ENTREVISTA: Suzy M. Hekamiah

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Saudações, caros leitores! Pela quantidade de entrevistas que temos publicadas, vocês já podem deduzir que este é um dos posts que mais gosto de fazer. Esse é um espaço para que os escritores possam estabelecer um dialogo mais próximo dos leitores. Espero que gostem, pois a autora que nos presenteia com a sua presença hoje é a Suzy M. Hekamiah!

Suzy M. Hekamiah

Olá, Suzy! A entrevista será como uma conversa entre amigos, pelo menos sempre tento deixar assim, espero que você se divirta. Imagino que deve dar um friozinho na barriga, mas fica tranquila, certo? Okay, vamos lá…

1 – Como o livro “Código dos Mares – Os Contos do Tempo” nasceu em sua mente?

Eu sempre fui apaixonada por aventuras, pelo oceano, por mistérios, leio muito sobre guerras e adoro caça aos tesouros – quando pequena eu tinha o hábito de enterrar alguns pertences e depois de alguns dias desenterrá-los, como uma cápsula do tempo. Então, há mais ou menos dois anos, imagens de batalhas marítimas começaram a aparecer em minha mente, estavam no subconsciente de alguma forma, que é como meu dia-a-dia age: surgem visões fantásticas e preciso usar a imaginação et voilá, o começo de uma ideia por visões, sensações acontece…

Código dos Mares – Os Contos do Tempo surgiu dessa forma, quando essas imagens de batalhas no oceano com piratas não saiam de minha mente fosse por sonhos ou mesmo acordada, aí a história começou a fluir e tratei de escrevê-la.

2 – Como você se sente sabendo que ainda esse ano a sua obra será lançada?

Feliz, tranquila e com vontade de continuar trabalhando para as coisas darem certo, sempre.

3 – Você já participou de algumas antologias de contos e eu gostaria de saber como é essa transição do conto ao romance para você.

Bem, quando começo a escrever eu não analiso tanto o tipo de texto, mas o que a história pede. Há ideias que têm a vida curta e basta um conto para serem mostradas, outras são mais detalhadas, intensas que quando eu percebo é ótimo para um romance. Não que um conto não seja intenso, mas vai de momento. O ritmo da história, mais dias envolvidos nela, a técnica literária para um romance, diferente do conto que em menos caracteres já ocorre, tudo isso conta. Tive começos de romances que viraram contos e alguns contos que estão virando romances. De qualquer forma, é tudo muito satisfatório, de modo geral.

4 – O que lhe motiva a escrever?

A Vida! Eu não comecei escrever porque um dia li um livro legal e queria fazer algo parecido. Eu sempre fui muito na minha e escrever se tornou minha válvula de escape. Pelas minhas fortes emoções, por eu me transportar facilmente para um mundo da fantasia que possuo desde que me conheço por gente. Como funciono pela Arte tem dias que gosto de escrever horror, em outros, poesia, romance, fantasia, aventura ou drama. Não tenho gênero porque minha vida não tem uma linha reta. Escrevo pelo comando do coração, por algo maior. Às vezes, ver uma manchete de jornal horrenda sobre a situação do mundo de hoje, o que acontece no meu cotidiano, me frustra, então disfarço com Arte. Mas muitas vezes, mesmo, são os emaranhados de coisas que estão no subconsciente e quando percebo preciso estar escrevendo toda a hora, senão algo entala dentro de mim. Fico confusa, com dor cabeça, nada presta se não escrevo.

5 – Quais escritores você recomenda? Por quê?

