[Curto&Grosso] Aplicativos, ebooks e Kobo – depoimento de um usuário com leitores digitais

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ereading-kobo-appOlá caros, Leitores Cabulosos (sempre quis dizer isso!!!). Eu sou Felideo Desittale Paravimnce, e dentre muitas coisas sou, ou pelo menos me considero, um ávido leitor!!! Pedi uma licença ao Lucien para escrever um post com toda minha “experiência”, que nem é tanta assim, sobre livros digitais e vou aproveitar par indicar a vocês alguns apps e softwares que descobri pelo caminho, mas nada daqueles reviews chatos que te informam tudo o que você precisa saber e quando termina de ler sabe menos ainda, vou te contar uma história, muito chata por sinal, e você vai pegando as pistas pelo caminho.

Começa em 2003, quando entrei no meu primeiro emprego, recebi meu primeiro salário e já cansado do bom e velho Nokia 2280 (aquele com o jogo da cobrinha), fiz o meu primeiro carnê das Lojas Cem e comprei o meu primeiro celular, um Sony Ericson Z530i.

Nessa época, navegando na internet de 2 Mb, com limite de download de 4 Gb e alto custo, buscando joguinhos em java, descobri a comunidade no Orkut: “Livros no Celular”, que de cara, pelo nome, já me arrebatou

Naquela época eu nem imaginava que um dia os livros “entrariam dentro dos celulares” e o maximo que fazia era ficar lendo em frente do computador sentado em uma cadeira dura e desconfortável.

Nesta comunidade, descobri o software MjbookMaker, que existe até hoje e convertia arquivos txt, em aplicativos java para serem lidos nos celulares da época. Foi a descoberta do século, pois eu podia levar minha biblioteca no bolso, para ler em qualquer lugar.

O aplicativo eram bem simples, tinha algumas funcionalidades como definir a cor do plano de fundo e da letra e me informar em quanto tempo eu lia um livro, o que era muito estimulante, pois eu não precisava mais dar resposta chata: “Li o livro em umas três semanas…”, mas sim o tempo real “Li o livro em 13 horas, tantos minutos e sei lá quantos segundos!”

Isso foi bem na epóca em que fui morar e trabalhar em Maceió, onde coloquei inúmeros livros no celular, já prevendo uma solução para minha inata inabilidade em fazer amizades e como a internet era cara e os notebooks mais ainda, eu passava dias e noite lendo no celular, foi a época que mais li na minha vida!

E não demorou mais de 5 minutos para perceber que ficaria mais confortavel aos olhos ler o livro com o plano de fundo preto, as letras brancas e a luz de fundo no mínimo possível.

De volta a São Paulo, e ao meu bom e velho computador, decidi organizar toda a minha biblioteca vitual, uma paulada de arquivos TXT, e precisava encontrar um software que fizesse isso decentemente. Acabei chegando ao Calibre.

O calibre é um software open source que permite você cadastrar os livros que têm, nome, autor, editora, páginas, sinopse e tudo o mais que você pode ou não imaginar, conta com inúmeros plugins, compartilhamento de livros, armezena os livros em todos os formatos que você possui e ainda converte de um formato, para outro (se tiver DRM dá um pouqinho mais de trabalho, mas vai!).

É claro que como a tela do meu Sony Ericsson Z530i tinha resolução de 128×160 pixels, eu pensei em adquirir outro aparelho e a partir dai, todas as minhas aquisições foram guiadas pelo tamanho da tela celular (e o preço que cabia no meu bolso). Passei assim pelo Sony Ericsson W380 com resolução de 176×220 pixel e o  Sony Ericsson Z780 com resolução de 240×320 pixel.

Este último possuindo GPS, me permitiu descobrir um fantástico esporte, o Geocahing, que não tem nada a ver com a história, mas foi essencial para que o próximo celular que eu procurasse tivesse como especificação, possuir GPS, o que adiantou bastante o meu conhecimento do Android.

O próximo device que adquiri foi o Motorola Quench com resolução de 480×320 pixels, no inicio de 2010, o que me deixou muito feliz, mas no quesito e-book, fui inundado pela frustração.

Nenhum dos mais de 100 ou 150 leitores de e-books que eu adicionei e testei no android (não é exagero, o número é perto disso), possuia a funcionalidade de contar em quantas horas, minutos e segundos eu lia um livro.

Mas no final, depois de ter testado todos esses apps e ser obrigado a me dar por vencido, o app que mais me agradou, foi o IReader. Tinha as funcionalidades básicas que supriam as minhas necessidades: fundo preto e letra branca.

Agora vem uma coisa muito importante. O IReader, não importava e acho que ainda não importa muitos formatos, porém importava o que me agradava: o txt.

