[Coluna] Autor de diferentes faces – Fábio Madrigal Barreto

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Essa semana vai ser a primeira coluna múltipla.  O autor lançou 3 contos muito bons e se falasse de um deles, ia acabar levando muito tempo para voltar aos outros, e cada um deles tem peculiaridades que merecem ser apresentadas.

O premiado autor Fábio Madrigal Barreto é mais conhecido pelo seu primeiro romance “Filhos do Fim do Mundo”.  Envolvido com múltiplos projetos em diferentes mídias, aparentemente optou por manter sua presença no mercado editorial através das histórias curtas enquanto trabalha em um novo romance e na adaptação para o vídeo do romance anterior.

Na sua primeira incursão nesse mercado, inicialmente através da Amazon, o preço estava um pouco mais alto que o de mercado, e se lembro certo de comentários do autor, a razão eram algumas configurações da loja.  Rapidamente o livro se estabeleceu no patamar padrão do mercado no que foi acompanhado pelas obras posteriores.

A primeira obra intitulada “O Céu de Lilly”, que é meu favorito, se trata de uma obra de ficção bem construída com notas de clássicos e boa apresentação / diagramação na publicação que apresentou desafios ao autor.  O fim me deixou com uma forte sensação de “Fahrenheit 451”.

Na incursão seguinte “A Velha Casa na Colina” o autor faz sua incursão pelo terror sem ficar devendo nada aos autores clássicos do gênero, do qual sou grande fã.  Personagens bem construídos, de forma eficiente como o formato exige.  A principal curiosidade com relação a história certamente é o fato dele ter sido originado de uma “contação“ de história em uma festa de halloween tendo que ser reconstruída a partir das lembranças de todos os presentes.  Fiquei com uma forte sensação de nostalgia por ter conhecido as pessoas mencionadas na história da festa, mas não ter notícias delas a muitos anos.

O lançamento mais recente do autor, “A Invasora“, foi publicado essa semana e traz um novo gênero, o Conto de Fadas, apesar de ainda apresentar pequenas pitadas de horror.  Aparentemente escrito antes dos outros dois, tem sido definido pelo autor como o confronto entre as mitologias brasileira e britânica.  Profundamente estudado e fiel, quando possível, esse trabalho de pesquisa merece espaço como um apêndice ao fim do conto apresentando o que existiu e explicando o que foi criado.  Apesar disso, esse aprofundamento e as constantes mudanças entre os dois arcos principais da história acabaram quebrando um pouco o meu ritmo de leitura e me mantendo um pouco disperso, comprometendo minha experiência de leitura.

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Com isso encerro a coluna de hoje recomendando fortemente a leitura das três obras.  Infelizmente o romance está em uma dívida coletiva que tenho com os autores nacionais e que pretendo pagar ainda esse ano.

Até a próxima, galera.  Vejo vocês em 15 dias por aqui, assim, bem rapidinho.

Abraço,

Rodrigo Fernandes

  • Fábio M. Barreto

    Valeu, Rodrigo!
    Não dá pra ganhar todas, né? ehehhe. A Invasora precisava daquela carga histórica, não tinha jeito. Mas é engraçado, quando “corro demais” tem gente que reclama quando falta tempo para respirar, quando “faço pausas”, quebra o ritmo! É por isso que é divertido! A gente escreve, mas não faz a MENOR ideia da reação do leitor!
    =D
    Grande abraço e, novamente, obrigado!

  • Rodrigo Fernandes

    Fábio, valeu mesmo pelo retorno. Você não sabe como fiquei feliz de ouvir sua opinião sobre a análise. Como recurso estilístico para a construção do clímax essa alternância dos arcos funcionou bem, ilustrando o paralelismo da ação. Essa dispersão, que mencionei, na verdade é uma limitação minha como leitor que faz com que, especialmente em histórias curtas, eu prefira uma narração mais linear. E, em especial, de maneira nenhuma estou dizendo que não curti, curti muito… mas curti mais os outros dois. =D
    Por aqui a espera de novas obras…
    []
    Rodrigo

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