CabulosoCast #131 – Precisamos falar sobre eBooks

195

Olá Cabulosos do meu Brasil Baronil e Booklovers de todo mundo! Neste capítulo, Lucien o Bibliotecário, Lucas Ferraz e Ezequias Campos recebem Igor Rodrigues e Lady Sybylla para falarem sobre a polêmica dos eBooks. Porque ainda custam tão caro? Porque livrarias e editoras parecem não colaborar para a expansão do mercado de livros digitais? Será proposital? Os livros físicos irão sumir? O futuro da leitura está no eReaders? Resposta para essas e outras perguntas só depois que vocês apertarem o play! Um bom episódio para vocês!

Atenção!!!

Para ouvir basta apertar o botão PLAY abaixo ou clique em DOWNLOAD (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como para salvar o episódio no seu pc). Obrigado por ouvir o CabulosoCast!

Quer baixar o episódio em arquivo rar?

Para baixar a versão em zipada clique aqui, em seguida cole o link de download e clique na opção convert file.

Para fazer o Download do episódio clique aqui.

Comentado na leitura de e-mail’s

Citados durante o episódio

Mídias Sociais

Assine nosso Feed

Assine nosso feed http://feeds.feedburner.com/cabulosocast

Nossa Página no iTunes

https://itunes.apple.com/br/podcast/cabulosocast/id730234743?mt=2

Nossa Página do You Tuner

http://youtuner.co/index/results?s=cabulosocast&x=0&y=0

  • Pra quem quer ler a carta da ANL que a Sybilla fala no episódio: http://revolucaoebook.com.br/carta-aberta-anl-sobre-livro-digital-brasil-leia-integra/
    Continuo ouvindo o episódio…

    • Lucien o Bibliotecário

      Felipe,

      Obrigado pelo link, vou divulgar na próxima leitura de e-mails.

      Valeu por ouvir e enriquecer o debate.

      Abraços.

  • jedimdk

    Klaus
    38 anos
    sobradinho – df

    Lendo: Sandman Terra dos Sonhos de Neil Gaiman e Il fu Mattia Pascal de Luigi Pirandello

    No final das contas é sempre o maldito dinheiro. A ganancia do mercado editorial que não deixa o livro ter um preço decente, ou não investe em formatos mais econômicos.
    Obrigado por mais um cast de ótimo conteúdo.

    • Lucien o Bibliotecário

      Klaus,

      É. Acredito que depois da exposição impecável do Igor é essa a conclusão mesmo.

      Obrigado por ouvir e comentar.

      Abraços.

  • Só acho bizarro mesmo quando o livro em papel é mais barato que o ebook XD

    • Lucien o Bibliotecário

      Jonas,

      Não tenho o hábito de ler HQ’s em ereader. É bom mesmo?

      Abraços.

      • no ereader não funciona não. Tela muito pequena, além de ser preto e branco XD
        nem mangá eu consegui ler no meu Kobo
        eu leio HQs digitais no notebook mesmo.

        • Lucas Rafael Ferraz

          eReader não rola pra HQ. Tem que ser tablet. Pra mim pelo menos.
          Nem que seja preto e branco.

          • Ezequias Campos

            Rola mangá!

          • Lucas Rafael Ferraz

            Tentei, rolou bem porcamente.
            Se fosse um Kindle DX ai sim, mangá e HQ’s preto e branco dá pra ler de boa.

      • Igor Rodrigues

        Péssimo. Nem perca seu tempo, vá de tablet.

      • Catena Hernandez. Nada demodê.

        HQ não consigo, de forma alguma, ler digitalmente…

  • Carlos Valcárcel Flores

    Carlos Valcárcel – 33 anos – São Paulo SP
    Excelente episódio. Concordei com vários pontos de vista dos participantes. Então, minhas impressões:

    Bom, no inicio se falou um pouco sobre a Amazon BR. Quem não gosta dar um passeio pela livraria e procurar um livro interessante? Bom, eu já não. Com o inicio de ventas de livros físicos pela Amazon br, eu estou percebendo um maior número de promoções, não só em livros importados, se não também em nacionais. Dois exemplos: (1) Faz alguns meses achei um livro em inglês, más como estava curto de dinheiro, decidi comprar em outro momento. Quando consegui o dinheiro, o livros já estava esgotado em todas as livrarias. Um dia achei ele na livraria, como fiquei com medo de que se esgote de novo, comprei. Quando foi na amazon br, ele estava em estoque e custando 20 reais menos.O livro era importado, mas o outro exemplo é com um livro nacional
    (2) Um lançamento da editora Darkside, no post da editora no facebook ela indica a pre-venta do livro e o link para comprar em varias livrarias, todas com um preço em torno a 40 reais…exceto no link da Amazon no qual é livro é 30. O curioso é que agora estou achando nos sites das livrarias melhores promoções de livros. Será pela chegada da amazon? Não sei, mas é bom enquanto o consumidor seja beneficiado.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Em parte deve ser pela Amazon sim.
      Apesar de toda discussão da validade ou ética de usar essa prática de dumping, que certamente estão fazendo, isso movimenta o mercado.

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      É aquela questão que vai além da comodidade. É um possibilidade que a loja virtual permite. Eu, apesar de ainda comprar livros em livrarias o faço por outros motivos: como por exemplo não querer passar pelo trauma de ficar a disposição dos correios.

      Mas percebi, recentemente que a Amazon tem um sistema de entregas excelente, e faz algum tempo que não vou a uma livraria também.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Carlos Valcárcel Flores

    Agora sim, ebooks e preços.
    Eu admito que era receoso sobre livros digitais, embora eu leia muitos livros da minha carreira em formato pdf no computador. Ainda assim, quando testei o kindle e o kobo, achei eles muito “lentos”. Então decidí por uma tablet, ainda que não seja o meio mais ótimo para leitura.
    Concordo com o que se falou sobre o preço dos ebooks ser muito alto. E eu admito, todo meu consumo em ebooks é pirata….Mas um problema que apareceu, comigo, foi que agora tenho um monte de livro pirata que acho interessante e não li nem o 5% do pirateado. rsrsrs
    O problema dos altos preços de produtos digitais não só aparece nos livros..achei muitas discussões similares sobre o alto preço de jogos digitais também.
    Como todos os invitados mostraram descontento com o preço do livro (e eu concordo) ..eu acho que seria legal -mas um pouco dificil- invitar num futuro alguém do lado editorial que tentasse explicar sobre o valor dos livros, tanto físicos como digitais.
    Bom, até a próxima.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Cara, eu não acho lento. Ou já me acostumei! Hahahaha.
      Mas o meu é um Kobo Touch velho de guerra, os novos são cada vez mais rápidos.
      Sobre piratear, eu também já baixei esses pacotões de epub, mas acabei não lendo nada. A oferta é tão grande que só degustava um ou outro. Parei com essa abordagem, e agora procuro o que eu quero ler, primeiro na Kobo Store, depois na Amazon. Se achar preço bacana compro, senão acabo deixando para ler depois. Apesa do episódio, tenho comprado bem mais do que pirateado porque leio em inglês e os ebooks nessa língua tem valores bem atrativos.

      Valeu!!

      • Carlos Valcárcel Flores

        Eu testei vários modelos mas só a versões de kobo e kindle estilo tablet eram rápidas. Então, decidi comprar uma tablet-tablet mesmo. Li que a luz da tela da tablet não é ideal para leitura, mas eu não acho tanto problema assim.
        Minha abordagem com os ebooks é parecida a sua. Eu procuro info (em podcast) sobre livros e autores interessantes, e logo procuro eles em pirata. Minha lista não é tão grande, ainda assim a porcentagem do lido é menor.
        Agora estou combinando digital e físico. Estou lendo A storm of Swords em físico quando estou no metro ou trem, e lendo o digital quando estou em casa antes de dormir rsrsrs Como foi falado no episódio…um dos problemas é o temor em perder os ebooks.

        • Lucien o Bibliotecário

          Carlos,

          Eu não sei se é uma impressão minha, mas não tenho medo de perder os meus livros físicos, meio que não tenho esse receio.

          Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      Sobre a quantidade de livros possuo diversos livros físicos que ainda não li e os livros digitais apenas são um a mais.

      Sobre ouvir o lado do mercado editorial recomendo que busque por um podcast chamado Ghost Writer. Eles fizeram um programa com os especialistas e bem… e você quer respostas ouça.

      Muito obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Janaina Muniz

    Olar,

    Olha, até que essa edição foi tranquila, Igor nem ficou (muito) alterado nem nada. Vou contar um hábito curioso que eu tenho. Quando eu compro um livro físico, costumo também procurar pela versão piratex do mesmo em epub/mobi na net. Aí no momento que eu tô com vontade de ler o físico eu leio e quando tô de saco cheio dele eu vou pro kindle e continuo a ler a história.
    Sobre a questão central do podcast, não tenho muito a acrescentar, apenas um ponto que eu achei que ficou de fora: acho importante salientar que existe a possibilidade dos preços de ebooks serem muitas vezes mais caros que os físicos porque os grandes conglomerados como a Amazon compram os livros físicos em grande quantidade (como o Lucas falou), e quando eles encalham ela precisam despachar de alguma maneira. Então colocam o livro físico por 4,90 (por exemplo) e o ebook (que não sofre encalhe) continua no preço original de 20 reais.
    Acho que precisamos adicionar na discussão que muito dos preços dos livros físicos que aparecem na Amazon, Submarino, Saraiva, etc não são os preços de capa e sim o preço que o conglomerado repassa ao consumidor por ter pago a editora com desconto.
    Existem exemplos em que o preço sugerido de um livro físico é 42 reais, sendo que o ebook é 25, mas como a megastore compra à granel o preço final do físico despenca para 14,90. Aí dá-se a impressão que o preço do ebook é exorbitante. Não estou dizendo que acontece em todos os casos, há muitos exemplos em que essa dinâmica não se aplica.
    Gostaria que, um dia, vocês fizessem uma edição com livreiros e editores para eles elucidarem certas questões com relação a precificação de livros físicos e ebooks.
    No mais, gostaria de agradecer pelo ótimo podcast.

    Janaina Muniz – 29 anos
    Fortaleza/CE
    Lendo: Metanfetaedro.

    • Lucien o Bibliotecário

      Jana,

      Isto se chama o poder da edição! 😀

      Essa questão dos livros encalhados é verdade. Uma vez há anos postei aqui no LC que a coleção Eragon estava por 2,99, isto mesmo, 3 reais os 3 livros e se não me engano com frete grátis, mas acredito que também seja preciso relembrar que são geralmente livros bestsellers. São raras às vezes que encontramos livros como “A Jornada do Escritor” por valores tão baixos.

      É uma ótima sugestão trazer os profissionais para “justificar” os altos preços.

      Obrigado por ouvir e pelo comentário.

      Abraços.

    • jedimdk

      Vou dar um exemplo que espero seja um dos bons:

      quando eu morava em sp, tinha uma loja no campo belo que estava vendendo panettone da motta, uma marca italiana equivalente a uma bauducco. eu me entusiasmei e pensei que finalmente eu provaria algo com um real gostinho de casa. ao entrar na loja o preço do panettone era 32 reais. isso num tempo onde o panettone da bauducco custava 5 reais e o do pão de açúcar feito no dia, custava 3. eu perguntei pro gerente a razão de tal preço, e ele me veio com a papagaiada do cambio, da importação, do transporte, etc… isso foi em novembro. em dezembro a loja não tinha vendido nada. em janeiro entrou uma promoção de 32 por 24 reais. e continuou vendendo nada. e fevereiro tentaram por 16. e finalmente em abril estavam oferecendo a 6 reais.

      e aqui que vem o raciocínio de panettone/livros encalhados e etc

      se era pra vender por 6 reais no final, por qual motivo não vendeu por um preço honesto ou condizente com a realidade desde o inicio? as empresas acham que o meu dinheiro é o que? capim? que cresce em qualquer lugar?
      eu também tenho uma empresa, e meu produto tem um valor final de 10 a 16 reais. eu vendo por 2 e o mais caro por 3. sendo que dos 55 itens que eu vendo, três estão literalmente a preço de custo. ou seja, custam para mim 3 reais para fazer. e por qual razão eu faço isso?
      por saber que as pessoas não devem ser colocadas na posição de vender um rim pra comprar um objeto.
      eu poderia vender pelo preço mais alto, que alguns pseudo concorrentes estão vendendo. eles sequer tem um produto com a mesma qualidade que o meu, e estão vendendo mais caro. eu vendo mais barato para vender sempre. eles por outro lado, ja tem algumas unidades fechando. depois dos 6 meses iniciais fecham. a questão é nao comprar quando está caro. simples assim. as pessoas precisam manter a dignidade da vida em sociedade, e parar de ceder a chantagens deste tipo.
      se o livro foi vendido por 4,90 significa que ele pode ser vendido sempre por este preço. tenho certeza que quem vendeu por 4.90 nao perdeu grana. pois como empresario, se eu tenho que perder grana pra vender, eu não vendo e saio ganhando por nao perder a grana necessária pra fazer vender. se eu tenho de fechar em negativo por fazer uma venda, eu nao vendo e fico no zero que é bem melhor do que negativo.

      fui claro?

