RESENHA: SOB A REDOMA – É PEQUENA A CIDADE E PRO TIME NÓS TORCEMOS

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Sinopse: Em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.

Booktrailer:

Olá leitores cabulosos! Essa é uma resenha especial, é uma resenha dupla. Eu (Priscilla) e o Ednelson começamos a ler o livro no mesmo dia e decidimos fazer uma resenha dupla. Por isso, os comentários do Ed ficam em Azul e os meus ficam em negrito.

O desafio de hoje é tecer os meus comentários sobre um grande livro, mas não estou me referindo somente ao seu número de páginas, fato que torna a leitura um exercício físico, além de intelectual, moderado e sim à sua dimensão como uma obra fascinante. Não é pelo fato de ser um dos “Leitores Fiéis” do King que a minha avaliação será diferente do que faço normalmente, muito pelo contrário, por já conhecê-lo há alguns anos acredito que posso fazer um trabalho de maior qualidade. Tentarei fazer o meu melhor, como sempre almejo, seja qual for a obra, para que a minha humilde resenha fique à altura de “Sob a Redoma”. Vamos em frente.

 Já ouviram a expressão: Você só conhece alguém dentro de sua própria casa? Pois bem, imagine uma cidade presa em casa. Ninguém pode sair, entrar, interferir. Sob a Redoma mostra os habitantes de Chester’s Mill presos em casa. Mostra o que eles têm de melhor e pior.

 O livro começa com Dale Barbara, um ex-militar que esteve presente no Iraque, seguindo o caminho para fora de Chester’s Mill, após uma desavença com o filho do político de caráter duvidoso James Rennie, entretanto os seus planos são bruscamente alterados pela Redoma que surge sem qualquer anúncio.

Uma marmota é partida no meio, uma mulher perde a mão enquanto colhia de sua pequena horta no quintal, um avião e um caminhão batem em uma parede invisível. Essas são as primeiras de muitas baixas quando a Redoma cai. Diferente de alguns livros do King, acontece logo nas primeiras páginas – por isso não me diga que dei spoiler.

Como seria de se esperar, com a rotina radicalmente alterada, o caos se alastra pela cidadezinha como um super vírus e o sangue que é derramado chega a realmente impressionar, as mortes acontecem das mais variadas formas, o que demonstra a criatividade do Stephen King até mesmo nestes momentos fatídicos para as suas criações. Inclusive, um dos temas recorrentes nas obras de King é abordado logo no começo: A Morte. Alguém pode exclamar: “Já que ele escreve terror também não é esperado que ele descrevesse cenas de morte?  Mas a questão reside justamente em como King aborda a “Morte”. Em um de seus mais elogiados livros, O Cemitério, o escritor nos mostra a morte e o próprio “além” como algo encoberto de neblina, um mistério que nos inquieta à noite e nos traz pesadelos e no romance que estou analisando a morte, por meio do trágico destino de uma marmota, é demonstrada como algo extremamente primitivo, comum a todos os seres dotados de vida e, por isso mesmo, um atributo que biologicamente nos nivela, tornando as distinções que permeiam as nossas vidas um fruto da sociedade em que vivemos. Como os leitores mais assíduos de King sabem, ele gosta de colocar de vez em quando algumas reflexões (alfinetadas) em seu texto.

Amo quando o King descreve como os animais estão pensando. Como o Ed comentou, ele faz isso com a marmota e com um cão ao longo da história.

Depois dessa fase de fortes emoções, a trama dá uma “acalmada”, todavia nunca está realmente em ponto de repouso com tantas coisas acontecendo. Após o grande choque, King começa a efetivamente desenvolver os personagens (numerosos) do romance, sempre com uma linguagem popular, o que deixa o texto fluido e cativante. Durante a evolução da narração o quadro principal do romance vai se formando e eis que o livro se revela como uma tradicional disputa de dois lados ou forças, como preferir chamar, uma fórmula que o King já usou em A Dança da Morte”. Nesse contexto, os opostos que geram o conflito são: James Rennie, também chamado de Big Jim, uma pessoa que faz o que for necessário para manter o seu domínio, e Dale Barbara, alguém de quem todos sabem muito pouco do passado, mas sempre se comportou muito bem.

O livro é repleto de personagens o que deixa a leitura muito interessante. King não foca especificamente em ninguém. Claro que Dale e Big Jim são os principais, mas acabamos gostando de muitas personagens e odiando vários.

