CabulosoCast #122 – A (Polêmica) Literatura Fantástica Nacional

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Olá Cabulosos, sejam bem-vindos a mais um CabulosoCast! E neste capítulo, Lucien o Bibliotecário recebe Igor Rodrigues e Rafael Franças para lerem e comentarem alguns dos feedbacks recebidos do polêmico episódio #115: Existe uma Literatura Fantástica Nacional? Será que os “mamilos literários” continuarão? Ou haverá consenso entre os comentários e e-mail’s lidos? Se querem saber as respostas precisam ouvir o programa. Um bom episódio para vocês!

Atenção!!!

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  • jedimdk

    Klaus
    37 anos
    Sobradinho DF

    Em primeiro lugar gostaria de evidenciar algo que me agradou bastante: a trilha sonora. Parabéns Lucien por esta obra de arte. Em geral você coloca boas musicas, mas desta vez pareceu que os músicos sabiam que suas musicas seriam inseridas no cast, e acabaram produzindo musicas melhores só pra aparecer um pouquinho mais no programa.

    Quanto ao conteúdo, principio e meio foram muito bons mas o fechamento foi ótimo, consegui aprender algo novo sobre o tema e por isso agradeço a todos os participantes.
    E agradeço ao jabá, apesar de fazer já algum tempo que eu não coloco a minha profissão, exatamente para não inserir um jaba gratuito toda vez. De todo modo, a FruttaMesmo agradece.

    • Lucien o Bibliotecário

      Klaus,

      Que bom que gostou da trilha.

      Todos aprendemos com os episódios do CabulosoCast, não só os ouvintes, mas nós mesmos.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Janaina Muniz

    Olar,

    Só gostaria de dizer que eu gostei muito desse episódio. Esse tipo de discussão precisa ser desenvolvido. Precisamos falar sobre literatura nacional, seja fantástica ou de ficão científica ou realista, entre outros. É assim, se discutindo, que nós conseguimos também amadurecer um movimento de leitores. Pensem por esse lado, a formação de muitos escritores e de uma audiência leitora foi fomentada graças as discussões empreendidas por muitas revistas de F/FC nas colunas de “cartas e recados”. A leitura de emails do CabulosoCast é meio que equivalente a essas sessões das revistas de literatura, de certa maneira.

    Gostei muito de ver a questão da “percepção de si, percepção do outro” de vocês. A imagem externa de um país (que chega para os estrangeiros) é diferente da imagem interna que os nacionais tem. Uma percepção de dentro é muito mais diversa que uma percepção de fora.

    Sobre a ideia de que identidade é um conceito novo no Brasil. Uma questão é que as configurações identitárias do Brasil, foram mudando com o tempo. Ainda sim, identidade é um conceito novo no mundo inteiro, seja na França, nos EUA, na Itália, na Alemanha, na Índia, etc. Muitas pessoas acham “que a imagem da França (por exemplo) é 1 (não é, só parece porque vemos de fora) e portanto ela tem uma identidade e a imagem do Brasil, são várias, e portanto não temos identidade”. Não é bem assim. A história da França é X e portanto ela tem uma configuração identitária X (e esse configuração não é imóvel e atemporal, ela mudou e vai ainda mudar muito) e o Brasil tem uma história Y e portanto com configuração identitária Y. O conceito multicultural não necessariamente elimina a noção identidade. Alguns pensadores falam sobre fragmentação da identidade, outro falam sobre expansão do conceito. Pensar identidade em uma sociedade multicultural é um dos grandes desafios do mundo contemporâneo, até mesmo porque muitos países são, em certa proporção, multiculturais.

    Eu acho que eu acabei repetindo muito do que o Ivan falou.

    Janaina Muniz
    28 anos
    Fortaleza/CE
    Lendo: O Conto da Aia.

    • Lucien o Bibliotecário

      Olá, Senhorita Janaína,

      Acho pertinente você expor o fato de que a multiculturalidade não é atrelada ao conceito de identidade. Gosto de pensar nisso e ler sobre o tema apesar de ser um grande leigo no assunto. Mas acho que pensar nisso é uma das necessidades nossas do agora.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Muito bom o episódio de leitura de comentários, deveria haver pelo menos um por mês, mesmo quando não tenha havido episódios polêmicos como esse de literatura fantástica do Brasil, fico contente que meu comentário naquele episódio tenha sido relevante à discussão.
    E, Lucien, conseguiu assistir “Uma História de Amor e Fúria”? O que achou?

    • Lucien o Bibliotecário

      Ivan,

      Não assisti, mas está aqui na minha lista de animações para ver.

      Sobre a ideia de ter um episódio por mês, acho difícil, pois já é complicado manter um por semana.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Ezequias Campos

    Ah… meu Pernambuco do sul (vulto Alagoas)!Antes que meus conterrâneos joguem pedras, sou de Alagoas sim, tenho direito de zoar com a este lugar sofrido!

