CabulosoCast #120 – Quadrinhos tão bons quanto livros

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Olá Cabulosos! Sejam bem-vindos a mais um CabulosoCast e neste capítulo, Lucien o Bibliotecário e Paulo Elache recebem Bárbara Rodrigues e Armando Galleni para indicarem quadrinhos. Por que leitor que é leitor gosta de ler e ponto final! Quer saber o que você vai comprar na banca mais próxima? Então vire a página e conheça várias novidades no mundo das HQ’s!

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  • Carlos Valcárcel Flores

    Carlos Valcárcel, Fìsico, 33, São Paulo.
    Lendo: Resident Evil Volume 3: A cidade dos Mortos (livro)
    – Raistlin: Crisol de la Mágia (ebook)

    Olá Cabulosos,
    Eu sempre gostei dos quadrinhos de heroes da marvel e dc, mas o tema da cronología me fez ficar de longe dos quadrinhos por um bom tempo. Com os novos52 eu fiquei mas interessado e agora sou muito fan da DC.
    Eu gosto muito da arte de Alex Ross, e achei incrivels : Justice e Kingdom Come.
    Nem falar do incrível Alan Moore, que já fez muita HQ boa.
    Frank Miller é muito conhecido, e embora ele de opiniones meias malucas ultimamente, eu gosto muito da serie Sin City.
    Os Supremos, de Frank Millar é excelente.
    Entre autores relativamente novos, recomendo o canadense Jeff Lemire, a obra dele publicada no brasil é Sweet Tooth, que fala sobre a vida de uns mutantes num mundo post-apocaliptico. Ele também é escritor das versões mas recentes de Animal Man e o Arqueiro Verde.
    Sobre quadrinhos brasileiros, eu me animei a ler Astronauta Magnetar depois de escutar seu respectivo podcast. E sim, gostei muito.

    Abraços!

    • Lucien o Bibliotecário

      Carlos,

      Cara, esse Millar é alguém que precisamos ficar de olho. Além de escrever Kick Ass, ele fez o citado Guerra Civil, Kingsman que virou adaptação e está nos cinemas…

      Do Frank Miller nunca li Sin City apesar de ouvir vários elogios à série, li o consagrado Batman o Cavaleiro das Trevas 1 e 2 (este infelizmente) e li uma HQ do Spawn com roteiro dele também.

      Do Alan Moore, li alguns quadrinhos do Monstro do Pântano, Wacthmen e uma HQ que ele escreveu também para o Spawn.

      Não conheço Sweet Tooth e fiquei curioso para ler algo sobre.

      Obrigado pelo comentário.

      OBS.: Leia sim, Astronauta Magnetar e Singularidade, não se arrependerá.

      Abraços.

      • Carlos Valcárcel Flores

        Sim, gostei do Magnetar e agora vou procurar o Singularidade.
        Tem que ler V de Vingança de Alan Moore!! Recentemente saiu publicado no brasil outro trabalho de Alan Moore: Do Inferno, mas ainda esta na fila de leitura.

    • Armando Galleni

      Jeff Lemire é muito foda, Além do Sweet Tooth ele escreveu o Homem-Animal da DC que é muito bom…

      • Carlos Valcárcel Flores

        Sim! Agora estou lendo o último volume dele no Homem-Animal. Por certo, parece que a Panini vai lanças a saga do Homen-Animal de Grant Morrison.

  • Bruno Lins

    Bruno Lins, Analista de Sistemas, 26, Recife
    Lendo: A mão esquerda da escuridão/Sandman

    Bom dia/tarde/noite, confesso que até o longínquo ano de 2013 tinha um certo preconceito com quadrinhos, até que tive a sorte(ou azar, afinal desde então minha conta vive no vermelho) um amigo me empresou alguns volumes de Watchman, foi um caminho sem volta. A partir daí fui atrás de outras HQs e li tudo que achei do selo Vertigo: Preacher, Hellblazer, Monstro do Pantano, SANDMAN <3, Sweet Tooth, Y o Último Homem, Os Invisíveis , etc.

