CabulosoCast #94 – A fantástica realidade da fantasia é real?

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vitrine 960 CC90Olá Cabulosos! Sejam bem-vindos a mais um CabulosoCast e neste capítulo Lucien o Bibliotecário e Priscilla Rúbia recebem Charles Dias e Igor Rodrigues para abordar um tema no mínimo complexo: a fantasia sempre foi considerada por muitos escapismo ou mero entretenimento, contudo a nossa realidade pode influenciar os autores na elaboração de suas histórias? Existe limite para criar um mundo fantástico? Quebre a 4ª parede nesse CabulosoCast! Um bom episódio para vocês!

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  • Lucas Feraz

    Olá pessoas Cabulosas!

    Primeiramente, gostei da mudança do dia do podcast. Dá uma animada na segunda de manhã, dia difícil pra pegar no tranco aqui no trabalho.
    Sobre o tema, não me incomoda a abordagem que se dá à fantasia, desde que a história seja bem contada. Acho que isso pra mim é a chave. Não me incomoda se o mundo for a fantasia idealizada de bem contra o mal, tudo branco e preto, ou se é um mundo com mais camadas, mais complexo. Prefiro o segundo tipo, com mais profundidade, e mais cru e realista, mas o primeiro também me atrai.
    Vai depender mesmo da habilidade do escritor em contar o que tem na mente. Quanto aos exageros, ao sangue pingando das páginas e sexo desvairado, a palavra chave pra mim é verossimilhança.
    Como falaram no cast, realmente eu espero verossimilhança dentro dos limites traçados no mundo. Mas essa verossimilhança tem que se expandir para aspectos humanos, comportamentais dos personagens. Se tem muita morte, brutal e banal, ou sexo só pra impactar, a coisa perde a coerência, e fica claramente apelativa. Geralmente quando isso começa a acontecer, acabo abandonando o livro. É uma falta de respeito com o intelecto do leitor.
    Isso não ocorre nos livros da Crônicas de Fogo e Gelo. Há realismo, mas não exagerado. Agora a série realmente já leva pra um lado errado, só pra causar polêmica e atrair audiência.

    Enfim, eu não acredito que um gênero, seja dark fantasy, seja fantasia mais clássica a la Tolkien, possa se desgastar ou ficar batido. Um gênero per se é a ambientação e tom escolhidos para contar uma história, e no final o enredo e a forma como é apresentado são que fazem o livro bom ou não.

    É isso ai, abraços!

    Lucas Ferraz, Consultor de TI, 25 anos, Sorocaba SP
    Ainda lendo a edição 3 da Revista Trasgo

    • Lucas,

      No fundo, acho a discussão nos levou a isso mesmo, não acha? O que importa é o que o autor conte uma boa história, pouco importa se seus personagens irão voar sobre dragões, águias, aeroplanos mágicos… o importante é que os eventos e a interação dos protagonistas e antagonistas contribuam para a narração.

      Muito obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Salve salve galerinha de coração gelado do LC! =)

    Mais um episódio de sucesso, trazendo conhecimento e conversas que flutuam entre quem domina do assunto e quem se interessa, uma ótima companhia de conversa de amigos para começar bem a semana!

    Sem mais delongas, parabéns mais uma vez e obrigada por ampliar meus conhecimentos.

    O motivo agora da minha colocação cabe ao grande e estimado Charles Dias. Ao final do episódio, quando vocês estavam discutindo a questão de onde a realidade realmente cabe dentro da literatura (aliás que genialidade e pergunta capciosa hein?!), ele já soltou logo um Hadouken e disse com todas as letras que tudo é cabível com exceção da idiotice humana.
    Concordo Chales. No entanto, considero o seu comparativo com o Holocausto um pouco infeliz (caaaalma, não me julgueeeem ainda!!!).
    Que o Holocausto, aliás o Genocídio Judeu foi um dos eventos mais horrorosos e assustadores da história da humanidade, isso é inquestionável. Tanto que se começarmos a discutir sobre isso não vamos parar mais (músicas, filmes, livros, seriados, conversas, discussões teóricas, históricas, sociais e culturais sobre isso não são a toa. Muito pelo contrário são necessárias, pois conhecendo a capacidade de destruição do ser humano não podemos permitir que outro ato como esse ocorra).
    No entanto, Charles tocou em uma ferida que nunca vai parar de sangrar ao afirmar que a chamada Solução Final foi aceita conscientemente e pacificamente pelos alemães, em uma sociedade onde não havia necessidade do ato.
    Sim. HOJE vemos dessa forma. Contudo, analisar um acontecimento histórico com olhar atual é cometer um erro fatal: anacronismo.
    Isso me abriu os olhos e voltei a pensar: a maior parte das pessoas analisam esse acontecimento como algo errado e pintam a sociedade alemã da época como os vilões. Em minha singela opinião, isso é tão grave quanto culpar apenas o seu símbolo: Hitler.
    Em uma sociedade ninguém é “O”, todos fazem parte “DE”. Mas cabe dizer que uma das principais características do fascismo é o autoritarismo ao extremo, portanto tem certeza que TODOS os alemães seguiram fielmente e por escolha os preceitos de destruição? Eles realmente sabiam?
    Eu sei que essas perguntas não são fáceis de serem respondidas. Mas tem mais um detalhe: se analisarmos a sociedade da época, o surgimento e a solidificação do movimento nazista é totalmente aceitável. Discorda? Seja honesto: que outras opções eles tinham?
    Julgo e culpo tanto os envolvidos nessa atrocidade que estavam envolvidos com os nazistas (e outros movimentos fascistas) quanto os vencedores e idealizadores do Tratado de Versalhes que acabaram de destruir o pouco que restou da Alemanha. Em um país onde não se tem dignidade, emprego, comida, conhecimento, moradia, saneamento, exército, saúde e esperança de melhoria, qualquer fagulha de solução que se prove palpável inflama: foi o que aconteceu.
    Antes de encerrar essas colocações, digo mais uma vez que não estou defendendo nenhum partido da destruição. Estou apenas colocando em pauta uma discussão de julgamento que fazemos no dia a dia e não nos damos conta: que vai além da destruição e chega aos termos diários.
    Como diria meu autor favorito, J. M. Simmel: “Esquecemos depressa demais e não devemos fazê-lo”.
    O que mais assusta não são os acontecimentos, mas é esse sentimento de culpa que temos pois somos humanos e sabemos que somos capazes de cometer atos horrendos como os que já aconteceram. E isso não é fantasia, isso é a nossa realidade.

