CabulosoCast #132 – As Realidades Virtuais do Cyberpunk

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Olá Cabulosos do meu Brasil Baronil e Booklovers de todo o mundo! Neste capítulo, Lucien o Bibliotecário convoca o time de elite de ficção científica do CabulosoCast: Paulo Elache, Charles Dias e Igor Rodrigues para juntos falarem sobre mais um gênero da ficção científica o Cyberpunk. Hoje você saberá porque este gênero literalmente morreu; será que existe um pós-cyberpunk? E vai receber uma pilha de indicações deste gênero que ainda influência a literatura, o cinema e outras mídias. Plugue-se ao programa e embarque na Matrix Cabulosa. Um bom episódio para vocês!

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  • Carlos Valcárcel Flores

    “Somos as mentes eletrônicas, um grupo de rebeldes de pensamentos livres.Cyberpunks. Vivemos no Ciberespaço, estamos em todos lugares, não temos limites. Este é nosso manifesto, o manifesto cyberpunk. ¡Unidos! Lutemos por nossos direitos!Somos as mentes eletrônicas, um grupo de rebeldes de pensamentos livres.

    Cyberpunk. 1/ Esses somos nós, o diferente. Ratos da tecnologia, nadando no oceano de informação. 2/ Estamos coibidos, pequenos garotos de colégio, sentados na última carteira, no canto da sala. 3/ Somos os adolescentes que todos consideram estranhos. 4/ Estamos estudando hackear sistemas operacionais, explorando a profundidade de seus extremos.”
    -O manifesto cyberpunk, Christian As. Kirtchev.

    Eu conheci o gênero Cyberpunk mais por animação japonesa que por livros. A ideia de um futuro próximo onde o homem-hacker é um com seu computador e invadem os sistemas de megacorporações é realmente fascinante. Depois aprendi um pouco mais sobre ese mundo cyberpunks em livros de RPG (jogos de rol) e algumas antologias de contos.

    Como eu nasci nos 80s e só conheci internet no final dos 90s, quando escutava “navegar na internet” eu achava sempre algo assim, com um capacete com fibras que conectavam diretamente seu cérebro na web. Atualmente não somos um com um computador, mas nas grandes cidades quase todos tem um celular conectado a internet. O wireless nos salvou do futuro tão obscuro que se imaginavam os escritores cyberpunks rsrsrs.

    Abraços.
    Carlos
    (Já quase-quase terminando de ler Tormenta de Espadas de G.R.R. Martin)

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      Que belíssimas palavras, hein? Agradeço por colocar esses manifestos nos comentários, pois enriquece ainda mais o episódio.

      Sim, acredito que o futuro foi “salvo” por um punhado de tecnologias que hoje trazem novas discussões para a ficção científica.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Lucas Rafael Ferraz

    Senhores, ótimo programa!

    Eu até esse ano só tive contato com cyberpunk através de filmes, até que li um livro que curti para caralho que se chama Snow Crash de Neal Stephenson.

    O livro tem bem essa pegada de usar pessoas de vários grupos sociais, um mundo muito integrado. Ele faz várias críticas sociais e tudo mais, e a premissa de toda a história foi de explodir minha cabeça, usando vírus de computador, neuro-linguística e mitologia Suméria!!

    O livro tem seus problemas, mas é bem divertido, maluco para cacete e bem criativo. Curti bastante!

    Do Gibson eu estou com Neuromancer para ler mas ainda não o fiz.

    Li dele História Zero, parte de uma série de livros que se passam no mundo comtemporâneo, e achei uma bosta épica.

    Sério, o livro tem problemas demais. Não é Cyberpunk, apesar de usar MUITA tecnologia, e umas coisas bem malucas, mas algumas coisas da trama mataram a obra para mim. Enfim, criando coragem para ler Neuromancer.

    Valeu!

    • Lucien o Bibliotecário

      Lucas,

      Não sei quanto a sua leitura do Neuromancer, mas acredito que Gibson tenha seus méritos.

      É importante frisar que quem quiser saber mais sobre os porquês de você não gostar de História Zero há uma resenha sua aqui no LC: http://leitorcabuloso.com.br/2015/05/resenha-historia-zero-william-gibson/

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Lucas Rafael Ferraz

        Ah, certamente tem méritos! Ele escreve bem, mas as escorregadelas em História Zero, como está na resenha, me incomodaram mesmo.
        Não acredito que Neuromancer sofra esse mal, sendo tão importante quanto é. Estou curioso para ler logo!

  • J Carlos Viana F

    J Carlos Viana F
    Maceió – AL
    Estuda Ciências da Computação
    Lendo O Inimigo do Mundo – Leonel Caldela

    Parabéns a todos pelo podcast, e Cyberpunk será minha próxima leitura.

    Qual o nome do livro em 1:09:30? Você poderiam disponibilizar uma listinha, mesmo os livros e contos que não possuem venda. É difícil decifrar alguns títulos citados rsrsrsrs

    • Igor Rodrigues

      “For the Win” – Cory Doctorrow.

