discussão de precificação, devemos sempre trabalhar com os valores de preço de capa de físico e ebook, ou seja, comparar os valores fixados pela editora para os dois formatos.

    • Charles Dias

      Pior que na Amazon americana a versão paperback está por $8.98 e a versão Kindle por $7.33 … não muito diferente. E olha que é um livro antigo … Foi publicado em 1960.

  • Dani Gomes

    Oi Gente, sempre esqueço mais hoje não!!!! Moro no Rio de Janeiro, 33 anos e lendo Caixa de Pássaros.

    Achei bem interessante o cast, não desconsidero o podcast anterior e muito menos o do Ghost Writer, que gostei bastante, pois é muito importante ouvir o lado da editora. Podemos não concordar com os argumentos das editoras mas precisamos ter a ciência que nosso mercado é mil vezes diferente do mercado internacional. É só comparar o número de livros vendidos, no Brasil é difícil baratear os livros por causa de sua tiragem. E não podemos esquecer, que se você for em uma loja nos EUA exemplo Barnes e Noble, os livros de capa dura não são tão baratos assim (24,90 a 34,90) os paperbacks você até consegue comprar por 9,9 ou 12,90 (mais ou menos a média de preços que eu vi por lá). E claro que ebook eles conseguem baratear pelo fato que sua tiragem de impressão é alta, assim eles conseguem distribuir os gatos apenas nos livros físicos.

    Concordo muito que no Brasil as editoras ainda estão desacreditadas de ebooks, por isso o não investimento, mas eu acho que isso vem de pesquisa do número de pessoas que utilizam o ebook como leitura principal, que infelizmente no Brasil o número é muito baixo. Espero muito que esse número cresça para ter um melhor mercado. Não podemos ter essa mentalidade de comprar um ebook por menos de 9 reais, tem que ser um valor coerente com o trabalho dele e o valor do livro físico pois a diferença é a impressão, mas os outros trabalhos como editor, tradutor, capista, revisor etc…. continua o mesmo.
    Como Rodrigo falou, paga o preço cheio quem quer, é só ficar de olho nas promoções, isso também acontece com os livros físicos, no lançamento eles custas, exemplo 39,9 reais, mas se você esperar um pouco ele abaixa para 31 reais.
    Agora discordo muito do Igor quando falou que é apenas a Darkside colocar os livros em distribuidoras e está feito. Pelo que eu saiba, a Darkside, é uma editora pequena, como ele mesmo falou, e que não trabalha com distribuidoras. Derrepente esse custo fica muito alto pra eles, visto que eles tem pucos títulos com uma tiragem nem tão significante. E derrepente nem é o objetivo da editora, e isso temos que respeitar. Mas concordo com o Rodrigo (eu acho que foi ele) que disse que a editora está conhecendo o mercado, e pelo que vi eles também lançaram o Demonologista, que também é um livro recente, e espero que lancem outros no futuro.
    Bom, tenho várias opiniões mas já cansei de digitar rsrsrsrs….. Adorei a participação de todos e como o Lucien falou, vale muito esse debate para que cheguem nas editoras e elas comecem a arriscar mais nesse mercado.
    Bjs

    • Lucien o Bibliotecário

      Dani,

      Sobre a questão da demanda de leitores de livros digitais eu não concordo com há uma pesquisa a fundo para saber realmente quem lê eBook ou não.

      Não é à toa os argumentos dos pró-preços-estratosféricos dos livros digitais sempre se pautem nos mesmo pontos. Outra coisa, impressão e distribuição são duas coisas que encarecem os livros físicos e os livros digitais não possuem isso, logo…

      O que o Igor falou se sustenta pelo próprio CabulosoCast sobre Auto-publicação onde ele mostra que há plataformas que fazem todo o serviço para isso, se a Darkside quer testar algo que não seja com um livro que já foi lançado e consumido por Deus e o mundo. Esse foi o ponto.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • sherlock lestat

    Chegando pra adicionar mais uma variável à equação: meu ereader “morreu”(tela borrada, fantasma da página anterior, nem refresh a cada toque resolve). SIM eles tem vida útil! E é de 50.000 refreshs(os mais baratos), ou seja, além do preço dos ebooks, você precisa diluir o preço do ereader nos ebooks que você vai ler nele. Como não leio muito, o meu durou 3 anos, mas alguém que lê muito pode facilmente “matar” seu ereader em UM ano!

    Isso só reforça ainda mais a idéia que eu tinha que você não “compra” um ebook(ele NÃO é seu), você obtém uma LICENÇA TEMPORÁRIA pra ler um.
    Que é mais um motivo pra reduzir o preço dele. É quase que uma “locação” do livro. “Ah mas você pode fazer um backup e ler no PC” Só tem um detalhe: não foi por isso que você pagou!

    Agora pense numa bilbioteca pública…ela adquire 1000 ereaders e X ebooks. Ela vai precisar se planejar pra pagar os custos da troca periódica(anual em alguns casos) dos ereaders. Imagine ela escolhendo a Amazon, formato proprietário e com exclusividade de hardware. Complicado!
    E hoje nem as empresas negam mais isso, TUDO é feito pra durar pouco!

    Como leitor que deseja ter POSSE dos seus livros(digitais), saiba que de tempos em tempos você será OBRIGADO a desenbolsar uma grana pra substituir o ereader velho por um novo, e se você optou pela Amazon, só ela que pode te vender ele pelo preço que ela quiser.

    Dica: se você lê por ler, recomendo comprar apenas um ebook de cada vez, senão você corre o risco de comprar 200, ler 20 e seu ereader morrer no processo e ao menos que você adquira outro, você jogou a grana de 180 fora, o que, obviamente, vai te “obrigar” a adquirir outro pra não ficar no prejuízo.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Oi Sherlock,

      Ponto interessante! Mas ai precisamos fazer uma distinção entre eBook e plataforma.
      Primeiro, claro que se você está comprando um eBook você assumindo que precisará de um suporte de leitura eletrônico, que pela própria natureza de produtos eletrônicos, sofrem desgaste e tem tempo de vida. Se a tela resistir, um dia a bateria para de segurar carga. Não sei no Kindle, mas o Kobo não tem suporte no Brasil, acho que a troca de bateria teria que ser por conta própria.
      Enfim, posto isso, eBook é um formato que pode ser lido no computador, no tablet, no celular, não está atrelado definitivamente a nenhum deles. Assim, não é só o eReader o problema.
      Quanto ao eBook, você pode baixar o arquivo. E ler no PC, e a pessoa pode ter comprado para ler no PC. Tenho um amigo que não se adaptou a eReaders e usa o app do Kindle no celular. Ele gosta mais assim.
      Assim sendo eu discordo que o eBook não é meu. A possa é garantida, se eles estiverem num pendrive pendurado no pescoço, eles estão lá. São meus. Claro, para fazer uso vou precisar de um suporte físico, e isso é um risco assumido.

