CabulosoCast #59 – O Dark Side do mercado editorial

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vitrine 960 CC59Sim, Leitores! Sejam muito bem-vindos a mais um CabulosoCast! E neste capítulos Lucien o Bibliotecário (@lucienobiblio10), Serena (@Serena_Cabulosa), Eric Novello (@eric_novello), Gustavo Magnani e Vilto Reis (@ViltoReis) expressão suas opiniões sobre o mercado editorial nacional para mostrar o lado negro que muitos escritores desconhecem. Tomando como norte a polêmica declaração do Raphael Draccon – autor/editor – do selo Fantasy Casa da Palavra. Um episódio indispensável quem trabalha ou almeja trabalhar no mercado de livros do Brasil, seja como escritor, editor, revisor, tradutor… bom episódio para vocês!

Vitrine: Andre WallaceCoffeUnlocked

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  • Fala cabulosos! Venci minha preguiça pra vir comentar o cast! ótimos participantes e ótimas opiniões. não estava sabendo de toda essa história do Raphael Draccon e acho que aqui foi o melhor lugar para toma conhecimento disso, pois vocês trataram o assunto muito bem (apesar de degringolarem completamente o assunto do meio em diante).
    Parabéns pelo cast, ótima edição e quem diria ótima vitrine! o cara que fez ela provavelmente deve ser lindo e gostosão!
    Lucien, toma vergonha na cara e começa a fazer oque eu te disse em off sobre junto com os contatos, o ouvinte falar o livro que está lendo! ù.ú
    Inté!

    • Andre,

      Eu já falei, mas o povo não está fazendo. Acho que preciso ser mais rígido. Sobre o assunto degringolar, acho que foi muito bom o rumo que o programa tomou abordando uma outra vertente do mercado editorial que muitos escritores ignoram.

      Obrigado pelo comentário.

      Obs.: Nem vou comentar aquele história do capista, pois… enfim…

      Abraços.

  • Augusto Tenório

    Danou-se, sai um CC a cada 2 dias? =D

    Ocupação é fogo, a gente nem percebe os dias passarem.

  • Delque Victor

    esse podcast da semana deve ser bom, sou aspirante a escritor (aspirante, por isso ainda sou mt ruim) e esse assunto chamou minha atenção, vou baixar, ouvir e criar coragem pra comentar, falow!

  • Delque Victor

    desculpa eu voltar, mas eu encontrei uma materia na net em que me indignei tá no link http://noticias.r7.com/blogs/ta-lendo-por-que/novos-escritores-brasileiros-por-favor-virem-pedreiros-20130703/ em que o cara lá disse que os novos escritores nacionais são muito superficiais e a unica coisa em que capricham é no titulo do livro. como falei anteriormente quero ser escritor, e a materia que eu li, pelo menos pra mim é uma grande mentira, sei que há muitos escritores ruins, mas grande parte sofre pra se tornar o que são e esse cara apenas diminui o trabalho que nós passsamos pra escrever um livro.
    se eu estiver errado peço desculpas.

    • Delque,

      Infelizmente este é a visão da “crítica especializada” a cerca dos novos escritores. Recomendo que você ouça o CabulosoCast 58 onde falamos um pouco mais sobre o assunto. O link que você deixou será comentado na próxima leitura de e-mails.

      Obrigado por enriquecer o debate.

      Abraços.

  • 23 anos, estudante de Letras, Rio de Janeiro
    Estou lendo A Torre Negra Vol.III, de King; 1 Litro de Lágrimas de Aya Kito; A Utopia de Thomas Morus

    Estava quase ouvindo o podcast anterior sobre crítica literária e blogueiros quando vi esse novo episódio com um tema tão pertinente para um aspirante a escritor como eu. Acompanhei essa polêmica do Draccon no facebook, conversei com outros aspirantes que ficaram ofendidos com a matéria, pouco cientes sobre a descontextualização dela, e agora vejo que toda a minha visão acerca do assunto (incluindo coisas do mercado editorial) já são de meu conhecimento. Concordo com a postura do Draccon em relação ao nicho do mercado editorial de Fantasia no Brasil; somente na questão de “não falar mal da obra do colega” que, assim como vocês, interpreto como sendo não ofender outro autor por motivos fúteis. É uma visão totalmente sincrônica, e não adianta querer comparar com a postura de autores em outras épocas. Esse tipo de assunto causa muita polêmica pelo fato das pessoas não saberem diferenciar “literatura” de “mercado”, e saberem bem pouco sobre este último. A tempestade em copo d´água feita em torno desse assunto mostra que ainda somos bem imaturos com relação ao mercado editorial.

