CabulosoCast #85 – Vidas Secas

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Olá Cabulosos, sejam bem-vindos a mais um CabulososCast! E neste capítulo, Lucien o Bibliotecário (@lucienobiblio10) recebe do 30 MIN Cecília Garcia e Thiago Miani falam sobre um clássico da literatura nacional Vidas Secas de Graciliano Ramos. Bom episódio para vocês!

Atenção!!!

Para ouvir basta apertar o botão PLAY abaixo ou clique em DOWNLOAD (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como para salvar o episódio no seu pc). Obrigado por ouvir o CabulosoCast!

Quer baixar o episódio em arquivo rar?

Para baixar a versão em zipada clique aqui, em seguida cole o link de download e clique na opção convert file.

Citados na leitura de e-mail’s

– CabulosoCast de aniversário:

Os ouvintes devem enviar 4 perguntas pessoais para cabulosocast@gmail.com subject/assunto: aniversário

As perguntas são direcionadas para Lucien, Serena, Priscilla e Sr. Estranho

O motivo é que queremos aproveitar o que o senhor estranho está entre nós e queremos deixar esse episódio já pronto até o meados de junho.

Lembrando aos Cabulosos que quiserem enviar áudios desejando feliz aniversário pode fazê-lo também. Para isso:

– gravar a mensagem, salvar em mp3, não editar, não trilhar

– upar em algum local, dropbox, google drive, 4shared…

– Mandar o link para o e-mail cabulosocast@gmail.com; subject/assunto: aniversário.

Neste áudio, o Cabuloso ou Cabulosa deve se apresentar, informando:

– Nome;

– Idade;

– Onde mora.

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Citados durante do programa

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  • PUTA QUE PARIU, Lucien. Que edição foda, a dramatização da morte de Baleia emocionou.
    Por favor, me manda o áudio desse trecho separado. POR FAVOR.

    Cara, episódio incrível demais, não tenho palavras para comentar.

    • Thiago,

      Você fez parte disso meu amigo. Os áudios estão juntos na multitrack, mas prometo repará-los e enviar essa parte.

      Muito obrigado pela sua imensa colaboração.

      Abraços.

  • Marcos Martins

    Juntando forças para fazer um comentário depois de ouvir esse fabuloso CabulosoCast. Lucien pode não conseguir mudar a educação no Brasil, mas com toda a certeza faz com que mudemos a forma de enxergamos e de querermos ler. Ao ouvir cada cabulosocast dá pra sentir o amor que você tem pela literatura. Meu bom homem, nunca dê fim a esse seu projeto!

    • Marcos,

      Obrigado pela força grande amigo.

      Espero que tenhamos muito, mas muito anos de vida pela frente.

      Abraços.

  • Roman Schossig

    Excelente!! A escolha do autor, da obra e dos convidados, além da discussão, da edição, enfim tudo. Meu contato direto com Graciliano Ramos foi tardio se comparado ao dos colegas podcasters, (eu o li quando fiz uma cadeira sobre Literatura Brasileira e Modernidade na minha pós graduação) mas quando comecei não consegui parar. Autor de primeiríssima categoria, Graciliano mereceu de fato um episódio dessa grandeza. Parabéns a todos.
    Abraços
    Roman Schossig

    P.S. Lucien, meu nome se pronuncia “Rôman Xóssig” 🙂

    • Roman,

      Sim, concordo Graciliano merecia um programa a altura.

      Obrigado pelo comentário.

      Obs.: Sobre o seu nome, não errei na próxima.

      Abraços.

  • Augusto Tenório

    Augusto Tenório, 28 anos, eletrotécnico, Hellcife-PE, lendo “O trono do sol” e passando aqui para dizer que baixei esse CC, mas que vai para a minha lista dos últimos 3 não escutados ainda por falta de tempo e energia =/

  • Olá!

    Olá

    Tenho que pedir pro Lucien não fazer mais isso de incluir narrativas com edições sensacionais durante o cast.
    A introdução já dá um clima do que é o livro, mas a Morte da Baleia e o trecho final são de cortar o coração de gelo de qualquer um!