      Tem uma lista aí em cima com links pra compra, mas o Lucien esqueceu esse. Esse livro pode ser baixado de graça no site do autor.

      • J Carlos Viana F

        Valeu!

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      Obrigado pelo lembrete não tinha percebido esta recomendação do Igor.

      Abraços.

  • J Carlos Viana F

    J Carlos Viana F
    Maceió – AL
    Estuda Ciências da Computação
    Lendo O Inimigo do Mundo – Leonel Caldela

    Mais uma vez, parabéns a todos pelo podcast.

    Vocês citaram Matrix. Fiquei na dúvida se Matrix se encaixa no tema cyberpunk, ou se é mais um derivativo. No primeiro filme o foco é dentro da matrix, depois vemos o lado de fora, o mundo real. Esse mundo real é muito alterado, é difícil até caracterizar algo da terra original, seja por características físicas ou sociais (governo, organizações, corporações, classes sociais etc). Temos sim os militares e as pessoas comuns, e governantes mais próximos do povo. O inimigo comum são as máquinas. Isso tudo não seria uma espécie de Cyberpunk Apocalíptico? E ainda por cima de um futuro possível mas muito distante (humanidade escravizada pelas máquinas, literalmente falando)? Esse último fato torna Matrix outra coisa mas não Cyberpunk?

    Enfim, apenas tentando definir melhor o que realmente é Matrix 🙂

    • Lucien o Bibliotecário

      J Carlos,

      Não se esqueçamos que esse temática das máquinas estarem possivelmente ameaçando a humanidade também está presente em Ghost in the Shell.

      No caso de Matrix, não sei se você assistiu as animações do Animatrix, pois lá esclarece que era uma empresa que fabricava os robôs que acabaram se revoltando contra a humanidade.

      Outro ponto, lembra que comentamos também que um dos pontos fortes do Cyber é dar voz a grupos marginalizados? O que seriam os humanos, no mundo do Matrix, senão uma minoria dominada por uma maioria, que seriam as máquinas?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • J Carlos Viana F

        Valeu Lucien! Minha dúvida surgiu devido aos derivativos do Cyberpunk, que são muitos. Um dos participantes da discussão (não lembro quem no momento) atentou bastante para isso e sobre o cuidado de não confundir Cyberpunk com seus derivativos (que seriam o new Cyberpunk?).

        Posso estar errado, mas uma história que ocorra em uma linha temporal muito longa não teria gêneros distintos em partes da mesma? Eu assisti as animações do Animatrix, mas não seriam de uma época muito distinta da história dos filmes? Mas enfim, concordo quanto ao fato de uma minoria lutando contra uma maioria (as máquinas) e o envolvimento de corporações (no período pré-matrix). Talvez eu tenha entendido Cyberpunk do modo errôneo ou limitado.

        Valeu!

        • Lucien o Bibliotecário

          J Carlos,

          O “new cyberpunk” seriam o Steampunk, o Dieselpunk, o Clockpunk… Ou até mesmo a ficção científica mais “clean” como Space Opera hoje pode trabalhar temáticas que o Cyberpunk levantou.

          O importante, que os participantes frisaram, foi que o Cyberpunk como o conhecemos morreu realmente e hoje a ficção científica explora os temas do Cyber em seus próprios subgêneros.

          Obrigado pelo comentário.

          Abraços.

  • Renato Dantas

    Renato, 34 anos, São Paulo

    Conheço o Cyberpunk por diversas mídias, mas não pela literatura.

    Li os livros de RPG de mesa do GURPS Cyberpunk, Cyberpunk 2020 e Shadowrun, mas nunca tive oportunidade de jogar nenhum deles.

    Nos quadrinhos eu li as revistas (na época de formatinho da Abril) dos X-Men 2099 e Homem-Aranha 2099, que eram basicamente o universo Marvel reimaginado como uma realidade Cyberpunk, com direito a megacorporações, cyberespaço e tudo mais.

    E nos videogames, mais recentemente, pelo excelente Deus Ex Human Revolution, que usa pesadamente a temática de corporações, hackers e implantes cibernéticos, mas pelo que comentaram no episódio essa parte dos cibernéticos (pelo menos como usado no jogo) seria mais transhumanismo.

    Eu confesso que não me interesso muito pela temática, gosto de futuros bonitinhos e “clean”, tipo Star Trek e Mass Effect. O futuro do Cyberpunk e das distopias não me agrada muito, mas vou dar uma chance ao gênero lendo algum dos contos indicados.

    Ah e queremos Crônicas de Gelo e Fogo no CabulosoCast 😛

    • Igor Rodrigues

      O engraçado é que o cyberpunk evoluiu (em partes) para um futuro mais bonito (que é basicamente a vida atual nos países industrializados). Cidades mais limpas, vida legal, mas a influência por trás das cortinas segue igual e os hackers são pessoas saudáveis, bem-empregadas e limpinhas.

      A contestação só mudou de cara e ficou contemporânea. 🙂

      (Adoro todo o material de RPG que você citou!)