    O Eric deu dicas bem valiosas, hein. Engraçado que estou atualmemte preparando um blog para um projeto, que já tem um página no facebook com quase 100 curtidas (ainda vai crescer u_u). Realmente é preciso pensar “fora da caixa” para ser notado nesse mundo editorial; ser escritor hoje não é apenas só escrever. Mas é uma droga que eu faça o tipo “escritor introvertido”. Felizmente, há formas e formas para se divulgar, hehe.

    p.s: Lucien, quando tocou a trilha de “Requiem for a dream” no começo do programa eu tive um momento de inspiração. Onde você achou essa versão? Pode me passá-la, por favor, por favor.

    Abraços.

    • Luiz,

      Como dissemos realmente os tempos são outros, a declaração ainda me soa um pouco pretensiosa, mas é inegável que devemos pensar que hoje o escritor, de fantasia, não pode mais se considerar o senhor de sua ilha. Vejo que a introspecção é uma qualidade e não deve ser vista como demérito. Hoje existem outras maneiras de sair da caixa, como você mesmo disse, já criou um blog e uma fan page. Não desmereça isso.

      A versão que usei no cast de requiem for a dream foi essa: http://www.youtube.com/watch?v=i90OgYzB21g

      Obrigado pelo comentário (certinho, incluso a indicação do livro)

      Abraços.

  • Augusto Tenório

    Rapaz, a um tempo que eu via (ouvia) os vídeos de Felipe Neto, mas saber que o cara rasgou um livro é foda! LIVRO NENHUM DEVE SER RASGADO, NEM UM FAMIGERADO MEIN KAMPF! ISSO É UMA AFRONTA À INTELIGÊNCIA PÚBLICA! ISSO É COISA DE DITADURA!

    Lucien, acho que foi o genro da editora que falou sobre ABDA. E quando Serena falou de autor que faz noite de autógrafo e leva vc a conhecer o livro, lembrei do Meister Spohr, minha namorada ficou com vontade de ler o primeiro livro dele só por ver o povo doidin quando foi à Saraiva.

    E cá entre nós, apesar de ter gostado do ABDA, acho que ele poderia melhorar um pouco o final, creio já ter mandado email sobre isso ao autor, coisa que ele melhorou MUITO com ADM. Mas só o fato do cabra ter a paciência de responder meus emails, muitos com detalhes, já é um ponto positivo para querermos ler mais dele.

    Os episódios com Serena são sempre os melhores, tá precisando aparecer mais.

    • Augusto,

      A Serena irá aparecer sim, ela só precisa arrumar tempo para gravar.

      E sim o Spohr é um excelente exemplo de escritor fora da caixa. E é de uma atenção para com os fãs que faz inveja a muitos escritores.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • E eu me achando insensível por ficar indiferente à declaração do Draccon… Obrigado Serena por representar a turma do “pra mim não fede nem cheira”.

  • Delque Victor

    UMA MINA DE OURO!!!!!Cara, um dos melhores podcasts que já ouvi, dicas interessantes, muita discussão e principalmente responsabilidade de trazer algo bom para os ouvintes. só quero saber uma coisa… qual é o podcast que vc odeia mesmo?

    • Delque,

      Muito obrigado por todos os elogios e espero nunca decepcioná-lo. Sobre o podcast que eu odeio, bem… vamos mudar de assunto?

      Abraços.

  • v.

    Pelamordedeus me diZ o nome da música que serve de fundo aos 23 minutos.

    (depois comento o cast)

    • Pedro,

      Chantagem… você comenta e ai eu digo o nome da música, justo, não?

      Brincadeira, chama-se Requiem for a dream.

