CabulosoCast #73 – Literatura clássica versus literatura de entretenimento

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vitrine 960 CC73Sim, Leitores! Está no ar mais um CabulosoCast e neste programa: Lucien o Bibliotecário (@lucienobiblio10), Serena (@Serena_Cabulosa) e Julianna Costa abordam um tema polêmico: existe uma literatura superior, erudita e uma literatura inferior, menor? Em meio há outras questões como o fãs que não aceitam críticas quando a seus gêneros ou obras favoritas e a escolha dos melhores e piores livros de literaturas clássica e de entretenimento, os cabulosos discutem o porquê desta segmentação no meio literário. Bom episódio para vocês!

Citados na leitura de e-mails

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  • Muito bom esse CabulosoCast! Concordo com vocês em letras, linhas e parágrafos!

  • Lembro que quando era um garotinho no Recife, tentei ler O Conde de Monte Cristo, mas não consegui. Eu tinha 13 anos e para mim aquilo era grego, como também Machado de Assis. Hoje sou um admirador de Machado de Assis, ainda não li todos os livros dele, mas estou caminhando para isso. Quanto ao Conde de Monte Cristo, vou voltar a leitura desse livro, pois acho que chegou a hora, pois minha formação como leitor está amadurecendo e agradeço isso a todos os gibis (HQ’s), que li quando criança.

    Abraços literários a todos o Leitor Cabuloso!

    Sabe o que é mais engraçado, é que comecei gostando de literatura lendo livro didáticos de português na 7, 8 série. Lia aqueles trechos de livros e ficava pensando “Puzt!, Eu gosto desse universo”.

    • Marcos,

      A maturidade de leitor chega em horas diferentes para cada leitor. É importante o seu depoimento, pois mostrando que sempre existe a chance de fazermos as pazes com o obras que fomos obrigados a ler no período escolar.

      Houve alguns, pouquíssimos, livros que despertaram interesse na época da escola, porém eu sentia a mesma sensação que você “Puzt! Eu gosto desse universo”, por que não tem mais?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Fortaleza-CE | Estudante de Publicidade | Diagramador | 26 anos

    Olá, cabulosos!
    Antes de tudo, devo dizer que achei a temática bastante interessante. Eu sei que o programa era sobre Literatura Clássica VERSUS Literatura de Entretenimento, mas notei que vocês defenderam com unhas e dentes os contemporâneos, mesmo gostando de alguns clássicos. Acho que quem ouvi-los, principalmente os “novos leitores” vão ficar APAVORADOS com as obras clássicas.
    Acredito que cada caso é um caso e cada pessoa tem uma visão de mundo diferente, o que vai influenciar nas suas leituras. Precisamos esquecer os rótulos e buscar livros com temáticas que nos agradam. O clássico reflete a sua época e, mesmo assim, consegue ser compreendido décadas depois. E há, sim, um mérito muito grande nisso. Buscar referências e opiniões é um ótimo caminho para escolher bem o que se deve ler, baseado nos seus gostos, claro.
    Sou fascinado por muitos clássicos e, contrariando a regra, comecei a gostar de ler graças a alguns deles, como os de Erico Verissimo, Orwell e Goethe (Sim, adorei “Os Sofrimentos do Jovem Werther”). Portanto, não há um caminho pré-estabelecido a ser seguido. Na escola, me fizeram odiar Machado de Assis, confesso, mas em 2013 dei uma chance a “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e achei o livro sensacional. Talvez por ter mais bagagem e por estar livre da pressão dos professores.
    Ler é o mais importante. A literatura de entretenimento pode, um dia, gerar vários clássicos, dependendo dos rumos que o mundo tomar. Nenhum clássico nasce clássico; os clássicos são construídos com o tempo. E literatura clássica e contemporânea podem – e devem – conviver harmonicamente.
    Sou um grande fã do CabulosoCast. Gostei da discussão, apesar de discordar da abordagem. Mas não se pode agradar a todos e nem ser agradado por todos. Continuo gostando muito de vocês e já estou ansioso pelo próximo episódio.

    Um abraço para todos e até a próxima!