    Tentei me aventurar pelas HQs dos super heróis da DC/Marvel mas com tantas cronologias e universos paralelos não me pareceu uma boa ideia.
    O lado financeiro pesou e hoje estou me interessando mais pelas HQs autorais.

    Como indicação deixo Transmetropolitan do Warren Ellis (meu escritor de quadrinhos preferido). É sobre um futuro distópico onde o herói principal é um jornalista gonzo, viciado em drogas e com ódio da autoridade e corrupção política.

    Abraços e até o próximo episodio.

    • Lucien o Bibliotecário

      Bruno,

      Conheço Transmetropolitan e concordo com você simplesmente demais! Excelente recomendação.

      Sobre as HQ’s de super-heróis procure os arcos fechados como o que a Bah indicou e os belíssimos encadernados da Panini e Salvat. Vale muito a pena.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Fernando Henrique

    [OFF TOPIC]

    Sei que venho em atraso, mas fiz uma playlist no spotify com as músicas do último episódio sobre Músicas Literárias. Tornei ela pública e quem quiser adicionar outras que foram citadas nos comentários, sintam-se livres!

    Segue link:
    https://open.spotify.com/user/fernandohenrique226/playlist/6WgENhJ9M8Qc7nnO47x8AJ

    Abraços!

    • Lucien o Bibliotecário

      Fernando,

      Putz, vou divulgar na próxima leitura de e-mail’s. Que foda! Valeu mesmo! Vou assinar a playlist aqui.

      Abraços.

      • Fernando Henrique

        Valeu Lucien!!

        E não esqueça de adicionar outras músicas! Lembrei agora de Iron Maiden – Brave New World que é foda!!

        Abraços!

  • Gabriella

    Gabriella Bessa, 22 anos, desesperada à procura de emprego, Rio de Janeiro. Lendo Dias Perfeitos, do Raphael Montes.

    Olá, Cabulosos! Excelente cast! Cresci ouvindo que quadrinhos eram algo limitados à idade infantil mas sempre achava esse discurso contraditório quando via algum adulto, ou até mesmo meus primos mais velhos, lendo alguma HQ. Depois de crescida, pude imergir neste universo e descobrir que, exatamente como foi dito no podcast, existem diversas produções do tipo que não se destinam de forma alguma aos olhos infantis.

    AMO Daytripper e Valente! Me identifico muito com as duas e Daytripper sempre me faz refletir muito sobre todos os aspectos da minha vida.

    Gostaria de indicar dois quadrinhos que me tocaram bastante ultimamente: Umbigo sem Fundo, do Dash Shaw e Retalhos, do Craig Thompson. As duas obras são calhamaços (Umbigo… tem 720 páginas e Retalhos, 592) mas a leitura flui tão rápido que isso passa despercebido.

    Umbigo sem Fundo aborda a vida de Peter, um menino que sempre se viu deslocado da família e se vê de volta ao ambiente onde cresceu após o anúncio de que seus pais, depois de quarenta anos de casamento, resolvem se separar. A história tem um clima leve, com momentos tocantes e engraçados de uma família que não vai muito bem.

    Já Retalhos (que virou a HQ do meu coração) conta a história do próprio autor (Craig Thompson) e seu despertar pra vida. Aborda itens como a relação com seu irmão e pais, o questionamento de sua religiosidade (seu ambiente familiar era extremamente religioso e ele, até então, costumava seguir esses princípios fielmente) e a descoberta de um grande amor. Me identifiquei muito com este quadrinho porque também venho de uma família muito religiosa e há alguns anos venho passando pelos mesmos incômodos retratados na obra, haha. Além disso, os desenhos são maravilhosos, a referência à música dos anos 1990 (opa, inception do cabulosocast anterior?) também é ótima. Posso afirmar sem dúvida que Retalhos é muito melhor do que alguns livros paradidáticos que fui obrigada a ler nos meus anos escolares.