      Abraços.

      • Na verdade, para ser bem técnico (e chato) o nome da música é Lux Aeterna. Requiem for a Dream é o nome do filme (um filmaço aliás).

        • Guilherme,

          Obrigado, não fazia a menor ideia disso. E relaxe, o importante é que você corrigiu um erro nosso.

          Abraços.

  • Lucas

    E ai Lucien!

    Ouvir o Leitor Cabuloso tem sido instrutivo e fascinante para um aspirante a escritor como eu.
    Tenho trabalhado duro no meu livro e estou muito animado, e é muito bom saber como as coisas funcionam na prática. Tenho certeza que vou terminar o livro pois cheguei a um ponto que a história ganhou vida e vai sair da minha cachola, se não pelas minhas mãos será explodindo minha cabeça e saindo de armadura e tudo que nem Palas Atena!

    Valeu pelo incrível trabalho!
    Lucas

    • Lucas,

      Fico muito feliz que o trabalho do CabulosoCast esteja contribuindo para sua escrita. Torço para que seu livro venha logo para que possamos falar dele aqui no CabulosoCast.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Oi para todos! Estou aqui comentando pela primeira fez. Gostei muito de todos podcasts que vi até agora, que possa ter muito mais pela frente.

  • Renato Aparecida

    Já ouví várias vezes que, hoje em dia, Tolkien não seria publicado pois seu livro não seria comercial, então, não acho o comentário de Dracon algo negativo.

    • Renato,

      Por isso que durante o programa eu comentei que esta não era a minha preocupação. O autor que não percebeu que os tempos são outros ficará para trás. É o mesmo que dizer que Rubem Fonseca queria ser famoso, no sentido, “pop star”.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Fala, amigos, tudo bem?

    Acho que esse foi, também, o melhor programa sem pauta que eu já ouvi na vida. Não sei bem o que esperava ao dar play, mas certamente não era um programa de “dicas” para futuros leitores.

    E eu os agradeço-os demais por isso.

    Assim como o Vilto, penso em publicar algo um dia. Tenho várias histórias e estórias arquivadas (iniciadas e inacabadas), e a discussão do episódio em muito agregou. Inclusive, serviu para reacender a “chama do leitor” que há dentro de mim, e que estava um pouco fraca nos últimos meses.

    Parabéns por mais este cast e que venham outros. Tenham a certeza de que contarei com a ajuda e SINCERIDADE de vocês se por ventura eu vier a finalizar alguma história.

    Forte abraço! o/

    Marcelo Zaniolo. 26 anos. Host do LivroCast. Florianópolis – SC.

    Ps: Sei muito bem que o podcast “bipado” na edição é o meu, Lucien. Aquele que você não suporta. Eu só achava que terias a ombridade de falar pessoalmente pra mim, e não assim, pelas costas! HAHAHAHAHAHA

    • Marcelo,

      Cê bebeu? Como assim o LivroCast seria o tal programa citado? O melhor podcast literário que ouço, não poderia de forma alguma ocupar uma posição dessas.

      Sem sombra de dúvidas, amigo, espero que possa confiar em nós, como seus leitores-betas.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Orson Scott Card é fluente em língua portuguesa e já morou no Brasil. Se surtou, pode questionar em português que ele responde.

    • Oliveira,

      Mas você não acha que ele anda polemizando demais, não?

      Abraços.

      • Pois é, escutei vocês comentando… por honestidade intelectual, eu tenho que agora buscar isso para poder comentar… qualquer coisa diferente é palpite e eu mereceria uns tapas.. de resto. Adoro vocês !

  • Diogo C. Scooby, 36, São Bernardo do Campo, SP, Analista de Sistemas, lendo Os filhos da Mente de Orson Scott Card.

