CabulosoCast #138 – Auto-publicação é desmérito?

60

Olá Cabulosos do meu Brasil Varonil e Booklovers de todo mundo! Neste capítulo, Lucien o Bibliotecário e Julianna Costa recebem Igor Rodrigues, Lady Sybylla e Luciano Pires para falarem sobre auto-publicação. Hoje você conhecerá a experiência de pessoas escolheram a auto-publicação e não se arrependeram. Será que o autor que deseja se auto-publicar está prejudicando sua carreira? Por que a auto-publicação ainda é vista como algo negativo? Como fazer para se auto-publicar?

Atenção!!!

Para ouvir basta apertar o botão PLAY abaixo ou clique em DOWNLOAD (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como para salvar o episódio no seu pc). Obrigado por ouvir o CabulosoCast!

Quer baixar o episódio em arquivo rar?

Para baixar a versão em zipada clique aqui, em seguida cole o link de download e clique na opção convert file.

Comentado na Leitura de E-mail’s

Citados durante o Episódio

Mídias Sociais

Assine nosso Feed

Assine nosso feed http://feeds.feedburner.com/cabulosocast

Nossa Página no iTunes

https://itunes.apple.com/br/podcast/cabulosocast/id730234743?mt=2

Nossa Página do You Tuner

http://youtuner.co/index/results?s=cabulosocast&x=0&y=0

  • Caio Borrillo

    Sobre a teoria do Game of Thrones!

    Quem leu Trilogia Prince of Thorns deve lembrar que a sociedade ‘medieval’ era uma sociedade pós-apocalíptica, que entendia a tecnologia como magia e hologramas como fantasmas. Então, é possível sim!

    • Renato Dantas

      O Caçador de Apóstolos e o O Deus Máquina do Leonel Caldela também abordam esse aspecto, bem como as séries Shannara do Terry Brooks e Darkover da Marion Zimmer Bradley. A série de TV Battlestar Galactica também aborda esse aspecto, mas de outra forma, a humanidade veio para a Terra de outro planeta e chegando aqui decidiu destruir a tecnologia avançada por causa dos problemas que ela tinha causado.

    • Mas lá tem resquícios de tecnologia? Objetos, construções que mostram que um dia ela já existiu? Acho que é possível, mas teria que ter algo assim, não?

      • Igor Rodrigues

        Tem. Tem prédios, aparelhos eletrônicos, armas de fogo, satélites e tudo mais, embora os personagens não tenham ideia do que seja nada disso.

        • Daniel Monteiro

          Em game of thrones??????????????

          • Igor Rodrigues

            Não, em Prince of Thorns

      • Renato Dantas

        Talvez a humanidade tenha destruído a tecnologia quando chegou no planeta. Isso acontece em Battlestar Galactica, eles socam tudo dentro da Galactica e mandam ela em direção ao Sol.

        Ou o metal/vidro/plástico tenha sido reutilizado em outras coisas, como acontece nos livros da série Darkover.

        Será que o Aço Valiriano não seria o metal das espaçonaves?

        • Pois é, é uma possibilidade. Não descartei a teoria completamente, mas se aconteceu foi há muitos e muitos anos.

          • Priscilla, tem um jogo que tem mais ou menos a mesma linha: Xenogears. No momento em que o jogo se passa a humanidade já recuperou a tecnologia, mas olhando a cronologia da história do jogo todo, do momento em que uma enorme nave “caiu” no planeta até muito tempo depois a humanidade viveu um período bem medieval e só começaram a resgatar a tecnologia depois que em algumas escavações e ruínas encontraram alguns resquícios de tecnologia. Mas entre a queda da nave e o resgate da tecnologia passaram-se milhares de anos.

            Mas se o planeta de GOT foi mesmo colonizado por Terráqueos, eu diria que algumas famílias ali de Westeros são descendentes diretos do Senado brasileiro, kkkk.

  • Daniel Monteiro

    Fala Lucien e convidadaiada!

    Podcast com tema no qual me encaixo, tive que ouvir logo que saiu o anúncio no grupo do Facebook, e mais uma vez não me decepcionei: conteúdo bem conduzido e de grande valor aos que embarcam nesta empreitada que é a publicação independente. Deixo meu joinha em absolutamente TUDO que foi dito, não discordo de uma frase sequer (e acho que nenhum dos participantes discordou do outro também, interessante).

    Acho bom frisar o que foi dito pelo Luciano, se não me engano ao complementar o Igor quando dizia que uma das vantagens é o autor ter controle sobre distribuição e marketing: o controle da produção em si, o ato da escrita, se preserva. O editor tem sua expertise na hora de transformar um texto em uma peça comercial, mas algumas vezes o autor encara uma mudança solicitada no texto como um “sacrifício”, uma abdicação de um traço autoral para se encaixar no modelo comercial; na publicação independente isso não acontece (mas a dose de autocrítica do autor precisa ser maior, para ele mesmo balancear a porção mercantil empregada nas suas palavras).

    Sobre o incentivo para iniciantes no que tange a recompensas financeiras… Acho corajoso demais dizer que é possível viver de publicação independente, mas também não gosto de ser drástico e falar que a pessoa não vai ganhar nada, só perder dinheiro. Sempre que vou falar sobre o assunto, me restrinjo a contar a minha experiência e deixo a pessoa decidir se foi válida ou não. No caso, com todo dinheiro que ganhei na publicação independente, ao longo de 3 anos e meio, o único bem que consegui comprar foi uma TV nova, o resto do dinheiro se perdeu rapidamente pagando contas de restaurantes, não dá para fazer muito além de pagar um almoço com o que ganho vendendo 4 ebooks. Quando vejo um autor muito eufórico com sonhos de riqueza (geralmente são adolescentes que tem esse perfil), já deixo a dica que o dinheiro que ele deve esperar é o para comprar um presente de dia das mães (pq mãe fica feliz independente do preço e é só uma vez no ano =D).

    LIVROS FÍSICOS: Eu não recomendo o Clube de Autores, por conta do preço final alto e o acabamento é duvidoso (o exemplar pode vir maravilhoso ou porco, o controle de qualidade é bem esquisito). O create space me serve maravilhosamente, não tive problema ainda com eles, só acho complicado usar com o dólar atual, pois na época tive que comprar uma tiragem grandinha para fazer valer o frete, e olha que o dólar estava menor que 2 reais!!!

    LIVROS DIGITAIS: Só usei a amazon e me serve bem. Recomendo o Kindle Unlimited para contistas e KDP Select tradicional para escritores de romance.

    “Agora, escolham blogueiros SÉRIOS, NÉ? PELO AMOR DE JESUS…”
    No fim do cast, Lucien MITOU, huahauuhaua. Não podia ser dito melhor que isso, assino embaixo. Desculpem o post gigante (mas compensa os outros episódios que fiquei sem comentar), espero que minhas considerações ajudem também.

    Abraço!!!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Daniel,

      Sei do seu trabalho e saber que um autor que se auto-publicou aprovou nosso episódio é um mérito e tanto.

      Sem sombra de dúvida este seu depoimento é importante, pois você passou por esta experiência.