      • Lucien o Bibliotecário

        Klaus,

        Tá ai um raciocínio interessante. Não tenho dados para contestar a não ser o seguinte, que é uma hipótese não dado: se uma mercadoria encalha e eu decido vender por muito menos do que comprei não estou levando em conta que talvez outros produtos já cobriram aquele pseudo-prejuízo? Não sei estou a especular.

        Obrigado pelo comentário.

        Abraços.

    • Igor Rodrigues

      Essa é uma ótima observação. Por isso é bom sempre atentar para os preços sugeridos na hora de fazer as comparações e usar outras lojas como referência.

      Particularmente gostaria de saber o quanto o consumidor acha razoável pagar num ebook. Eu acho o preço de R$9,99 um tanto irreal, pelo menos no caso de lançamentos. Mase existem variáveis que ainda não conheço. A ver.

      E gostaria de ver uma boa entrevista sobre o assunto. Muita gente se manifestou, mas em geral é tudo muito subjetivo (os custos de produção não mudam! Revisores! Capistas!). A Super fez uma matéria interessante sobre o preço dos livros, meio antiga, mas dá pra ter uma base. http://super.abril.com.br/cultura/por-que-o-livro-e-caro-no-brasil

      Além dessa aqui http://www.tiposdigitais.com/2012/12/precojustodeumebook.html

    • Lucas Rafael Ferraz

      Essa análise é essencial mesmo.
      Problema é que eu vejo por ai muito eBook com preço de capa for de promoção a valores surreais. Um do Brandon Sanderson, Mistborn, tava R$ 39,00. Não dá, né?

      Mas temos sempre que observar isso para não cair no erro de fazer esse tipo de comparação. E levar em conta que, apesar de não ficar encalhado, um eBook pode simplesmente vender mal, ou ser algo mais antigo e estar vendendo pouco, e os caras colocarem em promoção agressiva, o que daria na mesma de livro físico encalhado barato.

      Mas o que eu queria ver e acho saudável, é preço de capa mesmo que faça sentido. Que seja justo.

    • Lucien o Bibliotecário

      Jana,

      Uma coisa ficou bem clara sobre a presença de profissionais do mercado: “elucidar” é uma palavra que não se encaixa na fala deles.

      Sobre o ponto levantado: é importante que quando leitores forem comparar preços levem o que você disse em questão. Pois, como vimos no grupo, comparar preço de promoção com preço de ebook não é perspectiva de mercado.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • J Carlos Viana F

    J Carlos Viana F – 31 anos
    Maceió – AL
    Lendo: E tem outra coisa… Eoin Colfer

    Parabéns a todos pelo podcast. Sempre defendi os livros digitais, e li muito livro no celular por meio do java antes do advento dos smartphones (convertia o ebook para um aplicativo java). Tenho um certo carinho por livros físicos, mas o livro digital é muito mais prático. Algo que acho que faltou discutir: ler no caminho de casa/trabalho/escola/seja-lá-pra-onde-você-está-indo (no ônibus/metrô). A problemática neste caso é a possibilidade de roubo. As chances de roubarem um livro físico são mínimas, ao passo que as chances de roubarem o dispositivo de leitura são altíssimas. Não estou defendendo o livro físico, só estou colocando uma situação na qual eu estou passando ultimamente: não leio mais em transportes públicos por medo de ter meu aparelho roubado. No momento, uso um tablet, mas em breve comprarei um e-reader (mesmo com essa desvantagem).

    Mas claro, esse já é um problema de segurança pública. Mas, para muitos, como eu, o tempo de trânsito é muito precioso para apenas admirar a paisagem externa do veículo (que consiste basicamente de outros transportes cheio de gente irritada, e poluindo o ambiente mais geral, que deveria ser o objeto de visualização). O ambiente interno do veículo também não é muito legal de ser visto.

    Bom, de qualquer forma, é um problema “conviva com isso”, mas está dada a minha opinião. Gostei da ênfase dada aos preços dos ebooks, realmente estão um absurdo. Esperamos que isso mude em um futuro (espero que próximo, esse negócio de deixar pros netos uma ova).

    • Lucien o Bibliotecário

      J. Carlos,

      Acredito que debatemos sim sobre a questão do medo de roubarem nossos ereaders quando o Igor falou que tem mais medo que roubem o Kindle do que seu smartphone. Eu costumo levar na bolsa para ler no trabalho, mas confesso que não acho seguro e já abri a bolsa duas ou três vezes para ver ele “meu filho” estava lá.

      E se incluirmos a questão do formato paperback (é assim que se escreve?) isso seria um alternativa. No lugar do Kindle, levaríamos esse livrinho barato e prático.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • J Carlos Viana F

        Realmente, tinha esquecido dessa parte rsrsrsrsrs

    • Lucas Rafael Ferraz

      Carlos, olá!

      Primeiro, sim, existe o risco de ser roubado.
      Mas cara, eu leio na rua e no metrô desde o final de 2012. Esse ano, quando me mudei para São Paulo de vez, faço todo trajeto, linha vermelha, amarela e esmeralda, de casa para o trabalha, lendo no Kobo. E vejo um número considerável de pessoas fazendo a mesma coisa.
      Enfim, eu comprei o Kobo para ler, e o tempo que tenho para ler é no transporte público, então, quem tá na chuva é pra se molhar, hahaha.
      Mas só queria compartilhar minha experiência, há riscos sim, mas até agora pelo menos estou ileso.

      • Ezequias Campos

        Eu também moro em Maceió.

        Amo meu kindle..mas ele não vai passear comigo num ônibus nunca!

        • J Carlos Viana F

          Cara, hoje mesmo houve um assalto no ônibus que normalmente pego. Não estava no momento, mas minha irmã sim. Ela me contou o que se passou. A ação foi rápida e só o cobrador foi assaltado.

        • Lucien o Bibliotecário

          Ezequias,

          Deixa de ser mole, homem! Leve na bolsa para o trabalho.

          Obrigado pelo comentário.

          Abraços.

      • Renato Dantas

        Cara, que viagem. Já fiz esse trajeto vermelha-amarela-esmeralda e a única vantagem era o tempo extra para ler hehehe

        • Lucas Rafael Ferraz

          Com certeza é a única vantagem! Adiciona uma duas horas e meia de leitura no dia fácil, ehehehe.

        • Igor Rodrigues

          Nem me fala. Eu levava 2:30h-3h pra chegar no trabalho no Rio (sem engarrafamentos). Li como nunca nesa época.

      • J Carlos Viana F

        Estou a um tempão sem ler adequadamente por causa disso, acho que vou enfrentar o medo e seguir o seu conselho. Valeu!

    • Renato Dantas

      Assim como o Lucas já comentou eu também leio meu ereader no transporte público e sempre vejo outras pessoas lendo também. Atualmente tenho a sorte de pegar só uma linha de ônibus, mas já passei pelo sofrimento de pegar a linha vermelha do metrô de SP e sempre via uma ou outra pessoa lendo em ereader.

      • J Carlos Viana F

        Simplesmente não tenho coragem rsrsrsrs Uma vez ou outra vejo alguém com um livro, mas até agora não lembro de ver alguém com um ereader ou tablet. Dá medo de mexer até no celular. Mas realmente, com a evolução tecnológica, esses aparelhos (ereaders, tablets) serão tão naturais que será necessário enfrentar esse medo.

        • Renato Dantas

          Estou em São Paulo há pouco mais de 2 anos e aqui é comum, mas quando morava em Recife também não via ninguém com ereader ou tablet em transporte público. Não sei se atualmente isso já mudou.

      • Lucien o Bibliotecário

        Renato,

        Ainda é novidade para mim, encontrar pessoas lendo em eReaders e ainda sou obrigado a explicar para as pessoas que “aquilo não é um tablet”.

        Abraços.

  • Marcela Uchôa

    Ansiosa para ouvir. Comentaram altas vezes desse cabuloso anteriormente, que me deixaram com altas expectativas, terá de ser no mínimo baphônico.

    Por enquanto, só digo que é um absurdo os preços dos eBooks. Depois volto comentando mais.

    • Lucien o Bibliotecário

      Marcela,

      Espero que aprecie o episódio. À considerar seu ponto de vista acho que vai gostar sim.

      Volte para deixar suas impressões.

      Abraços.

  • Renato Dantas

    Renato, 34, São Paulo

    Tenho tanto um Kobo quanto um Kindle (funk ostentação tocando o fundo) e acho os dois excelentes. Quando quero um livro procuro em ambas as lojas e compro o que tiver com o preço melhorzinho. Apesar de gostar de ler nos ereaders, ainda prefiro ler o livro físico. Exceto em casos de tijolos como os livros do Martin (que aliás Queremos Cabulosocast de Crônicas de Gelo e Fogo) ou do Brandon Sanderson, que ficam muito mais práticos de ler no ereader.

    Sobre pirataria, eu já baixei ebooks em torrents da vida, larguei na metade de tão ruim que achei e fiquei feliz de não ter gasto nenhum centavo. Bem como já baixei ebook, adorei e comprei o livro físico para ler de novo.

    Sobre o kindle unlimited, apesar do acervo não ser grandioso, eu estou achando bem válido, pelo menos para mim, tenho lido em média dois livros por mês do unlimited por R$20 ao mês, sendo que vários romances de fantasia legais, tanto em inglês quanto em português, estão nesse acervo.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Eu uso Kobo, e compro livro na Amazon também. E umas revistas digitais. Baixo o arquivo, tiro DRM, converto em Mobi e jogo no Kobo.
      Dá mais trabalho, mas é possível garimpar preços nas duas desse modo.
      Já do Unlimited não posso usufruir, mas eu acredito que de qualquer forma esperaria ele ficar mais abrangente.

    • Igor Rodrigues

      Tem um Kobo, um Kindle e lê em físico. Que playba! 😛

      Sobre o Unlimited ele é bem limitado em português, mas tem até muitos títulos em inglês. Pra quem lê os gringos vale mais a pena. Tomara que o acervo cresça.

    • Lucien o Bibliotecário

      Renato,

      Ouço “sou foda ao fundo”. hahauhauahuahaua

      Primeira pessoa que vejo elogiando o acervo do Unlimited. Quem sabe em um futuro não abro uma conta.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Aline Viana

    Gente, só esclarecendo, o preço do e-book no Brasil foi definido após uma série de discussões entre as editoras e livrarias para tentar impedir que aqui se repetisse o que se viu nos EUA e na Europa de uma série de livrarias serem fechadas por conta do preço desleal praticado pela Amazon. Esse precinho de US$ 1,99 só remunera o escritor quando ele vende zilhões, o sujeito que não é um Paulo Coelho continua igualmente anônimo, pobre e sem chegar no público. Ver as coisas só do ponto de vista do bolso do leitor não fará com os livros sejam mais cessíveis por aqui.

    • Igor Rodrigues

      Oi Aline,

      Então o preço do ebook aqui ainda é meio caixa preta. Sei que existe um acordo para que o digital não possa ser muito mais barato que o físico e assim não canibalizar as vendas. O problema são os motivos.

      Não foi o ebook que destruiu as redes de livrarias americanas. Tudo começou antes mesmo da Amazon. Em meados dos anos 80 até o fim dos 90 houve uma explosão de grandes redes (Borders, Barnes & Nobles, etc). Elas permitiram uma distribuição centralizada, maiores estoques e compras em volume, resultando em preços mais baixos. Tudo isso ajudou a matar as pequenas livrarias (baseado nessa crise saiu o filme “Mensagem pra você”, inclusive).

      Só que daí vieram os anos 2000 e a Amazon estourou com o e-commerce melhorando ainda mais o esquema logístico e sem o custo da loja física, permitindo preços avassaladores. Veja que ainda estamos falando de livros físicos. Essa facilidade de compra e com preços agressivos é que matou as grandes redes, bem antes do lançamento do primeiro Kindle em 2007. Veja que quando ele foi lançado a série Harry Potter, por exemplo, já tinha terminado e a Borders já tinha começado a reduzir os pontos de venda. Por outro lado, sem as grandes redes o ecossistema permitiu a volta das livrarias de bairro. Claro que não no patamar anterior, mas houve uma recuperação desde então.

      Já sobre o que dá mais $$ ao autor, o Ebook não canibaliza os royalties. O preço padrão adotado pela Amazon é de US$ 9.99, casos mais baixos são fruto de promoções ou quedas de acordo com a demanda. O que temos são indícios de que algumas editoras aumentam a lucatividade em detrimento dos royalties. Vide o slide que a Hachette apresentou para seus acionistas. http://amazingstoriesmag.com/2013/06/a-publishers-perspective-on-profits-ebooks-vs-print/profit/

      Inclusive o CEO da Publish News fez um excelente exercício de cenários com reduções nos preços sem afetar a lucratividade nem o ganho do autor. http://www.tiposdigitais.com/2012/12/precojustodeumebook.html

      Por último, no modelo atual o autor já ganha uma miséria e é limitado pela tiragem, problema que o ebook eliminaria. A cauda longa do autor seria bem maior uma vez que seu livro sempre estaria disponível, independente de reimpressões. Dá sim para buscar um modelo sustentável para todos os stakeholders. A pergunta é: estaria o mercado interessado nisso?