    Zueira a parte, excelente cast, gostei deste formato, mas acho que só aplicável quando e somente o programa tiver tanto clamor como foi o 115, afinal é conteúdo.

    O tema foi muito bem debatido, falar mais seria chover no molhado.

    Reitero só o que falei nos comentários do cast 115, a torre negra melhora MUITO MAIS do que melhorou os livros do Spor (o que é bom, muito bom!)

    É um dos poucos livros que me deixam com SAUDADES dos personagens.

    Também lerei o viva o povo brasileiro, mas só depois de terminar os 14 livros da roda do tempo… já passei da metade, chego lá!

    • Lucien o Bibliotecário

      Ezequias,

      A ideia é exatamente essa, se o programa tiver um feedback alto no qual existam opiniões tão dispares acho importante gravarmos um episódio.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Cesar Moreira de Sousa

    Olá Cabulosos!

    Gostei muito desse programa, creio que a ideia de fazer um episódio só de leitura de e-mails é viável sim, dependendo do tema. Determinados assuntos são tão ricos – e polêmicos – que merecem um espaço à parte, para ser debatido cuidadosamente. Sem falar que inevitavelmente o assunto sempre, em algum momento, irá descambar para, digamos, outros campos mais extensos, por vezes até opostos, e acho que é isso que enriquece a discussão, afinal, estamos falando de arte. Explico: começamos falando de literatura fantástica, depois fazemos analogias com períodos literários, relativizando o sucesso de cada obra, a importância com base em critérios x ou y, etc e tal. Ainda que não seja de nosso gosto pessoal, inevitavelmente iremos tomar contato com outros gêneros literários que, independente de gosto, talvez não conhecemos tão profundamente. E isso é essencial, inclusive para vencer preconceitos bobos. Pessoalmente, estou terminando de ler Crime e Castigo, mas admito que já li 50 tons de cinza e me diverti! Sério!
    Pessoalmente não tenho problemas com rotulações de gêneros literários. Pra mim, literatura nacional – seja fantástica ou clássica ou sei lá o que mais – é simplesmente a literatura feita no Brasil. Ponto. O que importa é se o livro é bem ou mal escrito, e creiam; às vezes até mesmo um livro mal escrito pode cumprir o papel principal, que é entreter!

    Valeu por mais um programa divertido e informativo!

    Abraços

    • Lucien o Bibliotecário

      César,

      Que bom que achou válido um episódio com leitura de feedbacks neste formato e devido a esta necessidade.

      Sobre ler 50 Tons parece que tornou-se algo meio canônico falar mal, contudo, como dissemos no episódio, cada um tem o direito de ler o que quiser e de gostar do que quiser.

      E sim, concordo com você, existem que casos que o livro não precisa ter um rótulo, apenas causar uma boa impressão aos leitores.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • FERNANDO RAPOSO

    Grandes Cabulosos,

    tive que parar o programa logo após o e-mail do Eduardo Spohr, para colocar o meu ponto de vista sobre o assunto. Quando o Igor descascou o Sporh no outro episódio, fiquei boqueaberto e disse “vai dar merda”, mas isso faz parte da democracia. Enfim, o ponto em questão trata dos novos escritores de fantasia (ou de qualquer gênero literário) que possuem um livro finalizado e se desprendem das suas amarras pessoais e da “timidez”, lançando-se ao mundo para divulgar sua obra.

    Estou vivenciando esse processo. O meu livro, “Hollen Anjo Caído”, foi finalizado em 2014 e ao longo dos meses venho divulgando de forma independente através da grande rede. Recebo críticas e elogios, felizmente, a quantidade de elogios e comentários positivos supera absurdamente aqueles que de certa forma não se identificaram com a minha obra e com a mensagem que ela transmite. Alguns gostam do início, outros do desenrolar e tantos outros do seu desfecho. Tenho encarado os blogueiros e sites de literatura munido de minha coragem, angariando resenhas e leituras críticas. Não tenho tempo para “lamber” minha cria por anos, uma vez que no mundo de hoje, os resultados precisam acontecer logo. Estou dando a minha cara para bater e podem bater forte que eu aguento! Convoco todos os escritores anônimos a se lançarem no mercado sem medo, pois as editoras estão ávidas por novidades. Os leitores dirão se você está pronto ou não.

    Percebo que aos poucos, minha obra se torna conhecida e tenho certeza que o caminho para a minha publicação está mais perto a cada passo. Lento ou não, ando para frente. Você precisa dizer para o destino, “Hey, estou querendo mudar as coisas”. Estou mexendo com as peças do tabuleiro e tentando uma nova jogada.

    Um abração a todos os cabulosos, em especial ao Lucien. Igor, quando quiser ler o meu livro, é só falar, o PDF já está em anexo esperando dar o “enter”!