      Agradeço por compartilhar sua história com a auto-publicação aqui.

      Abraços.

  • Baixando. Mesmo sem ouvir, tenho uma opinião sobre o assunto: Não. Auto-publicação não é demérito, ao contrário, é uma saída. O mercado está muito fechado para novos autores: de um lado tem editoras que cobram uma fábula para imprimir sob demanda e pelo outro tem as editoras que não cobram do autor, mas o livro acaba com um preço muito salgado (nem sei se isso é dito no episódio).

    Eu estou me auto-publicando pela Amazon e estou muito empolgado

    • Lucien o Bibliotecário

      Joe,

      Pergunta (pois sei que já ouviu), você já publicou o seu livro? Cadê o link?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Já sim, olha aqui o link: http://t.co/Lo35Wl5HHr

        Um dos meus betas achou que o preço está barato pelo tamanho do livro. Talvez eu ainda altere, mas até terça está de graça

  • Soraya Coelho

    Esse cast em particular veio em ótima hora pra mim, tanto por estar pensando em dissertar sobre o assunto quanto por estar trabalhando em um livro próprio. Já estava pensando na auto-publicação e ouvir as opiniões de quem já trabalhou/trabalha com essa plataforma foi maravilhoso! Obrigada Cabulosos!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Soraya,

      Conte conosco para divulgar o seu livro, por favor!

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • jedimdk

    Klaus
    Sobradinho (DF)

    Acho que depois de perguntar cadê a Domenica e a Priscilla, acho que ja tá na hora de perguntar para o Lucien ficar descansando, pois claramente está vivendo 29 horas por dia, e deixar na mão das meninas a leitura de emails. Seria possível? Assim teremos um toque feminino na leitura de mensagens.

    Cast excelente, como de costume e por outro lado não poderia ser de outra forma a não ser excelente. Tema muito bom e bem desenvolvido, convidados ótimos. Acompanho o trabalho do Luciano Pires já tem um bom tempo, e claro, a participação dele foi o recheio do bolo. Maravilhoso.

    Lucien,não deu pra ouvir na madruga, eu trabalhei que nem um louco no final de semana e na segunda e nos dias seguintes foi um sufoco conseguir equilibrar o rombo no meu estoque causado pelas vendas excepcionais desses dias. MAs ouvi hoje de manhã enquanto fazia o sorvete de tangerina, e aprendi e me diverti bastante. Obrigado mais uma vez.

    • Lilian Gouveia

      Não gostei da sugestão… kkkkk #ficaLucienleituradeemails… kkkk

      • jedimdk

        um momento totalmente feminino no cabuloso. poder pras mulheres e logo uma mulher é contra isso? vivendo e aprendendo

        • Lilian Gouveia

          “poder as mulheres”.. Ahã… Kkkk

    • Lucien o Bibliotecário

      Klaus,

      Você é um cara muito esforçado, hein?! Pensei que teria lhe tirado o sono novamente.

      Bem, agradeço pelos elogios ao episódio e sabia que espero sempre, sempre mesmo continuar a trazer mais cerejas para o bolo do CabulosoCast.

      Sucesso, como sempre, para o seu empreendimento.

      Obs.: Sobre a leitura de e-mails, não vai rolar hauahauahuah

      Abraços.

  • Renato Dantas

    Renato, 34, São Paulo, Revisor de Texto (futuros autores autopublicados, tamos aí)

    Episódio sensacional. Apenas reforçou a ideia que já tinha, motivada por vocês mesmos, de que hoje em dia não vale mais tão a pena correr atrás de editoras. Acho que foi no episódio sobre Profissão Agente Literário que se falou que o grande trabalho da editora no fim das contas é a distribuição, mas todos os demais passos podem ser seguidos de boa por um autor independente.

    Sempre tive uma dúvida e enquanto ouvia o episódio já estava pensando em jogar ela aqui nos comentários, mas o Igor acabou respondendo-a com maestria no final. Sempre me perguntei se o dinheiro que essas “editoras” cobram do autor para “publicar” um livro não seria melhor gasto contratando Revisor (olha eu aqui!), Diagramador, Capista e outros profissionais necessários para o processo de confecção de um livro. E agora vejo que sim, é um investimento muito melhor.

    Sobre a teoria dos humanos aliens em GoT, já comentei aqui mesmo nos comentários de algumas obras que seguem essa premissa. Quanto ao fato levantando pela Priscilla de não haver resquícios tecnológicos, eles podem ter sido propositalmente destruídos (como acontece em Battlestar Galactica, especialmente se os humanos acharem que o avanço tecnológico desenfreado foi o responsável pela ruína do antigo planeta) ou todo material físico, especialmente o metal, pode ter sido reaproveitado (talvez o aço valiriano seja proveniente de metal de espaçonave).

    Abraços e continuem o excelente trabalho.

    • Lucien o Bibliotecário

      Renato,

      Isto sobre a grande vantagem da editora ser a distribuição foi no episódio de ebooks e quem disse foi o Igor.

      Pois é, eu também tinha essa dúvida sobre o dinheiro investido, mas eu compreendo (eu disse entendo, não disse aceito ou acho certo) quando autores preferem pagar para editoras.

      Pois além de investir o dinheiro existe a necessidade de participar do processo todo quando se quer auto-publicar. Já com uma editora, não tenho certeza, mas acredito que assim seja, você só precisa ficar dando “ok” para as coisas que gosta ou não. E no final o livro aparece “magicamente” na sua mesa.

      Mas quanto as vantagens disso acho que discutimos a exaustão no episódio.

      Obrigado pelo comentário e haverá uma menção especial sua na próxima leitura de e-mails.

      Abraços.

  • Olá amigos Cabulosos.

    Este episódio pode entrar para a lista dos episódios de profissões, pois o autor auto-publicado, além de escritor (que por si só já é uma profissão) e como bem dito pelos participantes do Cast, é também um profissional multidisciplinar: é vendedor, é empresário, é revisor, editor, capista, diagramador, etc. Será que no ramo da literatura estamos vivendo uma nova renascença; época em que haviam muitos polímatas? Pois o autor auto-publicado é um polímata que está indo contra a corrente contemporânea que prega que devemos nos focar em apenas uma área do conhecimento para nos tornarmos muito bons nesta “uma” área (sempre olhei para essa ideia com desconfiança, kkk).

    Posso dizer uma coisa com certeza avaliando o cenário friamente: quem mais perde com a auto-publicação são as editoras. E por este exato motivo é de se esperar que as editoras vão; em sua maioria, tratar a auto-publicação como concorrência e dentro desta premissa farão marketing negro contra esta nova modalidade de publicação que a tecnologia trouxe aos autores.

    Concordo e acho fantástica a analogia com a teoria da evolução, peço inclusive licença para fazer uma brincadeira:

    A tecnologia mudou o meio ambiente habitado por estas espécies: editoranossauros, livrariátrores, escritoroptecus apharensis, capistranhon, entre outros. Eles acabam de testemunhar a queda de uma meteórica mudança na atmosfera editorial que mudou o clima do planeta imprensa. A internet e as suas tecnologias agregadas rasgaram as placas tectônicas abrindo uma cratera de dimensões ainda desconhecidas. Quais serão os impactos que esta mudança causará?