      Enfim, tudo que falei acima não invalida nada do que você disse em relação a valores. Sim, comprar eBook é assumir o risco que arcar com custos do suporte para leitura, seja de compra, conserto, roubo e tudo mais, e sim, é arcar com o risco de ficar sem acesso ao material.
      É um ponto a se pensar e um risco a se considerar com certeza, obrigado por trazer isso para a discussão.

      Abraços!

      • sherlock lestat

        Interessante. Até porque eu nunca vi um ladrão roubar livros hahaha. Sobre ler no pc: eu ESCOLHI comprar o ebook pra ler NO EREADER, paguei por isso MAS se eu não ler logo, corro o risco de ser FORÇADO no futuro ou a comprar outro ereader ou ler em outro dispositivo que eu NÃO quero, por N motivos(alguns dos quais é justamente a propaganda pra vender os ereaders). O aplicativo pra ler no pc é desenvolvido pela Amazon, se ela falir,
        computação evoluir, etc seus netos podem não mais virem a poder ler
        seus ebooks porque esse aplicativo nem funciona mais lá no futuro.

        Sobre o ebook não ser seu, além do que eu comentei, algo que é seu você pode REVENDER, DOAR, EMPRESTAR… o que não acontece com ebooks(oficialmente falando), foco sempre no OFICIALMENTE. Como que é seu se você não pode revender, doar, emprestar, destruir, sei lá um monte de coisas que você pode fazer com um livro físico que não pode fazer com um ebook? Errei antes em não comentar isso, essa comparação com o livro físico…

        Um exemplo com livros a 50 reais físicos e 25 reais ebook. Lendo 30 livros em 3 anos:
        – livro físico: serão 1500,00, são meus “de verdade”, posso revender pela metade do preço após ler(baixando meu custo pra 750,00), doar pra bibliotecas públicas, emprestar, etc
        – ebook serão 750,00 de gastos(NÃO posso revender, emprestar, etc) MAIS o preço do ereader(hoje 300,00 o mais barato). Você gasta mais, pelo mesmo resultado final e caso opte por obter um novo ereader já terá gasto o mesmo que comprando os livros físicos SEM ter os livros, no mesmo senso de “ter de verdade” que existe com o livro físico.

        Como você disse, leitores assíduos são uma fatia pequena pra atingir, a grande maioria lê 10 livros por ano e isso lá nos EUA e Europa. Pra essa galera, e pesquisas vêm mostrando isso, ereader não faz sentido. Quem lê “na média” pode(e está) lendo em tablets e smartphones. Quase tudo o que eu falei é pra reflexão não dessa galera mas sim pra quem lê muito e está pensando em ter ereader.

        Espero ter esclarecido melhor meu ponto de vista. Talvez a sua visão de “é meu!” não seja a mesma que a minha visão de “é meu!” mas o debate é válido pra quem estiver lendo o que estamos discutindo. Abraços e continuem levantando discussões assim. Flws!

        • Igor Rodrigues

          Só uma coisa. Essa coisa de licença pra ler é coisa de plataforma. Na Kobo não existe isso, você compra e ele é SEU, pra fazer o que quiser.

          O problema que acontece em 99% das discussões digital x físico, é querer que o digital simule absolutamente todas as características do físico, quando são produtos com características diferentes. O digital te permite certas coisas que o físico não permite e vice-versa. Compreender esse paradigma diferente é essencial para acharmos as melhores soluções para a questão.

          As travas e restrições tem mais a ver com o vendedor escroto do que com a mídia em si. A Tor books vende livros sem DRM, o que te permite fazer o que quiser com eles. Revenda? é um problema, porque o digital vai criar uma cópia, ou seja, pagando o preço de 1 unidade você pode revender quantas quiser e não comercializar a sua. E isso é bem complicado. O livro enquanto objeto é seu, o conteúdo não. No digital não há objeto, só conteúdo.

          Ou seja, tirando as sacanagens das livrarias, o digital é seu sim, mas há de se entender as características do produto digital. Ah, da mesma forma não se pode xerocar um livro. Aliás, poder pode, mas não oficialmente. Na prática todas as xerox de faculdade são ilegais. To-das.

          Agora vejam como não tem muito a ver com o formato e sim com o fornecedor.

          Produtoras de games vem colocando travas em jogos de mídia FÍSICA, pra impedir o comércio de segunda mão. Sim, na mídia física. Ou seja, você compra um jogo com caixinha, manual, tudo lindo, mas ele – nessa mesma lógica – não é seu! Você não pode vender ou emprestar (até pode, mas ele não vai funcionar no console do seu amigo). Acredite, o empréstimo e comércio de livros só existe porque não tem jeito de nem mesmo tentar barrar. Se tivesse, amigo, a indústria já teria colocado trava nos livros faz tempo (assim como fazia com DVDs, onde se comprasse na Ásia não rodava em aparelhos da Europa, por exemplo).

          E é exatamente o que fazem nos digitais, uma vez que possível. O problema é que assim como nas mídias acima – todas físicas, porém eletrônicas – é impossível evitar que se burle.

          • sherlock lestat

            Exato! Muito bem lembrado. Foi exatamente isso que me fez escolher o Kobo. Em tempo: eu costumo comprar livros usados em sebos e, depois de ler, doá-los pra biblioteca pública aqui da minha cidade. Raramente compro livros novos e quando compro faço o mesmo. Num país com tanta desigualdade quanto o Brasil acho que é o melhor a fazer. Mas claro, não quero me pagar de bonzão nem dizer que quem escolhe comprar livro pra colocar na estante ou pra ler no celular é “menos” que eu. Apenas comentando o que eu costumo fazer e senti falta disso MESMO tendo o Kobo(imagina com a Amazon). Comprei ele como um “teste” e pelo meu perfil acho IMPROVÁVEL que vá comprar outro. Caso venha a me interessar por um livro que não encontre usado ou em livraria provavelmente vou comprar o EPUB e ler no tablet, quem sabe um dia não surja a cultura de trocar tablets ou ebooks em alguns grupos ou então você poder doar seu EPUB pra uma biblioteca… é esperar pra ver.

          • Igor Rodrigues

            Acho que isso melhorará quando tivermos ereaders absolutamente baratos, a ponto da perda não ser um grande problema. Imagine se custassem R$50?

            Se bem que o crescimento da leitura de livros em telas brilhantes vem meio que fazendo esse papel.