    Sobre o livro, só posso dizer que o li apenas uma vez, e na época o título de Vidas Secas fez muito sentido, pois muito mais que retratar a vida de um sertanejo, retrata vidas extremamente secas: sem perspectivas e sem palavras que a expliquem.

    abraço

    Nilda
    Lendo a trilogia Jogos Vorazes
    46 anos, Jandira-SP

    • Nilda,

      Excelente informação sobre o próprio título do livro. E sobre as narrações: vou continuar tentando surpreender vocês.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Wilson Brancaglioni, Bancário, 38 anos de São Paulo/SP

    Lucien e Convidados,

    Este programa está entre os top five. Fiquei emocionado com o programa. Tive contato com essa obra na faculdade e relembrá-la foi emocionante. É uma obra que vem em boa hora para pensarmos os gastos e exageros que estamos tendo com a copa, para refletirmos e mais importante agirmos para melhorar esse país. Tenho a certeza absoluta que esse programa está fazendo a sua parte com obras tão importantes de nossa literatura. Essa semana irei reler a obra de Graciliano Ramos. O que tenho a dizer a vocês do Leitor Cabuloso e convidados: Muito Obrigado e Parabéns.

    • Wilson,

      Fico extremamente satisfeito com a esse programa tenha entrado entre os seus tops. Sem sombra de dúvida é uma obra que traz muito o que pensar e sempre está atualizada.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Caroline Arcoverde

    Sou ouvinte do cast faz um tempo, mas nunca tinha ouvido um episódio tão impactante que me obrigasse a comentar como foi este.
    Muito obrigada por este programa, por me fazer revisitar a memória que tenho do livro, por me fazer chorar um pouco. Por me lembrar que eu sou um bicho.

    • Caroline,

      Fico imensamente feliz em saber que este episódio chamou tanto a sua atenção “obrigando-a a comentar”. Obrigado por ser nossa ouvinte e espero sempre continuar a surpreendê-la.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • luiz o porteiro

    quando agente pensa que a podosfera esta cheia de piadinhas sem graça, referencias a (guerra nas estrelas…) e aos anos 80, lucien nos presenteia com um podcast (fodastico). o tema da maneira como foi desenvolvido, a abertura e a ediçao . pode ter aberto uma nova fase no cabulosocast. verdade a demora na saida do podcast pode ser compensada com este tipo de ediçao (mesclando o audio dos participantes com pequenos trechos de (musica) ou sitaçoes dos livros ( lucien assina a azulzinha do tiago pra esse trabalho. parabens pela equipe e pelo teu trabalho.

    ps…. meu teclado ta com problemas desculpe pela falta de pontuaçao.

    • Luiz,

      É marcante para mim saber que consideras esse programa um divisor de águas na história do CabulosoCast. Espero continuar surpreendendo-o, caro amigo.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Ingrid Santos

    Que Podcast mais lindo!! Tenho certeza de quem nunca leu esse livro vai le-lo agora.
    Chorei ouvindo o capitulo Baleia, e quero ler esse livro novamente.O trabalho de vocês é excelente.

    Eu acho que o Graciliano Ramos faz o mesmo que o Jorge Amado faz em Capitães de Areia, é um soco no seu estomago pq ele diz claramente: A sua vida não é pior do que desses personagens, e ninguém faz nada para mudar o mundo, como disse a Cecilia.

    Parabéns 😀

    Beijos

    • Ingrid,

      Acho Capitães da Areia fabuloso. É uma excelente indicação.

      Fico feliz que tenhas gostado do episódio.

      Abraços.

  • Ronaldo

    Belo podcast, mais um livro para a fila, fica a sugestão de um podcast sobre Jorge Amado que é um autor que mostra a realidade brasileira tão bem quanto o Graciliano Ramos

    • Ronaldo,

      Alguma sugestão de livro específico? Acho que o autor legal, mas se tem algum livro para indicar seria melhor ainda.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Ronaldo Aparecido Vicente

        Os meus preferidos são Tocaia Grande e Capitães da Areia. Outra coisa, gostava muito das participações do Paulo Elache o “Paiii da Ficção Científica” por onde ele anda ?