      Ou seja, a ideia de que os preços dos ebooks são assim para proteger o autor ou o mercado até hoje não apresentou nenhuma evidência que a sustente. Casos em mercados maiores como França, UK e US estão aí com amplos dados para mostrar o contrário.

      • Lucas Rafael Ferraz

        Livrarias Indie no USA tem mesmo crescido. Tem várias.
        Aqui não se vê quase nenhuma, é tudo Cultura, Saraiva, Curitiba.
        Não foram eBooks que mataram os livreiros, foram grandes redes de livro físico mesmo. Se os eBooks enfraquessem as grandes redes, o livreiro pequeno tem uma nova chance.
        Eu adoraria conhecer uma livraria pequena, com clima intimista, onde pudesse ser amigo do pessoal e tal. Seria bem legal.

        • Nilda Alcarinquë

          Que livreiros?
          Onde moro nunca teve livraria, nem em duas das cidades vizinhas. Na outra só tem livraria porque Alphaville é lá e abriram livrarias no shoppings do bairro dos ricos.
          Desisti de pedir livros no amigo secreto do trabalho porque o povo não sabia onde comprar! Tinha que dar o endereço de livrarias, e as opções eram muito poucas!
          Isso quando ainda existia a Siciliano e algumas pequenas livrarias em cidades como Osasco ou São Paulo.

          Se a Amazon ameaça livreiros nacionais, não são os pequenos os ameaçados. Porque eles praticamente não existem, e isso desde a época em que o Lobato tentou vender livros em pharmácias.

          abraços

          • Lucien o Bibliotecário

            Nilda,

            O que me leva a pensar na pergunta do Igor: o mercado acusar ebook e pirataria protege a quem afinal de contas? Pois observando esse panorama mais amplo podemos inferir que as justificativas dos donos do mercado não são pautadas na realidade, mas em medos e expectativas.

            Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Aline,

      É importante frisar que ninguém quer livro a 1,99. Quero pagar um preço justo, seja 10, 20, 30 reais, mas um preço justo por um livro que o mereça. É inadmissível um livro físico custando 40 reais e o ebook a 39,90.

      Fora que existe uma outra discussão ai, o preço do livro físico que por mais que digam o contrário, ainda acho muito, mas muito caro mesmo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Catena Hernandez. Nada demodê.

    Catena Hernandez.
    33 primaveras
    Consultor especialista focado no público NeoNerd. Produtos de beleza para machos que querem ser cheirosos e sensuais.

    Meu paiiii eternooooo… O Igor Rodrigues tem o superpoder de me fazer ter raiva dele mesmo ele sendo sensato ou eu concordando com sua fala…

    Só uma coisa que me pareceu nesse programa, o discurso em defesa ao e-book foi muito tendencioso, OK, vcs tentaram tirar isso no final do programa, mas não, não conseguiram.

    Tenho Kindle a uns 4 anos e só consegui ler 3 livros com ele, acho a experiência tão pobrinha, tão sem “calor” e fico com inveja qdo vejo alguém lendo com papel. E também gostaria de ser transformado como as pessoas que falam q seu poder de leitura dobrou simplesmente ao pegar um e-book em suas mãos, meu ritmo de leitura é o mesmo em papel ou e-book, não vejo diferença, o texto é o mesmo e o volume de texto tb é o mesmo,

    Acho muito cansativo esse discurso verde das árvores, esse é a maior falácia que existe em defesa dos e-book, toda e qualquer empresa que trabalha com impressos utiliza, sempre, papel feito com base em reflorestamento, se por acaso alguém tiver a oportunidade em passar em frente a IP verá uma fazenda gigantesca de árvore e não são os únicos.

    O papo sobre pirataria foi muito engraçado, o Igor parecia um messias no melhor estilo Antônio Conselheiro, e talvez por isso tenha ficado, novamente, com raiva dele nesses programa, ele me convenceu e até o momento estou tentando achar alguma falha em seu argumento para poder quebrar, talvez eu diga caso chegue nesse objetivo, talvez não, sou muito ocupado com meus cremes… heheheh

    Desculpe ter falado muita bobagem. Apesar de ter escrito esse monte de coisa que talvez não tenha sentido adorei o programa. Costumo mandar tuites elogiando o programa mas isso não caberia naquela plataforma.

    Obrigado seus lindos. Um beijo Lucien e convidados.

    P.S. Saudades da Priscilla Rúbia em programas, não sei pq mas seu humor nas leituras de e-mail sempre me fazem lembrar do Azhagal…

    • Igor Rodrigues

      Acho que ganhei meu primeiro hater! Viu @lucienobibliotecrio:disqus culpa sua que incentiva a discórdia. 😀

      Mas olha, eu concordo sobre o discurso verde. Não vejo como relevante nesse ponto. E quanto à pirataria… minha fé é inabalável (a não ser por dados concretos). XD

      Mas falando sério. Não importa se pirataria é certo ou errado, se prejudica ou não. Falando objetivamente: não dá para impedir tecnologica, moral ou legalmente. Não dá. O desafio é: fazer o máximo pessoas possível pagar pelo produto, inclusive as que – no modelo atual – não pagariam nem que não houvesse alternativa gratuita. Steam e Netflix tão aí, se entupindo de grana.

      E não fica com raiva não. 😉 <3

      • Catena Hernandez. Nada demodê.

        O @lucienobibliotecrio:disqus é um carequinha lindo, nunca faria isso por mal… hehehehe…

        Steam e Netflix são ótimos exemplos, se o sistema de e-books sob demanda da Amazon, ou qk outra plataforma, funcionasse com uma lista de opções maior talvez eu me forçasse a migrar para plataforma digital mas, certeza, nunca iria me desfazer da minha coleção do Jorge Amado, edição de luxo. Ou de outros autores que tenho paixão, Gabriel Garcia é outro. Nunca trocaria o melhor e-book por uma edição de Pastores da Noite com a encadernação que tenho. hehehe

        Não sou seu hater, ainda, mas sempre fico maluco qdo alguém consegue me convencer de algo que eu sempre fui contra… eheheheh…

        Abs S2

        • Lucien o Bibliotecário

          Catena,

          Carequinha lindo… vou dormir bem agora. ahuahauhauhauaha

          O Igor tem esse poder de convencer você, mesmo você discordando dele. É só ver o programa sobre ” o acordo ortográfico.

          Abraços.

          • Catena Hernandez. Nada demodê.

            Espero que tenha dormido com os anjos… hehehe

            Pois é, eu ouvi esse episódio, e também tive esse mesmo sentimento. hehehe…

            Grande abraço.

      • Lucien o Bibliotecário

        Igor,

        É o que foi dito, né? Modelos de negócios existem (ou precisam ser pensados), mas se manter com um discurso arcaico é que não dá.

        Abraços.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Oi!

      Sobre eReaders, eu pessoalmente fico desconsolado quando tenho que ler livro físico. Não tenho apego a livro de papel, 0 mesmo.
      Mas em termos mais objetivos, eu leio sempre no metrô, na maior parte das vezes. E ler um livro de papel no metrô é horrível. Principalmente em pé. Aliás, em qualquer situação carregar um livro de papel aberto não é prático.
      Com um eReader, seguro com uma mão e troco a página com o dedão da mão segurando. Fácil e rápido pra caramba. Leve. Só tem pró! A tela de eInk não deve nada ao papal. Pra mim é algo lindo.
      Agora, sobre velocidade de leitura: o volume do texto é o mesmo, mas eu leio muito mais. Porque consigo ler mais tempo porque não me canso de segurar. Virar a página, algo tão banal, toma tempo, e trocar de página no eReader é ridiculamente rápido. Deixo a letra do modo que me ajuda a ler melhor. Tudo é otimizado, então minha velocidade aumenta e muito!

      Abraços!

      • Catena Hernandez. Nada demodê.

        Entendo… Não vejo muito problema com esses pontos mas OK, no final é questão de opinião.

        Mas eu lembro de ter visto vc com livro impresso no curso do Raphael, não?

        • Lucas Rafael Ferraz

          Cê tava no curso? Não tô sabendo que eres! Hahahahaha
          Sim sim, no caso é da Aleph, por causa da parceria com o site eles me mandam livros. Mas não se engane, preferia estar lendo eBooks! hehehhhe

          • Catena Hernandez. Nada demodê.

            ehehehe… No curso sou um outro personagem, ñ tem como saber.. hhehehe

          • Lucas Rafael Ferraz

            Agora vou ter que stalkear sua vida online quando chegar em casa para descobrir isso.
            Hahahahah

            (mas é sério)

            😛

          • Catena Hernandez. Nada demodê.

            ahhahahahaha

      • Lucien o Bibliotecário

        Lucas,

        Também vejo essas vantagens hoje em dia. No período da manhã, antes de ir ao trabalho, eu encosto o kindle na garrafa de café e fico lendo…

        Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Catena,

      Só uma questão não foi um debate, mas um posicionamento sobre a realidade dos ebooks no Brasil vista pelo lado dos leitores.

      Estou com você quanto a quantidade de livros lidos no Kindle, para mim, o ritmo de leitura continuou o mesmo. A única coisa que mudou foi que passei a possuir mais uma opção de leitura. Agora não preciso sofrer para esperar um livro chegar às vezes com dois meses de atraso.

      Também acho cansativo o discurso do pró-livros-físicos sobre o cheiro do livro de papel, ou o discurso de quem trabalha mercado ao dizer que temos poucos leitores no Brasil…

      Você não falou bobagem nenhuma, meu amigo, apenas expressou o que estava sentindo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Jessi Zanelato

    Amo tanto meu kindle e os livros digitais que não compro livros físicos há muito tempo. E quando me dão algum livro físico corro atrás de alguma versão piratex do ebook. O conforto e a praticidade do kindle não tem comparação com o papel. Costumo comprar uns 2 livros por mês na amazon e piratear aqueles que não conheço nada do autor ou que estou apenas curiosa.

    • Igor Rodrigues

      Isso. Nada de problema de coluna por carregar Game of Thrones na mochila. 😀

    • Lucien o Bibliotecário

      Jessi,

      Mesmo sendo algo que não é correto, mas fica claro que os leitores – feliz ou infelizmente – estão encontrando seus caminhos para continuar lendo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Lucas Rafael Ferraz

    Algo que esqueci de falar no programa mas que sempre pensei: vocês não acham que seria legal comprar o livro físico e ganhar o download digital para sua plataforma de preferência?
    Mais do que legal, vocês acham que seria justo?

    Porque, como muita gente por aqui disse, eu tenho livros que, para não ler em papel, baixei ebook pirata, sem um pingo de dor na consciência.

    • Allan

      Acho que isso seria uma boa.
      O mesmo é feito para alguns discos, que disponibilizam também um download dos mp3 das músicas.

    • Igor Rodrigues

      Muita gente gosta da ideia (eu também gostava) e alguns autores o fazem. Mas o Mark Lawrence apresentou uma boa perspectiva.

      Qual é a mensagem que você está passando quando seu ebook de R$12 é dado de graça pra quem compra um livro de R$30? Que o digital não vale nada? E quem compra só o digital (eu) como vai encarar? Desvalorizaria o produto? Não incentivaria um potencial comprador de ebooks a baixar o pirata já que muita gente ganha de graça mesmo?

      Tenho pensado muito na resposta e checado outras mídias como referência, mas ainda não cheguei a nenhuma conclusão. Porém é algo que já acontece (aparentemente sem grandes problemas). Outros autores defendem esa solução como a ideal.

      • Lucas Rafael Ferraz

        Cara… entende o que você falou. E se você pudesse pagar, sei lá, um tantinho a mais para comprar os dois juntos, mas que não chegasse ao preço total? Visto que pela obra você já pagou uma vez. Não sei se faz sentido…
        Mas algo assim, compre o livro por R$ 30,00 e com mais R$ 5,00 leve o eBook. Será que rola?

        Mas eu curte o estilo anterior, mesmo com esse “problema” de percepção de valor do eBook.

        • Igor Rodrigues

          Eu ainda curto a ideia, só achei um ponto interessante. MAs acho que respondi minha própria pergunta. Se já tem experiências e não deu problema…

          Mas preciso de números de vendas. 😛

          • Igor, qual foi o documentário/livro que você leu sobre a indústria da música e citou no episódio? Valeu

          • Igor Rodrigues

            Deve ter sido o “Information doesn’t want to be free” (é livro). Vou reouvir pra ter certeza.

        • A editora Hedra vende o impresso + ebook de alguns livros. Ex: R$ 29,90 o impresso, R$ 9 o ebook e R$ 35,79 os dois; sendo que o ebook vai em pdf, epub e mobi direto para o seu email, ou seja, o ebook é seu de verdade como um impresso o é. Pode ser um passo pequeno, mas é sair do quadrado do modelo de negócio atual. Desconheço outra editora pequena, média ou grande que faça algo assim.

          • Lucas Rafael Ferraz

            Exemplo bem legal da Hedra Felipe!! Era exatamente isso que pensei, legal alguém já ter feito esse modelo.
            @Igor Rodrigues o que acha disso?

