[Resenha] Os Mortos Vivos do Peter Straub

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Ficha Técnica:
Editora: Círculo do Livro
Autor: Peter Straub
Origem: Estrangeira
Título original: Ghost Story
Ano: 1979
Número de páginas: 533
Skoob

Sinopse:

A história se passa na pacata cidade de Milburn, e envolve um grupo de quatro amigos que foram a Sociedade Chowder: Ricky Hawthorne, John Jaffrey, Sears James e Edward Wanderly, que tem o custome de reunirem-se duas vezes por mês para contar histórias de fantasmas, acompanhados por charutos e bebidas. Não importa como as histórias aconteceram, o que importa é a forma em que é contada para o grupo.

Quando uma série de estranhos eventos começam a acontecer na cidade, eles resolvem pedir a ajuda de Donald Wanderly sobrinho de Edward. Donald é um escritor e seu último livro fora sobre ocultismo, por isso a Sociedade acredita que as pesquisas que Donald fez para o livro possam ajudá-los.

Donald chega na cidade e eventos ainda mais estranhos acontecem, alguns deles incluem uma ex-namorada de Donald, uma ex-moradora da cidade e alguns integrantes de uma das histórias de Sear James contada em uma das reuniões da Socidade.

Análise:

Não sei vocês, mas conheci Peter Straub a partir de uma parceria com o Stephen King nos livros  O Talismã e A Casa Negra. Não gostei muito deles então não tinha grandes expectativas com relação a esse livro. Fico feliz em dizer que estava totalmente enganada.

Os Mortos Vivos é uma história de fantasmas e das melhores. Sim, são fantasmas, não zumbis.

A história se passa na pacata cidade de Milburn, uma cidade que parece que parou no tempo. Nela vive a Sociedade Chowder, um grupo de senhores que se reúnem para contarem diversas histórias. Porém, após a morte de um integrante, ficam apavorados por causa de um segredo que guardam. As reuniões se tornam constrangedoras até que o advogado Rick Hawthorne pergunta de supetão: “Qual a pior coisa que você já fez?” E seu colega responde: “Não vou contar, mas lhe direi qual foi a pior coisa que já me aconteceu… a mais terrível.” E assim começam as histórias de fantasmas, ou o que eles achavam que seriam simples histórias.

Em uma noite um dos membros, Sears James, conta uma terrível história que aconteceu quando ele dava aula em um vilarejo e um dos seus alunos era muito macabro. Eles não sabem, mas esta história acaba desencadeando estranhos acontecimentos em Milburn e ao chamar Don Wanderley, sobrinho do ex-membro que morreu para que ele possa “dizer que tudo não passa de imaginação” as coisas pioram drasticamente.

O livro me prendeu e surpreendeu completamente. O suspense nele é tangível, incrível! Espero que o parágrafo abaixo possa trazer a vocês um pouco do que foi ler esse livro:

“Lá embaixo, nos fundos da casa, ouviu um estrondo, um barulho de uma porta sendo aberta violentamente, uma pesada porta de porão batendo contra a parede. Até mesmo o quarto lá em cima tremeu com a violência do impacto. Prestando atenção, Ricky pôde ouvir alguma coisa complexa saindo do porão, a se arrastar; era alguma forma pesada, de animal, tendo que se espremer para passar pela abertura da porta. O que quer que fosse começou a investigar o andar térreo, deslocando-se lentamente, pesadamente. Ricky podia imaginar o que havia lá embaixo: uma sucessão de cômodos vazios, exatamente como aquele em que estava. (…) A coisa fazia um ruído de sugar, depois emitia um guincho estridente. Estava à procura dele. Farejava pela casa, sabendo que ele ali estava.” – Pg. 86

Depois de tantos elogios, claro que o livro ganha cinco selos cabulosos. Um livro para entrar na coleção dos amantes de suspense e terror.

Nota:

05
Avaliação: 5 Selos Cabulosos
  • Vou lhes contaruma coisa: adorava Stephen King, mas um dia li o tal livro O Talismã, com a co-autoria de Peter Straub. Achei o livro muito ruim. Praticamente deixei de gostar tanto do King por causa dessa leitura, arrastada e sem objetivos de o Talismã. Então li o livro Dança Macabra, e o King simplesmente coloca o Peter Straub no lugar de melhor escritor de terror americano nesse livro. Fiqui muito confuso. Se King sozinho é ótimo, junto com Straub ficou uma porcaria, mas aí o mestre vem e diz que é o outro o melhor… Tenho que ler um livro solo do Straub, para tirar a dúvida.

    • Priscilla Rubia

      Albarus, eu também não gostei de O Talismã. Achei a leitura muito parada. Tanto que qdo minha amiga pegou esse livro em um sebo e me disse que era bom, eu torci o nariz, mas comprei. Ainda bem! É excelente! Comentei com meu marido esses dias: é engraçado King sozinho é bom, Straub sozinho é bom, mas os dois juntos não deu mto certo.

  • Peter Losch

    Interessante, já que achei “O Talismã” o melhor livro que já li, tendo-o devorado por quatro vezes em midias diversas (livro, celular (!) e, por último, Kindle).
    Procurando informações sobre ele na internet, vi que o estilo de “O Talismã” tem mais a ver com Peter do que com Stephen, o que me fez acabar caindo aqui no seu site.
    Quero ler um livro de Peter Straub. Qual vocês me indicam? Pode ser este “Os Mortos-Vivos”?
    Abraço!

    • Peter, não li outros do Straub exceto os que escreveu junto com o King, mas esse está recomendadíssimo! Um dos melhores do gênero. Depois me diga o que achou.

      • Peter Losch

        Cara Priscilla, acabei de ler “Os Mortos Vivos” de Peter Straub e, infelizmente, não gostei muito… O livro só foi me “pegar” lá pelos 60% de leitura (Kindle…) e ficou claudicante após os 90% lidos.
        Não há personagens de peso ou mesmo um personagem central e, no final das contas, achei meio bobo e chato. Não há a profundidade de um Stephen King e aquela vontade de devorar tudo só para saber o que poderá acontecer.
        Comparar este livro a “O Talismã”, obra-prima de King e Straub, na minha opinião, é covardia. Não chega aos pés deste último.
        Abraço!

        • Então temos gostos contrários Peter xD Eu n curti O Talismã, mas achei o suspense desse excelente. Bom, acontece. Abraços!

          • Peter Losch

            Não só acontece como DEVE acontecer.

            Viva a diversidade!

            Abraço!