          • sherlock lestat

            Igor, como meus ebooks são EPUBs eu posso revendê-los? Ou então doar meus EPUBs pra uma biblioteca pública? Você tem fontes que confirmam isso?
            Como não pretendo comprar um ereader novo nem “ter” eles, se for possível doá-los pelo menos, isso me deixaria menos mal por tê-los adquirido. Flws.

          • Igor Rodrigues

            Não, não pode. Isso tá bem claro nos termos de compra. O que eu disse sobre ser seu é que a Kobo não licencia o acesso ao arquivo (como faz a Amazon, por exemplo), mas de fato o vende (Fonte: https://www.kobo.com/termsofuse), evitando arbitrariedades como as que a Amazon já fez em casos passados. O problema legal aqui é a cópia! E não tem como repassar seu arquivo digital sem fazer uma cópia (até tem, mas quem vai fazer? E se fizer, pode ficar tranquilo que você estará legalmente protegido, há jurisprudência no Brasil).

            DRM, infelizmente, é uma prerrogativa da editora, mas é outra coisa. Essa praga tem que acabar, não ajuda em nada a combater a pirataria e só atrapalha o usuário que paga. Mas mesmo o fim do DRM não significa que se pode revender o ebook. A Tor vende sem DRM, mas o contrato de uso das plataformas proíbe comercialização.

            Quanto a repassar o arquivo para milhares de pessoas ou revender, lembre-se: se você for reproduzir o funcionamento do ebook no físico vai cair no mesmo espectro de ilegalidade. O livro é seu, mas você pode xerocar várias vezes para dar pros seus amigos? Não. Vender cópias? Não (ao menos não legalmente). De novo, repassar seu ebook significa copiá-lo, de forma rápida e instantânea e com acesso livre de distribuição. E isso é proibido em qualquer tipo de mídia e em qualquer formato.

            E cara, eu não argumento sobre qual é o melhor formato. Eu gosto de ebooks porque pra mim as vantagens (preço, portabilidade, etc) superam as desvantagens. Para mim pouco importa se outras pessoas prefiram físicos, só espero que os digitais cresçam a ponto de terem uma fatia significativa e seus leitores terem poder de barganha frente ao mercado. Aliás eu também sou adepto dos audiobooks e leio físicos na biblioteca para fazer pesquisas, ou seja, o melhor formato pra mim é o mais cômodo. Se amanhã sugir coisa melhor, tchau Kindle!

            Sobre as bibliotecas terem esse limite doido de empréstimo isso ocorre por causa da maluquice do mercado de querer reproduzir no ebook as limitações do físico. O digital poderia ser repassado para todos os usuários com apenas uma cópia adquirida, mas as editoras não querem isso e criaram essa doidera de empréstimo limitado com medo de ter prejuízo. Aliás os preços de ebooks para bibliotecas são absurdos!

            Agora sobre a aplicabilidade prática da lei, não faz muito sentido se apegar a isso pra decidir repassar ou não um arquivo. Como eu disse, xerox também não pode, mas quem vai deixar de fazer porque está escrito que não deve?

          • sherlock lestat

            Obrigado pelos esclarecimentos MAS a parte da cópia eu discordo, não é assim que eu vejo, é uma “movimentação” eu MOVERIA o arquivo do meu ereader(eliminando ele do dispositivo) passando ele pra quem eu estou revendendo ou doando, não há “cópia” nesse processo(seria igual ao meio físico). Pelo que eu entendi você diz que se eu fizer dessa forma há jurisprudência no Brasil que me permite fazer isso? Você tem as fontes pra eu conferir? Quanto a parte dos “milhares de outras pessoas lerem” não quis dizer “ao mesmo tempo” mas assim: uma vez que eu “doei/movi” meu ebook para o ereader da biblioteca ela “emprestaria” esse ebook para uma pessoa de cada vez(igual é com um livro físico) qual o problema de permitirem isso? “há não tem como fiscalizar e ter certeza que você não fez uma cópia extra antes ou garantir que a biblioteca empreste só uma cópia de cada vez” ao que eu responderei “o mesmo vale pro livro físico” com os exemplos de xerox que você citou.

            SE o lance que você falou sobre a jurisprudência cobrir o que eu acabei de dizer no início, OK então eu dou o braço a torcer que É POSSÌVEL em alguns casos(Amazon não conta) dizer que de fato o ebook é seu, caso contrário continuo mantendo tudo que eu disse antes 🙂

            Só pra concluir… então se eu e você entrarmos em contato com a livraria cultura e dissermos que vamos trocar(nos meus termos, MOVER) ebooks,, você me passando 2 seus e eu enviando 2 meus daqui, a livraria cultura vai dizer “pô tá de boa! manda bala!” e não vamos ser processados? nem teremos que entrar na justiça pra poder fazer isso? Com livros físicos isso é super normal… se você disser que vai dar treta, desculpe mas acho que daí a minha choradeira de “não é meu!” continua valendo. E sim, se você me garantir que não vai dar treta, é exatamente o que eu vou fazer(enviar email pra Cultura falando que vou doar, trocar meus ebooks e qualquer coisa fala com o Igor… 🙂 E aí… desculpe te botar contra a parede mas é que eu quero MESMO doar, trocar, revender meus ebooks mas não quero ser processado por isso.

            Lembrando é claro que tudo isso, se possível, não se aplica a Amazon(que é quem mais vende ebooks) e pelo menos parcialmente, meu “não é meu!” continua valendo pelo menos pra Amazon.

            É isso, nossa que discussão longa. Qualquer coisa, valeu mesmo por ter explicado alguns pontos que eu desconhecia e vou aguardar ansioso por uma resposta positiva dos questionamentos que fiz acima.

            Brigadão aí brother!

          • sherlock lestat

            Entrei em contato com o suporte da livraria Cultura, questionando se eu poderia REVENDER, TROCAR ou DOAR “meus” ebooks. Trecho da resposta: “Os ebooks ficam vinculados em seu CPF, nesse caso, a doação não pode ser realizada…” nenhum comentário sobre revender ou trocar, só citaram a doação(que não pode) e pode-se deduzir que revender ou trocar ovbiamente também não pode. E aí? É meu? Eu discordo. Se eu precisar entrar na justiça, rolar processo, etc pra poder, de facto continua não sendo meu. Quem duvidar, entre em contato com a Cultura, a Saraiva, a Amazon… você não tem o ebook, não é seu, você tem uma LICENÇA INTRANSFERÌVEL pra ler ele e SÓ! É um aluguel de luxo.

          • Igor Rodrigues

            Exato. Aliás até o contrato de uso deles diz isso (inclusive diz que não pode comercializar).

            Vamos discutir a parte prática da coisa. É o seguinte, não pode um monte de coisa, inclusive violar DRM. Só que não há como vigiar o que eu fiz no meu PC quando tirei o arquivo do ereader. Minha dica: dane-se a empresa, joga esse troço aí pros teus amigos e seja feliz.

