[Mangá] Magi – O Labirinto da Magia Vol. 1

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E como anunciado no post sobre a parceria com a JBC, a primeira novidade é Magi – O Labirinto da Magia da Shinobu Ohtaka. Diferente das outras resenhas de mangás que você leu por aqui, nessa iremos falar somente do primeiro volume, ok?

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Sinopse

Aladim é um garoto misterioso com uma flauta mágica, que viaja pelo mundo em busca de tesouros, por conta da promessa que fez a um amigo. Ele conhece Ali Babá, um jovem que sonha em conquistar uma das dungeons, construções de origem desconhecida que surgiram do nada há 14 anos. E assim se inicia a aventura por dungeons, desertos, reinos, guerras e toda a magia das Arábias.

dungeons

Crítica

Você notou que esse mangá é baseado na famosa coleção de histórias: As Mil e uma Noites, né? Então os nomes dos personagens já são conhecidos, como Aladim, Ali Babá, Simbad. Além, claro dos itens mágicos, como a lâmpada mágica e o tapete voador. Mas a história do mangá não segue à risca a coletânea de contos e isso é muito bom porque temos diversas surpresas causadas pelas adaptações feitas pela autora. O gênio da lâmpada por exemplo, que no mangá é chamado de Djinn sai da flauta de Aladim e o tapete voador na verdade é um turbante.

tapete turbante mágico

Nesse primeiro volume conhecemos Aladim (e vale dizer que já nos apaixonamos por ele, por sua simplicidade e valores) que é um menino, uma criança misteriosa. Ninguém sabe quem ele é realmente, de onde ele veio e dá a entender que nem ele mesmo sabe direito. Só sabemos que ele está à procura de outros receptáculos de metais com Djinns por causa de uma promessa que fez a Ugo, o Djinn que mora em sua flauta e seu primeiro amigo. Esses receptáculos ficam em dungeons que além deles abrigam muitos tesouros e armadilhas. É aí que entra o segundo amigo de Aladim, Ali Babá que deseja conquistar uma dungeon e ficar rico para que além de pagar dívidas, possa viver tranquilo, sem trabalhar para ninguém.

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O que me conquistou nesse mangá além da história bem contada e o traço (falaremos dele daqui a pouco) foi o humor. Ele é recheado de humor. Eu li o mangá durante a noite e tive que me segurar diversas vezes para não rir alto e acordar o meu marido. Como exemplo deixo a página abaixo. Já disse que o Aladim é uma criança e por isso gosta muito de…. peitos, porque claro, são macios e quentinhos :3

humor

Considerações Técnicas

Acho que já deu pra perceber que o traço da Shinobu é muito bonito, certo? É a primeira coisa que chama a atenção no mangá. Ele é limpo e claro mesmo nas cenas de luta. E nas cenas de humor ela consegue também adaptá-lo para deixar a cena ainda mais engraçada.

Entre os capítulos têm pequenos textos da autora onde ela conta sobre sua vida, como começou a desenhar e como é feito o capítulo semanal de Magi. Acho muito legal quando tem essas informações porque você sempre acaba aprendendo uma coisa ou outra do processo de criação dos mangás, além do que saber mais sobre a autora nos aproxima mais da mesma ficando cada vez mais fácil se tornar um fã.

O mangá em si ainda está em andamento no Japão e conta atualmente com 22 volumes. Sei que muita gente tem receio de colecionar um mangá que ainda não acabou por conta de cancelamentos e outros problemas, eu entendo, eu também tenho esse receio, mas depois de ler o primeiro volume de Magi é impossível você não querer ler mais e vê-lo com orgulho na sua estante.

Aqui no Brasil ele foi lançado, como vocês já sabem, pela JBC e o primeiro volume (R$12,90) saiu agora no dia 29 de julho. Ele tem impressão colorida nas capas internas (conforme imagem abaixo) e tem as páginas com papel brite 52g. Cada volume tem aproximadamente 200 páginas.

contracapa

E o anime?