          • Lucien o Bibliotecário

            Felipe,

            Olha ai! Que tremendo exemplo! Muito bom! Acho justo a forma e os valores cobrados.

            Abraços.

        • Lucien o Bibliotecário

          Lucas,

          Mas acho que tem como criar umas promoções legais para incentivar ambos os mercados.

          Abraços.

      • Lucien o Bibliotecário

        Igor,

        Mas não precisa ser distribuído gratuitamente, apenas você inclui como um combo, algo a mais. Um exemplo: o livro físico custa 20 reais, com o ebook, você paga 30; só o ebook custa 15, entende? Nessa proporção acredito que o valor se torne justo.

        Obrigado pelo comentário.

        Abraços.

    • Renato Dantas

      Isso acontece no mercado de livros de RPG, você pode comprar a cópia física, o pdf ou o combo físico + pdf. Mas no caso dos livros de RPG as cópias digitais não tem os preços abusivos dos livros literários e o valor a mais do combo geralmente é simbólico. Outra coisa que o mercado de RPG costuma fazer é que quando você compra a cópia física na pré-venda ganha a cópia digital de bônus, para ir degustando o livro antes da sua cópia física ser entregue pelos correios.

      • Lucas Rafael Ferraz

        Acho justíssimo.

      • Lucien o Bibliotecário

        Renato,

        Acho uma proposta válida. E não vejo problema nenhum nisso já que, diferente do que falaram, os profissionais já foram pagos na versão impressa.

        Obrigado pelo comentário.

        Abraços.

    • Jonas Daggadol

      Participei do Catarse do Pedro Duarte com o livro Tony Moon. Além do livro físico recebi, para minha surpresa, a versão digital. Você não imagina como curti!! Li a versão digital, e guardei a impressa/autografada com carinho. Foi perfeito.
      Concordo com as questões levantadas pelo Igor abaixo, e acho que realmente só o tempo dirá se dá certo ou não. Pra mim, que (como você sabe) não pirateio livro/filme nem em sonho, funciona muito bem. Para o mercado em geral, me parece uma boa ideia, mas apenas na prática vamos saber. Muito interessante os exemplos do Renato e Feilpe abaixo. Já são ótimos indicadores de que pode dar certo.

    • Lucien o Bibliotecário

      Lucas,

      Tive uma experiência parecida com o livro O Rei de Amarelo que comprei pela Clock Tower editora. Eu comprei a versão física e depois eles disponibilizaram a versão digital para seus clientes. É interessante perceber isso, mas não sai distribuindo por ai, pois como ganhei algo por ter comprado o livro físico não acho correto espalhar.

      É um ponto interessante.

      Obrigado por participar ativamente dos comentários, meu amigo.

      Abraços.

  • sherlock lestat

    Excelente podcast! Parabéns pelos argumentos apresentados.
    Como falaram é algo de mercado, não é exclusivo do Brasil. As editoras SABEM que o fim delas está próximo. Só estão aproveitando o último suspiro pra fazerem os pés de meia delas. INFELIZMENTE, o povo brasileiro não é o americano e se lá fora lutaram contra as editoras e venceram, não vejo isso acontecendo aqui, infelizmente. Tomara que eu esteja errado, mas… não acredito nessa possibilidade.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Oi Sherlock!
      Acredito que os caminhos possam ser diferentes por questões culturais, mas uma hora ou outra vai acabar acontecendo, por mais que demore!

    • Lucien o Bibliotecário

      Sherlock,

      Também não vejo. Concordo plenamente com você.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Vinicius

    Vinícius Gomes, 23 anos, BH/MG

    Eu estava esperando esse episódio desde que o Lucien me falou, então é hora de comentá-lo.

    Inicialmente, devo confessar que estou decepcionado com o Sr. Igor Rodrigues! Cara, cadê o fogo? Cadê o ódio? O Lucien o Bibliotecário te ministrou uns calmantes após a abertura? Hahahaha

    Brincadeiras à parte, gostei muito do resultado do debate. Fiquei chateado ao descobrir que o Mark Lawrence é meio babaca com relação a estas questões relacionadas ao ebook que o Igor levantou, além de eu ser muito fã dos livros dele (Lucien, novamente o meu pedido para termos um CabulosoCast sobre a Trilogia dos Espinhos/The Broken Empire), ele sempre me pareceu um autor bem ponderado, utiliza bem as mídias sociais e ainda por cima ele é um cientista (o próprio livro dele trata levemente os efeitos da tecnologia).

    Realmente é um absurdo o que acontece no Brasil no quesito da precificação dos ebooks. A mencionada carta da ANL, embora antiga, é uma sacanagem, e no Direito Econômico da concorrência poderia até mesmo configurar uma ilegalidade tais “sugestões” (percebi que eles usam o termo “sugestão” com muito cuidado com esta finalidade). Não faz sentido um ebook ser mais caro ou apenas a metade do preço de um livro físico. Aliás, não faz sentido um ebook chegar perto dos 20 reais! Há artigos e mais artigos pela internet, sobretudo gringos, que tratam da questão da precificação, que é ridiculamente inferior em relação ao Brasil, e que mostra que mesmo assim as editoras não quebraram (só os livreiros, coitados, mas isso é matéria para outro Cast), mas se adaptaram e criaram um novo modelo de negócios..

    Bom, em relação à discussão livros x ebooks, não tenho mais o que dizer. Há muito que eu vejo essa briga rolar e os argumentos a favor dos ebooks crescem e suplantam qualquer coisa que um leitor de livros físicos (quando hater dos digitais) possa levantar. Tal qual o Lucien, vim para o lado digital da força (graças também aos argumentos do Setembrini no Cast sobre Jules Verne que nós gravamos) e só tive a ganhar.

    Ótimo episódio, pessoal! Abraço.

    P.S.: Igor, você poderia me passar suas fontes ou dados que você levantou para o Cast?

    • Lucien o Bibliotecário

      Vinícius,

      Eu juro que não fiz nada com o Igor.

      Sobre a precificação é complicado falar do nosso mercado sem dados. Infelizmente parece que o discurso: “Temos um país de pouco leitores e blá, blá, blá…” é a única coisa que recebemos como grande resposta.

      E seu pedido para Trilogia dos Espinhos pode se tornar realidade.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Vinicius

        Ah, então ele está mais comedido! hahaha

        Fico feliz e ansioso pelo episódio da Trilogia dos Espinhos! Esse segundo semestre do CabulosoCast tem que chegar logo! hahaha

        Abraço!

        • Lucien o Bibliotecário

          Vinícius,

          Espero que possamos voltar a todo vapor.

          Abraços.

  • Red Roban

    E uma das vantagens do Ebooks é poder ler no escuro

    • Lucas Rafael Ferraz

      Red, o meu Kobo é o Touch, nem backlight tem.
      Resultado, não leio no escuro, e ainda assim sou feliz! heheheheh

      • Nilda Alcarinquë

        Com uma pequena lanterna de leitura é possível ler no escuro
        Pelo menos dá pra ler livro assim, já e-book eu nunca tentei

        • Lucas Rafael Ferraz

          Dá sim Nilda, mas é tão desconfortável e frustrante quando num livro físico!!

          • Igor Rodrigues

            Qual lanterna tu usa? Eu uso uma led de clipe. Não pesa nem 10 g, uma delícia. Custou 6 reais!

          • Nilda Alcarinquë

            Não sei se é led, mas é dobrável, de clipe e não custou caro.
            Já tenho a um bom tempo

          • Lucas Rafael Ferraz

            Cara, nem uso mais. Tive uma baratinha de clipe, mas, na escuridão total, não conseguia ler a base da página tranquilamente. Acabei desistindo.

    • Lucien o Bibliotecário

      Red,

      Uma pergunta: isto foi uma crítica ou um elogio ao livro digital?

      Abraços.

      • Red Roban

        Foi um elogio. Desculpa a demora

  • Maria Faria

    32 invernos (33 em menos de um mês), Uberlândia – MG, contadora. Ouvindo o podcast (que aliás foi excelente) só fiquei mais convencida ainda do que já tinha em mente anteriormente. Preparem-se para o textão! Em primeiro lugar parabéns ao Cabuloso Cast por abordar este assunto de forma tão transparente. Diante das opiniões e dados apresentados no programa,
    conclui o que já sabia: e-book é mais caro que livro físico por uma simples
    questão de monopolização e receio das editoras em perder mercado. É mais caro como forma de nos obrigar a continuar pensando em comprar o livro físico. É mais caro porque é uma forma de elas continuarem a ter a certeza de que terão muitos leitores comprando a versão física. Enquanto os leitores não criarem uma ação efetiva, isto não mudará. Uma forma de protesto seria todos os leitores do Brasil ficarem 30 dias sem comprar nada, nem físico nem digital. Mostrar o poder que temos diante do poder de quem está nos impondo algo ridículo. Sei que seria uma ação radical, mas com certeza mudaria alguma coisa.
    Não tenho kindle, mas tenho tablet com aplicativo kindle para android. Ler em tablet é ruim e acredito que muitas pessoas julgam o e-book lendo em tablets. Se estiver viajando, por exemplo, compensa ler em tablet, porém se estiver em casa é preferível o livro físico. Minha meta é comprar um kindle quando terminar de ler os livros físicos que tenho na estante (ainda faltam uns 12), pois sei que depois de adquirir o kindle não lerei os livros da estante.
    Sobre a pirataria: não sou contra, mas evito o máximo que posso de utilizar produtos ilegais. Livros, raramente, só em casos extremos como em “O Escaravelho do Diabo”, pois achei impossível pagar mais de R$40 em
    um livro com menos de 200 páginas. Evito porque penso que toda obra possui um valor e que mesmo que apenas um valor ínfimo seja direcionado ao autor, ainda assim, é merecido. Não julgo quem utiliza produtos piratas, mas tenho como premissa não utilizar.
    Em minha opinião está efetivo que aos poucos o livro digital tomará o lugar dos livros físicos e valerá a pena tê-lo somente em casos em que houver impressão diferenciada, com cores, desenhos, como é o caso de HQ’s e livros como “A estrela que nunca vai se apagar”. Por outro lado, acredito que como no caso do mp3, o livro digital vai acabar com a compra de livros, sempre que tiver a opção de baixar gratuitamente as pessoas não comprarão. Sendo assim, em um futuro distante, fico pensando se ser escritor passará a ser
    uma profissão sem remuneração, pois não havendo pagamento pelo que se consome, quem produziu nada receberá. No caso da música, os cantores ganham dinheiro com shows, e no caso dos escritores?

    • Lucas Rafael Ferraz

      Oi Maria!

      Eu não acredito que chegue a esse ponto. acredito que as pessoas que valorizam o trabalho e compram continuarão a comprar, e se o mercado digital sobrepujar o físico, o público leitor em geral poderá até aumentar, e para alguns que baixam por fora, sempre terá um que pague, desde que o preço seja bom.

      Eu acredito que sempre haverá quem valorize, compre e incentive novos trabalhos.

      Abraços!

    • Lucien o Bibliotecário

      Maria,

      Acredito que você abordou vários pontos:

      1 – Sobre os preços dos livros digitais, não tenho o que acrescentar, concordo com você e acho que o episódio foi claro.

      2 – Sobre o fim dos livros de papel. Observando atentamente o preciosismo com que se trata o livro físico não aposto que se o livro digital ficar mais barato ele sobrepujará os físicos do dia para a noite.

      3 – Sobre os escritores: a democratização do mercado digital os favorece, pois eles não ficam dependentes de um mercado que os ignora.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Allan

    Cada formato tem suas vantagens e desvantagens e acredito que um pode ser usado em complemento ao outro, sem necessariamente extinguí-lo (eu espero).

    O kindle já me foi bem útil para conseguir ter acesso à livros caros ou difíceis de encontrar. Atualmente tenho lido principalmente livros impressos, que ainda são os meus preferidos (não pelo cheiro), mas também é bom ter milhares de opções de leitura com o kindle.

    • Lucien o Bibliotecário

      Allan,

      Não há competição. Nenhum leitor precisa se envergonhar ou ter que dizer “gosto deste, gosto daquele”. O importante é ler.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Mozarotto

    Olá, @lucienobibliotecrio:disqus e galera cabulosa. Acompanho a algum tempo o trabalho dos senhores, gosto bastante, mas não sou muito de comentar.

    Apesar de não ter sido o tema principal, pincelei uma discussão sobre o tema em meu podcast (o Choppcast, que ainda não foi ao ar porque ainda não pegamos o jeito).

    O tema é realmente instigante, e foi bem abordado pelos participantes. Contudo, achei que faltou um contraponto, pois todos os integrantes concordam que ebooks são bons. Todos foram unânimes ao reclamar das práticas abusivas das editoras. Ou seja, não houve o outro lado da história.

    Não vou ser eu que irei me posicionar contra os livros digitais. Viva aos ebooks! Mas, fazendo um pouco o papel de advogado do diabo (?), tá, das editoras, pois não irei demonizá-las, existem alguns argumentos para que os preços desses livros eletrônicos sejam elevados. Não, não achou que seja por algum software ou distribuição, essas proposições são injustificáveis, mas acredito que o principal argumento não dito pelas editoras é justamente a pirataria.

