CabulosoCast #137 – Game of Thrones: O Nascimento de uma Nova Fantasia

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Olá Cabulosos do meu Brasil Varonil e Booklovers de todo mundo! Neste capítulo, depois de muitos pedidos, Lucien o Bibliotecário, Priscilla Rúbia e Lucas Ferraz convidam Igor Rodrigues e Rodrigo Basso para falarem sobre Game of Thrones. Na primeira parte deste programa especialíssimo, vocês saberão mais quem é o “Véio Martin” e qual a importância de As Crônicas de Gelo e Fogo para a literatura fantástica. Empunhem suas espadas e protejam os seus pescoços! Um bom episódio para vocês!

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  • jedimdk

    Klaus
    Sobradinho (DF)

    Gostaria de dizer que a trilha inicial é algo além do ultrafodônico, e espero que a parte dois de oito saia mês que vem e pelo menos mais uma a cada mês. Sobre a leitura de emails, na ultima vez eu perguntei onde está a Priscilla. Agora eu pergunto: Onde está a Domenica? (questão de equilíbrio)
    Como sempre o cast está engraçado, com bastante informação e na mesma qualidade que sempre o distinguiu dos demais programas disponíveis no universo da literatura. E só pra constar, eu também fiquei enchendo o saco no grupo do face pra que fosse realizado um cast sobre GOT. Então considero que 1% disso é mérito de quem escreveu varias vezes e importunou o Lucien no chat.
    Sem mais, gostaria que o Lucien fizesse um exercício de imaginação e observasse que no saco de açúcar que ele compra, se ele levar em consideração as letras maiúsculas da parte de trás da embalagem, está escrito:

    Lucien, pra quando a parte dois? Assinado Klaus.

    • Lucien o Bibliotecário

      Klaus,

      Parte 2 de 8? hauhauahaua

      Meu Deus serei assombrado pelos ouvintes até lançar uma parte 2? 😀

      Fico imensamente feliz que você tenha gostado deste episódio, meu amigo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • FHC

    FINALMENTE! o/ o/ o/
    Agora preciso arranjar tempo pra ouvir!

    • Lucien o Bibliotecário

      Fernando,

      Espero que tenha conseguido ouvir.

      Abraços.

  • Olá meus caros!
    Sim, virei um fã do CabulosoCast, já está confirmado!

    E, como sempre, tenho que mostrar que estou vivendo debaixo de uma pedra e dizer que nunca li nenhum livro do “Vô Martin” (para não copiar a expressão da Priscilla – apesar que é sacanagem chamar ele de vô sendo que minha mãe tem a mesma idade dele, mas enfim, desculpa mãe!) e nunca vi a série de TV também!

    Porém, admito que vocês conseguiram: me bateu vontade de ler um livrinho dele ao menos! Mas, como está muito fervente esse assunto de Game of Thrones, eu acho que vou esperar os ânimos se acalmarem para pensar em ler… sei lá, sou muito anti-temporal, quase impossível eu entrar “na moda”!

    Acho que é isso que gostei muito em vocês, vocês conseguem cativar as pessoas! Se o pouco que eu leio hoje em dia é graças a Do (como disse o Lucien, sim, temos que citar a Do!), acho que vocês vão me dar mais um empurrãozinho neste mundo da literatura!

    Valeu gente, até mais!

    • Lucien o Bibliotecário

      Ricardo,

      “Tamo junto” também nunca li e nunca vi a série de Tv.

      Acredito que este era o objetivo principal deste episódio motivar leitores como eu a ler GoT. Missão cumprida então!

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • J Carlos Viana F

    J Carlos Viana F
    30 anos
    Maceió – Alagoas
    Estudante de Ciências da Computação
    Lendo O Crânio e o Corvo de Leonel Caldela

    Eu sou fã da série das Crônicas de Gelo e Fogo (livros) e acho incrível a habilidade do Martin escrever. Mas não sabia da trajetória dele. Agora vou fuçar livros mais antigos para ver se encontro boas histórias.