          • sherlock lestat

            Huááá… pois é, não vou me pagar de santo aqui… bem que eles mereciam. Isso vai bem de encontro com o que foi dito no cast. É quase como se eles estivessem “incentivando” a pirataria com DRM, contratos abusivos, etc.

          • Igor Rodrigues

            Fala cara,

            (tá grande essa conversa, hein?)

            Então, busquei e não encontrei. Acho que confundi com a decisão da justiça do RJ em detrimento à execução pública de músicas online e se configura ou não pirataria. http://www.lexcast.in/episodios/dispensa%20de%20pagamento%20de%20direitos%20autorais.pdf

            Foi mal a confusão.

            Então sobre essa diferença de visão, o que precisa ser feito para que a sua ideia de propriedade sobre o digital se concretize é um sistema que permita transmissão de arquivos sem manter o original na conta do primeiro proprietário depois da venda/empréstimo. Taí o problema, não existe isso de MOVER, arquivos e sim uma cópia. Quando você move de um lado a outro ele é copiado

            No caso do empréstimo isso já existe. A Amazon tem o lending library que permite empréstimo de títulos por até 2 semanas para outros usuários. Nesse período o arquivo fica indisponível para o dono. Só que isso tudo é dentro da plataforma da maneira e nos prazos que o sistema da Amazon permite. O que você pretende fazer tem alguns entraves, como por exemplo provar que você vai “mover” seus arquivos (aspas aqui, nada é movido de fato e sim cópias enviadas e deletadas), sem manter nenhuma cópia. Lembrando que seu arquivo comprado está disponível para sempre para download na empresa que te vendeu. Ou seja, mesmo deletado do aparelho você ainda pode baixar o arquivo de novo. Sacou? O arquivo digital é tão facilmente duplicável que cria esses problemas que o mundo jurídico pode ainda não ter resolvido. E mesmo que você dê um jeito para tirá-lo de lá, nada garante que ele não tenha sido copiado inúmeras vezes.

            Eita! Acabei de ler o que você quer fazer com seus arquivos! Me tira dessa, amigo! HAHAHAHA. 😀

            Entendi a sua dúvida é prática! Hehehehe.

            Eu não recomedaria avisar a Cultura. Quer vender, vende. Se teu amigo pede pra xerocar um livro de RPG tu vai avisar a livraria antes de permitir?

            Mas fiquei tão curioso que fui dar uma olhada pra ver se temos em algum lugar algo sobre o assunto. No Brasil não achei nada sobre o direito de propriedade referente a arquivos digitais. Já nos EUA um juiz de NY bateu o martelo: Não pode revender arquivos digitais. http://digitalcommons.law.scu.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1334&context=historical

            No caso o problema é a empresa (uma espécie de Mercado Lvre de MP3 de segunda mão). Com o na internet tudo é cópia, não há transferência de arquivo origina e sim uma cópia do mesmo que é revendido. Não tenho ideia se isso se aplica aqui, mas já cria uma um problemão.

            Não sei se isso se aplica no Brasil, mas taí uma boa dúvida a ser levada ao Lexcast.

          • sherlock lestat

            Pô valeu pelo trabalho de ir atrás dessas decisões jurídicas. Uma pena o que o juiz americano decidiu. Significa que aqui no Brasil provavelmente irá acontecer o mesmo. Sobre os “problemas técnicos” de “mover” ebooks de contas. Isso deixou de ser problema no momento que a primeira transação bancária online entre duas contas foi feita, ou seja, desde bem antes do surgimento do ebook. Troque “ebook” por “dinheiro” e você entenderá o que quero dizer. Isso é DESCULPA esfarrapada das editoras e da Amazon. Se é possivel mover MILHÕES de forma segura da conta de uma pessoa para a outra essa desculpa de “ah não dá pra controlar” não cola. “ah mas é diferente…o dinheiro está no banco mas o ebook está com você” quanto a isso nada que um esquema simples de só permitir fazer a transação se você estiver logado com seu ereader ou pc no momento da troca sendo que ela só é efetivada após a remoção. O controle de usuario ter apenas um ebook é obviamente impossível(assim como no físico) MAS é possível sim via criptografia pelo menos “dificultar” a duplicação deixando como opção apenas métodos não tão tradicionais como tirar fotos de cada página ou printscreen. Acredite SE fosse desejo das empresas isso já estaria rolando. Só não rola porque elas estão ganhando muito mais do que deveriam do jeito que está agora.

            Vou conferir os links que vocẽ passou. Ah, assim, eu vejo livro físico como você tendo posse + experiência de leitura + fator social(doar) já ebook você tem APENAS a “experiência da leitura”. Eu acho perfeitamente válido as empresas venderem apenas isso(é direito delas) e acho que isso é o futuro. Só acho uma sacanagem elas enganarem as pessoas dizendo que têm “custos” com ebooks que não tem ou comparando esses custos com livros físicos. No final, cabe a cada um escolher o que quer: se pra uma pessoa, a experiência da leitura é tudo que ela busca com um livro então ebook cumpre muito bem esse papel. Eu ainda acho que por você não “ter” o ebook na sua totalidade, igual ao físico deveria ser um fator para baratear ainda mais os preços deles. Ou então se quiserem manter esse esquema de “comparação de custos” com livros físicos, então que ofereçam EXAMTAMENTE os mesmos benefícios do meio físico como troca, venda, doação, etc.

            Agora, se quiser complementar, complemente mas acho que chegamos ao fim dessa discussão. Foi super legal discutir tudo isso. Tenho conta na Steam também e quase tudo que foi dito aqui se aplica aos jogos também. Valeu por lembrar. É isso. Flws.

        • Lucien o Bibliotecário

          Sherlock,

          Essas hipóteses iniciais também se aplicam ao livro físico, eu comprei vários livros e nunca os li, mas posso perdê-los numa mudança, para as traças, para uma enchente… a questão aqui não é sobre eReaders. Porque se levarmos em conta todas as essas variáveis e hipóteses nenhum produto valeria a pena se consumido.

          Outra questão não considere o eReader como um obrigação, mas como uma opção de consumo.

          Obrigado pelo comentário.

          Abraços.

          • sherlock lestat

            Vamos lá, admita… é MUITO mais difícil você comprar VARIOS livros físicos que não vai ler(você precisa se dirigir até uma livrária, precisa fisicamente procurar, carregar, armazenar os livros, etc) enquanto que no ereader você está a UM clique disso e isso conta MUITO na sua decisão. Se estiver numa “promoção” então… 🙂

            Sim, problemas de “perda” física existem MAS a responsabilidade é SUA, não está nas mãos de um gadget ou empresa que você nunca viu sequer um funcionário na vida. E novamente, sejamos honestos, nós dois sabemos que daqui a 20 anos, ereaders serão o que a fita cassete é hoje: história. Sim, isso não é motivo pra consumir ou não algo e como você disse não é o tema do cast, peço desculpas por ter levantado ele, se soubesse que iria dar tanta discussão talvez nem teria dito nada hahaha mas agora é tarde, já foi, espero que tudo isso seja útil pra alguém, porque se for, terá valido a pena.