    Eu desconhecia essas matérias do Dracon no site do Globo, e muito menos a resposta dele, já que não o acompanho em nenhuma rede social, mas acho que ele tem razão em seu ponto de vista, já que sabemos que editores tem que ser meio sacanas mesmo, é parte da profissão dele ver a possibilidade de lucro da obra acima da obra em si, não adianta se iludir pelo fato desse ou daquele ser NERD ou ter o gosto parecido com o seu, eles venderiam a mãe se alguém pagasse o preço que eles consideram justo.
    Uma das sacanagens que foi brevemente comentada e que essa turma de escritores amigos falaram mais abertamente no “Nerdcast 379 – Literatura Fantástica Brasileira” é o fato deles deliberadamente e por motivos meramente pessoais queimarem o filme de seus desafetos com a editora em que trabalham E com a editora dos amigos. Acho isso extremamente perigoso pro mercado e para nós leitores, já que nenhum aspirante a escritor pode contrariar alguém que está nessa panelinha maldita, a não ser é claro que seja alguém bem mais famoso que eles e que venda mais.
    Acho lamentável isso, não gosto de julgar a obra pelo autor, acho que são coisas bem diferentes, mas me sinto realmente tentado a boicotar esse povo…

    • Diogo,

      Você tocou no ponto principal dessa conversa. Acho também isto perigoso e foi este o ponto que quis abordar no programa. Entendo e compreendo o que os convidados falaram, mas ainda considero perigosa aquela afirmação do Draccon e como você bem disse da “panelinha” que acaba por se formar no meio literário, isso realmente ainda me deixa suspeitoso quanto aos benefícios para a literatura fantástica nacional.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

      • Olás!

        Recomendo a todos a leitura de Ilusões Perdidas, de Balzac. Porquê?
        Porque boa parte destas intrigas e desilusões com o mercado editorial, da imprensa e da crítica literária é descrita lá, num livro do séc. XIX.
        Por já ter lido este livro e ter colegas autores que me contaram das agruras e coisas que tiveram que engolir para serem publicados até conseguirem ter nome suficientemente reconhecido e ditarem pelo menos parte das regras, não me espantei com a entrevista do Draccon.

        Me espantei mesmo com a reação a ela!!
        Sério que tem autor ou aspirante a autor que acha que o mundo editorial é um mar de violetas e margaridas, sem um espinhozinho de rosa sequer?
        Gente, este mercado é formado por seres humanos. E onde há seres humanos envolvidos, há intrigas, desentendimentos e jogo de interesses!

        É possível vencer apenas com o talento? Sim, é possível sim. Mas quem disse que saber lidar com editores, empresas e a imprensa não faz parte do talento de um autor?
        E um autor recluso pode vender muito? Pode sim! Se tiver um editor e editora que acreditem nele e façam toda a parte promocional, ele venderá bastante. Inclusive este lado “recluso” pode até ser um chamariz para as vendas….

        Mas o Draccon falou sobre o sele que ele administra, o que não significa que seja a política da ed. Leya para todos os livros. E não perdeu nenhum pouco do respeito e admiração que nutro por ele, pois sei que causando ou não, ele está provando que autor brasileiro vende tanto quando estrangeiro.

        E, de novo, recomendo que leiam o livro do Balzac que mencionei. Foi lá que aprendi que causar polêmica e ter pessoas falando mal de você pode ser uma estratégia muito boa. E muito melhor do que não ter ninguém falando.

        abraços

        Nilda
        45 anos, Jandira/SP – Cobradora de Impostos
        Lendo no momento: One Piece n º 19, Lugar Nenhum (Neil Gaiman) e O Mundo Islâmico (coleção Grandes Civilizações do Passado)
        PS: Serena, o Tzvetan Todorov é um autor excelente! Pena que os pais deles não conheciam as vogais quando o batizaram… 😛

        • ei, fiz algo errado e saiu como resposta e não como comentário em separado.. droga!

          Isso que dá não dormir direito..

        • Nilda,

          Achei pertinentes os pontos que você colocou. É verdade, quantas vezes já ouvimos falar de certos fetiches de determinados escritores serem usados como grande mote promocional.

          Também acho importante que novos autores comece a pensar além da caixa, como foi dito durante o programa, pois como você bem frisou, por se tratar de um mercado dirigido por seres humanos é inevitável que tenhamos todas as picuinhas possível e imagináveis.

          Obrigado pelo comentário.

          Abraços.