    Analisando o passado do Martin, vi que ele sempre teve as qualidades de um escritor de sucesso: escrever bastante, persistir, ignorar críticas ruins, escrever mais ainda, extrair coisas boas dos erros cometidos, acreditar no seu trabalho, não desistir em épocas ruins, escrever um pouco mais, melhorar sua técnica, melhorar sua pesquisa, não se acomodar diante do sucesso (escrevendo mais), saber se relacionar com o seu público, viver a vida, se divertir, e escrever mais.

    Parabéns a todos pelo podcast. Tenho certeza que muitos agora vão ler os livros. Não sei o motivo/razão/circunstância da Priscilla não gostar da série televisiva, mas posso dizer que a série não passa para o telespectador aquilo que o Martin passa para o leitor. Mesmo assim ainda assisto a série televisiva, muito mais devido à qualidade da mesma e pelos fatos exclusivos. A narrativa do livro é incrível, apesar de que a série é muito longa; eu fiquei na expectativa de chegar logo no 5º livro (em parte por causa da série de televisão) e por isso sofri um pouco na leitura. Mesmo assim é quase impossível não se deliciar com a história.

    O engraçado é que sagas de fantasia não são populares. Não sei como foi com Senhor dos Anéis, mas algum de vocês já leu Dragonlance? Ou algum romance de Forgotten Realms (Os Reinos Esquecidos)? No caso de Dragonlance, foi até considerado best seller pelo New York Times, mas não passou muito disso. Eu considero uma trilogia incrível. Vejam, até o Martin teve algum trabalho para publicar as Crônicas!

    Bom, agora é esperar pelos próximos episódios e Lucien: leia aos poucos, mesmo que leve uma eternidade. Você provavelmente gostará de algum aspecto da saga. São aspectos diversos, e nem todos capturam tudo.

    Até mais 🙂

    • Carlos Valcárcel Flores

      De Dragonlance lí o primeiro livro da primeira trilogia, e também o livro com a primeira aventura de Raistlin, Caramon e seus amigos. Ate teve uma animação sobre o primeiro livro, muita gente estava empolgada…mas não foi sucesso.
      De Forgotten Realms, lí a primeira trilogia do Elfo Escuro. Achei bem legal. Logo fui a ler um dos livros da 4ed, “Swordmage”, lí mais não fiquei tão empolgado em ler mais.
      O problema, eu acho, é que essas obras só são conhecidas pelo pequeno grupo de jogadores de rpg.

      • J Carlos Viana F

        Sim, acho que citei na empolgação :P. Mas o meu ponto foi: vender fantasia não é fácil certo? Até as editoras ficam relutantes em publicar (como a tradução das crônicas aqui no Brasil).

        • Carlos Valcárcel Flores

          Eu também queria citar esses livros porque, junto com Lord of the Rings, eram minhas referências de fantasia antes das Crônicas de Gelo e Fogo.

    • Rodrigo Basso

      Então, J. Carlos Viana, acho que essas sagas de fantasias que vc mencionou são mais de nicho de RPG, como o Carlos Flores já respondeu, assim como a excelente trilogia que vc está lendo do Leonel Caldela. O DragonLance mesmo tem mais de 40 livros publicados, mas apenas a trilogia da Lua dos Dragões teve uma boa tradução para o Brasil, justamente por causa do tiragem lá fora.
      Bem, eu pelo menos acho que é por isso.
      Até mais!

      • J Carlos Viana F

        Realmente, não consigo imaginar a reação de um não-rpgista ao ler um desses livros. Fora as obras de Tolkien e as Crônicas de Gelo e Fogo, quais outros livros de fantasia famosos não-rpgista podemos considerar?

        • Cobalto

          Trilogia Broken Empire de Mark Lawrence, por exemplo.

          • J Carlos Viana F

            anotado! valeu!

        • Igor Rodrigues

          Trilogia do Assassino da Robin Hobb eTrilogia A Primeira Lei do Abercrombie são bons pontos de partida também. Essas já foram traduzidas recentemente.

          Uma essencial é “O mago de Terramar” da Ursula K. Le Guin. Clássico da Fantasia.