            Ps: eu peguei a segunda geração de e-ink, provavelmente seu ereader(2 anos atrás, pelo que você disse) já é de quarta geração, muito melhor que o meu. Aliás, nem comentei mas é meio que óbvio, é de se esperar que a tecnologia evolua e nada impede que amanhã alguém lance um ereader que dure 20 anos, ou 100.

            E também por mais que pareça que eu esteja defendendo comprar livros, não se engane, eu faço de propósito papel de advogado do diabo buscando justamente que apareçam pessoas que apresentem argumentos pró e contra algo pra fortalecer ainda mais minhas opiniões ou até mesmo, mudá-las completamente. Não tem graça ler algo que só elogia ou só critica algo. Bom é quando há discussões e vários pontos são levantados e discutidos não com o objetivo de achar um “vencedor” mas de esclarecer e ajudar quem está acompanhando o debate.

            Não sei onde ouvi, mas foi assim: um bom debate não é aquele que tem um vencedor e um perdedor mas sim aquele onde os vencedores são todos que acompanharam o debate e agora podem, com base nas opiniões apresentadas, chegar às suas próprias conclusões.

            Não sei se é válido, mas talvez sirva ou não de tema pra podcast…esses prós e contras do físico vs digital. Tipo antigamente grandes editoras malvadas controlavam o que a gente poderia ler ou não. Hoje tem gente reclamando que a Amazon tem esse mesmo poder. Antigamente existiam pequenas editoras que sofriam pressão das grandes mas publicavam livros “proibidos” digamos assim. O nosso equivalente digital é a auto publicação. Em alguns fórums por aí(lá nos EUA) rolam essas tretas de censura, controle, poder, liberdade, etc e minha opnião é que não mudou nada, só virou “digital” sem ganhos ou perdas pra ambos os lados.

            Flws!

    • Lucien o Bibliotecário

      Sherlock,

      eReader com duração de um ano? Como assim? Eu tenho o meu a 2 e não leio tanto assim e ele está bem.

      E isso influencia no preço do livro digital? Como?

      Eu não sei não. Sim, os produtos hoje duram pouco, mas não são descartáveis ainda.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • sherlock lestat

        Nerdice alert: 150 refresh dia(5 a 8 horas leitura, depende quão rápido você lê) = 4500 mês = 54000 ano (exemplo biblioteca emprestando best seller, sim, admito, exemplo extremo). Na prática acho que os ereaders duram uns 2 anos numa biblioteca.

        Não influencia, é o contrário, influencia a compra do ereader apenas. Se você lê normalmente(ou pouco) vá de tablet ou smartphone. Inclusive Amazon vai lançar logo um tablet e fomentar livros “coloridos e interativos” com sons, vídeos, imagens,etc pra desespero dos leitores “tradicionais” que vão dizer que isso não é livro mas sim “filme” sei lá, vão chiar mas inutilmente porque a Amazon quer atingir o grande público e hoje em dia muita gente não tem mais paciência pra perder HORAS lendo. Bom ou mal, é o futuro. E sim, os livros vão continuar existindo e os ereaders também mas pro mercado “restrito” como já é hoje.

        • Lucien o Bibliotecário

          Sherlock,

          Não sei. Continuo a não concordar. Se você lê, que leia da maneira que achar melhor.

          Eu só imporia limite para alguém comprar um eReader se ela não quisesse comprar algo para ler, mas para distrair (e mesmo assim nem sei se não recomendaria).

          Vou dar o meu exemplo: Eu atualmente faço o seguinte, eu compro a versão física do livro e a digital para o meu Kindle e sincronizo com o meu app no tablet.

          Quando saio de casa levo o livro físico que se perder, se rasgar se roubarem, tudo bem posso comprar outro, em casa leio com o Kindle e o tablet. A diferença é que uso o tablet para ler no escuro.

          Logo, não vejo como uma questão de ritmo de leitura, mas de adaptação a rotina do leitor.

          Obrigado pelo comentário.

          Abraços.

          • sherlock lestat

            Tranquilo Lucien, não é meu objetivo “pregar” isso ou aquilo. Só comentando, opinando e tal… como disse em outro comentário, a discussão vale mais que eu mudar a sua opinião ou você mudar a minha. Acho que podemos dar essa discussão por encerrada senão ninguém mais vai ler isso aqui hahaha. Abraços e obrigado por ter respondido e levantado contra argumentos às minhas opiniões. Adoro quando fazem isso de forma honesta. 🙂

  • Vinicius

    Olá, pessoal!

    Não sabia que leriam a minha mensagem, e fiquei surpreso ao ouvir que foi logo o primeiro (e que gerou muita polêmica!). De fato, reconheço que o meu comentário foi muito extremado, na época eu não parei para refletir bem, mas hoje vejo que há diferenças em propostas de obras para terem o seu valor definido. Por exemplo, livros técnicos custam por volta de 100 reais, e é óbvio que um ebook desse tipo de livro (ou mesmo de um livro nesse valor) não custaria 20 reais, acho que eu deveria ter especificado melhor. Eu, como consumidor constante, considero, para livros “de massa”, o valor até (ou por volta de) 20 reais um preço mais justo (com base nos próprios preços praticados nos livros físicos, que depois de 3-4 anos chegam a ser vendidos a 50% do valor inicial!), mas, claro, há casos e casos (a tradução de um livro pode ter sido caríssima, ou a aquisição deles atingiu valores absurdos), mas nada justifica, além da intenção clara e óbvia de um maior percentual de lucro, a permanência desse valor original depois que é atingido o investimento. Quem sabe se abaixando o valor do ebook depois de um tempo ele não vende ainda mais? Não consigo ver uma explicação contra esse tipo de visão.
    Eu acho que a maioria das editoras não tem um planejamento adequado para precificar os ebooks no Brasil atualmente (diferentemente do que parece que a editora Aleph está fazendo agora, mas aguardemos), ou mesmo não tem interesse de que os ebooks se tornem o principal negócio do mercado (talvez eles tenham até algumas informações e conhecimentos privilegiados que juntem por A+B que prevêem o seu próprio fim, caso isso aconteça, não sei).

