CabulosoCast #124 – A Jornada do Herói

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Olá Cabulosos, sejam muito bem-vindos a mais um CabulosoCast! E neste capítulo, Lucien o Bibliotecário e Lucas Ferraz recebem Eduardo Spohr, Igor Rodrigues e Pablo de Assis para falarem sobre A Jornada do Herói. Hoje vocês saberem quem elaborou este conceito? Em quais livros podem estudá-lo? E afinal de contas, ainda vale a pena conhecer e estudar  A Jornada do Herói? Esses perguntas e suas respectivas respostas vocês encontrarão ao clicar no play. Um bom episódio para vocês!

Atenção!!!

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  • Opa! Ótimo tema, ótimos convidados! Ainda não escutei, mas aposto que o Pablo deve ter falado mal da Jornada né? rsrsrs 😛

    • Lucien o Bibliotecário

      Leo,

      Pois é, Como é que você sabia? 😀

      Abraços.

    • Pois é… como é q vc sabia? 😛

      • Lucien o Bibliotecário

        Pablo,

        Acho que você está usando isso como cartão de apresentação.

        Abraços.

  • Alexandre Carfer

    Baixando agora!

    • Lucien o Bibliotecário

      Alexandre,

      Veja que responsabilidade um cara do seu naipe ouvindo logo esse episódio. Espero não decepcioná-lo.

      Obs.: Em breve gravaremos juntos.

      Abraços.

  • Led Bass

    Caralhow! CabulosoCast, Nerdcast, O Drone Saltitante e Papo Lendário num episódio só!

    Foda, foda, foda!

    • Lucien o Bibliotecário

      Led,

      Espero que goste.

      Abraços.

    • bom demais, mesmo. tb escuto toda essa galera.

      • Lucien o Bibliotecário

        Rodrigo,

        Espero que tenha gostado do episódio.

        Abraços.

        • to escutando novamente neste exato momento. tentando encaixar a jornada do bran nesse contexto. herói: bran; mentor: bloodraven; pícaro: hodor; arauto: jojen. outros elementos ainda não consegui identificar

          • Lucien o Bibliotecário

            Rodrigo,

            Sinto-me honrado por merecer uma segunda ouvida. 😀

            Obrigado, meu amigo.

            Abraços.

  • FHC

    Poxa, logo A Jornada do Escritor que queria comprar não tem no Submarino! 🙁
    A propósito: ótimo episódio, Lucien! Estarei mandando um e-mail em breve comentando o episódio.

    • Lucas Rafael Ferraz

      FHC, mês que vem a linda da editora Aleph vai lançar uma nova edição da jornada. Assim que sair disponibilizaremos os links!
      =D

      • FHC

        Maravilha! XD

    • Lucien o Bibliotecário

      FHC,

      estou no aguardo pelo seu e-mail. Não precisa nos poupar quanto ao tamanho.

      Abraços.

  • jedimdk

    Klaus
    Sobradinho DF
    38 anos

    Que episodio fantástico! Me fez companhia hoje no trabalho, ouvi cada frase saboreando as palavras. Aprendi bastante e acabei por reconhecer ideias minhas que eu nao sabia que tinham ja sido experimentadas obviamente muito antes que eu pudesse imaginá-las. Pois é, sou mais um que acha que descobriu a jornada do heroi, so que naturalmente eu nao a chamei assim. É bom ganhar estes choques de humildade.
    No meu enredo, o mentor não morre, mas muda drasticamente o seu papel, apesar de não mudar de alinhamento.
    Lucien, trilha sonora como de costume: ótima.
    Rola um jabá sobre a Torta Sonsa?

    • Lucien o Bibliotecário

      Klaus,

      Você também criou a sua “jornada do messias”?

      Torta Sonsa? Tô por fora.