          • J Carlos Viana F

            valeu! mais fantasia 🙂

        • Fantasia não rpgista seria fugir de orcs, elfos e trolls? Se for eu recomendo (não vi se mais alguém já citou, mas se citou falo de novo pra confirmar) As Crônicas do Matador de Reis. Li o primeiro (o nome do vento) e das fantasias atuais é o que mais gosto e não considero rpgista (pelo menos não vejo ali as referências rpgistas – dentro do que estou imaginando ser não rpgista, kkk). Tem inclusive um cabulosocast sobre esse livro.

          • J Carlos Viana F

            Imagino que os romances de fantasia baseados em cenários rpgistas possuem como base a alta magia, misturado com o tradicional das histórias de fantasia (um grupo de aventureiros do lado do bem lutando contra o mal, esse quase sempre perdendo, e os heróis com poucas baixas). Mas essa não é uma linha muito tênue? Não vejo o motivo de taxar Dragonlance como um romance “para rpgista”, mas enfim: eu sou rpgista, e não imagino como um não rpgista leria Dragonlance. Talvez seja mesmo um romance para rpgista ler.

            Valeu pela indicação! Mais um livro!

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      Lerei sim não se preocupe. Só preciso de tempo. Quem sabe quando nos aproximarmos de falarmos sobre os livros, já que este foi um programa mais introdutório?

      Achei interessante o que você frisou da perspectiva do Martin quanto a própria carreira. É bem isso mesmo: o cara foi do céu ao inferno e mesmo assim não desistiu de sua escrita.

      Sobre os livros de fantasia que você citou os conheço apenas por nome, mas nunca os li.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Evandro

    onde eu posso ler essa matéria dos erros e acertos do robb

  • sherlock lestat

    Sou mais um que adora os livros não apenas pelos “spoilers/mortes” mas sim pelo mundo, as tramas, os personagens, as discussões, teorias, etc. Mesmo que o Martin não termine a saga, pra mim já valeu a pena só pelo que já foi apresentado e, nesse caso, eu mesmo na minha cabeça, termino a saga “do meu jeito”.
    A escrita do Martin é excelente, mas os trechos de descrições de pratos e comidas eu pulava, PULAVA porque perdi uma parada “foda!”(que delícia cara!) por ter feito isso(quem leu sabe do que estou falando) que só fui descobrir nos forums mais tarde. Ou seja, leia tudo e preste atenção em cada frase, pois ela pode revelar algo importante.

    Ps: parabéns por terem feito um podcast sobre GoT focado no Martin – o escritor – e não nos livros.

    • Lucien o Bibliotecário

      Sherlock,

      Fico feliz que tenhamos acertando no começo de nossa abordagem de Game of Thrones. Nos próximos poderemos nos focar mais nas obras.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Excelente cast! um dos melhores do leitor cabuloso!
    Não falo nem por gostar do livro, mas achei o contexto que vocês fizeram maravilhoso. A história do Martin, de onde veio, e do que ele se alimenta foi muito bom.
    Parabéns 😀

    Falei em outro cast sobre os plot twists e eles ainda são minhas partes prediletas da trama.
    Quando falo de plot twits, não falo apenas das mortes que acontecem, mas incluo nesse termo a mudança da nossa percepção dos personagens e alguns detalhes de trama que você imagina que vai acontecer de uma forma e acontece de outra.
    Percebi que gostava tanto desse elemento da trama quando acontece um casamento X no terceiro livro (referência sem spoiler pra quem leu: um que a noiva está vestida de lilás). Primeiro que eu não esperava esse casamento e, depois que digeri a idéia, imaginei todos os rumos que os personagens poderiam tomar, como ia ser péssimo incrível pra personagem X ou Y, e obviamente nadinha do que eu imaginava aconteceu. Esse foi o momento que pensei “é, eu realmente gosto muito desse livro”

    • Lucien o Bibliotecário

      Rachel,

      Sim, sim. Eu tinha compreendido quando você falou que as reviravoltas são um ponto alto da escrita do Martin é sempre maravilhosa a sensação quando o autor nos surpreende na narrativa.