        • Ronaldo,

          O nosso querido PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAi da ficção científica está com o computador quebrado, por isso seu sumiço, mas espero que muito em breve ele volte, pois já fiz modificações na pauta deste ano para que ele não deixasse de gravar conosco.

          Capitães da Areia é meu livro favorito, não conhecia o Tocaia Grande, fiquei curioso.

          Muito obrigado pelas indicações.

          Abraços.

  • Succ Kammiekazzie

    Nem dá pra dizer muita coisa, só que vocês estavam impecáveis pra caramba, amei cada segundo, inclusive o chilique do Lucien, foi uma crítica muito justa.
    Li Vidas Secas com 10 ou 11 anos mais ou menos, eu costumava ler os livros que a escola indicava para minha irmã mais velha. Lembro que nessa época li Dom Casmurro, Capitães da Areia, Meu Pé de Laranja Lima… E chorava horrores, agora já não sou tão chorona. uahauahaua
    Óbvio que li outras vezes e acho que essa gurizada deveria pelo menos alternar entre os livros mais modernos e esses que são verdadeiras obras imortais. Minha sobrinha lê pra caramba e disse que estava odiando Vidas Secas, acho que por ser imposição da escola.
    Bom, beijão cabulosos, preciso ouvir o 84 ainda, tem tanto comentário lá que deve ter rolado muita polêmica.
    Ahh estava me esquecendo…
    #libera6Lucien esse merece.

    • Succ,

      Obrigado por compreender o meu chilique no final. Acho que é importante trabalhos como esse que fazemos para mostrar a essa nova geração de leitores que existem outras obras clássicas que necessariamente não é porque a escola destruiu a experiência do leitor que essa não possa ser resgatada.

      Sim, Succ, o 84 foi uma polêmica sim.

      Não libero não, pois 5 já é um notaço! 😀

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Renato Aparecida Souza Silva

    Bom… só me resta a falta de originalidade elogiando este que, desde a 1° vez que ouvi, fazia parte do meu top 5 e agora reina supremo.
    Não apenas pela qualidade técnica (que só tem melhorado), pelo bom humor (marca registrada dos melhores podcasts), pela simpatia de Lucien e sua trupe (que é inegável), mas pela IMPORTÂNCIA!
    É difícil descrever o que o Leitor Cabuloso é hoje, com tanta diversão, cultura, aprendizado e etc, mas posso resumir dizendo que estes podcasts deveriam ser passados em sala de aula.
    Parabéns a vocês que são os reais professores de literatura da podosfera.
    Renato Aparecida, carteiro, desenhista e professor de inglês. 33 anos. lendo “las aventuras del ingenioso hidalgo don quijote de la mancha”

    • Renato,

      Obrigado pela força e por nos considerar que o CabulosoCast deveria ser um conteúdo de sala de aula. Estamos nos esforçando para fazer a diferença.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Daniel Marques, Anápolis-GO, Colinas do Café.
    Atualmente estou empacado em “Fundação e Império” do mestre Asimov.

    Olááá, gente cabulosa!
    Finalmente eu estou aparecendo aqui pelos comentários do CabulosoCast! E não é pra menos! Depois de ter o episódio dedicado a mim eu tinha que comentar. E além do mais, esse episódio ficou INCRÍVEL! Sempre ouço o podcast e fico morrendo de vontade de deixar minhas considerações, mas, como normalmente ouço pelo celular enquanto faço alguma outra coisa, quando sento na frente do PC acabo me esquecendo o que exatamente eu ia comentar.

