LANÇAMENTO: EDITORA L&PM

2
Aventuras de Menino vol 1, capa

Muitos lançamentos ocorreram no mês de novembro (e sim eu sei que estamos atrasados, mas antes tarde do que nunca, não?). A editora L&PM, que trabalha com a linha de livros em formato pocket, trouxe vários clássicos e quadrinhos (mangás também!) para a sua coleção. Há tempos que os conhecidos pocketbooks deixaram de ser um artigo para quem não tem dinheiro para comprar livros com cabamento e, hoje, dado ao aumento substancial na qualidade de impressão se tornaram verdadeiros artigos de luxo.

Se você ficou interessado em adquirir algum (ou por que não alguns) dos livros abaixo não deixe de comprá-lo pelos nossos links:

solanin vol 1, capa

A Série L&PM Pocket Mangá  traz ao leitor brasileiro as melhores histórias e autores de quadrinhos do Oriente, com opções para todas as idades. E, Solanin 1, do premiado quadrinista japonês Inio Asano, o jovem casal de namorados Meiko e Taneda decide dar uma virada em suas vidas e ir atrás de seus sonhos de música e liberdade.

Assista ao um booktrailer do mangá:

Aventuras de Menino vol 1, capa

A série L&PM Pocket Mangá traz ao leitor brasileiro as melhores histórias e autores de quadrinhos do Oriente, com opções para todas as idades. Em Aventuras de menino, o mestre japonês Mitsuri Adachi explora, com a delicadeza que lhe é característica, a saudade da infância e a melancolia de tornar-se adulto.

Os anos de fartura, capa

“Um romance provocador, que convida à reflexão sobre a China de amanhã e que revela a verdade sobre a China de hoje.” (Xinran, autora de As boas mulheres da China)

“Uma fábula fascinante sobre a China que se apresenta no nosso horizonte.” (The New Yorker)

China, 2013. Com o colapso das potências ocidentais após a crise de 2008, o país se tornou a maior economia mundial, gozando de contínuo crescimento e uma harmonia social nunca vista. As maiores fortunas mundiais estão em mãos chinesas. A bebida mais vendida nos cafés Starbucks – agora uma rede chinesa – é o Latte Dragão Negro com Lichia.

É nesse cenário futurista que Chan Koonchung situa seu protagonista, Lao Chen, um escritor taiwanês de histórias de mistério que vive no exílio. Após reencontrar uma antiga paixão, a Pequena Xi – ex-dissidente e uma das duas únicas pessoas que parecem imunes à alegria eufórica que toma conta de toda a China –, Chen inicia uma investigação para tentar descobrir que fim levaram os 28 dias que desapareceram como que por passe de mágica do calendário, de cujos terríveis acontecimentos ninguém se recorda, e o que causou a aparente amnésia coletiva. E também para entender por que ele mesmo se sente feliz (ou ao menos contente), sem saber exatamente por quê.

Lançado em Hong Kong em 2009 e imediatamente banido pelas autoridades da China continental, onde só foi lido em milhares de cópias contrabandeadas, Os anos de fartura tem sido comparado em todo o mundo com grandes romances distópicos como 1984, de George Orwell, e Admirável mundo novo, de Aldous Huxley. Lançando mão de um futuro próximo sombrio, Chan Koonchung convida o leitor à reflexão não apenas sobre a China de hoje e sobre o preço da opulência e da felicidade, mas também sobre a conveniência da memória e do esquecimento, e sobre o que constitui a identidade de uma nação.

Eterno marido

Uma traição pode ter consequências trágicas. Mas como ter certeza de que o outro sabe que foi enganado? Em O eterno marido, Dostoiévski conduz seus personagens pelo fio tênue da dúvida e promove um surreal encontro entre um homem traído e o traidor.
Dostoiévski escreveu a obra em apenas três meses, durante o ano de 1869, quando não tinha dinheiro nem para colocar o manuscrito no correio. Publicado em 1870, este é um dos trabalhos mais refinados do autor e uma amostra das suas grandes temáticas, como a dualidade humana, e dos grandes personagens, como o homem comum que chega às fronteiras do crime. Um livro pungente, cercado de uma atmosfera de sarcasmo e ironia que beira a loucura.