    Explico-me, certa vez, ouvindo o Nerdcast, perguntaram aos apresentadores se era possível fazer um áudio-drama do “A Batalha do Apocalipse”, que originalmente era da editora Nerdbooks. Em resposta, foi afirmado que seria complicado investir tanto tempo e dinheiro em um material que pode tão facilmente ser pirateado.

    A lógica é a mesma para as grandes editoras. Como foi dito pelos participantes do programa (excetuando o Lucien, que falou que pirateou quando não encontrou o livro para comprar), todos falaram que baixam livros a torto e a direito, e nem lembram mais de quando foi que compraram o último ebook. Não é de estranhar que as editoras demorem a lançar os livros digitais (muito fáceis de piratear), e quando o fazem, não reduzem muito o preço. O argumento é puramente econômico.

    De verdade, não acredito que a maioria das pessoas que baixam livros pirata iriam pagar por um ebook o preço que seria “justo”. Tendo a opção por ser de graça, mesmo quem iria pagar antes, muitas vezes, acaba cedendo e não comprando.

    No mais, também discordo que ebook seja tão democrático, pois, o acesso à internet ainda não é universal (sim, apesar dos avanços, a internet ainda é sonho para mais de 4,4 bilhões de pessoas no mundo).

    Apesar disso, acredito que o ebook possa sim contribuir para a leitura, e tem potencial para um dia realmente ser uma revolução. Grande abraço, e excelente trabalho.

    Mozart Silveira

    • Igor Rodrigues

      Opa, uma correção. Eu compro quase todos os meus ebooks. Na Amazon ou mesmo em outras lojas quando o preço é melhor. 🙂 As excessões são livros sem disponibilidade por algum motivo ou nacionais com preços (quase sempre) abusivos. Aí, como não devo nada a um mercado que não me respeita, simplesmente baixo. Agora sobre pirataria em detalhes.

      Lembro bem desse Nerdcast e aparentemente faz sentido esse argumento, mas quando confrontado com números ele cai por terra. Explico:

      Até agora ninguém conseguiu provar a relação direta entre pirataria e queda de vendas, seja em música, livros ou filmes. A indústria costuma mascarar números e ignorar outros. Exemplo: A economia está mal e o desemprego aumenta, pessoas deixam de ir no cinema, pirataria cresce. Daí a indústria joga a culpa na pirataria quando o cenário econômico é o culpado. Deixaram de ir ao cinema pela falta de grana, não porque trocaram pela opção gratuita. Um bom exemplo é o consumo de pirataria em mercados emergentes como apontado nesse excelente relatório de 2011 (http://piracy.americanassembly.org/the-report/). Segundo o estudo atribui-se a a pirataria ao modelo de negócios comparado ao ambiente econômico. População de baixa renda que não pode pagar por serviços supérfluos procura alternativas. Se não houver, não consomem. Para essas pessoas a mídia física ainda é relevante (muitos nem sabem o que é um torrent) e é a maneira mais barata e acessível de se consumir conteúdo. Quando o serviço é adaptado às necessidades dessa classe que pode pagar alguma coisa, mas não muito, eles consomem também.

      O que se assume é que cada livro baixado é uma venda perdida, ou que impacta no volume de vendas possível, o que não é verdade, ou pelo menos mascara outro problema do modelo de negócios.

      Exemplo. Quero ler um livro, mas acho caro. Peço ao meu amigo. Nada errado, certo?

      Quero ler o livro, mas acho caro, baixei. A indústria diz que estou prejudicando as vendas.

      Eu não compraria o livro de uma forma ou de outra! A indústria de entretenimento tanto sabe disso que as produtoras começam a bloquear as vendas de jogos usados!

      Esse medo infundado é mais baseado em proteção ao modelo de negócios do que realmente em dados concretos. Tanto que existem experiências provando o contrário, mas ninguém apresenta um estudo concreto condenando a pirataria. Aliás o que dizer do Corey Doctorrow que publica quase todos os livros em Creative Commons, mas ainda vende na Amazon e ganha uma boa grana?

      Agora, vamos a outro ponto, pra que existe o copyright? Ele foi criado para dar o monopólio de exploração comercial ao criador de alguma inovação, incluindo trabalhos culturais. Com esse monopólio o autor tem uma recompensa justa pela esforço criativo e assim a sociedade estimula mais pessoas a inovarem. Essa ideia foi criada em Veneza no séc XVII, creio. O monopólio tem que ser temporário porque entende-se que a inovação beneficia a sociedade e precisa ser de direito público em algum ponto. Logo damos o direito do criador ganhar sua compensação antes de darmos a sociedade o direito de usufruir da criatividade humana.

      Vamos ao século XX. O que temos são industrias estendendo o copyright e restringindo todo tipo de uso alternativo ad eternum na tentativa de extrair o maior lucro possível de todo mundo. Hollywood fica na Califórnia justamente para escapar das draconianas leis de copyright nova ioquinas, onde as inovações da época eram criadas.

      Daí temos o Mickey. Toda vez que o maldito camundongo vai cair em domínio público a lei acaba sendo estendida um pouco mais, chegando a absurdos 70 anos após a morte do criador. O primeiro Harry Potter é de 1997, mas se a JK bater as botas digamos em 10 anos, HP só vai ao público em… 2095! A pergunta é: quem se beneficia com isso? Com certeza não é a JK Rowling. O benefício social está sendo esmagado pelo interesse empresarial que é o de explorar uma criação o máximo possível.

      O copyright não está sendo usado para proteger o direito do autor nem estimular a criatividade, mas para ganho particular injusto. Daí saem livros com DRM, filmes com restrição geográfica, etc, etc.

      Pra morrer em mais um exemplo, olha aí a HBO que lançou o HBO Now justamente porque as pessoas pediam para que ela lançasse um serviço independente e PAGO para que pudessem ver Game of Thrones sem ter que assinar um caríssimo pacote de TV a cabo. Ou seja, um povo que p

      E pra finaliza: eu não defendo a pirataria per se. Eu defendo comércio justo onde indústria, autor e toda a cadeia de produção tenha uma remuneração justa e adequada e o consumidor tenha acesso ao produto por um preço igualmente adequado. Todo mundo ganha.

      Eu defendo a pirataria como alternativa de se livrar de um mercado explorador. Ainda mais na literatura, que além de produto tem uma função social importantíssima.

      Mal aí o textão, é que eu adoro o assunto.

      E ó, dá uma busca por “piracy” no site boingboing.net que você vai achar muitos dados e estudos sobre o assunto.

      • Mozarotto

        Cara, concordo com grande parte do que falaste. Eu defendo a pirataria e desde a faculdade já era contra a nossa legislação de direitos autorais.

        Como falei no início, eu apenas mostrei um dado que não foi tratado no programa. Esse medo das industrias não é baseado em fatos científicos ou estudos, até porque eu também desconheço estudos nesse sentido. O temor da industria fonográfica, editorial e de cinema é mais baseado em dados empíricos ou do natural temor da mudança.

        Pode não ter nenhum estudo que comprove que a pirataria diminui vendas, mas o mp3, e a consequente pirataria, diminuiu muito o número de venda de CD, tornando-os obsoletos.

        Que fique claro, não sou contra mp3, nem livros digitais, mas os programas de compartilhamento legais, mas também os ilegais estão terminando o velório dessa industria.
        Claro que existe o argumento dos aplicativos para ouvir músicas como o spotfy ou o iTunes, mas o valor repassado para o artista (e para o empresário) nesse ponto diminui, pois o mercado de streaming ainda não se sustenta, como exemplo temos o Netflix, que é a mais bem sucedida empresa do ramo mas ainda está no vermelho. Tem um Braincast bom que trata do tema.

        Não que eu ache isso ruim. Eu gosto dessa independência. Foi essa independência que fez com que explodissem artistas de tecnobrega no Pará e funk no Rio de Janeiro, através de vendas de CD´s com milhares de mp3 deles próprios, como mostra um estudo do NAEA/UFPA. Não gosto dos estilos musicais, mas sem essa independência das gravadoras, eles jamais cresceriam.

        Enfim, para não ficar com brigas de textões, não vou me alongar. Eu entendo de verdade o temor dessas empresas, pois os exemplos com as videolocadoras, lojas de CD e cinemas fora de Shoppingcenters mostraram que eles ficaram para trás, e a manutenção desses preços é a forma de se manter no mercado com seus lucros.

        Como falei, eu entendo. Mas não concordo. Acho que eles tem que se adaptar.

        Ah, como não falaste no programa sobre o quanto baixa arquivos ilegalmente, não pude falar de ti, mas falei pelo que os outros participantes falaram. Abraço.

        • Igor Rodrigues

          Tem um livro sobre pirataria (que ainda não terminei) muito bom chamado “Piracy Wars (https://www.goodreads.com/book/show/6990457-piracy) que conta toda a história da pirataria intelectual. É bem interessante para dar noções de perspectiva. Só que é super acadêmico, mas ainda assim dá um contexto muito bom ao problema.

          É aquele debate entre Informations wants to be expensive x Information wants to be free. Os formatos vão surgir antes da indústria se adaptar e muitas vezes nem vão querer fazê-lo.

          Agora um caso interessante que ilustra como é inútil a resistência:

          A série Harry Potter só foi lançada em ebook em 2012, exclusivamente no Pottermore e depois em outras plataformas. A JK Rowling detinha os direitos de publicação digital e sempre foi contra o lançamento por causa da pirataria. Só que TODOS os livros sempre estiveram disponíveis em diversos formatos, muito bem editados e diagramado de maneira ilegal. Nos lançamentos dos livros 6 e 7 o ebook estava disponível apenas 6 horas depois do lançamento! Aliás os ebooks em português surgiam alguns dias após o lançamento em inglês, meses antes da versão oficial em papel.

          Como diz o Corey Doctorrow “nunca subestime determinação de um moleque pobre em grana e rico em tempo”.

          Ou seja: se existir uma versão física, a versão digital vai aparecer, não adianta. Melhor ganhar um trocado com isso.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Mozart!

      Também quero desfazer essa impressão que posso ter deixado no calor do momento e na vontade de defender o argumento de que pirateio tudo na vida. Não é assim. eBook a preço justo eu sempre compro. Já faz um bom tempo que não baixei nada por fora, os últimos 10 ou algo assim foram comprados. Pirateio quando quero muito ler algo e não tem a preço descente como eBook.
      A Jolly Roger tremula, mas não tão freneticamente assim.

      Abraços!!

      • Mozarotto

        Ok, só falei baseado no que ouvi. Desculpa se ofendi. =D

        • Lucas Rafael Ferraz

          Ofendeu não! hahahaha
          Quando eu ouvi o cast depois pensei assim: porra, pessoal vai ter certeza que eu só pirateio as coisas na vida!
          Fato: eu me expressei mal em certos momentos, hahaha.

          Abraço, e obrigado por comentar!

          😉

    • Lucien o Bibliotecário

      Mozarotto,

      Eu acho importante frisar que apesar do que foi dito, eu conheço a maioria das pessoas que não grava comigo, logo posso dizer que todos continuam a comprar livros.

      O que realmente me leva a pensar que se eu continuo a comprar livros, porque não compro livros digitais como compro livros físicos? O que acontece? Mesmo as promoções (que tanta gente fala) acho que há livros muito mais vantajoso do que os ebooks, mesmo em promoções.

      Agradeço muito por ter exposto o seu ponto de vista mesmo sendo contra ao que falamos de modo educado.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Nilda Alcarinquë

    ” – O Quaresma está doido.
    (….)
    – Nem se podia esperar outra coisa – disse o doutor Florêncio – Aqueles livros, aquela mania de leitura….
    – Par que el lia tanto? indagou Caldas.
    – Telha de menos – disse Florêncio.
    Genelício atalhou com autoridade:
    – Ele não era formado, pra que meter-se em livros?
    – É verdade – fez Florêncio.
    – Isso de livros é bom para os sábios, para os doutores – observou Sigismundo.
    – Devia até ser proibido – disse Genelício – a quem não possuísse um título acadêmico ter livros. Evitavam-se assim essas desgraças, não acham?
    – Decerto – disse Albernaz
    – Decerto – fez Caldas
    – Decerto – disse também Sigismundo”
    Barreto, Lima – Triste Fim de Policarpo Quaresma

    Há 100 anos esta era a idéia que se tinha dos livros e de quem os lia no Brasil. Não acho que tenha mudado muito de lá pra cá.
    A maioria dos editores e livreiros brasileiros parecem continuar nesta época e recusam-se a mudar.
    Bem, não me espanto com esta mentalidade, já que vivemos num país em que a economia é voltada para o mercado externo e a maioria dos empresários está mais interessada em exportar do que em vender e formar um mercado interno.
    Num país assim, porque livros seriam mais do que itens de curiosidade e luxo, que alguns excêntricos consomem?
    E-books então, é o fetiche dos fetiches pra este povo. Coisa de pervertido com mania de imitar os americanos!

    Com isso dou minha opinião nada otimista para este mercado e sem muitas idéia de como mudá-lo.