  • Um humilde complemento.
    Vejam que situação anômala.
    Quando a crítica literária é influenciada pela postura pessoal do autor, fica a pergunta:
    Em que lugar foi parar a isenção?
    Em que lugar foi parar a liberdade de expressão?
    Em que lugar o profissionalismo do crítico?
    Em que lugar foi parar a democracia?
    Em que lugar foi parar a crítica literária?

    O trabalho do crítico literário é falar sobre a obra. Se ele entra pela vida do autor e isso tem um peso enorme na avaliação do trabalho que busca um perfil mais “politicamente correto”, dá-se a isso o nome de patrulhamento ideológico, pois se o “politicamente correto” é o que determina, cria-se um cenário perigosíssimo, pois a literatura que deve ser livre passa a ser pautada pelo “politicamente correto” que é bastante restrito e limitador de cultura. Cria-se assim uma literatura homogênea e sem o contraditório. Hoje já vemos isso na imprensa… sumiram os jornais que abertamente faziam críticas a outros jornais.

    Não vi, nem li o que o Draccon falou. Apenas escutei vocês e estou agora usando a lógica e minha boa fé na humanidade. Creio que ele tenha tido a intenção de dizer que não deseja contratar “quizumbeiros virtuais”, da mesma maneira que uma empresa não contrata pessoas com um histórico ruim.

    Só pra terminar e pra aproveitar que Lucien o bibliotecário está respondendo, recomendo o conto “Um general na biblioteca” de ìtalo Calvino. Leia e delicie-se com o estrago que um bibliotecário pode fazer durante uma ocupação militar na biblioteca.

    • Oliveira,

      Você colocou pontos fundamentais na discussão. Faço dos seus questionamentos o meu, pois vejo com muito mais cuidado do que as pessoas essa postura dos autores sobre o próprio mercado. Acho que não devemos perder o bom-senso, mas deixar de lado o cunho crítico em prol da literatura brasileira é um tanto questionador. E antes que venham me apedrejar, é só parar para perceber o que aconteceu com o humor televisivo com o tal do “politicamente correto”.

      Belíssima indicação. Vai para a sessão Prefácio da leitura de e-mails.

      Obrigado por mais este rico feedback.

      Abraços.

  • Lucien, parabéns pelo excelente programa. Para qualquer amante de literatura que deseja entrar nessa selva chamada mercado. Time de primeira linha!
    Vida longa ao CabulosoCast!

  • FFSinval

    Excelente podcast, Lucien. Você e os convidados estão de parabéns.
    Alguns outros ouvintes já comentaram sobre alguns dos pontos que destaquei, por isso, opinarei apenas sobre um, que surgiu de um comentário do Eric Novello sobre o Orson Scott Card: acredito que cada um exerce sua liberdade lendo e opinando sobre os livros que melhor lhe aprouver. Contudo, rotular a obra de um autor por suas convicções é, ao meu ver, perigoso. Creio firmemente que o André Vianco, por exemplo, não acredita na existência de vampiros. Ou ainda, que o Spohr converse com anjos. Entendo que uma obra artística expressa PARTE de seu criador, já que a totalidade do ser é complexa per si. E apreender do autor pela obra pode ser um exercício interessante para compreendê-lo melhor. O “Mein Kampf”, por exemplo, é um caminho para tentar compreender a psiquê de seu autor. Defendo a posição de que todo autor deve ter o direito de que sua obra esteja disponível para leitura. Utilizando-me do argumento que foi utilizado no cast, acho perigoso descartar a obra do Orson Scott Card por suas crenças em relação à homossexualidade. Aliás, acho que isso instiga uma celeuma ainda maior, já que muitos leitores, avessos ao chamado “proselitismo heterófobo” podem se valer disso para responder na mesma moeda, a saber; não lendo autores que defendam direitos homossexuais. Para mim, o absurdo está nos dois extremos, por isso levanto a questão da cautela ao analisarmos isso. Sem querer incorrer num maniqueísmo, acredito que os defensores de Marx devem ler Adam Smith e vice-versa. O contraditório nos ajuda a conhecer cada vez mais as pessoas e a nós mesmos.