Nico demo

Nico Demo sempre metido em confusão. O mais levado dos personagens criados por Mauricio de Sousa apronta uma atrás da outra, deixando todos à sua volta enfurecidos para valer. Esse garoto arteiro foi lançado no Jornal da Tarde, de São Paulo, em 1966, numa época em que a liberdade de imprensa estava por um fio. Suas tiras, mesmo sem texto, mostravam um lado entre o absurdo e o cruel da vida e acabaram censuradas. Esta edição é uma oportunidade única para resgatar a história de Nico Demo e se divertir com suas travessuras.

A odisséia, caixa

A L&PM Editores apresenta aos leitores de língua portuguesa uma novíssima tradução da Odisséia. Donaldo Schüler, um dos maiores helenistas brasileiros, traduziu diretamente do grego esta que pode ser considerada a obra isolada mais importante da literatura ocidental. Em formato pocket, a edição bilíngüe se apresenta em três volumes. O lançamento de Telemaquia será sucedido, nos próximos meses, por outros dois: Regresso e Ítaca, completando os 24 cantos do poema.

Surgida no século IX a.C., a Odisséia mostra as viagens e aventuras de Odisseu após a sua participação na Guerra de Tróia e o regresso do herói a Ítaca, para junto da mulher e do filho. A primeira parte da epopéia (cantos I a IV) relata a busca de Telêmaco pelo pai, enquanto Odisseu vive uma série de aventuras fabulosas pelo caminho, enfrenta inimigos, encontra feiticeiros, ninfas e conhece diversos lugares. O tradutor se esforçou para que a reunião desses relatos fosse contada com sua sonoridade original, aliando as falas à linguagem coloquial.

Homero, a quem se atribui a Ilíada e a Odisséia, teria nascido perto de Esmirna, no século IX a.C. Ele teria dirigido uma escola de retórica e em seguida viajado por todo o mundo mediterrâneo. Seu falecimento teria ocorrido na ilha de Ios. Atribuiu-se ao poeta os Hinos homéricos, composições épicas dirigidas aos deuses, e a Batracomiomaquia, paródia burlesca da Ilíada e de outras obras perdidas.

A questão homérica, uma das maiores discussões literárias do fim do século XVII, pôs em dúvida a existência de um único poeta para as duas epopéias ou mesmo para cada uma delas, indo até a idéia de “obras anônimas da criatividade popular”. Os progressos arqueológicos, históricos e lingüísticos do fim do século XIX permitiram rejeitar a tese de que a Ilíada e a Odisséia fossem fruto apenas da criação popular do gênio grego, e hoje se vê reforçada a idéia de que Homero partiu de elementos da tradição oral, organizando-os, dando-lhes forma final e complexificando as estratégias narrativas.

O jogador, capa

O jogador, publicado no mesmo ano de Crime e castigo (1866), é ambientado na Alemanha, e tem como protagonista Aleksei Ivánovitch, um jovem com um forte sentido crítico em relação ao mundo que o rodeia, mas carente de objetivos, que desenvolve uma paixão compulsiva pelo jogo (vício que acometeu o próprio escritor).

Neste obra, Dostoiévski expõe os personagens nas suas motivações mais íntimas, com humor e ironia. O fascínio torturado dos jogadores, o descontrole e o desespero, as paixões que beiram a loucura, a solidão sem perspectivas, além de uma análise social impiedosa, por vezes satírica, fazem de O jogador uma obra-chave para adentrar na literatura de um dos maiores escritores russos.

O escaravelho de ouro, capa

Enquanto viveu, Edgar Allan Poe obteve seu maior sucesso com o conto O escaravelho de ouro. Em uma ilha deserta na Carolina do Sul, o excêntrico William Legrand encontra uma nova espécie de inseto, um escaravelho dourado. Com a descoberta, Legrand, seu criado e um narrador sem nome sairão em busca de um tesouro escondido. O coração da narrativa, o artifício que a fez famosa, é a minuciosa e fascinante decifração de uma mensagem criptografada.
Poe (1809-1849) viveu pouco, enfrentou penúrias e catástrofes pessoais e morreu em circunstâncias misteriosas. Foi poeta, editor, crítico literário e um grande desbravador de gêneros. Seu legado para a literatura é como um tesouro infinito. Seus contos são pérolas macabras, góticas, burlescas, científicas e não menos aventurosas. Agarram o leitor pelo pescoço. Esta coletânea também inclui O coração delator, O sepultamento prematuro e O mistério de Marie Rogêt – uma das três únicas narrativas protagonizadas pelo inspetor Dupin – , entre outras histórias arrebatadoras.