Por falar em ódio, esse foi um livro que me deu muito esse sentimento. Big Jim é um vilão e tanto e já que o Ed citou o Dança da Morte, deixo claro que eu senti mais raiva de Big Jim do que de Flagg. Acho que o fato de Rennie achar que está fazendo certo, usar Deus como desculpa, mas no fundo saber que é um filhodaputa ajuda bastante.

A partir de agora, alguns leitores podem presumir que o que temos é uma disputa de mocinhos e bandidos, mas King mais uma vez (como adora fazer) surpreende e mostra que até mesmo os personagens mais “bonzinhos” possuem os seus segredos e podem não ser exatamente um exemplo para um mundo melhor, mas estão tentando fazer o melhor que conseguem, ou seja, nas páginas de “Sob a Redoma” vemos pessoas comuns em uma situação extraordinária que intensifica as emoções e pensamentos que já estavam latentes, outra coisa recorrente nos romances deste cultuado escritor.

Claro que somente o fato de ter uma Redoma em volta da cidade que impede os moradores de sair e ter qualquer ajuda de fora, onde o ar fica cada vez mais escasso já é uma coisa tremendamente ruim, porém King coloca uma pitada de sobrenatural que nos deixa ávidos para o que vem em seguida.

O clima quente é amenizado de vez em quando por algumas piadas, ora pesadas, ora de humor negro, mas sempre bem inseridas em uma cena, algumas são para puro entretenimento, mas outras servem para reforçar traços nos personagens ou criticar algo. Afinal, Steven (como ele é chamado também) nunca dá um tiro no escuro, ao menos não consigo imaginar que alguém que criou um multiverso tão complexo, em que histórias e personagens costumam se cruzar como uma teia de aranha, seja capaz de escrever um livro e publicá-lo sem ficar atento aos detalhes. Ressalto que coisas de outros livros são mencionadas em “Sob a Redoma”, assim como há referências a outros personagens, assim acredito, mas isto pode ser somente produto de minha mente desconfiada.

Uma palavra resume o que o Ed disse acima: Corvos.

Com um aprofundamento impressionante na psique de alguns personagens, o leitor irá amar, odiar e ter apatia também, uma vez que em uma guerra, com muitas baixas por sinal, não são todos que assumem uma posição, preferindo frequentemente o conforto de suas poltronas, postura de indiferença tão comum até em nosso próprio país. Apesar de ser um leitor que vê os livros como água e comida, ou seja, algo sem o qual não vivo (acreditem, não estou exagerando), ainda me impressiono como a ficção consegue suscitar emoções tão reais.

 No final das contas, a redoma serve como uma metáfora para como o poder pode amiúde se tornar uma ferramenta de opressão em uma comunidade, estado, país, continente etc. O poder aqui é representado no político tirano Big Jim, mas poderíamos colocar nele as máscaras de vários ditadores que passaram pela história da humanidade e que em seus ápices acreditavam que poderiam se manter isolados de tudo e todos que pudessem interferir em seus sonhos megalomaníacos, mas, como sempre acontece, há uma faísca que teima em se rebelar contra a escuridão (Dale Barbara e as pessoas que se unem a ele). O desfecho conclui que todos podemos igualmente exercer peso para o lado que optarmos, não necessariamente se restringindo em uma visão maniqueísta, e temos tudo o que é necessário para tal: vida, apenas. Dou cinco selos cabulosos!

Como já disse anteriormente, o livro é repleto de personagens que realmente nos cativam, sejam bons ou ruins. Diante de algumas mortes eu realmente sentia falta daquela certa pessoa, diante de acontecimentos eu sempre torcia. E claro, torcia para Big Jim ter um final mais horroroso, macabro e doloroso de todos os tempos.

Bom, infelizmente o final em si não me agradou. Chegando nas últimas páginas me deu a impressão de que King não tinha realmente pensando em algo para terminar o livro e colocou “qualquer coisa”. Foi muito simples, mas não de um modo bom. Me desapontou um pouco. Por isso dou quatro selos cabulosos.

NOTA DA PRISCILLA:

NOTA DO EDNELSON:

Deixo um vídeo do próprio King falando sobre o livro:

Ficha Técnica:
Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
Origem: Estrangeira
Título original: Under the Dome
Ano: 2012
Número de páginas: 960
Skoob

  • Anton Malkov

    Gostei da resenha! Nestes últimos anos estou colecionando livros de King. Ate agora, meus favoritos são “IT” e “Apocalipsis” (versao extendida da Dança da Morte). Claro, também estou lendo A Torre Negra. Minha proxima compra será Som a redoma sem dúvida.