De um ponto de vista crítico, todos! Considero ler de tudo e de fora de sua zona de conforto, isso gera senso crítico e ativa a mente e interpretação textual. Eu gosto do Stephen King, Clive Barker e Sire Cedric por suas visões cinematográficas, assim como Pedro Bandeira, Kalunga e Mário Quintana por suas aventuras e poesias divertidas, respectivamente. Acho que Luis de Camões todos deveriam ler um dia pela riqueza da linguagem. O Joseph O’Connor escreve de uma maneira espetacular, seus romances foram os melhores que li por uma mistura de texto jornalístico com ficção.  As obras de Platão são importantes pela visão do mundo até hoje e pelo lado mais espiritual o Ken Carey trata de assuntos como nossa conexão com o Universo. Mas sempre recomendarei quadrinistas como Maurício de Souza e Stan Lee, em qualquer idade. Filósofos como Pierre Lévy e Francisco Rüdiger, como estudo Tecnologias Digitais, adoro esse universo cyborg. Quem curte saber mais sobre como os humanos estão interagindo com as máquinas deve conhecê-los.
J Gosto, também, de novos autores nacionais que vou descobrindo com o tempo através das antologias. Curto os trabalhos da Georgette Silen e Adriano Siqueira. Quem trabalha com amor à Arte me fascina.

6 – De todos os contos que você já escreveu, há algum que seja mais especial? Qual a razão?

Mais especial não, pois cada um tem um contexto por trás. É bem único, não tenho como vê-lo como superior. Mas me marcaram bastante: O Pianista, que é sobre um vampiro da região de Canela – RS, foi um dos primeiros publicados na antologia O Grimoire dos Vampiros, pela Ed. Literata. Esse meu personagem me cativou tanto que estou escrevendo um romance baseado no conto, eu acredito realmente nesse vampiro. A Lenda de Otto Wald, sobre um pirata zumbi, e A Fúria de Hália, ambos publicados na antologia Bandeira negra da Ed. Multifoco. Eu adorei escrevê-los, pois trata de piratas que, bem, não é segredo nenhum que eu gosto deles, ainda mais pelo meu livro solo. (rsrsr) Ah, o Flor-de-Lis , da antologia  Insanas…Elas Matam,  da Ed. Estronho, o conto trata um pouco sobre abuso sexual, de um modo sutil e com fantasia, na época que eu escrevi foi marcante porque me coloquei no lugar de um ato covarde como esse e me marcou.

7 – Qual foi o último livro que você leu e o que achou?

“O Sumo que não Podia Engordar”, de Eric-Emmanuel Schmitt, eu comprei esse livro por acaso em um mercadinho da praia, só por curiosidade. Quando comecei a lê-lo fiquei com muita raiva do personagem, o sumô, que teimava que existia um gordo dentro de um menino para que esse, um dia, aceitasse as ofensas, acabei entrando no personagem do menino de início, pela minha teimosia e por achar errado o julgamento sem conhecimento, mas logo percebi a “gorda” em mim e que tudo está de acordo com nossa percepção e de como podemos mudar o que está a nossa volta. Não sei se gostei do livro, mas ele é rapidinho de ler, tem umas 90 páginas.

8 – Agora, você pode usar o espaço para dizer o que quiser…

Bem, eu levo muito a sério a Arte por amor e por profissão. Estou aqui para deixar um pouquinho de mim e receptiva com quem quer acompanhar mais meu trabalho como escritora e quem sabe, algum novo contato, projeto…

Quem estiver lendo isso meu MUITO OBRIGADA pela atenção e desejo tudo em dobro para vocês e nos vemos por aí em algum evento, em algum lugar qualquer… Ah, mas como sou meio distraída podem gritar quando me verem. ;D

Agradeço mais ainda pela fofa entrevista e pelo espaço no blog!!

Muito obrigado por conceder esta entrevista, espero que seu livro seja um sucesso. Conte com o Leitor Cabuloso para divulgar. Abraços!

Muito obrigada! Que o céu te ouça e vamos que o amanhã não pode esperar. (rsrsr) Até mais!

Onde encontrar a Suzy no ciberespaço?

 

  • Rita souza

    ótima entrevista! uma coisa q eu gostei bastente e até me indentifiquei fui ela dizer q a motivação para escrever é a vida,o fato é q é assim comigo tbm,muitas pessoas q escrevem usam esse meio para se espressar!

    • Obrigado pelo comentário, Rita! Sim, a escrita é um meio de aliviar as cargas da vida. Espero um dia ver um livro seu!