      Acabei de ler o capítulo que o Vogler fala sobre o Mentor. Ele comentou exatamente isso que o Mentor não precisa morrer literalmente, mas pode, em alguns casos tornar-se o vilão o se mostrar um possível inimigo do herói.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Shwggar

    Queria comentar algo, nem sei si é muito relevante, mas eu queria dizer. É que assisto muitos animes, e nas histórias vi vários elementos da jornada do herói que vcs citaram, tipo o mentor que aparece para guiar o protagonista, a morte do mentor, a provação e tudo mais. Mas uma coisa diferente que eu vejo na maioria das histórias, é que o protagonista não tem a primeira parte da negação , geralmente ele ja começa a história com um objetivo muito grande e pronto pra aventura, não leio muitas coisas japonesas, mas será que lá eles mudaram essa parte da jornada do herói pois agrada mais o povo japones? Não precisam responder, mas é só uma duvida que me ocorreu enquanto eu ouvia o cast, que gostei bastante por sinal e Lucien com essas trilhas incrivéis, parabéns!

    • Lucas Rafael Ferraz

      Pô que interessante! Não consumo muita coisa japonesa,mas pensando nas poucas coisas que vi até que encaixa. Talvez a @priscillard:disqus possa dizer melhor.
      Mas é interessante mesmo de se pensar se pode haver alguma diferença nesse conceita dadas as diferenças das sociedades ocidentais e orientais.

      • Acho que talvez isso da motivação ser constante faz parte da cultura japonesa. Eles são ensinados a sempre almejar o posto mais alto, um grande sonho. São ensinados a não se conformar. Pelo menos é isso que os animes passam, desde os mais infantis aos mais sérios: a coragem de enfrentar os problemas e perseguir seu sonho sem nunca desistir. Levam muito a sério o trabalho, estudos, etc e normalmente descer de cargo ou tirar uma nota abaixo da média é visto de forma completamente diferente lá. Enfim, falei demais, mas acredito que seja por causa da cultura no Japão.

        • Lucien o Bibliotecário

          Pri,

          Outra coisa que noto bastante é que eles pensam no fracasso de forma coletiva. Exemplo: quando um estudante tira nota baixa não foi só ele que tirou aquela nota, mas é como se o professor, a classe, a família também carregasse aquele fracasso.

          Essas características vão estar presenta na jornada do protagonista.

          Abraços.

          • FHC

            Olá,
            Vou me intrometer um pouquinho! Acho que o Pablo falou um pouco sobre isso. A questão aqui é que a Jornada do Herói é essencialmente Ocidental, por mais que possamos alegar que o arquétipo humano está em todo o lugar, o Oriente tem uma construção arquetípica específica e que vai levar mais em conta o conceito de Dionísio e Apolo, Yin e Yang etc.
            Abraços!

          • Lucien o Bibliotecário

            Fernando,

            Verdade. Não deixa de ter sentido com as palavras do Pablo. A Jornada é uma construção cultura, mas, como ele bem disse, não é a única.

            Abraços.

          • Igor Rodrigues

            Uma correçãozinha: apesar de ter mais presença na cultura ocidental contemporânea a jornada foi definida através de observações de diferentes culturas, por exemplo a história do Siddartha Gautama (Buda) no Nepal e algumas histórias do Mahabarata.

            Aliás até certo ponto nós ocidentais éramos bem mais relaxados com essa ideia do heroi clássico. Odisseu e Aquiles eram uns cretinos. Me pergunto o quanto a presença da religião católica não criou esse heroi idealizado que ficou forte quando o medievalismo virou moda na cultura.

          • FHC

            Eu concordo com você, Igor, mas apenas no ponto sobre Gautama. Campbell usa várias culturas para exemplificar a formação da jornada do herói, por exemplo um dos capítulos do livro vai falar da mitologia Hindu.
            Entretanto a cultura grega segue os mesmos padrões e é até mesmo mais fácil de se notar a presença da jornada do herói em suas histórias. A saga de Odisseu é uma das mais clássicas história do herói, lembrando-lhe que o herói não precisa ser bom nem mal, mas sim aquele que segue esse padrão da jornada. Sendo assim, Odisseu e Aquiles são heróis, assim como o até mesmo o Darth Vader o é.