Até tentei ler em PDF, mas logo abandonei a ideia, porque era uma desgraça. A maioria dos aplicativos, ou todos eles, não importavam o PDF como texto plano, imporvam como “imagem” e você precisa ficar naquela ajustação de zoom, arrasta pra cá, arrasta pra lá… Dá muito serviço. Imagino que seja assim até hoje.

E não custa nada converter os livros para TXT, a receita é simples: Abra o PDF, aperte CTRL+A, depois CTRL+C. Então abra o Gedit (no ruindows é o Bloco de Notas), aperte CTRL+V. Agora aperte CTRL+S e salve com o nome que quiser.

Dá um pouqinho mais de trabalho, mas em troca fornece muito mais facilidade e conforto para a leitura no celular.

Continuando, por mais que eu lesse no IReader, ele não me satisfazia e dia após dia eu procurava um E-Reader que contasse o tempo da minha leitura, até que os céus se abriram, a luz divina deceu iluminando a terra ao som de trombetas angelicais e eu descobri o Kobo!

P.S. Quando me refiro ao kobo, estou me referindo ao aplicativo para android (https://play.google.com/store/apps/details?id=com.kobobooks.android&hl=pt_BR), não ao E-Reader que você compra na Livraria Cultura! Não se engane!!! É o que você pode baixar de graça na Google Play!!!

O Kobo além de ser o único que conta o tempo de leitura, ainda te dá a opção de dicionário em várias línguas, possibilidade de fazer marcações e anotações, compartilhar suas anotações, definir cor e tamanho das letras, luz de fundo, plano de fundo, formatação…

E uma coisa que me fidelizou ainda mais ao Kobo, foi a empresa permitir a compra de livros em qualquer livraria! No Kindle, você só enfia livros comprados na Amazon, já na Kobo você pode comprar na google, na Livraria Cultura, na Saraiva, no sebo da esquina (se o tio vender e-book), onde você quiser.

O Kobo ainda tem uma funcionalidade que agrada bastante que são os Awards. Pequenos prêmios que você vai ganhando com forme vai lendo e deixa a leitura bem divertida!

Diferente de outros eReaders o Kobo importa somente o formato EPUB! Nada de TXT, PDF, DOC, ou seja o que for, mas isso o Calibre faz para você com precisão e agilidade, porém hoje em dia a maioria dos locais que disponibilizam e-books em txt, PDF, DOC e companhia, já estão disponibilizando em EPUB, então não tem mais problema.

Para finalizar a minha jornada de 11 anos lendo somente livros digitais (em algum momento desses 11 anos eu me obriguei a ler “O Diabo dos Numeros” em papel, pois não encontrava em lugar nenhum a versão digital, mas foi só uma vez) eu colecionei vários sites que disponivilizam livros de forma gratuita, domínio público e isento de direitos autorais!

Espero que tenha gostado! Até mais!!!

http://www.gutenberg.org/
http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes.html
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp
http://www.wdl.org/pt/
http://www.bbm.usp.br/node/27
http://livros.universia.com.br/
http://www.obrasraras.usp.br/
https://www.ebookcult.com.br/eBooks_Gratuitos
http://www.lusosofia.net/index.php
http://www.klick.com.br/obralit/obralitfront/0,5984,POR,00.html
http://www.cienciamao.usp.br/
http://clfc.com.br/somnium/category/contos/
http://www.recantodasletras.com.br/
http://www.scarium.com.br/

 

  • Lucas Ferraz

    Eu nunca li no celular pois achava muito desconfortável.
    Tive um Nokia que dava pra fazer, com Symbian, tela grande para a época e tal, mas não conseguia.
    Comecei mesmo com um eReader da Sony, quando esses aparelhos não haviam nem chegado no Brasil. paguei uma nota no MercadoLivre, mas era o único jeito. Isso foi em 2010. Eu adorava aquela coisa, era bonito apesar de grosso e pesado, se compararmos com os de hoje. A tela refletia mais do que deveria, mas eu estava fascinado por aquilo e li demais nele, até seu triste fim.
    Um dia, ao ir para a faculdade, levava meu netbook como sempre, e levei também meu notebook para meu amigo dar uma olhada pois estava com problemas. Mochila lotada, não organizei direito as coisas, e o cabo do guarda-chuva pressionou a tela do aparelho, e lá se foi a camada de e-Ink da tela pro brejo. Foi a primeira vez que contemplei a temida visão de e-Ink quebrada.
    Algum tempo depois, ainda pagando as prestações do aparelho perdido, um amigo viajou aos estados unidos, e encomendei um Kindle, acho que que o 2, aquele com os botõezinhos e tudo. paguei um terço do que tinha gastado no Sony, e curti demais meu Kindle. mais leve, bonitão, confortável de usar, com a única coisa irritante demais de não ler ePub, o formato mais usual de livros digitais. Enfim, usei ele sem parar por um bom tempo, ai comecei a ler mais quadrinhos por um tempo e deixei ele com meu pai. Ele sofreu um tombo num determinado dia e mais uma vez a e-Ink quebrada veio me perseguir. Mas não dei bola, estava lendo bastante quadrinhos então segui em frente. Isso deve ter sido entre 2011 e 2012.
    No final de 2012 estava desesperado por um eReader. Tanta coisa pra ler! Então soube da chegada do Kobo ao Brasil. Como trabalhava na Av. Paulista próximo a Livraria Cultura, sai do trabalho correndo e passei lá no dia do lançamento do Kobo e sem titubear levei um deles para um novo lar. Comprei uma capa de couro forte para protege-lo e o mesmo está na ativa desde então, li feito um desesperado ano passado, e ele não sai da minha mochila. Adorei o Kobo. Lê ePub, tem dicionário também, é muito bom mesmo, não perde em nada pro Kindle. Meu próximo será um KoboGlo para poder ler no escuro, mas por hora estou muito feliz com meu Kobo.
    eReader é o que há de melhor na vida de um leitor!