    (Disculpem os erros de portugues, meu idioma materno é espanhol)

    até

    • Obrigado pelo comentário, Anton. Acredito que você irá se apaixonar cada vez mais pelos livros de Stephen King, você já leu dos de seus grandes trabalhos. “A Torre Negra” considero a obra central da bibliografia de King. Em qual livro d’A Torre Negra você está? Lhe desejo uma ótima leitura de “Sob a Redoma”. Tranquilo, é muito bom saber que leitores de outros países visitam o blog.

    • Anton, IT é meu livro favorito do King *-* Eu estou devendo a leitura da série Torre Negra, mas vou fazê-lo em breve.
      Um grande abraço!

    • Anton Malkov

      Terminei de ler o segundo livro da Torre Negra. O primeiro livro é bem diferente as outras coisas que já tinha lido dele, pela introdução que ele faz no mesmo livro eu acho que o autor nao gostou muito desse livro tampoco. Agora que o segundo é bem legal. Tem outro livro Cell (Celular), que comença muito legal mas logo vai perdendo foco.
      Existe uma coletanea de contos de King chamada Niebla (editora española), que contém, La Niebla, El mono e El atajo de la señora Tood. “El mono” (o macaco) é um dos melhores contos que já li, fiquei muito surpreso com essa historia. Agora, a historia do atalho me lembra muito a visao do universo de King. A distancia mais curta emtre dois pontos não é uma reta, mas para achar esse caminho você pode achar outras “coisas”. Eu sou do Perú mas moro em São Paulo, cada feria vou a meu pais e compro um livro de King em espanhol para que assim meus irmãos também aproveitem de uma boa leitura.

  • Adorei essa resenha dupla, já que o livro é tão grosso foi ótimo para mim ler duas opiniões num só texto, estão de parabéns. Fiquei incrivelmente curiosa sobre o livro, me pareceu que mexe muito com o lado psicológico do autor e isso me deixa muito empolgada! E adoro livros grossos de qualidade, quando são bons assim valem o dinheiro e tempo investido. Fiquei curiosa a respeito dos pensamentos dos bichos hehehehe Beijos!

    • Sim, a ideia com a resenha dupla era justamente mostrar duas perspectiva que, mesmo concordando em alguns pontos, divergem em outros ou tem uma experiência distinta. Também adoro livros bons e gigantescos. Pago o quanto precisar, desde que tenho a grana, claro.

      Beijos!

    • Tati, primeiramente obrigada pelo seu comentário =D
      O livro mexeu sim com meus sentimentos, tem personagens que te cativam logo de inicio e alguns deles morrem para as mãos dos vilões o que te deixa com mais raiva deles.
      King é ótimo para escrever como os bichos pensam, é realmente divertido. Um livro repleto disso é Cão Raivoso.
      Abraços!

  • para eu ler – corrigindo ¬¬ XD

  • Oi Ed e Priscilla

    Amei a resenha dupla, não deve ser fácil falar de um livro tão grande, só situar já deve dar trabalho hehe mas vocês deram uma boa ideia do que o leitor vai encontrar. Apesar de não conhecer, não ter lido nada do King, esse parece bem diferente dos outros, pelo o que ouvi falar e agora li aqui. Eu achei a ideia genial, só não sei se faz o meu estilo.

    Bjus

    • Oi Cláudia. O King escreve terror de várias maneiras, ás vezes com monstros e outras o vilão é o monstro ser humano. Sob a Redoma é o segundo caso. É um terror psicológico. Pelas suas resenhas, acho que vc iria gostar sim.
      Abraços!

    • Oi, Cláudia.
      Bem, na verdade não foi tão difícil, pois o King sabe organizar as coisas e fica tudo muito fresco na mente na hora de escrever a resenha. A obra não chega a ser diferente demais dos trabalhos anteriores do King, mas, como sempre, deixa o leitor encantado. Para começar, lhe recomendaria o livro “O Talismã”.

      Beijos!

  • carliane sousa silva

    amei a resenha dupla! foi a melhor q ja li sobre esse livro! parabens aos dois! gostei de ver dois lados de uma mesma ideia,ficou interesante!

    • Carliane, fico mto feliz que tenhamos lhe agradado =D
      Abraços!

    • Obrigado pelo comentário, espero que agora você sinta-se ainda mais estimulada a lê-lo.