          • Igor Rodrigues

            Claro, estamos de acordo nisso. Desde os gregos a nossa narrativ está muito mais impregnada com o heroi do que as orientais, só quis ressaltar que elas existem, ainda que em escala bem menor. E aqui vai uma observação minha. Tenho a impressão que quanto mais pro leste, menos vemos narrativas com o Heroi.

          • FHC

            Isso é verdade!

    • Lucien o Bibliotecário

      Shwggar,

      O Vogler fala algo deste tipo no seu livro que determinadas culturas possuem uma relação diferente para a jornada do herói. Por exemplo, segundo o autor, existem países que simplesmente rejeitam o fato de haver heróis em suas narrativas.

      Em uma conversar via skype com o Igor, eu estava questionando o fato de no Brasil não lidarmos bem com o herói incorruptível a lá Super-Homem. Foi aí que o Igor pontuou algo importante que no nosso país, valorizamos mais o cara de vem debaixo e consegue chegar lá e atingir seus objetivos por mérito próprio.

      O que estou querendo dizer é que, os japoneses não precisam seguir passo a passo a jornada, entende? A variação pode ser uma marca cultural.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

    • Igor Rodrigues

      Então, existe um arquétipo muito presente nas narrativas orientais que é o do “Lobo solitário”. Esse personagem não é necessariamente um heroi, mas um cara que enfrenta o mundo sozinho em busca de grandez. Tipo o Musashi.

      Não é que ele nunca possa ter um mestre, mas em geral ele tem o desejo de fazer algo grande e parte numa jornada deixando propositalmente tudo pra trás, mas por vontade do que por dever. No caminho esbarra em inimigos e aliados (normalmente temporários) e vai aprendendo sobre si mesmo.

      Um exemplo claro e bem atual é o Ash de Pokémon que simplesmente sai igual a um doido para se tornar “o maior mestre pokémon do mundo”.

      O engraçado é a presença de Lobos Solitários até em narrativas de grupos! Repara aí a presença do Ikki nos CdZ, Hiei em Yu-yu Hakusho e por aí vai. Quase todos esses mangás/animes de grupo tem um fodão solitário e misterioso.

      Não sou muito versado nesse arquétipo, espero que alguém mais possa detalhar e corrigir alguma bobagem que eu tenha dito, mas espero ter ajudado.

      • Lucien o Bibliotecário

        Igor,

        Se você falou bobagem eu não sei, contudo bate perfeitamente com o que nosso amigo disse. Não tinha reparado nesse arquétipo. É como o Pablo disse que são construções culturais.

        Putz! Muito obrigado mesmo com a contribuição, fiquei realmente de queixo caído, principalmente com a análise dos “lobos solitários” em grupos.

        Só para endossar os exemplos: acho que o próprio mangá do Lobo Solitário transmite bem isso e me recordo do Street Fight: Victory, onde o Ryu convence o Ken a sair numa jornada “em busca do mais forte”.

        Obrigado por enriquecer este debate.

        Abraços.

        • Igor Rodrigues

          O próprio Ryu é meio lobo solitário. E, ora bolas, esqueci do mangá do próprio “Lobo solitário”! hehehe

  • Nilda Alcarinquë

    Gente, o que foi este episódio?
    Muitos conceitos e questões bem pertinentes, pra literatura e pra vida!

    E Igor, não li todos os livros do Terry Pratchett, mas não duvido que ele tenha avacalhado com a jornada do herói. Afinal, ele avacalhou a literatura de fantasia que imita jogos de RPG, Hollywood, filmes noir, Sheakespeare, Tolkien, Goethe…

    abraços

    • Lucien o Bibliotecário

      Nilda,

      Sempre é bom vê-la por aqui. Sinto saudades de gravar com minha “ídala”.