    Ainda é difícil saber onde iremos parar. Mas o escritoroptecus apharensis é um bicho que já está evoluindo para o escritomo sapiens sapiens (talvez ainda seja apenas um escritomo erectus, mas ele irá avançar nesta corrida evolutiva) e com isso está agregando algumas das vantagens evolutivas antes dominadas apenas por outras espécies. O editoranossauros está começando a sentir a escassez de presas e com isso muitos dos editoranossauros menores já estão sentindo-se ameaçados com a concorrência dos escritorominídeos que estão começando a ganhar terreno. Será que o editoranossauros se extinguirá no futuro com a escassez de alimento provocada pela mudança climática? Ou ele irá se adaptar e transformar-se em algo como um editorgallus domesticus bem menor e por isso com menores exigências de alimento? Só o futuro poderá responder a estas perguntas.

    Mas uma coisa é certa: os bichos estão se adaptando e apenas os mais fortes saberão como viver nesta nova era.

    Recentemente eu pesquisei um pouco sobre auto-publicação e descobri o concurso – que já encerrou inclusive – brasilemprosa (parceria da Amazon com a SanSung). Para entender melhor como funciona a plataforma de auto-publicação da Amazon inscrevi alguns contos meus nesse concurso. Após isso, ainda seguindo com minha pesquisa, vi que até a Saraiva e a Cultura já possuem plataformas similares. Uma coisa concluo disso, as livrarias (ao menos essas grandes) não parecem ser tão contra a auto-publicação. Aliás vejo que a Amazon está trabalhando bastante em difundir no Brasil esta modalidade de publicação (porque exatamente eu não sei, mas deve haver algum motivador mercantil aí, pois li algumas coisas à respeito). Também fiquei surpreso ao ver que algumas editoras já estão se adaptando a isso; a Leya possui uma plataforma de auto-publicação chamada Escrytos e que possui além da possibilidade de permitir ao autor publicar de forma totalmente gratuita o seu livro, disponibiliza serviços editoriais que podem ser comprados por quem desejar pagar por eles (como revisão de texto, etc). Além da Leya conheço a Bokkes que disponibiliza um serviço similar há algum tempo.

    Mas, apesar de toda a facilidade que a auto-publicação traz para os autores e à despeito de todo “marketing negativo” prestado pela concorrência (entenda-se modelo tradicional), o que realmente é difícil na auto-publicação é a divulgação e o marketing da obra publicada. Por mais que o autor domine completamente a arte da revisão, edição, arte da capa, diagramação, etc, ele ainda precisará de algo que não se domina apenas com técnica e aprendizado: a publicidade de sua obra possui um custo que precisa ser pago mesmo quando se sabe como fazer esta publicidade.

    Em geral é o quanto se gasta em publicidade que vai determinar o quanto um produto ganha visibilidade. Isto não é uma regra geral. Mas é um fato que comumente se aplica à maioria dos casos.

    Eis aí, ao meu ver, a grande sacada: como usar a tecnologia atual para baratear o máximo a publicidade de uma obra? Como lançar mão dos recursos que a internet nos disponibiliza para tornar um produto visível sem que seja preciso gastar uma pequena fortuna em publicidade para isso?

    Espero descobrir (ou que descubram e divulguem) isso nos próximos anos.

    Será que o antigo folhetim se adaptaria bem ao ambiente atual de publicação? Eu já me peguei perguntando se esta não seria uma boa saída para novos autores ou até mesmo para autores em curso.

    Primeiro porque ao lançar o “livro” em pedaços divulgados periodicamente o faz funcionar como uma “novela impressa/digital” e permite ao público acompanhá-la sem precisar bancar um “livro fechado”.

    Segundo que o público vai até a mídia que lança o folhetim (por exemplo um jornal digital, um portal de noticias, um blog, uma revista digital, etc) não só para acompanhar aquela história, de modo que ela pode acabar conhecendo a história devido a tudo o mais que aquela mídia pode lhe agregar e vice-versa: é uma coleção de conteúdo agregado em que um conteúdo atrai leitores para outro conteúdo e vice-versa.

    Terceiro que, ao completar a obra, o autor poderá lançar um “livro fechado” para um publico que já possui e que construiu ao longo daquele período de publicação periódica.

    Sei que de certo modo o folhetim já “ressurgiu” em novas roupagens, ao menos no que se trata do formato de publicação periódica, como o Wattpad, os blogs, etc. Mas, o “formato folhetim” em si precisaria ter, para funcionar em sua plenitude (ao meu ver, pelo menos), esta “cara de jornal, ou revista” assim digamos (chamo assim por falta de palavras mais adequadas). Ou seja, o folhetim, na minha cabeça, funciona porque é uma mídia concentradora que atrai público: não há ali apenas as histórias lançadas como periódicos, mas toda uma linha de conteúdo escrito. Hoje, com a forma difusa que a internet possui, não temos uma mídia concentradora que atrai o público e talvez por isso um novo “folhetim” nunca venha a surgir de fato. Até mesmo porque neste mar que é a internet e com tantas opções de entretenimento (tanto no sentido literário como em outros aspectos) é difícil pensar em uma mídia concentradora, tanto quanto é difícil para quem quer ser visto se divulgar em um espaço tão grande.

    Mas talvez ainda seja possível que esse fóssil – o folhetim – sofra alguma mutação e ressurja como uma opção para a publicação. Afinal, ao mesmo tempo em que o folhetim já dominou um período sem que houvesse quem lhe fazer concorrência (nem televisão havia para concorrer com ele) hoje temos como ter um folhetim que agregue não apenas texto, mas imagens, áudio, vídeo, etc. Desta forma, as possibilidades são maiores.

    Bom, concluo dizendo que os participantes (todos) estão cobertos de razão: a auto-publicação não só é uma opção válida tanto quanto o modelo tradicional como também é um sinal de que a tecnologia mais uma vez está mudando a forma como se faz as coisas. Isto é ótimo. Talvez seja um exagero meu, mas julgo estarmos em um momento comparável com o aparecimento da imprensa mecânica de Gutenber, que permitiu a produção de obras impressas em uma velocidade antes inconcebível. Digo que é algo comparável porque da mesma forma que antes da imprensa mecânica levava-se anos e às vezes até décadas para se manufaturar um livro (um volume único inclusive) antes das tecnologias agregadas à internet você não podia, por exemplo, carregar milhares de livros em um único aparelhinho que cabe no bolso e nem tão pouco era capaz de publicar um livro digital e disponibilizá-lo para todo o planeta na velocidade de um clique. Esta nova “imprensa digital de internetberg” está aí e as pessoas estão aprendendo a fazer com ela o que antes não era possível. Veremos até onde essa nova onda poderá nos levar.