    Enfim, desculpe pelo testamento, hahaha! Beijos e sucesso pra vocês!

    • Lucien o Bibliotecário

      Gabriella,

      OBS.: Nunca se preocupe com comentários longos, nós adoramos.

      Não conhecia nenhuma das obras indicadas e despertou o meu interesse, vou procurá-los sim.

      É interessante notarmos que existem determinadas obras que vão além do quadrinho de super-herói é por essas e outras que ao classificarmos os quadrinhos como coisa para criança deixamos de lado pérolas como as mencionadas por você.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Vinicius

    Vinícius Gomes, 23 anos, estudante. BH/MG (Lucien, outro dia vc disse que MG é mato grosso -_-“). Estou lendo O Velho e o Mar.
    Bom, tenho apenas um comentário rápido. Adorei o episódio por um único motivo: me convenceu a ler quadrinhos. Já baixei os indicados e iniciarei a leitura em breve. Todos os participantes foram excelentes e já estou os acompanhando em outras mídias. Lucien, está perdoado pelo atraso hahaha.
    Minha meta agora é achar Sandman, e além disso, tempo. :/
    Grande abraço!

    Att.

    • Lucien o Bibliotecário

      Vinícius,

      A questão nem é só achar Sandman, mas comprá-lo por um valor respeitável, pois para mim, 150 conto por uma encadernado não é brinquedo não.

      Se o motivamos a ler quadrinhos então cumprimos nossa missão para com esse episódio.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Igor Rodrigues

    Igor, 32 anos, Rio.

    Minha recomendação vai para talvez a melhor história em quadrinhos ÉVA!

    A saga do Tio Patinhas.

    Parece bobagem, mas de 1994-1996 foram publicadas 12 histórias na revista regular do Tio Patinhas nos EUA contando a vida e a obra do pato mais rico do mundo e é uma obra de arte. Don Rosa, o artista, traçou uma linha do tempo realista e coerente baseado nas histórias de Carl Barks (criado do universo dos patos) e pegou mais de vinte anos de referências soltas (“consegui uma fortuna vendendo cabras no Tibet”) e fez uma história sobre como ele ficou rico e o que significa todo aquele dinheiro. E é de chorar. A história traça desde o nascimento do Tio Patinhas em Glasgow, Escócia em 1877 até a atualidade, passando pela imigração pros EUA, velho-oeste, mineração na África do Sul, corrida do ouro australiana, corrida do ouro no Klondike e muito mais.

    Várias figuras históricas (e acontecimentos) aparecem nessa série, Ted Roosevelt, Buffalo Bill, Chefe Gerônimo e outros. A pesquisa pra fazer tudo isso foi inacreditável. Foi a primeira vez que vi quadrinhos puramente de comédia ganhar uma saga épica em escala e temática.

    Aqui no Brasil saiu duas vezes, uma em formatinho em duas partes e outra numa edição especial em formato americano com capítulos extra feito ao longo dos anos que adicionam outros fatos à saga.

    Minha conexão com a história é pessoal. Foi ela que me levou a chutar tudo pro alto e dar a volta ao mundo. Quando li essa história, com olhos marejados percebi que era essa a vida que eu queria. Recomendo a todo mundo ler.

    Ah, o Tuomas do Nightwish fez um álbum temático baseado nessa saga. Se chama Music Inspired by the Life and Times of Scrooge. Fiquem aí com o clip de uma das músicas “A lifetime of adventure” com a participação do cartnista Don Rosa.

    https://www.youtube.com/watch?v=JWwSVOo5K_k

    • Lucien o Bibliotecário

      Igor,

      Confesso que estou de queixo caído e imploro para você que assim que souber de alguma reedição por favor me avise que preciso ter algo assim na minha estante.

      Muito bom, meu amigo, muito bom mesmo! Muito obrigado por esta incrível indicação.

      Abraços.