  • Muito bom o post, não tenho costume de ler em smartphone por me incomodar o briilho da tela, por isso adquiri um Kobo e foi a melhor coisa que fiz na vida, já que leio bastante. Sobre o app é um dos melhores, snão O melhor bem completo e compete com o Aldko na boa. O mais legal é que as “coisas” (features) dos aparelhos são encontradas no app acho isso incrivel.

    Abs

  • Diego Cavalcanti

    bom dia !

    Já havia comentado outras vezes e aqui estou eu novamente, para mim, o kobo foi e sempre será a melhor aquisição da minha vida kkkkkk, hoje tornou-se mais que um passatempo, tornou-se uma necessidade e com certeza eu não seria tão viciado em leitura se não fosse meu querido e-reader. Muito bom o post cara sempre que puder peça um espacinho ai pro Lucien e venha interagir conosco.
    abraços!!!

  • Leio muito a uns 30 anos (desde os 7 aproximadamente) no formato tradicional e demorei a passar para a leitura digital. tenho cópias impressas do The Plant do Stephen King (livro lançado em capítulos pela internet) pq não lia no computador.
    Possuo um dos primeiros modelos do Kindle mais simples. Ele me foi muito útil qdo chegou, mas já a um ano aproximadamente passei a utilizar o app para Kindle p/ Smartphone / tablet e quase não leio usando o kindle (gadget).
    Hoje a minha leitura digital é de 2 a 3x mais rápida que a leitura dos livros físicos pelo simples motivo do livro sempre estar a mão. Tablet é utilizado p/ quadrinhos ou livros mais ilustrados.
    Com relação a carga dos arquivos no kindle, a informação está incorreta. Podem ser carregados pelo email arquivos Mobi e mais alguns outros formatos. Cada gadget c/ app kindle tem um endereço específico recebido da própria Amazon e arquivos são recebidos como documentos. Compro livros na Amazon, mas também em Bundles, sites de autores / institutos como os mencionados e alguns q nunca foram editados em formato eletrônico até na locadora do Paulo Coelho. Aliás outro dia peguei um dos livros do autor (Paulo Coelho) de graça na Amazon.
    Mesmo que os preços dos livros eletrônicos ainda não estejam tão atraentes hj. Deixo no Wishlist e fico de olho (uma a duas X por semana). Sempre tem promoção e são muito poucos os livros q paguei mais que 10 reais, mutos deles peguei de graça oficialmente.

  • Só queria reforçar a idéia do Felideo, devido às andanças dessa vida moderna, trabalho, universidade, cursos, etc, nunca tive tanto tempo disponível para ler ficção como “desporto” ou como lazer, poucos eram os momentos em que tinha tempo para parar e ler. Após a dica do mah Izzy Nobre sobre o Kobo Mini, a pouco mais de um ano, resolvi investir no Kobo Mini como ferramenta de leitura e contando que sua praticidade e portabilidade poderiam me fazer entrar finalmente de vez no mundo da leitura como a tanto desejava. Hoje, após exatos 1ano – 1 mês e 3 dias, posso afirmar que foi decisivo para me embrenhar pelo mundo da literatura a compra do Kobo. Se nos 5 anos antes de adquirir o Kobo Mini havia lido apenas três livros não acadêmicos, hoje, posso me orgulhar de ter lido 33 neste período de pouco mais de um ano, sendo que destes, 3 foram lidos no celular com ajuda do app Kobo. É isso, apenas passei para ajudar a levantar a bandeira da leitura digital! Abraços, cabulosos.