    Bom é o que eu tenho a dizer por enquanto. Não vou nem entrar na seara da questão de “é certo ou errado” piratear, pois isso dá um cast inteiro só com o Igor (haha). E também não acredito que colocar o preço lá embaixo vai acabar com a pirataria, pois sempre haverá alguém disposto a piratear, mas acredito, sim, que reduzirá a incidência.

    Obrigado pelo ótimo episódio, Lucien!

    • Lucien o Bibliotecário

      Vinícius,

      é importante o que você diz, pois depois que se atingiu o valor do custo inicial de produção e uma reimpressão é necessária, porque permanecer com o valor competindo com o preço do livro físico?

      Excelente ponto.

      Obrigado por ouvir e comentar.

      Abraços.

  • Livia Dencker

    Ola galera do Cabulosocast, acompanho o programa há um tempo mas nunca comentei.
    Acredito que, quando o leitor reclama do preco do ebook, ele na verdade reclama da falta de opção.
    Acho que uma coisa que nao foi discutida é que a precificação não pode seguir uma unica linha, pois existem livros e livros, assim como clientes e clientes. Tenho meus livros favoritos pelos quais paguei valores altos por capa dura e edições de colecionador, tenho livros que li uma vez só e nunca mais, mas quero na minha estante, e tenho livros q considero distração descartável, sendo que esta ultima categoria prefiro em ebook (pra carregar na bolsa e etc) ou compro em sebos, ou troco com outras pessoas pela internet.
    Entao me irrita muito quando as editoras justificam o preco do livro dizendo que vc paga sei la quanto por um iphone.
    F*da-se! Se pago isso num iphone é porque acho que o retorno que ele me trará é maior do que estou gastando. Da mesma forma que pago os livros de capa dura.
    E da mesma forma que não pago pelo windows e uso Ubuntu. Se eu acho que o livro nao vale aquele preco, eu tambem tenho razao. Eu tenho sim todo o direito de estipular quanto quero pagar por aquilo, e decidir que ele nao vale o que trabalhei para pagar o que esta sendo cobrado. Faço isso todos os dias no mercado, na farmacia, no shopping.
    Se as vendas são inexpressivas, é porque o publico rejeita o seu produto. E ao inves de a editora se posicionar para tornar seu produto mais atraente, ela chama seus potenciais clientes de pirateiros incultos que não dao valor a obra.
    Não temos opções como vejo no exterior, onde temos livros de colecionador, livros normais, pockets de papel jornal E ebooks, e o consumidor escolhe a qualidade e o preço que aceita pagar por aquele livro.
    Aí fica esse ciclo tostines: o livro não vende porque é caro ou é caro porque nao vende?
    Eu acredito na hipótese de que venderia mais se fosse mais barato, pela quantidade de pessoas que vejo em sebos, bancas de jornal e em prateleiras das lojas americanas. Conheco pessoas que só compram livros assim, escolhendo o que vão ler pelo preço, pois o orçamento é limitado e livro é supérfluo.
    E já imagino as caras indignadas reclamando por ter falado que livro é supérfluo, argumentando que só é supérfluo por aqui, porque o brasileiro não dá importância à cultura. Mas o brasileiro em geral é pobre. Nossa renda media esta em 1000 reais per capita. Entre pagar o aluguel, por comida na mesa, vestir os filhos e ler, o que é superfluo?
    As editoras podem sim escolher vender pouco com boa margem ou sacrificar parte da margem de lucro para vender mais. Trabalho numa empresa de varejo que possui duas “marcas”: uma focada em publico A, com preço cheio e serviços diferenciados, e outra popular que oferece o basicão a preços mais baixos e ganha na quantidade. Assim, ganhamos duas vezes, vendendo o mesmissimo produto a preços diferentes, e atendendo a todos os publicos. As vezes temos as duas lojas lado a lado e ambas vendem igualmente, cada um para seu público.
    Por isso não concordo que o preco baixo do ebook mata o livro físico.
    Isso é um medo editorial não testado empiricamente. Há livros que, por mais barato que esteja o ebook, vou querer o fisico. Por exemplo, livros de consulta ou livros que gosto de reler. Pois folhear um livro é infinitamente mais facil do que um ebook. Ha pessoas que detestam ler em ebook. E há pessoas que querem opção barata e ponto, independentemente da plataforma. Para essas, as editoras poderiam vender o ebook barato, ou um pocket de papel jornal, mas ao inves disso, simplesmente estao deixando de vender.
    É sim uma opção da editora não ter um produto para oferecer a quem não pode pagar 50 reais num livro. Depois reclamam da pirataria, mas abandonam esses clientes em potencial.
    E ok, entendo, pagar os direitos de um Bernard Cornwell é caro. Mas então não pague o Cornwell. Tem mais gente fazendo Romance Histórico por ai. Aposte em alguem mais barato, mas com livros interessantes. Ai as editoras dizem “ah… mas ninguem compra livro de autor desconhecido, Cornwell sustenta a editora bla bla bla”.
    Veja bem, se eu vou na livraria com 50 reais, o livro do Cornwell ta 45 e do cara que nunca ouvi falar ta 42, obvio que eu vou comprar do Cornwell. Mas se o Cornwell estiver 45 e um autor novo estiver 20, posso tentar o autor novo.
    Este é o ponto: ter opção de preço e produto.

    • Igor Rodrigues

      Estou 100% de acordo. Acho um abuso uma empresa vir ditar como diabos eu devo gastar meu dinheiro. Se ela precifica como quer eu compro (ou não) como quero. Além disso ignoram a realidade brasileira. A revista Benedito fez um gráfico dia desses mostrando quanto um livro consome do salário mínimo de cada país e no nosso caso a mordida é das maiores!

      E essa coisa ridícula de “brasileiro não consome cultura” precisa acabar. Brasileiro consome cultura, a que ele gosta. Música, filmes e Tv são expressões culturais tão válidas quanto um livro. Essa supervalorização da palavra escrita só ajuda a tornar a literatura essa coisa intocável para uma ~~~~casta superior~~~~ de intelectuais, isolando-a da massa.

      Por fim. Vão reclamar até o fim dos tempos do hábito do consumidor. Vai mudar alguma coisa? Não. Então que tal se mexerem e repensar o modelo de negócios?

    • Lucien o Bibliotecário

      Lívia,

      A opção é uma questão importante que não foi abordada no episódio e que até certo ponto poderia ser um argumento válido para os defensores do preço do ebooks. Se o preço não pode ser baixado segundo os custos atuais, então porque não gerar outras opções mais baratas?

      Não tenho nada a acrescentar, para mim, você disse tudo.

      Só tenho a agradecer por esse comentário riquíssimo e por ouvir o CabulosoCast.

      Abraços.

  • Cobalto

    Yuri Guglinski, 18 anos, Estudante de Artes.

