Kahie – o Gênesis

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guerreiros-destaque(Nota do Autor: Este fica sendo um Trailer, a história antes da história principal. A História que eu idealizei  se passa na era moderna do livro, e acontece  após muitos outros eventos já haverem ocorrido. Se o feedback desse texto for bom, posso ir fazendo capítulos ou trechos e mandando para vocês. =) o que vai ocorrer aqui embaixo é o início de tudo a criação da terra e tudo o mais até a estruturação das civilizações, muito antes da história central.)

Tudo que existia era a magia. Nada além disso. Pense que eram como Partículas incolores voando sem direção definida, sem reunião, apenas em expansão/dispersão. Mais isso mudou drasticamente. A Magia, que antes não possuía definição, sentiu necessidade de se definir, de existir de uma nova forma, uma forma nunca antes vista. Ser concreta, construtível e desconstrutível.  Fruto dessa vontade veio a Reunião. Todas as partículas existentes, tão simplesmente rumaram ao mesmo ponto do vazio (Nota do Autor: ou como chamarei, “Void”). A Reunião tornou possível a Divisão. Partículas Negras e Luminosas se Formaram, a Ordem nasceu. E no centro dela, a primeira entidade. Um ser puro, a seu principio. Dúbio. Metade pestilento, escuro , pegajoso, Fosco e metade dourado, Sólido e Brilhante. A magia agora tinha representante, tinha como se manifestar, existir em um plano novo. A Entidade, (mais tarde nomeada de  O Topo, ou Deus Primordial), criou o que as partículas queriam. Ele criou a Terra. A Manifestação Física da Magia. Pura Magia Condensada. E algo aconteceu: lados foram criados, versões, modos. E eles passaram a ser opostos. A Entidade já não podia mais suportar o lado escuro e o luminoso dentro de si, pois eles não queriam mais existir juntos… ou não podiam mais. O Primeiro deus, aquele que a tudo criou se partiu. E há quem diga que esse foi o pior erro que a magia, enquanto partícula poderia ter cometido. A união trazia o equilíbrio e esse em si trazia a paz. A Paz deixou de existir quando a união falhou. A Entidade era e pra sempre seria duas: a Mãe da Luz e o Mal Supremo, o Mal irreparável e desmotivado, condensado em ser. A Separação dos dois foi nociva. E o tempo, também há quem diz, começou ali. Quando os que eram Um se Olharam como Dois, a Mãe percebeu que nunca existiria paz no Mal. E ela fez o que deveria ser feito. Ela usou todo o poder que ela dispunha para reunir o mal e as partículas escuras em uma única região do Void. Infelizmente, existe uma reação natural oposta em tudo. As Partículas luminosas se agruparam também, no espaço oposto as escuras, porque o equilíbrio, no caso da magia, é inevitável. A Terra, Ficou no centro, sem ser escura e sem ser luminosa. A Mãe, ao observar a nova disposição cósmica do Void, reparou que dessa maneira existiria finalmente algo bom na separação. A Terra seria justa, isonômica  e cheia de vida. Mais existia algo que ainda se fazia necessário. Ela foi ao Dark Void, e Aprisionou o Mal Supremo. Enclausurou-o em um Pequeno Objeto e o Deixou Vagando no espaço.

– Me perdoe meu amor.

A Mãe chorou. Uma lágrima apenas, mais foi o bastante. Durante sua viagem de volta, criou o Dark Lands, um lugar físico que ficaria acima do Dark Void, protegendo-o. Automaticamente, o Light Lands foi criado, trancando tanto o Light Void quando o Dark. As Partículas não gostaram. Elas se manifestavam em Formas Físicas agora, mais sentiam que algo faltava. Algo Importante. A Mãe percebeu e, juntando seu único sentimento, o amor pela sua contraparte, criou o que vulgarmente é chamado de vida. A magia, agora existia em formas de vida, e isso provocou um resultado inesperado. Ao criar vida, as vozes da magia se calaram. A Consciência que as Partículas tinham… deixou de conversar com a Mãe. A Mãe agora reinava sozinha, no lugar que ela tinha escolhido, que era o Light Lands, afinal, ela mesma era feita de Luz. Criou Castelos, e Montanhas, e Diversas coisas, em companhia da vida, que a olhava curiosa.

– Mãe –  a vida falou.

– Sim? – A Mãe para e olha para a pequena bola luminosa.