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Gostei muito do episódio, mas venho aqui pra falar de algo que afeta a distribuição de quadrinhos nas bancas aqui no país, e que agora está muito mais escandaloso do que antes: o MONOPÓLIO da distribuição.
    Ter variedade de HQs nas bancas é ótimo, mas isso está comprometido por conta disso.
    Há um artigo no Judão falando sobre isso e vou deixar o link aqui:

    http://judao.com.br/o-monopolio-que-pode-f-o-mercado-de-hqs-no-brasil/#.VQq5ho7F_oJ

    Acho que se a situação continuar assim, só nos restarão livrarias ou os sites da editoras para achar títulos que não entram no perfil que esta distribuidora está impondo às bandas e editoras.

    abraços

    • Lucien o Bibliotecário

      Nilda,

      Eu li o texto e é sem sombra de dúvida uma discussão importante. A Bah, começou a falar rapidamente sobre isso, não foi? Da dominação da Panini.

      Agradeço pelo link compartilho na próxima leitura de e-mail’s.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Rodrigo Basso

    Basso, 29 anos, São Carlos-SP

    Eu sou um leitor casual de HQ, basicamente li as sagas fechadas que os meus amigos me indicavam, com exceção do Homem-Aranha que eu acompanho mensal.
    Nem gosto de entrar na discussão entre HQ e Literatura, apesar de lembrar que não são a mesma coisa, o que não quer dizer que uma é melhor que a outra.
    Uma saga curta que eu recomendo é “Eu, Wolverine”. São 4 edições com capas muito bem feitas. É uma ótima HQ pra quem quer conhecer o personagem mais a fundo. Fica a minha recomendação!

    Abraços aos Cabulos@s!

    • Lucien o Bibliotecário

      Rodrigo,

      Excelente recomendação. Eu já tinha ouvido falar dessa história (só elogios, claro).

      Sobre a discussão de quadrinhos x literatura no CabulosoCast 12 chegamos a essa conclusão. São mídias diferentes ponto-final.

      Abraços.

  • jedimdk

    Klaus
    37 anos
    Sobradinho DF

    Fui um leitor assíduo de gibis durante a infância, e na adolescência passei para os livros, mas sempre de olho nos gibis, e sempre que eu podia lia algum. Para mim, que trabalho desde os onze, e sempre tive a grana contadinha, comprar gibis na banca de jornal era sempre um problema, e se algum colega não tivesse algum pra ler, eu ficava sem, ou lia quando tinha a oportunidade. Em geral nunca considerei o gibi um bom investimento. Falo da proporção preço x horas de diversão. O livro para mim é um ótimo investimento nesse sentido, além de ser mais resistente. Mas a característica principal é que a trama é fechada. Nao preciso comprar trinta números diferentes, para seguir uma historia. E eu não gosto de personagens que hoje estão mortos e amanhã ressuscitam. Morreu ta morto e deixa como está. Eu gostaria que os enredos das hqs e dos quadrinhos de modo geral, tivessem uma continuidade, e sem essa coisa do universo paralelo, ou do famoso E SE, que me faz observar coisas como Logan se agarrando com Hércules, e etc. Se o Logan vira homossexual é problema dele, mas deixa ele ficar assim.
    Não gosto dessa necessidade do mercado de gibis de fazer um enredo infinito. Os personagens basicamente não envelhecem, a não ser em universos paralelos ou sagas fechadas. Sei la, prefiro investir em livros.

    • Lucien o Bibliotecário

      Klaus,

      Entendo, mas é como eu disse durante o episódio. Hoje você tem diversas opões que vão além dos quadrinhos de super-heróis com milhares de universos paralelos.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Tulio Meira Ribeiro

    Tulio, 38 anos, Brasilia

    Adorei este podcast.

    Minha recomendação é Rising Stars , da Top Cow, se nao me engano publicada pela Mythos Editora aqui no Brasil. Eh uma estoria muito interessante do surgimento de um grupo de herois que de-repente vao sendo assassinados e acabam se dividindo em duas facções. Gosto tanto desta que comprei a revista mensal e depois comprei o encadernado(http://www.universohq.com/noticias/encadernado-saga-rising-stars-saira-mythos/).