      Fico satisfeito que você tenha gostado do CabulosoCast.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Rodrigo Basso

    Basso
    29 anos
    Host do Covil de Livros
    Relendo a Trilogia do Vampiro-Rei

    Parabéns pela edição, Lucien! Adorei participar do Cabulosocast, um podcast que eu acompanho há algum tempo.
    Obrigado!!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Rodrigo,

      sem sombra de dúvida você foi essencial para a qualidade deste episódio.

      Abraços.

  • Diego Costa

    Diego Costa, 28 anos, Advogado, Santos/SP, não lendo nada, mas quero voltar ao ritmo.

    Amigos, fazia tempo que não sentia vontade de ler algo por influencia de podcasts, mas vocês me deram coragem e vou embarcar na viagem por Westeros.
    Na realidade, eu até comprei e comecei a ler em inglês, mas por achar muito difícil, acabei desistindo, porém, vou comprar a versão digital em pt-br e recomeçar a ler.
    Bem, eu gosto muito das tramas e achei que o cast foi muito bem em não spoilar nem se aprofundar demais, dando possibilidade de um numero infinito de casts sobre a saga, focando nas familias, em personagens especificos, etc.
    Bem, novamente vocês foram demais!
    Abraços e Beijos!

    Valar Morghulis!

    • Lucien o Bibliotecário

      Diego,

      Fico satisfeito de perceber que acertamos na abordagem ao começar a falar sobre GoT. Espere os demais e espero que vá acompanhando conosco à medida que for lendo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Diego Costa

        Lu, pode deixar que vou compartilhando com vcs o avanço na leitura!

        E, obrigado por me mencionar na leitura de email e comentários! o/

  • Marcela Uchôa

    Marcela Uchôa
    21 anos
    Lendo O Conde de Monte Cristo

    Excelente cast. Me convenceram a pegar os livros do véio Martin.

    Abraços

    • Lucien o Bibliotecário

      Marcela,
      Fico imensamente satisfeito de saber que não só eu me senti motivado a ler GoT.

      Obrigado pelo comentários.

      Abraços.

  • Carlos Valcárcel Flores

    Físico, 34 anos, São Paulo.

    As primeiras obras de fantasia que li foram o Hobbit e O senhor dos Anéis. Como gostei do gênero mas não conhecia outras obras, me recomendaram As Cronicas de Dragonlance, e logo eu terminei achando os livros do Elfo Escuro (R.A.Salvatore) baseados no mundo de Forgotten Realms. Todas elas, considero eu, estão dentro da clássica High Fantasy. Não posso negar que gosto muito de Dragonlance/Forgotten Realms, mas são aventura típicas de RPG, e como existem muitos livros baseados nesses universos, eu fiquei feliz com eles. Então, achar as Cronicas de Gelo e Fogo foi uma surpresa para mim, porque quebrou todo o esquema que eu tinha com respeito neste gênero. Nas Cronicas de Gelo e Fogo existe um bom balance entre a fantasia e a intriga política.

    Eu tenho um problemas com obras grandes e não finalizadas…tento não gerar altas expectativas sobre suas continuações (Isso aconteceu com Harry Potter, gostava muitos dos primeiros livros, aguardei muito pelo quinto, terminei não gostando e odiando o final da saga). Por isso, tento ler com muita calma as Cronicas de Gelo e Fogo, já levei muitos spoilers…contudo, ainda me surpreende!! No final do primeiro livro, o autor diz: “Diz-se que o diabo está nos detalhes. Um livro deste tamanho tem muitos diabos”. E isso me cativa no livro: Os detalhes. Detalhes que muitas vezes não são explorados na serie de TV ou que não são escritos na Wikipedia. (Depois de terminar o primeiro livro tinha muita raiva de uma personagem, então procurei na Wikipedia porque precisava saber que ela estaria bem morta nos outros livros…pobre e inocente de mim).

    Foram bem interessantes os dados sobre G.R.R. Martin que vocês apresentaram! Vou ficar aguardando cada um dos próximos sete podcast dedicados a cada um dos livro das Cronicas!

    Abraço!

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      Sete?!