    Acho que meu papel aqui, depois de ouvir tantos elogios ao livro, é de explicar o porquê de não ter curtido o bendito. Então vamos lá…

    Pra começo de conversa: concordo que Graciliano Ramos é um cara incrível. Graças à necessidade de tirar uma nota boa na prova sobre o livro eu fui além da simples leitura e desenvolvi uma análise literária. Ele manuseia a língua como poucos,(entenda como quiser :P) e eu entendo perfeitamente sua capacidade e os motivos de cada escolha feita por ele. Maaas tem alguns problemas com o livro que me irritaram bastante.

    Primeiro: algumas partes do livro destoam da ideia principal e não são nada breves no que pretendem dizer. Me refiro aqui principalmente ao capítulo dedicado à Sinha Vitória. Tudo bem, Graciliano tentava desenvolver os personagens em sua pobreza, mas precisava passar o capítulo inteiro repetindo que a maldita mulher queria uma maldita cama de lastro de couro? Note que o capítulo fica voltando sempre pras duas coisas: “cama de couro” e “coitado do papagaio”. Do que adianta Graciliano expressar escrever dez palavras com duas se ele vai repetir essas duas palavras dezenas de vezes falando da mesma coisa? Em praticamente todos os capítulos há esse tipo de repetição.

    Outra coisa que me irritou muito, apesar das insistentes explicações da minha professora de literatura, foi a imagem que o livro cria em torno do nordestino. Me parece muito preconceituoso retratar o sertanejo como uma pessoa que não tem capacidade para sequer organizar os próprios pensamentos, menos ainda para raciocinar. E esse ponto é agravado com a zoomorfização dos personagens. Vocês devem ter percebido que em todo livro são empregadas palavras relativas a animais para descrever ações dos personagens humanos, e até mesmo para descrever eles próprios. Sim, eu entendo que a intenção do autor era mostrar a desumanização imposta a eles devido à seca e ao descaso governamental, mas isso me pareceu ofensivo. Eu, se fosse o autor, optaria em humaniza-los como contraste ao ambiente, para mostrar que eles que sofrem por lá são gente como nós e merecem a mesma dignidade. E será que a imagem do nordestino que foi passada não cria um certo preconceito? Quem lê o livro pensa que o povo dessa região deve ser no mínimo um pouco desmiolado.

    E por último: eu achei o livro enxuto demais. Percebe-se que durante a narrativa o autor cria “metáforas” e figuras somente com a descrição das “coisas certas”, assim o livro raramente apresenta as “figuras de linguagem” propriamente ditas. Mas¹ concordo que quando elas estão presentes são perfeitas. Dá pra ver a astúcia do autor em colocar elas ali. Mas² esse formato não me agradou.

    Mas claro, o mundo não é um mar de espinhos. Fiquei maravilhado com os capítulos I, IX, XII e XIII (“Mudança”, “Baleia”, “Mundo Coberto de Penas” e “A Fuga”). Achei que eles retratam perfeitamente todo o livro, com os outros somente contribuindo para esses. Não se comover com a morte da cachorrinha (o personagem mais humano do livro) é impossível. A imagem criada em “Mundo Coberto de Penas” é perfeita.

    Espero não ter dito nenhuma heresia por aqui (rs). Não sei se talvez eu não ter gostado tanto do livro se deve à minha falta de pêlos no peito, então quando pensarem em qualquer besteira que eu possa ter dito despertem suas almas carinhosas e lembrem que são só as impressões de um adolescente com muita maturidade literária para adquirir pelo caminho. kkkk

    Adorei o podcast. Edição impecável. O que dizer das narrações? Putz! Muuuito bom!
    Continuem esse trabalho lindo de disseminar a leitura pelo mundo!

    Abrss!
    O mano lá do Coffee. [Obrigado por editar nossos podcasts, Lucien 😉 ]

    • Daniel,

      Partindo em defesa de Sinhá Vitória, Graciliano mostra através dessa repetição que ela tinha um desejo simples, diferente de nós que queremos um iPhone (Número Genérico), uma tv de plasma e outras regalias, muitas delas inúteis, Sinhá Vitória só quer uma cama de lastro de couro, só isso.