      Não conheço nada da obra do Pratchett, mas acredito que possa haver sim, se não com ele quem sabe outro já não o fez.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Renato Dantas

        Já li muita coisa no Pratchett, mas nunca parei para analisar por essa perspectiva de jornada. Mas no Discworld há várias histórias que são paródias de gêneros específicos. As histórias com as Três Bruxas, por exemplo, sempre são “distorções” de peças de Shakespeare ou de contos de fada, enquanto as histórias da Guarda Noturna sempre brincam com os clichês de livros, filmes e especialmente seriados policiais. Então certamente há distorções propositais da jornada.

  • Renato Dantas

    Renato, 34 anos, São Paulo (mas de Recife), Revisor de Texto, lendo Sol e Tormenta da Leigh Bardugo.

    Muito bom esse episódio, mas sobre o lance de subverter a Jornada do Herói. E quanto ao George Martin e suas Crônicas de Gelo e Fogo? Seria uma subversão da Jornada? Podemos considerar que existe um “herói” nessa série do Martin, sendo que ele narra a história pelo ponto de vista de vários personagens diferentes? Seriam várias jornadas entrelaçadas?

    • Lucas Rafael Ferraz

      Cara…eu vejo várias jornadas em andamento.
      Jon Snow, Daenerys, Arya, Bran, até mesmo o próprio Jaime se for ver bem. Tem vários personagens que eu vejo claramente em suas jornadas individuais, que vão se fundir no futuro com certeza quando o desfecho da série se aproximar.
      As Crônicas é uma obra muito ampla, ampla demais mesmo, creio que não conseguiríamos fechar apenas em um herói, sempre haverão vários, apesar de que até o final algum possa se sobressair.
      Também temos várias jornadas abortadas, como a do Rob Stark. Tem de tudo mesmo.

      • Lucien o Bibliotecário

        Lucas,

        a questão seria qual jornada o leitor está acompanhando com mais afinco. Exemplo: mesmo que ocorram várias jornadas como você comentou é muito provável que existam determinados personagens que chamam mais a atenção de determinado leitor do que outros, não acha?

        Abraços.

        • Lucas Rafael Ferraz

          Sim claro!
          E como temos vários personagens, pré adolescente, adultos, homens, mulheres, tudo quanto é tipo de gente em sua jornada, isso gera identificação de cada leitor com um deles, por exemplo.

          • Renato Dantas

            Uma das coisas que me chama atenção na série Game of Thrones é a ampliação desse leque de personagens com quem se identificar ou amar ou odiar. Nos livros acabamos não vendo a visão de mundo de alguns personagens, como o Loras e a Margaery Tyrell, o que gera cenas na série de TV que desagradam ou chocam alguns fãs da série de livros, sempre com o argumento de “isso não tá nos livros”, mas não está porque aquele personagem X ou Y não aparece como narrador em nenhum capítulo nos livros.

          • Lucien o Bibliotecário

            Renato,

            É aquela dinâmica das diferentes mídias. Em um livro posso citar um personagem e não dar voz a ele mantendo o foco narrativo no personagem desejado (as ações daquele ficam por conta da imaginação do leitor), contudo na série é diferente, se o personagem está ali e não faz nada fica parado estático ele seria um cenário não uma pessoa e daí o trabalho dos roteiristas em dar voz para alguns, criando assim personalidade para que fique mais fácil quando for necessário que o tal personagem precise interagir com os demais.

            Obrigado pelo comentário.

            Abraços.

          • que tal um cabulosocast sobre as crônicas de gelo e fogo?

          • vamos pedir um cabulosocast sobre as crônicas de gelo e fogo?

          • vamos pedir ao lucien um cabulosocast sobre as crônicas de gelo e fogo?