      É interessante perceber que o subtítulo do episódio, que coloquei com uma certa dose de receio, fez/faz sentido para quem lê As Crônicas de Gelo e Fogo.

      E concordo sobre o cuidado com a expectativa, principalmente depois do que o Igor disse sobre a história ainda não ter uma linha narrativa que deixe evidente como vai terminar.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Olá amigos cabulosos.

    Gostei muito do episódio e da proposta de tentar convencer o Lucien a ler “As Crônicas de Gelo e Fogo” e explicar os pontos fortes da escrita do Véio Martin. (Eu tomei o episódio para mim da mesma forma: será que vão me convencer a ler?)

    Bom, talvez eu esteja na contra-mão das opiniões em geral, kkk.

    Eu tentei ler pela primeira vez a Guerra dos Tronos em 2009. Mas não me prendi muito à ideia e acabei não dando continuidade à empreitada na época (eu já estava lendo outros livros também o que acabou me fazendo colocar a Guerra dos Tronos na minha lista de “um dia lerei”).

    Depois que saiu a série (que eu e minha esposa assistimos até à quarta temporada: e que eu achei boa, mas com nada de extraordinário – não depois que você se acostuma com algumas reviravoltas) eu tentei retomar a leitura e confesso que li umas 200 e tantas páginas. Mas eis que me peguei sentindo-me desestimulado a ler, provavelmente por estar com aquela sensação de “Já sei mesmo o que vai acontecer por causa da maldita série”. Fiquei com o seguinte pensamento na cabeça “eu não deveria ter assistido antes de ler, nunca mais faço isso”.

    Mas não foi só isso o que me desestimulou. Afinal, já li alguns livros mais de uma vez sem problemas. E também não foi só por achar que o livro só trata de matança desenfreada: embora a série tenha passado sim essa impressão. Acho que o grande ponto – para mim, claro – é que a forma como o Martin estruturou o livro ao mesmo tempo que tem as vantagens que o Igor citou tem também um ponto fraco: a Guerra dos Tronos não parece ter “uma história central”. E para mim uma trama central é importante, porque é o que fala com o leitor, sem isso me parece que o livro fica sem voz (não estou dizendo que é o que aconteceu com a Guerra dos Tronos, porque não li os cinco livros, mas acho que meu bloqueio em continuar a leitura é por achar que é isso que vai acontecer não havendo uma história central bem definida).

    A Guerra dos Tronos me parece um livro sobre “vários fragmentos de história” que formam, como em um mosaico, uma história maior, mas que trata daquele momento “histórico” do universo que o Martin criou. Se eu tivesse que chutar qual é a trama central do livro eu diria que é “o momento histórico do universo criado pelo Martin”.

    Acho que é por isso que eu comparo bastante a Guerra dos Tronos com outras obras que falam destes elementos: a guerra, suas consequências, o clima de insegurança em torno dos personagens, que não há ninguém totalmente bom ou mau, a politicagem nas relações humanas, etc.

    Como exemplo cito os romances históricos que já li (O Imperador e O Conquistador, ambos de Conn Igulldenn e o primeiro volume das Crônicas de Sharp de Bernard Cornwell).

    Estes romances históricos passam algumas dessas ideias: a vida medieval não é glamurosa, a guerra não tem lados realmente vitoriosos e embora tenhamos mortes tão numerosas quanto no “Guerra dos Tronos” – pois estamos inseridos no assunto guerra, politica e puxação de tapete – nós temos uma trama central bem definida e que te faz dar mais importância para como a coisa toda vai terminar.

    Ao menos é assim para mim enquanto leitor: na Guerra dos Tronos eu não me vejo motivado a seguir lendo ao perceber que não posso acompanhar uma linha central: mas entendi que ele o faz assim para mostrar que não há lado certo e errado; há pontos de vista diversos, tantos quanto há envolvidos.

    Isso agora me fez lembrar outra série da HBO que mostra uma ideia parecida: ninguém é totalmente bom ou mau e não adianta querer julgar tão simplesmente os pressupostos vilões e/ou mocinhos de uma história. Falo de BoardWalk Empire. Vou usá-la para tentar explicar melhor isto que chamo de “ponto fraco” no livro/série da Guerra dos Tronos (porque estou tendo dificuldade de encontrar palavras que demonstrem o que quero dizer com “falta uma trama central” e o porque a acho tão importante em uma história). Lembrando que, falo isso do meu ponto de vista pessoal como leitor/espectador, kkk.

