RESENHA: “LABIRINTO DOS OSSOS” DA SÉRIA “THE 39 CLUES”!

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Capra de “O Labirinto dos Ossos”

Olá Ouvintes-Leitores! Se preparem para uma excelente aventura com o primeiro livro da série “THE 39 CLUES” escrito pelo nosso querido Rick Riordan.

Vou logo de antemão dizendo que a resenha de “O LABIRINTO DOS OSSOS” não veio acompanhada de “DICA DE LEITURA” já que fiz uma, a mais ou menos um mês atrás, sobre todos os livros lançados pela Editora Ática no Brasil. Então vão lá e curtam esta deliciosa ”DICA DE LEITURA” e minha descoberta ao comparar esta série com o desenho animado “ONDE ESTÀ CARMEM SANDIEGO?

Caros Leitores, eu confesso que não esperava muito de “THE 39 CLUES”. Primeiro pelas capas, não as curto com ilustrações desenhadas, me lembram dos nossos fadados paradidáticos. Já se tocaram que quase todos eles possuem na frente um desenho, as vezes mau feito, para deixar a coisa mais simpática ou chamar nosso atenção? E as capas tupiniquins desta série realmente não me agradam, declaro que prefiro as capas americanas que a deixam com uma cara um pouco mais neutra e menos infantilizada. Segundo, era isso mesmo, achava que a série seria voltada apenas para um público infato-juvenil. Não que não seja, ela cumpre bem seu papel para divertir um faixa etária mais nova, mas também cumpre sua função em englobar os leitores mais maduros.

Vou disponibilizar aqui a sinopse deste primeiro livro, para vocês saberem um pouco sobre ele.

Começou a maior aventura dos últimos tempos e você é um dos escolhidos para participar. Imagine ter que optar entre 1 milhão de dólares ou a primeira de 39 pistas para um dos maiores segredos da humanidade. Os irmãos Amy e Dan Cahill escolheram enfrentar o perigo e correr atrás da herança misteriosa que foi deixada pela avó.

Será que eles vão conseguir descobrir esse mistério antes dos outros Cahill que também estão atrás desse tesouro? Entre de cabeça nessa trama recheada de ação e suspense.

O Labirinto dos Ossos é o primeiro de 10 livros da coleção THE 39 CLUES, que já é um sucesso no mundo todo.

Não fique fora dessa caçada.

Para que não sebe, o projeto de “THE 39 CLUES” é composto por dez livros que já foram todos lançados nos EUA e possui a participação de vários escritores. Ou seja, cada livro foi feito por um autor diferente. Para mim este é o grande trunfo desta série, já que vamos ter vários ritmos de narrativa. No primeiro livro, os irmãos Amy e Dan Cahill saem numa busca desenfreada pelas pistas que levarão ao tesouro mais importante da humanidade. Claro que a coisa não vai ser tão fácil assim, além de ter uma família a ponto de matar uns ao outros, eles ainda vão ter que desvendar as 39 pistas que levaram a esta inimaginável herança. Logo, você aprende e se diverte ao mesmo tempo de uma maneira bastante inteligente.

Caros leitores, vocês perceberam que usei a palavra projeto para denominar esta coleção de livros? Porque é isto mesmo que estas aventuras representam. Não é nada mais que juntar ótimos escritores da literatura juvenil e fazer um trabalho que seja divertido e ao mesmo tempo tenha um lado educativo.

Não é inegável que quando li  “O LABIRINTO DOS OSSOS”, comecei a perceber que enquanto a aventura se desenrolava, eu também estava aprendendo um pouco sobre história, química, biologia e física. E foi isso que senti quando eu terminei o livro.  Uma sensação de que acabara de ter uma excelente leitura e aprendido mais sobre Benjamin Franklin do que D. Pedro II. Então me perguntei. Por que nós brasileiros não fazemos o mesmo? Juntarmos vários escritores nacionais e indealizar um projeto parecido. Juntar dois adolescentes que irão atrás de pistas ao redor do Brasil? Faremos nossos adolescentes ler, aprender sobre nossa história e se divertir ao mesmo tempo. Agora, nada de capas desenhadas parecendo paradidáticos. E sim um grande projeto que envolveria nossos melhores escritores infanto-juvenis e com uma mega divulgação nas mídias. Mas por que isso não acontece Serena? Simples, nosso Ministério da Educação passa mais tempo ventando, desnecessariamente o que o adolescente não dever ler do que realmente desenvolvendo algum projeto de incentivo a leitura.

Deixando as críticas de lado, recomendo sim, a leitura deste excelente livro pois ele é o tipo leitura que engloba e encanta a família toda e quando você termina, não vê a hora de ler o segundo volume.

  • Surtur

    É, Rick Riordan está com tudo! O cara sabe tornar a leitura de suas histórias uma experiência divertida e instrutiva.

    Vejo muitos jovens correndo atrás de grandes obras clássicas – procurando conhecer mais de mitologia grega e indo parar em Ilíada e Odisséia – graças ao jeito dele de tornar temas que antes eram considerados chatos em algo interessante e empolgante.
    Isso é muito bom e fez eu admirar a obra desse cara.