    Não sairei incendiando livros para trocá-los pelos digitais. Os dois convivem muito bem na minha casa e prefiro doar os que acho que não precisam ficar na minha estante.
    E se o @disqus_qV04ACSHMp:disqus chegar perto deles será apenas depois de ser minuciosamente revistado, para sua própria segurança!

    abraços

    Nilda
    47 anos
    Jandira – SP
    lendo O Saci Pererê – Resultado de um inquérito, do Monteiro Lobato

    • Igor Rodrigues

      Queimo todos e ainda asso um milho-verde com a fogueira. XD

      Mas na real eu doo na biblioteca. Os que ainda tenho no Rio terão esse fim também. 😛

    • Lucien o Bibliotecário

      Nilda,

      Extremamente emblemática essa passagem de Lima Barreto. Acredito que seja assim que leitores veem os não leitores e vice-versa, pois sei que infelizmente existem pessoal que desejam realmente subjugar aqueles que não foram abençoados com “o dom supremo do amor a leitura”.

      Como você, infelizmente não vejo solução, já que tem autor que bate palmas quando falamos de preço de livros. E estou cansado de todo mundo nesse mercado dizer que não ganha nada com venda de livros.

      Muito obrigado por esse incrível comentário.

      Abraços.

  • Guga Di Muzio

    n
    b

    • Lucas Rafael Ferraz

      Oi Guga!

      Isso é uma coisa mesmo! Lendo A História sem Fim também tem uma parada de cor de letras que perdi. Mas convenhamos, são poucos livros que usam esse tipo de recurso, ai não faz tanta falta.
      O que não rola em eReader é livro com muita ilustração e etc.

      Valeu!

    • Lucien o Bibliotecário

      Guga,

      ouvi algumas críticas quanto ao Kindle Unlimited, Sobre a diferença de formato acredito que vá de encontro aquele argumento que levantei que há livros que trazem algo a mais e que – neste caso – nós temos interesse em adquirir a versão física para compor essa experiência.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Igor Rodrigues

    Vou fazer um comentário aqui que acho que não ficou claro no programa, que é sobre preferências por ebooks ou impressos. Eu particularmente prefiro ebooks (evidente), pela praticidade de leitura. É uma escolha puramente pessoal. Apesar de gostar de arte de capa, não tenho mais o apego à coleção, gosto mesmo é do conteúdo é a isso que dou valor. Se não puder nunca mais ler um ebook, óbvio lerei em papel (hmm, talvez).

    Mas não acho que todos devem achar o mesmo. Não gosto da guerra civil entre físico e digital (roubei o termo da Sybylla, foi mal aí capitã), e nem quero catequisar ou olhar torto quem gosta de cheirar papel (hihihi).

    Só advogo por uma expansão dos ebooks por uma razão simples: preciso que ele cresça para que as condições de mercado sejam boas para mim e para os que já são adeptos e para fornecer novas opções para autores, flexibilizando a engessada indústria. Quero opções para mim e para todo mundo envolvido no negócio e para isso o ebook precisa ser relevante comercialmente. Conseguindo isso (uma fatia entre 30 e 50% já tá bom), fico feliz. É só isso e mais nada, a partir daí cada um escolhe como quer ler seu livro.

    Aliás torço igualmente pelos audiobooks e todas os formatos futuros.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Seria legal ter um Audible brazuca bem suprido né?

      • Nilda Alcarinquë

        O que é Audible?

        • J Carlos Viana F
          • Nilda Alcarinquë

            humm.. é um formato específico de audiobook, é isso?
            Desculpa encher de perguntas, mas como 70% dos brasileiros, não sei inglês além do the book on the table

          • J Carlos Viana F

            Sem problemas. Também não conhecia, mas é um serviço de vendas de audiobooks da amazon. Seria legal se tivesse audiobooks na nossa língua também não acha?

          • Nilda Alcarinquë

            Sim, seria ótimo!
            Mas este é mais um formato no qual nossas editoras não investem e só raramente publicam algum livro neste modelo.
            Mas como foi dito no cast e nos comentários: convencionou-se no Brasil que só existe um tipo de livro e isso virou dogma.

          • Lucien o Bibliotecário

            Nilda,

            “Tamo junto”, no do you speak english!

            Cheiro no coração.

            Abraços.

        • Lucas Rafael Ferraz

          Nilda, Audible é uma empresa da Amazon que produz e vende livros em áudio. Mas não tem no Brasil. Lá fora a produção é bem grande e o pessoal consome bastante.

      • J Carlos Viana F

        Concordo plenamente, acabaria com a desculpa de preguiça de ler do pessoal. Acho que há um mercado em potencial nisso aí. Só fico imaginando 50 tons de cinza nesse formato rsrsrsrs

        Tá aí uma sugestão de discussão: audiobooks. Tem mesmo mercado? O quanto custaria? Os extras de um audiobook (música de ambiente, efeitos sonoros) são mesmo legais, ou atrapalham?

        Há um benefício social nisso aí para as pessoas com deficiência visual. A gente costuma esquecer delas.

        • Nilda Alcarinquë

          Sobre deficientes visuais: eles estão entre os maiores prejudicados pela restrição ao e-book no pais, pois basta um leitor de tela para que tenham acesso ao conteúdo dos livros
          Mas enquanto as editoras nacionais os ignoram, eles parte pra pirataria e não ha quem possa recriminá-los.

          abraços

          • Igor Rodrigues

            O Kindle original tinha entrada para fones de ouvido e um recurso chamado “texto-para-voz”. Basicamente você dava “play” e o troço lia o texto pra você. Era meio robótico, mas funcionava. Após a 3ª geração retiraram esse recurso porque a Amazon comprou a Audible e, óbvio, não ia concorrer com ela mesma.

            Mas os livros são até hoje lançados com essa função, assim quem tem Kindles antigos podem usá-lo.

            No meu smartphone eu tenho um app para ler ebooks que traz esse recurso. Qualquer livro pode ser escutado assim. Se chama Tucan Reader (é para Windows Phone). Acredito que outras plataformas tenham o mesmo recurso.

        • Igor Rodrigues

          O padrão dos audiobooks é serem narrações simples feita por um ator/narrador profissional, sem nenhum efeito ou trilha. É como a mãe contando a histórica para a criança.

          Em geral escolhem bons narradores, mas de fato se o cara não souber dar a entonação certa pode atrapalhar. Eu escuto muito e até agora só um ou outro livro foi prejudicado pela narração.

          Curiosamente tem uma empresa que faz audiodramas estilo os do nerdcast. Testei com Elantris e achei um saco, particularmente porque me interesso pelo livro, livro, o texto que o autor escreveu. Me atrapalhou bastante. Mas foi um trabalho muito bem feito, reconheço. Uns 20 atores trabalharam no livro.

          Já crônicas de gele e fogo é narrado por 1 cara só que faz inclusive vozes e sotaques para cada personagem. E é fodíssimo.

          • Lucas Rafael Ferraz

            Prefiro também um cara só lendo.
            Agora, ouvi Oceano no fim do Caminho narrado pelo Gaiman.
            FODA PRA CARALHO!

          • Lucien o Bibliotecário

            Igor,

            Eu me lembro que já ouvi um áudiobook da Aracy Balabanian e achei simplesmente incrível. Neste formato que você falou: só ela narrando, sem efeito ou trilha. Muito bom. Acho que seria realmente interessante se tivéssemos esta oportunidade no Brasil.

            A questão é que da mesma forma que hoje temos a discussão sem futuro do “físico versus digital”, acredito que teríamos aquela parcela que diria que áudiobook não é leitura e da forma predatória que nosso mercado é não tenho dúvidas que o preço será para quem gosta de “livro ostentação”.

            Obrigado pelo comentário.

            Abraços.

          • Igor Rodrigues

            O foda é que audiobook é outro produto porque dá um trabalho miserável e caro. Contratar ator, alugar estúdio, engenheiro de som, edição, etc. é só ver os preços da audible, que pra compra são muito caros, só vale a pena (pra mim, pelo menos) por assinatura. A Ubooks está tentando ser uma pioneira, vamos ver se conseguem aumentar esse catálogo.

      • Igor Rodrigues

        Tem uma empresa tentando, acho legal. Mas vai dar trabalho conseguir trazer mais títulos, mas torço que dê certo.

    • Lucien o Bibliotecário

      Igor,

      Acredito que isso foi explicitado no episódio, porém as pessoas só conseguem enxergar a briga infantil de “se eu gosto do digital eu tenho que odiar o físico, se eu gosto do físico tenho que odiar o digital”.

      É importante que tenhamos variedade de formatos e variedades de formatos principalmente relativos aos preços e não caro, super-caro, caro-pra-cacete e livro-ostentação… não dá.

      E hoje não temos isto, não temos variedade, temos apenas um modelo que valoriza o livro como artigo de luxo…

      Repito, acredito que sim, você foi claro, mas as pessoas preferem ver toda a discussão por um único ponto de vista.

      Obrigado por participar e engrandecer o CabulosoCast. Obrigado por participar dos comentários.

      Abraços.

  • Rafael Noris

    26 anos, livreiro no Coisas Horrorosas

    Olá, pessoal, tudo bem? Parabéns pela coragem de abordar um tema tão espinhoso. Escrevo porque há um ponto que acredito que pudesse ter sido melhor explorado.

    Entendo que a proposta do Leitor Cabuloso é comentar o mundo literário a partir do ponto de vista de leitores, mas o episódio poderia ter sido bem mais rico se tivesse a presença de convidados que trabalhem com livros, como autores, editores e/ou lojistas. Assim na hora de explicar os valores dos livros teríamos uma resposta mais interessante do que reforçar a imagem de livreiros ou editoras como capitalistas-que-só-pensam-no-lucro.

    Abraços!

    • Igor Rodrigues

      Acho validíssimo. Inclusive acho que o assunto “preço” dava um bom programa com as partes envolvidas!

      • Tô limpando o estoque de literatura fantástica, pois vou focar só em livros de cinema e filmes trash nacionais. Aproveite! hahahahahahaha

        • Igor Rodrigues

          Se eu lesse em papel bem que comprava tudo mesmo. Mas vou fazer um jabazex no próximo episódio do podcast pra dar um empurrão. 😛

        • Lucien o Bibliotecário

          Rafael,

          Por que não me contou isso antes, cara? Já teria feito um jaba no Cabuloso! Ainda dá tempo?

          Abraços.

      • Lucien o Bibliotecário

        Igor,

        Eu queria conhecer a loja do Rafael. Quem sabe um dia…

        Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Rafael,

      Esse foi um ponto muito criticado por outros ouvintes, contudo, percebo que não foi um erro. Sempre que fizemos programas falando sobre ebooks (ver os antigos episódios linkados no post) houve um tom de favorecimento ao livro físico e, nunca ocorreu de ouvintes clamarem por um episódio com maior participação em defesa do livro digital, porém o mesmo não ocorreu com este episódio onde procuramos, como o título mesmo deixou claro, fazer um panorama do livro digital no nosso país do ponto de vista de quem consome.

      E acredito que resposta nunca teremos, pois sempre ouço os mesmos argumentos para conservar o mercado como está.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Sim, não foi um erro, nem acho que tirou o mérito do episódio, eu gostei, mas é que realmente queria ter visto um “debate” maior, alguém que defendesse outro lado. O GhostWriter acabou fazendo um episódio também sobre Ebooks, com editor e autor, e acabou tendo o mesmo problema, porque todo mundo concordava com as opiniões, ninguém debatia.

        Abs!

        • Lucien o Bibliotecário

          Rafael,

          Sendo bem franco o outro lado não respondeu nada, mas para apaziguar os ânimos, gravaremos um episódio onde os dois lados estarão lá.

          Abraços.

  • Led Bass

    Marcio Alves, Analista de Sistemas, Santo André-SP
    Atualmente lendo Origens da Fundação – Isaac Asimov

    Ótimo episódio, estava aqui pensando sobre a a carta aberta, ela está sim mantendo os preços elevados, eu tenho um amrtphone e um tablet, e em ambos eu tenho o APP das 3 principais vendedoras de eBooks (incluindo a amazon) e as 3 praticam o mesmo preço, pode pesquisar.

    Estou pensando em adquirir um eReader e o que me segurava era a exclusividade das lojas desses eReaders (Kindle -amazon, Kobo – Cultura e etc…) mas os últimos modelos de eReaders aceitando arquivos sipiados do PC tem me chamado a atenção, quero ter a facilidade de levar a minha biblioteca comigo num único aparelho, mas não queria ter que arcar com a exclusividade de uma única livraria, agora provavelmente eu compre um eReader.

    Sobre a trilha sonora, Lucien, tu mandou muito bem cara, principalmente na trilha do Mass Effect, faça isso mais vezes, por favor

    🙂

    • Lucien o Bibliotecário

      Márcio,

      Deixa comigo sempre que possível espero continuar a surpreendê-lo na seleção da trilha.