    Eu diria que BoardWalk Empire mostra a mesma coisa que a Guerra dos Tronos (e agora estou comparando ambas as séries): não há pessoas completamente boas, más, não há histórias maniqueistas de verdade e não há nada de glamuroso no mundo da máfia (pois esta série aborda a guerra da máfia na época da lei seca, por assim dizer). Vemos; com profundidade, o desenrolar de vários personagens; não são tantos quanto na Guerra dos Tronos, mas é muito mais do que convencionalmente se explora em uma trama. Mas, acima de tudo, vemos a coisa toda girando em torno de Uma trama central e de Um personagem central (que nem por isso ocupa os holofotes o tempo todo). Acho, inclusive, que o mais brilhante nessa série é que o personagem central é o exemplo perfeito do que ela inteira retrata: essa mistura de ódio, amor, certo, errado, fraquezas humanas, ambição, politica, etc, tudo reunido em uma coisa só. E, apesar de haver uma trama principal e uma “linha” que norteia a historia do incio ao fim, também não sentimos que os personagens estão à salvo, inclusive, talvez não estejam, kkkk. O que chama minha atenção é que tanto essa série como os livros que citei são ficções históricas.

    Sei que talvez eu receba olhares de ódio ou estranheza por comparar o “Guerra dos Tronos” com livros de ficção histórica e com uma serie que poderia ser chamada também de ficção histórica, mas para mim, pelo que li do “Guerra dos Tronos” (muito pouco inclusive), pelo que assisti e por tudo que ouvi (inclusive a opinião do Martin sobre o que ele acha de livros de fantasia medieval que tentam passar uma ideia de que aquele ambiente é glamuroso e tal – não que eu discorde da opinião dele) o livro do Véio está mais para um romance histórico de um mundo fantástico (do ponto de vista que é um mundo virtual criado por ele) do que para um livro de fantasia medieval propriamente dito.

    Novamente, isso não faz do livro ruim – talvez seja bom justamente por isso -, mas para mim não funcionou tão bem por não ter uma trama central bem definida.

    Conseguir escrever com o numero de detalhes que o Martin usa e usando vários personagens para mostrar o mundo e a história histórica do mundo é algo foda e digno de aplausos. Mas como todo recurso literário, tem pontos fortes e fracos.

    Bom é isso. Não sei se me convenceram ou não, kkkk. Acho que ainda não. Mas aguardo ansioso pela continuação.

    Ainda mantenho a “Guerra dos Tronos” na minha lista de “ainda lerei”. Talvez ao conhecer o livro mais a fundo minha opinião sobre essa obra mude. Afinal, de achar nasceu o erro.

    Mais uma vez obrigado por um brilhante episódio.

    Ah, e muito obrigado mesmo pela citação do meu comentário (e da minha esposa) na leitura de e-mails desse episódio e uma citação no episódio anterior. Ficamos honrados e muito felizes. (me bateu até um medo de pensar em todo mundo ouvindo o meu comentário, kkk)

    Vc’s são de mais.

    Abs

    • Lucien o Bibliotecário

      Bibliomante,

      GoT também estava na lista de “um dia lerei” hauahauh

      Gostei de sua abordagem por considerar uma história sem uma narrativa central algo desestimulante para alguns leitores. É importante sempre deixar claro que enquanto para uns a obra do Martin é maravilhosa incomparável, a mesma história pode soar enfadonha para outros.

      Nunca tinha ouvido falar desta série BoardWalk Empire, vou procurar algum episódio piloto para assistir e ver o que acho.