      Será que se Graciliano o humanizasse a obra teria o mesmo impacto que tem? Outra coisa, existem sim pessoas ainda na condição de Fabiano e Sinhá Vitória, sim. Existem sim, políticos que ainda prometem acabar com a pobreza do sertanejo em troca de votos.

      É normal hoje vermos autores que escrevem livros com 300 ou 400 páginas (ou até trilogias para contar uma história), para mim o ponto forte de Vidas Secas a soma da vida dos personagens a própria escrita seca do Graciliano Ramos.

      Sobre sua opinião, Daniel, o importante é que você soube expor seus pontos sem ser ignorante ou pedante. Você expôs seus argumentos e acho todos válidos. O importante é deixar o debate aberto para todos debaterem e não somente permitir uma única linha de manifestação.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Gabriel Kerub

    Oi Cabulosos.

    Nunca comentei, mas já escuto o cabulosocast faz tempo. Aliás, já até completei a maratona algumas semanas atrás. 😀

    Bem, só vim aqui para descarregar meu ódio sobre a humanidade…

    Foi mal, pessoal…
    #caguei para os seres humanos…
    Prefiro que um animal viva do que um humano. Já tem muitos seres humanos neste planeta e, cada vez que nasce mais uma dessas criaturas, o mundo fica cada vez mais merda. A menos que essa pessoa seja uma pessoa. Mas nossa história já provou que a probabilidade de isso acontecer é bem baixa. Na dúvida, prefiro ficar com algum animal do que um possível novo Stalin.

    hahaha … muito ódio para o primeiro comentário?

    No mais, este podcast foi sensacional. Adorei tudo. Principalmente a dramatização da morte da Baleia…

    Continuem assim.

    Abraços.

    • Gabriel,

      Não foi muito ódio não fique tranquilo. Foi bem isso mesmo que comentamos no programa hoje somos mais apegados a animais do que pessoas por um estranho sentimento de desprezo mesmo. Infelizmente.

      Seja bem-vindo a comentar mais, sentimos falta dos comentários do cabulosos!

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Fantástico este programa! Edição impecável, muito sensível e no tom exato. Nem roubou a cena, nem deixou a cena sem plano de fundo!

    Assim como a trilha sonora. Arrebentou, meu velho!

    O conteúdo… bom, o que dizer… lembrei de diversas passagens, mas, não tenho certeza de já ter lido este livro… assim, na dúvida, vou ler de novo!

    =)

    Abraços.

    Parabéns pelo excelente podcast!

    aLx
    Os Comentadores

    • Alx,

      Fico extremamente satisfeito sabendo que você curtiu o episódio. Se o CabulosoCast passou no teste para um ouvinte tão crítico só posso agradecer do fundo do meu coração.

      Muito obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Priscilla Rubia

    Li um cláaaasssico brasileiro graças a você Lucien, o meu primeiro! Então, eu gostei. Não tanto quanto você (dei quatro selos), mas acho que isso se deve ao fato do meu conhecimento mesmo.
    O que me impressionou foi a simplicidade dos personagens. Como exemplo, no último capítulo, quando a família sai da fazenda, deixa um cavalo para trás:
    “…falou no cavalo de fábrica. Ia morrer na certa, um animal tão bom. Se tivesse vindo com eles, transportaria a bagagem. Infelizmente pertencia ao fazendeiro.”
    Ou seja, ele preferiu deixar o animal para trás, pra provavelmente morrer do que levar consigo, porque era “do fazendeiro”. Depois de tudo o que o fazendeiro supostamente roubou de Fabiano, ele preferiu deixar o cavalo para trás e ser honesto.
    Uma outra parte que também gostei e até ri lendo foi quando o soldado amarelo chamou Fabiano para jogar e ele encabulado de estar falando com uma autoridade buscou na memória todas as palavras “difíceis” que sabia e ficou assim:
    “Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, contanto, etc. É conforme”
    O próximo que vou ler vai ser Angústia porque fiquei curiosa com tudo o que a Cecília disse.
    Grande abraço!