    Olá! Primeiramente, gostaria de parabenizar a equipe e aos convidados pelo ótimo podcast. Adoro como sempre levantam questões bacanas para se pensar. Devido a isto, desde que comecei a acompanhar o Leitor Cabuloso (um semestre atrás… err… talvez?! haha) muito do que eu pensava a respeito de literatura mudou. Algumas ideias se aperfeiçoaram, enquanto outras foram enterradas sete palmos abaixo terra. Digo, ao menos até agora, né? (ideias são piores que qualquer zumbi velocista, haha).

    Observo de uma forma similar ao Igor Rodrigues. Acredito que livros não se limitam a meros produtos comerciais para saciar nossos impulsos consumistas. Bem, não só os livros… Ao meu ver, tudo pode conter algum valor de questionamento da existência além de seu preço na etiqueta. Dependendo de quem o escreve, e também de quem o lê.

    Além disso, acho que uma visão cética sobre as coisas é fundamental para qualquer análise. Pois com ela se vai atrás das causas e dos efeitos, ao invés de parar em qualquer “achismo” não embasado na “realidade”. Friso que nossas teorias científicas não passam de nossas interpretação da “Verdade”, todavia é uma idiotice (desculpe o termo) falar que não dominamos, ao menos de nossa própria maneira, uma parte disso. Construímos carros, aviões e naves espaciais devido ao que conseguimos descifrar do Universo.

    Voltando ao tópico principal, gosto de ver o dinheiro como solução, não como um problema. Então, acho uma grande sacanagem fazê-lo como regulador do acesso de uma pessoa a qualquer tipo conteúdo desenvolvido. No entanto. não quero, nem espero que ninguém mude suas formas de conduzir as coisas só pelo o que disse. (Notem que eu disse “Sacanagem”. Não digo ser “certo”, tão pouco “errado”. Acredito em ambos como, geralmente, pontos de vistas coletivos que bebem inconscientes de moldes pré-determinados para autoconservação.)

    Como disse no início, muito de minhas considerações sobre literatura mudaram. Uma delas, em específico, foi em relação ao acesso das pessoas aos meus conteúdos criativos. Ainda estou a estudar como realiza-lo, mas será algo relativo a distribuição gratuita. Penso em deixar uma opção de doações para caso o indivíduo possua capital e, principalmente, queira me auxiliar a produzir. Contudo, não será obrigatório. Vejo esta forma aplicável devido novas plataformas de incentivo alternativo acontecendo no mundo. Contudo, recebendo ou não, quero construir meus universos por mim. Quero ver até onde posso ir… E tentar dar mais um passo. Para caso você que está lendo isto e começou a pensar “Que pensamento romanticamente utópico (e estúpido)…”, deixe-me ser utopicamente estúpido. Uma das poucas coisas que penso é em não fazer tudo por R$ 150,0… (DESCULPA LUCAS FERRAZ!!! HAHAHA) Por dinheiro.

    Desde já, grato!
    Grande abraço a cada um de vocês,
    Yuri

    • Lucien o Bibliotecário

      Cobalto,

      É óbvio que as mudanças são importantes e eu – assim como você – também mudei muito ao longo dos anos. Eu acredito que seja uma forma de aprendizagem.

      No caso da distribuição gratuita de conteúdo a internet está cheia de exemplos. Um caso dele é o CabulosoCast, um podcast que você não precisa pagar para receber.

      Outra coisa, o Cory Doctorow que disponibiliza seus livros gratuitamente.

      Obrigado por comentar.

      Abraços.

  • Caio Borrillo

    Aleph lançando livro de autor nacional???

    Huahuahauhauauahau! NUNCA! Aleph é enjoada, ela nunca vai publicar autor nacional. Ela só promete!

    • Lucien o Bibliotecário

      Caio,

      Ainda espero que esta realidade mude.

      Abraços.

  • Olá amigos cabulosos. Mais um incrível episódio. E esse um tanto quanto beligerante.

    Segundo a sistêmica podemos interpretar essa problemática dos preços como um sistema em formação: enquanto a balança pender para um dos lados extremos o sistema não se forma e tende a morrer indo parar no caos completo ou na ordem perfeita. Um sistema, para existir, precisa estar na linha transitória entre o caos e a ordem. A sinergia contida nesta fronteira é o que o mantém “vivo”.

    Dito isto podemos pensar que enquanto os preços de ebooks forem muito baixos os ebooks não serão suficiente interessantes do ponto de vista de quem quer obter lucro com sua comercialização. Enquanto seus preços forem altos a ponto do comprador preferir a versão física à virtual eles não serão viáveis como mercadoria.

    Assim, o preço ideal é aquele que está no limiar entre essas duas extremidades. Claro, isso aparentemente não responde muito coisa. Mas claro que a resposta não pode ser exata, porque em cada canto do mundo, em cada região de um país, essa resposta será diferente e será estabelecida pela força exercida pelas duas grandes “partes” desse sistema: os que vendem e os que compram ebooks.

    Uma coisa é certa, quem vende ebook tem que aprender a tornar este produto lucrativo sem fazê-lo competir com o livro físico. Afinal, o livro físico tem todos os motivos para ser uma mídia mais cara que a eletrônica.

    E quem compra, certamente tem que fazer valer o seu dinheiro.

    Se ambos os lados seguirem valorizando o que para cada um é mais importante em algum momento um equilibrio será encontrado ou então a coisa toda virá a falir. O que não é, necessariamente ruim, pois pode ser que a coisa acabe por ter se tornado outra, mais adaptada ao que ambas as grandes “partes” (vendedores e compradores) buscam.

    Abraços cabulosos.

    • Lucien o Bibliotecário

      Bibliomante,

      A questão principal é que dependendo do livro o preço sofre variações. Os valores para o confecção de um livro ainda são obtusos, logo achar esse equilíbrio – ou cobrar por ele – fica difícil.

      Mas sim, concordo com você nem barato demais nem caro demais.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Guga Di Muzio

    Primeiro:vamos fazer uma errata nos agradecimentos
    “a” guga di muzio, não “o” hahah

    Segundo: mais um otimo episódio.
    Bom, eu continuo em defesa de ebooks a preços baixos já que não há custos com impressão, transporte e eu nunca poderei por exemplo trocar meu livro em um sebo, emprestar,dar etc.
    Acredito que seria mais viavel para as editoras pararem de barrar essa evolução e passarem a entender e atender melhor o seu publico (a dica tb cabe a tv a cabo, operadoras de telefonia, taxis).

    Enquanto isso não acontece eu sigo atenta nas promoções dos livros físicos e nos exemplares disponíveis nos sebos.