    Estou lendo: Lolita (Nabokov) e As Intermitências da Morte (Saramago)

    • Thiago,

      Discordo. E não acho que a impressão seja tão alarmista. Para mim, a opinião é que tanto faz. Literatura clássica ou entretenimento tudo é leitura. Não é melhor ou pior. Bem, mas esta é a minha opinião e eu sou um dos participantes do programa.

      Quero muito ler As intermitências da Morte. Não li Saramago o ano passado e gostaria de lê-lo este ano.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Juliana Dias

    Faço minhas as palavras do Marcos Martins:
    “Muito bom esse CabulosoCast! Concordo com vocês em letras, linhas e parágrafos!”

    Apenas uma observação acerca do movimento “tortura nunca mais” (by Serena rsrs), essa é uma das minhas filosofias de vida já tem um bom tempo. Sou muito julgada por largar alguns livros, mas não me importo. Porque vejam bem: mesmo que eu passasse todas as horas do meu dia lendo (por toda minha vida), ainda assim não seria suficiente para ler tudo o que o mundo tem de bom a oferecer… então pra quê gastar meu limitado tempo com uma leitura que não me agrada? Se o livro não me fisgou, largo e coloco a fila pra andar sem remorso algum. Concordo com Serena, leitura é prazer, não tortura.
    Além do mais, nada me impede de, futuramente, tornar a investir naquele livro (como disse o Lucien, que pretende retomar a leitura de A Divina Comédia)… todos mudamos e, se hoje não gostamos daquela leitura, futuramente pode ocorrer o contrário.
    No mais, adorei o podcast, ótimo trabalho pessoal! 😀
    Abraços!

    Juliana, Belém – PA, 24 anos
    Lendo: A Fantástica Fábrica de Chocolate (Roald Dahl)

    • Juliana,

      Concordo em gênero, número e “degrau”; se o livro não te agrada, para que insistir? Quem sabe anos depois aquele livro que lhe pareceu enfadonho, possa se tornar interessante?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Olá.
    Quando o Lucien comentou que o carinha do “Os Sofrimentos do Jovem Werther” foi o primeiro adolescente da literatura que se matou, lembrei imediatamente de “Romeu e Julieta” , para em seguida recordar que essa história é um Peça de Teatro, não é literatura, Shakespeare era autor de peça, não escritor, então não vale a relação.
    Eu particularmente acho frescura esse lance de só um tipo de livro prestar, só que tem livros que precisam que se entenda o contexto da época ou que se tenha uma bagagem, livros difíceis. Ai realmente não serve para as pessoas burras.
    Um dos autores que introduziu (ui) de vez a literatura em mim foi o Marcelo Rubens Paiva (na 8ª série li “Feliz Ano Velho”), em seguida o Paulo Coelho, mas ja tinha lido um Machadão, Orson Scott Card, série vagalume, muitos quadrinhos e o que mais passava mim.

    Abraço!

    Diogo, São Bernardo do Campo – SP , 36
    Lendo:Valente – Para Sempre de Vitor Cafaggi

    P.S. Recomendo de coração para o Lucien o Livro “Os Trabalhadores do Mar” de Victor Hugo .

    • Diogo,

      Só uma correção. Em Romeu e Julieta é o casal que morre, no caso do livro do Goethe, o jovem, e só ele, se mata por um amor não correspondido.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Amigos, amigos…

    Que pena eu não ter podido participar desse episódio. Mais uma vez, agora publicamente, peço desculpas por todos os desencontros. Mas oportunidades para conversarmos e gravamos certamente não faltarão.

    Sobre o cast, excelente. Essa equipe fala bastante e com muitos argumentos interessantes. Um tema que é pesado, ao meu ver, acabou por ser claro e descontraído. Parabéns, de verdade. Conseguiram passar para os ouvintes exatamente a mesma coisa que eu penso.

    Para não me repetir, acho que devia ser preocupação de pais, amigos e professores ANTES suscitar o gosto pela leitura e DEPOIS apresentar livros e autores “melhores”. O ato de ler é mais importante do que ler clássicos, então a literatura de entretenimento teria uma importância enorme neste primeiro momento.

    Feito isso, acho que realmente as pessoas devem conhecer antigos autores. Pelo mesmo motivo de aprendemos história, sabem? Algo como “entender o ontem para compreender o hoje e prever o amanhã”. A literatura clássica tem esse peso para mim. Mostrar não só a evolução do homem ou a persistências de temas universais (como o amor e etc.), mas tudo o que já foi feito e pensado.