          • Lucien o Bibliotecário

            Rodrigo,

            Não impede que tenha, mas os ouvintes nunca nos cobraram. 😉 Fica a dica.

            Abraço.

          • Igor Rodrigues

            Estamos cobrando. Agora faça aontecer

    • Lucien o Bibliotecário

      Renato,

      Existe um outro pensamento a considerar. Observemos a saga de Harry Potter: cada livro traz uma jornada do herói em si, mas se analisarmos a série dos 7 livros perceberemos uma grande jornada do herói sendo desenvolvida. Não lia As Crônicas de Gelo e Fogo, mas acredito que ocorram micro e macro jornadas do herói.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Renato Dantas

        Sim, sim.

        Eu tenho a tendência a pensar em séries de livros (trilogias e outras logias) como um todo, mas faz sentido o que você diz. E no caso do Martin, como o Lucas falou na resposta dele ao meu comentário, são várias jornadas entrelaçadas. Então você pode pensar a jornada tanto pelo ponto de vista de cada livro, quanto de cada personagem que serve de ponto de vista.

        Eu faço parte do grupo dos chatos e esquisitos que não gostam do Tolkien, acho a história do Senhor dos Anéis muito legal, mas prefiro os filmes aos livros por achar a leitura extremamente enfadonha. Às vezes tenho a impressão que o Tolkien tentou fazer algo como o Euclides da Cunha fez em Os Sertões, mas ao contrário do Euclides o Tolkien não conseguiu separar as descrições geográficas e análises culturais da narrativa em si.

        Então, em termos de fantasia o grande nome para mim é o Martin, claro que a vasta experiência dele como roteirista contribuiu para um estilo de escrita mais ágil e “vendável”, mas olhar As Crônicas de Gelo e Fogo por essa perspectiva de várias jornadas entrelaçadas me faz admirar ainda mais esse papai noel psicopata.

        • Lucien o Bibliotecário

          Renato,

          e há mais. Estive pensando que outra estratégia do Martin seja explorar a Jornada de várias formas, como por exemplo, não concluindo-a com determinado personagem, compreende? O personagem pode estancar em determinada etapa exatamente por sua personalidade impedi-lo de fechar sua própria jornada.

          Obrigado pelo comentário.

          Abraços.

          • Igor Rodrigues

            Uma sugestão: já pararam para pensar que ele não usou essa estrutura? Existem outros arquétipos narrativos por aí e, apesar de um ou outro fato/personagem usarem elementos comuns da jornada, não vejo indícios dela na saga como estrutura narrativa.

            Lembrando “Jornada do Heroi” não é qualquer saga de um personagem em busca de vitória contra o mal. É uma estrutura com características próprias bem definidas.

            Nem todo Mentor é um mentor da jornada.
            Nem todo “heroi” é um heroi da jornada.
            Nem todo “vilão” é um vilão da jornada.

  • Rodrigo Basso

    Parabéns pelo episódio!
    Gostei que a discussão se estendeu nos arquétipos de personagens, além da jornada em si. Uma discussão muito aprofundada sobre o assunto.
    Interessante a desmistificação da jornada do herói como fórmula, com a fala do Spohr dizendo que, apesar de existirem os “passos”, estes são bem vagos/abrangentes e cabe ao autor conseguir criar algo em cima deles. Portanto, existe muito espaço para criação de muitas histórias diferentes.

    E confirmando que não existe espaço para a mulher na Jornada do Herói, o programa todo foi feito somente por homens…. kkkkkkkkkkkkkk

    Abraços

    • Lucien o Bibliotecário

      Rodrigo,

      Pois é, mas já estou a matutar exatamente sobre isso sobre como seria incluir as mulheres para discutir um tema desses, ou seja, deixar que elas falem mais sobre o papel da mulher na literatura de fantasia e ficção científica.