    Domenica Mendes, São Carlos/SP, 25 anos, um milhão de funções incluso colunista com pendências no LC, “Roleta Russa” e “A Coisa”.

    • Domenica,

      Sua argumentação foi levantada por nós no CabulosoCast Review quando a Priscilla falava de A Menina que Roubava Livros, onde mostra que os próprios alemães não poderiam simplesmente ajudar um judeu a levantar, pois poderia ser considerados “apoiadores” e por isso receber privações ou sanções por parte do partido. Lembremos a emblemática foto onde diante do cortejo de Hitler um homem está de braço cruzados o que mostra que realmente devemos pensar dentro do contexto da época para não criar fáceis/falsos julgamentos usando nossa realidade como pilar.

      Muitíssimo obrigado por engrandecer os comentários do CabulosoCast. Saiba que sou seu fã também!

      Abraços.

  • Terminei de ouvir e gostei muito do cast. Concordo com vocês quando falam sobre o valor da iteratura fantástica. Acho que muitas vezes é aquele tipo de literatura que motiva a nossa imaginação a ir mais longe, se aventurar além de dar um novo olhar para o mundo. De certo modo, a fantasia vai além do escapismo pois também serve como metáfora do mundo real mesmo aquelas histórias que são fantasiosas demais. Há espaço para reflexão e criticas tanto de fatos históricos como de questões pertinentes nos dias atuais. Inclusive gravei um programa falando sobre O Inverno das Fadas, da Carolina Munhóz, que se encaixa bem no que estou falando aqui.

    Marcus Alencar, de Minas Gerais, apresentador do Leituracast

    • Marcus,

      Conheço o LeituraCast sim, mas não ouvi ainda esse programa sobre O Inverno das Fadas (baixarei e ouvirei). Concordo plenamente com você quando diz que a fantasia é espaço para discutir a realidade, pois o distanciamento “fantástico” permite uma reflexão maior sobre a realidade.

      Muito obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Renato

    Saudações meus queridos Cabulosos, há muito tempo que não comento por aqui e peço desculpas por isso, vou tentar ser mais assíduo.

    Eu nunca gostei de histórias maniqueístas, mesmo quando criança ao ver desenhos animados eu ficava me perguntando Por quê o Esqueleto quer invadir o Castelo de Greyskull? Por quê o Vingador quer as armas dos garotos de Caverna do Dragão? Por quê Mum-ra quer destruir os Thundercats? E sempre achei que esse lance de maldade / corrupção por forças sombrias (sim Star Wars, estou falando de você) muito entediante, parece preguiça do escritor / roteirista de criar vilões interessantes.

    Harry Potter é um exemplo curioso, a história é de certa maneira maniqueísta, Voldemort é o vilão e Harry o herói, isso fica bem claro, mas a partir do Enigma do Príncipe quando começamos a conhecer a história do Voldemort percebemos que sua maldade não é gratuita, mas uma consequência de sua história de vida e suas escolhas.

    Eu adorei as Crônicas de Gelo e Fogo porque percebi que não existem heróis e vilões, mas todos são seres humanos, mesmo personagens considerados vilões, como a Cersei, têm seu lado bom, a rainha-vagabunda por exemplo, apesar de todos os seus defeitos, é capaz de qualquer coisa para proteger seus filhos, o que não deixa de ser um aspecto muito positivo.

    Eu não acompanho a série, vejo alguns episódios aleatórios e o pouco que vi não me chocou, não acho que seja exatamente apelação porque a HBO sempre explorou sexualidade, violência e o gore em suas séries, basta lembrar de Oz e de True Blood.

    • Renato,

      Senti saudades sim do nobre amigo! 😀

      Engraçado, nunca me perguntei isso, sempre me deixei levar pela minha inocência infantil de acha que o mal era mal e pronto, mas hoje é bem plausível não aceitarmos mais essa limitação da narrativa.

      Muito obrigado por engrandecer nossos comentários.

      Abraços.

  • dorian gray

    qual o nome do soundtrack do começo ? lá pelos 30 segundos

    • Dorian,

      É uma música do Smashing Pumpkins chamada “The Beginning Is the End Is the Beginning” que foi muito usada nos trailers de Watchmen.

      Espero ter ajudado.

      Abraços.