    Se o leitor gostar ou não, continuará lendo, independentemente de gostos ou “selos”. Terá suas próprias ideias e preferências. Alias, o que molda minha opinião é justamente a campanha lançada pela Serena: chega de sofrer. Acho que todos nós temos que ler APENAS o que gostamos e ponto final.

    Mais uma vez, parabéns pelo episódio. E Lucien, nem continue lendo “Inferno”! Hahaha

    Grande abraço para vocês! o/

    Marcelo Zaniolo, 26 anos, Florianópolis – SC, host e criador do LivroCast.

    • Marcelo,

      Jamais, nunca devemos deixar de ensinar e incentivar a leitura dos clássicos, mas obrigar a sua leitura e considerá-la uma leitura maior desprezando outras leituras, isto é errado. É papel do professor sugerir e apresentar ao aluno outras opções de leitura.

      Obrigado pelo comentário.

      Obs.: Sempre existirão novos convites.

      Abraços.

  • 23 anos, estudante de Letras, RJ

    Estava aguardando ansiosamente por esse episódio, apenas para saber a posição dos participantes e também dos comentaristas. Talvez seja a discussão mais polêmica e (irrelevante) do meio literário. Esses rótulos opositores e desnecessários foram ditados no meio artístico e acadêmico para criar ranhuras entre os leitores. Minha estante não é organizada entre clássicos e livros de “entrenimento”, J.K.Rowling está ao lado de Kafka, que está ao lado de Tolkien, que está ao lado de Raphael Draccon, que está ao lado de Machado de Assis, que está ao lado de King e por ai vai. O que isso quer dizer? Que eu não possuo preconceitos com nenhum dos rótulos e que preciso urgentemente arranjar minha estante pelo menos por gênero.

    Também acho que Harry Potter irá se tornar um clássico pela importância que teve em nossa época, formou leitores e aqueceu como nunca o mercado editorial. Como disseram, é algo que irá perdurar por gerações.

    Alguns escritores são mais sacralizados que outros; a Academia mostra bem isso, pois vocês podem ver que os autores clássicos geralmente não possuem suas obras enquadradas num gênero literário, e sim em escolas literárias. Logo, Asimov, Tolkien, e Raymond Chandler, são autores que perduram em suas esferas de FC, Fantasia e Romance Policial, respectivamente. Não é apenas a crítica que faz os livros se tornarem clássicos, mas também os leitores (acredito que ultimamente mais estes últimos do que os primeiros). Tome o exemplo dos autores de gênero que exemplifiquei há pouco, são mais conhecidos entre os leitores do que entre os literatas. Portanto, por exemplo, a certeza de que Harry Potter se tornará um clássico hoje parte mais dos leitores do que pela critica, que geralmente não reconhece seus contemporâneos.

    Não acho que exista um carimbo para literatura de “entetenimento” e clássico”, pois a produção não voltada para o prazer efêmero não tem garantia alguma de que se tornará um clássico. Idem para a produção que visa o entretenimento. O que vejo são dois tipos de livros com objetivos distintos, um que promove um laboriosa experimentação linguística e preocupação com a forma e a reflexão humana, e o outro que quer tão somente fazer o leitor “sentir” uma história, abusando de lugares comuns na maioria das vezes, mas também não deixando de lado a sua originalidade e estilo da narrativa. No final, ambos os tipos de livros enriquecem o leitor de alguma forma.

    O termo “literatura clássica” está muito associado às leituras obrigatórias da escola, e o leitor com certeza ficará com o pé atrás ao tentar leitor esse tipo de obra. A maioria dos clássicos precisam de maturidade e bagagem para serem lidos, não são leituras que formam leitores, salvo raras exceções, mas, infelizmente, há ainda sacralização excessiva em torno do clássico. O leitor não consegue enxergar aquele livro como algo que está ao lado dele e dos outros livros que lê, mas que está SOBRE ele. É preciso tirar os clássicos dessa aura que reprime o desejo de leitura para um cenário onde podemos dizer: “Machado de Assis é foda, Edgar Allan Poe é foda, Alexandre Dumas é foda”, assim como dizemos que “Harry Potter é foda, Jogos Vorazes é foda, Crepúsculo é foda (não, pera)”.