    Transcrevo abaixo um trecho de um trabalho que fala sobre o que ocorreu na época de Gutenberg:

    “As descrições “triunfalistas” da nova invenção com as quais comecei este artigo foram contrabalançadas desde o início pelo que poderíamos chamar de narrativas “catastrofistas”. A imprensa foi descrita pelo humanista francês Guillaume Fichet – que introduziu a máquina impressora em Paris – como o “cavalo de Tróia” (3). Diferentes grupos sociais levantaram diferentes críticas ao novo instrumento. Por exemplo, os copistas os e os “papeleiros” (que vendiam livros manuscritos) e os cantores contadores de histórias profissionais, todos temiam – como acontecera com os operadores de teares manuais na Revolução Industrial – que a imprensa os privaria de seu meio de vida.”

    Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142002000100010&script=sci_arttext

    E faço a seguinte reflexão: o primeiro livro impresso por Gutenberg (a Bíblia) está para a auto-publicação como as editoras atuais (e áreas de atuação afins) contrárias à auto-publicação estão para os copistas e cantores contadores de história de outrora.

    Bom, um dia eu serei um autor auto-publicado, kkk, mas não penso que a auto-publicação será um caminho fácil. Mas, por tudo que já li, pesquisei e ouvi de casos pessoais (no CabulosoCast) me parece um caminho mais justo que o caminho clássico.

    Obrigado por mais um episódio cabuloso. Esses episódios além de informar como funciona o meio literário para quem é leitor também são aulas para os futuros escritores.

    Agradeço à Ju Costa não só por este episódio como também pelas dicas dadas lá no episódio 31 e ao texto dela no leitor cabuloso na coluna Rascunho: Os desafios do primeiro livro (ainda estou na empreitada com o projeto que comentei naquela época, mas hoje em um nível muito mais maduro, kkk).

    http://leitorcabuloso.com.br/2012/08/rascunho-os-desafios-do-primeiro-livro/

    Agradeço à Sybylla e ao Luciano e desejo sucesso ao Igor em sua empreitada na auto-publicação.

    Obrigado Lucien e Priscila por citarem meu último comentário sobre GOT. (Mas não chego a considerar os livros do Véio como tortura literária. Um livro tem que descer ao nível do subterrâneo esquecido e enterrado em baixo do buraco mais fundo do buraco mais abissal que existe em baixo da fossa das Marianas para eu considerar que o livro não vale à pena ser lido, kkkk).

    Ah, e creio que o segredo para a capacidade do Martin em escrever algo tão cheio de pontos de vista é que, após uma de suas histórias ter sido rejeitada 42 vezes ele deve ter tido algum vislumbre do universo sobre a arte da literatura, afinal, 42 não é qualquer numero e deve ter dado a ele muitas respostas, kkkk.

    Aguardando o próximo cast.

    • Lucien o Bibliotecário

      Bibliomante,

      Era exatamente isso que eu queria ter dito, mas você usou as palavras certas quando falei que de uma certa forma em sua como se as editoras estivessem fazendo cara feia para a auto-publicação no sentido de menosprezá-la, mesmo que não seja algo esquematizado com propaganda e posts gigantes, mas o próprio fato de não falarem ou de falarem com certo desdém me fez pensar nessa hipótese e você resumiu é uma concorrência.

      Adorei a brincadeira com a versão pré-histórica do mercado editoral, você é um gênio! 😀

      Sobre a questão da publicidade, acredito que como se trata de uma nova forma de se publicar exige uma nova forma de divulgar. O folhetim é uma opção, mas como você mesmo frisa, é necessário não confiar ou apostar nos meios tradicionais para divulgar um livro. Hoje temos blogs, vlogs, podcasts… uma infinidade de possibilidades de um livro se tornar conhecido. Se a ambição do autor for apenas ter o seu exemplar exposto em uma livraria poderá recorrer aos meios tradicionais, contudo acredito que mais do que ser um autor de “exposição” seja vital que seja um autor lido.

      Obrigado por enriquecer o debate.

      Abraços.

      • Eu é quem agradeço por um podcast que enriquece a semana gerando esses debates! =-D

        Sempre bom saber que próxima semana terá mais.

        Lisonjeado pelo gênio! kkk Mas gênio é o bibliotecário que vem e saca um livro da manga e surpreende a todos com um PocketEspecular! kkk Muito legal a ideia! A semana está ficando mais cabulosa.

        Mais uma vez agradeço.

        Abraços.

    • WagnerRMS

      Espetacular o comentário do Bibliomante, show de bola!!!

      Tenho experiência (e talvez seja construtivo partilhá-la) com a publicação “folhetinesca” no sentido em que comecei a publicar uma space opera de minha autoria, chamada “Código 7 Infinidade”, de forma bem próxima à sugerida pelo Mestre Bibliomente: em série, como uma novela que no fim formará um livro (mais provavelmente, no caso de C7i, dois ou três livros), inicialmente sem cobrar nada, em um blog totalmente voltado e formatado (a interface era própria para leitura online) para a obra em capítulos. Não funcionou, embora tenha conseguido críticas extremamente positivais de alguns leitores de nicho que curtem FC, nunca se formou público suficiente para que continuasse a valer o investimento. Parti para a Amazon, e lá reuni capítulos em livretos (60 a 70 páginas cada, em média), que já estão no sexto episódio. Tem funcionado um pouco melhor assim, mas eu ainda esbarro da necessidade natural que o público tem de desconfiar de autor que não é ratificado por um status formalizado na cabeça dos leitores do tipo “tá geral dizendo que a/o cara é bom, que a leitura vale o gasto!”, sem isso a maioria dos poucos que ali passam olha, curte, um ou outro até divulga, mas a maioria não compra. Fato é que ainda estou tentando entender direito essa dinâmica de como provar ao público/banco (a parte do banco é metafórica, claro) que pode me comprar/emprestar pois divirto/não-preciso-do-empréstimo, rsrsrs, uma de minhas tentativas é disponibilizar no meu blog PDFs com os dois primeiros episódios de C7i integrais e gratuitos. Outra é buscar blogs literários e oferecer o e-book para resenha, mas em geral tenho recebido o “somente livros físicos” como resposta, então, sem um (ao menos para mim) vultoso empréstimo bancário (nãããão, Wagner, não faça isso!) para imprimir uma boa leva dos meus livros, e distribuí-los para avaliação, fica complicado, até onde vejo, usar este caminho para ratificar, diante dos leitores, meu trabalho (e não estou nem incluindo aqui o fato de que essa mesma ausência de recursos me faz ser autor, revisor, capista, o sujeito do marketing e o carinha do café dos meus trabalhos). Creio, inclusive, que foi Mestra Sybylla que mencionou algo neste sentido: que ainda é irrisória a quantidade de resenhas de e-books. Sim, é, pelo que experimento. E sim, quando este tipo de “publicidade natural” estiver disponível para o e-book em larga escala e em pé de igualdade com livros físicos, isso pode, em minha modestíssima opinião, alavancar significativamente este mercado (e apoiar muito o autor auto-publicado).

      O que faço com C7i não é *exatamente* o que sugeriu Mestre Bibliomante, pois ele sublinhou que o texto literário fosse cercado de artigos e outros materiais em diversas formas que agregassem valor e catalisassem público, mas achei (espero não ter errado) que minha experiência de já uns bons 3 ou 4 anos na publicação seriada poderia ser referência útil aqui.