Magi já tem anime, inclusive com uma segunda temporada. Até este momento eu só vi seis episódios do anime o que já dá pra englobar esse primeiro volume do mangá. Tem diferenças? Sim. E até muitas. Todos os acontecimentos do mangá estão lá o que muda é a cronologia, ou seja, alguns acontecimentos vem antes no mangá e outros depois. Sendo sincera, após ler o mangá eu preferia que o anime seguisse à risca os acontecimentos, mas claro que é um ótimo anime e não deixa de ser uma ótima adaptação.

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Bom é isso. Magi é mais um mangá que prova que mulher sabe sim fazer histórias shounen (yeah!) e que eles são os melhores! (meio suspeita pra falar já que meu mangá favorito é Full Metal). E vocês, tem planos para colecionar? Já compraram o primeiro volume? Espero a resposta nos comentários! Até a próxima!

NOTA:

05-selos-cabulososPublicado por: Editora JBC
Valor: R$ 12,90 cada
Distribuição: Setorizada
Periodicidade: Mensal
Em andamento no Japão com atualmente 22 volumes
Autora: Shinobu Ohtaka
Gêneros: Aventura, Fantasia, Shounen
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  • Paulo Teixeira

    Já conheço Magi faz um tempão, e garanto que a qualidade só aumenta (embora atualmente a saga no japão esteja beeem mais séria que a inicial) e ainda tem um spin off chamado [Prototype]: Adventures of Simbad, cujo personagem principal é o dito cujo, (SPOILER maybe) que também aparece na história de Magi (/FIM DO SPOILER maybe), e conta com a mesma arte de alta qualidade e comédia característica. Grande aquisição da JBC =)

    • Paulo, já ouvi falar desse SpinOff, que no anime foi lançado como OVA, certo? É um volume separado? Espero que a JBC publique por aqui. Depois de ver as diferenças do anime tenho mais vontade de ler o mangá.
      Obrigada pelo comentário!
      Abraços!

  • Eriton

    Cara magi merecia sete selos cabulosos *o* eu vinha acompanhando muito animes ao mesmo quando magi foi lançado (há dois anos e meio atrás de se não me engano) e naquela época (parece até que faz muito tempo né) a industria de shounens meio que tinha dado uma subida fenomenal, pois as ultimas três temporadas vinhas acompanhadas apenas de lançamentos de shounens com um ou dois shoujous, a questão é que quando magi foi lançado eu fui assistir sem pretensão nenhuma, eu esperava todos os clichês e mais clichês dos shounens da época, mas foi impressionante o quanto o anime não é clichê ele inclusive é um dos poucos que consegue fazer o leitor/ telespectador chorar (Magi faz chorar sim, e se reclamar ele faz chorar duas vezes) tem uma filosofia incrível por trás da história, enfim, é uma anime/mangá de primeira qualidade. O mangá eu já tinha começado a ler online (pelo locadora de mangás do paulo coelho), mas eu não consigo me segurar lendo nada online por muito tempo então já parei, mas estava só esperando ser lançado aqui para comprar.
    P.S: Acho que m empolguei, mas que seja u..u num mandei falarem de Magi :v
    P.S.2 : Meu deus, onde estão meus modos?! Ótima resenha Pri 😀

    • Eriton, se eu pudesse dar mais selos cabulosos daria. Conheci Magi recentemente, como eu disse vi somente seis episódios do anime. Quando um título tem um “boom” eu normalmente não assisto e deixo para depois, quando já pararam de falar ou falam menos. Na verdade, peguei o anime para assistir por causa do mangá, para ver se colecionaria. Vi pouco episódios, mas decidi que colecionaria sim e ainda bem que tomei essa decisão pq só o primeiro volume já me conquistou e na minha opinião foi a melhor leitura desse mês.
      Mto obrigada pelo comentário!
      Abraços!