      Sobre a decisão de comprar um eReader, vai por mim não há melhor coisa no mundo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Dany palavras

    Danielly Wanessa, 31 anos JG-PE
    Ola!!!!!
    Eu tenho o Lev e sou muito satisfeita com ele, leio muito PDF e nisso esse E-Reader da Saraiva me ajuda bastante. Não deixei de comprar livros físicos(e acho que nunca vou deixar de comprá-los), mas é mais uma ferramenta que facilita e muito a leitura e o acesso. Eu baixo livro? Claro!!!! pelas mesmas razões apresentadas neste podcast: preço,disponibilidade e outros. Eu confesso que também só baixo de autores estrangeiros, traduções de fãs, os nacionais eu não baixo, pela questão de ser tão difícil ser escritor neste nosso país, me sinto menos culpada também rsrsrsrsrsr
    Eu tbm morro de medo de sair com meu Lev, com medo de roubarem rsrsrsrsr
    Acho também uma bobagem algumas pessoas dizerem que nunca vou trocar meu cheirinho de livro físico pelo digital, realmente tem livros que não faz diferença se você ler digital ou físico, acho que só quem passa pela experiencia de leitura digital é que pode falar, eu tinha preconceito e não tenho mais!!!! Tem alguns livros evangélicos do autor Max Lucado e realmente os livros físicos dele é muito caro, tipo tinha um livro que queria muito, mas a versão física não baixa de 39,90 e acabei comprando ele digital por apenas 9,90!!!! Ótima leitura!!! Acho uma absurdo você pagar mais de 10,00 num livro digital e só compro até este valor!!!

    Bjos

    • Lucien o Bibliotecário

      Dany,

      Me lembrei do seu vídeo falando sobre o Lev.

      Eu acho que muitos dos “críticos” ao livro digital não passaram pela experiência de ler em um eReader, o que é uma pena, pois perdem de ter mais uma opção de leitura.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Quem dá o preço do livro digital ou impresso para cima é a editora. E claro, quanto mais as pessoas estão pagando, mais o produto pode custar, somando-se a isso a margem mínima desejada pela editora. Uma categoria onde isso é muito comum são os eletrônicos. A Apple no Brasil é uma das mais caras dos mundo porque aqui existe algo que o mercado chama informalmente de “fator de vaidade”. O brasileiro paga mais para se diferenciar acreditando que isso o valorize. Esse papo tem com aquele da literatura ser “gourmetizada” aqui. É o cúmulo do absurdo isso! E reparem, quem cria, incentiva e deseja esse status são os que dele enriquecem. – ou os desavisados e mal intencionados.
    No Brasil só há um tipo de livro porque se convencionou assim é nada mais. O resto são desculpas furadas. As editoras botam a culpa no governo se o brasileiro lê pouco, mas não conheço ação substancial das grandes editoras (e até de pequenas) em prol do aumento da leitura e escrita que não seja “doar livro” pura e simplesmente – e são eles que ganham dinheiro com isso e nem ao menos formam autores; autor no Brasil (para o senso comum) é um “iluminado” e não alguém que estuda para sê-lo, alguém que leva isso como projeto.
    Não acredito que o livro impresso vá morrer, muito menos que ele seja melhor ou pior do que o digital e vice e versa. São apenas experiências diferentes. Gente, cabe tudo no mundo, vamos lá. Tem e terá espaço para o impresso e para o digital. O que irá diferir (a nível de mercado) será a demanda por um e por outro porque isso é o que influencia o mercado. O que pelos critérios das editoras for mais interessante para elas terá atenção – mas isso só depois que os escudos defletores atuais contra o ebook no Brasil forem derrubadas. E aí, acho que todos concordam que o livro digital (per se) é o que tem maior potencial democrático (produção, distribuição e consumos independentes e sem terceiros intermediando). Mas a oferta para livros digitais de maneira geral (e não apenas os técnicos) é pouca em relação ao impresso. E é preciso estar atento para não se tornar um consumidor refém de determinados ecommerces e formatos ou de logaritmos de preferência de gosto. Inclusive, a padronização do consumidor é um resquício da última revolução industrial que respinga ainda na atual revolução industrial. Tudo é nuvem, tudo é fluído – mas ainda aqui caberá aqueles que só leiam um tipo de assunto o que nunca foi nenhum problema, a menos que não sejamos capazes de aceitar diferenças.
    Ouvi o episódio quatro vezes e não dá pra escrever todas as considerações por aqui, mas ficam algumas nesse ambiente de elétrons organizados é o de comentários na net.
    No mais, parabéns aos participantes do episódio que construíram um conteúdo relevante, e um especial ao Igor que trouxe muita informação (soma de dados com direção) e enriqueceu de forma significativa a bagaça toda.

    Abraços,

    Felipe Boaventura
    30 anos
    Vila Isabel – RJ
    Lendo cinco livros e meio.

    • Lucien o Bibliotecário

      Felipe,

      Gostei bastante da sua explanação inicial sobre o livro e a compra de produtos tecnológicos. É como eu comentei e outro episódio, pagamos caro porque é bom, porque é garantia de qualidade. “Quem quer algo bom precisa pagar caro”.

      Também sou do time que defende o livro enquanto conteúdo não importa seu formato.

      Fico imensamente feliz que você tenha considerado esse programa tão repleto de conteúdo a ponto de ouvi-lo 4 vezes.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Bruno Trajano

    Um bom programa!!

    quase não teve “polemica” em 90% do cast. Pontos positivos e negativos foram apresentados e discutidos. Com exceção do discurso final do Igor, que foi desnecessário diga-se de passagem, as falas de todos foram proveitosíssimas.

    ps: Pra mim o programa poderia ter acabado na ultima fala de Lady Sybylla, pois foi ponderada e feliz, exaltando o “amor pela Literatura”. Totalmente diferente do “extremismo” babaca do jovem Igor.
    Mas é isso, Admito que não foi por falta de aviso…

    Abraço a todos!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Bruno,

      Qual fala do Igor? A do discurso em prol do livro para todos? Ou da piada no final do programa. Pois só reforçando, aquilo foi uma brincadeira.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Aline Cristina

    Olá, me chamo Aline, sou Engenheira Civil e moro em Sinop, no norte do estado de Mato Grosso. Gostaria de acrescentar uma informação muito útil a vocês sobre publicações digitais técnicas. Na minha área de atuação (engenharia e demais ciências exatas) as editoras de livros técnicos estão sempre empregando formas diferentes de utilizar novas tecnologias para expandir o acesso ao seu conteúdo e isso inclui o uso ao máximo do potencial do ebook. Um exemplo real que vai exatamente de acordo com uma ideia proposta no podcast é a da editora Oficina de Textos (http://www.ofitexto.com.br/busca/?fq=H:141) em que seus livros (além da disponibilidade de aquisição do formato ebook) agora está empregando a venda de capítulos separados dos livros técnicos. Quem quiser (professor ou aluno) não precisa comprar um livro técnico inteiro (que custa em média uns R$100,00 para mais), no lugar pode-se apenas escolher qual capítulo é de interesse naquele momento e adquirir por R$10,00 para menos. Sim, a ideia de poupar dinheiro para os universitários que precisam ter em mãos de forma imediata somente parte de uma obra é uma realidade hoje. Até o momento só estou sabendo da ação da editora Oficina de Textos.
    Ou seja, o mercado editorial para livros técnicos (pelo menos os de engenharia e ciências exatas) está atento aos formatos digitais e de vez em quando acertam ao aplicar ideias inovadoras para disponibilizar seu conteúdo. Já os preços comparativos entre publicação física e digital continua no mesmo nível das demais publicações de romances: injusto.
    Abraços.

    • Igor Rodrigues

      Muito legal essa ideia. É tipo uma formalização do formato “xerox de capítulo”. Bom pra todo mundo! 🙂

    • Lucien o Bibliotecário

      Aline,

      Que coisa incrível! Em vez de ficarmos com pilhas de “fichas” de capítulos, teríamos versões digitais do mesmo, que incrível! Parabéns para o seu curso.

      Obrigado por esse comentário. Mostra que alternativas existem sim!

      Abraços.

  • Alias, uma coisa que tava reparando depois de ouvir esse programa, é como os ebook americanos são caros tbm. Isso não é coisa só do brasil e dos supostos contratos e tramoias das editoras. Na amazon americana temos muitos ebooks custando mais de 7 dólares.
    O All the light we cannot see que tá famoso atualmente custa 13 dólares o kindle edition, mesmo preço da versão em capa dura!

    • Igor Rodrigues

      Oi Jonas,

      Então, o preço padrão que a Amazon estabeleceu no mercado é de $9.99 p/ ebooks no lançamento, desde 2007 (o paperback sai em média por 13 e o hardcover 18). Livros da Simon & Schuster e agora da Hachette tem uma variação maior pelos acordos que a Amazon teve que fazer, as guerras editorias que tivemos no ano passado e em 2010. Mas em geral o preço é de $9.99 pra baixo. Dentro da realidade das maiores regiões americanas não é um preço ruim, sendo que lá o mercado de hardcover é bem mais forte que o nosso.

      Outra coisa interessante é que “traduziram” o preço US pra Amazon UK e lançamentos saem em geral por 9.99 libras. Só que tem gerado debates ferrenhos, porque seria muito alto (segundo ando lendo).

      E esse número americano acabou influenciando a percepção dos brasileiros que acham que o ebook nacional devia custar R$9,99. O que, pra ser sincero, não sei se seria possível nem justo (a não ser que o mercado de leitores triplicasse, e todo mundo lesse o digital).

      Agora olha que bizarro. A versão BR de “All the light we cannot see” sai por $7! Metade do preço. o.O

      • cara, muito bizarro isso mesmo.
        vlw pelas informações =D

      • Lucas Rafael Ferraz

        Engraçado pegar um valor absoluto em dólar e transferir para outras moedas.
        Concordo que para muitas obras 9,99 libras é um absurdo, assim como R$ 9,99 é impraticável.

  • Jonas Daggadol

    Jonas Daggadol, 39 anos, Salto-SP.
    Lendo o ebook Space Opera – Aventuras Fabulosas por Universos Extraordinários. (o qual paguei R$ 9,90 na Amazon e considero um preço justo).

    Parabéns a todos pela participação. Todos agregaram muito ao cast, assim como os comentários até o momento, a discussão está ótima.
    Apenas para somar às estatísticas: como o Igor mencinou no final, sou um leitor de Android. Tenho o software do Kindle para o que vem da Amazon, UB Reader para os epubs e uso o Play Livros do Google para ler os clássicos (free).
    Depois que passei a usar os 3, nunca mais li um livro em papel. Vou voltar a ler porque tenho uma pilha e tanto em papel ainda na fila, mas sempre acabo dando preferência ao digital, e lá se vai o papel ficar mofando na fila novamente. Ah, e assim como a Lady Sybylla, passei a ler bem mais com os digitais.
    Sobre o futuro do mercado, minha opinião é muito parecida com a do Lucas, acho que o papel continuará, mas mudará seu papel no mercado (que trocadilho infâme!), passará a versões de luxo, capadura, livros com ilustrações e aqueles com valor emocional, como autógrafos e dedicatórias, além de continuar sendo um ótimo presente.
    Concordo com alguns comentários abaixo. Faltou alguém do mercado para mostrar o outro lado da moeda. Lembro que em algum cast um editor comentou que quando baixam um livro, por exemplo, de R$ 39,90 para R$ 29,90, as vendas praticamente não aumentam. Além disso foi comentado também o fator “se é barato não presta”, tão famoso em nosso Brasil-sil-sil. Não estou defendendo o preço alto dos ebooks, mas sim a presença de alguém que pudesse agregar ao cast mostrando o lado de quem produz e vende ebooks.
    Abraço a todos e, como sempre, parabéns pelo ótimo episódio.

    • Lucas Rafael Ferraz

      Hey Jonas!

      Seria vem legal ter algum livreiro e alguém do mercado de eBooks.
      Quem sabe na próxima? Principalmente agora com esse polêmico, podemos convidar pessoas para dar seu lado da moeda!

      Valeu!

    • Lucien o Bibliotecário

      Jonas,

      Mas essa questão dos preços de 29,90, ou seja, reduzido 10 reais do preço original, como citado no seu exemplo, é um dado que ainda carece de ratificação.

      Quanto tempo o livro ficou pelo preço original? Se, sei lá, fique 4 anos com esse preço e no ano seguinte baixe para 29,90. Realmente não acredito que haverá uma corrida para as compras.

      Outra questão: quando o preço baixo, essa métrica, foi feita a partir de quanto tempo em relação ao preço original?

      Todas estas questões não são esclarecidas quando falamos com os profissionais no mercado.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Vanessa Straioto

    bom, gostei do cast..
    ainda compro livros físicos, principalmente de coleção..mas estou tentando comprar novos livros em ebook..pq não cabe mais nenhum livro em casa..kkkk
    tb baixo livros, pelas mesmas razoes apresentadas no cast. e tento de verdade não baixar de autores nacionais..
    como leio muito, muito, muito, não tenho dinheiro para comprar tudo que quero ler….então a amazon, veio me salvar,um pouco, com o kindle unlimited, com os novos autores, pago um valor por mês, e posso pegar “emprestado” ate 10 livros por vez.
    e se baixo um livro que gosto muito, geralmente eu compro, se o valor estiver bom, ou espero uma promoção…
    tb gostaria muito que tivesse edições diferentes de livros aqui no brasil….
    e eu estou tentando aprender a desapegar dos meus livros, tento fazer algumas doações…rss

    eu gosto muito de ler ebook…e como falaram, tem livros que não precisamos manter, podemos soltar ele por ae….mas continuo lendo livros físicos tb…
    ótimo podcast…Parabéns pessoal!