      Forte abraço e sucesso para todos!!!

      • Muito obrigado pelos elogios Wagner!

        Eu acho que criar um blog/site/similar com a obra cai naquilo que chamamos de “efeito pulverização” da internet: ela tem muitas obras, muitos meios de entretenimento, mas muitos mesmo e isso faz com que todos apareçam apenas um “pouquinho” do que apareceriam se estivessem em um “canal mais centralizador”.

        Pensando um pouco depois que o Lucien me respondeu e refletindo em como evitar esse efeito colateral, pensei que talvez alguns autores já façam isso (não apenas autores, na verdade acho que quem trabalha com divulgação e marketing na web já tem familiaridade com isso) recorrendo a um processo similar ao da própria “pulverização”: você pulveriza também a divulgação: e cria blogger, wordpress, facebookpage, twitter, youtube, etc, além de começar a pagar por anúncios (estilo google adsense, etc).

        Acredito que isso até ajude a aumentar a visibilidade, apesar de dar uma trabalheira, consumir tempo e até algum dinheiro.

        Mas isso ainda não é, na minha cabeça pelo menos, tão eficiente como o seria publicar uma novela em um portal já existente e que já possua publico por conter de forma concentrada vários tipos de mídia: vídeo, áudio, texto, etc.

        Mas mesmo esses “portais” não são novidade hoje em dia e também já estão pulverizados na internet.

        Mas como abordado no Cast, a tecnologia está trazendo mais ferramentas. Talvez misturando esses novos meios (ferramentas da Amazon, Saraiva, Cultura, Scrytos, Clube de Autores, etc) com os blogs, vlogs, audio, etc, consigamos achar um caminho novo e eficiente.

        Quem sabe não inventamos uma Academia Nacional dos Autores Auto-Publicados na internet e começamos a elaborar um plano maquiavélico para dominar a divulgação de obras na internet brasileira? kkk

        Afinal, a necessidade é a mãe da invenção. E talvez os autores precisem começar a impor uma presença mais forte na internet a fim de mostrar para o público leitor este “grande Autor Nacional”.

        Talvez, reunindo autores em um esforço de ganhar visibilidade (com qual meio é preciso se pensar), combata-se (em parte) o efeito colateral da “pulverização” que a internet proporciona e facilite usar mais o lado benéfico deste efeito.

        Bom, ainda quebrando a cabeça com isso, kkkk

        Abraços

        • Poxa, eu que agradeço, Mestre Bibliomante, por ter essa oportunidade de conversar, partilhar experiências, e aprender!

          Concordo com tudo que disse, gostei de aprender sobre “pulverização”, obrigado, e eu mesmo faço isso que o amigo mencionou ser a “pulverização” dos autores. Me sinto (e creio que outros autores auto-publicados também, especialmente aqueles, rsrs, “menos jovens” e consequentemente tão enferrujados quanto eu) um daqueles camaradas que fazem o show da banda de um homem só: tento atingir o máximo que alcanço da “pulverização” por meio de meu blog interligado à Fanpage no Facebook e mais algumas outras mídias sociais e literárias, inclusive fazendo anúncios no Facebook, gastando entre 2,5 a 10 pratas/dia para divulgar (o dólar sobe, e minha carteira esvazia mais e mais rápido, rs, o FB cobra em dólar, ugh! Rsrsrs!). Anúncios vão divulgando aos poucos, mas essas ferramentas focam mais agressivamente no ganho pra elas (e não numa solução que diferencia o grande investidor do pequeno), tendo como alvo os grandes anunciantes, me parece, e então a relação dinheiros/público-alcançado exige altos investimentos. Daí o que uma pessoa física pode pagar resulta em um acesso muito pequeno à massa de público que elas possuem, e uma divulgação bastante lenta, infelizmente.

          Achei “supimpa” a ideia de uma organização que nos faça dar as mãos, apoiar o amadurecimento profissional um dos outros (pois estamos todos aprendendo/aprimorando o ofício) e fortalecer, juntos, este Mercado. Deveria existir algo assim. Não tenho grandes conhecimentos para afirmar isso, mas me parece que em países mais desenvolvidos há esse “espírito” de “vamos fazer algo grande e importante juntos”, enquanto aqui parece rolar aquele “umbigocentrismo” bobo e mesquinho que mencionei, que passa a sensação de que cada um tá aplicando sua versão da máxima Highlander, “só pode haver um, e o meu é este um”. Não, com um Mercado Criativo consolidado, podemos ser muitos! Muitos! E isso é Ótimo!

          Ah, sinto que tal apoio mútuo também, se pautado em honesta avaliação uns dos outros, sem egocentrismos ou disputas, melhoraria a qualidade geral do nosso trabalho, e, se transparente ao público leitor, produziria algo que me parece essencial ao novo autor: credibilidade, legitimidade, referência, algo que sirva ao leitor, neste imenso mar de entretenimento que a amigo muito bem citou, como indicativo de que “há um bom entretenimento aqui, experimente”, e/ou, em casos de textos mais profundos, “há boa oportunidade de enriquecimento pessoal, experimente”. O “me indica algo bom pra ler aí” é, me parece, o filtro mais comum usado pelo leitor para não se “afogar” em tantas possibilidades.

          Isso se aplica também ao prefácio, se uma pessoa capacitada, mas tão “ilustre desconhecido” quanto eu, prefacia certo livro, enriquece a obra, mas não a distingue em meio a esta extrema “pulverização”. Se um autor já consagrado, ou alguém relacionado ao meio e reconhecido, como por exemplo as Mestras e Mestres Cabulosos aqui, avalia e considera que de fato a obra merece, e prefacia tal livro, então o trabalho ganha credibilidade e destaque instantâneos (emprestados, ética e legitimamente, de quem já os tem), pois as pessoas estão ávidas por ler, mas não conseguem distinguir o quê em meio a tantas possibilidades, então elas ficam ainda mais ávidas por “indicações”.

          Também, de cá, eu estou apanhando e tentando descobrir o que fazer, Mestre Bibliomante, e agradeço, mais uma vez, por poder partilhar contigo isso e poder aprender com suas percepções. Show!

          E vamos que vamos, sempre em frente, partilhando essas ideias, e fortalecendo o Mercado Criativo do Brasil!

          Grande abraço e muito sucesso para o amigo!

  • Excelente tema! Ouvindo.

  • Acho que foi nesta matéria que tive um vislumbre do porque a Amazon está indo com tanto afinco atrás dos autores e ignorando as editoras (a guerra está mais que declarada, está em curso, kkk):

    http://jovemnerd.com.br/nerd-news/hq-livros/amazon-ignora-editoras-brasileiras-para-lancar-ebooks-no-mercado-nacional/

    E tentando lembrar eu também achei esse abaixo interessante:

    http://alemdoroteiro.com/2014/08/29/o-seu-dinheiro-a-amazon-e-a-liga-brasileira-de-editoras-2/

    • Lucien o Bibliotecário

      Bibliomante,

      Obrigado pelos links. Irei citá-los na leitura de e-mails do próximo episódio.