  • Lucia Maria Miranda

    … Concordo com a resenha e os comentários que vcs dois fizeram, realmente que Sob a Redoma é mais um mundo fictício fantástico que Stephen King criou e nos ofertou com essa estória extremamente sui generis. A fantasia é tanta que quase é real, haja que, quem sabe, um acontecimento desses pode vir a ser real e se somos os gigantes para algumas formiguinhas, poderão existir outros tantos gigantes, alhures, que nos taxem de insetos ou qualquer outra coisinha miúda e irrelevante e aí decidam, por passatempo, fazerem alguma brincadeirinha conosco. Endosso, como já disse em outro comentário, que achei o final muito compacto, muito sucinto, muito rápido, assim digamos, para o andamento de tudo que aconteceu até ali e eu esperava algo mais palpável e mais algumas tantas páginas com explicações mais pertinentes. Todavia, tirando o Big Jim Reenie, ególatra e megalômano, todos os demais personagens eu achei que bem compuseram o quadro de atuações e sofrimentos que adveio do isolamento de Chester’Mills e de forma notável, vcs descreveram isso com maestria com toda essa ampla descrição.

    • Oi, Lucia.
      O King é um mestre em criar mundo encantadores e que sempre deixam um gosto de saudade na boca. A fantasia do King se tornar mais crível por ele sempre aproveitar o espaço para desenvolver dramas humanos, problemas com os quais qualquer um de nós poderia se ver envolvido. O desfecho não nos fornece muitas explicações, mas creio que isso foi justamente para impactar mais e deixar-nos com uma sensação de desorientação mesmo depois de fechar o livro.

    • Lucia, realmente uma das coisas que assusta no livro do King é: “Isso realmente pode acontecer!”
      Não só o caso da Redoma em si, mas quantos Big Jims existem por aí eim…
      Eu tb não gostei do final, foi mto “vou acabar isso agora, cansei”, mas n me arrependo nem um pouco da leitura.
      Abraços!

  • Rita Souza

    Excelente resenha de vcs dois hein,eu sempre soube q vcs são uma bela dupla. O livro nem se fala né?? tá fazendo muito sucesso nesses dias,eu to morrendo de vontade de ler ele e vcs conseguiram multiplicar essa vontade!! PARABÉNS!!

    • Agredeço o comentário, Rita. Não sou grande coisa, mas sempre tento fazer o melhor. O livro é muito bom, mas não recomendo para quem está começando com King agora, seria melhor você buscar algo mais “leve”, se quiser, posso recomendar alguns depois.

  • Rita souza

    então Ed pode deixar q eu vou pedir suas dicas!!!

  • A maioria dos leitores de King para não curtir muito quando ele se afasta do sobrenatural para focar mais no terror psicológico. Eu, no entanto, adoro ler esses livros, pois são uma verdadeira aula de como fazer terror sem cair em clichês ou se apoiar apenas no gore e no sobrenatural para sustentar a história.

  • cristiane dornelas

    Achei a ideia desse livro tãããããã boa! Já vi uma porrada dos livros dele por aí, mas esse é o primeiro que tenho coragem e achei mais legal pra ler. Os outros ou eu me borro com umas resenhas ou não acho muito bom…Mas esse novo dele? Putz, tanta coisa legal que fica impossível não querer ler *-*

  • Lucas Borba

    Muito curioso pra ler este trabalho do tio Stephen.

  • Li recentemente o livro “Os Estranhos” onde, pouco a pouco, os habitantes também se isolam, mas de um modo diferente. As emoções provenientes desse isolamento, a forma com que as pessoas vão mudando gradualmente são realmente verossímeis. Há muito disso nos mesquinhos ‘reality shows’ que são transmitidos por aí. Alguém duvida que uma pessoa forte irá usar do físico para impor sua vontade, caso isso seja necessário?
    Quanto à descrição que vocês forneceram, isso é algo bem comum na escrita de King. Ele não precisa explicar o que está ocorrendo para que acreditemos. É incrível como ele captura o leitor com o decorrer do livro, principalmente com a presença de personagens que parecem pessoas com as quais convivemos. Essa similaridade traz força à narrativa e, volto a citar, ele fez isso muito bem em muitos de seus livros.
    Vou torcer para ganhar esse livro, porém o mais importante é saber que, cedo ou tarde, terei o prazer de lê-lo. Aliás, a resenha de vocês, em dupla, foi uma excelente ideia. Parabéns…

  • Ana Paula Barreto

    A premissa do livro já é interessante. O que pode acontecer de bom em um lugar cheio de gente de todos os tipos (e caráter) presa? É intrigante, no mínimo.
    Fiquei bastante entusiasmada para ler esta obra, já que ainda não li nada do autor.
    bjs

  • Eriton

    Na real, eu nunca li Stephen King e também nunca tive vontade de ler… Até agora 🙂 depois de ler esta resenha minha vontade de ter em mãos o livro “Sob a redoma” subiu a mais de oito mil. Pelo que vocês passaram a história do livro é muito bem trabalhada e seus personagens são cativantes, e depois de tanta coisa boa sobre o livro fiquei intensamente curioso pra ler.