    • Priscilla,

      Fico feliz que tenha gosta, mas mesmo se não tivesse curtido a leitura só por causa do fato de termos motivado você a ler um livro desses já é algo muito positivo, talvez você leia outros livros do Graciliano Ramos e goste mais, contudo essa foi nossa missão fazer com que as pessoas lessem esse incrível autor nacional.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Lucien e amigos,
    Já havia ouvido alguns podcasts seus mas esse foi realmente excepcional.
    Simplesmente parabéns, diretamente de São Paulo.
    Do bibliotecário William

    • William,

      Fico recompensado sabendo que você gostou do episódio.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Billy Rayner

    Prezados,
    Pra ser sincero, havia abandonado esse podcast há algum tempo, pois parecia que a temática passaria a ser apenas mangá e livros adolescentes. Eu até gosto de algumas dessas obras, como a saga de Percy Jackson, mas eu buscava aqui algo mais, algo que encontrei nesse episódio. Gostei muito do debate, que me ajudou a gostar mais ainda da obra, e quando começou a narração do capítulo 9 pelo Thiago Miro, que é gente boa mas para mim a sua voz lembra a de personagens de desenho animado, não esperava que mais uma vez me comovesse e chorasse em pleno trânsito. O único podcast que já havia me provocado essa reação antes foi um em homenagem ao Lucas Zamura. Desculpem o comentário tardio, mas acompanho uns 7 podcasts, todos com material pretérito a ser ouvido, e geralmente ouço com atraso, às vezes de anos.

    • Lucien o Bibliotecário

      Billy,

      Eu agradeço pelo comentário, tardio ou não isso não importa, pois ao deixar a opinião saiba que ela será lida e respondida com todo o carinho.

      Fico feliz que esse programa o tenha trazido novamente ao CabulosoCast, espero continuar a surpreendê-lo. E se ficou emocionado com a narração saiba que sinto que cumpri com meu dever.

      Agradeço pelo comentário.

      Abraços.

  • Tauan

    Li este livro ainda adolescente, no ensino médio com todo este contesto de vestibular. Depois de ouvir o podcast deu vontade de reler. De qualquer modo, lembro que li na mesma época o 1984 e achei um paralelo muito interessante entre livros tão diferentes. A questão da novilíngua de 1984 servia justamente para podar a capacidade das pessoas questionarem o regime. A falta de linguagem do pessoal do livro faz a mesma coisa. Vocês foram muito felizes em fazer esse paralelo.

    • Lucien o Bibliotecário

      Tauan,

      Acredito que sem sombra de dúvida há uma relação entre esses dois universo. Claro que eles estão em lados opostos, mas sim, são bons complementos.

      Acredito que se você reler hoje, sem a cobrança de um vestibular, conseguirá desfrutar muito mais do livro.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Maíra

    Maíra.

    Idade: Casa dos 30

    Servidora Pública

    Leu: Sidarta (Hermann Hesse)

    Lendo: Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida (Eduardo Spohr)

    Vai Ler: Filhos do Éden – Anjos da Morte (Eduardo Spohr)

    Olá Lucien

    Devo confessar que nunca li Vidas Secas, mas depois deste podcast, vou com certeza ler. A única obra que li de Graciliano Ramos foi São Bernardo que gostei MUITO. Mas tenho que me inteirar mais dele.