  • Jonathan Fenile de Castro

    Primeiramente gostaria de deixar uma dica. O que acabou atrapalhando um pouco a discussão em alguns momentos é uma falta de discordância entre os participantes não exatamente quanto à conclusão, mas às premissas e à questão que está em discussão. Então sugeriria que tentassem deixar essas coisas claras quando for o caso. Por exemplo, num momento um dos participantes parecia estar tentando demonstrar a legitimidade das editoras em cobrarem o preço que elas quiserem, enquanto outro procurava um meio de lidar mercadológicamente com a pirataria. Obviamente, isso gerou uma “discussão” em que um sequer teria como concordar com outro uma vez que estavam falando de questões diferentes, e tampouco haveria como evoluir nas questões.

    Bom, agora sobre o assunto, eu senti falta de uma reflexão em cima de dois pontos. O primeiro deles é que o mercado editorial é, em certa medida, baseado no monopólio. Normalmente, um mesmo livro não é publicado por mais de uma editora ou grupo editorial. Então se eu sou uma Rocco da vida e eu sei que mais ninguém pode publicar a série Harry Potter em português no Brasil, a pressão da competição em cima do preço é muito menor e o mercado torna-se quase completamente incapaz de exercer qualquer ajuste. Isso dá ainda mais margem pra que os ebooks sejam usados como lastro dos livros físicos e seus preços não tenham muita relação nem com o seu custo de produção e distribuição, e nem com a sua procura, atendendo basicamente os interesses da editora de acordo com as vendas dos livros físicos.

    O mais importante pra mim nessa discussão toda, no entanto, é a questão dos direitos autorais. Quando se trata de livros físicos, pode-se argumentar no sentido de manter o pagamento de direitos autorais pois há um produto ali que se vale da obra para existir e gerar lucro e nada mais justo que retribuir o autor, agora com um livro digital não há um produto, e aqui eu vou ter que me explicar um pouco melhor. Pois bem, eu me recuso a tratar informação como produto, principalmente informação pública, e um arquivo nada mais é do que informação, seja software, seja mídia, seja o que for, e fazer disso um produto pelo qual se deve pagar para ter acesso já é um problema. Há toda uma discussão a esse respeito há muito tempo principalmente dentro da comunidade do software livre, e daí surgiram grupos como o Partido Pirata e o próprio Pirate Bay, fomentando essa discussão, provendo uma estrutura política e provendo também esse conteúdo na rede, além de mostrar que é possível se valer de um modelo diferente de negócio que não se valha de direitos autorais para se financiar e gerar lucro. O Pirate Bay há algum tempo tentava produzir um documentário que seria obviamente livre, assim iniciaram uma campanha com financiamento coletivo e conseguiram o dinheiro necessário, quando o documentário ficou pronto, além de disponibilizarem-no para download gratuitamente nos mais diversos formatos, do mais pobre ao full hd, disponibilizaram um link para compra. Muita gente comprou e muito gente baixou de graça. Além disso, há plataformas como o flattr e o patron que permitem às pessoas financiarem artistas, sites e praticamente qualquer tipo de projeto de forma simples, barata, mas que no final das coisas não é raro que acabe juntando muito dinheiro, isso sem falar das plataformas de financiamento coletivo para projetos específicos que nós já conhecemos como o catarse e o kickante.
    É fato que a produção desses conteúdos não é de graça e precisa ser financiada de alguma maneira. Que as editoras lucrem em cima dessa produção e da venda de livros está ok, afinal a tiragem dos livros também custa dinheiro e aqui trata-se efetivamente de uma transferência de produtos. Agora, no caso dos livros digitais, em que o custo de armazenamento e replicação poderia ser literalmente nulo caso as editoras resolvessem disponibilizar esse conteúdo em torrent, por exemplo, não tem do que querer cobrar alguma coisa! Ou melhor, pode cobrar, mas não vem reclamar de pirataria quando uma pessoa que pagou por aquele conteúdo resolver copiá-lo e disponibilizá-lo gratuitamente pra quem quer que seja. Percebem que há uma tentativa de impedir que uma pessoa simplesmente repasse uma informação que ela possui? Aquilo é informação e acabou. Pra ficar um pouco mais claro, imaginem que todo arquivo é em última instância meramente uma sequência de 1’s e 0’s. Eu poderia muito bem abrir esse arquivo num program específico que me desse essa sequência e ir ditando número por número a uma outra pessoa que vai ali construindo um outro arquivo que vai ser idêntico a esse. Com que argumento alguém vem querer proibir isso?
    Enfim, essa discussão vai muito longe, já tá aí há décadas, desde quando as gravadoras começaram a implicar com consumidores que faziam coletâneas em fitas k7 a partir de outras que eles tinham comprado (!!!), e vai continuar por muito tempo já que as impressoras 3D estão cada vez mais avançadas e logo logo deve ser possível copiar em casa um número cada vez maior de objetos.

  • Maria Faria

    Demorei para comentar, mas quero dizer que fiquei super feliz de ver meu comentário lido no Cabuloso cast, fiquei me sentindo a última bolacha do pacote. Adorei a nova discussão sobre o assunto e percebi que este assunto sempre rende mais assunto. Se forem discutir todos os detalhes e pontos de vista, acredito que gastariam mais 20 episódios (ou infinitos). Abraços a todos!

  • Charles Dias

    Ebooks no Brasil são ridiculamente caros e sem a explicação da economia de escala de tiragens maiores, a culpa disso recai somente nos ombros das editoras. Em minha humilde opinião é parte de uma estratégia de desestímulo da popularização dos ebooks … por motivos financeiros … motivos de “sempre fizemos assim” e para tentar retardar o fenômeno da auto-publicação digital.

    Particularmente leio 99% digital por praticidade e menor custo. Adoro meu Kindle, adoro meu tablet.

  • Poderiam criar uma lógica simples:
    Valor do livro menos a impressão.
    Contudo vários custos teriam que ser diminuídos devido a um número maior de mídias presentes.

  • Ouvi um outro podcast sobre o tema, que até foi citado neste, mas não me recordo o nome e fiquei bem chateado. Eduardo Spohr e os outros presentes focaram exclusivamente no lado das editoras, que apesar de precisarem de grana (são empresas e não ONGs) exploram o autor até a última gota de suor.

    Sou a favor da valorização do profissional, seja ele o editor ou o autor, mas não dá pra cobrar os preços que andam cobrando em e-books. Tem e-book que é mais caro que o livro físico, tá de brincadeira né? Não tem distribuição e nem impressão. E ao contrário do que afirmam por aí, quem determina o valor de mercado de alguma coisa é o próprio mercado e não o que achamos que vamos cobrar. É a regra básica do Marketing.

    Esse podcast foi muito mais “honesto” sobre o tema, sem prestar o serviço de ser escudo para editoras. Parabéns.