      Fico feliz que tenha gostado. O @rodriguesigor e o @lucasrafaelferraz:disqus me ajudaram na elaboração da pauta. O mérito do programa também é deles.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Rodrigo Basso

        Essa é uma ideia bem bacana, Lucien. Principalmente porque existem várias podcasters na área de literatura, como a Cecilia Garcia, a Ana Schermak, a Domenica, a Priscila…
        Acho que você tem que levar isso adiante.

        • Lucien o Bibliotecário

          Rodrigo,

          Sim, espero conseguir colocá-la me prática se não nesse semestre que seja no segundo.

          Abraços.

      • Se for falar sobre mulheres na fantasia, chamem a Fabiane Lima! (https://twitter.com/fabianelima)

        • Lucien o Bibliotecário

          Pablo,

          Obrigado pela dica, já está anotado aqui.

          Abraços.

      • Hique: de férias na Terra

        Como assim não existem mulheres nas narrativas de fantasia? E a nossa fodona Sarah Connor de Terminator? Também temos Ten. Hellen Ripley (Alien), Sara Pezzinni (Witchblade), Alice (Resident Evil), Katniss Everdeen (Jogos Vorazes), Lara Croft (Tomb Raider), etc.

        A narrativa de diversas mídias de entretenimento ao longo dos últimos anos têm prestigiado e reconhecido o valor de heroínas.

        • Lucien o Bibliotecário

          Hique,

          Não foi isso que nós dissemos, ou melhor que eu disse. É que A jornada do herói é predominantemente masculina, mas que outros autores já se debruçaram em tratá-la com um viés feminino.

          Obrigado pelo comentário.

          Abraços.

  • Luiz Fernando Teodosio

    Luiz Teodosio, 25 anos, estudante de Letras que está enrolando pra terminar o curso, lendo A Torre Negra IV, de Stephen King.

    Como escritor, após ter descoberto sobre a Jornada do Heroi, considero-o um conhecimento muito eficaz para entender os rumos de uma história, a fim de explorá-la em seu máximo potencial e saber onde e como usar a originalidade. É verdade que muitos artistas usam a Jornada de forma imatura, achando que é uma fórmula de sucesso. Já cheguei a ver numa livraria um livro em que o autor fez questão de nomear os capítulos com os passos da Jornada do Heroi (criatividade mandou abraços). Mas acredito que eu e muitos autores consigam aproveitar essa estrutura mítica de maneira saudável para nossos trabalhos.

    Foi um tema excelente. É um assunto longo e que poderia dar um episódio ainda maior, mas foi o suficiente para acender a vontade de reler a Jornada do Escritor.

    Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      Luiz,

      Concordo com você. Se existe uma coisa que me incomodou depois que editei e continuei a leitura da Jornada do Escritor é que acho muito simples dizer chega para de usar… observando o backgroud dos convidados não acho que muitos aspirantes possam fazer o mesmo e como falei acredito que ao compreendê-la em sua gênesis isso possa implicar na segurança para escapar dela.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      Obs.: Termina logo esse curso homem!

  • wagner

    Ainda lembro quando li o Poder do Mito e o Herói das mil faces do mestre campbell, pra fazer minha estórias de RPG de mago;a ascenção, já que era uma das leituras sugeridas. Parabéns Lucien e equipe pelo cast!

    • Lucien o Bibliotecário

      Wagner,

      Fico feliz que esse programa tenha rememorado lembranças das suas partidas de RPG.

      Obrigado por comentar.

      Abraços.

  • Francesca Abreu – Manu e Nelle

    como ultimamente ando meio sem tempo… não consigo falar mais do que excelente cast. sintonia perfeita entre os entrevistados. o conteúdo do cast é bem bem interessante… parabéns

    • Francesca Abreu – Manu e Nelle

      e os entrevistados abordaram o tema com leveza e de forma que eu pudesse entender as teorias e o posicionamento de cada um.

    • Lucien o Bibliotecário

      Francesca,

      Agradeço demais pelo comentário. Fico feliz que tenha gostado. Acho que todos estavam bem afiados com o tema.