    Abs,

    Fernando Raposo

    • Lucien o Bibliotecário

      Fernando,

      É verdade. Não adianta ficar remoendo enquanto o rascunho está na gaveta e ninguém conhece. Concordo com você, meu amigo. Dar a cara a tapa e aprender com esses tapas é uma lição que todo o escritor precisa aprender.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • OLAR!!
    Não tenho muito mais a ascrescentar, esse programa foi excelente e o o comentário do Ivan matou a pau!

    Eu li os comentários do outro mas cheguei atrasado; Li desses e acho que ninguém ainda comentou: A gente acha que não tem uma literatura fantástica (achando que fantástico tem que ser igual aos outros) e que colocar castelos, dragões e criaturas míticas fica esquisito?

    PENSE DE NOVO! Ariano Suassuna fez isso magistralmente com A Pedra do Reino!! Tem tudo lá! Reis, criaturas míticas, cavalaria, disputa por tronos, humor, jornadas infindáveis, pelejas e rapaz, não incomoda em NADA ler tudo isso sendo aqui no Nordeste, pois como ninguém, Suassuna soube construir esse mundo, esse movimento de caracterização mesclada do Europeu com cultura e religião que acabamos tornando únicas aqui.

    Uma pena que só tenha um único volume, mas eu adoraria poder ler muito mais coisas assim!

    Abraços!

    • Lucien o Bibliotecário

      Stuart,

      Não li A Pedra do Reino, mas acho que o Igor tocou neste assunto por cima no episódio 115. Não é necessário termos a característica das literaturas de capa e espada para termos uma literatura fantástica nacional. O seu exemplo e o conto da Trasgo que comentei provam isso.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • ana lee

    Pegando um gancho em um dos e-mails lidos, é bom que se produza bastante literatura, do jeito que for aparecendo, no nicho e qualidade que o mercado aceitar, pra que depois, num grande fluxo, a diversidade e grandes obras apareçam – isso é essencial para que a população, que lê, sim, mas não é muito culta, possa crescer com essas publicações e se preparar pro que é diverso e pro aprofundamento. Se alguém chega hoje com um livro muito fresquinho dentro da fantasia e da FC, não vende.

    • Lucien o Bibliotecário

      Ana,

      Acho que o que você está dizendo é sobre a maturidade do leitor, correto? Quando mais o leitor lê, mais exigente ele se tornará e mais maturidade exigirá dos mercado.

      Entendi, certo?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Tiago Malta

    Só deixando minha opinião (que não serve de nada)…

    A obra do Eduardo Spohr é apenas um recorte de outras tantas literaturas, o cara vai pegando um pedacinho daqui e colocando um pedacinho de lá, é um IMENSO corte e cola, nada original e bem superficial.

    Em outras palavras a obra do DJ Spohr (o remixador de literatura) , é diversão garantida do começo ao fim, tão boa que fiquei com um sentimento de ausência quando acabou. São poucas obras que conseguem me dar esse sentimento.

    E se eu quisesse ler algo profundo eu pegaria “Totem e Tabu” do Freud, mas eu queria era algo pra fugir do dia cansativo, do trabalho, dos estudos, da esposa (e etc) e relaxar.

    Mudando de assunto (ou não) , claro que existe literatura fantástica no Brasil ela já estava presente desde Macunaima, o problema é que ficam procurando referência em autores americanos ou do velho mundo pra dizerem o que é ou não fantástico.

    Ignorarem o movimento de Realismo Magico no Brasil tão bem representado com autores como Murilo Rubião e José J. Veiga, isso sim é fantástico pra minha cabeça quase beirando a insanidade…

    ps: mas Nietzsche é um saco

    • Lucien o Bibliotecário

      Tiago,

      É o que discutimos no programa sobre literatura de entretenimento e literatura clássica. Existem obras que são incrivelmente divertidas, mesmo sabendo que não vão nos acrescentar em nada (apesar que esse nada é relativo).

      Obrigado pelo comentário.

      Sobre o Realismo Mágico. Acredito que teremos um episódio sobre o assunto no segundo semestre.

      Abraços.

  • Angie Stanley

    Boa noite, Cabulosos!
    Gostei muito do seu cast. É… a verdade tem muitas caras e formas. Existem sim, alguns escritores brasileiros de fantasia, ou de realismo fantástico, porém…
    Sou escritora há uns sete anos. Já lancei 6 livros e consegui vender mais de 4.000 (uma quantidade irrisória, se comparada aos “Paulos Coelhos da vida”). Tive críticas ótimas e convites de editoras, assim como já levei muito calote de grandes editoras. Hoje lanço tudo independente e continuo vendendo muito bem. Sei que Literatura ainda é muito precária no Brasil, mas temos qualidade. Existem pequenos autores, com muitos leitores fieis, mas que ainda não estão na mira das grandes editoras. Eles precisam de chances reais, coisa que nesse país, ainda é raro.

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