      Abraços.

  • Karen Soarele, autora auto-publicada, ilustradora e diagramadora de revistas, Halifax, Canadá.

    Publiquei meus livros de forma independente e não sinto vergonha nenhuma nisso. Nunca me preocupei com essa questão de ser ou não demérito. Na minha cabeça, um leitor só pode dizer se o meu texto é bom ou ruim depois de ter lido!

    Tive ajuda com a capa e a revisão, mas, de resto, fiz tudo praticamente sozinha, com a cara e a coragem. Diagramei, contatei as gráficas, escolhi o papel e o acabamento, distribuí, divulguei. Foi uma experiência incrível! Não tive dificuldade em colocar para vender nas livrarias da minha cidade (eu morava em Campo Grande/MS). Fui bem recebida em todas, e o pessoal colocou os livros em destaque, na entrada das lojas. Também fui convidada a dar palestras em várias escolas, participei de feiras do livro, dei entrevistas para a televisão local e o principal: cativei os leitores. Não consigo viver apenas de literatura, mas isso não diminui a minha alegria e realização.

    O pensamento que me levou à auto-publicação foi: “Não vou esperar sentada até que uma editora decida apostar no meu trabalho. Meus livros são bons. Eu mesma vou apostar neles!”. Ainda hoje penso dessa maneira, e sigo publicando meu próprio material. Agora estou trabalhando no meu quinto livro. Isso não significa que eu tenha algo contra editoras. Pelo contrário, tenho certeza de que me levariam a atingir um público maior.

    Quanto aos autores que pagam pela publicação, não se enganem. Eles também são independentes. A única diferença é que, em vez de contratar separadamente capista, revisor, diagramador, etc, o autor contrata um editor que fica responsável por tudo. Nessas editoras, o autor assume o papel cliente. Na hora de comercializar os livros, recai tudo em suas costas, de um jeito ou de outro.

    No mais, deixo aqui o meu jabá, que é também a minha contribuição para o assunto. Um post que eu escrevi, explicando algumas formas de publicar seu primeiro livro: http://www.papodeautor.com.br/5-formas-de-publicar-seu-primeiro-livro/

    Adorei o podcast. Vou voltar escutando os demais episódios.
    Beijos,
    Karen Soarele

    • Lucien o Bibliotecário

      Karen,

      Realmente julgar o livro de um autor apenas por ter sido publicar por uma editora ou por iniciativa própria é dar um tiro no pé. Se não leu não pode julgar.

      Agradeço pelo link e por compartilhar sua experiência conosco. Sobre o assunto de contratar uma editora que cobra para ser publicar os livros a grande questão é a falsa promessa de que pagando você terá distribuição e isso, nós sabemos que em sua grande maioria, não acontece.

      Obrigado pelo comentário e pelo link.

      Abraços.

      • Concordo, Lucien.
        Até existem editoras sérias, que explicam como a coisa funciona e fazem um trabalho legal. Infelizmente, a maioria apenas se aproveita da ingenuidade do autor (e, convenhamos, todo mundo entra nesse mercado de forma meio ingênua), para enchê-lo de falsas expectativas. É difícil separar o joio do trigo, mas uma coisa é certa: o autor tem que saber muito bem onde está pisando antes de se jogar de cabeça.

  • Micaela

    Fiquei muito feliz quando vi o tema da discussão e, após ouvir, posso dizer que o cast foi sensacional! Parabéns, cabulosos! Se encaixou perfeitamente; estou ajudando na revisão de um livro de um amigo que pretende se auto-publicar e trouxe muito mais informações sobre os próximos passos para nós!

    Quanto ao tema, acredito que a auto-publicação ainda vai crescer muito e tem tudo a ver com o momento que vivemos como sociedade. É empreendedorismo, é se desgarrar da ideia da dependência de grandes empresas pra crescer profissionalmente, é “acreditar no próprio taco”, por assim dizer. E vejo que isso trás muito mais possibilidades para um maior número de pessoas. Quanto à questão da dificuldade de colocar os livros nas livrarias, imagino que, com o tempo e o aperfeiçoamento dos auto-publicados, haverá mudanças e elas possivelmente vão precisar se abrir pra isso, se for o que os leitores estiverem procurando.

    Obrigada, povo!

    • Lucien o Bibliotecário

      Micaela,

      Acredito que haverá muita resistência ainda já que o mercado atual é muito engessado e conservador. É só observar como editoras, livrarias e afins tratam eventos literários.

      Querem crescer, querem mais leitores para terem mais dinheiro, mas não querem mudar para isso.

      Mesmo assim concordo plenamente quando diz que isso é uma característica empreendedora.

      Obrigado pelo comentário.

      Desejo sucesso para seu amigo, sei que tudo dará certo.

      Abraços.

  • Vinicius

    Lucien, eu ia agradecer pelo episódio, mais uma vez, mas dessa vez você já se adiantou na leitura de e-mails. Mas, mesmo assim, obrigado, meu amigo! hahaha

    • Lucien o Bibliotecário

      Vinícius,

      Apesar da brincadeira saiba que quem agradece sou eu por ter ouvintes como você, meu amigo.

      Abraços.

  • WagnerRMS

    Conheço, sigo e admiro o trabalho da Srta Sybylla, intenso e empenhado, e em algum momento, por conta de uma referência dela, conheci o Leitor Cabuloso, e o Cabulosocast, e adoro cada edição deste. As energéticas e perspicazes vozes dos mestres Lucien e Igor, e de seus sempre enriquecedores e incríveis convidados, já viraram companheiros que emprestam luz, aprendizado e diversão às extenuantes jornadas em metrô e ônibus aqui da Cidade “Maravilhosa”. Obrigado, pessoas, por tudo de maneiro que fazem por nós, seus ouvintes!
    Sou autor

    • Lucien o Bibliotecário

      Wagner,

      Acredito que são estas pequenas recompensas que nos dão as maiores recompensas para continuar a fazer com o nosso trabalho. Eu compreendo perfeitamente o que você sente e acho considerável o esforço que você e outros autores fazem para poderem promover a leitura.

      Sei que os desafios são enormes e a estradas parece inalcançável, porém acredito piamente que trabalhos como o seu mostram que o autor nacional é competente sim e pode angariar leitores sim.

      Obrigado por ouvir e por compartilhar esta experiência enriquecedora conosco.

      Abraços.

      • WagnerRMS

        Obrigado, Mestre Lucien! Muito obrigado!

        Essa Boa Energia vinda de vocês – seja por informações e dicas hiper relevantes que a todo momento surgem no Leitor Cabuloso, seu Cast e todas as suas ações derivadas, seja por palavras de incentivo como as que me presenteou acima – é sempre algo incrível e que merece sim, todo o nosso apoio e divulgação, sempre!

        Sim, estamos juntos no lema de vocês, por um Brasil com cada vez mais e mais Leitores! É muito bom poder contribuir, humildemente que seja, com essa postura!

        Nos papos sobre o assunto, costumo dizer que, feito o atleta que se visualiza vencendo a prova enquanto se prepara para ela, um povo também precisa se visualizar vivendo/enfrentando/vencendo o fantástico e o futuro para poder estar nele.

