RESENHA: “DESTINO” DA ALLY CONDIE

3
Capa do Livro Destino
Capa do Livro Destino

Edição: 1
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788560280810
Ano: 2011
Páginas: 240

Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.

Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.

Olá mais uma vez meus queridos amigos cabulosos, estou aqui novamente para mais uma resenha e nesta vou falar sobre Destino de Ally Condie e Editado pela Suma de Letras, selo da Editora Objetiva. Pois é pessoal, Destino é uma história futurista em que os humanos vivem em uma sociedade totalmente “utópica” e sem “problemas” controlada pelo governo que, por sua vez, controla a vida das pessoas do nascer ao morrer. E com essa deixa começo perguntando: como vocês imaginam que sejam o futuro daqui há alguns séculos?

Bem, espero que não venha a ser tão monótono como é no livro. Na verdade o livro não é ruim, pelo contrário, é bem interessante por conter várias menságens subliminares e que, por sua vez, pode muito bem se adequar aos dias de hoje. O que não ajuda muito é o romance que existe no livro e como as ideias da personagem principal tomam caminhos totalmente adversos a sua realidade, é na verdade, uma coisa bastante forçada, de repente ela se apaixona, de repente ela percebe que tudo o que ela vive é uma grande mentira, de repente ela se rebela e de repente todos que seguiam as regras ao pé de letra a ajudam a se rebelar.

UAU… Agora pensem comigo, como é que uma pessoa nascida em uma sociedade de mais de trezentos anos, consegue se livrar de toda uma cultura imposta a ela desde que nasceu? E pior, que acompanha sua família desde sua tataravó? É como se a sociedade de hoje, do nada, descobrissem que os esportes são na verdade, projetos criados pelo governo para impedir que as crianças e os jovens pensem no futuro e passem a impedir o poder dominante de governar e dessa forma, se rebelassem parando de jogar futebol. OU SEJA, HEMMM?

É já que Ally tinha a intenção de escrever mais de um livro deveria fazer as coisas com mais calma ou pelo menos deveria aumentar a quantidade de páginas de seu livro, melhorando o desenvolvimento da história. OK, OK, eu tô sendo muito crítica mas, talvez não, e eu só esteja querendo que a história que tinha tudo para ser muito boa, não seja apenas boa, estou esperando a continuação da série e espero que dessa vez, não seja tão jogada como essa. Na verdade o que está sendo jogado são as partes interessantes da história, onde, como já comentei, deveria ser mais devagar e o que deveria ser pincelado come metade do livro tornando-o um pouco monótono.

Mais uma vez, a história é interessante, mas poderia ser mais “desenrolada” mas, mesmo assim, o final deixa o leitor querendo saber como a série vai continuar, o que vai acontecer, pois termina em uma fase super importante da personagem principal e por esse motivo, coloco dois selos cabulosos nessa leitura, abrindo espaço para a sua continuação: Crossed.

Olha só gente essa é minha opinião, não quer dizer que vocês achem a mesma coisa, por isso quero saber o que vocês acham, comentem, me mostrem suas opiniões sobre o livro 😉

NOTA:

AVALIAÇÃO: LEGAL!!!
  • Minha amiga Maiana, devo discordar de um ponto na sua resenha. Não acho justificável seu argumento no terceiro parágrafo.
    Vamos mudar seu exemplo do futebol para a televisão, vamos reconstruir a frase.
    “É como se a sociedade de hoje, do nada, descobrissem que a televisão é na verdade, projetos criados pelo governo para impedir que as crianças e os jovens pensem no futuro e passem a impedir o poder dominante de governar e dessa forma, se rebelassem parando de ver televisão”!
    E ai Maiana, você acabou de descobrir isto, o que fará? Não é justificável?
    Vou dar outro exemplo, vivo numa sociedade católica que ha 2000 mil anos acredita num cara que é santo e vai voltar. Isso que dizer que não posso de repente descobrir que isso é uma farsa e me rebelar?!
    Acho que o sentindo do livro é você quebrar barreiras, mudar a forma de pensar, ou melhor sair da redoma de vidro da sua atual perfeita sociedade e descobrir outras realidades.
    Outro ponto que preciso ressaltar é que o livro traz uma temática distópica, por isso, sempre trará um indivíduo, ou vários, que nasceram em um sociedade e que percebem que ela não é tão perfeito, mas sim distorcida, rompendo esta barreira de pensamentos que fora imposto.
    Vou dar exemplos de outros livros neste temática:
    Trilogia FEIOS
    Trilogia Jogos Vorazes
    Trilogia do Jardim Químico
    O livro 1984, entre outros.
    Tirando isto gostei da sua resenha e dos outros pontos que você argumentou para dar esta nota ao livro.
    Confesso que não tirou minha curiosidade e sim aguçou ainda mais!
    Mega cheiros!

  • Hum, resenha realmente interessante. Gostei do seu jeito crítico; a maioria só sabe fazer resenhas dizendo o quão bom o livro é e bla bla bla sem apontar decentemente os pontos negativos da história. Mas ainda assim estou levemente curiosa com o livro, vou dar uma chance depois que eu comprar a Trilogia Jardim Químico e terminar Feios! Viciados em distópica aqui é mato :/

  • Pingback: LEITOR CABULOSO » PODCAST: CABULOSOCAST #21b – HISTÓRIA DA FICÇÃO CIENTÍFICA()