    • Lucien o Bibliotecário

      Vanessa,

      Eu sei que talvez não tenha sido esta a intensão, mas todos na gravação compram/compraram livros físicos.

      Esse seu comentário só endossa o que falamos. Nós, leitores, queremos pagar pelos livros não queremos baixá-los, mas queremos ter opções que nos permitam isso.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Curti muito o cast sobre os ebooks. Concordo totalmente: não há razão para a
    versão eletrônica ser tão cara. Não é raro encontrar a versão digital pelo
    mesmo preço da versão impressa. Isso não faz sentido. Para endossar essa
    questão de que preços mais acessíveis são viáveis e mostrar isso na prática,
    baixei o preço do meu livro Anelisa Sangrava Flores (que já custava menos de
    50% do valor da edição impressa) para R$5.99, o que equivale a 20% do valor do livro físico. Vale lembrar que meu livro já foi analisado pelo Leitor Cabuloso,
    levando cinco selos cabulosos (esse foi o momento jabá).

    Segue o link da Amazon com o novo valor:
    http://www.amazon.com.br/gp/aw/d/B00RTJ9MAO/ref=redir_mdp_mobile_fh/189-5050536-4801932

    • Lucien o Bibliotecário

      Anderson,

      Seria interessante depois nos falar sobre as vendas, nem que seja em forma de porcentagem a partir do ponto em que o preço foi reduzido.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Marcos Vinicius Moreira

    Caríssimos, excelente discussão, como sempre! Adorei o tema, pois sou um orgulhoso pai de um Kindle, há cerca de 2 anos, que me fez diminuir o uso de papel a quase zero. Concordo com quase todas as alegações de vocês, mas sigo a seguinte alternativa : cadastrei meu email no site da Amazon, e só compro aquele livro que estava querendo quando ele fica com preço abaixo de 15 reais. O “A Batalha do Apocalipse” foi 8,90. Portanto, vale a paciência e a persistência. Os empresários de livrarias vão perceber.

    Um abraço, sucesso, e continuem com esta qualidade indubitável!

    • Lucien o Bibliotecário

      Marcos,

      Eu acredito que seja uma alternativa, mas infelizmente não é uma justificativa e o episódio foi para isso para mostrar porque o livro digital não merece o preço que recebe.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Dani Gomes

    Oi Lucien,

    Primeiramente o podcast foi incrível!!! Mas uma coisa que achei que vocês não comentaram e vale ressaltar é que a Amazon faz promoções diárias de seus livros digitais. Eu tenho kindle desde 2013 e não largo por nada, adoro a leitura principalmente a noite, pois assim não incomodo meu marido com a luminária. Desde que meu kindle deu um problema e a assistência foi excelente, resultando um kindle novo na minha casa antes de uma semana, eu passei a valorizar mais e compro sempre livros em promoção. Ai você pode pensar que só são aqueles livros independentes….. só que Não…. se você for agora no site, os livros do Aldous Huxley (admirável mundo novo) estão por 9,90 preço super justo.
    Tem sempre várias promoções, a diária, a semanal e sempre outras.
    Vale resaltar que dá sim para comprar ebooks com preços justos e sim eu já baixai vários livros mas já comprei vários outros.
    Bjs à todos!!!

    • Igor Rodrigues

      Existe também a vantagem dos livros de domínio público em versões gratuitas disponibilizadas na Amazon. “Comprei” Drácula, Os Miseráveis e muitos outros assim. Fora as edições baratíssimas dos mesmos clássicos por de 1 a 5 reais.

    • Lucien o Bibliotecário

      Dani,

      Eu compreendo que existam promoções, contudo ainda acho muito caro os livros digitais. Infelizmente não posso sempre ficar esperando uma promoção, pois quando um livro é lançado quero comprá-lo, mas com os preços que temos não dá.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Vitor Sandrini de Assis

    Quero um cabulosocast de Crônicas de Gelo e Fogo! Tá na hora!

    • Lucien o Bibliotecário

      Vitor,

      Seu desejo já foi realizado e você nem sabe. 😀

      Abraços.

      • Vitor Sandrini de Assis

        Mal posso esperar!!!

  • Olá Cabulosos! Vim conhecer o podcast por causa do Lucas e gostei muito da produção. Embora discorde de alguns pontos de vistas sobre esse assunto acho que precisamos de mais pessoas pensando sobre o advento do eBook pra que ele fique mais acessível a todos.

    Bom tem alguns pontos que eu gostaria mencionar com relação ao episódio:

    1. Remoção de DRM em si não caracteriza crime. Confesso que não tenho conhecimento suficiente na lei brasileira pra dizer se aí isso é crime ou não, mas nos EUA (aonde eu moro) a simples remoção de DRM não é crime.

    2. Embora eu seja defensor ferrenho do extermínio do DRM tenho que dizer que as empresas que utilizam ele estão tentando mitigar o problema. Exemplo: Se você compra um eBook na Amazon você pode ler esse mesmo livro nos eReaders da Amazon e em qualquer tablet que a Amazon ofereça um app. Isso é válido pra Barnes & Noble e pra Kobo também (note que eu usei a palavra “mitigar” que implica que o problema não é resolvido).

    3. Quanto a compartilhar livros com integrantes da sua casa, isso já é permitido na maioria das grandes plataformas. A Amazon oferece o “family share” que permite que minha esposa leia todos os livros da minha biblioteca sem ter que comprar eles novamente. A Apple faz a mesma coisa no ecossistema deles. De novo, eu não tenho muito conhecimento da situação no Brasil pra saber se tem algo parecido aí.

    4. Empréstimos de livros digitais já é possível e várias plataformas permitem isso de forma legal.

    5. A Amazon permite que você faça download do seu livro direto do site.

    Bom acho que é isso que tinha pra falar. Gostei muito do cast e vou escutar outros episódios! Sucesso pra vocês!

    • Lucien o Bibliotecário

      Thiago,

      Acho muito válido seus pontos. Não compreendo muito bem sobre como funciona essa questão do “family share” só o @disqus_qV04ACSHMp:disqus ou o @lucasrafaelferraz:disqus poderiam afirmar algo, pois eles compram livros em inglês.

      Agora fiquei curioso, como faço para baixar os livros da Amazon? Tem algum tutorial?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Se vc for na sua conta na seção “Manage Your Content and Devices” tem um botão do lado do nome do livro. Se você apertar esse botão vai aparecer um popup com alguns outros links, um desses links é o link pra baixar o arquivo.

        Abraços!

        • Lucien o Bibliotecário

          Thiago,

          Que demais, cara! Muito obrigado mesmo!

          Abraços.

  • Sérgio Magalhães

    Caramba, demonizaram bonito o uso do livro físico, hein?! Acredito que o livro digital seja um meio para a leitura, e não um fator que vá extinguir a leitura física. Só achei que se exagerou um pouco – né, Sr. Igor? -, quanto ao gosto pelo livro clássico.

    Abraço

    • Lucien o Bibliotecário

      Sérgio,

      Acredito que o livro digital é um meio, uma alternativa.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Olá pessoal, achei muito pertinente a discussão sobre o tema. Sinto que vocês voltaram a falar dela mais uma vez por aqui pois o assunto rende e muito. Venho aqui compartilhar a minha humilde opinião pois, atualmente, tento criar um negócio online neste nicho.

    Sobre o que foi dito, concordo que o preço do e-book no Brasil ainda está muito longe do ideal, mas acho que isso é questão de tempo. Aliás, uma coisa que muitas editoras têm feito é disponibilizar prévias de livros, ou seja só o primeiro capítulo, para já ir agitando o público alvo. É uma grande sacada. Outro detalhe que vale a pena citar são plataformas de leitura digital como, por exemplo, o ISSUU que têm crescido cada vez mais. E em breve será lançado um serviço de streaming de HQs chamado Cosmic. Vale a pena conferir.

    Abraço

    • Lucien o Bibliotecário

      Marcos,

      Não sei se é minha impressão, mas não vejo essa vantagem em ler o primeiro capítulo em pdf ou no ISSUU. Quero ler no meu kindle, sabe, mesmo que seja uma prova.

      Já ouvi algumas pessoas comentando sobre esta Steam de HQ’s, será que já está no ar?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Lucien, acho que tudo é válido pra atiçar o leitor a querer mais obra, por assim dizer. O ato de disponibilizar o primeiro capítulo ou no ISSUU serve para o e-book do mesmo modo que a oportunidade de ficar folheando na livraria. Ou você baixa e lê depois ou lê ai na hora no site mesmo.

        No entanto, não sei se alguma dessas opções estão sendo usadas em kindle e similares. Se for, melhor ainda.

        Ah sobre esse stream de HQs, acho que só mesmo em novembro é que pega pra valer:
        http://tribunadoceara.uol.com.br/diversao/cultura/netflix-dos-quadrinhos-cearenses-criam-servico-de-streaming-de-hqs/

        Abraço

        • Lucien o Bibliotecário

          Marcus,

          Eu compreendo, mas acredito que não. Seria interessante essa plataforma permitir que o leitor pudesse baixar ou acessar via um feed para o eReader.

          Será demais se tivermos uma steam para quadrinhos, hein?

          Obrigado pelos esclarecimentos.

          Abraços.

  • Viviane Antonio

    Eu sou adepta dos ebooks, desde que comprei o Kindle minha vida facilitou muito. O preço dos ebooks realmente é absurdo, por isso eu pirateio mesmo. Cheguei a comprar somente dois ebooks na Amazon, porque não encontrava em lugar algum!
    Obrigada pelo podcast, muito informativo.

    • Lucien o Bibliotecário

      Viviane,

      Eu fico catando promoções, mas da última vez que a Amazon fez uma “mega-promoção” só tinha livro que não me interessava. Por isso fica complicado.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Excelente episódio! Tenho um mooonte de considerações a fazer. Fui escrevendo enquanto ouvia, então vai nessa ordem doida mesmo:

    – É complicado para as editoras brasileiras lançarem várias versões do mesmo livro, porque elas tentam ao máximo fazer tiragens grandes, a fim de baratear o custo unitário. Se você faz duas versões diferentes do mesmo livro, acaba transformando uma tiragem grande em duas tiragens pequenas.

    – Quem foi que disse que a parte mais cara da publicação é a gráfica? Claro que não! A parte mais cara é a distribuição. As livrarias ficam com 50%, a distribuidora fica com mais 10%, o frete é caríssimo e com risco alto. (E, sim, nada disso existe no e-book.)

    – Wallmart, Americanas, etc vendem livros mais baratos porque: 1) São edições mais simples. Nunca a 1ª edição. 2) Como eu disse, o mais caro é a parte logística, e isso aí essas lojas grandes já possuem.

    – Não entendo essa reclamação das editoras em terem que pagar a licença do software. Hoje em dia, o próprio Adobe Indesign oferece um plugin ótimo para publicação de e-books.

    – Livros técnicos precisam ter e-book!!!!!!! Nossa, como é ruim precisar de um livro técnico e não encontrar. 🙁 É melhor um livro todo zoado do que livro nenhum.

    – Eu, definitivamente, não entendo gente que pirateia livro de autor nacional. De tempos em tempos os autores colocam os livros de graça na Amazon! É só ficar esperto, seguir o autor e esperar o anúncio. Ele vai gritar aos quatro ventos quando o livro ficar gratuito. Aí você baixa e ainda ajuda o autor a subir no ranking. Por que piratear? Vai entender…

    – Eu me mudei para o Canadá há dois meses e estou impressionada com a qualidade da biblioteca que fica perto da minha casa. Ela tem 5 andares enormes, lindos, cheios de coisas legais. Não tem apenas livros, mas também quadrinhos, e-books, audiobooks, video-games, músicas, boardgames e uma programação cultural pra ninguém botar defeito. Todos os lançamentos. Vários sofás confortáveis para a gente sentar e ler. Olha aqui algumas fotos:
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1059992860710218
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1052993781410126
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1058310150878489
    Pretendo tirar mais fotos depois.

    – Quando morava no Brasil, eu tinha uma biblioteca pessoal enorme e lindíssima. Mas não pude trazer para o Canadá, então precisei vender tudo!!! Foi tão doloroso… mas, no final das contas, sinto que me desintoxiquei e me libertei do objeto-livro. Agora estou lendo muito mais e-books e livros da biblioteca. A minha casa está menos entulhada e com menos ácaros, e eu estou mais feliz. Sem contar que a venda da coleção deu mais de 7 mil reais, que vou gastar tudo aqui no Canadá, haha. Toca a música de A Noviça Rebelde pra mim também!

    – Para finalizar, não estou encontrando o grupo do Facebook “Cabulosos&Cabulosas”. Queria entrar no grupo, mas o link está dando erro.