    Confesso que, há algum tempo, vinha sentindo raiva de quem só lia os 10 primeiros livros que entravam na lista dos mais vendidos, argumentando que os leitores deveriam escapar um pouco do marketing para dar chance aos outros livros (seja de entretenimento ou clássico). Mas, embora ainda ache importante apontar esse problema, não o acho mais relevante. Se a pessoa ler só best-sellers o ano inteiro, aquele ritmo de leitura deve agradá-lo, e eu não tenho nada a ver com isso, pois o pacto entre aquele leitor e os livros dizem respeito apenas a eles. E, num país como o nosso, é imprescindível qualquer tipo de leitura. Portanto, acho que devemos ser “free”, ler qualquer tipo de coisa e deixar que todos leem o que quiserem

    Ótimo episódio. Grande abraço.

    • Luiz,

      Não teria como traduzir melhor o programa. Belíssimas palavras. Parabéns. E claro que vai para a leitura de e-mails do cabulosocast.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Pensando no que o Lucien falou: “Tenho coisas muito mais interessantes pra fazer no meu tempo livre, como ler”.
    Eu já penso que não se deve dedicar à leitura o tempo livre e sim um tempo, seja livre ou não.
    Não sei se me fiz entender. 😛

    • Thiago,

      Compreendo, contudo gostaria de esclarecer. Eu uso meu horário livre para ler, por que gosto de ler. Quem gosta de games, vai jogar games. Como não sou muito apegado aos games, jogando esporadicamente, prefiro ler livro. Toda a leitura é válida, não importa a quantidade de livros. Quem joga games é também leitor, mas não precisa ler o tempo todo. Como dissemos no programa os livros lidos e o ritmo de leitura é ditado pelo leitor.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Daniel Lopes

    Olá amigos Cabulosos.
    Eu sou um pouco polêmico neste assunto. Muitas vezes até sou rechaçado quando exponho esta opinião. Sou um Amante dos Livros e da Literatura, adoro tantos “clássicos” quanto os “modinhas”. Sim, acho que os modinhas de hoje serão os clássicos de Amanhã, afinal Flaubert era criticado na época dele., hoje é um herói literário. Lembra de Dumas, pois lembre-se que ele era a NOVELA da época.

    A Grande polêmica quanto a minha opinião vem do fato de eu achar o seguinte: Livro é um a Mídia, ele não é um diferencial, tem tanta porcaria escrita em livro quanto TV, Cinema ou Música, ou até mesmo a Internet, cabe ao leitor a decisão de selecionar aquilo que vai ler, seja clássico ou modinha. Como eu Já disse, DUMAS era o escritor de Novelas da época, o habito de leitura na época era considerado algo alienante e fulgaz. Rótulos de Classico e Modinhas são enfraquecedores do movimento literário. Classificar qual é o melhor é irrelevante, melhor classificar como BOA LITERATURA e MÁ LITERATURA.

    Um ótimo Podcast, como sempre e chega de puxar saco que isto é Feio.

    Auctor opus laudat

    e até o próximo.

    • Daniel,

      É sempre uma honra ler seus comentários aqui no LC. Agradeço, pelas informações sobre Dumas e Flaubert. Concordo plenamente que existem porcarias literárias, é claro que sim. E muito a contragosto de alguns almas nada sublimes, há muito clássico lixo por ai.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Joab Fernandes

    Olá Cabulosos,
    Sou novo por aqui, mas já um fã de carteirinha. Gostei muito do cast e do tema abordado. Sem dúvida, uma discussão muito relevante e que penso sobre há muito tempo.
    Leio desde muito cedo e comecei naturalmente pelos mais fáceis e seguindo por entretenimento pura e simplesmente pelo prazer de ler. Sou professor de História, e apesar de hoje conseguir ler bem menos que antes, devido as leituras de minha área, não me envergonho de ter lido muito Sidney Sheldon e me divertido bastante. Costumo indicar leituras para meus alunos, mais ou menos de acordo com temas que lhes interesse, para que eles gostem e queiram ler…
    Tenho muita vontade de ler alguns clássicos, mas creio que eles podem esperar até eu terminar Douglas Adams e Tom Clancy rsss
    Abraços a vocês e Serena… Tamo junto! Sem tortura kkk

    • Joab,

      Mais um professor ouvindo o CabulosoCast! Fico muito feliz. Também tendo indicar livros para meus alunos a partir de uma breve sondagem dos seus gostos literários.