      Obrigado por nos ouvir.

      Abraços.

      • Francesca Abreu – Manu e Nelle

        Sempre, escuto. Sou fã do programa. Pena que sou rodeada de pessoas que não sabem nem o que é podcast, quanto mais que se interessem por literatura.

        • Lucien o Bibliotecário

          Francesca,

          Mas saiba que nossa família Cabulosa só cresce, viu? E que você faz parte dela.

          Abraços.

  • bibliomante

    Olá! (mais um episódio do melhor podcast do Brasil sobre literatura).

    Bom, eu tenho uma opinião sobre a “Jornada do Herói” e arquétipos em geral. Acho que utilizar qualquer fórmula/forma para escrever é uma grande bobagem (não, não estou falando mal e nem criticando quem usa e muito menos de quem quer aprender a escrever seguindo esta formula/forma).

    Porque acredito ser uma bobagem? Porque antes de campbell (que se ocupou de identificar padrões; classificados como arquétipos, e não de criar fórmulas/formas literárias) os grandes artistas (vamos falar dos artistas literários) não se preocupavam em seguir uma fórmula/forma. Talvez até se preocupassem em olhar em volta e ver quais obras deram certo e se inspiraram nelas para criar as suas próprias, mas não podemos dizer que deram certo porque ali existe um padrão: deram certo porque ali surgiu um padrão cultural funcional para aquela cultura.

    Embora existam padrões de escrita comuns a todas as culturas e padrões específicos a cada cultura, existe também o que podemos chamar de “características não padronizadas” – que também funcionam muito bem. O que ocorre é que, após Campbell (e não só ele) identificar padrões, as pessoas passaram a olhar e achar estes “padrões” em tudo quanto é obra e se esqueceram de olhar e ver o que não é padrão (mas nem por isso menos importante na composição da obra).

    Assim, é fácil olhar para uma obra antiga e falar: vejam, é uma obra magnifica que possui os elementos da Jornada do Herói. Por outro lado, posso questionar, faz algum sentido olhar para esta obra (hipotética no caso) e me ocupar de encaixar ali a “Jornada do Herói” ou qualquer que seja o “arquétipo” em questão?

    Acredito que não.

    Não faz sentido porque assim como existem os elementos de um arquétipo, podemos nos forçar a ver ali outros arquétipos também (e não arquétipos), e é aí que a coisa toda começa a ficar complicada: olhando para um mesmo livro podemos ver a “Jornada do Herói”, podemos ver “o Complexo de Édipo”, o arquétipo “dos Deuses”, etc.

    Sendo assim, partimos do principio de que todos que escreveram e escrevem, são influenciados por traços culturais (valores, crenças, história, etc) bem como por outros fatores (biológicos, geográficos, etc). E por esta razão temos tantos arquétipos, que no final, são uteis apenas para catalogar (neste caso) obras literárias, mas não creio que o sejam para criar uma obra literária; simplesmente porque quando usadas como ferramenta de criação elas limitam o próprio processo de criação.

    Deixo um exemplo: peguemos a vida real de uma pessoa e a transformemos em um livro (biográfico) e tentemos encaixar ali algum arquétipo. Tenho certeza que vários arquétipos poderão ser encaixados ali, assim como também haverão trechos que talvez não se parecem com nenhum arquétipo conhecido.

    Agora façamos outro livro, que conta a história de uma pessoa, a qual criaremos de forma a parecer a mais real possível, mas usemos a “Jornada do Herói”. O resultado será comparável à Biografia real feita anteriormente?