        Sendo assim, neste nosso amplo movimento em prol da leitura, tento me juntar ao todo e mais especificamente aos que lutam por uma literatura especulativa nacional mais forte e relevante, e me empenho nisso o máximo que posso, criando e divulgando todos os que criam também (tem cada vez mais gente boa se empenhando em fazer bons trabalhos de Fantasia e FC, de textos até webséries), mesmo sentindo que, por questões culturais talvez, nem sempre a recíproca seja verdadeira, pois há uma certa desunião, uma conotação sutil de “umbigocentrismo” nos que produzem essas artes fantásticas, ou talvez e mais provavelmente uma falta de organização externa/interna. Creio que as grandes “ferramentas” para sanar isso são ações como o Leitor Cabuloso aqui! Um “ponto focal” que cria pontes e laços entre todos nós, que Amamos Ler e que Precisamos Escrever.

        Abraço e extreeeeeemo sucesso para vocês!

  • Norberto Silva

    eu simplesmente adorei esse tema, coloquei um livro no Clube dos autores a poucas semanas, até entrei em contato por e-mail para que vocês possam me dar um endereço físico, pois quero muito lhes enviar uma cópia para apreciação, mas com o podcast eu realmente tive a certeza de ter tido uma decisão acertada ao me publicar… Agradeço do fundo do coração por esse cast que, com o perdão da presunção, parece que foi feito especialmente para mim!

    • Lucien o Bibliotecário

      Noberto,

      Já respondi e sinto-me lisonjeado em receber o exemplar do seu livro.

      Obrigado pelo comentário e pela confiança no trabalho do CabulosoCast.

      Abraços.

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Excelente o episódio. Discussão e informação extremamente relevante e útil sobre publicação no país.

    Vou contar aqui um relato pessoal sobre como falta visão das editoras sobre a promoção de livros:
    – O grupo de estudo das obras de Tolkien do qual participo, após várias discussões, conseguiu publicar um livro sobre o universo feminino no universo da Terra Média. Isso foi em 2005.
    Neste mesmo ano houve um evento literário na av. Paulista, para promover livros e editoras, e fomos convidados para falar sobre o livro em uma das noites do evento. Bem, chegamos lá e fomos para o stand da editora e, para nossa desagradável surpresa, não havia NENHUM exemplar do livro lá! NENHUM, NENHUNZINHO exemplar do livro que teria uma sala para debatê-lo naquele dia!
    Assim aprendemos sobre a não-divulgação de livros no país e de como as editoras não se esforçam para aumentar suas vendas.
    Bem, depois disso decidimos que sempre que participássemos de um evento, literário ou não, daríamos um jeito de levar os livros para vender, pois se dependesse da editora ficaria encalhado para sempre nos estoques.

    Bem, isso foi há 10 anos. Hoje em dia vejo que teríamos meios melhores para publicá-los. E a autopublicação seria uma boa alternativa, pois ter um editora não se mostra ser algo indispensável quando o que se escreve não faz parte do que considera extremamente vendável.

    abraços

    Nilda
    47 anos – Jandira-SP

    • Lucien o Bibliotecário

      Nilda,

      Tenho uma experiência simillar, mas não aconteceu comigo. O Carlos Ruas, de Um Sábado Qualquer e o Affonso Solano fizeram um evento aqui no Recife e simplesmente a livraria que iria sediar o evento não se preocupou em fazer pedido para os livros de ambos os autores.

      Houve caso de pessoas que compraram em outras livrarias e levaram para lá para que ambos pudessem autografar.

      Infelizmente não são só as editoras que não se importam com o autor nacional.

      Obrigado por comentário e pelo depoimento.

      Abraços.

  • Alan Machado de Almeida
  • Alan Machado de Almeida

    Não quero nem saber quem se ofendeu, esse é o rascunho do MEU livro QUE NÃO É PERFEITO

    • Lucas Rafael Ferraz

      Alan,

      Esse não é o local muito menos a forma de divulgar seu trabalho, ok?
      Por gentileza, mantenha seus comentários dentro do tema do post, seja do Cabuloso, do Pocket Especular ou de qualquer outro post.

      Grato.

  • Alan Machado de Almeida

    Peter Pan tinha doze anos e se divertia em seu barco espacial que singrava o oceano do cosmo. Ele tinha seus amiguinhos, e sua namoradinha, tudo perfeito. Para quê mudar? Eis que chega James e sua mão de gancho e a enfia na mão de Peter Pan. – Você lembra da mão que você cortou e deu para o crocodilo comer?

    – Foi brincadeira.

    – Concordo. Quando tiver dezoito anos eu volto para cobrar a divida. O inferno não tem maioridade pena

    • Lucien o Bibliotecário

      Alan,

      Não compreendi nada do que publicou nem o tom agressivo no comentário abaixo.

      Abraços.

  • Hamilton Kabuna, quadrinista, professor de Artes, morador de Magé, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, membro do coletivo Capa Comics.

    Adoro o leitor Cabuloso e o Cabuloso Cast e é a minha primeira participação aqui, comentando algo. Adorei o episódio e posso dizer que entendo de auto publicação, mas ligado ao mundo dos gibis.

    Como quadrinista, já tentei publicar em uma editora grande que cobra da mesma forma que cobra para os autores de livros: pagamos, compramos uma tiragem, é nos prometido marketing e divulgação e a editora pega parte dos lucros da venda dos gibis.

    Quando montamos a Capa Comics (já citado pelo Lucien, na leitura de emails do episódio #133 e ainda devo gibis a ele), pensamos em auto publicação, nem cogitamos passar por editoras, justamente para ter controle de todo o processo e não ter nenhum atravessador, ditando regras para a gente (e nem pagar por isso).

    No inicio, passamos por comentários do tipo ‘se vcs estão sozinhos, significam que não são bons’ (e ouvimos isso de uma galera que publica em editoras, mas que passou pelo processo de pagar e não está tendo retorno financeiro); ‘Ah, material independente é todo lixo!’ etc etc.

    Continuamos em frente e vamos para dois anos, publicando nossa quarta revista física e publicando histórias online. Vendemos bem, temos parceiros que divulgam nossas revistas (mas não são bancas, e geral, lojas de animes) e temos uma gibiteria parceira, a Toca do Gibi, aqui na minha cidade.

    Eu, particularmente, vejo a auto publicação mais com méritos do que com desméritos, pois é necessário ter coragem para fazer uma empreitada dessas, seja em qual aspecto artístico for: literatura, gibis, música, podcast etc.

    É complicado, muito! Trabalhoso, pacas! Dá vontade de jogar para o alto? em alguns momentos, sim, já pensamos muito nisso. Mas, o contato direto com o público, a vantagem das porcentagens das vendas serem maiores para o coletivo e proporcionando a produção de mais edições, não tem preço nenhum.

    No mais, só posso dizer o o programa é maravilhosos e sempre estou passando para as minhas alunas e alunos o Cabuloso Cast. Obrigado pelo excelente trabalho pessoal! Vcs são fodas pacas!