    Ia recomendar Noe , mas ja foi citado no podcast.

    Gosto das HQ, tambem conhecidas como BD(Banda-Desenhada), europeias.

    Recomendo a Ordem dos cavaleiros dragoes.(http://new-yakult.blogspot.com.br/2005/11/a-ordem-dos-cavaleiros-dragoes.html)

    Quanto as HQs nacionais recomento Holy Avenger do Marcelo Cassaro e que esta sendo relancada na versao encadernada pela Jambo Editora.

    Tb recomendo Lost Kids do Felipe Cagno(http://esmiucandoculturanerd.blogspot.com.br/2014/12/resenha-hq-lost-kids-buscando-samarkand.html).

    Abracos!

    • Lucien o Bibliotecário

      Tulio,

      Agradeço as recomendações. Das citadas só Holy Avenger eu conhecia, cheguei a ler alguns volumes, mas não me chamou a atenção. Mesmo assim agradeço a menção.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Jonas Daggadol

    Jonas, 38 anos, Salto-SP.
    Nem acabei de ouvir o cast e já estou solicitando um empréstimo ao banco.

    Quanta sugestão boa!!

    • Lucien o Bibliotecário

      Jonas,

      Complementando o que você escreveu no twitter: esse era o objetivo do programa fazer pessoas que nunca leram quadrinhos lerem e trazer pessoas que – como eu – compraram muito na adolescência, mas quando adultos deixaram de lado, voltarem a comprar.

      Fico feliz que tenha gostado do episódio e que o tenha motivado a comprar suas primeiras HQ’s.

      Quando adquiri-las envie fotos, por favor.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Cesar Moreira de Sousa

    Cesar, 35, São Paulo SP – ouvindo Jimi Hendrix num volume insano bem agora!!

    Nem ouvi o cast ainda mas adianto que minha introdução à literatura foi por meio das HQ’s, e acrescento que tive a felicidade de pegar um dos períodos mais interessantes – final dos anos de 1980 – onde foram produzidas as maiores obras primas do gênero. Das que considero fundamentais destaco Batman – Ano I, escrita por Frank Miller – um dos grandes roteiristas, entre os maiores de todos os tempos, em minha modesta opinião, e “A Queda de Murdock”; também dele. A respeito das adaptações para o cinema, lamento profundamente pela incompetência dos grandes estúdios em trabalhar personagens como por exemplo, o Homem Aranha, outro ícone que alegrou muito minha infância e adolescência (ah! Confesso que vez por outra ainda pego alguma edição antiga pra matar a saudade!), fazendo sínteses de sua saga de forma tão tosca como têm feito. Só as adaptações do X-Men tem dado certo, sendo fiéis às HQ’s. E queria aproveitar para recomendar também uma obra meio obscura, mas que guardo com carinho na estante até hoje; a obra de J. M. DeMatteis, lindamente ilustrada em pinturas em aquarela por Jon J. Muth e Kent Williams: “Moonshadow”. A primeira vez que ouvi falar em Henry Miller, Dostoiévski, William Blake, entre outros autores foi aos 14 anos de idade, quando de minha primeira leitura dessa obra maravilhosa. A história é dividida em 12 capítulos, fazendo citações de autores clássicos em cada introdução. Atualmente ela se encontra fora de catálogo, sendo achado só em sebos ou na estante virtual. Quem tiver acesso, recomendo muitíssimo.