– o que será de mim?

– você viverá aqui, pequena, para sempre. Você é o que eles queriam ser.

– Eu quero ir para lá – e a vida se aproxima da Terra. – Eu quero existir lá.

– você sabe o que acontece com quem existe lá? –  a Mãe se senta em seu trono e observa a Vida. – Eventualmente Morre.

-Você não entendeu mãe….

– Não? E o que há para ser entendido?

– o que eu quero é exatamente isso. Morrer. Existir com um Propósito, e esperar esse propósito acabar.

– Ah criança…Eu nunca lhe prendi. Você sim, é o único ser realmente livre aqui.

– Me coloque lá.

E a Mãe toma a vida em seus braços e a divide em 4 partes. E Cria Quatro raças. quatro formas de vida. Ela molda o primeiro de todos, que no futuro se chamará Kölner. Era um ser belo, dois braços e duas pernas. Gigantesco. Forte e, como toda raça primordial, dominador da magia ao seu redor. Não possuíam Cabelos, e viviam no Sul, perto da cadeia de montanhas. Eram felizes, e nunca chegaram a montar uma Organização. Eles viviam em aglomerados, comendo e bebendo. Vivendo em paz com seus 3,00 metros de altura. Ela Montou os Drei, pequeninos e inteligentes escavadores da terra. Bravos, destemidos e leais em sua maioria. Viviam na região entre rios, escavando e moldando tudo o que podiam, criando redes e tuneis extensos e complexos, sobre uma organização impecável. Mediam  1,20m  e são Peludos, como grandes Ratos. Possuíam Focinho e dentes afiados, rabo e garras. Ela gerou os Morel, Grandes (1,90m) e Aquáticos. Viviam no Mar, e se organizaram tão logo quando podiam. Possuem uma pele incrível, que se adapta a cor do ambiente em que ele está, tornando-o invisível no fundo do mar a olhos estranhos. Possuem um Rosto alongado como o do cavalo, mais bem definido, com cabelos grandes e olhos bondosos. Por último, ela deixou sua mais preciosa criação. A raça, que seria sua descendente direta.  A Raça que levou mais tempo para ser construída, a que maior paixão foi empregada. Ela Criou os Kalini. 1,80m, fortes e ágeis, domínio natural da magia, com cabelos e barbas longos, Olhos de Cores claras. os Kalini eram como sua mãe havia lhes imaginado. Deuses entre animais. A Mãe os deu o direito de Dominaram todas as Outras Espécies, e por causa disso, de terem vidas muito longas. Apesar de serem os Mais poderosos, a Mãe falhou em um único ponto: Não lhes foi dado o Conhecimento do Universo. E ela resolve que, sozinha, não conseguiria governar. No último ato de sua criação, ela cria dois seres divinos para morarem com ela, em Light Lands. Das Rochas do Fundo do Mar ela criou o Mestre dos Enigmas. Uma estátua de tamanho descomunal, munida de Consciência, e esta espalhou o conhecimento sobre a terra. A Mãe então, Escolheu o Mais forte dos Kölner e o Elevou a Morada dos Deuses. Deu-lhe força e habilidade suprema, o que lhe alterou a tez. Cabelos nasceram em todos os Kölner, e eles se tornaram menos dispersos. Se reuniram e criaram seu próprio conhecimento, negando a Benção do Mestre dos Enigmas. O Novo Deus Kölner, agora chamado O Guerreiro, ensinou a arte da guerra. Primeiro como apenas algo em que balanceia, para equilibrar o corpo e a mente. Mais o que ocorreu foi outra coisa. Algo que nem a Mãe e nem ninguém poderia jamais prever. Toda a Organização política na terra daria um fruto. Apenas esse fruto, esse algo ou alguém, mudaria tudo em todo canto, e ele, talvez o erro,  já não tinha mais limites. Quando foi visto o que ele poderia fazer, nunca mais parou de tentar. E um dia, Conseguiu.

by Danton Brasil

  • Augusto Tenório

    Alguém roubou meu planejamento =p

    Brincadeira

  • Mary

    Cara, ficou incrível, muito bem escrito e a história é fantástica 🙂

  • Gosto muito das passagens da Criação nos livros de fantasia,e tu já me escreve sobre isso… Gostei bastante. Já tens uma boa base pra trabalhar em cima. Me veio tantas referências boas enquanto estava lendo… Espero ler o desdobramento dessa história.