      Não precisa ficar com medo quanto a sua opinião discordante sobre a série do Véio. O importante é que você reconhece que não funciona para você. Quando possuímos este discernimento não há problema em assumir que não gostamos de algo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Wanderley Ap S Almeida

    Opa adorei o cast , como sempre desde que fui apresentado ao cabuloso cast pelos, meus amigos do PQP ,aliás valeu por suas participações por lá e ´pela ajuda dada aos meus companheiros . Ok vamos lá adoro as cronicas de gelo e fogo, mas mesmo concordando que não é só de morte que vive o livro , Martin tende a matar sempre os personagens ao quais ele nos faz amar , alé de desaparecer com outros . Só queria dizer -lhes que tbm tenho lido Wild Cards e digo que realmente é muito bom, embora prefira os contos do Dorminhoco personagem de outro autor e não do Martin .

    • Lucien o Bibliotecário

      Wanderley,

      Tenho certeza que as mortes surpresa do Martin são um atrativo, mas acredito que seja importante mostrar outros aspectos da obra do Véio.

      Fico muito feliz que tenha gostado do episódio.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Já que o Igor mencionou uma teoria que postei no tuíter, vou postá-la aqui. Mas já aviso que não a li em outro lugar antes, pois não estou participando de nenhum fórum, lista de discussão ou comunidade sobre esta saga. Bem, vamos a ela.
    Considerando:
    – que a história não parece acontecer no planeta Terra, pois o clima é totalmente diferente
    – Que claramente há seres muito diferentes dos que temos na Terra, como dragões
    – Que há uma força chamada magia que os humanos parecem não conhecer ou dominar muito bem
    – E que há relatos de que os humanos tiveram que fazer, no passado, tratados ou guerras com seres humanóides (homens verdes e os “outros”);

    Com tudo isso cheguei à conclusão de que os humanos podem ser os alienígenas no planeta, que por algum motivo foram lá habitar e instalaram um modo de vida que lembra muito o que já houve na Terra. E, pra variar, estão destruindo a natureza do lugar e instalando uma parecida com a da Terra. E promovendo a extinção de seres mais antigos, como os homens verdes.
    Talvez os sábios da Cidadela saibam mais, talvez, sobre a origem dos humanos e, por isso mesmo, sejam refratários à magia e tenham gostado do que acreditaram ser a morte dos dragões.

    Bem, é isso

    abraços

    Nilda
    Jandira-SP, 47 anos

    • Lucien o Bibliotecário

      Nilda,

      Não tenho palavras… meu queixo está no chão!

      Obrigado por compartilhar isso aqui conosco. Muito obrigado mesmo. Tinha ficado curioso quando o Igor comentou, mas fiquei me perguntando como trazer essa informação para o CabulosoCast.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

    • Isso faz mais sentido ainda se você ler as outras obras do Martin. Praticamente tudo o que ele fazia envolvia sci-fis interplanetário, raças com pensamento coletivo (os Represeiros fazem justamente isso com os Filhos e com o Corvo, e agora o Bran), controle mental, telecinesia e coisas do tipo…
      À propósito, essa playlist aqui analisa justamente isso. 😉 😉 https://www.youtube.com/#/playlist?list=PLCsx_OFEYH6vAkHO0gakDrZ8Kuteu-nUn

  • Renato Dantas

    Renato, 34, São Paulo, (re)lendo Sombra e Ossos da Leigh Bardugo

    Salve Cabulosos, adorei esse episódio, já conhecia muito da trajetória do Martin porque antes de Game of Thrones explodir na mídia eu já conhecia e curtia o Wild Cards. Trata-se de um “cenário colaborativo”, vários autores escrevem histórias nele e o Martin atua como uma espécie de editor. Esse universo surgiu a partir de uma campanha de RPG de super-heróis que o Martin mestrava nos anos 80, o detalhe é que o grupo era formado por escritores de fantasia e sci-fi. Wild Cards chegou no Brasil lá pelos anos 90 como um cenário de RPG de super-heróis, como parte do livro GURPS Supers publicado aqui pela editora Devir, mas os livros de contos só apareceram agora graças ao sucesso de Game of Thrones.

    Eu só comecei a ler os livros depois de ver a primeira temporada, mas sou apaixonado pelo mundo que aquele “véio” maluco criou. Adoro o fato de que mesmo os personagens mais filhos da puta acabam mostrando um lado mais humano e não temos ninguém realmente “bom” ou “mau”, exceto o Joffrey e o Ransey hehehe esses são casos à parte, dignos de todo o ódio do leitor.