      • Lucien o Bibliotecário

        Igor,

        Eu não disse isso durante o episódio, mas cara esta sua explanação a respeito dos motivos pelos quais o Cyberpunk como produto cultural do anos 80 morreu foi simplesmente espetacular. Sempre ouvi que o Cyberpunk já estava enterrado, mas nenhum dos argumentos me convencia devido aos ecos que vemos hoje desta literatura, porém quando você pontuou fazendo paralelos com o hoje, putz! Deixou tudo as claras.

        Muito obrigado por sua participação e por sua incrível contribuição para este episódio.

        Abraços.

    • Nando Moraes

      verdade!! nao tinha nunca me dado conta que Homem Aranha 2099 era cyberpunk hahaha

    • Lucien o Bibliotecário

      Renato,

      Estou no mesmo barco que você. Minha influência sobre o universo Cyberpunk vem mais através do cinema e dos quadrinhos.

      Porém após este episódio senti-me, também, motivado a ler as indicações do Igor, Charles e do Paulo. Sem sombra de dúvidas suas recomendações são excelentes para se iniciar no gênero.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Andre Luis

    Muito bom! Curto CP desde os anos 80, quando li Neuromancer. O choque foi tão grande que me inspirou a tentar ser escritor. Um detalhe interessante é que a idéia por trás do CP sempre será atual, basta pensarmos como será a evolução tecnológica daqui a 20 anos e os impactos sociais e econômicos da mesma, se for negativo, teremos o elemento punk. O que var definir o lado “cyber” será a tecnologia em voga. Eu gosto de pensar em cyberpunk como um “KIT” de idéias que pode ser reaproveitado em vários universos ficcionais diferentes. Enfim, parabéns, caras!

    • Lucien o Bibliotecário

      André,

      Concordo plenamente com você. É importante vermos que o Cyberpunk continua a influenciar a literatura e a cultura pop atual. Seu pensamento aclareia a minha percepção de que suas ondas ecoam ainda hoje.

      Muito obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Nando Moraes

    Muito bom o programa! Malditos me deixaram com fila de leitura ainda maior!! haha

    Apenas senti falta de terem mencionado o Neal Stephenson e seu livro Snow Crash.

    O Altered Carbon teve uma versão portuguesa pela Saída de Emergência de lá pra quem quiser adquirir:
    http://www.livrariacultura.com.br/p/carbono-alterado-22015300

    • Lucien o Bibliotecário

      Nando,

      Agradeço pela dica. Não conheço a obra, mas sua indicação é pertinente. Obrigado também pelo link, pois posso colocá-lo na próxima leitura de e-mails.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Nando Moraes

    Ah, a propósito, o conto do Johnny Mnemonic está inserido na versão do Neuromancer 30 Anos da Editora Aleph.

    • Lucien o Bibliotecário

      Nando,

      Desconhecia também. Vou citar isso durante a leitura de e-mail’s.

      Abraços.

  • Augusto Tenório

    Lucien, vc tem filhos?

    • Augusto Tenório

      É a gata, né?

    • Lucien o Bibliotecário

      Augusto,

      Não compreendi a pergunta e sua conclusão.

      Abraços.

      • Augusto Tenório

        Vc disse: “Eu já li, minha filha já leu, minha mulher já leu”

        • Lucien o Bibliotecário

          AH! hauahuaauh Não!

          Foi só uma brincadeira. E nem de Pantufa estava falando.

          Abraços.

          • Emerson Penerari

            Caramba, aquela geração que não viu o Silvio Santos anunciando o filme da Sessão das Dez durante o Show de Calouros e não entendeu a piada introdutória… pena…

  • Nelson Danilo

    As indicações feitas durante o podcast, estão mto bem selecionadas, parabéns pelo trabalho! Tocaram em vários temas envolvidos no cyberpunk e as suas implicações. Chegaram até o transhumanismo, hehe.

    • Lucien o Bibliotecário

      Nelson,

      Acredito que o transhumanismo precise ser melhor desenvolvido. Acho que as indicações ao longo do programa foram pertinentes, pois os envolvidos são pessoas apaixonadas pelo tema.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Emerson Penerari

    Caramba, cheguei atrasadíssimo para ouvir esse podcast! Vim por indicação do Raphael Fernandes, da Draco, em sua newsletter, e é o primeiro cast que ouço desse site, mas já vi que vou ouvir vários nas minhas noites de trabalho! Parabéns pelas excelentes citações! Conheci o cyberpunk com Blade Runner, Alien, mas só fui ler essa expressão da categoria em revistas como Aventura e Ficção e Heavy Metal no final dos anos 80… em 1994 comecei a jogar o RPG de mesa Shadowrun, e aí não parei mais! Amo o gênero, e até prefiro quando os escritores/diretores mais recentes se utilizem da tecnologia obsoleta da época áurea (TVs de tubo, muita fiação esparramada, cyborgs mal montados…). Vou ouvir mais, e vamos nos falando! Abraços e sucesso!