[RESENHA] Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie

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assassinato no expresso do oriente

assassinato no expresso do orienteEdição: 21ª
Editora: Nova Fronteira
ISBN: 9788520912447
Ano: 2002
Páginas: 224

Sinopse:

Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Uma americano é encontrado morto em sua cabine, com doze facadas, e a porta estava trancada por dentro.

Publicado em 1934 – e reeditado até os dias atuais – este talvez seja um dos livros mais importantes da “Dama do crime”. Junto com Os dez negrinhos – na minha opinião, o melhor de todos – e O assassinato de Roger Ackroyd – o primeiro que li da autora – representa o que há de melhor em termos de narrativas de suspense e mistério. Não é à toa que o livro foi adaptado inúmeras vezes tanto para a televisão quanto para o cinema, sendo talvez por isso mais conhecido do público em geral que os demais. Quem tiver curiosidade de assistir a uma das adaptações, sugiro a dirigida por Sidney Lumet, de 1974, com o famoso detetive Hercule Poirot representado por Albert Finney.

A partir de uma premissa simples, a autora desenvolve uma trama envolvente que deixa o leitor em suspense até o momento da revelação da solução do mistério. Extremamente criativa e engenhosa, tanto a ‘mise-en-scène’ – grupo de pessoas confinadas em local temporariamente inacessível onde ocorre um crime – quanto a solução – que obviamente não irei revelar – foram reaproveitadas exaustivamente por diversos outros autores e roteiristas, inclusive pela própria Agatha, em Morte no Nilo.

Sem fazer uso dos recursos de estruturação de romances tão na moda hoje em dia – capítulos muito curtos, alternância de pontos de vista e cliffhangers a cada final de capítulo – a autora prende o leitor em sua trama, deixando-o intrigado e curioso o bastante para não interromper a leitura. A estrutura do livro, dividido em três partes – “Os fatos”, “Os testemunhos”, “Hercule Poirot para para pensar” – também contribuiu para enlaçar o leitor, que se sente quase na obrigação de, tendo os fatos e os testemunhos assim como Poirot, solucionar esse imbroglio.

Engana-se quem pensa que, por ter sido escrito há quase um século, é um texto de difícil compreensão. A linguagem é simples, sem ser simplista, e a autora é mestra em descrever personagens e cenários na medida certa, sem detalhes demais nem de menos. Agatha Christie conduz o leitor de uma suspeita a outra com maestria, deixando-o com aquela ‘pulga atrás da orelha’ característica dos bons livros de suspense. Enfim, um deleite para os fãs do gênero e uma ótima opção para os não iniciados adentrarem o mundo maravilhoso de Agatha Christie.

Nota

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  • Succ Kammiekazzie

    Eu li quando tinha 14 anos, gostei bastante, lembro que não consegui descobrir quem era o assassino.
    Nunca fui boa nisso.
    Na minha opinião, o melhor livro da Agatha Christie, o primeiro que li e por isso, meio que me decepcionei com os demais.

  • Eu estou comentando mas nem sei quem fez a resenha UYLGDISAOJPDADIHUG

    Sou suspeitassa de falar sobre algo da Agatha Christie. Caraio, como eu adoro os livros. Tantos os contos do Hercule quanto da Miss Marple sempre me fizeram devorar os livros, utilizando do suspense que assim como a resenha conta, deixa a gente com “a pulga atrás da orelha”.

    Nunca senti que ele fosse melhor ou não, pelo menos do que eu li até hoje da autora (acho que é aquele sangue de fã HUAHUHAHSAUHS) mas eu confesso que eu tenho preferência por ele também. Mas fico com Nêmesis como meu preferido.

    Enfim, uma ótima leitura, por qualquer seja a razao HUSAHUSUSHA bjs