[Cinema] Dezesseis Luas | Crítica

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Se você leu ou ouviu coisas do tipo: “É mais um Crepúsculo”, “Só mais um filme para adolescentes”, saiba que falaram a verdade, contudo de Beautiful Creatures (ou Dezesseis Luas, como a série de livros escrito por Kami Garcia e Margaret Stohl) possui alguns elementos que me surpreenderam a começar pelas simples, mas significativas reviravoltas na trama.

A história

Dezesseis Luas conta a história de Ethan, um garoto que mora numa pequena e pacata  e conservadora cidade no sul dos Estados Unidos é atormentado por sonhos frequentes com uma garota que ele nunca conheceu. Sua vida segue normalmente até que acaba conhecendo Lena, uma adolescente misteriosa que mora na residência dos Duchannes, uma família que é acusada de fazer bruxaria. Ethan sempre se sentiu descolado e o jeito rebelde de Lena acaba chamando sua atenção e ambos acabam se apaixonando. Porém, o que Ethan não sabe é que a família Duchanne vem de uma antiga linhagem de conjuradores e que uma terrível maldição paira sobre sua amanda.

Impressões (com spoilers)

À princípio o filme segue a mesma fórmula utilizada por Crepúsculo e cia, ou seja, como qualquer romance, a base da narrativa decorre da impossibilidade dos amantes ficarem juntos. Seja, por que pertence a famílias rivais – vide Romeu e Julieta – seja por que são de espécies diferentes, por exemplo Crepúsculo (Bella uma humana ama Edward que é um vampiro), não importa, a pedra filosofal aqui é a mesma, logo se você não gostou dos filhos de Crepúsculo, não precisa perder o seu tempo assistindo a Dezesseis Luas.

Mas, se você é uma pessoa que gosta de assistir a filmes e se surpreender em ver velhas estruturas serem vencidas assistir a este filme pode valeu à pena.

Não será por grandes atuações, mas por pequenos detalhes na trama que fazem com que você, o telespectador, possa se surpreender com saídas originais para velhas fórmulas. Vamos começar pelo próprio universo em que o casal está inserido. Ethan e Lena não são o foco do filme, existem o Tio de Lena e a ama de Ethan que mostram que existe um universo a ser explorado. A maldição que Lena carrega não é algo que “só o amor pode vencer” e por isso a maneira que foi encontrada de driblá-la foi simplesmente genial e inesperado, fora que o fato dela ter apagado a memória de Ethan e simplesmente não ter voltado atrás em sua decisão mostra uma decisão muito madura e uma preocupação real com o outro, crítica que é atribuído a Bella, que parece não se importar com ninguém a sua volta e machuca a todo e a todos para continuar seu amor com Edward.

E ai vem minha parte preferido do filme, não há final feliz. Isso mesmo. A mocinha não termina com o mocinho. O sonho de Ethan de sair de sua cidadezinha é realizado, ele decide ir e mesmo – aparentemente – recobrando a memória no final do filme, os diretores preferiram terminar ali. The end. Fim. Ponto-final, mesmo que você não seja um fã de finais abertos, este é o ponto forte de Dezesseis Luas a coragem de fazer aquilo a qual o filme se propõe. Existe uma certa “barriga” no meio do filme, quando vemos o crescimento do relacionamento de Ethan e Lena, mas achei justo isto ocorrer, pois tenho certeza que quem leu (ou lerá) encontrará o mesmo no livro, sem mentiras, apenas dois jovens que se gostam namorando. Afinal de contas, não se trata de um romance? Então é preciso haver romance.

Como disse mais acima, se você não gostou de Crepúsculo e seus genéricos não assista a Dezesseis Luas para comprovar o óbvio. Não é o tipo de filme que valeria um ingresso no cinema, assisti em casa, não me senti enganado quando percebi que a proposta é aquela mesma apresentada, mas fiquei feliz em ver que alguns diretores e roteristas perderam o medo de ser “Crepúsculo” sem ser Crepúsculo, ou seja, “sejamos Crepúsculo para atrair o público e não sejamos Crepúsculo para mostrar uma história com pequenos toques de diferença”.

O filme faz até uma referência a Bukowski (como já afirmei, não li o livro, por isso não posso afirma se este autor também e citado no livro) que acho não caber neste momento se isto é bom ou ruim, mas do meu ponto de vista da mesma forma que Stephanie Meyer cita Morro dos Ventos Uivantes em Crepúsculo qualquer expansão do universo leitor é válido (para mim, claro!). Logo, achei um ponto positivo um a filme para adolescentes citar um autor do escalam de Bukowski. Ponto mais uma vez para a equipe do filme.

Nota:

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Avaliação: 4 Selos Cabuloso

 O que faz perder 1 Selinho Cabuloso?

Como disse, as atuações não são nem um pouco convincentes, principalmente vindas do casal principal, contudo a entrada da “prima” de Lena dando uma de femme fatale é a pior de todas. Por isso, menos um selinho cabuloso para a completa falta de sensualidade da “priminha querida” de Lena.

  • Senhor Estranho

    4 selos? é muito… 3 já tava bom =p