[Coluna] Melhores amigos são para sempre

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Fala Galera!!!

Semana retrasada teve o Dia do Amigo, uma daquelas datas que não consigo saber de onde ou por que veio.  Nem como data comercial ela convence, mas ainda assim tornou oportuna uma pauta que tinha pensado a um tempinho atrás tirando essa da letra.

Uma banda que gosto muito é Bon Jovi, principalmente os primeiros discos.  Não é uma banda especialmente boa, ou tecnicamente competente, mas suas composições são muito divertidas e o ex-guitarrista Richie Sambora é um ponto fora da curva na trajetória da banda.  Uma música que é profundamente menosprezada e que tem muito significado para mim é Blood on Blood do álbum New Jersey.  Nem é minha favorita, talvez não fique no Top 5, mas é muito boa, relevante ao tema mencionado acima e que me remete diretamente a obra de um dos meus autores favoritos.

 

 

Assim como em diversas obras de Stephen King, os amigos mencionados em “Blood on Blood” se propõe a serem amigos para sempre, e que o tempo nem o espaço iriam os separar.  Fazem para isso um pacto de sangue, o Blood on Blood do título.  É importante notar que esse é um dos primeiros discos da banda e que muito dessa ingenuidade transparece na letra.

No início ele apresenta a fase que eles vivem nos versos, chegando a usar o lema mosqueteiro “Um por todos e todos por um”.

“I can still remember / When I was just a kid / When friends were friends forever / And what you said was what you did” e na promessa / pacto que é feito “Well, it was me and Danny and Bobby / We cut each other’s hands / And held tight to a promise / Only brothers understand”

(Eu ainda posso lembrar / quando era apenas um garoto / quando amigos eram amigos para sempre / e o que você falava era o que você fazia / Bem, era eu e Danny e Bob / e nos fizemos um pacto / e nos agarramos a uma promessa / que somente irmâos entendem)

A relação entre os garotos vai sendo analisada e discutida ao longo da música levando até a idade adulta e vale muito a pena ouvir e acompanhar essa aventura na íntegra.  Divertido notar como o Jon Bon Jovi se vê no início da fase adulta, o que é apresentado nos seguintes versos:

“Now Bobby, he’s an uptown lawyer / Danny, he’s a medicine man / And me, I’m just the singer / In a long haired rock’n’roll band”

(Agora, Bob é um advogado da parte boa da cidade / Danny é um médico / E eu, sou apenas o cantor / Em uma banda de rock n´roll de cabeludos)

e próximo ao fim da música ele mostra como, contrariando a expectativa de muitos, eles são bem sucedidos no que se propõe

“Through the years and miles between us / It’s been a long and lonely ride / But if I got a call in the dead of the night / I’d be right by your side”.

( Ao longo dos anos e milhas entre nós / Foi uma viagem longa e solitária / Mas se eu recebesse um telefonema na calada da noite / Eu estarei bem ao seu lado)

Mas, oi?! King? Bon Jovi? Que?!

Se vocês estão com dificuldade de lembrar por que relacionei essa trama da letra com as obras de Stephen King, vou citar algumas rapidinho sabendo que exitem muitos outros.  Os amigos de “It” (“A Coisa“) que se reúnem para combater a criatura quando ela retorna muitos anos depois.  Os de “Dreamcatcher (“O Apanhador de Sonhos“) em uma situação semelhante.  Os amigos da noveleta  “Outono da Inocência” (ou “O Corpo“), parte do livro “As Quatro Estações” que foi brilhantemente adaptado para o cinema em “Conta Comigo” (“Stand By Me“) que é outra música letra sensacional (possivelmente assunto para outra coluna no futuro), e por aí vai.

Encerro por aqui a coluna dessa semana agradecendo a todos os amigos que acompanham minhas idéias por aqui.  Que todos vocês tenham a sorte de fazerem novos amigos todos os dias e a sorte ainda maior de manter poucos e bons de antigamente.

Eles são inestimáveis no papel de manter você autêntico a quem você é e são aqueles em quem sempre confiaremos que aquela ligação a noite que o Bon Jovi menciona em sua letra não passará sem ser respondida.

Abraços amigáveis nessa semana e… não saiam do tom!

Rodrigo Fernandes

  • Realmente, essa questão de amizade está muito presente em diversos livros do King. O que realmente me lembra essa questão é O Corpo como você citou e a famosa frase do final: “Eu nunca vou ter amigos como tive com 12 anos. Meu Deus, quem teve?”
    Parabéns pelo texto 🙂

    • Valeu Priscilla, Nunca vou ter amigos como os que tive com 12 anos. Mas tive a sorte de trazer alguns comigo até hj.