Confira os contos presentes nesta edição:

“Manuscrito encontrado numa garrafa”
“O encontro”
“Morella”
“A conversa de Eiros e Charmion”
“Uma descida para dentro do Maelström”
“O mistério de Marie Rogêt”
“O coração delator”
“O escaravelho de ouro”
“Um conto das Montanhas Escabrosas”
“O sepultamento prematuro”
“A caixa oblonga”
“Tu és o homem”
“O demônio da impulsividade”

Persuasão, capa

Anne Elliot, a heroína de Persuasão, é uma nem tão jovem solteira que, seguindo os conselhos de uma amiga, dispensara, sete anos atrás, o belo e valoroso (porém sem título nobiliárquico e sem terras) Frederick Wentworth. No entanto, o futuro sentimental e financeiro de Anne não é muito promissor, e quando o destino a coloca frente a frente com Frederick, agora um distinto capitão da Marinha britânica, reflexões, conjunturas e arrependimentos são inevitáveis.

Concluído um ano antes da morte de Jane Austen e publicado postumamente, seu último romance, que contém fortes elementos autobiográficos, aborda o risco de se dar conselhos – e de se segui-los. Com toda graça, humor, leveza, ironia e ousadia de estilo de suas obras mais conhecidas, Persuasão, originalmente publicado em 1818 num mesmo volume com A abadia de Northanger, é uma bela despedida daquela que pintou a vida e as agruras femininas em uma sociedade patriarcal como nunca antes e nunca depois.

Cem sonetos de amor, capa

“Com muita humildade, fiz estes sonetos de madeira, dei-lhes o som desta opaca e pura substância (…)”

(Pablo Neruda in Cem Sonetos de Amor)

O poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) foi, sem dúvida, uma das vozes mais altas da poesia mundial do nosso século. Ao mesmo tempo, o poeta engajado nas causas da liberdade, o exilado, o resistente, é protagonista de uma das aventuras mais expressivas da lírica em língua espanhola. Seus poemas de amor – e estes Cem Sonetos de Amor são um dos legados mais perfeitos – emocionaram e emocionam várias gerações. Poeta admirado internacionalmente (é personagem do filme O Carteiro e o Poeta), recebeu a consagração definitiva com o Prêmio Nobel de Literatura em 1971.

As aventuras de Huckleberry Finn, capa

Lançado em 1885 como sequência de As aventuras de Tom Sawyer (1876), a história de Huck Finn, no entanto, ganhou autonomia: é unanimemente considerada a obra-prima de Mark Twain e mudou para sempre o imaginário dos Estados Unidos.

Para se livrar do pai bêbado e violento, Huckleberry Finn se refugia em uma pequena ilha do rio Mississippi, onde se alia com Jim, um escravo fugido. Em busca de liberdade, a inusitada dupla se lança numa viagem pelo leito do rio, às margens da sociedade pré-Guerra Civil.

Marco fundador da narrativa estado-unidense, o romance registrou a fala comum da gente simples e inaugurou a tradição – central das artes americanas – do anti-herói jovem e espirituoso que, graças à condição de desajustado, goza de uma visão privilegiada do mundo. Muitas vezes alvo de polêmicas, Huck Finn  não cessa de suscitar reflexões sobre o absurdo da humanidade.

  • Rita Souza

    gente adoreeeei a caixa odisséia.Hoje minha mãe vai ser recebida assim: mamãe querida sabe oq eu quero de natal…?

    • Rita,

      Adorei a frase de boas-vindas! E ai o que sua mão respondeu? A caixa de odisséia é tentadora mesmo!

      Obrigado pelo comentário.

      Abraços.