      E o movimento “tortura nunca mais” pegou mesmo, hein?

      Muitíssimo obrigado pelo comentário. É sempre bom conhecer os ouvintes novos através dos comentários.

      Abraços.

  • Ola!!! Dany, 30 anos, Onde os fracos não tem vez!!!
    Gente concordo que esse “vc tem que ler”, é um pé no saco!!! E muitas vezes só por implicancia não leio o livro, só pra contrariar!!! rsrsrsrrs
    O único do Machado que gostei foi Capitu, não é meu favorito mas acredito que valeu a pena. Não há dúvidas que clássico é cansativo e vc tem que pensar nisso na hora que for ler senão não passa da 1º página. Eu comecei com Jane Austen e me apaixonei pelas suas obras, mas não vou mentir que alguns capítulos foram bastante cansativos mas sem tirar seu valor. Eu comecei a ler desenfreada com Crepúsculo, claro que hoje em dia não sou fã como eu era antes pq eu vi que tinha outras leituras melhores e outros gêneros que até hj me conquistaram( né Serena? rsrsrsr nossos romances eróticos e romances sensuais!! #ADORO). Por minha febre por Crepísculo fui ao cinema assisti Lua Nova na estréia, e me arrependir muito, Ju eu so entendia o filme pq tinha lido o livro e pq tinha legenda, pq era impossível vc conseguir ouvir alguma coisa com toda a gritaria, pelo amor de Deus pensei que estava numa creche!!! rsrsrsrsrrs Depois aprendi e só ia uma semana depois da estréia e dia de semana rsrsrsr Também acredito que Guerra dos Tronos vai virar clássico, embora não tenho pretenção de ler, não gostei dos três epísodio que assisti da série e não quero ler, igualmente Tolken, adimiro quem gosta, mas não passei da página 50 e nem vou voltar a tentar continuar, vou ficar só com os filmes rsrsrsrsr Quanto a Harry Potter assisti todos os filmes, mas não li nenhum livro, mas quero sim só não sei quando, pois minha fila interminavel de livros pra ler não finda, tá difícil cada vez que encaixo um novo.
    Na minha casa não tem nenhum incentivo a leitura desde criança, nem meu pai nem minha mãe tem esse hábito da leitura, as vezes vejo minha mãe lendo a bíblia e só, até leio a bíblia hoje mas não me atenho só a ela, leio várias outros livros,eu que sempre fui do contra e lia um livro ou outro acho que 1 por ano, diferente de agora em média 60 livros por ano.
    Eu gosto das duas leituras (entretenimento e clássicos) dependendo do momento vc pode ler qualquer um sem estas briguinhas rídiculas “o meu é melhor que o seu” o importante é a leitura!!!!
    Bjos!!!!

    • Dany,

      A leitura não é uma obrigação como dissemos. Se você gostou mais do filme que do livro que bom, se um dia lerá, quem sabe? O mais importante é que você está lendo o que gosta. E você é a prova cabal que na leitura estamos sempre evoluindo e mudando de opinião. No seu caso com Crepúsculo, no meu com Paulo Coelho.