  • Lucas Fagundes

    Stephen King é o mestre do terror e suspense! E parece que, pela resenha, Sob a Redoma não fica de lado. Preciso ler, tipo, agora! Haha

  • Eu tenho apenas A Zona Morta e ainda não terminei de lê-lo. Eu estou de olho mesmo na série A Torre Negra que dizem ser excelente, e creio que seja mais o meu gênero de leitura dentre os títulos do King. Mas também estou curioso por esse novo lançamento dele. E se ele desenvolveu bem mesmo todos os personagens, então é uma boa leitura na certa, pois sou do tipo que gosta mais dos personagens do que do enredo em si.

  • Oi pessoal. Gostei da ideia da resenha em dupla, ficou legal ler o ponto de vista de cada um. Eu ainda não li nada do King (eu sei, estou vacilando…), mas quero mudar isso logo.
    Gostei de saber que, apesar de ter protagonistas, o autor não se foca somente neles e abre espaço para personagens secundários que fazem diferença no enredo, sejam eles um cachorro ou uma marmota rsrsrs.
    Achei interessante ver que a Priscila não curtiu tanto o final, ao contrário do Ednelson.
    Espero que vocês repitam a dose e façam outra resenha assim. =)

  • Bruna Costenaro

    Nunca li nadinha do King, mas já vi diversos filmes e seriados baseados nas obras dele, e curti, tem uma pegada Amazing Stories, que eu amava! Amo histórias loucas que nos trazem reflexões. E parece ser o caso de Sob a Redoma, visto que a redoma é uma metáfora…=] Louca para estrear King com esse livro!!

    Boa Resenha!

    Miquilissss

  • Gostei da resenha, em especial quando fala que foi usada a mesma fórmula de A Dança da Morte, meu livro preferido. Acho que gostarei bastante de ler.

    Abraço

  • Paula C.

    Excelente resenha! Ah… Adoro este escritor, fico fascinada com os livros dele, o homem tem uma criatividade incrível! Muito curiosa pra ler esse livro dele!

  • Uau, fiquei em choque pela Priscilla ter se decepcionado no final. Até hoje não me decepcionei com nenhum final do King. Mas preciso ler pra ver.
    Eu sabia que a marmota era dividida ao meio mas poutz, pensamentos da marmota? Eu amo o King por isso.
    Ansiosíssima para ler esse tijolão!

  • Patricia M. Castro

    Eu nunca li nada do autor, infelizmente, mas quero mudar isso lendo sob a Redoma, que pela resenha achei que dever ser eletrizante.

  • Momento confissão: nunca li nada do Stephen King. Sou um pouco medrosa, rs, mas a cada dia acredito mais que preciso conhecer o autor. Deve ser bem interessante ver a transformação das personagens com o surgimento dessa redoma, realmente, as pessoas se revelam bem mais quando estão se sentindo acuadas. Fiquei curiosa para ler a história.

  • Thaiza

    Nossa, que legal a ideia da resenha dupla.
    Vi esse livro da estante de uma amiga da minha mãe e ele é lindo. E enorme!
    Vi o rebuliço todo que esse livro causou agora quando lançou e fiquei bem curiosa. Nunca li nada desse autor, mas já vi muita gente comentando de outros livros dele. Espero poder ler em breve.
    Enfim, sobre Sob a Redoma, fiquei um pouco confusa com a história, então mesmo que eu pegue pra ler, não sei se vai fazer o meu estilo ou se vai ser uma leitura prazerosa.

  • Luciana Cardoso

    Desde a primeira vez que li a sinopse desse livro eu fiquei muito curiosa em relação a história toda, e o que me impressionou tbm foi a tamanho dele rs… e o preço é claro (muito caro rs).
    Adorei a ideia de resenha dupla, achei muito interessante, gostei muito de saber o ponto de vista de vcs dois em relação ao livro.
    Espero em breve ter a oportunidade de lê-lo.
    Meus parabéns aos dois pelas belíssimas resenha, adorei.