    Agora a hashtag vai ser #QueremosCabulosoCastDaFúriaDosReis

    • Lucien o Bibliotecário

      Renato,

      Estava esperando o seu comentário! hauhauahuahau

      Muito bacana a sua explanação sobre o universo de Wild Cards. Não fazia ideia que já havia sido publico no Brasil. Lembro do Gurps Supers, mas não sabia destes livros.

      Bem, a segunda parte ainda está sendo estudada, contudo, como já havia comentado contigo não quero ser previsível e linear como outros podcasts.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Dani Gomes

    Oi gente, o Podcast foi muito bom, eu adoro a série de tv e vivo tentando criar coragem para começar a ler os livros. Dei os 5 livros de presente para o meu marido, claro também para eu ler, mas fico com medo de a série não ser finalizada, mas com certeza um dia eu começarei a ler esses livros já que adoro a série de Tv.
    Parabéns pelo cast!!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Dani,

      Eu também vivia precisando de coragem, mas depois deste episódio não tenho dúvidas que preciso ler GoT. Agora só preciso de tempo hauahuahauhauahauhau.

      Sei… deu os 5 livros de presente para o seu marido… sei… Olha as terceiras intenções ai!

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • leonardo garcia

    Olá

    mais um excelente cast e agora só falta o cabulosocast sobre DUNA de Frank Herbet para ser épico.

    Grande abraços para todos.

    Leonardo Garcia
    Rio de Janeiro
    Lendo: star Wars Novo Amanhecer

    • Lucien o Bibliotecário

      Leonardo,

      Mas um que não ouço ninguém mais comentando. Antes o Ezequias fazia campanha direto, agora…

      Fico feliz que tenha gostado do episódio.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Mp

    Amo Game of Thrones

    • Lucien o Bibliotecário

      Mp,

      Então espero que tenha gostado desta 1ª parte.

      Abraços.

  • Milena

    O podcast me animou pra começar a ler a trama. Sempre temi as 16.374 páginas, mas depois de escutar vcs, vou encarar o desafio. Obrigada!

  • Francesca Abreu – Manu e Nelle

    ouvindo

  • Pedro Guilherme

    Olá, sou um ouvinte novo. Gostaria de dizer que embora na maior parte do tempo o foco do livro não sejam as batalhas, o Martin sabe fazer cenas de batalhas bem sim. Isso fica muito claro no segundo livro, na Batalha da Baía de Água Negra, no terceiro, na Batalha de Castelo Negro/Batalha da Muralha e depois nos livros mais recentes, a Batalha das Ilhas Escudo. Em ambos os casos, os livros são construídos de maneira a permitir que o clímax de diversos arcos seja atingido nessas batalhas. É claro que ele não é nenhum Cornwell, mesmo assim, as cenas são muito boas. Certamente veremos isso de novo com a Batalha de Gelo e a Batalha de Mereen.

    Outra coisa é que também temos diversas cenas de lutas épicas: Beric v.s Sandor, Oberyn v.s Gregor, Barristan v.s Khraaz, Brienne v.s Shagwell, Pig e Timeon, Victarion v.s Talbert Serry, Jon v.s Qorin Meia-mão. A construção das lutas também é muito boa, por vezes tratando de maneira profunda do psicológico dos personagens durante o conflito, como no caso do Sandor, do Oberyn e da Brienne.

    Mas acho que é importante dizer que apesar de serem poucos os momentos em que o Martin dá foco a isso, especialmente em contraste com a quantidade de conflitos dos quais só ouvimos falar, ele faz um bom trabalho em descrever os conflitos de maneira a nos deixar empolgados e interessados nos estratagemas de guerra e os diálogos também ajudam a construir esses momentos. Nós não temos uma descrição da luta que ocorreu na Torre da Alegria, mas acredito que não exista momento mais épico no livro até o momento e tudo devido ao excelentíssimo diálogo e tensão dramática entre os personagens.