    Uma coisa comentada no episódio foi sobre “heróis prontos”; alguém abandonou um livro por conta de o herói ser já um cara “fodão”. Eu não creio que seja este o problema, creio que quem escreveu não soube prender o leitor (pelo menos este leitor). Um exemplo que conheço (não em literatura) de “herói pronto” que é muito legal (na minha opinião, kkk) é Doctor Who: lá não há uma jornada do herói na forma de contar a história (claro, se alguém forçar a barra vai encaixar partes desse e de vários arquétipos nos roteiros de Doctor Who), mas, sem forçar a barra, é um jeito de contar a história com um tipo diferente de “herói” (já pronto e que nem por isso deixa de demonstrar uma certa transformação).

    Bom, mas é apenas a minha opinião e divagação sobre o assunto.

    Novamente, excelente episódio.

  • Vitor Sandrini de Assis

    Quero um cabulosocast de Crônicas de Gelo e Fogo!

  • A jornada do herói nada mais é que o drama cósmico e eterno que todo ser humano tem que passar e que é buscado incoscientemente por todo ser humano, cada um enfrentando seu próprio caminho invisível, seja do pai ,da mãe ou do filho, porque todos seremos todos em algum momento da vida, como homem e como mulher e que termina no final da vida.

  • Mp

    Papo mega cabuloso, e extremamente sensacional, o incrível além de ouvir foi, descobrir que eu recentemente escrevi um livro (não publicado ainda) usando termos e conceitos da jornada do herói, agradeço desde já pelas recomendações de autores e livros que certamente pesquisarei mais sobre. Grande Abraço a todos do podcast

  • Izabella Muniz

    Adorei o podcast! As explicações e comentários foram incríveis. Sem dúvida um podcast enriquecedor! Agradeço aos envolvidos ahahaha

  • Bárbara Oliveira

    Muito legal esse tema!A jornada do herói é uma coisa que eu nunca tive muito conhecimento, apenas ouvi falar por parte de alguns vídeos e em alguns nerdcasts, por isso tenho que dizer que foi muito esclarecedor, principalmente ao incluir os exemplos citando filmes como matrix,gravidade,guerra ao terror,o hobbit e muitos outros que ajudam ainda mais a gente entender o assunto, fiquei muito curiosa em relação ao livro “O Herói de Muitas Faces” , que com certeza pretendo ler futuramente para me aprofundar ainda mais no assunto.Muito bom 🙂

  • Marco Antonio de Oliveira Sant

    Não entendi nada dessa análise psicológica. Td é morte nessa jornada do heroi? Qualquer mudança que acontece é morte? A vida é Dark Souls agora vc morre a cada 2 min?

  • Isabela O.

    Eu dei risada com essa “Teoria do Messias”, o nome até que é criativo hahahaha
    Ouvi falar da tal Jornada do Herói pela internet, quando estava no Skoob e no Goodreads catalogando meus livros sobre mitologia, coletâneas de contos mitológicos e tal, ai me deparei com um tal de ‘O herói de mil faces’ do Joseph Campbell e o nome me pareceu familiar. Dei uma rápida pesquisada no Google, li uns textos sobre o autor e os estudos que ele fez e aí que fiquei sabendo o que é a tal jornada do herói.
    Na verdade, eu meio que já detestava a jornada do herói mesmo antes de saber o que é. Mas quando ouvi falar mais sobre, li mais sobre, percebi que na verdade eu não detestava a jornada do herói em si. E sim o fato de que na fantasia ela é sempre muito repetitiva, e como eu nunca curti muito fantasia, implicava com a JH por conta disso. Quando comecei a analisar melhor, vi que vários livros de outros gêneros que eu gostava meio que usavam a jornada do herói ou algo parecido com ela, mas no caso não me incomodava tanto, pois não é usado de forma tão repetitiva quanto na fantasia.

    Aliás, a tal Jornada do Herói não é a única ‘fórmula’ bastante usada, mas na verdade meio que existem várias outras ‘jornadas’ que são muito usadas em romances, dramas… quando comecei a ler mais sobre isso, vi o quanto formulas desde sempre são usadas na literatura e no cinema, na maioria das vezes inspiradas em contos, lendas ou mitos de vários e vários séculos atrás…