    Acho que sei o que Daniel quis dizer. Certa vez li um artigo sobre as pessoas que fazem trabalho humanitário com os sertanejos (sim, existe trabalho humanitário no sertão nordestino) e uma mulher dizia que a classe-média em geral tem uma idéia muito equivocada de como são eles são como pessoas. Que quando eles vem falar com os sertanejos, os tratam como se fosse burros ou uma bando de crianças crescidas. Que muitos vêm com discurso de “não tem que dar o peixe, tem que aprender a pescar” para gente que está morrendo de fome, que é preciso de mais educação quando nem as necessidades mais básicas dessas pessoas, como alimentação e água potável é atendida (não que a educação não seja necessária.Mas se quando se está com fome, ela não é a principal preocupação) . Uma desumanidade que é mais fruto da ignorância do que maldade, as classe-média fala da miséria como se a conhecesse, quando a maioria dessas pessoas nunca chegou perto desta situação, talvez com um parente distante, e olhe lá. Concordo que qualquer ajuda que o estado dá está longe de ser completa, mas, cara, com os 0.5% que o Bolsa Família pesa no orçamento nacional já tem esta gritaria, imagina com mais recursos deslocados para os mais pobres.

    Aqui tem um bom artigo sobre isso. É mais sobre o bolsa-família, mas é de uma pesquisadora que trabalha com eles e fale dessa idéia que muitos de nós tem sobre a miséria do Brasil.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1293113-bolsa-familia-enfraquece-o-coronelismo-e-rompe-cultura-da-resignacao-diz-sociologa.shtml

    • Lucien o Bibliotecário

      Maíra,

      Sempre quis me inteirar sobre a questão do bolsa-família, pois ouço muito mimimi e fonte que é bom para provar nada.

      Não tenho o que discutir sobre o que você disse. Enquanto um grupo de pessoas quer provar que pagar 50 reais por um livro é justo e que não compra livro quem quer, temos realidades apresentadas como as de Vidas Secas que muitos leem e acho que é só ficção e que não há mais isto no Brasil.

      Mais uma vez só tenho agradecer por um comentário seu que enobrece tanto o conteúdo do CabulosoCast.

      E sim! Leia Vidas Secas, não pelo conteúdo, mas pela forma também.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Maíra

        Lucien,

        Eu só queria apresentar o que o artigo que li dizia sobre pessoas que realemente havia trabalhado por lá.

        Sobre leitura e inteligência, existe um estudo da Universidade se Stanford que mostra que, realmente, ler faz de você uma pessoa mais inteligente. Mas como você lê é o que conta mais. Ler por prazer estimula certas áreas do cérebro, mas lê de maneira crítica estimular outras, sendo as mais estimuladas as de trabalho cognitivo. O livro escolhido foi Mansfield Park da Jane Austen. Isto não vale apenas para literatura, mas história, filosofia e outras áreas de humanas. A pesquisa provou basicamente que o estudo de humanas estimula o pensamento analítico.

        Aqui esta o link: http://news.stanford.edu/news/2012/september/austen-reading-fmri-090712.html

        • Lucien o Bibliotecário

          Maíra,

          Não foi uma crítica, adorei o seu posicionamento acima.

          Agradeço pelo link, infelizmente o emu inglês ainda é deficitário, mas acho importante compartilhar com os demais ouvintes.

          Obrigado mais uma vez.

          Abraços.

  • Bárbara Oliveira

    Bárbara

    -Santa Bárbara (interior de São Paulo)
    -Idade: 17
    -Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas
    -Lendo: A última carta de amor (Jojo Moyes) e Não verás país nenhum (Ignácio de Loyola Brandão)

    Não tinha notado que depois da pequena discussão que o menino mais velho teve com sua mãe, tudo por causa da palavra “inferno”, que para ele era uma bela palavra,porém com um significado que condiz a coisas ruins, o capítulo seguinte se chamava inverno que para minha surpresa foi trocado apenas uma letra da palavra “inferno”, parece uma brincadeira muito interessantíssima que foi feita no livro(explodiu minha mente), claro que quando o li para vestibular, ainda jovem que sou, nem sequer reparei nesses pequenos detalhes.Eu amei o livro, ele me tocou muito(#Libera6Lucien kkkkk), e definitivamente vou ler ele outras muitas vezes, ótimo podcast , e tenho que dizer que a edição ficou linda e muito tocante, vocês conseguiram trazer a alma do livro para a plataforma de áudio o que diz muito do nível de qualidade do cabulosocast, muito obrigado e até mais 😉