      Muito obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Laísa Couto

    26 anos, designer, São Lúis – MA

    Olá, pessoal! Já faz um bom tempo que ouço o Leitor Cabuloso e este é meu primeiro comentário, sorry.
    Achei a discussão muito válida, visto que a leitura obrigatória de clássicos geralmente é a grande culpada de afastar potenciais leitores do mundo da literatura. Minha vida assídua de leitora começou aos 18 anos, depois de eu ter resolvido começar a escrever um romance, este que sairá pela editora Draco ainda em 2014. Antes disso eu lia esporadicamente, pegando um livro emprestado de um colega ou mesmo da escola, que pouco estimulava esse hábito nos alunos, tanto que nem tínhamos novos títulos. Nas fichas eu lia data de empréstimos do começo do anos 90 e até 80. O catálogo era muito limitado. O primeiro e último clássico que li forçadamente foi Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco. Chato, muito chato. Um porre. Tive de lê-lo em uma noite, pois no dia seguinte tinha uma prova cujo o tema era o livro. O autor ainda escreveu Amor de Salvação. Posso longe, nem de graça eu quero, como vi pra download na Amazon. Deixo claro que não estou desvalorizando a literatura clássica, só acredito que o leitor precisa de amadurecimento para compreendê-la. Hoje eu adoro Shakespeare, já li contos de Machado, tenho enorme vontade de ler Vitor Hugo entre outros grandes autores. E acredito que o papel social da literatura de entretenimento não pode ser ignorado, existe uma grande leva de novos leitores chegando por causa do fácil alcance da informação e essa nova onda não anula de forma alguma os clássicos, que também já foram considerados literatura de entretenimento numa época passada. Claro que sempre haverá os defensores da “boa literatura” ditando regras, cuspindo dogmas inúteis, usando cabresto para tentar guiar o público, que já tem autonomia há muito tempo, o exemplo claro disso é o crescimento dos blogs literários. E a gente pode levar a discussão da literatura clássica para a tal alta literatura, aquela que também não se mistura com o entretenimento. Esse tema pode ficar para outro podcast.

    • Laisa,

      Fugi dos romances de Castelo Branco até na faculdade. 😀 Sem sombra de dúvida os clássicos são importantes, contudo é imprescindível o valor da literatura de entretenimento para fisgar o leitor. Hoje, dado a democracia que a leitura ganhou nos últimos anos e que culminou, como você bem disse, com o surgimento a cada dia de blogs literários.

      Só não compreendi bem a ideia final qual seria exatamente o tema que você sugere?

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Ana

    Ouvinte nova se apresentando aqui! Adorei esse episódio e curti muito a discussão.

    Lucien, eu já li O conde de Monte Cristo também e foi sensacional! Mas também comecei minha vida de leitora com livros menos complexos, como Agatha Christie (que hoje já não curto tanto assim).

    Sobre o preconceito com livros da moda, eu confesso que já tive isso. Demorei anos pra ler Jogos Vorazes por causa disso e me arrependi amargamente porque adorei a trilogia! Coisa besta essa de não ler porque é popular.

    E é isso aí! Cada um ler o que gosta e o que quer.

    • Ana,

      Fico até a me perguntar quantas pessoas estão deixando de ler o que gostam por causa de um preconceito destes? Ou leem livros, mas não cometam ou não podem comentar por que estão lendo um livro mais popular?

      Oficialmente seja bem-vinda a família Cabulosa!

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Francesca Abreu

    Nunca comentei aqui, mas já tem algum tempo que escuto o cabuloso cast (também nem tanto tempo assim). Já caí nas graças do programa.
    E esse gerou um desejo enorme de comentar porque o que foi apresentado de opinião sobre leituras de entretenimento e leitura clássica é o que eu penso.
    Já tive altas “batalhas” com pessoas da minha família (pessoas mais velhas) sobre o tipo de leitura que eu tenho. Como posso dizer: Leitura que não condiz com a minha idade. kkkkkkkkkkkk
    Leio para me divertir não pra mostrar que eu sei como a mulher da sociedade da europa medieval se comportava no meio de uma sociedade machista e blá blá blá.
    Já tive que ouvir diversas vezes o que eu tenho ou não que ler.
    Já ouvi também: Coitada dela, perdendo tempo lendo livro.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Bom!!
    Hoje tenho segurança o bastante pra finalizar uma discussão sobre isso tudo quando minha leitura é alvo de críticas dos leitores da literatura de “ADULTO”

    • Francesca,

      Primeiro, bem-vinda a família cabulosa, já que é nova nos comentários.

      Eu também não perco tempo discutindo com as pessoas sobre o tipo de literatura que leu. Quem não gosta do que gosto de ler não precisa discutir comigo. Literatura não é religião. E como como disse Serena, vamos começar uma campanha pelo respeito literário.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Maíra

    Maíra 33, Brasília. Servidora Públuca

    Ah Lucien, tinha que comentar antes de postar. Você “Caga”para o romantismo quando poucos minutos antes você teceu elogios fantásticos para um obra romântica de um autor romântico/ Sim, Alexander Dumas é um autor romântico e “O Conde de Monte Cristo” é um dos maiores clássicos do romantismo. Você está longe de “cagar” Lucien, rsrsrsrsrs.