    Em tempo: minha opinião pessoal sobre o Orson Scott Card é que sua vida pessoal está aparecendo mais do que suas obras. Motivo suficiente para mim para ignorá-lo, até que produza algo que me desperte o desejo de ler. Independente de suas crenças e postulações.

    • FFSinval,

      Mas quanto aos comentários do Scott Card, eu compreendo bem o que o Eric falou, pois ficamos até a pensar se isto não estará presente em suas obras. Mas compreendo bem o que disse e uso as palavras de um antigo professor meu para ratificar o que diz: “Para criticarmos uma obra, precisamos conhecê-la a fundo”.

      É um assunto muito interessante e instigante.

      Obrigado pelo seu feedback.

      Abraços.

  • v.

    entendo o comentário do draccon, mas ele poderia ser aplicado a muitos outros autores. até hoje dizem que ulisses, do joyce é a maior surpresa editorial. na época sofreu para ser publicado e depois para fugir da proibiçao. hoje, mesmo sendo a obra que remodelou o conceito do romance, muitos editores dizem que não seria publicável. tolkien foi outro que sofreu em seus tempos, quando planejou SdA como uma obra só e os editores falaram para dividi-la. um dos participantes do cast disse (acho que foi o novello) que estava se desfazendo de obras de autores que se expressam com preconceitos ou incitam maus exemplos em suas vidas pessoais. pode mandar pra mim, cara, eu ainda consigo separar uma boa obra da vida do autor. não deixarei de querer ler a ficção do orson scott card por ele ser um republicano bizarro. se fosse assim, não leríamos nada anterior à metade do século XX, quando os preconceitos começaram a se atenuar.

    bom cast, abraços a todos.

    pedro víctor santos, 25, de maceió, morando em recife, quase médico.

    • Pedro,

      Agradeço pela contribuição a discussão. Achei importante trazer esse ponto de que muitos autores sofreram para ser publicados em sua época.

      Seu comentário bate perfeitamente com que o FFSinval disse.

      Abraços.

  • Renato Farias

    Renato, 32 anos, auxiliar administrativo / monitor de qualidade, São Paulo, lendo O Nome do Vento de Patrick Rothfuss.

    Salve cabulosos, faz tempo que não comento, mas tenho ouvido os episódios. Sinceramente, não vejo o porquê desse fuzuê todo com o que o Draccon disse, na verdade acho que ele foi bem coerente. Rubem Fonseca vende porque já é um nome firmado e mesmo assim não é nenhum best-seller, e sobre a editora checar a vida online do escritor, bem, tem empresas dos mais variados ramos que fazem isso com os funcionários. Por que é tão chocante que uma editora faça?

    Abraços e parabéns pelo ótimo trabalho!

    • Renato,

      Rapaz, você sumiu, hein? Não deixe de comentar.

      É verdade, acho que quando a empresa pede o currículo isto significa querer saber se o pretenso funcionário anda aprontando nas mídias sociais.

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.

  • Acredito que os comentários foram suficientes, além da abordagem esmiuçada e complementar dos participantes, acho que não tenho nada a acrescentar. Discordo somente num ponto, você, Lucien, dizer que não tem vocação para escrever, discordo, pode não tem tempo, saco, vontade, mas vocação você tem, lembro-me de ler alguns capítulos de alguns livros que você tentou escrever, das conversas que você tinha com a serena sobre outro livro, enfim, eu achava muito interessante, um enredo chamativo, etc. Foi por isso que comecei a escrever e percebo que entre escrever e publicar, fora fazer sucesso é um caminho muito longo.

    • Meu caro irmão,

      Agradeço os elogios, mas são só ideias e a literatura não vive de ideias. Do fundo do coração obrigado por lembranças tão ternas, mas escrever é a sua praia.

      Abraços.

  • Carlos

    Lucien,me passa esse podcast ruim que eu quero ouvir uahuaahuhauhauhauha

    • Carlos,

      Por aqui não, né rapaz?! Bipei no programa para falar aqui? 😀

      Via redes sociais rola.

      Abraços.

  • Carlos

    Lucien, pode me passar nas redes sociais sim,ok sem problemas. Tô curioso huahuaahahhau