    Quanto a vocês, Lucien e seus comparsas do Cabuloso Cast, agradeço pelas várias horas de diversão e informação que vocês tem me proporcionado. A mim e a muitos. Abraço em todos vocês 🙂

    • Cesar Moreira de Sousa

      A história trata da jornada do personagem – Moonshadow – rumo ao “despertar”. É uma saga de fantasia, que serve de metáfora perfeita para a vida de muita gente. O personagem nasceu de uma jovem hippie americana, nos anos de 1960, que assim como muitos de sua geração estava perdida na vida, em meio áquela efervescência cultural da época. Todos as “zonas de conforto” existenciais são postas em xeque. Até que a jovem – Sunflower era seu nome – é raptada por seres espaciais – os G’L Doses, que a levam a um lugar no hiper-espaço denominado “O Zoo”, onde seres de toda a galáxia são raptados e ali deixados para sempre. Literalmente, pois uma vez naquele local, todos que ali são deixados tem seu tempo de vida esticado até o infinito. Cada ser recebe uma espécie de setor em que são reproduzidas num cenário todas as condições de seu planeta de origem. Ali Sunflower casa-se com um desses seres – ato inédito até então, pois nunca um G’LDose se relacionou com algum ser – , e dá a luz a Moonshadow. Um detalhe engraçado, aliás; a série toda é divertidíssima, mistura de nonsense com drama, comédia e fantasia, é que tais seres – curiosas esferas brilhantes com um sorriso escarnecedor – são poderosíssimas, mas totalmente indiferentes a tudo e a todos, e usam seu poder para manipular a vida e o destino de todos os seres os quais fazem contato sem nenhuma razão racional aparente (uma metáfora perfeita da ideia de Deus). O GL’ Dose que concebeu Moonshadow também é uma metáfora para a figura do pai ausente. Moonshadow nasce nesse lugar, e por ser diferente, aliás, como todos os demais seres ali instalados, sofre preconceito e vive isolado, apenas com Sunflower e seu gato, Frodo (sim, nome inspirado em Senhor dos Anéis). Sua salvação é que em sua “casa” no Zoo existia uma biblioteca gigantesca, com todos os maiores clássicos da literatura terrestre. E ele pessava o tempo todo lendo, de Dostoiévski a Alexandre Dumas, de Victor Hugo a William Blake, Goethe, etc. Qual o estopim da história? Sem razão alguma o “pai” de Moonshadow, que nunca havia lhe dado bola a vida toda (o garoto contava seus 15 anos de idade então) o expulsa do Zoo, junto com Sunflower, seu gato Frodo e… Ira, um ser outsider do Zoo, beberrão e mal educado que o jovem Moon “adotou” como figura paterna. Então eles passam a vagar pelo espaço, em sua nave Decrépita (é o nome da nave, que tem um estilo, digamos, Steam Punk). O que dá a tônica das aventuras é a eterna ingenuidade de Moonshadow, além de seu enorme romantismo, influência de suas leituras, o que dá um tom cômico e muitas vezes comovente á história. Pessoalmente, julgo Moonshadow como a maior obra em HQ já realizada, e guardo minhas 12 edições até hoje. Foi lançada pela editora Globo no fim dos anos de 1980. Fica a dica.

      • Lucien o Bibliotecário

        Cesar (sem acento),

        Caramba que história fabulosa. Muito bom! Me deixou maluco para tê-lo em minhas mãos. Preciso ler para ontem!

        Obrigado por engradecer as indicações iniciadas no episódio.

        Abraços.

    • Lucien o Bibliotecário

      César,

      Li Batman ano I e A Queda de Murdock e recomendo ambas também. Sobre Estranhos no Paraíso, eu já ouvi falar muito bem desse quadrinho, mas nunca encontrei, é bom saber que você recomenda, pois se aparecer já adquiro a minha.

      Achei interessante o Moonshadow, não sei se já encontrei por ai, mas lembro-me de algo (posso estar confundindo).

      Sobre as adaptações do Homem-Aranha, eu concordo com você, não adianta ficar mudando de ator constantemente se os roteiros forem um lixo.

      Muito obrigado pelo comentário. Quem agradece sou eu por ser nosso ouvinte e confiar em nosso trabalho a tal ponto de comentar sem nem mesmo ouvir. Agradeço, meu amigo.

      Abraços.