    E, Lucien, não comentei no podcast de Literatura na Escola, mas tenho que comentar. Dos países que conheço, todos tem um lista de clássico obrigatória, inclusive um dos com mais leitores no mundo, que é França. Eles são obrigados a ler “Os Miseráveis” no segundo grau por exemplo. Não acho que essa obrigatariedade gere aversão a leitura. Não acho que a escola deve levar a culpa. Isto é mais uma questão sócio-culural, na minha opinião, e leva MUITO tempo para mudar.

    • Lucien o Bibliotecário

      Maíra,

      Quando falei do romantismo estava me referindo ao livros de José de Alencar. Que por sinal estou estudando agora para o CabulosoCast sobre Movimentos literários.

      Sobre a questão da literatura na escola, houve um e-mail de uma ouvinte que falou sobre isso. Se passássemos Harry Potter, os alunos não leriam da mesma forma e hoje creio nisso. A leitura obrigatória é desagradável por si só. Não sei ao certo o que fazer, já que neste momento só acredito em mudança significativa no sistema de ensino brasileiro se ele for reconstruído do zero. Coisa que nunca acontecerá.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Maíra

        Olá Lucien,

        Desculpe a demora em responder, mas essa semana para mim foi cheia. Acho que pareci meio condescendente no comentário, não foi essa minha intenção. Qualquer coisa, foi mal. Mas que você mostrou que não caga para o romantismo mesmo, rsrsrsrs.

        Não conheço muito de José de Alencar. Li “Lucíol”a na Universidade, e gostei. Lembro que meus professores eram bem críticos de José de Alencar, principalmente da fase “Indianista” dele, como “Iracema” e “O Guarani”, e também das “novelas” românticas como “Cinco Minutos” e “A Viuvinha” (que, segundo eles, eram livros pior do que a fase indianista). Eles falaram que o melhor de Alencar eram os romances urbanos (Senhora, Lucíola e Diva) que eram incrivelmente progressistas e proto-feminista em relação às mulheres na época. Luciola chegou a ser descrito como um romance devasso. E “Diva” um dos menos conhecidos para um professor meu é o melhor romance dele.

        Sobre os sistema educacional, tem que mudar TUDO. Para começar a responsabilidade pela educação, na minha opinião, tem que ficar a cargo da Federação. Sou 100% a favor da federalização da educação para diminuir as desigualdades e uniformizar algum método. Cristovam Buarque tem um excelente proposta para isso. O salário inicial do professor segundo a a proposta, seria de 9 mil.

        Aqui alguns links:

        http://profemarli.comunidades.net/ex-ministro-quer-federalizar-a-educacao

        https://www.facebook.com/FederalizacaoDaEducacaoBasica

        Também sou a favor de acabar com as notas (o aluno seria avaliado individualmente, como na Finlândia), cada sala com no MÁXIMO 20 alunos, etc, etc. Isso rende MUITO papo, mas não tenho certeza que a tarefa do gosto pela leitura depende principalmente da escola.

        • Lucien o Bibliotecário

          Maíra,

          De forma alguma foi condescendente, acredito que tinha sido bem clara sim. É porque, meu lado professor fica sempre atento quando alguém pontua algo da minha fala, pois fico a pensar: “Se essa pessoa achou isso, quantas outras acharam e não falaram nada?”

          Por isso, eu achei melhor me esclarecer. Adoro ler seus comentários, já que sempre acrescentam pontos interessantes a discussão.

          Não sei se perguntei isso, mas qual seria a sua formação, Letras?

          Também concordo com você que a tarefa pelo gosto da leitura não é obrigação da escola. Acredito que tenhamos outros métodos para isso, como a própria família introduzir isto na vida do filho, mas isto necessita outros contextos de sociedade que não temos hoje.

          Obrigado por responder ao meu comentário e não se importe com a demora, para mim, só pelo fato de termos esse diálogo através dos comentários do CabulosoCast já é muito frutífero.

          Abraços.