    • Lucien o Bibliotecário

      Hamilton,

      Obs.: Você não me deve nada, já que nosso objetivo sempre foi ajudar.

      Acredito que assumir mais funções seja algo que em muitos casos não deve desestimular quem apenas gostaria de ficar sentado produzindo seu conteúdo e enviando para alguém que publicará, ou seja, fará o restante do trabalho por você.

      Contudo, sabendo como o mercado é cruel e preconceituoso com o artista nacional a auto-publicação não se torna muito mais que uma opção, mas uma libertação.

      Seu depoimento só corrobora com isso.

      Obrigado por ouvir e por comentar.

      Abraços.

      • Lucien, vc foi perfeito nas suas palavras, xará. Seria um mundo muito melhor para os artistas se pudéssemos fazer apenas a arte e ter pessoas sérias e comprometidas para realizar a outra parte do trabalho. Todos poderiam sair ganhando, mas infelizmente, o mercado é da forma exata que vc descreveu.

        E o que me deixa mais triste: é gente ainda caindo nessa história de distribuição, marketing etc.

        E sobre ‘dever’ gibis a vcs, foi mal, xará. Escolhi mal as palavras. Eu quis dizer que já deveria ter mandado os gibis para vcs aí rs. Vou esperar sair a quarta, dia 27 desse mês, para te enviar todas elas.

        Eu que agradeço por por um conteúdo tão fantástico que vc produzem e pelo carinho que vcs tem por nśo, ouvintes.

        Abraços!

  • Eriton

    Faz tempo que eu não comento aqui, para ser sincero mais por preguiça do que por falta do que falar. Eu não sei se já mencionei em algum antigo comentário, mas eu escrevo por hobbie. Eu sempre tive a vontade de publicar (não no sentido de ter meu livro nas livrarias ou nada do tipo, só de compartilhar as histórias e saber o que acharam delas) o que eu escrevo. Ultimamente eu estive desestimulado. (Estudante de exatas é foda pra encontrar tempo pra escrever) Gostaria de dizer que depois desse Cast, minha vontade de escrever voltou dobrada e a chama da auto-publicação se acendeu em mim. Estou no gás para terminar minha história e publicá-la nessa grande rede mundo afora (pra ser lido por, talvez, três pessoas, mas vai ter valido a pena).
    Deixo aqui meu obrigado ao Leitor Cabuloso e um abraço para toda equipe Cabulosa. Vlw
    Eriton, Recife- PE, Cursando Física na UFPE (sendo escravo), leu A roda do Tempo – O Olho do Mundo, Robert Jordan; está lendo Star Wars: Uma Nova Esperança, George Lucas; vai ler Assassin’s (Kleber) Creed: Revelações…

  • Augusto Tenório

    Uma correção: Demérito.

  • Olá amigos,

    Acredito que este deve ser meu primeiro comentário neste ótimo podcast.

    Sou um autor que optou pela auto-publicação e posso dizer que foi a decisão mais acertada. Vendo livros físicos pela Amazon (Create Space) e Clube dos Autores e as versões digitais para Kindle, Kobo e iBooks. Até o momento possuo 6 livros publicados e estou satisfeito com o resultado.

    Eu cuido da parte de diagramação por já ter trabalhado com isso, mas tercerizei a revisão e a capa. Um de meus títulos, inclusive lancei em inglês, pagando pela tradução.

    No começo, as vendas eram bem baixas, mas então resolvi investir dinheiro e tempo para melhorar a qualidade do trabalho e tornar minha obra conhecida. Paguei por novas revisões e novas capas.

    Em paralelo, comecei a gravar diversos podcasts. Inclusive, até hoje, só faço podcats com o único objetivo de divulgar meu trabalho, por isso tenho deixado de lado aqueles que não abrem espaço adequado para isso.

    Também investi um pouco em anúncios pagos no Facebook e penso em anunciar pelo Google também.

    Depois de um tempo, e em especial com meu novo livro, comecei a colher os frutos. Minha obra mais recente, no gênero de horror, já vendeu algumas centenas de livros. Não é nada comparado aos grandes autores, mas estou feliz ao pensar que faço isso de forma independente e um estilo que não é o da moda.

    Um grande abraço e parabéns pelo trabalho!

  • Renato Rosart

    Saudações literárias!!!
    Como disse em ocasiões anteriores este é o podcast mais importante da podosfera, pois além de entreter o LC presta um serviço público.
    Eu já estava pesquisando essas informações mas agora voces me trasem todas elas completas e “mastigadinhas”?!
    C*r*lh* vocês são fodas!!!
    Só por isso vai ter um personagem no meu livro com o nome de Lucien.
    Muitíssimo obrigado!

  • Estou atrasado nos casts, mas amanhã acho que já fico atualizado!

    Eu sei que quem lê meus comentários (não sei se tem alguém além do Lucien e da Dô, mas tudo bem!) sabe que eu ainda não sou lá muito ligado neste mundo de literatura… mas, contradizendo a tudo e a todos, eu admito que tenho esse sonho sim de ver um livro físico publicado escrito por minha pessoa!

    Se tenho idéia do que escrever? Não. Se tenho uma boa escrita? Quase certeza que não! Se manjo das regras de português? MUITO MENOS!
    Mesmo assim, bate aquela vontade de publicar algo, de falar “olha, isto aqui fui eu que fiz!”.

    E eu achei este CabulosoCast extremamente esclarecedor, pois eu, como mero mortal que, quanto muito, lê um livro ou outro e que vê que tem cada pessoa sem noção que escreve livros (principamente famosos, semi-famosos, ex-famosos), fica com a impressão errada de que publicar um livro é uma coisa que só depende de achar uma editora que aceite seu texto.

    Vendo os depoimentos, as impressões e as dicas de todo o pessoal que participou do Cast, percebi muita coisa que nem tinha noção antes, e vejo o quanto minha visão estava errada! Agora sei das facadas que editoras podem desferir, sei que posso vender um rim e ficar com um monte de cópias do meu livro estocadas em casa… enfim, é bom entender o funcionamento das coisas!

    Até pensar realmente na questão de e-books, que foram tão citados no Cast. Ok que, por incrível que pareça, eu sou destes que gostam do objeto, do item físico e não sei se me sentiria “completo” de publicar algo só digitalmente.

    Mas enfim, como nem tenho o que publicar ainda, o que valeu muito foi o aprendizado e as dicas, vou fuçar essa montanha de links que foram citados e, na pior das hipóteses, fazer um livro falando do meu blog de historinhas! Porque não, né!?

    Obrigado mesmo por todos os ensinamentos!

  • Charles Dias

    Nunca achei auto-publicação um demérito, muito pelo contrário, é a prova de que o autor acredita na qualidade do seu trabalho. Fazer isso, claro, não é nada fácil e vai muito além de mandar imprimir algumas dezenas de exemplares de uma obra. O grande risco é do autor fazer um trabalho de baixa qualidade em termos de revisão, capa e divulgação. A Internet facilitou bastante esse processo, mas ainda assim é difícil e pouco prolífico em termos de resultados realmente positivos, mas é válido e isso que importa.