    Confesso que as capas nacionais dessa série 39 Clues foram as responsáveis por eu, até então, não ter me interessado. hehe Não sabia do que se tratava e depois de ver as capas, nem dei bola.
    Mas depois dessa resenha eu vi que o tema me interessa. E parece ser até mais instrutivo quanto a série de Percy – engloba “matérias” variadas. rs

    Realmente, Serena, você tem razão. Poderiam tentar fazer algo assim aqui no Brasil a fim de aumentar o interesse dos jovens pela nossa cultura e nossa história. Como vocês disseram em um Cabulosocast: Eles, de cara, já nos forçam a ler livros clássicos de 1800 sem qualquer explicação de por quê isso é importante e acabam por nos fazer perder o gosto pela leitura logo de início.

    O único que me veio à cabeça quando li sua crítica foi Monteiro Lobato, que deu vida ao folclore brasileiro colocando-os em interação em seu famoso sítio e reavivando o interesse das crianças pelas nossas lendas.

    Como você disse, seria muito interessante se fizessem uma aventura no estilo 39 Clues envolvendo fatos, personagens e lugares históricos do Brasil. Os jovens aprenderiam se divertindo.

    Além do problema que você citou, acho que também faltam autores que queiram escrever coisas sem ser da modinha.
    Na internet eu vejo muitos escritores começando, querendo lançar seus primeiros livros sobre vampiros, anjos, demônios ou uma mistureba disso tudo que está fazendo sucesso, visando apenas fama e grana.
    Vejo muito poucos com interesse em acrescentar algo à cultura.

    • Surtur, não canso de dizer que amo seus comentários! E desta vez você estava inspirado! Excelente!!!!
      Verdade, o Riordan realmente incentivou muito os jovens a gostar mais de história e de mitologia grega! E as capas, concordamos em tudo. Realmente não são tão atrativas a um público mais velho.
      Que bom que você gostou da minha ideia! Mas discordo de um ponto. Não acho errado os escritores brasileiros fazerem livros mais voltados para a modinha como você mesmo disse. Os escritores tem que ganhar dinheiro com alguma coisa, não?! E se é isso que os jovens estão consumindo, por que não investir, não acha?!
      E você pensa que chamaram o Rick Riordan para fazer o primeiro livro da série porque? Só para ser instrutivo?! Acho que não, também é visando o lucro, claro. Acho que os autores deveriam pensar mais assim, em o livro não ser apenas instrutivo mais também em um meio de divertir e por que não ganhar algum dinheiro?!
      Pense nisso.
      Super cheiros da Serena!

  • Surtur

    Fico muito feliz de saber que você gosta dos meus comentários, Serena, pois eu adoro comentar aqui! hehe Cada postagem mais legal que a outra.

    Sobre os “escritores de modinha” você tem razão. Essa é forma mais acertada de um escritor se manter. E isso é necessário se ele resolver viver disso.
    Mas acho que me expressei mal numa parte: Eu também não acho errado, eu quis dizer que a maioria – desses escritores que comentei que eu vi procurando editora – pensa em escrever sobre temas da moda visando APENAS lucro e fama. Talvez por deslumbramento diante da fortuna alcançada por alguns autores, principalmente J. K. Rowling e Stephenie Meyer.
    Obs: Essas duas não escrevem sobre modinha. Elas “lançaram” modinhas, né?hehe

    Como o aclamado autor brasileiro Eduardo Spohr diz em suas aulas, o interessante seria se o escritor fizesse um livro com “camadas”:
    A camada da diversão – para entreter e prender a atenção até o final.
    Uma camada informativa, que acrescente ao conhecimento – História, por exemplo.
    E uma camada de filosofia – A fim de fazer o leitor refletir um pouco por si só.

    Na verdade conheci alguns livros da modinha que estão mais para livros de “desinformação”.
    (House of Night, por exemplo, você já viu a mistureba que essas duas fazem com variadas culturas, religiões e filosofias sem embasamento algum? Meu Deus do céu!rs)
    Mas no entanto, diverte bastante as jovens e por isso vende que nem água.
    As duas autoras usam apenas a “camada” mais lucrativa. hehe

    Mas JURO que não tenho nada contra esses livros. Até leio alguns, por curiosidade e pra saber como anda o gosto da “galera”.
    E também porque minha namorada adora esse tipo de literatura. Sempre levo ela para ver os filmes baseados nesses livros. (Pô, eu sou legal, hein!rs)
    Em breve, com certeza, ela vai me obrigar a ler Fallen! Ela adorou.

    • Verdade, elas criaram a “modinha”! Risos
      Não, a escritora de “house of night” usa a camada do lucro, claro, e também da diversão já que os jovens se divertem lendo suas histórias!
      Realmente Surtur você é um cara super legal! Virei sua fã!
      Antes que sua namorada faça você ler Fallen, eu digo, leia Fallen e também Sussurro! Ela vai te amar para o resto da vida! Risos

      Super cheiros da Serena e obrigada pelos sempre “encorpados” comentários.